Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A sina continua: Toro Rosso Ferrari.


Se Red Bull te dá asas, as da Toro Rosso foram devidamente cortadas ao final da temporada de 2008. As saídas de Sebastian Vettel, e principalmente, de Gerhard Berger enfraqueceram demais o time (que terminou àquela temporada como sensação), isso somado à falta de investimentos, além da verba cada vez menor vinda da matriz.


Em 2009, o time de Faenza amargou o ultimo lugar, em 2010 repetiu o feito, isso se desconsiderarmos as novatas, claro! Enquanto a Red Bull Racing ganhou tudo que podia nesse ano, a filial continuou com apresentações sofríveis. 2010 marcou a primeira temporada da equipe como construtor independente, ou seja, o projeto do STR-05 não contou com a assinatura da Red Bull Technology.


Um dos motivos para o fraco desempenho da equipe como um todo. Para se ter uma idéia, a Toro só conseguiu estrear o F-duct faltando cinco corridas para acabar o campeonato, além de ser um recurso que será proibido na próxima temporada, do que adiantou?


Com a saída de Berger, a equipe ficou aos cuidados de Franz Tost, que não é nenhum líder, muito menos um lorde. Sob sua administração a equipe, que, fundada com objetivo de revelar promessas para o automobilismo, usando o programa de jovens talentos da Red Bull. Entretanto, a Toro Rosso tem se especializado mesmo em descontinuar carreiras na F-1.


Já há uma boa lista de pilotos “queimados” por Tost. Os principais foram Scott Speed e Sebastien Bourdais que, aliás, foram cobrados e criticados abertamente na imprensa pelo austríaco, assim como os outros que tiveram a infelicidade de passar por lá, mesmo sem ter a disposição um bom equipamento, ou seja, se algo deu errado na corrida, a culpa é única e exclusivamente dos pilotos. Altamente motivador correr para eles!


As coisas não devem mudar muito em 2011, enquanto for de propriedade da Red Bull e Franz Tost estiver no comando do time, a Toro Rosso seguirá sua sina.

  • Posição: 9º
  • Pontos: 13
  • Voltas na liderança: 1
  • Nação: Itália

Seus pilotos:


16. Sebastien Buemi


Protegido de Tost em 2009, Buemi começa a sentir o veneno do chefe, está passando pela mesma situação que Bourdais viveu na equipe, críticas e comparações negativas com o companheiro. No duelo com Alguersuari venceu nas classificações e nos pontos, mas nas corridas foi mais discreto que o espanhol. Terá a sombra de Daniel Ricciardo, confirmado como terceiro piloto do time na próxima temporada. O recado já foi dado por Tost, se não agradar...


  • Posição: 16º
  • Pontos: 8
  • Voltas na liderança: 1
  • Nacionalidade: Suíço.



17. Jaime Alguersuari.


Depois de substituir Bourdais no meio da temporada passada, Jaime em sua primeira temporada completa, saiu-se relativamente bem em pistas que ainda não conhecia. O duelo com Schumacher, na Austrália foi seu ponto alta no início do ano. Perdeu nas classificações e ficou atrás do suíço na tabela, mas foi muito mais brigador nas corridas, até com o carro. Assim como o companheiro já se candidatou a vaga de Mark Webber na matriz, e nesse quesito Alguersuari parte na frente. É o atual queridinho do chefe, mas até quando?


  • Posição: 19º
  • Pontos: 5
  • Nacionalidade: Espanhol.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pobre Toro Rosso... Parte 2.

E os pilotos? Eu particularmente não acredito que seja culpa deles, aliás, acho que são ótimos pilotos que estão fazendo o máximo dentro das limitações da equipe. O suíço Sebastien Buemi que sempre participou do programa de novos talentos da Red Bull era visto com certa desconfiança, mas está fazendo uma ótima estréia, já marcou pontos, se adaptou rapidamente ao formato dos treinos sendo convincente em suas atuações. Nas últimas etapas cometeu erros bobos, mas tem crédito, é o único novato do ano.

Sebastien Bourdais talvez seja um dos pilotos mais cobrados da F-1, devido ao seu histórico vitorioso em outras categorias, está sendo constantemente criticado por suas atuações. Realmente o francês está abaixo das expectativas, mas não tem um bom carro e não conta com o apoio do chefe. Sempre se especula sobre sua substituição, candidatos para o seu lugar não faltam.

Em 2008 começou melhor que Vettel, mas depois caiu de rendimento. No decorrer do campeonato conseguiu acompanhar o alemão e até mesmo conseguiu superá-lo em alguns circuitos. Para seu desapontamento teve muitos problemas e infelicidades como na Itália, onde perdeu uma volta com o câmbio travado. Ele poderia ter brigado pela vitória com Vettel e a Toro Rosso perdeu a chance de uma dobradinha histórica. Bourdais que recentemente quase venceu às 24 horas de Le Mans, chegou ao segundo lugar devido a um problema nos freios, merece mais sorte!

