Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um equilíbrio inesperado: McLaren Mercedes-Benz.




As duas maiores equipes da F-1, inverteram seus papeis na temporada de 2010, ante as expectativas da mídia “especializada”. Na Ferrari era esperada uma disputa equilibradíssima entre seus pilotos, entretanto, vimos uma supremacia de Fernando Alonso sobre Felipe Massa.
Para a McLaren o prognostico era de um verdadeiro massacre de Lewis Hamilton sobre o então, atual campeão, Jenson Button que havia deixado a Brawn e foi ostentar o número 1 no time de Woking. Mas, como constatamos a disputa entre os dois, teve sim, Hamilton como melhor no final, contudo, o fato passou longe de ser um massacre por parte do campeão de 2008 sobre o de 2009.


E para surpresa geral Button começou muito melhor, venceu duas corridas em quatro realizadas e assumiu a liderança do campeonato. Entretanto, no início da fase européia, a McLaren começou a implantar as atualizações no MP-4/25, além de aperfeiçoar o F-duct criado por ela. E lá se foi a performance de Jenson, que passou a apresentar muitas dificuldades no acerto do carro, especialmente, nos treinos classificatórios, onde realmente levou uma surra de Hamilton nesse quesito. Por outro lado, Lewis começou a crescer no campeonato com as mudanças promovidas pela equipe no bólido. Venceu duas corridas seguidas Istambul e Canadá, nas duas com Button em segundo.


Na Turquia houve uma bela disputa entre os dois pela vitória. Hamilton que vinha na liderança, desde o toque entre os pilotos da Red Bull, caminhava para uma vitória tranqüila, mas para surpresa até da própria McLaren, Jenson Button chegou, atacou e ultrapassou Lewis Hamilton para desespero da Nicole, todavia, o campeão de 2008 conseguiu dar o troco na curva seguinte. Instruído pela equipe, Button passou a se comportar, e, isso não foi mais permitido pela equipe dali por diante. Naquele momento a equipe inglesa aparentava ser a única capaz de derrotar as Red Bulls.



Em 2009, a McLaren fez um péssimo carro, até chegaram a declarar que Lewis Hamilton faria a pior temporada de um piloto que havia sido Campeão no ano anterior, todavia, a equipe conseguiu desenvolver o carro e Lewis venceu duas. Em 2010, fizeram o bom carro, mas foi justamente na hora de desenvolvê-lo que os ingleses perderam terreno. Atrapalharam-se, principalmente, em introduzir o difusor escapamento que não casou com o MP-4/25. Foram ultrapassados pela Ferrari de Alonso e se distanciaram da Red Bull. Se somado aos erros de Hamilton em momentos chave, e as infelicidades de Button, vide Vettel em Spa. No final conseguiram apenas o vice de Construtores.


Para 2011, a equipe anda escondendo o jogo, talvez tentando surpreender com um melhor entendimento sobre os pneus Pirelli. Assim, acredito que virá mais forte com ambos os pilotos.

  • Posição: 2º
  • Pontos: 454
  • Vitórias: 5
  • Pole Positions: 1
  • Pódios: 16
  • Melhores Voltas: 6
  • Voltas na liderança: 245


Seus pilotos.


1. Jenson Button


Apesar de ter sido campeão em 2009 pela Equipe Brawn, Button decidiu se mudar de mala e cuia para a McLaren. Uns afirmaram que era loucura, outros disseram que a pior coisa que ele já tinha feito na carreira. Chegar à equipe conhecida por ser feudo de Hamilton!!! Coisa que nem Fernando Alonso soube lidar quando o Hamilton ainda era um novato.


Mas Button surpreendeu, adaptou-se rapidamente ao time e venceu logo duas corridas de cara: Austrália e China em quatro disputadas. Saiu de Xangai líder do campeonato, calando muitos, mas como dito anteriormente, Jenson se perdeu no acerto do carro quando a equipe começou os upgrades. Mal nos treinos, Button buscava se recuperar na corrida, usando e ousando com estratégias inteligentes e diferenciadas que funcionou na maioria das vezes, aliado ao seu bom ritmo de corrida e preservação dos pneus.


Apesar de ter um estilo mais burocrático, Jenson poderia ter chegado mais longe, contudo, algumas infelicidades lhe tiraram a chance do segundo título. Na Espanha um erro no pit stop o deixou preso atrás do Schumacher. Em Mônaco, os mecânicos se esqueceram de tirar a tampa de proteção do radiador, causando um super aquecimento e abandono. Na Bélgica foi tirado da prova por Sebastian Vettel.


Sai fortalecido de 2010, como um piloto mais pragmático, frio, gentil e inteligente, mas tem que atentar para seu desempenho nas classificações. Agradou tanto a McLaren que eles já pensam em prorrogar seu contrato que só vence em 2012. O Campeão de 2009 já deu seu recado, de besta não tem nada.

  • Posição: 5º
  • Pontos: 214
  • Vitórias: 2
  • Pódios: 7
  • Melhores Voltas: 1
  • Voltas na liderança: 145

2. Lewis Hamilton


Hamilton fez uma ótima temporada, em determinados momentos do campeonato aparecia como favorito de 2010, mas algumas quebras e, principalmente, seus erros custaram-lhe o Bicampeonato.


A chegada de Button, de certa forma fez bem à Lewis. A forma como Jenson cuidava dos pneus, fez Hamilton abrir os olhos e procurar melhorar nesse quesito, já que era conhecido como destruidor de pneus. As atualizações no bólido privilegiaram seu estilo, daí seu crescimento no campeonato a partir da fase européia.


Teve belas atuações, no início do campeonato, e foi o rei das ultrapassagens, enchendo os olhos dos torcedores. Suas vitórias na Turquia, Canadá e Bélgica foram magistrais. Entretanto, quando o desempenho da equipe caiu, Lewis tentou compensar com seu arrojo, mas isso trouxe mais prejuízo ao piloto.


Hamilton ainda precisa dosar seu arrojo, mas é sempre um piloto talentoso, brigador e que não teme nada, e ainda tem total apoio da equipe, pela qual, foi criado. 2011 promete mais emoções na guerra fria entre ele e Button?

  • Posição: 4º
  • Pontos: 240
  • Vitórias: 3
  • Pole Positions: 1
  • Pódios: 9
  • Melhores Voltas: 5
  • Voltas na liderança: 100

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Início da Era Alonso: Ferrari


Você já sabe que a Ferrari antecipou a chegada de Fernando Alonso ao time em um ano, com a dispensa de Kimi Raikkonen! Pois, hoje vejo que o espanhol chegou com alguns anos de atraso à Maranello... Nunca vi piloto e equipe combinarem tanto.


A equipe italiana viveu um dos seus piores campeonatos em 2009, com um carro ruim e difícil de pilotar, e ainda teve o grave acidente de Felipe Massa na Hungria. Tanto que a equipe esqueceu o projeto F-60 muito antes de o campeonato terminar, e passou a se concentrar no carro de 2010. Nos bastidores era costurada a saída de Kimi Raikkonen para chegada de Fernando Alonso.


A F-10 se mostrou um bólido superior ao seu antecessor logo de cara, mas precisava de mais desenvolvimento para encarar as rivais. Alonso “vestiu” o F-10 como se fosse feito para ele, mesmo sem participar do desenvolvimento do mesmo, no início. Felipe Massa até adaptou bem ao carro, mas não aos pneus dianteiros mais estreitos e o problema em aquecê-los.





