Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dura realidade: Mercedes-Benz.




Com o sucesso estrondoso da Equipe Brawn, Campeã de Pilotos e Construtores em 2009, no qual, a Mercedes já era fornecedora de motores. Os alemães compraram 75,1% das ações do time, e encerraram a sociedade com a McLaren, vendendo suas ações de volta ao time inglês. E assim, o sonho encantado de Ross Brawn durou apenas uma temporada.


A última participação dos alemães com equipe própria foi em 1955, este retorno em 2010 trouxe algumas surpresas e várias decepções também. Como esperado Norbert Haug, homem-forte da Mercedes na F-1 juntou-se ao time. Ross Brawn foi mantido como chefe, já era sabido que o piloto alemão Nico Rosberg já tinha assinado contrato para ser companheiro de Jenson Button.


Mas a repentina saída do atual Campeão para a McLaren não era esperada. Button que já havia procurado a Red Bull, antes de fechar com o time de Ron Dennis. Parece que o piloto inglês previa que o carro de 2010 não seria vencedor, nem mesmo com a chegada da Montadora de Stuttgart.


Abalada com a negativa de Jenson, Ross e Norbert ficaram sem muitas opções no mercado, e para suprir a saída do Campeão com alguém à altura, convenceram o Multi-Campeão Michael Schumacher a sair da aposentadoria de três anos, para desespero de Luca di Montezemolo, e dos ferraristas mundo afora. Montando assim uma nova esquadra alemã!




Os resultados ficaram muito aquém, o W01 não manteve o DNA de antecessor, foi apenas mediano. Ainda sim, teve algum destaque com Nico Rosberg. Michael Schumacher que se apresentou falando que lutaria pelo título, mas deve ter se arrependido na primeira vez que pilotou o carro. Nem as atualizações promovidas no bólido, no decorrer da temporada ajudaram. E restou a equipe Campeã de 2009, o quarto lugar em 2010, sem vitórias. Venceu o duelo contra Renault, pois o segundo piloto do time francês pouco contribuiu.


A pressão por resultados em 2011 está enorme. A Daimler já cobrou publicamente resultados, ou serão os próximos a deixarem a categoria!

  • Posição: 4º
  • Pontos: 214
  • Pódios: 3
  • Voltas na Liderança: 16
  • Nação: Alemanha.


Seus Pilotos:

3. Michael Schumacher.



Uma das maiores decepções do ano. Definitivamente a pior temporada de sua carreira. Voltou criando a expectativa de um oitavo título, mas três anos de inatividade pesaram muito para o Heptacampeão! Um novo regulamento, pneus totalmente diferentes de seu gosto e estilo. Sem testes ilimitados, não pôde aprimorar o bólido ao seu jeito, em um carro que não foi feito para ele, mesmo a equipe efetuando mudanças para ajudá-lo. E ainda teve gente que dizia que ele estava se divertindo! Finalizou o ano próximo de Rosberg, e deixou claro que ainda é um piloto extremamente competitivo, mesmo aos 41 anos. Chegando ao exagero em disputas contra Barrichello, Massa e Heidfeld. Em 2011, veremos se valeu a pena deixar de ser uma unanimidade para os tifosi.

  • Posição: 9º
  • Pontos: 72

4. Nico Rosberg.



Esse calou a boca de muita, mas muita gente mesmo. Só para se ter uma idéia, acumulou quase o dobro de pontos que o companheiro. Previram um massacre, e acertaram, só erraram de quem! Discretamente, Rosberg se impôs na Mercedes, procurou fazer seu trabalho e ignorou Schumacher. Não venceu nenhuma corrida, mas foi o responsável pelos melhores resultados do time no ano. Ganhou respeito e admiração nessa que foi sua melhor temporada. Assim como Kubica, provou que só lhe falta, apenas, um carro vencedor. Vem fortalecido para a próxima temporada, será Rosberg o responsável em reaposentar Schumacher?

  • Posição: 7º
  • Pontos: 142
  • Pódios: 3
  • Voltas na Liderança: 16

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um até breve, Bridgestone.


Com o fim da temporada de 2010, dar-se início aos processos de mudanças e preparativos para uma nova temporada. Desde 2007 a Fórmula-1 tem passado por sistemáticas mudanças em seu regulamento técnico, conforme alguns exemplos abaixo.


