Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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Mostrando postagens com marcador balanço da temporada. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um equilíbrio inesperado: McLaren Mercedes-Benz.




As duas maiores equipes da F-1, inverteram seus papeis na temporada de 2010, ante as expectativas da mídia “especializada”. Na Ferrari era esperada uma disputa equilibradíssima entre seus pilotos, entretanto, vimos uma supremacia de Fernando Alonso sobre Felipe Massa.
Para a McLaren o prognostico era de um verdadeiro massacre de Lewis Hamilton sobre o então, atual campeão, Jenson Button que havia deixado a Brawn e foi ostentar o número 1 no time de Woking. Mas, como constatamos a disputa entre os dois, teve sim, Hamilton como melhor no final, contudo, o fato passou longe de ser um massacre por parte do campeão de 2008 sobre o de 2009.


E para surpresa geral Button começou muito melhor, venceu duas corridas em quatro realizadas e assumiu a liderança do campeonato. Entretanto, no início da fase européia, a McLaren começou a implantar as atualizações no MP-4/25, além de aperfeiçoar o F-duct criado por ela. E lá se foi a performance de Jenson, que passou a apresentar muitas dificuldades no acerto do carro, especialmente, nos treinos classificatórios, onde realmente levou uma surra de Hamilton nesse quesito. Por outro lado, Lewis começou a crescer no campeonato com as mudanças promovidas pela equipe no bólido. Venceu duas corridas seguidas Istambul e Canadá, nas duas com Button em segundo.


Na Turquia houve uma bela disputa entre os dois pela vitória. Hamilton que vinha na liderança, desde o toque entre os pilotos da Red Bull, caminhava para uma vitória tranqüila, mas para surpresa até da própria McLaren, Jenson Button chegou, atacou e ultrapassou Lewis Hamilton para desespero da Nicole, todavia, o campeão de 2008 conseguiu dar o troco na curva seguinte. Instruído pela equipe, Button passou a se comportar, e, isso não foi mais permitido pela equipe dali por diante. Naquele momento a equipe inglesa aparentava ser a única capaz de derrotar as Red Bulls.



Em 2009, a McLaren fez um péssimo carro, até chegaram a declarar que Lewis Hamilton faria a pior temporada de um piloto que havia sido Campeão no ano anterior, todavia, a equipe conseguiu desenvolver o carro e Lewis venceu duas. Em 2010, fizeram o bom carro, mas foi justamente na hora de desenvolvê-lo que os ingleses perderam terreno. Atrapalharam-se, principalmente, em introduzir o difusor escapamento que não casou com o MP-4/25. Foram ultrapassados pela Ferrari de Alonso e se distanciaram da Red Bull. Se somado aos erros de Hamilton em momentos chave, e as infelicidades de Button, vide Vettel em Spa. No final conseguiram apenas o vice de Construtores.


Para 2011, a equipe anda escondendo o jogo, talvez tentando surpreender com um melhor entendimento sobre os pneus Pirelli. Assim, acredito que virá mais forte com ambos os pilotos.

  • Posição: 2º
  • Pontos: 454
  • Vitórias: 5
  • Pole Positions: 1
  • Pódios: 16
  • Melhores Voltas: 6
  • Voltas na liderança: 245


Seus pilotos.


1. Jenson Button


Apesar de ter sido campeão em 2009 pela Equipe Brawn, Button decidiu se mudar de mala e cuia para a McLaren. Uns afirmaram que era loucura, outros disseram que a pior coisa que ele já tinha feito na carreira. Chegar à equipe conhecida por ser feudo de Hamilton!!! Coisa que nem Fernando Alonso soube lidar quando o Hamilton ainda era um novato.


Mas Button surpreendeu, adaptou-se rapidamente ao time e venceu logo duas corridas de cara: Austrália e China em quatro disputadas. Saiu de Xangai líder do campeonato, calando muitos, mas como dito anteriormente, Jenson se perdeu no acerto do carro quando a equipe começou os upgrades. Mal nos treinos, Button buscava se recuperar na corrida, usando e ousando com estratégias inteligentes e diferenciadas que funcionou na maioria das vezes, aliado ao seu bom ritmo de corrida e preservação dos pneus.


Apesar de ter um estilo mais burocrático, Jenson poderia ter chegado mais longe, contudo, algumas infelicidades lhe tiraram a chance do segundo título. Na Espanha um erro no pit stop o deixou preso atrás do Schumacher. Em Mônaco, os mecânicos se esqueceram de tirar a tampa de proteção do radiador, causando um super aquecimento e abandono. Na Bélgica foi tirado da prova por Sebastian Vettel.


Sai fortalecido de 2010, como um piloto mais pragmático, frio, gentil e inteligente, mas tem que atentar para seu desempenho nas classificações. Agradou tanto a McLaren que eles já pensam em prorrogar seu contrato que só vence em 2012. O Campeão de 2009 já deu seu recado, de besta não tem nada.

  • Posição: 5º
  • Pontos: 214
  • Vitórias: 2
  • Pódios: 7
  • Melhores Voltas: 1
  • Voltas na liderança: 145

2. Lewis Hamilton


Hamilton fez uma ótima temporada, em determinados momentos do campeonato aparecia como favorito de 2010, mas algumas quebras e, principalmente, seus erros custaram-lhe o Bicampeonato.


A chegada de Button, de certa forma fez bem à Lewis. A forma como Jenson cuidava dos pneus, fez Hamilton abrir os olhos e procurar melhorar nesse quesito, já que era conhecido como destruidor de pneus. As atualizações no bólido privilegiaram seu estilo, daí seu crescimento no campeonato a partir da fase européia.


Teve belas atuações, no início do campeonato, e foi o rei das ultrapassagens, enchendo os olhos dos torcedores. Suas vitórias na Turquia, Canadá e Bélgica foram magistrais. Entretanto, quando o desempenho da equipe caiu, Lewis tentou compensar com seu arrojo, mas isso trouxe mais prejuízo ao piloto.


Hamilton ainda precisa dosar seu arrojo, mas é sempre um piloto talentoso, brigador e que não teme nada, e ainda tem total apoio da equipe, pela qual, foi criado. 2011 promete mais emoções na guerra fria entre ele e Button?

  • Posição: 4º
  • Pontos: 240
  • Vitórias: 3
  • Pole Positions: 1
  • Pódios: 9
  • Melhores Voltas: 5
  • Voltas na liderança: 100

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Início da Era Alonso: Ferrari


Você já sabe que a Ferrari antecipou a chegada de Fernando Alonso ao time em um ano, com a dispensa de Kimi Raikkonen! Pois, hoje vejo que o espanhol chegou com alguns anos de atraso à Maranello... Nunca vi piloto e equipe combinarem tanto.


A equipe italiana viveu um dos seus piores campeonatos em 2009, com um carro ruim e difícil de pilotar, e ainda teve o grave acidente de Felipe Massa na Hungria. Tanto que a equipe esqueceu o projeto F-60 muito antes de o campeonato terminar, e passou a se concentrar no carro de 2010. Nos bastidores era costurada a saída de Kimi Raikkonen para chegada de Fernando Alonso.


A F-10 se mostrou um bólido superior ao seu antecessor logo de cara, mas precisava de mais desenvolvimento para encarar as rivais. Alonso “vestiu” o F-10 como se fosse feito para ele, mesmo sem participar do desenvolvimento do mesmo, no início. Felipe Massa até adaptou bem ao carro, mas não aos pneus dianteiros mais estreitos e o problema em aquecê-los.





A Ferrari começou a temporada com sorte, devido aos problemas mecânicos na Red Bull de Vettel, proporcionou aos vermelhos uma dobradinha no Bahrein com a primeira vitória de Fernando Alonso na sua estréia pela escuderia. Nas etapas seguintes foi a Ferrari que apresentou problemas de confiabilidade, principalmente, no motor. Depois ficou claro que o carro da equipe não seria páreo para F-duct da McLaren e o difusor-escapamento da Red Bull. Tanto que a Ferrari teve que correr atrás para implementar esses artifícios no seu bólido. Até a gravação de uma campanha publicitária foi usada pela pelos italianos, burlando o regulamento, para se ter uma melhor avaliação sobre seu pacote de mudanças.