A Ferrari começou a temporada com sorte, devido aos problemas mecânicos na Red Bull de Vettel, proporcionou aos vermelhos uma dobradinha no Bahrein com a primeira vitória de Fernando Alonso na sua estréia pela escuderia. Nas etapas seguintes foi a Ferrari que apresentou problemas de confiabilidade, principalmente, no motor. Depois ficou claro que o carro da equipe não seria páreo para F-duct da McLaren e o difusor-escapamento da Red Bull. Tanto que a Ferrari teve que correr atrás para implementar esses artifícios no seu bólido. Até a gravação de uma campanha publicitária foi usada pela pelos italianos, burlando o regulamento, para se ter uma melhor avaliação sobre seu pacote de mudanças.


E as atualizações deram certo, aliado aos novos pacotes aerodinâmicos, o carro voltou a ser competitivo a partir do GP da Alemanha, onde foram dominantes. A equipe teve uma nova dobradinha, mas a ordem explícita para troca de posições entre Fernando e Felipe, dando a vitória ao espanhol, jogou novamente a equipe de Enzo contra a opinião pública. Entretanto, a partir daí vimos um crescimento espetacular de Alonso no campeonato, que chegou a última etapa como líder e precisando apenas de um pódio para se sagrar tricampeão.




A final em Abu Dhabi reservou muitas surpresas. A Ferrari sabia que não conseguiria superar a Red Bull em condições normais, mas bastaria um terceiro lugar para Alonso, independente de uma vitória de Webber ou Vettel. Todavia, os italianos não contavam com o ótimo rendimento da McLaren naquele fim de semana. Aliado a um erro estratégico na corrida que jogou Fernando para trás, após anteciparem seu pit-stop, ficando preso trás de carros mais lentos, em um circuito travado que não permite ultrapassagens. Com isso, o asturiano acabou em sétimo, atrás de Petrov e viu Sebastian Vettel se tornar o mais jovem campeão da história.


Para 2011, a Ferrari passará se concentrar ainda mais em Fernando Alonso, e o próximo bólido da equipe será moldado ao seu gosto. A Scuderia Rossa sentia falta de um piloto centralizador, um líder, como é Schumacher. Kimi e Felipe não foram aprovados para essa tarefa. Fernando Alonso foi o escolhido para desempenhar tal função. E em seu primeiro ano com os italianos, o Bicampeão se saiu melhor que a encomenda.

  • Posição: 3º
  • Pontos: 396
  • Vitórias: 5
  • Pole Positions: 2
  • Pódios: 15
  • Melhores Voltas: 5
  • Voltas na liderança: 168


Seus Pilotos:


7. Felipe Massa



O brasileiro estava confiante para temporada 2010, plenamente recuperado do grave acidente na Hungria 2009. Nem mesmo com a chegada de Alonso ao time parecia preocupar-lhe. Esperávamos uma boa disputa entre ambos, mas o espanhol o superou e ganhou a Ferrari. Restou a Massa o papel de coadjuvante, das três equipes que lutaram pelo título, ele foi o único piloto que não venceu. Agora é Massa que tem surpreender a Ferrari mais uma vez em 2011.

  • Posição: 6º
  • Pontos: 144
  • Pódios: 5
  • Voltas na liderança: 42

8. Fernando Alonso



Dono de uma autoconfiança incrível, marrento, cínico, político, egocêntrico e talentoso. Mesmo sendo vice, Fernando Alonso se fortaleceu em 2010 como o melhor piloto da atualidade. Nem o episódio na Alemanha o abateu, pelo contrário o motivou mais. Chamou a responsabilidade para si, e só não faturou o título por detalhes. Claro que também cometeu erros bobos, no início do campeonato, principalmente, por tentar andar mais do que o carro. Entretanto, seu maior desafio foi alcançado, conquistou a confiança e os corações dos ferraristas, de tal forma, que já compete contra Gilles Villeneuve na preferência dos Tifosi. 2010 foi apenas o primeiro ano dessa união que já deu certo...
  • Posição: 2º
  • Pontos: 252
  • Vitórias: 5
  • Pole Positions: 2
  • Pódios: 10
  • Melhores Voltas: 5
  • Voltas na liderança: 126

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dura realidade: Mercedes-Benz.




Com o sucesso estrondoso da Equipe Brawn, Campeã de Pilotos e Construtores em 2009, no qual, a Mercedes já era fornecedora de motores. Os alemães compraram 75,1% das ações do time, e encerraram a sociedade com a McLaren, vendendo suas ações de volta ao time inglês. E assim, o sonho encantado de Ross Brawn durou apenas uma temporada.


A última participação dos alemães com equipe própria foi em 1955, este retorno em 2010 trouxe algumas surpresas e várias decepções também. Como esperado Norbert Haug, homem-forte da Mercedes na F-1 juntou-se ao time. Ross Brawn foi mantido como chefe, já era sabido que o piloto alemão Nico Rosberg já tinha assinado contrato para ser companheiro de Jenson Button.


Mas a repentina saída do atual Campeão para a McLaren não era esperada. Button que já havia procurado a Red Bull, antes de fechar com o time de Ron Dennis. Parece que o piloto inglês previa que o carro de 2010 não seria vencedor, nem mesmo com a chegada da Montadora de Stuttgart.


Abalada com a negativa de Jenson, Ross e Norbert ficaram sem muitas opções no mercado, e para suprir a saída do Campeão com alguém à altura, convenceram o Multi-Campeão Michael Schumacher a sair da aposentadoria de três anos, para desespero de Luca di Montezemolo, e dos ferraristas mundo afora. Montando assim uma nova esquadra alemã!




Os resultados ficaram muito aquém, o W01 não manteve o DNA de antecessor, foi apenas mediano. Ainda sim, teve algum destaque com Nico Rosberg. Michael Schumacher que se apresentou falando que lutaria pelo título, mas deve ter se arrependido na primeira vez que pilotou o carro. Nem as atualizações promovidas no bólido, no decorrer da temporada ajudaram. E restou a equipe Campeã de 2009, o quarto lugar em 2010, sem vitórias. Venceu o duelo contra Renault, pois o segundo piloto do time francês pouco contribuiu.


A pressão por resultados em 2011 está enorme. A Daimler já cobrou publicamente resultados, ou serão os próximos a deixarem a categoria!

  • Posição: 4º
  • Pontos: 214
  • Pódios: 3
  • Voltas na Liderança: 16
  • Nação: Alemanha.


Seus Pilotos:

3. Michael Schumacher.



Uma das maiores decepções do ano. Definitivamente a pior temporada de sua carreira. Voltou criando a expectativa de um oitavo título, mas três anos de inatividade pesaram muito para o Heptacampeão! Um novo regulamento, pneus totalmente diferentes de seu gosto e estilo. Sem testes ilimitados, não pôde aprimorar o bólido ao seu jeito, em um carro que não foi feito para ele, mesmo a equipe efetuando mudanças para ajudá-lo. E ainda teve gente que dizia que ele estava se divertindo! Finalizou o ano próximo de Rosberg, e deixou claro que ainda é um piloto extremamente competitivo, mesmo aos 41 anos. Chegando ao exagero em disputas contra Barrichello, Massa e Heidfeld. Em 2011, veremos se valeu a pena deixar de ser uma unanimidade para os tifosi.