Voltando ao Berger, no fundo ele suspeitava que a matriz não visse com bons olhos o sucesso da filial italiana, e talvez não estivesse mais disposta a ajudar sua equipe depois do vexame que os fez passar, terminando o campeonato na frente deles. Sem perspectiva de desenvolver e potencializar o time, prevendo um futuro incerto, Berger saiu de cena. Coube então a Franz Tost tocar a equipe com metade do orçamento que é destinado a turma de Mark Webber e Sebastian Vettel.

Não sei se equipe será vendida, mas no mínimo terá encontrar novos parceiros e patrocinadores, pois Franz Tost já declarou que vai se tornar um construtor independente em 2010. Berger quando ainda dirigia a equipe, talvez planejasse vida autônoma ou independência do grupo Red Bull, sempre buscou nomes de peso para sua equipe na necessidade de atrair grandes patrocinadores.

Para temporada de 2007 além de Sebastian Bourdais que só acertaria para o ano seguinte, Berger procurou e fez ofertas para Mika Hakkinen e Juan Pablo Montoya, mas ambos recusaram até mesmo um teste. E antes de deixar a equipe, para a temporada de 2009 o austríaco foi atrás de Fernando Alonso, mas sem sucesso nas negociações e novamente de Juan Pablo Montoya que recusou mais uma vez.

Quando a Red Bull anunciou a compra da Minardi e a batizou de Toro Rosso seu propósito inicial era de lançar os pilotos do seu programa desenvolvimento de novos talentos, mas isso pode mudar para 2010. Talvez Franz Tost opte por pilotos pagantes ou procure pilotos que já estiveram na categoria e fizeram relativo sucesso para ações de marketing usando essa estratégia para angariar patrocínios como Berger tentou anteriormente.
Muita coisa ainda pode acontecer, a Red Bull pode mudar de idéia voltar a investir mais nos italianos ou decidir de uma vez passar a filial adiante. Assim a Toro Rosso segue em 2009, lembrando mais do quê nunca, sua antecessora Minardi.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pobre Toro Rosso... Parte 1.

De equipe sensação no segundo semestre de 2008 a uma das decepções de 2009. O que está acontecendo com a Toro Rosso? Depois de ótimos desempenhos no ano passado que culminou com uma vitória em Monza de Sebastian Vettel a equipe passa por apresentações sofríveis em 2009.

Muitos podem afirmar que foi a saída do próprio Sebastian Vettel que foi para a equipe matriz Red Bull, que enfraqueceu o time. Outros podem dizer que foi a saída de Gerhard Berger o homem forte do time e co-proprietário, que vendeu sua parte das ações do time de volta para Dietrich Mateschitz dono da Red Bull.

A saída de Vettel é até compreensível e esperada, já que a Red Bull é dona de seu passe na F-1. Mas, por que Berger vendeu suas ações de uma equipe tão promissora?
Acredito que um dos fatores principais foi a não continuidade de investimentos que seria destinada a Toro Rosso em 2009 por conta da Crise Econômica, mas será que foi só por conta da crise? Voltarei a Berger na segunda parte.

Atualmente são notórios os esforços e os investimentos do Grupo Red Bull Technology para a ascensão da equipe principal, pois, a mesma é que tem vencer, obter sucesso e reconhecimento da mídia. Em 2009 o foco principal passou a ser mesmo a Red Bull e a pobre Toro Rosso ficou relegada literalmente a um “time B”.

O bólido STR4 da escuderia foi último carro apresentado no inicio de março há poucos dias para começar o campeonato. Mecânicos, pilotos e engenheiros não tiveram muito tempo para se familiarizar com o novo equipamento, aliás, um carro com conceitos aerodinâmicos novos sob um regulamento totalmente diferente, e com os testes proibidos durante temporada. E ainda, fica dependendo da boa vontade da matriz em fornecer dados para seu desenvolvimento e atualizações no seus modelos.

E segundo a mídia alemã a Toro Rosso pode começar a ser conhecida também como sucursal da Ferrari, pois é ela fornece motores ao time de Faenza. Pois bem, STR estaria utilizando motores envelhecidos nos treinos livres de sexta-feira das etapas desta temporada, a Ferrari fez esse suposto acordo com a Toro para testar a longevidade dos seus motores. Só que tal acerto acaba prejudicando a Toro no decorrer da etapa. Tome como exemplo, na Turquia, Sebastien Buemi e Sebastien Bourdais usaram motores que já tinham sido usados há seis semanas e eram 15 km/h mais lentos do que a maioria do grid.

Para completar, no sábado, com outros motores, os pilotos encontravam dificuldades, já que o ajuste do carro para sexta era totalmente diferente e irrelevante para o resto do fim de semana. Relatam que os motores utilizados pela Toro Rosso nos treinos livres em Istambul marcavam 2.500 km no hodômetro. Franz Tost, chefe da equipe, falou que após 1.400 km, a força diminui drasticamente. Continua...