Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

A copa continua pessoal! Allez sudaméricains!!!


Na senda dos apressadinhos da imprensa, que vivem de matérias e especiais sobre sucessos e tragédias, efemérides e conquistas inéditas, uma eliminação de virada é prato cheio para anos e anos a fio.


Nesta Copa, favoritos tombaram cedo: Itália e Inglaterra...não conto com França pq essa nem na Copa de fato... vexame total. O Brasil veio com uma seleção bastante criticada por suas ausências, como em diversas ocasiões veio. Aos trancos e barrancos venceu o grupo da Morte, o G. Escapou da chave cruel que envolvia Espanha, Alemanha e Argentina (estas duas que se enfrentam vão fazer uma espécie de final antecipada, pois até então foram as melhores em campo), mas todos sabiam que uma Holanda havia no caminho. Eficiente, 100%...enjoada e catimbeira, veloz e inspirada.
Aos países sulamericanos, o devido respeito quem sempre mereceram, mas os números negavam. Nas quatro quartas de final, um em cada jogo.Pois o sempre favorito foi mais cedo. Aí, em outros veículos, saindo da imprensa mas nunca dela isentos, torcedores revoltados apontam os mais improváveis culpados: Mick Jagger, o homem seca-capim; o infame e grosseiro, teimoso, bravo, guerreiro e eterno capitão do Tetra como técnico, pelas escolhas erradas; o tal de Felipe Melo, o escolhido da vez pelos milhões de galvões buenos (no diminutivo mesmo,dada a quantidade de besteira dita hoje) que demoram a entender que o jogo é coletivo, e a derrota é igualmente uma possibilidade em relação a uma emocionante vitória; culpam os craques, culpam os pernas-de-pau...caçam alvos que serão marcados e massacrados sem a menor chance de retratação. Como Roberto Carlos, destaque em 2002, culpado em 2006? Nem tanto, nem menos. Um a mais, em 11. E muitos esquecem dos valores do "inimigo", pq em jogo de Copa é uma guerra representativa.
Numa encruzilhada,acusaram Robinho de nervosismo, de sumiço. O pus aqui no post porque discordo mesmo do (que considero ) bom comentarista Junior e do (que considero) doidim Casagrande. Discordo pois foi um dos jogos mais bem executados pelo jogador, que não se escusou, não se omitiu...batalhou, sofreu, vibrou com um gol, se frustrou com um outro bem anulado...viveu o intenso jogo. O incluiram num grupo dos que sumiu no segundo tempo. Historicamente imprensa e torcedores elegem aquele que se omitiu: Cristiano Ronaldo, Henry, Kaká, Rooney (o inglês e sua versão asiática), como Ronaldinho Gaúcho, como Zico, como até Pelé em outras copas... como Maradona, que agora tenta a sorte fora de campo, mas sempre presente na mente de seus jogadores.
A Holanda venceu, e o fez pois aproveitou melhor quando o jogo esteve em seu favor. Sem Dunga ou com Dunga, sem seus craques ou com eles. Eram outros 11, outros sentimentos. Na derrota, muito se esquece do outro, a alteridade passa longe, mesmo sendo tão real. Outros 7 times continuam na disputa. Que sobrevivam os hermanos, os celestes, os guaranis...que lutem os laranjas, que lutem os africanos com sua gana, com os espanhóis em fúria, ou os alemães em sua renovada disposição.
Para os sulamericanos, a copa continua. No diminutivo e no aumentativo. As repartições vão voltar ao normal, aos recem-concursados a luta pelos exames continua (como meu caso), aos amantes do futebol... ainda vale a pena torcer.
E aos brasileiros, 2014 é daqui a mais quatro. Nada tão óbvio, nada tão trivial, nada tão perto...Allez sudaméricains!!! Go southamericans! Vamos! A Copa ainda é nossa.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Futebol no Histórias e Velocidade? Eu também vou me arriscar


Ola pessoal que curte o blog. Enquanto eu eu o Jobson esquentamos algumas novas idéias para o blog, não pude deixar de falar sobre a Copa do Mundo, que felizmente estou podendo acompanhar vários de seus jogos, pois sou um recem-graduado com parcos empregos e esperando ser convocado nas seleções pelas quais passei.