  • Posição: 9º
  • Pontos: 72

4. Nico Rosberg.



Esse calou a boca de muita, mas muita gente mesmo. Só para se ter uma idéia, acumulou quase o dobro de pontos que o companheiro. Previram um massacre, e acertaram, só erraram de quem! Discretamente, Rosberg se impôs na Mercedes, procurou fazer seu trabalho e ignorou Schumacher. Não venceu nenhuma corrida, mas foi o responsável pelos melhores resultados do time no ano. Ganhou respeito e admiração nessa que foi sua melhor temporada. Assim como Kubica, provou que só lhe falta, apenas, um carro vencedor. Vem fortalecido para a próxima temporada, será Rosberg o responsável em reaposentar Schumacher?

  • Posição: 7º
  • Pontos: 142
  • Pódios: 3
  • Voltas na Liderança: 16

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O breve renascimento: Renault.




A Renault terminou 2009 combalida por escândalos e por um campeonato medíocre. A montadora francesa até cogitou abandonar a categoria de vez. Acabou ficando, entretanto, vendeu 75% de suas ações para o até, então, desconhecido Grupo Genii.


Cercado de desconfianças os novos gestores deram continuidade aos trabalhos. Os investidores da Genii conseguiram manter Robert Kubica, que já estava acertado, mas apenas com a montadora. Fecharam acordo com o piloto russo Vitaly Petrov, que trouxe uma verba considerável para o time. Eric Boullier assumiu a direção do time de Enstone.



Resgataram a cor oficial da equipe, o nostálgico amarelo com detalhes pretos. E não é que a equipe se revelou uma das mais gratas surpresas de 2010. Graças a Robert Kubica em sua melhor temporada na categoria.


Com a imagem resgatada, a montadora francesa, que agora sim, se desfez da equipe, vendendo os 25% restantes para a Proton, dona da Lotus Cars. A Renault ainda fará parte do nome da equipe, mas sua participação se resumirá ao fornecimento de motores e de tecnologia, bem como, para outras equipes também. Já que seus motores fizeram os campeões de 2010.


Para 2011, agora sob a tutela do Grupo Genii e da Lotus Cars. Prometem lutar por vitórias, mas só o tempo dirá se essa parceria dará certo. A dupla de pilotos não muda.

  • Posição: 5º
  • Pontos: 163
  • Pódios: 3
  • Melhores Voltas: 2
  • Nação: França.

Seus pilotos:


11. Robert Kubica.



Este polonês elevou a equipe a outro patamar, seu desempenho foi exuberante, um dos destaques da temporada. Conseguiu extrair o máximo de desempenho do R30. Deixou evidente que só lhe falta um carro vencedor para lutar e conquistar um campeonato. Jogou uma pressão danada para seu neófito companheiro.

  • Posição: 8º
  • Pontos: 136
  • Pódios: 3
  • Melhor Volta: 1

12. Vitaly Petrov.


O ano de estréia é sempre difícil, mas com o primeiro piloto russo da história da F-1, foi marcante. Petrov mostrou que é rápido, entretanto foi muito inconstante, errou e bateu consideravelmente. Com relação ao companheiro, foi massacrado. Chegou a ser criticado e cobrado publicamente pelo chefe de sua equipe. Uma pressão até desnecessária, todavia Vitaly teve apresentações convincentes, marcou uma melhor volta e foi muito combativo tanto em atacar como em se defender, Alonso que o diga. Enfim, foi confirmado por mais duas temporadas na equipe que irá suceder a Renault.

  • Posição: 13º
  • Pontos: 27
  • Melhor Volta: 1

Nova transição: Williams Cosworth.


A equipe Williams passa novamente por uma fase de transição. Mudaram os pilotos, e mais uma vez, o fornecedor de motores. Com a saída da Toyota e, conseqüentemente, a de Kazuki Nakajima, que, aliás, Sir Frank Williams não suportava mais o piloto japonês, devido as suas barbeiragens no decorrer da temporada passada. Rubens Barrichello juntou-se ao time de Grove e Nicolas Hulkenberg foi promovido a piloto titular.


A equipe foi ousada, até por uma questão financeira, em assinar contrato com a Cosworth, que retornou à categoria nesta temporada para fornecer propulsores dentro da realidade dos times novatos. Portanto, a turma de Grove foi a única das equipes estabelecidas a contar com a Cosworth.


E foi justamente o motor Cosworth, o principal responsável pelo fraco desempenho do FW 32 no início do campeonato. Mas com o passar das etapas, especialmente, na segunda metade do campeonato, o motor inglês melhorou muito, tanto em potência, como em confiabilidade e consumo. E no desenvolvimento contínuo do chassi, a Williams fez um ótimo trabalho nas atualizações do bólido, ao contrário de outras equipes que contavam com maiores recursos.


E dentro de suas limitações a Williams conseguiu o sexto lugar nos campeonato de construtores, superando a Force India por um ponto, para alegria do nosso amigo Marcos Antônio, do GP Series. Entretanto, a equipe perdeu quatro importantes patrocinadores para 2011, e por isso, teve que abrir mão de Nico Hulkenberg. Para seu lugar chega Pastor Maldonado, acompanhado dos petrodólares da Estatal Venezuelana.

  • Posição: 6º
  • Pontos: 69
  • Pole Position: 1
  • Nação: Inglaterra.


Seus pilotos:




9. Rubens Barrichello

Em sua 18ª temporada na F-1, o brasileiro Rubens Barrichello entrou para a história da categoria ao se tornar o primeiro piloto a superar a barreira dos 300 grandes prêmios. Rubens foi contratado pela Williams para liderar a equipe neste momento de transição. E o brasileiro se saiu bem, virou figura constante no Q3, conseguiu os melhores resultados para o time, em corrida, no ano. Seu ponto alto, conforme ele mesmo foi a ultrapassagem sobre Michael Schumacher no GP da Hungria. E com seu reconhecido trabalho na Williams, Patrick Head e Sir Frank já confirmaram Barrichello em 2011.

  • Posição: 10º
  • Pontos: 47



10. Nicolas Hulkenberg.

Em sua temporada de estréia, este alemão que já era test-driver da equipe inglesa desde 2007, chegou badalado na categoria. Teve altos e baixos no decorrer da temporada, mas deixou claro que mereceu a oportunidade na F-1. Apanhou no começo, mas finalizou a temporada no mesmo ritmo do experiente companheiro. Foi o autor de uma espantosa pole position no GP do Brasil, algo que a equipe não conseguia desde 2005. Mas apesar das boas apresentações, Hulkenberg acabou dispensado da Williams, por questões financeiras. Ainda não tem lugar garantido na próxima temporada.

  • Posição: 14º
  • Pontos: 22
  • Pole Position: 1

domingo, 26 de dezembro de 2010

A volta do suíço ao comando: BMW Sauber Ferrari.