• 2007: a categoria virou novamente monomarca, no quesito pneus, com a saída da Michelin e a manutenção da Bridgestone.

• 2008: o fim do controle de tração.

• 2009: a volta dos pneus slicks, e toda a aerodinâmica dos carros profundamente revisada.

• 2010: Fim do reabastecimento.


E em 2011, também teremos mais uma importante mudança, e até o momento, uma verdadeira incógnita. A mudança da fornecedora de pneus: sai a Bridgestone, que cede seu lugar para a italiana Pirelli.


Este campeonato de 2010 encerra a passagem vitoriosa da fabricante de pneus japonesa Bridgestone, que por 14 temporadas forneceu pneus para as equipes de F-1.


Os japoneses entraram de forma definitiva em 1997, concorrendo e quebrando o monopólio da até então absoluta Goodyear. Nessa primeira temporada, fecharam acordo de fornecimento efetivo para quatro equipes: Arrows, Stewart, Prost e Minardi, além da Lola que abandonou o campeonato logo no começo.


Em 1998 passaram a fornecer pneus para duas grandes equipes: McLaren e Benetton. E foi com o time de Ron Dennis que a Bridgestone obteve sua primeira vitória, com Mika Hakkinen, no GP da Austrália, e posteriormente, a conquista de seu primeiro título na categoria nesse mesmo ano.


Em 1999 e 2000 se firmou como a única fornecedora de pneus da F-1, até a chegada da Michelin em 2001. Dando início a “guerra dos pneus” entre as duas marcas. Nesse período os japoneses firmaram uma parceria quase umbilical com a Ferrari, que resultou no domínio de Michael Schumacher e do time italiano até 2004. Ano passado, um dos diretores da Bridgestone deu uma declaração confirmando, que, nessa época, todos os pneus dianteiros fabricados por eles eram para atender o estilo de pilotagem de Michael Schumacher...


Em 2007, a empresa fundada por Shojiro Ishibashi voltou a ser a única marca de pneus na Fórmula-1. Entretanto, com o final da temporada de 2010, chegou à vez dos japoneses darem um tempo. Em sua história na F-1, a Bridgestone participou de 244 grandes prêmios, conquistando 175 vitórias, 168 poles positions, 170 melhores voltas e 11 títulos mundiais.

domingo, 24 de outubro de 2010

Grande Prêmio da Coreia do Sul 2010.


A chuva quase cancela o 1º GP da Coreia do Sul, mas depois de muita espera para ver os carros na pista, mas atrás do Safety Car, finalmente a corrida pôde começar.


Com vitória de Fernando Alonso da Ferrari, que assim, assume a liderança do campeonato, mas ainda é cedo para apontar que o espanhol seja o franco favorito a partir de agora. Ainda temos duas corridas para o fim e os azarados de hoje podem ter uma virada nas próximas duas etapas. Mas Alonso tem sido o melhor piloto nessa segunda metade do campeonato e fora o GP da Alemanha, não contou mais com nenhuma ajuda de seu companheiro.


Os pilotos mais regulares do ano se deram mal em Yeongam: Mark Webber, da Red Bull, rodou sozinho, bateu no muro voltou para pista sem controle e ainda levou Nico Rosberg junto.


E Jenson Button, da McLaren não se entendeu com pista da Coreia. Um dos melhores estrategista do grid não deu sorte ao optar em parar cedo para trocar os pneus de chuva pelos intermediários, pois, logo depois houve uma nova intervenção Safety Car e todos que estavam à sua frente não perderam tanto tempo com suas paradas. Além do mais, ainda foi jogado para fora da pista por Adrian Sutil que relembrou seus velhos tempos de piloto inconseqüente.


Sebastian Vettel remava para liderança do campeonato, teria todo o apoio da Red Bull com a pós o erro de Mark Webber, mas depois de sofrer com problemas nos freios, seu motor Renault explodiu dando a vitória para Alonso.


Lewis Hamilton fez uma corrida discreta, não arriscou muito e ainda mantém viva as esperanças de título. Felipe Massa completou o pódio. Michael Schumacher, da Mercedes-Benz fez uma boa corrida e terminou em quarto. Robert Kubica em quinto, Vitantonio Liuzzi em sexto, voltou a pontuar, fazendo uma corrida mais centrada do que seu companheiro.