E as atualizações deram certo, aliado aos novos pacotes aerodinâmicos, o carro voltou a ser competitivo a partir do GP da Alemanha, onde foram dominantes. A equipe teve uma nova dobradinha, mas a ordem explícita para troca de posições entre Fernando e Felipe, dando a vitória ao espanhol, jogou novamente a equipe de Enzo contra a opinião pública. Entretanto, a partir daí vimos um crescimento espetacular de Alonso no campeonato, que chegou a última etapa como líder e precisando apenas de um pódio para se sagrar tricampeão.




A final em Abu Dhabi reservou muitas surpresas. A Ferrari sabia que não conseguiria superar a Red Bull em condições normais, mas bastaria um terceiro lugar para Alonso, independente de uma vitória de Webber ou Vettel. Todavia, os italianos não contavam com o ótimo rendimento da McLaren naquele fim de semana. Aliado a um erro estratégico na corrida que jogou Fernando para trás, após anteciparem seu pit-stop, ficando preso trás de carros mais lentos, em um circuito travado que não permite ultrapassagens. Com isso, o asturiano acabou em sétimo, atrás de Petrov e viu Sebastian Vettel se tornar o mais jovem campeão da história.


Para 2011, a Ferrari passará se concentrar ainda mais em Fernando Alonso, e o próximo bólido da equipe será moldado ao seu gosto. A Scuderia Rossa sentia falta de um piloto centralizador, um líder, como é Schumacher. Kimi e Felipe não foram aprovados para essa tarefa. Fernando Alonso foi o escolhido para desempenhar tal função. E em seu primeiro ano com os italianos, o Bicampeão se saiu melhor que a encomenda.

  • Posição: 3º
  • Pontos: 396
  • Vitórias: 5
  • Pole Positions: 2
  • Pódios: 15
  • Melhores Voltas: 5
  • Voltas na liderança: 168


Seus Pilotos:


7. Felipe Massa



O brasileiro estava confiante para temporada 2010, plenamente recuperado do grave acidente na Hungria 2009. Nem mesmo com a chegada de Alonso ao time parecia preocupar-lhe. Esperávamos uma boa disputa entre ambos, mas o espanhol o superou e ganhou a Ferrari. Restou a Massa o papel de coadjuvante, das três equipes que lutaram pelo título, ele foi o único piloto que não venceu. Agora é Massa que tem surpreender a Ferrari mais uma vez em 2011.

  • Posição: 6º
  • Pontos: 144
  • Pódios: 5
  • Voltas na liderança: 42

8. Fernando Alonso



Dono de uma autoconfiança incrível, marrento, cínico, político, egocêntrico e talentoso. Mesmo sendo vice, Fernando Alonso se fortaleceu em 2010 como o melhor piloto da atualidade. Nem o episódio na Alemanha o abateu, pelo contrário o motivou mais. Chamou a responsabilidade para si, e só não faturou o título por detalhes. Claro que também cometeu erros bobos, no início do campeonato, principalmente, por tentar andar mais do que o carro. Entretanto, seu maior desafio foi alcançado, conquistou a confiança e os corações dos ferraristas, de tal forma, que já compete contra Gilles Villeneuve na preferência dos Tifosi. 2010 foi apenas o primeiro ano dessa união que já deu certo...
  • Posição: 2º
  • Pontos: 252
  • Vitórias: 5
  • Pole Positions: 2
  • Pódios: 10
  • Melhores Voltas: 5
  • Voltas na liderança: 126

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dura realidade: Mercedes-Benz.




Com o sucesso estrondoso da Equipe Brawn, Campeã de Pilotos e Construtores em 2009, no qual, a Mercedes já era fornecedora de motores. Os alemães compraram 75,1% das ações do time, e encerraram a sociedade com a McLaren, vendendo suas ações de volta ao time inglês. E assim, o sonho encantado de Ross Brawn durou apenas uma temporada.


A última participação dos alemães com equipe própria foi em 1955, este retorno em 2010 trouxe algumas surpresas e várias decepções também. Como esperado Norbert Haug, homem-forte da Mercedes na F-1 juntou-se ao time. Ross Brawn foi mantido como chefe, já era sabido que o piloto alemão Nico Rosberg já tinha assinado contrato para ser companheiro de Jenson Button.


Mas a repentina saída do atual Campeão para a McLaren não era esperada. Button que já havia procurado a Red Bull, antes de fechar com o time de Ron Dennis. Parece que o piloto inglês previa que o carro de 2010 não seria vencedor, nem mesmo com a chegada da Montadora de Stuttgart.


Abalada com a negativa de Jenson, Ross e Norbert ficaram sem muitas opções no mercado, e para suprir a saída do Campeão com alguém à altura, convenceram o Multi-Campeão Michael Schumacher a sair da aposentadoria de três anos, para desespero de Luca di Montezemolo, e dos ferraristas mundo afora. Montando assim uma nova esquadra alemã!




Os resultados ficaram muito aquém, o W01 não manteve o DNA de antecessor, foi apenas mediano. Ainda sim, teve algum destaque com Nico Rosberg. Michael Schumacher que se apresentou falando que lutaria pelo título, mas deve ter se arrependido na primeira vez que pilotou o carro. Nem as atualizações promovidas no bólido, no decorrer da temporada ajudaram. E restou a equipe Campeã de 2009, o quarto lugar em 2010, sem vitórias. Venceu o duelo contra Renault, pois o segundo piloto do time francês pouco contribuiu.


A pressão por resultados em 2011 está enorme. A Daimler já cobrou publicamente resultados, ou serão os próximos a deixarem a categoria!

  • Posição: 4º
  • Pontos: 214
  • Pódios: 3
  • Voltas na Liderança: 16
  • Nação: Alemanha.


Seus Pilotos:

3. Michael Schumacher.



Uma das maiores decepções do ano. Definitivamente a pior temporada de sua carreira. Voltou criando a expectativa de um oitavo título, mas três anos de inatividade pesaram muito para o Heptacampeão! Um novo regulamento, pneus totalmente diferentes de seu gosto e estilo. Sem testes ilimitados, não pôde aprimorar o bólido ao seu jeito, em um carro que não foi feito para ele, mesmo a equipe efetuando mudanças para ajudá-lo. E ainda teve gente que dizia que ele estava se divertindo! Finalizou o ano próximo de Rosberg, e deixou claro que ainda é um piloto extremamente competitivo, mesmo aos 41 anos. Chegando ao exagero em disputas contra Barrichello, Massa e Heidfeld. Em 2011, veremos se valeu a pena deixar de ser uma unanimidade para os tifosi.

  • Posição: 9º
  • Pontos: 72

4. Nico Rosberg.



Esse calou a boca de muita, mas muita gente mesmo. Só para se ter uma idéia, acumulou quase o dobro de pontos que o companheiro. Previram um massacre, e acertaram, só erraram de quem! Discretamente, Rosberg se impôs na Mercedes, procurou fazer seu trabalho e ignorou Schumacher. Não venceu nenhuma corrida, mas foi o responsável pelos melhores resultados do time no ano. Ganhou respeito e admiração nessa que foi sua melhor temporada. Assim como Kubica, provou que só lhe falta, apenas, um carro vencedor. Vem fortalecido para a próxima temporada, será Rosberg o responsável em reaposentar Schumacher?

  • Posição: 7º
  • Pontos: 142
  • Pódios: 3
  • Voltas na Liderança: 16

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O breve renascimento: Renault.




A Renault terminou 2009 combalida por escândalos e por um campeonato medíocre. A montadora francesa até cogitou abandonar a categoria de vez. Acabou ficando, entretanto, vendeu 75% de suas ações para o até, então, desconhecido Grupo Genii.