Depois de quatro anos sob domínio da BMW. A temporada de 2010 marcou o retorno de Peter Sauber como chefe e dono da equipe, após a desistência da montadora alemã, que resolveu abandonar a categoria, abruptamente, no final de 2009. E esse retorno não foi fácil, como a BMW não havia inscrito o time de Hinwil para participar da temporada 2010, pois não apareceu nenhum comprador em potencial para o mesmo. Peter Sauber convenceu a cúpula da montadora a lhe reaver o time, mas mesmo assim, teve que aguardar uma permissão oficial da FIA para confirmar a participação da BMW Sauber na temporada deste ano. E por essa indefinição a obtenção de novos acordos com patrocinadores foi quase nula.


Dispondo da verba deixada pela BMW, e de alguns meros patrocínios, Peter Sauber começou a remontar a equipe, foi hábil em trazer o destemido e arrojado piloto japonês Kamui Kobayashi para seu lado. Surpreendentemente, optou pelo espanhol Pedro de la Rosa, experiente piloto de testes, para a segunda vaga, já que o mesmo viria com alguma verba. Como a BMW não quis mais fornecer motores, Peter foi atrás da Ferrari, antiga parceira, para empurrar seus carros em 2010. Nos testes de pré-temporada o então C29 se mostrou rápido, mas era uma incógnita.




As primeiras etapas foram bem frustrantes para Peter Sauber, o mau rendimento do C29 aliado a uma série de quebras no motor, somado com alguns acidentes impediram os pilotos do time de finalizassem as corridas. Após a saída do diretor técnico Willy Rampf que contava com dez anos de casa. Peter Sauber foi certeiro em contratar James Key para substituir Willy. Key chegou à BMW Sauber em meados de Abril, credenciado pelo excelente trabalho nos dois últimos bólidos da Force India. As atualizações promovidas pelo novo diretor técnico no C29 funcionaram e a equipe começou a pontuar regularmente, especialmente, com Kobayashi. Ao mesmo tempo a Force India entrava em declive no mundial.


A equipe terminou a temporada em alta, e em muito, pelas as ótimas atuações do japonês voador. Para 2011, a Sauber que volta a ter seu nome original, assim como as estatísticas, terá como principal patrocinador a gigante mexicana das telecomunicações Telmex. E por influência da organização de Carlos Slim, o piloto mexicano Sergio Pérez foi confirmado como companheiro de Kamui Kobayashi na Sauber-Ferrari, além de outro mexicano Esteban Gutiérrez como terceiro piloto. Agora, com um aporte financeiro garantido para as próximas temporadas, é esperado que o time Hinwil tenha um salto de qualidade a partir 2011, já que, o C30 próximo bólido do time, será o primeiro projeto de James Key inteiramente na Sauber.


  • Posição: 8º
  • Pontos: 44
  • Nação: Suíça.




Seus Pilotos:

22. Pedro da la Rosa

Bastante conceituado como piloto de testes, o espanhol ganhou uma nova chance de piloto titular no regresso de Peter Sauber, que contou com sua experiência para ajudar no desenvolvimento do C29. Pedro conseguiu equilibrar a disputa com Kobayashi nas classificações, mas em ritmo de corrida foi batido, constantemente, pelo japonês que soube contornar melhor as limitações do carro. Claro que De la Rosa foi abalroado em alguns acidentes, e foi o mais prejudicado pelas quebras no motor Ferrari. Entretanto, esses argumentos não conseguiram mantê-lo na equipe após Monza.

  • Posição: 17º
  • Pontos: 6

22. Nick Heidfeld

O alemão chegou para substituir Pedro de la Rosa nas cinco últimas corridas do ano, e foi bem, também não acompanhou o ritmo de Kamui, mas foi mais efetivo. Conseguiu os mesmo seis pontos do espanhol nessa curta e nova passagem pela equipe suíça. Entretanto, não conseguiu um lugar em 2011. Infelizmente, esse ótimo piloto, nunca esteve no lugar certo, na hora certa. Uma pena!

  • Posição: 18º
  • Pontos: 6


23. Kamui Kobayashi

Esse jovem japonês foi abraçado pelo macaco velho, Peter Sauber, credenciado pelas excelentes atuações nas duas últimas provas de 2009, pela extinta Toyota. Após um início difícil, onde passou a ser contestado com alguns erros e muitas quebras, Kamui foi evoluindo de rendimento, assim, como o C29. Suas atuações movidas por muito arrojo e determinação, alçaram Kobayashi a novo ídolo da F-1. Seu jeito simpático e cheio de humor fora das pistas contrasta com a agressividade e empenho nas ultrapassagens, vide Valência e Suzuka. Terminou 2010 como um dos destaques, e os que apostaram nele, se deram bem, agradece Peter Sauber!

  • Posição: 12º
  • Pontos: 32

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Do ótimo começo, à queda no final: Force India Mercedes-Benz.


Depois que fechou parceria técnica com a Mercedes-Benz e com a McLaren, a partir de 2009, o time de Vijay Mallya vinha em franca ascensão desde a temporada passada, quando conseguiram pole, melhor volta e pódio em sua segunda temporada na categoria.


E o time indiano começou muito bem 2010, com um carro bem acertado e rápido, freqüentando o Q3 regularmente, e marcando pontos com seus dois pilotos. Entretanto, a Force India teve vários problemas fora das pistas, que resultaram na queda de rendimento do meio da temporada para o final.


Vijay Mallya esteve envolto com problemas tributários na Inglaterra, além de uma batalha judicial contra Aerolab e Mike Gascoyne ex-diretor da equipe, pela qual, Mallya perdeu. A Force India ainda foi indiciada por quebra de contrato com alguns pilotos.


Devido aos bons rendimentos na temporada passada, e no início desta, seus profissionais se valorizaram, e passaram a receber propostas de outros times da F-1. E na demorou muito para o talentoso James Key, diretor técnico e responsável pelo projeto dos carros do time indiano fosse para o lado de Peter Sauber, antes do meio da temporada. Sem contar, outros três renomados profissionais que deixaram a Force India para trabalhar com Mike Gascoyne na Lotus Racing, no decorrer da temporada de 2010.


Com isso o time não conseguiu mais desenvolver o bólido adequadamente, o desempenho do carro retrocedeu. Tanto que acabou sendo alcançada e superada pela Williams na tabela de construtores. Apesar dos pesares, a Force India teve um ano razoável, e se solucionar seus problemas internos e externos promete dar trabalho em 2011, visto que atualmente seus cockpits são cobiçados por vários pilotos.

  • Posição: 7º
  • Pontos: 68
  • Nação: Índia

Seus Pilotos.


14. Adrian Sutil


O alemão esteve mais centrado em 2010, apresentou bons rendimentos enquanto o carro esteve bem. Foi forte nas classificações e evoluiu no ritmo de corrida, superando seu companheiro até com certa facilidade, ou seja, se valorizou, até teve torcida para sua ida para uma equipe de ponta, algo que ele almeja muito, apesar do time indiano estar de bom tamanho para o mesmo. Entretanto, apesar de ter errado menos em 2010, Sutil teve algumas aparições sofríveis, no GP da Coreia do Sul, por exemplo, foi uma das piores apresentações de sua vida. Deve permanecer na equipe em 2011.


