Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Eis a Ferrari F150


A Ferrari apresentou hoje em Maranello o carro base de 2011, pois, ainda há algumas novidades a serem promovidas, trabalhadas e implantadas no bólido, até o início do Mundial, no Bahrein, em 13/03. Apesar de o desenho parecer conservador, o carro é muito bonito e imponente.


O F150 traz muitas semelhanças com seus antecessores. Na dianteira um aparente bico fino como na F60, entretanto, mais alto com relação ao carro de 2010, não por acaso semelhante aos da Red Bull e McLaren. A asa frontal é praticamente a mesma da F10, com novas entradas de ar para os radiadores.  Mas as maiores mudanças visíveis estão na parte traseira, mais esguia, elegante e sem a bigorna, além de uma nova suspensão. Não há mais difusor duplo, nem o F-duct que foram banidos.


O entre-eixos está mais curto o que deve melhorar o desempenho em pistas mais travadas. O KERS está de volta, lembre-se que a FIA aumentou o peso mínimo dos carros para 640 kg, as baterias foram colocadas próximas ao tanque de combustível. 


Quanto ao layout, poucas mudanças. O novo logotipo da equipe que faz uma homenagem a Marlboro que ainda patrocina a equipe, criado depois que chiaram com o código de barras no ano passado. O branco da Santander nas asas. Detalhes amarelos da logomarca da Ferrari, da Shell e da Pirelli, além das cores da bandeira da Itália nos flaps e na asa traseira.  


A badalada apresentação do carro contou com discursos otimistas, com Luca di Montezemolo cobrando mais uma vez os títulos. Stefano Domenicali focando no trabalho e elogiando sua dupla de pilotos. O carro já foi para a pista com Fernando Alonso ao volante em Fiorano.


Especificações Técnicas:


  • Chassi: Fibra de carbono com estrutura em forma de colméia;
  • Câmbio: Ferrari longitudinal, semiautomático, sequencial, controlado eletronicamente com sete marchas mais ré com diferencial limitado;
  • Freios: Brembo ventilados, construídos em fibra de carbono;
  • Suspensão independente, push-rod ativado com barras de torsão nas quatro rodas;
  • Peso com água, fluídos e piloto: 640 kg;
  • Rodas: BBS de 13”
  • KERS: Ferrari

Motor:



  • Tipo: 056;
  • Número de cilindros: oito;
  • Bloco de cilindros em alumínio em V no ângulo de 90º;
  • 32 válvulas;
  • Distribuição pneumática;
  • Deslocamento total: 2.398 cm³;
  • Largura do pistão: 98 mm;
  • Peso: 95 kg;
  • Injeção e ignição eletrônica;
  • Combustível e lubrificantes: Shell;


sábado, 5 de junho de 2010

Momento Ferrari: De favorita à coadjuvante.


Muitos se questionam sobre o atual momento da equipe vermelha, o quê está acontecendo com a Ferrari? O que explicaria seu mau rendimento? Depois de um início promissor com uma dobradinha no Bahrein, com a vitória do piloto Bicampeão que teve sua chegada antecipada em 1 ano, resultado da dispensa de outro piloto Campeão Mundial, aliás, um campeão pela própria equipe em 2007.


Não é de hoje que a Ferrari vem cometendo muitos erros, tanto administrativos como esportivos e técnicos. Mas, temos que levar em conta que o regulamento atual acabou com seu principal trunfo na categoria. Com a proibição dos testes, os italianos foram os mais prejudicados, pois tinham a sua disposição duas pistas particulares para treinar a hora e o tempo que quisessem, pois dinheiro nunca faltou.


Fiorano e Mugello se tornaram obsoletas para testes de F-1, e é notório como a Ferrari dependia disso para seu franco desenvolvimento. A partir 2009, sem testes, a equipe já não conseguiu fazer um bom carro, e nem ao menos melhorá-lo, encerrando precocemente seu desenvolvimento. Partindo e apostando tudo no projeto de 2010, aliada a chegada de Fernando Alonso no time.


Já o F10 nasceu bem e foi muito competitivo nas primeiras etapas do campeonato, mas estancou devido à lentidão no seu desenvolvimento. Fora o problema crônico nos motores que vem atrapalhando a vida de Fernando e Felipe. E a falta de evolução da equipe de Stefano Domenicali está fazendo com que seus pilotos tomem atitudes opostas. Enquanto Fernando Alonso luta tentando andar mais do quê o carro permite, daí o seu excesso de erros. Felipe Massa parece está conformado com o que tem sendo apático e errando quase nada!


Ao passo que Red Bull e McLaren brigam pela liderança do campeonato, a Scuderia Rossa atualmente luta com a Renault para ser a quarta força do ano. Até a Mercedes-Benz que ainda não venceu, tem apresentado um desempenho mais constante, buscando sempre atualizar seus bólidos.


Depois de ter demorado a admitir que os problemas nos motores fossem preocupante e logo depois ter solicitado uma permissão a FIA para corrigir o problema. Domenicali chefe do time, já admite também a inferioridade perante os rivais, e promete uma grande atualização para o GP da Europa. Além de Luca di Montezemolo, ter declarado que deseja o fim da regra que proíbe os testes, deixando claro que a Ferrari não conseguiu se adaptar a essa norma do regulamento.


Dependente dos testes, a Ferrari tem claras dificuldades em efetivamente atualizar seus bólidos corrida a corrida, bem diferente dos tempos de Michael Schumacher, Ross Brawn e Jean Todt quando a equipe tinha atualizações em todas as corridas do ano. A pressão por resultados vem de todos os lados: torcida, imprensa e patrocinadores.


Será que as prometidas atualizações surtirão efeito ou a Ferrari confirma mais uma vez seu papel de coadjuvante na temporada?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Muito rigorosa?


O excelentíssimo Senhor Luca di Montezemolo, resolveu manifestar sua opinião sobre a punição dada pela FIA ao ex-dirigente da Renault, Flávio Briatore, que foi banido da F-1 e do esporte, pela armação do acidente proposital de Ângelo Piquet no GP de Cingapura, na estréia da etapa noturna no Mundial de 2008.



O Presidente da Ferrari relatou aos repórteres que entende que a FIA deve reconsiderar a sentença imposta ao ex-chefe da equipe francesa, pois, acha que a punição foi severa demais, e continuou;


"Sinto muito por Briatore. Ele foi um dos grandes protagonistas da F-1 nos últimos 20 anos. Trata-se de um caso sério e delicado, mas espero que a condenação seja reduzida logo".


O que eu acho interessante é quê, a maior prejudicada pelo episódio que aconteceu na corrida de Cingapura em 2008, foi justamente a Ferrari. Felipe Massa que largara na pole e liderava a prova, e devido à entrada do Safety-Car, teve que também entrar nos boxes para antecipar sua parada, e conseqüentemente, houve o incidente da mangueira de reabastecimento, acabando com as possibilidades de vitória do piloto brasileiro na etapa, dificultando ainda mais, sua luta pelo título da temporada.



Montezemolo, é quem era para estar satisfeito com a justiça sendo feita e com o fato da exclusão do Briatore da categoria, vem com essa de politicamente correto.


Bernie Ecclestone que também andou defendendo o Briatore, disse que a punição dada ao italiano foi “Muito Dura”, - Eu até entendo, pela politicagem e pelo cinismo característico do dono da FOM.


Mas, do Presidente da Ferrari, foi demais!