Cercado de desconfianças os novos gestores deram continuidade aos trabalhos. Os investidores da Genii conseguiram manter Robert Kubica, que já estava acertado, mas apenas com a montadora. Fecharam acordo com o piloto russo Vitaly Petrov, que trouxe uma verba considerável para o time. Eric Boullier assumiu a direção do time de Enstone.



Resgataram a cor oficial da equipe, o nostálgico amarelo com detalhes pretos. E não é que a equipe se revelou uma das mais gratas surpresas de 2010. Graças a Robert Kubica em sua melhor temporada na categoria.


Com a imagem resgatada, a montadora francesa, que agora sim, se desfez da equipe, vendendo os 25% restantes para a Proton, dona da Lotus Cars. A Renault ainda fará parte do nome da equipe, mas sua participação se resumirá ao fornecimento de motores e de tecnologia, bem como, para outras equipes também. Já que seus motores fizeram os campeões de 2010.


Para 2011, agora sob a tutela do Grupo Genii e da Lotus Cars. Prometem lutar por vitórias, mas só o tempo dirá se essa parceria dará certo. A dupla de pilotos não muda.

  • Posição: 5º
  • Pontos: 163
  • Pódios: 3
  • Melhores Voltas: 2
  • Nação: França.

Seus pilotos:


11. Robert Kubica.



Este polonês elevou a equipe a outro patamar, seu desempenho foi exuberante, um dos destaques da temporada. Conseguiu extrair o máximo de desempenho do R30. Deixou evidente que só lhe falta um carro vencedor para lutar e conquistar um campeonato. Jogou uma pressão danada para seu neófito companheiro.

  • Posição: 8º
  • Pontos: 136
  • Pódios: 3
  • Melhor Volta: 1

12. Vitaly Petrov.


O ano de estréia é sempre difícil, mas com o primeiro piloto russo da história da F-1, foi marcante. Petrov mostrou que é rápido, entretanto foi muito inconstante, errou e bateu consideravelmente. Com relação ao companheiro, foi massacrado. Chegou a ser criticado e cobrado publicamente pelo chefe de sua equipe. Uma pressão até desnecessária, todavia Vitaly teve apresentações convincentes, marcou uma melhor volta e foi muito combativo tanto em atacar como em se defender, Alonso que o diga. Enfim, foi confirmado por mais duas temporadas na equipe que irá suceder a Renault.

  • Posição: 13º
  • Pontos: 27
  • Melhor Volta: 1

Nova transição: Williams Cosworth.


A equipe Williams passa novamente por uma fase de transição. Mudaram os pilotos, e mais uma vez, o fornecedor de motores. Com a saída da Toyota e, conseqüentemente, a de Kazuki Nakajima, que, aliás, Sir Frank Williams não suportava mais o piloto japonês, devido as suas barbeiragens no decorrer da temporada passada. Rubens Barrichello juntou-se ao time de Grove e Nicolas Hulkenberg foi promovido a piloto titular.


A equipe foi ousada, até por uma questão financeira, em assinar contrato com a Cosworth, que retornou à categoria nesta temporada para fornecer propulsores dentro da realidade dos times novatos. Portanto, a turma de Grove foi a única das equipes estabelecidas a contar com a Cosworth.


E foi justamente o motor Cosworth, o principal responsável pelo fraco desempenho do FW 32 no início do campeonato. Mas com o passar das etapas, especialmente, na segunda metade do campeonato, o motor inglês melhorou muito, tanto em potência, como em confiabilidade e consumo. E no desenvolvimento contínuo do chassi, a Williams fez um ótimo trabalho nas atualizações do bólido, ao contrário de outras equipes que contavam com maiores recursos.


E dentro de suas limitações a Williams conseguiu o sexto lugar nos campeonato de construtores, superando a Force India por um ponto, para alegria do nosso amigo Marcos Antônio, do GP Series. Entretanto, a equipe perdeu quatro importantes patrocinadores para 2011, e por isso, teve que abrir mão de Nico Hulkenberg. Para seu lugar chega Pastor Maldonado, acompanhado dos petrodólares da Estatal Venezuelana.

  • Posição: 6º
  • Pontos: 69
  • Pole Position: 1
  • Nação: Inglaterra.


Seus pilotos:




9. Rubens Barrichello

Em sua 18ª temporada na F-1, o brasileiro Rubens Barrichello entrou para a história da categoria ao se tornar o primeiro piloto a superar a barreira dos 300 grandes prêmios. Rubens foi contratado pela Williams para liderar a equipe neste momento de transição. E o brasileiro se saiu bem, virou figura constante no Q3, conseguiu os melhores resultados para o time, em corrida, no ano. Seu ponto alto, conforme ele mesmo foi a ultrapassagem sobre Michael Schumacher no GP da Hungria. E com seu reconhecido trabalho na Williams, Patrick Head e Sir Frank já confirmaram Barrichello em 2011.

  • Posição: 10º
  • Pontos: 47



10. Nicolas Hulkenberg.

Em sua temporada de estréia, este alemão que já era test-driver da equipe inglesa desde 2007, chegou badalado na categoria. Teve altos e baixos no decorrer da temporada, mas deixou claro que mereceu a oportunidade na F-1. Apanhou no começo, mas finalizou a temporada no mesmo ritmo do experiente companheiro. Foi o autor de uma espantosa pole position no GP do Brasil, algo que a equipe não conseguia desde 2005. Mas apesar das boas apresentações, Hulkenberg acabou dispensado da Williams, por questões financeiras. Ainda não tem lugar garantido na próxima temporada.

  • Posição: 14º
  • Pontos: 22
  • Pole Position: 1

domingo, 26 de dezembro de 2010

A volta do suíço ao comando: BMW Sauber Ferrari.


Depois de quatro anos sob domínio da BMW. A temporada de 2010 marcou o retorno de Peter Sauber como chefe e dono da equipe, após a desistência da montadora alemã, que resolveu abandonar a categoria, abruptamente, no final de 2009. E esse retorno não foi fácil, como a BMW não havia inscrito o time de Hinwil para participar da temporada 2010, pois não apareceu nenhum comprador em potencial para o mesmo. Peter Sauber convenceu a cúpula da montadora a lhe reaver o time, mas mesmo assim, teve que aguardar uma permissão oficial da FIA para confirmar a participação da BMW Sauber na temporada deste ano. E por essa indefinição a obtenção de novos acordos com patrocinadores foi quase nula.


Dispondo da verba deixada pela BMW, e de alguns meros patrocínios, Peter Sauber começou a remontar a equipe, foi hábil em trazer o destemido e arrojado piloto japonês Kamui Kobayashi para seu lado. Surpreendentemente, optou pelo espanhol Pedro de la Rosa, experiente piloto de testes, para a segunda vaga, já que o mesmo viria com alguma verba. Como a BMW não quis mais fornecer motores, Peter foi atrás da Ferrari, antiga parceira, para empurrar seus carros em 2010. Nos testes de pré-temporada o então C29 se mostrou rápido, mas era uma incógnita.




As primeiras etapas foram bem frustrantes para Peter Sauber, o mau rendimento do C29 aliado a uma série de quebras no motor, somado com alguns acidentes impediram os pilotos do time de finalizassem as corridas. Após a saída do diretor técnico Willy Rampf que contava com dez anos de casa. Peter Sauber foi certeiro em contratar James Key para substituir Willy. Key chegou à BMW Sauber em meados de Abril, credenciado pelo excelente trabalho nos dois últimos bólidos da Force India. As atualizações promovidas pelo novo diretor técnico no C29 funcionaram e a equipe começou a pontuar regularmente, especialmente, com Kobayashi. Ao mesmo tempo a Force India entrava em declive no mundial.