  • Posição: 11º
  • Pontos: 47


15. Vitantonio Liuzzi


O italiano teve uma nova chance em 2010, como piloto titular. Apresentou-se bem no início do campeonato, especialmente, nas duas primeiras etapas Bahrein e Austrália, respectivamente, depois só voltou a aparecer com um bom resultado na Coreia do Sul. Foi sumariamente batido por Adrian nas classificações e não obteve nem metade dos pontos que o companheiro conseguiu no ano. Esperava-se mais de Liuzzi! Tem contrato assinado para 2011, com opção de mais um, com a equipe indiana, mas devido ao seu fraco desempenho nesta temporada, aliada aos cortejos de outros pilotos por sua vaga, corre o risco de ficar de fora.


  • Posição: 15º
  • Pontos: 21

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A sina continua: Toro Rosso Ferrari.


Se Red Bull te dá asas, as da Toro Rosso foram devidamente cortadas ao final da temporada de 2008. As saídas de Sebastian Vettel, e principalmente, de Gerhard Berger enfraqueceram demais o time (que terminou àquela temporada como sensação), isso somado à falta de investimentos, além da verba cada vez menor vinda da matriz.


Em 2009, o time de Faenza amargou o ultimo lugar, em 2010 repetiu o feito, isso se desconsiderarmos as novatas, claro! Enquanto a Red Bull Racing ganhou tudo que podia nesse ano, a filial continuou com apresentações sofríveis. 2010 marcou a primeira temporada da equipe como construtor independente, ou seja, o projeto do STR-05 não contou com a assinatura da Red Bull Technology.


Um dos motivos para o fraco desempenho da equipe como um todo. Para se ter uma idéia, a Toro só conseguiu estrear o F-duct faltando cinco corridas para acabar o campeonato, além de ser um recurso que será proibido na próxima temporada, do que adiantou?


Com a saída de Berger, a equipe ficou aos cuidados de Franz Tost, que não é nenhum líder, muito menos um lorde. Sob sua administração a equipe, que, fundada com objetivo de revelar promessas para o automobilismo, usando o programa de jovens talentos da Red Bull. Entretanto, a Toro Rosso tem se especializado mesmo em descontinuar carreiras na F-1.


Já há uma boa lista de pilotos “queimados” por Tost. Os principais foram Scott Speed e Sebastien Bourdais que, aliás, foram cobrados e criticados abertamente na imprensa pelo austríaco, assim como os outros que tiveram a infelicidade de passar por lá, mesmo sem ter a disposição um bom equipamento, ou seja, se algo deu errado na corrida, a culpa é única e exclusivamente dos pilotos. Altamente motivador correr para eles!


As coisas não devem mudar muito em 2011, enquanto for de propriedade da Red Bull e Franz Tost estiver no comando do time, a Toro Rosso seguirá sua sina.

  • Posição: 9º
  • Pontos: 13
  • Voltas na liderança: 1
  • Nação: Itália

Seus pilotos:


16. Sebastien Buemi


Protegido de Tost em 2009, Buemi começa a sentir o veneno do chefe, está passando pela mesma situação que Bourdais viveu na equipe, críticas e comparações negativas com o companheiro. No duelo com Alguersuari venceu nas classificações e nos pontos, mas nas corridas foi mais discreto que o espanhol. Terá a sombra de Daniel Ricciardo, confirmado como terceiro piloto do time na próxima temporada. O recado já foi dado por Tost, se não agradar...


  • Posição: 16º
  • Pontos: 8
  • Voltas na liderança: 1
  • Nacionalidade: Suíço.



17. Jaime Alguersuari.


Depois de substituir Bourdais no meio da temporada passada, Jaime em sua primeira temporada completa, saiu-se relativamente bem em pistas que ainda não conhecia. O duelo com Schumacher, na Austrália foi seu ponto alta no início do ano. Perdeu nas classificações e ficou atrás do suíço na tabela, mas foi muito mais brigador nas corridas, até com o carro. Assim como o companheiro já se candidatou a vaga de Mark Webber na matriz, e nesse quesito Alguersuari parte na frente. É o atual queridinho do chefe, mas até quando?


  • Posição: 19º
  • Pontos: 5
  • Nacionalidade: Espanhol.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A revolução que resultou no último lugar: Virgin Cosworth.


A Virgin foi o primeiro time, dentre as novatas, a apresentar a seu bólido, em fevereiro. O VR-01, aclamado como revolucionário por ser o primeiro carro na categoria totalmente projetado digitalmente, sem o auxílio de testes em túneis de vento — apenas com Dinâmica de Fluido Computacional, o CFD.


A meta da equipe para essa temporada de estréia seria ser a melhor das estreantes, mas sua ousadia valeu apenas o último lugar. A Virgin teve vários problemas de confiabilidade já nos testes de pré-temporada, além de sofrer com a falta de peças de reposição.


No início da temporada os engenheiros do time, chefiados por Nick Wirth, perceberam que o carro não tinha um tanque grande o suficiente para armazenar o combustível necessário para terminar um Grande Prêmio. Uma nova versão do carro ficou prevista para estrear na fase européia do mundial com melhorias e o problema do tanque em questão solucionado.


Ainda sim, a equipe de Richard Branson conseguiu finalizar a etapa da Malásia, com Lucas do Grassi se arrastando pela pista, já que, orientado pelos engenheiros, poupava o máximo de combustível para conseguir terminar a corrida.


O carro em si não era tão lento como a Hispania, e, ia até bem nas classificações e na corrida chegava ao mesmo nível da Lotus, mas sua fragilidade era evidente. Foram dezessete abandonos, principalmente por problemas hidráulicos, na suspensão e no fatídico câmbio. E esse foi o principal fator para equipe inglesa acabar em último lugar no campeonato de Construtores.


A equipe já está confirmada para a próxima temporada, e aguarda-se uma evolução na confiabilidade do projeto que seguirá a ser feito no CFD, todavia, a equipe manteve o mesmo fornecedor do câmbio, que apresentou diversos problemas esse ano, e não só com a Virgin. Com a Marrusia Motors assumindo o controle acionário do time, esperam-se mais investimentos. A Cosworth segue como fornecedora do motor.

  • Posição: 12º
  • Nação: Inglaterra.

Seus pilotos:


24. Timo Glock


Devido às limitações do carro, Timo Glock até que fez uma boa temporada, as classificações foram seu ponto forte, brigando diretamente com os pilotos da Lotus, mas foi o mais prejudicado com a fragilidade do carro. E por ter terminado menos corridas terminou o campeonato atrás do companheiro. O alemão é único piloto confirmado na Marrusia Virgin em 2011.

  • Posição: 25º
  • Nacionalidade: Alemão.


25. Lucas di Grassi



Finalmente teve sua chance na categoria, mas enfrentou muitas dificuldades no seu ano de estréia. E não pôde mostrar todo seu potencial. Levou um baile de Glock nas classificações. Entretanto, nem sempre dispunha do mesmo equipamento que o companheiro, mesmo assim, conseguiu ser mais constante nas corridas, e por isso terminou o campeonato uma posição à frente do companheiro. Ainda não está confirmado em 2011.

  • Posição: 24º
  • Nacionalidade: Brasileiro

sábado, 27 de novembro de 2010

A inferior, mas não a última: Hispania Cosworth.


A temporada da Hispania foi bastante sofrível, teve de longe o carro mais lento e defasado do grid. Após o rompimento com a fabricante italiana Dallara, que assinou o projeto logo no início do campeonato, o bólido do time não teve nenhuma atualização durante toda temporada. Lembrando que o time espanhol não chegou nem a participar dos testes de pré-temporada devido às incertezas burocráticas e financeiras com o ex-dono Adrian Campos.