Os pilotos da Williams vinham bem até perderem rendimento por causa dos pneus, mas ainda terminaram na zona de pontos. Os pilotos de Peter Sauber também terminaram na zona de pontuação.


Os barbeiros do dia foram Adrian Sutil e Sebastien Buemi, tanto que ambos foram punidos com a perda de cinco posições no GP do Brasil.


Resultado Final:

1°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 2h48min20s810 (55 voltas)
2°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 14.999
3°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 30.868
4°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 39.688
5°. Robert Kubica (POL/Renault), a 47.734
6°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), a 53.571
7°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 1.09.257
8°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber-Ferrari), a 1.17.889
9°. Nick Heidfeld (GER/BMW Sauber-Ferrari), a 1.20.107
10°. Nico Hulkenberg (GER/Williams-Cosworth), a 1.20.851

Não Pontuaram:

11°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), a 1.24.146
12°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 1.29.939
13°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), a 1 volta
14°. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), a 2 voltas
15°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania-Cosworth), a 2 voltas

Não Concluíram:

16°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 46 voltas
17°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 45
18°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 39
19°. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), 31
20º. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), 30
21°. Lucas di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), 25
22°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), 25
23°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), 18
24°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 18

Melhor Volta:

Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.50.257 (Volta 42)

sábado, 23 de outubro de 2010

Treino classificatório do GP da Coreia do Sul 2010.


A disputa pela pole-position em Yeongam foi muito acirrada, mas novamente é o duo da Red Bull que partirá da primeira fila. A pole de Sebastian Vettel pegou a Ferrari de surpresa, já que, os italianos já ensaiavam uma comemoração por Alonso. Mark Webber também superou o tempo do espanhol, mas sairá do lado sujo e provavelmente perderá posições, além disso, seu histórico de más largadas nas etapas anteriores não ajuda.


Fernando Alonso deve superar Webber na largada e irá com tudo para cima de Vettel. Deve aproveitar a longa reta para armar o bote. Também devemos ficar de olho em Lewis Hamilton que deve arriscar muito na largada, já que, o primeiro setor da pista coreana é mais favorável aos carros da McLaren e Ferrari e onde a Red Bull, teve maiores dificuldades.


Nico Rosberg teve novamente um grande desempenho com sua Mercedes e parte de quinto. Felipe Massa que até esboçou uma reação, mas ficou apenas em sexto. Definitivamente a classificação tem sido o Calcanhar-de-aquiles de Jenson Button em 2010, ficou em sétimo, entretanto, larga do lado limpo e sempre consegue reverter essa situação na corrida.


Robert Kubica com sua Renault ficou aquém do esperado, liderou o ultimo treino livre e dava a impressão que se infiltraria na briga dos postulantes ao titulo, mas ficou com o oitavo posto.


Completando os dez primeiros Michael Schumacher e Rubens Barrichello que novamente voltaram a se estranhar. Um bloqueou o outro, o outro reclamou e está triste, o outro pediu desculpas, e levou outro puxão de orelha da FIA, uma novela sem fim... Ambos sairão da quinta fila, cenas dos próximos capítulos.


Na Hispania Sakon Yamamoto se saiu melhor que Bruno Senna pela primeira vez no ano, o japonês credita o fato à sua maior experiência com o Playstation, onde ambos jogaram para aprender sobre o neófito circuito da Coreia do Sul. Lucas di Grassi, Da Virgin também não conseguiu acompanhar o ritmo de seu companheiro Timo Glock, ficando mais de 1 segundo atrás.
Vitaly Petrov da Renault fez o décimo quinto tempo, mas perderá cinco posições como punição pelo incidente na largada em Suzuka.


O circuito de Yeongam deve proporcionar uma boa corrida, asfalto novo, muita sujeira, longas retas, além da ameaça de chuva. Ao final saberemos quem ainda lutará pelo título e quem se despede.