A equipe terminou a temporada em alta, e em muito, pelas as ótimas atuações do japonês voador. Para 2011, a Sauber que volta a ter seu nome original, assim como as estatísticas, terá como principal patrocinador a gigante mexicana das telecomunicações Telmex. E por influência da organização de Carlos Slim, o piloto mexicano Sergio Pérez foi confirmado como companheiro de Kamui Kobayashi na Sauber-Ferrari, além de outro mexicano Esteban Gutiérrez como terceiro piloto. Agora, com um aporte financeiro garantido para as próximas temporadas, é esperado que o time Hinwil tenha um salto de qualidade a partir 2011, já que, o C30 próximo bólido do time, será o primeiro projeto de James Key inteiramente na Sauber.


  • Posição: 8º
  • Pontos: 44
  • Nação: Suíça.




Seus Pilotos:

22. Pedro da la Rosa

Bastante conceituado como piloto de testes, o espanhol ganhou uma nova chance de piloto titular no regresso de Peter Sauber, que contou com sua experiência para ajudar no desenvolvimento do C29. Pedro conseguiu equilibrar a disputa com Kobayashi nas classificações, mas em ritmo de corrida foi batido, constantemente, pelo japonês que soube contornar melhor as limitações do carro. Claro que De la Rosa foi abalroado em alguns acidentes, e foi o mais prejudicado pelas quebras no motor Ferrari. Entretanto, esses argumentos não conseguiram mantê-lo na equipe após Monza.

  • Posição: 17º
  • Pontos: 6

22. Nick Heidfeld

O alemão chegou para substituir Pedro de la Rosa nas cinco últimas corridas do ano, e foi bem, também não acompanhou o ritmo de Kamui, mas foi mais efetivo. Conseguiu os mesmo seis pontos do espanhol nessa curta e nova passagem pela equipe suíça. Entretanto, não conseguiu um lugar em 2011. Infelizmente, esse ótimo piloto, nunca esteve no lugar certo, na hora certa. Uma pena!

  • Posição: 18º
  • Pontos: 6


23. Kamui Kobayashi

Esse jovem japonês foi abraçado pelo macaco velho, Peter Sauber, credenciado pelas excelentes atuações nas duas últimas provas de 2009, pela extinta Toyota. Após um início difícil, onde passou a ser contestado com alguns erros e muitas quebras, Kamui foi evoluindo de rendimento, assim, como o C29. Suas atuações movidas por muito arrojo e determinação, alçaram Kobayashi a novo ídolo da F-1. Seu jeito simpático e cheio de humor fora das pistas contrasta com a agressividade e empenho nas ultrapassagens, vide Valência e Suzuka. Terminou 2010 como um dos destaques, e os que apostaram nele, se deram bem, agradece Peter Sauber!

  • Posição: 12º
  • Pontos: 32

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Do ótimo começo, à queda no final: Force India Mercedes-Benz.


Depois que fechou parceria técnica com a Mercedes-Benz e com a McLaren, a partir de 2009, o time de Vijay Mallya vinha em franca ascensão desde a temporada passada, quando conseguiram pole, melhor volta e pódio em sua segunda temporada na categoria.


E o time indiano começou muito bem 2010, com um carro bem acertado e rápido, freqüentando o Q3 regularmente, e marcando pontos com seus dois pilotos. Entretanto, a Force India teve vários problemas fora das pistas, que resultaram na queda de rendimento do meio da temporada para o final.


Vijay Mallya esteve envolto com problemas tributários na Inglaterra, além de uma batalha judicial contra Aerolab e Mike Gascoyne ex-diretor da equipe, pela qual, Mallya perdeu. A Force India ainda foi indiciada por quebra de contrato com alguns pilotos.


Devido aos bons rendimentos na temporada passada, e no início desta, seus profissionais se valorizaram, e passaram a receber propostas de outros times da F-1. E na demorou muito para o talentoso James Key, diretor técnico e responsável pelo projeto dos carros do time indiano fosse para o lado de Peter Sauber, antes do meio da temporada. Sem contar, outros três renomados profissionais que deixaram a Force India para trabalhar com Mike Gascoyne na Lotus Racing, no decorrer da temporada de 2010.


Com isso o time não conseguiu mais desenvolver o bólido adequadamente, o desempenho do carro retrocedeu. Tanto que acabou sendo alcançada e superada pela Williams na tabela de construtores. Apesar dos pesares, a Force India teve um ano razoável, e se solucionar seus problemas internos e externos promete dar trabalho em 2011, visto que atualmente seus cockpits são cobiçados por vários pilotos.

  • Posição: 7º
  • Pontos: 68
  • Nação: Índia

Seus Pilotos.


14. Adrian Sutil


O alemão esteve mais centrado em 2010, apresentou bons rendimentos enquanto o carro esteve bem. Foi forte nas classificações e evoluiu no ritmo de corrida, superando seu companheiro até com certa facilidade, ou seja, se valorizou, até teve torcida para sua ida para uma equipe de ponta, algo que ele almeja muito, apesar do time indiano estar de bom tamanho para o mesmo. Entretanto, apesar de ter errado menos em 2010, Sutil teve algumas aparições sofríveis, no GP da Coreia do Sul, por exemplo, foi uma das piores apresentações de sua vida. Deve permanecer na equipe em 2011.


  • Posição: 11º
  • Pontos: 47


15. Vitantonio Liuzzi


O italiano teve uma nova chance em 2010, como piloto titular. Apresentou-se bem no início do campeonato, especialmente, nas duas primeiras etapas Bahrein e Austrália, respectivamente, depois só voltou a aparecer com um bom resultado na Coreia do Sul. Foi sumariamente batido por Adrian nas classificações e não obteve nem metade dos pontos que o companheiro conseguiu no ano. Esperava-se mais de Liuzzi! Tem contrato assinado para 2011, com opção de mais um, com a equipe indiana, mas devido ao seu fraco desempenho nesta temporada, aliada aos cortejos de outros pilotos por sua vaga, corre o risco de ficar de fora.


  • Posição: 15º
  • Pontos: 21

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A sina continua: Toro Rosso Ferrari.


Se Red Bull te dá asas, as da Toro Rosso foram devidamente cortadas ao final da temporada de 2008. As saídas de Sebastian Vettel, e principalmente, de Gerhard Berger enfraqueceram demais o time (que terminou àquela temporada como sensação), isso somado à falta de investimentos, além da verba cada vez menor vinda da matriz.


Em 2009, o time de Faenza amargou o ultimo lugar, em 2010 repetiu o feito, isso se desconsiderarmos as novatas, claro! Enquanto a Red Bull Racing ganhou tudo que podia nesse ano, a filial continuou com apresentações sofríveis. 2010 marcou a primeira temporada da equipe como construtor independente, ou seja, o projeto do STR-05 não contou com a assinatura da Red Bull Technology.


Um dos motivos para o fraco desempenho da equipe como um todo. Para se ter uma idéia, a Toro só conseguiu estrear o F-duct faltando cinco corridas para acabar o campeonato, além de ser um recurso que será proibido na próxima temporada, do que adiantou?


Com a saída de Berger, a equipe ficou aos cuidados de Franz Tost, que não é nenhum líder, muito menos um lorde. Sob sua administração a equipe, que, fundada com objetivo de revelar promessas para o automobilismo, usando o programa de jovens talentos da Red Bull. Entretanto, a Toro Rosso tem se especializado mesmo em descontinuar carreiras na F-1.


Já há uma boa lista de pilotos “queimados” por Tost. Os principais foram Scott Speed e Sebastien Bourdais que, aliás, foram cobrados e criticados abertamente na imprensa pelo austríaco, assim como os outros que tiveram a infelicidade de passar por lá, mesmo sem ter a disposição um bom equipamento, ou seja, se algo deu errado na corrida, a culpa é única e exclusivamente dos pilotos. Altamente motivador correr para eles!


As coisas não devem mudar muito em 2011, enquanto for de propriedade da Red Bull e Franz Tost estiver no comando do time, a Toro Rosso seguirá sua sina.