A equipe foi montada às pressas para correr no Bahrein, onde fez seu primeiro shakedown nos treinos livres da sexta-feira. O time de José Ramon Carabante começou a temporada com dois pilotos igualmente estreantes: Karum Chandhok e Bruno Senna. No decorrer das etapas promoveu um rodízio entre os pilotos com as chegadas de Sakon Yamamoto e de Christian Klien. Sendo que o brasileiro foi que mais participou dos grandes prêmios. Bruno também conseguiu a melhor posição de largada do time com um 18º no GP da Bélgica.


Os quatro pilotos pouco puderam fazer, além de tentar levar o carro até o fim das provas. Os problemas mecânicos e financeiros acompanharam o time comandado por Colin Kolles do início ao fim do campeonato. Foram 12 abandonos por quebras mecânicas e 3 por acidentes ou colisões. Entretanto, conseguiram terminar na frente da Virgin no campeonato, por terem finalizado mais corridas no 14º lugar. Foram três no total com Karum Chandhok na Austrália e Mônaco, e com Bruno Senna na Coreia do Sul.


Ficou claro que o principal objetivo da equipe era conseguir sobreviver em 2010, e conseguiram. Mas para correr na próxima temporada a Hispania ainda vive de incertezas. O acordo salvador com a Toyota, ao que parece, foi tudo por água abaixo, por falta de pagamento dos espanhóis. Enganei-me quanto à benevolência dos japoneses.


Para 2011, pelo menos, a Hispania já tem um acordo com a Williams para receber as caixas de câmbio e vão continuar com a Cosworth como fornecedora de motores, agora só falta dinheiro, o carro, os pneus, os patrocinadores, os investidores, os pilotos pagantes...

  • Posição: 11º
  • Nação: Espanha.
  • Numeração: 20 e 21.

Seus pilotos:


Karum Chandhok.
  • Posição: 22º
  • Nacionalidade: Indiano
  • Participações em 2010: 10
Bruno Senna.
  • Posição: 23º
  • Nacionalidade: Brasileiro
  • Participações em 2010: 18
Sakon Yamamoto.
  • Posição: 26º
  • Nacionalidade: Japonês
  • Participações em 2010: 7
Christian Klien.
  • Posição: 27º
  • Nacionalidade: Austríaco
  • Participações em 2010: 3

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A menos pior: Lotus Cosworth.


Não houve surpresas quanto ao desempenho das equipes que estrearam nessa temporada, simplesmente só andaram lá atrás. A então, Lotus Racing foi que se saiu melhor entre as novatas. Terminando o campeonato na décima posição, e como bônus receberá uma boa quantia da FOM, que acaba sendo uma providencial ajuda para custear a próxima temporada.


A equipe do projetista Mike Gascoyne sofreu com constantes problemas mecânicos, principalmente no câmbio, mas ainda sim, conseguiram superar Virgin e Hispania. Seus pilotos praticamente monopolizaram a décima fila nas classificações. Heikki Kovalainen se saiu melhor nas corridas, até porque, quebrou menos. Já Jarno Trulli foi melhor nas classificações.


Tony Fernandes planejou e executou um bom trabalho na primeira temporada do time, e conseguiu angariar mais alguns patrocinadores no decorrer do ano. A opção por trazer lendária marca Lotus de volta, foi uma bela jogada de marketing. E todos do time se esforçaram para honrá-la. Agora vai decidir na justiça com a Proton se continuará a se chamar Lotus Racing ou Team Lotus ou nenhum dos dois!


Posição: 10º
Pontos: 0
Nação: Inglaterra/Malásia.


Pilotos:


18. Jarno Trulli.

Posição: 21º

Pontos: 0

Nacionalidade: Italiano


19. Heikki Kovalainen.

Posição: 20º
Pontos: 0
Nacionalidade: Finlandês

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Campeã: Red Bull Renault


A temporada da equipe austríaca, chefiada por Christian Horner, foi bem movimenta dentro e fora das pistas. O bólido da equipe, o aclamado RB6 de Adrian Newey, foi de longe o melhor carro do ano, mas devido aos erros individuais de seus pilotos e de algumas quebras em momentos pontuais do campeonato, quase, colocaram tudo a perder.


Entretanto, o maior desafio da cúpula da Red Bull nesta temporada, foi gerenciar a disputa interna entre seus pilotos: Sebastian Vettel e Mark Webber. Assumiram os riscos, e no fim das contas deu tudo certo para o time de Dietrich Mateschitz. Campeã de Construtores no Brasil e de pilotos em Abu Dhabi. E dizem que é só o começo...


Posição: 1º
Pontos: 498

Poles: 15

Melhores Voltas: 6
Vitórias: 9

Pódios: 20

Dobradinhas: 4

Voltas na liderança: 699
Nação: Áustria




Sobre seus pilotos:



5. Sebastian Vettel:

Como Campeão da temporada, Sebastian Vettel foi coroado o melhor piloto do ano, pois soube aproveitar o excelente equipamento que tinham em mãos, além da preferência da equipe e da mídia. Entretanto, um campeonato que parecia fácil para o jovem alemão tornou-se um sufoco. Por diversas vezes alternou momentos de domínio absoluto, com erros grosseiros, mas em compensação foi o piloto mais prejudicado por quebras mecânicas.

Em certo momento pareceu se perder no excesso de elogios que recebe desde que chegou a F-1. As lições tiradas após o GP da Bélgica foram de grande valia, e a partir daí, não deu mais chances para seu companheiro. Dando motivo e razão para equipe não priorizar nenhum dos dois com o tal do jogo de equipe. E se não fosse uma quebra de motor no GP da Coreia do Sul, Vettel teria vencido as últimas quatro corridas do ano.

Posição: 1º
Pontos: 256
Poles: 10

Melhores Voltas: 3

Vitórias: 5

Pódios: 10

Voltas na liderança: 382

Nacionalidade: Alemão.



6. Mark Webber:

Contestado na equipe e na categoria, Mark Webber começou a temporada apagado, iniciou-se até uma campanha implícita no meio de aposenta Webber. Mas, para surpresa de todos, o australiano resolveu pilotar, e muito. Com duas vitórias seguidas e avassaladoras na Espanha, e principalmente em Mônaco. Mark se firmou como serio candidato ao título.

Conseguiu atrair para si a torcida e a simpatia do público após os obstáculos que teve com Vettel na Turquia, e principalmente na Inglaterra sobre o favorecimento da Red Bull ao alemão na atualização da asa dianteira. Aliás, sua vitória em Silverstone foi seu ponto alto na temporada, após a vitória soltou no rádio a emblemática frase “Nada mal para um segundo piloto”.

Ainda venceu na Hungria, mas depois do GP da Bélgica não conseguiu mais manter o ritmo, sendo superado por Sebastian nas etapas seguintes. Era o líder do campeonato no GP da Coreia do Sul quando errou, abandonou a corrida e a liderança. Pressionado, não se ajudou na decisão. Finalizou a temporada da mesma maneira que começou.

Posição: 3º
Pontos: 242
Poles: 5
Melhores voltas: 3
Vitórias: 4
Pódios: 10

Voltas na liderança: 317
Nacionalidade: Australiano.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Motores: Dados e números em 2010.


