Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Um Circo?

O Circo combina totalmente com F-1 atual. Essa briguinha entre FIA vs. FOTA têm vários palhaços que são os mestres de cerimônias da encenação. Tudo acontece quando desastradamente eles percebem que suas vontades não são aceitas ou impostas. A partir daí, travam uma “engraçada” disputa entre eles, para ver quem é o mais habilidoso em ludibriar os outros e a platéia. A briga de egos entre os palhaços tomou de conta da F-1 e tem deixado as corridas em segundo plano. Por favor, tragam logo os trapezistas, acrobatas e aqueles que comandam as máquinas velozes, os pilotos, pois é deles que esperamos o verdadeiro show.

No meio de disso tudo, aparece o gerente do circo, que está para ficar louco com toda essa presepada. Prevendo prejuízos incalculáveis para seu patrimônio, pelo qual dedicou mais de 35 anos de sua vida. Tenta solucionar o imbróglio, mediando um entendimento entre as facções dos palhaços, evitando assim o anunciado racha. Mas, mesmo assim ele ainda encontra tempo para contar piadas de gosto duvidoso sobre ditadores e o totalitarismo. Tudo é uma bagunça!

E a platéia que acompanha o “espetáculo” não está achando a menor graça. Na verdade torce para que essa encenação acabe logo e tudo se resolva. Desejam que esses palhaços deixem o picadeiro o mais rápido possível, já estão cansados das suas traquinagens que não surtem risadas, só lamentos. Do jeito quê está só um mágico ilusionista para solucionar essa pendenga. A F-1 não pode virar um globo da morte!

Bem pessoal esse texto é apenas uma metáfora entre o circo e a atual situação política da Fórmula-1. Perdoem-me a audácia.

domingo, 5 de julho de 2009

Ecclestone, a ralé e o totalitarismo

Hanna Arendt, uma grande filósofa do século XX, ao analisar a emergência dos regimes totalitários na Europa (não pq fossem necessários, mas pq as coisas realmente se desenrolavam para acontecer assim), entende que durante o período da expansão do Imperialismo* (ou chamado de Neocolonialismo), nas metrópoles imperiais, foi surgindo uma população pobre que se apropriava dos valores capitalistas (e tamém a propaganda capitalista era voltada para ela), foi se aburguesando, mas almejava chegar ao poder (fosse político, fosse econômico). Arendt dá o nome de ralé a essas classes sociais. Uns na força de suas palavras e ações, foram ascendendo politicamente, e pela firmeza que se expressaram, tomaram suas truculências como firmeza. Em geral com fortes alianças militares, ou criando seus próprios grupos paramilitares. Franco na Espanha pós-guerra Civil; Salazar em Portugal; e os mais conhecidos, Hitler e Mussolini. O mais influente talvez fosse Mussolini, e suas medidas econômicas e doutrinárias se espalharam pela Europa e reberveravam nos países ditatoriais da América Central e do Sul. Vargas, por exemplo, no Brasil. É claro, cada particularidade à cada caso, cada historicidade com suas dinâmicas.
Contudo ninguém foi mais marcante do que Hitler. Onde truculência e loucura ficam lado a lado com ardilosa força da palavra e capacidade de reunir diante de si pessoas bastante influentes e articuladas, coisa boa não dá. E não deu. A política de limpeza étnica, aliada a uma rígida hierarquia militar, forjaram uma imagem endemonizada de Hitler, que para mim não é modelo para análise, e nem muito para modelo de postura política. Hitler era desprezível, assim como todos esses líderes ditatoriais, e todos aqueles que compactuavam com suas idéias e se favoreciam delas. Sim, porque nunca uma ditatura se apóia pela força tão-somente. Somos nós que erramos ao atribuir grands feitos (bons ou ruins) a poucos homens, e nos esquecemos de que são feitos por muitass pessoas, que os apoiam, ideologicamente, politicamente e financeiramente. Hitler, Mussolini e Franco se aliaram à burguesia financeira para ascenderem socialmente. Ainda sim, fazer qualquer apologia a qualquer um deles é suicídio. Ter sua imagem associada a qualquer truculência é suicídio, imagine a imagens como essas.
Ecclestone cometeu esse suicídio. Os bloggers do Grande Prêmio, Victor Martins e Flávio Gomes, fizeram duras críticas a Ecclestone, cada um trazendo um elemento interessante. Nossa hipócrita postura política, detonada por esses dois bloggers, e o fato de Ecclestone ter agido muitas vezes como esses totalitaristas, eliminando adversários e se apoiando em tantos outros. Vou pesquisar e acho que dentro de alguns dias, trago aqui um pouco da trajetória de Bernie. E faço o convite a todos que lerem este texto a fazerem o mesmo. Vamos debater e analisar o quanto Ecclestone não é apenas fruto de sua habilidade política-financeira, ou de sua truculência. Vejamos quantos os apoiaram. Quantos nos blogs e sites de jornalismo elogiaram Ecclestone por suas posturas, e quantos acompanharam sua ascenção dentro da categoria.
Se Hitler e Ecclestone tem em comum uma série de posturas, tem também em comum grandes feitos (nada elogiáveis, mas sim, grandes feitos) e principalmente, o apoio de muita gente que tinha/tem posturas semelhantes e sobretudo, desejos de ascenção social por quaisquer veículos que sejam. Minha crítica não é somente a estes dois sujeitos históricos, mas também à hipocrisia de atribuir grandes males a grandes malfeitores, absolvendo todos os outros. Minha crítica é mais ferrenha, talvez. Mas não absolve ninguém.
* período compreendido entre mais ou menos a década de 1870 à 1910, sendo que estas colônias, que se localizavam na Ásia e África, essencialmente, foram sendo independizadas ao longo do período entre guerras e principalmente no pós-guerra, gerando inúmeros conflitos internacionais, fossem apenas diplomáticos ou fossem conflitos armados.