  • Posição: 9º
  • Pontos: 13
  • Voltas na liderança: 1
  • Nação: Itália

Seus pilotos:


16. Sebastien Buemi


Protegido de Tost em 2009, Buemi começa a sentir o veneno do chefe, está passando pela mesma situação que Bourdais viveu na equipe, críticas e comparações negativas com o companheiro. No duelo com Alguersuari venceu nas classificações e nos pontos, mas nas corridas foi mais discreto que o espanhol. Terá a sombra de Daniel Ricciardo, confirmado como terceiro piloto do time na próxima temporada. O recado já foi dado por Tost, se não agradar...


  • Posição: 16º
  • Pontos: 8
  • Voltas na liderança: 1
  • Nacionalidade: Suíço.



17. Jaime Alguersuari.


Depois de substituir Bourdais no meio da temporada passada, Jaime em sua primeira temporada completa, saiu-se relativamente bem em pistas que ainda não conhecia. O duelo com Schumacher, na Austrália foi seu ponto alta no início do ano. Perdeu nas classificações e ficou atrás do suíço na tabela, mas foi muito mais brigador nas corridas, até com o carro. Assim como o companheiro já se candidatou a vaga de Mark Webber na matriz, e nesse quesito Alguersuari parte na frente. É o atual queridinho do chefe, mas até quando?


  • Posição: 19º
  • Pontos: 5
  • Nacionalidade: Espanhol.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A revolução que resultou no último lugar: Virgin Cosworth.


A Virgin foi o primeiro time, dentre as novatas, a apresentar a seu bólido, em fevereiro. O VR-01, aclamado como revolucionário por ser o primeiro carro na categoria totalmente projetado digitalmente, sem o auxílio de testes em túneis de vento — apenas com Dinâmica de Fluido Computacional, o CFD.


A meta da equipe para essa temporada de estréia seria ser a melhor das estreantes, mas sua ousadia valeu apenas o último lugar. A Virgin teve vários problemas de confiabilidade já nos testes de pré-temporada, além de sofrer com a falta de peças de reposição.


No início da temporada os engenheiros do time, chefiados por Nick Wirth, perceberam que o carro não tinha um tanque grande o suficiente para armazenar o combustível necessário para terminar um Grande Prêmio. Uma nova versão do carro ficou prevista para estrear na fase européia do mundial com melhorias e o problema do tanque em questão solucionado.


Ainda sim, a equipe de Richard Branson conseguiu finalizar a etapa da Malásia, com Lucas do Grassi se arrastando pela pista, já que, orientado pelos engenheiros, poupava o máximo de combustível para conseguir terminar a corrida.


O carro em si não era tão lento como a Hispania, e, ia até bem nas classificações e na corrida chegava ao mesmo nível da Lotus, mas sua fragilidade era evidente. Foram dezessete abandonos, principalmente por problemas hidráulicos, na suspensão e no fatídico câmbio. E esse foi o principal fator para equipe inglesa acabar em último lugar no campeonato de Construtores.


A equipe já está confirmada para a próxima temporada, e aguarda-se uma evolução na confiabilidade do projeto que seguirá a ser feito no CFD, todavia, a equipe manteve o mesmo fornecedor do câmbio, que apresentou diversos problemas esse ano, e não só com a Virgin. Com a Marrusia Motors assumindo o controle acionário do time, esperam-se mais investimentos. A Cosworth segue como fornecedora do motor.

  • Posição: 12º
  • Nação: Inglaterra.

Seus pilotos:


24. Timo Glock


Devido às limitações do carro, Timo Glock até que fez uma boa temporada, as classificações foram seu ponto forte, brigando diretamente com os pilotos da Lotus, mas foi o mais prejudicado com a fragilidade do carro. E por ter terminado menos corridas terminou o campeonato atrás do companheiro. O alemão é único piloto confirmado na Marrusia Virgin em 2011.

  • Posição: 25º
  • Nacionalidade: Alemão.


25. Lucas di Grassi



Finalmente teve sua chance na categoria, mas enfrentou muitas dificuldades no seu ano de estréia. E não pôde mostrar todo seu potencial. Levou um baile de Glock nas classificações. Entretanto, nem sempre dispunha do mesmo equipamento que o companheiro, mesmo assim, conseguiu ser mais constante nas corridas, e por isso terminou o campeonato uma posição à frente do companheiro. Ainda não está confirmado em 2011.

  • Posição: 24º
  • Nacionalidade: Brasileiro

sábado, 27 de novembro de 2010

A inferior, mas não a última: Hispania Cosworth.


A temporada da Hispania foi bastante sofrível, teve de longe o carro mais lento e defasado do grid. Após o rompimento com a fabricante italiana Dallara, que assinou o projeto logo no início do campeonato, o bólido do time não teve nenhuma atualização durante toda temporada. Lembrando que o time espanhol não chegou nem a participar dos testes de pré-temporada devido às incertezas burocráticas e financeiras com o ex-dono Adrian Campos.


A equipe foi montada às pressas para correr no Bahrein, onde fez seu primeiro shakedown nos treinos livres da sexta-feira. O time de José Ramon Carabante começou a temporada com dois pilotos igualmente estreantes: Karum Chandhok e Bruno Senna. No decorrer das etapas promoveu um rodízio entre os pilotos com as chegadas de Sakon Yamamoto e de Christian Klien. Sendo que o brasileiro foi que mais participou dos grandes prêmios. Bruno também conseguiu a melhor posição de largada do time com um 18º no GP da Bélgica.


Os quatro pilotos pouco puderam fazer, além de tentar levar o carro até o fim das provas. Os problemas mecânicos e financeiros acompanharam o time comandado por Colin Kolles do início ao fim do campeonato. Foram 12 abandonos por quebras mecânicas e 3 por acidentes ou colisões. Entretanto, conseguiram terminar na frente da Virgin no campeonato, por terem finalizado mais corridas no 14º lugar. Foram três no total com Karum Chandhok na Austrália e Mônaco, e com Bruno Senna na Coreia do Sul.


Ficou claro que o principal objetivo da equipe era conseguir sobreviver em 2010, e conseguiram. Mas para correr na próxima temporada a Hispania ainda vive de incertezas. O acordo salvador com a Toyota, ao que parece, foi tudo por água abaixo, por falta de pagamento dos espanhóis. Enganei-me quanto à benevolência dos japoneses.


Para 2011, pelo menos, a Hispania já tem um acordo com a Williams para receber as caixas de câmbio e vão continuar com a Cosworth como fornecedora de motores, agora só falta dinheiro, o carro, os pneus, os patrocinadores, os investidores, os pilotos pagantes...

  • Posição: 11º
  • Nação: Espanha.
  • Numeração: 20 e 21.

Seus pilotos:


Karum Chandhok.
  • Posição: 22º
  • Nacionalidade: Indiano
  • Participações em 2010: 10
Bruno Senna.
  • Posição: 23º
  • Nacionalidade: Brasileiro
  • Participações em 2010: 18
Sakon Yamamoto.
  • Posição: 26º
  • Nacionalidade: Japonês
  • Participações em 2010: 7
Christian Klien.
  • Posição: 27º
  • Nacionalidade: Austríaco
  • Participações em 2010: 3

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A menos pior: Lotus Cosworth.


Não houve surpresas quanto ao desempenho das equipes que estrearam nessa temporada, simplesmente só andaram lá atrás. A então, Lotus Racing foi que se saiu melhor entre as novatas. Terminando o campeonato na décima posição, e como bônus receberá uma boa quantia da FOM, que acaba sendo uma providencial ajuda para custear a próxima temporada.


A equipe do projetista Mike Gascoyne sofreu com constantes problemas mecânicos, principalmente no câmbio, mas ainda sim, conseguiram superar Virgin e Hispania. Seus pilotos praticamente monopolizaram a décima fila nas classificações. Heikki Kovalainen se saiu melhor nas corridas, até porque, quebrou menos. Já Jarno Trulli foi melhor nas classificações.