Pole Position:

Renault (FRA); 15
Ferrari (ITA); 2
Mercedes-Benz (GER); 1
Cosworth (ENG); 1


Melhor Volta:

Renault (FRA); 8
Mercedes-Benz (GER); 6
Ferrari (ITA); 5


Vitória:

Renault (FRA); 9
Mercedes-Benz (GER); 5
Ferrari (ITA); 5


Pódio:

Renault (FRA); 23
Mercedes-Benz (GER); 19
Ferrari (ITA); 15

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Construtores: Dados e números em 2010.


Pole Position:

  1. Red Bull (AUT); 15
  2. Ferrari (ITA); 2
  3. McLaren (ENG); 1
  4. Williams (ENG); 1


Melhor Volta:

  1. Red Bull (AUT); 6
  2. McLaren (ENG); 6
  3. Ferrari (ITA); 5
  4. Renault (FRA); 2


Vitória:

  1. Red Bull (AUT); 9
  2. McLaren (ENG); 5
  3. Ferrari (ITA); 5

Pódio:

  1. Red Bull (AUT); 20
  2. McLaren (ENG); 16
  3. Ferrari (ITA); 15
  4. Mercedes-Benz (GER); 3
  5. Renault (FRA); 3

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pilotos: Dados e números em 2010.


Pole Position:

  1. Sebastian Vettel (GER/Red Bull); 10
  2. Mark Webber (AUS/Red Bull); 5
  3. Fernando Alonso (SPA/Ferrari); 2
  4. Lewis Hamilton (ENG/McLaren); 1
  5. Nicolas Hulkenberg (GER/Williams); 1


Melhor Volta:

  1. Fernando Alonso (SPA/Ferrari); 5
  2. Lewis Hamilton (ENG/McLaren); 5
  3. Sebastian Vettel (GER/Red Bull); 3
  4. Mark Webber (AUS/Red Bull); 3
  5. Jenson Button (ENG/McLaren); 1
  6. Robert Kubica (POL/Renault); 1
  7. Vitaly Petrov (RUS/Renault); 1


Vitória:

  1. Sebastian Vettel (GER/Red Bull); 5
  2. Fernando Alonso (SPA/Ferrari); 5
  3. Mark Webber (AUS/Red Bull); 4
  4. Lewis Hamilton (ENG/McLaren); 3
  5. Jenson Button (ENG/McLaren); 2


Pódio:

  1. Sebastian Vettel (GER/Red Bull); 10
  2. Fernando Alonso (SPA/Ferrari); 10
  3. Mark Webber (AUS/Red Bull); 10
  4. Lewis Hamilton (ENG/McLaren); 9
  5. Jenson Button (ENG/McLaren); 7
  6. Felipe Massa (BRA/Ferrari); 5
  7. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz); 3
  8. Robert Kubica (POL/Renault); 3

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Classificação dos Campeonatos 19/19.


PILOTOS:

1°) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 256 Pontos
2°) Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 252
3°) Mark Webber (AUS/Red Bull), 242
4°) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 240
5°) Jenson Button (ENG/McLaren), 214
6°) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 144
7°) Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 142
8°) Robert Kubica (POL/Renault), 136
9°) Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 72
10°) Rubens Barrichello (BRA/Williams), 47
11º) Adrian Sutil (GER/Force India), 47
12º) Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 32
13º) Vitaly Petrov (RUS/Renault), 27
14º) Nico Hulkenberg (GER/Williams), 22
15º) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 21
16º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 8
17º) Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber), 6
18º) Nick Heidfeld (GER/BMW Sauber), 6
19º) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 5
20º) Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), 0
21º) Jarno Trulli (ITA/Lotus), 0
22º) Karum Chandhok (IND/Hispania), 0
23º) Bruno Senna (BRA/Hispania), 0
24º) Lucas di Grassi (BRA/Virgin), 0
25º) Timo Glock (GER/Virgin), 0
26º) Sakon Yamamoto (JPN/Hispania), 0
27º) Christian Klien (AUT/Hispania), 0

CONSTRUTORES:

1º) Red Bull Renault (AUT), 498 Pontos
2º) McLaren Mercedes-Benz (ENG), 454
3º) Ferrari (ITA), 396
4º) Mercedes-Benz (GER), 214
5º) Renault (FRA), 163
6º) Williams Cosworth (ENG), 69
7º) Force India Mercedes-Benz (IND), 68
8º) BMW Sauber Ferrari (SWI), 44
9º) Toro Rosso Ferrari (ITA), 13
10º) Lotus Cosworth (ENG), 0
11º) Hispania Cosworth (SPA), 0
12º) Virgin Cosworth (ENG), 0

DADOS E NÚMEROS:

• 452º Pódio da Equipe McLaren
• 175ª Pole Position do Motor Renault
• 143ª Melhor Volta da Equipe McLaren
• 130ª Vitória do Motor Renault
• 88ª Melhor Volta do Motor Mercedes-Benz
• 39º Pódio da Equipe Red Bull
• 36º Pódio de Lewis Hamilton
• 31º Pódio de Jenson Button
• 20ª Pole Position da Equipe Red Bull
• 19º Pódio de Sebastian Vettel
• 15ª Pole Position de Sebastian Vettel
• 15ª Vitória da Equipe Red Bull
• 10ª Vitória de Sebastian Vettel
• 8ª Melhor Volta de Lewis Hamilton

domingo, 14 de novembro de 2010

Grande Prêmio de Abu Dhabi 2010.


Com um pódio formado pelos três últimos Campeões Mundiais da Fórmula-1 em Abu Dhabi: Lewis Hamilton em 2008 e Jenson Button em 2009 cumprimentaram o mais novo Campeão, Sebastian Vettel em 2010. E desde 2007 a categoria vê campeões inéditos, e Vettel é 32º da história.


As tão discutidas ordens de equipe foram por água abaixo, vimos um inexpressivo Mark Webber que acabou com as próprias chances, nos treino de ontem. Com isso Sebastian Vettel ficou livre, de por ventura, ceder à posição para o companheiro de equipe que matematicamente teria mais chances de título, e pilotou para vitória e para algo mais...


Para surpresa da Ferrari e de Fernando Alonso, a McLaren apresentou um desempenho acima do esperado desde os treinos livres, acrescentando contornos dramáticos para os italianos. E a McLaren teve sua contribuição para o título de Sebastian Vettel, principalmente nos treinos e na largada, mas o fator decisivo para a consagração da Red Bull foi literalmente a de sua parceira, a Renault, aliada ao toque entre Schumacher e Liuzzi ainda na primeira volta e a posterior entrada do Safety Car, permitindo que alguns pilotos como Petrov e Rosberg mudassem a estratégia, embolando tudo e atrapalhando Alonso quando o mesmo voltou de sua parada.


A corrida foi novamente chata, mas devido à decisão do título de pilotos, prendeu nossa atenção durante todas as 55 voltas do suntuoso complexo de Yas Marina. Depois das paradas Alonso retornou atrás de Petrov e simplesmente por ali ficou. O piloto russo da Renault bastante criticado por seus erros durante a temporada, hoje foi perfeito, segurou a pressão do espanhol da Ferrari e não cometeu um erro. Webber que vinha atrás de Alonso, aparentemente, não quis atacá-lo e por lá também ficou.