Até agora, nunca tinha falado de futebol por aqui...nunca achei necessário, mas não me contive.

Até agora, a única seleção que jogou convincentemente foi a Alemanha. São bons, rápidos, táticos e eficientes. O Ozil, olhão armador do time, fresca demais mas joga muito. Mesmo sem Ballack, esse time promete....se bem que promessas em tempos de copa acabam por se tornando erros. Geralmente quem vence uma copa começa mal, mas vai crescendo ao longo da competição, aos trancos e barrancos. Foi assim nos últimos 20 anos.

A Argentina, da qual me simpatizo muito (não tenho esse sentimento de rivalidade besta que a maioria dos brasileiros tem) tem um ataquezaço, que ainda sim ficou devendo, e uma defesa mal armada, com gente ruim. Maradona foi craque, gênio...mas como técnico colocou uma armação complicada, que está a mercê de um bom contra-ataque. E outra: deixa o Pelé em paz, caral....!

Itália e França não foram capazes de superar nossos companheiros sulamericanos, que são limitados mas com potencial...Inglaterra parecia que ia jogar bem, mas é uma carniça.Dos africanos, Gana pode chegar às oitavas, África do Sul é marrromeno, Camarões decepciona e Argélia é uma bosta.

Muito se falou da Nova Zelândia, mas é a Austrália que é ruim p/ caramba. Eslováquia e Eslovênia, assim como Dinamarca podem fazer mais do que fizeram... e a Holanda pode ser o tal time que vai crescer e ameaçar.

O Brasil caiu mesmo no grupo da morte. A maioria pode discordar de mim, mas é o grupo mais equilibrado, mesmo. Portugal é irregular, Costa do Marfim na minha opinião foi melhor e só não ganhou pq é outra que fresca demais. Muito se subestimou os coreanos, mas tanto a do Norte (e que piada paia é essa de República Popular e Democrática em um país ditatorial, falso comunista e hipócrita?) como a do Sul (que não é do grupo do Brasil mas é boa de se ver jogar) são rápidos e disciplinados, e aprenderam a usar a habilidade que eles sim tem para oferecer. Já o Brasil é meio de muita correria sem movimentação. Não surpreendem, mas tem um imenso potencial para se explorar. Gosto de Luiz Fabiano, mas não tá rendendo bem. Nilmar foi melhor. Kaká se deslanchar pode ser que mude a cara do time, e Robinho tanto se acostumou a armar jogadas que não é mais um atacante, para a sorte do Brasil, vide segundo gol...Já pensou se fosse empate hoje? A imprensa iria enlouquecer.

Amanhã tem a Fúria. Decepcionaram na Copa das Confederações (queria muito ver o desafio de jogar Brasil e Espanha), mas são muito bons. Espero que eles voem longe nesta Copa, pq se jogarem tudo que podem, vai ficar difícil para nós sulamericanos.

Balanço geral? Copa sem brilho, sem muitos gols, sem muito empolgar...mas muito interessante saber quem vai ser o campeão.

Ah...para finalizar, uma reflexão sobre o nacionalismo em copas: o nacionalismo surge como expressão de imposição de si mesmo sobre o outro, no caso em auto-afirmação do país. É construído e reconstruído. Não só em termos de esporte; extrapola os limites sentimentais : expressa ideologias em disputa, intenções e eleições de símbolos. Sempre é bom termos olho-vivo para o quanto o capitalismo emprega forças em uma copa, o quanto o jogo político em nosso país se movimenta enquanto olhos estão acompanhando um evento único.

Copa é legal que só, mas é sempre bom curtir o melhor dela sem deixar de estar atento ao que realmente vai pesar no final das contas: a luta diária.

Abraços a todos...se der na telha trago mais reflexões sobre esta copa.