Tony Fernandes planejou e executou um bom trabalho na primeira temporada do time, e conseguiu angariar mais alguns patrocinadores no decorrer do ano. A opção por trazer lendária marca Lotus de volta, foi uma bela jogada de marketing. E todos do time se esforçaram para honrá-la. Agora vai decidir na justiça com a Proton se continuará a se chamar Lotus Racing ou Team Lotus ou nenhum dos dois!


Posição: 10º
Pontos: 0
Nação: Inglaterra/Malásia.


Pilotos:


18. Jarno Trulli.

Posição: 21º

Pontos: 0

Nacionalidade: Italiano


19. Heikki Kovalainen.

Posição: 20º
Pontos: 0
Nacionalidade: Finlandês

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Campeã: Red Bull Renault


A temporada da equipe austríaca, chefiada por Christian Horner, foi bem movimenta dentro e fora das pistas. O bólido da equipe, o aclamado RB6 de Adrian Newey, foi de longe o melhor carro do ano, mas devido aos erros individuais de seus pilotos e de algumas quebras em momentos pontuais do campeonato, quase, colocaram tudo a perder.


Entretanto, o maior desafio da cúpula da Red Bull nesta temporada, foi gerenciar a disputa interna entre seus pilotos: Sebastian Vettel e Mark Webber. Assumiram os riscos, e no fim das contas deu tudo certo para o time de Dietrich Mateschitz. Campeã de Construtores no Brasil e de pilotos em Abu Dhabi. E dizem que é só o começo...


Posição: 1º
Pontos: 498

Poles: 15

Melhores Voltas: 6
Vitórias: 9

Pódios: 20

Dobradinhas: 4

Voltas na liderança: 699
Nação: Áustria




Sobre seus pilotos:



5. Sebastian Vettel:

Como Campeão da temporada, Sebastian Vettel foi coroado o melhor piloto do ano, pois soube aproveitar o excelente equipamento que tinham em mãos, além da preferência da equipe e da mídia. Entretanto, um campeonato que parecia fácil para o jovem alemão tornou-se um sufoco. Por diversas vezes alternou momentos de domínio absoluto, com erros grosseiros, mas em compensação foi o piloto mais prejudicado por quebras mecânicas.

Em certo momento pareceu se perder no excesso de elogios que recebe desde que chegou a F-1. As lições tiradas após o GP da Bélgica foram de grande valia, e a partir daí, não deu mais chances para seu companheiro. Dando motivo e razão para equipe não priorizar nenhum dos dois com o tal do jogo de equipe. E se não fosse uma quebra de motor no GP da Coreia do Sul, Vettel teria vencido as últimas quatro corridas do ano.

Posição: 1º
Pontos: 256
Poles: 10

Melhores Voltas: 3

Vitórias: 5

Pódios: 10

Voltas na liderança: 382

Nacionalidade: Alemão.



6. Mark Webber:

Contestado na equipe e na categoria, Mark Webber começou a temporada apagado, iniciou-se até uma campanha implícita no meio de aposenta Webber. Mas, para surpresa de todos, o australiano resolveu pilotar, e muito. Com duas vitórias seguidas e avassaladoras na Espanha, e principalmente em Mônaco. Mark se firmou como serio candidato ao título.

Conseguiu atrair para si a torcida e a simpatia do público após os obstáculos que teve com Vettel na Turquia, e principalmente na Inglaterra sobre o favorecimento da Red Bull ao alemão na atualização da asa dianteira. Aliás, sua vitória em Silverstone foi seu ponto alto na temporada, após a vitória soltou no rádio a emblemática frase “Nada mal para um segundo piloto”.

Ainda venceu na Hungria, mas depois do GP da Bélgica não conseguiu mais manter o ritmo, sendo superado por Sebastian nas etapas seguintes. Era o líder do campeonato no GP da Coreia do Sul quando errou, abandonou a corrida e a liderança. Pressionado, não se ajudou na decisão. Finalizou a temporada da mesma maneira que começou.

Posição: 3º
Pontos: 242
Poles: 5
Melhores voltas: 3
Vitórias: 4
Pódios: 10

Voltas na liderança: 317
Nacionalidade: Australiano.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Motores: Dados e números em 2010.


Pole Position:

Renault (FRA); 15
Ferrari (ITA); 2
Mercedes-Benz (GER); 1
Cosworth (ENG); 1


Melhor Volta:

Renault (FRA); 8
Mercedes-Benz (GER); 6
Ferrari (ITA); 5


Vitória:

Renault (FRA); 9
Mercedes-Benz (GER); 5
Ferrari (ITA); 5


Pódio:

Renault (FRA); 23
Mercedes-Benz (GER); 19
Ferrari (ITA); 15

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Construtores: Dados e números em 2010.


Pole Position:

  1. Red Bull (AUT); 15
  2. Ferrari (ITA); 2
  3. McLaren (ENG); 1
  4. Williams (ENG); 1


Melhor Volta:

  1. Red Bull (AUT); 6
  2. McLaren (ENG); 6
  3. Ferrari (ITA); 5
  4. Renault (FRA); 2


Vitória:

  1. Red Bull (AUT); 9
  2. McLaren (ENG); 5
  3. Ferrari (ITA); 5

Pódio:

  1. Red Bull (AUT); 20
  2. McLaren (ENG); 16
  3. Ferrari (ITA); 15
  4. Mercedes-Benz (GER); 3
  5. Renault (FRA); 3

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pilotos: Dados e números em 2010.


Pole Position:

  1. Sebastian Vettel (GER/Red Bull); 10
  2. Mark Webber (AUS/Red Bull); 5
  3. Fernando Alonso (SPA/Ferrari); 2
  4. Lewis Hamilton (ENG/McLaren); 1
  5. Nicolas Hulkenberg (GER/Williams); 1


Melhor Volta:

  1. Fernando Alonso (SPA/Ferrari); 5
  2. Lewis Hamilton (ENG/McLaren); 5
  3. Sebastian Vettel (GER/Red Bull); 3
  4. Mark Webber (AUS/Red Bull); 3
  5. Jenson Button (ENG/McLaren); 1
  6. Robert Kubica (POL/Renault); 1
  7. Vitaly Petrov (RUS/Renault); 1


Vitória:

  1. Sebastian Vettel (GER/Red Bull); 5
  2. Fernando Alonso (SPA/Ferrari); 5
  3. Mark Webber (AUS/Red Bull); 4
  4. Lewis Hamilton (ENG/McLaren); 3
  5. Jenson Button (ENG/McLaren); 2


Pódio:

  1. Sebastian Vettel (GER/Red Bull); 10
  2. Fernando Alonso (SPA/Ferrari); 10
  3. Mark Webber (AUS/Red Bull); 10
  4. Lewis Hamilton (ENG/McLaren); 9
  5. Jenson Button (ENG/McLaren); 7
  6. Felipe Massa (BRA/Ferrari); 5
  7. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz); 3
  8. Robert Kubica (POL/Renault); 3

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Balanço do Campeonato- metade do campeonato cumprida


A temporada 2010 de Fórmula 1 chega à 2ª metade com muitas emoções na bagagem e uma boa expectativa para a parte final, que possui cinco dos melhores circuitos: Hockenheim, Spa, Monza, Suzuka e Interlagos.

Uma temporada que começou da pior forma possível, com uma corrida péssima,enfadonha, em um dos piores tilkódromos, lá no Bahrain. Uma enganosa boa performance da Ferrari que ao mesmo tempo evidenciava a grande fragilidade das novatas e o aspecto quebradiço das Red Bulls.

Que logo em seguida teve três boas corridas, sendo Austrália e China repletas de emoção e consideradas umas das melhores corridas do século XXI. Que tiveram na chuva e no elemento surpresa Button, com estratégia precisa e a tocada irretocável que poupa pneus, equipamento e combustível a chave para o atual regulamento. E a sincera dúvida nos torcedores: o que fazer para termos boas corridas? E que Vettel, que deveria ter disparado no campeonato pela superioridade do carro, só uma vitória na Malásia após engolir Webber na largada.