Vettel seguia na liderança, seguido de perto Lewis Hamilton até suas respectivas paradas. Quando Lewis voltou e ficou limitado atrás de Kubica, que tinha largado de pneus duros, Vettel aproveitou para abrir uma vantagem confortável. Jenson Button assumiu a liderança e a manteve por um bom tempo, até sua parada. Quando Kubica parou e voltou na quinta posição praticamente sacramentou o título de Vettel.


E assim o domingo foi um desastre total para Ferrari, pelo seu excesso de confiança, pela estratégia conservadora e inútil. Será que eles vão afogar as magoas no Parque temático agora?


O título foi merecidamente para a melhor equipe, o melhor carro, os melhores engenheiros e o mais rápido piloto. Sebastian Vettel que apesar dos deslizes, dos erros e das quebras, conseguiu sagrar se o mais jovem Campeão Mundial de Fórmula-1 aos 23 anos, quatro meses e onze dias. Uma equipe que não precisou vencer a base de ordens, e que conseguiu fazer seu piloto favorito Campeão...


Campanha do alemão Sebastian Vettel: 5 vitórias, 10 poles, 10 pódios e 3 melhores voltas, 256 pontos.


Parabéns Red Bull Renault, Campeã de Pilotos e de Construtores em 2010.


Resultado Final:

1°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1h39min36s837 (55 voltas)
2°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 10.1
3°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 11.0
4°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 30.7
5°. Robert Kubica (POL/Renault), a 39.0
6°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 43.5
7°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), a 43.7
8°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), a 44.2
9°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), a 50.2
10°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 50.8

Não Pontuaram:

11°. Nick Heidfeld (GER/BMW Sauber Ferrari), a 51.5
12°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), a 57.6
13°. Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes-Benz), a 58.3
14°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), a 59.5
15°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), a 1.03.1
16°. Nico Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), a 1.04.7
17°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), a 1 volta
18°. Lucas di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), a 2 voltas
19°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), a 2 voltas
20º. Christian Klien (AUT/Hispania Cosworth), a 2 voltas
21°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), a 4 voltas

Não Concluíram:

22°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), 44 voltas
23°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1
24°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1

Melhor Volta:

Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.41.274 (Volta 47)

domingo, 7 de novembro de 2010

Uma imagem vale mais do que mil palavras...


Parabéns Red Bull, Campeã de Construtores da temporada de 2010 com todos os méritos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Expectativas para o Gp do Brasil 2010


A expectativa para o Gp do Brasil é sempre muito grande, não só para os brasileiros que finalmente veem o Gp em um horário interessante para quebrar com a monotonia do Domingo, no qual só esporte presta... mas para os fãs da velocidade, que aguardam o melhor circuito para ultrapassagens, pilotagem arrojada e um dos mais imprevisíveis, junto com Spa. Algo de arrepiar, ainda mais em um campeonato privilegiado, disputado e embolado.
Vettel veio assombrando nos treinos livres, com Mark Webber mais colado nele no segundo treino, com as Red Bull favoritas mas nem tanto, e a principal rival Ferrari num mato sem cachorro com problemas em ambos os carros.
Tempo
As previsões não estão tão animadoras para quem quer chuva, mas pelo menos em um dos momentos cruciais: treino classificatório ou corrida; devemos ter uns pingos emboladores.
Tempo que deve favorecer a Maclaren,que está meio para trás nesse fim de semana e que só tem Hamilton ainda com chances reais, pq Button só com milagre tira 42 ´pontos de 50 de Alonso.
Estratégias
Enquanto a Red Bull deve apostar no equilíbrio para conseguir pole e um bom ritmo, eu acredito que eles privilegiem o acerto para o treino, e para sol, apostando no equlibrio e ritmo natural dos carros caso chova;
A Ferrari aposta na sorte fulminante de Alonso, e na força dos motores, então aposta tudo na classificação tentando se manter na frente para minimizar o lucro de Webber. Massa deve ser a ponta de lança, para atacar, encher o saco e se possível vencer, com Webber longe de 7 ponntos de vantagem do vencedor.
A Maclaren aposta na corrida, na chuva, e na desunião da Red Bull para contar com a sorte de uma quebra de motor de Alonso, fato até possível.
As intermediárias apostam na corrida, visivelmente;os ritmos de Williams,Force India e Sauber mostraram isso, embora Heidfeld tenha mostrado muito serviço para convencer alguém de que ele é bem consistente ainda e que nem tudo é grana. Outro que andou forte é Kubica, que deu um banho de água fria no russo...tá feio o negócio, ele deve provavelmente ser companheiro de Senna na Lótus com a Renault repatriando Kovalainen
A corrida
Aposto na vitória da Red Bull, apesar de tudo. Webber me parece focado, cara de mau mas focado. Vettel aposta nos treinos para mostrar quem manda, mas ele ainda não me mostrou capacidade de lidar com isso, nem ano passado nem muito menos neste. Também aposto em Massa andando melhor que Alonso, pelo menos aqui. Nem pelo histórico, em que Alonso sempre foi mixuruca em Interlagos, levando títulos pelos pontos, e não pela performance em São Paulo... e sim pelo natural receio de Alonso com os problemas mecânicos.
Tomara que tenhamos um Gp bem interessante, com Kobayashi mandando ver, Di Grassi continuando na frente do Glock (que na minha opinião não vem merecendo muito a garantia que tem da Virgin) e Barrica mandando ver para comprovar o óbvio: vem andando na frente do Hulk, garantindo a disputa com a Force India pelo 6ºlugar.

domingo, 17 de outubro de 2010

O ar da graça de Yeongam... emoção artificial?


E aí pessoal que acompanha o blog...tudo tranquilo?

A F1 andará por mais uma nova paragem,mais uma vez na senda das corridas asiáticas, e na contramão dos eventos, uma corrida que quase não aconteceu por questões estruturais... algo que se colocava como destino certo das corridas longe dos grandes centros financeiros, como o Brasil , Portugal, Hungria...


Decerto, questões metereológicas, pressões absurdas para se colocar um circuito um ano antes do possível, e por aí vai...


Mas será que vai?


Corrida sei que teremos...fim de semana sei que teremos (e agora querem resumir o fim de semana ao sábado e domingo, deixando as sextas para negócios e testes para novatos-este último ponto o único que eu concordo)..mas e a coisa vai andar? Na história recente da F1, asfaltos se soltando, como em Canadá 2008 geraram simplesmente uma corrida doida, mas artificialmente boa.


Nas corridas dos asfaltos borbulhantes de rua dos Estados Unidos, corridas charmosas, loucas e artificialmente boas.


Na corrida da Indy neste ano em São Paulo, muias rodadas, poeira e algo artificalmente emocionante.


Na briga pelo atual e até realmente bom campeonato de F1, com 5..ou 3 pilotos disputando o título, podemos ter uma artificial emoção de um campeonato que só teve boas corridas em condições metereologicamente- e relativamente, portanto, artificial- instáveis...a coisa vai andar no artificial e convincente jogo de disputas e estratégias (os dois maclarianos que atacam em momentos extremos vindo de trás tentando tudo... e os três mais bem colocados jogando um xadrez travado e recuado) ou teremos algo tão loucoque só poderia ser chamado de...emoção pura e real?


E aí...a coisa vai andar? Yeongam vai dar o ar de sua graça?