Na volta para a parte européia, considerada pelos pilotos e insiders, além dos fãs (não sei se sou tão de acordo assim) a verdadeira F1 (espaço de disputa ideológica até rsrs), a F1 viu ressurgir o nome Webber, em detimento total do nome Vettel, e descobrimos que a Red Bull é uma equipe de aparência estranha, liberal e de cartas marcadas, na qual o importante é a estrela vencer – e não necessariamente o piloto veterano e questionável. Com Silverstone, Webber chegou à sua terceira vitória no campeonato, sendo o único a ter feito isso até agora. Mais, chegou anteriormente a uma liderança de campeonato, fato que nem Vettel chegou e que muitos pilotos mais aclamados nem chegaram.


Só que no percalço da Red Bull, de Vettel e de Webber, existem os maclarianos. Amigáveis pero no mucho, conseguiram pontos importantes e dominam a tabela. À constância de Button, a agressividade (agora mais eficiente do que nunca) de Hamilton o levaram a duas grandes vitórias que o alçaram ao topo da tabela. Não sabemos por quanto tempo, mas é fato que os únicos que podem atrapalhar os vôos (a piada disso vem logo a seguir hehe) dos touros-vermelhos são os laranja-prateada, com o F-duct e o motor Mercedes.


Capítulos meio que à parte, Mercedes e Ferrari vem dando vexame corrida após corrida, curiosamente se alternando no papel de favorita-pastelão. Até roubam posições nos grids e na bandeirada final, mas parecem ser feitas de um piloto só. Alonso mesmo com as punições (justas nas horas erradas rsrs) e Rosberg (mesmo em um regime de morde-assopra com o carro e com a equipe)sobram diante dos companheiros. Massa sofre com o retorno às pistas sim, e mais ainda com os pneus e com a terrível falta de sorte (que um campeão não pode nunca ter) e o heptacampeão mais ainda pelos curiosos mesmos motivos. O problema de Massa é claramente ter em seu companheiro o mais duro adversário que supera melhor as adversidades de um carro ruim; e de Schumacher o peso do despreparo e do nome-lenda em jogo.


Force India e Renault começaram o ano engolindo as frágeis Williams e Sauber. A Renault tem Kubica, a sensação da temporada. A Force India tem uma estrela em ascensão, Sutil. A Williams tem Barrichello, incansável e ótimo quando larga bem. A Sauber veio redescobrir (será mesmo tanto) Kobayashi, que sofre e sobra com seu estilo agressivo. Williams e Sauber nas duas últimas corridas em franca evolução, embolaram de vez o pelotão intermediário, com os dois pilotos milagrosos. Paradoxalmente, o veterano da Williams sobra diante da promessa Hulkenberg enquanto a promessa Kobayashi sobra diante do veterano De La Rosa.


No fim da tabela, a antítese. Frutos de um erro político dos mais graves, herdeiros da truculência de Mosley e da promessa de um teto que não existirá na categoria dos marajás e das empreitadas milaborantes, se arrastam no fim do grid. A Lótus quando vai bem até chega perto das estabelecidas A Virgin quando não quebra até consegue rivalizar com as Lótus, e a Hispania é uma desgraça ambulante, na qual o mais lento de seus pilotos chega ao final porque simplesmente se arrasta. Aliás, a Hispania protagonizou a contradição entre F1 e dinheiro curto, quando remeteu ao passado não muito distante da categoria ao permitir um piloto pagante correr num GP importante... Senna até pode voltar em Hockenheim, o que é o provável diante das últimas notícias, mas o essencial disto tudo é: após o fim da era das montadoras, o amadorismo na F1 significa patrocínio escuso.


A outra grande antítese foi entre a mais rápida e a mais rápida das lentas...Entre o piloto em destaque com o destaque das lentas. Desigual disputa num circuito de rua que fez um australiano literalmente voar. A Red Bull lhe deu asas (depois as tirou em Silverstone, mas isso é outra piada) ou foi a diferença brutal. Duas categorias em uma só. Para o desespero dos puristas, o fato não é dos mais inéditos. O que poderia deflagrar uma nova guerra só fez dar um susto. Mas o aviso foi bem dado para a seleção da novata a estrear ano que vem: é preciso entrar bem competitiva (sobre isso falaremos em outro post).


A metade não pode revelar o todo, mas sabemos muito bem que podemos espera maiores emoções daqui para frente. Que, pelo menos, permitam as disputas. O mais triste é pensar que o jogo de equipe possa ser a lição maior para a F1 daqui para frente.




quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um balanço da temporada até agora- parte 2

Continuando o balanço da temporada 2010 após 7 etapas, temos alguns quesitos a considerar; quesitos estes muito mais infames que os outros:

Os caras

Os caras desta temporada, claramente, sem sombra de dúvidas, são Kubica e Adrian Newey. Um faz uma equipe razoável parecer grande...ok, ele talvez esteja sendo beneficiado por um carro feito À sua imagem e semelhança, tipo o feio e bem funcional, e com uma equilibrada dianteira com uma traseira sob controle, com um difusor eficiente. Nada superestrambólico, mas funcional. Mas Kubica vem fazendo gratas corridas, coroado com dois pódios, com todos os méritos. Pena ele não ter vencido ou feito pole em Mônaco.

E Newey, que fez um carraço, melhor até que o do ano passado. Faz novamente diferença na F1, conseguindo pensar três vezes mais além dos outros projetistas em aprender como eficientemente se pode vencer com o novo regulamento técnico. Aparentemente a idéia do tanque novo não modifica tanto o desenho do carro como se pensa...já que muitas lições aerodinâmicas ( o grande forte dos carros do Newey, engenheiro mecânico de fluidos e vibrações segundo meu amigo Luiz) foram reaproveitadas.

Além dos dois, os dois com duas vitórias, cada qual com suas razões, merecem o título de "carinhas"...pq precisam confirmar a boa fase em que estão.

Webber, Button, Vettel e Hamilton, além de Alonso, tem tido desempenhos assimétricos ao longo da temporada. Ainda por cima Webber e Vettel, com o carraço que têm: deviam estar anos-luz À frente, mas não estão. Nas 4 primeiras corridas só deu Vettel, e nas 3 Webber. Por conta da vitória a mais, Webber tem mais pontos, mas pode ser apenas uma fase mesmo.

Button mereceu as duas vitórias conquistadas...acima de tudo a da China. Mas apenas em condições adversas, esteve na hora certa no lugar certo para tomar boas decisões estratégicas. Button se revela o cara para se confiar em uma estratégia, então sem ela fica meio difícil dar grandes expectativas para um piloto assim.

Hamilton e Alonso venceram uma cada, e são os que mais deram espetáculo. E dar espetáaculo na F1 é ter um grande problema, cometer algum grande erro, e tentar recuperar. Fizeram. Na China Hamilton deu show. Na Austrália, Alonso foi gigante. Mas estão muito inconstantes e isso num campeonato equilibrado isso é péssimo do ponto de vista corporativo patético...mas agradecemos a ambos pelos espetáculos.

Valem menção de nota o trabalho feito por Barrichello, elogiado pelo staff da Williams (paẽs-duros, mas competentes) e Cosworth (ruins demais, e totalmente dependentes da dupla Williams- Barrichello), com um carro nada competitivo; Petrov, por ser agressivo p/ caramba e fazer grandes largadas, embora seja muito errático; Rosberg, que vinha fazendo um grande campeonato embora sem algum brilho, superando Schumacher e chegando até à vice-liderança, mas foi barrado pela incoerência da Mercedes; Kovalainen, que vez se destacando pela lenta Lótus e Glock, na Virgin. Estes, de fato, mais na classificação do que em corrida.

Os bundas

O grande bunda é,, sem dúvida, Mosley, que fez valer sua estupidez para por equipes sem o menor preparo para disputarem a F1. Carros péssimos e equipes sem poder algum aquisitivo para sobreviver.

Os bundinhas, na minha opinião, em termos de piloto, são Hulkenberg e Massa. Realmente derrotados pelos companheiros, tomam muita desvantagem. Massa voltou lento mesmo, quebrando sua ascendente em termos de pilotagem: todo mundo sabe que ele sofria com o aquecimento de pneus, fato este que o faz errático em chuvas e pistas escorregadias. Mas ele conseguia aqui e acolá contornar isso. Agora não, não adianta nem galvão Bueno nem ninguém protegê-lo de sua aparente inabilidade em reagir no campeonato.

Hulk pode ser mais um que miou ao chegar na categoria principal. Pegar um companheiro como Barrichello não deve ser fácil, mas ele tá tomando demais. Só aparece mesmo nos treinos livres quando nada vale.

Valem menção pela bundice Trulli, Chandhok, que mais falam do que estão pilotando. Chandhok chegou ao final em 4? Ora...se arrastandom e ainda sim errando. Visível. Di Grassi teve seu momento de glória em Mônaco ao segurar Alonso e Senna ao largar bem em quase todas as corridas. Esse Chandhok paga para ser inerte. O Hispania é ruim e ele simplesmente aceita isso e toca p/ frente, mas não marca ninguém; Buemi, pq vem batendo de sola o Alguersuari em classificação, mas em corrida falha na hora necessária; O De la Rosa, que em minha opinião deveria estar com tudo para aproveitar finalmente uma chance dada, mas é outro que falha nas horas críticas.

O maldito jogo de equipe

Olha, eu sei que vim neste post para avacalhar mesmo, mas poxa vida. Temos um campeonato digno de ser um dos melhores, com a volta de possibilidade de disputar posições, pilotaços erráticos e pilotos básicos em boas fases... qualquer erro é fatal nestas condições, todos sabemos. Avaliar um campeonato por partes, sem poder ainda ver o todo nos traz a sensação de o bom mesmo é o circo pegando fogo. E é neste momento que as máscaras tendem a se revelar, para depois caírem de vez: o jogo capitalista corporativo, do resultado como única serventia, o tal do "profissionalismo" em detrimento do amadorismo. E isso num esporte em que lutar faz parte da profissão. O raciocínio fica mais torto ao pensarmos que é um entretenimento que tenta ao máximo atrair fãs mostrando aos mesmo que o "bom e certo" é trazer as crianças para casa.

Assim fica difícil torcer para pilotos e equipes, e gostar de um esporte em que se prende a jogos marcados, ao privilégio das estrelas. Se Vettel tem de vencer para justificar o esforço em investir em jovens estrelas; se Hamilton tem que ser o chefão da Maclaren pq é prata-da-casa e Alonso é o príncipe bicampeão enquanto Massa é apenas o quase-campeão; se é bom investir apenas no heptacampeão que apenas voltou p/ se divertir em detrimento de um cara que nem é essas coisas em termos de marketing (filho de um grande piloto campeão em uma temporada fraca)...

A temporada de 2010 é a melhor de muitos anos... então não deixem o momento passar no momento em que e mexe no novo âmago da categoria: o corporativismo.

Não deixem escapar a grande chance que a F1 tem agora de voltar a ser um esporte legal de se ver.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um balanço da temporada até agora

Bom moçada, fiquei devendo ao blog neste fim de semana, mas tem pro não. Queria então fazer um balanço da atual temporada, e vou fazê-lo sob os seguintes aspectos; faço hoje a primeira parte:

Potências e hierarquias

Embora tenhamos ainda muito a que ver nesta temporada, e que inicialmente coloquemos 4 equipes como as principais, é preciso reavaliar isto. De fato, quem luta mesmo pelo poder nesta temporada são Red Bull e Maclaren. Os energéticos são disparados os melhores em carro, com a melhor pressão aerodinâmica do grid. E os meninos de Withmarsh e Dennis são os caras em termos de velocidade de reta, graças ao F-duct, além de terem a melhor dupla do grid, em nível de pilotagem, pelo menos nesta temporada. Só que a Red Bull não sabe catalisar o bom desempenho, tornando-o realidade nos pontos. E a Maclaren às vezes fica muito apagada.

Além disso, temos os chamados aspirantes: a Mercedes, que não venceu ainda, que pouco se destaca mas aqui e acolá em pontos. Entretanto, erra demais ao privilegiar Schumacher, freando o grande começo de Rosberg. Na Ferrari,um pouco abaixo dos alemães, só o começo foi bom, com lideranças no campeonato dos dois pilotos e uma vitória para Alonso. mas em termos de pilotagem, os dois vem devendo, principalmente Massa, que depois do acidente voltou lento e com uma grande dificuldade de aquecer pneus. Atualmente na mesma força da Ferrari, a Renault surpreende, tentando voltar ao rumo das vitórias, com o ótimo Kubica (nesta temporada sim ele faz juz ao que recebia em elogios e expectativa) e o irregular, mas ainda sim melhor estreante Petrov, que não tem medo de cara feia nem de medalhão.

Num patamar abaixo, Force India e Williams, junto aos lisos da Sauber e querendo se adentrar na briga, as Toro Rosso. A Force India quase sempre poe algum de seus pilotos no Q3, geralmente Sutil. Tem um ritmo constante e fatalmente arranca os últimos lugares pontuáveis, mas nada suficiente para coçar a cabeça das melhores.A Williams tem um bom carro, embora problemático e um péssimo motor, e só Barrichello no volante. O Hulkenberg não disse a que veio. A Sauber é uma incógnita, mas foi só o James Key chegar e arrumou ordem na casa. Com o abandono de Vettel, Kobayashi conseguiu finalmente um pontinho para os helvéticos. A Toro Rosso tem a dupla mais jovem, mas Alguersuari melhorou muito nesta temporada e Buemi tem misturado azar e falta de agressividade (fórmula para rodar na categoria); ainda sim, sofrem com as migalhas da Red Bull e com a falta de grande patrocinadores para se independizar de vez da matriz.

E lá atrás, os inconstantes carros das novatas. Muito se aponta que a Lótus é o melhor carro das novatas. Sei não, viu. Parece lugar comum de quem não parou para pensar bem neste fato. O fato é que eles tem a dupla mais experiente, com Kovalainen andando mais lá do que na Maclaren e Trulli em definitivo fim de carreira; em termos de carro, tem o modelo mais básico, mais possível de evolução, mas aparentemente trocaram confiabilidade (marca do carro no começo da temporada) por velocidade e fragilidade mecânica. A Virgin tem o carro mais arriscado, mais arisco, mais naturalmente veloz, mas muito inconstante...embora agora eles terminem com frequencia os Gps, se arrastando. Os Hispania são os que mais rápido se evoluem, pela experiência dos que lá trabalham..apesar disto minar a carreira dos dois novatos: Senna e Chandhok. Um se arrisca mais, larga bem e quebra mais, e o outro só se arrasta visando finalizar.


Os motores

No caso dos motores, temos como melhores os Mercedes e os Renault. Um combina a maior força, mas nem tem a confiabilidade ou o melhor consumo do ano passado...mas ainda sim o melhor equilíbro em todos os quesitos. O outro permite um excelente desempenho e revoluciona o quesito consumo, mas não são os mais fortes.

A Ferrari tem um canhão, mas quebra tanto quanto consome. Motor de fusca.

O Cosworth é mais uma vez piada. Nada como em 2006, mas faz a Williams ficar para trás (mais do que o Toyota, e isso por si só é péssimo)... dá inúmeros problemas para as f.... novatas. Tem razoável potência novo, quase o mesmo da Renault, não é tão beberrão, mas em durabilidade é um desastre: perde demais potência usado, algo péssimo para um regulamento que exige o uso de poucos motores.

Volto amanhã ou quarta com a segunda parte desta infame análise. Até!