Grid de largada:

Q3

1°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.35.585 (19)
2°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1.35.659 (21)
3°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.35.766 (23)
4°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.36.062 (20)
5°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.36.535 (18)
6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.36.571 (18)
7°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.36.731 (21)
8°. Robert Kubica (POL/Renault), 1.36.824 (21)
9°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.36.950 (22)
10°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1.36.998 (25)

Q2

11°. Nico Hulkenberg (GER/Williams-Cosworth), 1.38.115 (18)
12°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber-Ferrari), 1.38.429 (15)
13°. Nick Heidfeld (GER/BMW Sauber-Ferrari), 1.38.171 (16)
14°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 1.38.572 (18)
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 1.38.583 (18)
16°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), 1.38.621 (16)
17°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1.38.955 (10)

Q1

18°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), 1.40.521 (10)
19°. Timo Glock (GER/Virgin-Cosworth), 1.40.748 (8)
20º. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1.38.174 (18)* Punido
21°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), 1.41.768 (9)
22°. Lucas di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), 1.42.325 (10)
23°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania-Cosworth), 1.42.444 (10)
24°. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), 1.43.282 (7)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A fechada e a polêmica do race control


Eu confesso que mais uma vez não pude ver a corrida ao vivo. Tive que ter drops de emoções ao ver a corrida gravada, já sabendo por cima o que havia acontecido. Como na lição do filme "Lisbela e o prisioneiro", o importante não é saber como aocnteceu, e sim ver como aconteceu. O que vi foi uma manobra ousada sem dúvida de Rubens Barrichello. Mas, acima disso, vi uma sandice de Schumacher, ao achar que sua fechada passaria desapercebida.

"Blackflag! You have to give' im black flag!"Disse Rubens.

Os detratores de Rubens bradam sua boca-grande ao dizer que ele não era para ter reclamado desse jeito, que ele num pode dizer nada de ninguém, mas sinceridade: essa foi de enlouquecer. Rubens foi corajoso e não desistiu da possibilidade. Então, que Schumacher percebesse que não dava.

Os fãs de Rubens bradam a bandeira preta. Eu concordo até, pela violência da coisa, mas a incoerência se instauraria pela permissividade de comissários a outras fechadas. Fechada em muro não é defesa de posição, mas o que a F1 mais peca no momento é de incoerência.

Se culpa o race control, com frequencia, em diversos blogs amigos e outros nem tanto. Entretanto, às vezes esse controle precisa existir. Algumas das sandices ocorridas na pista, e alguns problemas que ocorrem nela, precisam ser investigados, questionados, postos à prova, com os vídeos e todos os recursos que a F1 dispõe e outros esportes fingem não saber.

As decisões nem sempre são as melhores, e nem sempre gostaremos mesmo quando fazem sentido.

Lembro de Alonso ano passado com a roda fora na Hungria. A Renault por isso não correria na Valência. Correu, porque faltaria dois carros num grid enxuto demais, e pela pressão de um piloto local poder ficar de fora... a Mercedes poderia ter matado o comissário; o que mais ouço disso é o mesmo da outra vez: ah, num matou, num pegou em ninguém, fica por isso mesmo.

O caramba!

Em um esporte (e seus fãs) que chora a morte de um mas tem vergonha de admitir o perigo que é, que faz uma apologia da segurança e esquece da competitividade para depois ousar na competitividade e abusar da falta de segurança, parece que muita gente quer mesmo ver o circo pegar fogo e tudo beleza.

Posso ter ferido com o orgulho de uma subclasse parcialmente grande e influente dos torcedores de F1, mas este ponto de vista precisa ser dito: é preciso questionar o saudosismo fatal da diversão pela barbárie.

O sentimento purista se corrói se um piloto fecha o outro e é punido, mas vale lembrar que se pode disputar um pega dos infernos com muita classe e estilo. Que digam Villeneuve e Arnoux.

Com tanta coisa a se dizer do lado esportivo em baixa, do corporativo em impressionante reforço pós jogo-sujo da Ferrari, não se pode confundir competitividade com sandice. Nem espetáculo com pão-e-circo.

Provavelmente serei muito mal compreendido depois deste post, mas este blog e eu, com o posicionamento de um historiador, não poderia ficar calado.

domingo, 1 de agosto de 2010

Grande Prêmio da Hungria 2010.


Festa para Red Bull em seu centésimo grande prêmio na Fórmula-1. A equipe que já havia garantido os dois primeiros lugares na classificação no sábado, e confirmou seu favoritismo, hoje, com Mark Webber que reassume assim a liderança do campeonato. A festa só não foi maior pela punição à Vettel que tirou da equipe uma dobradinha certa.


Na Largada, Vettel manteve a liderança com Alonso assumindo o segundo posto, deixando Webber em terceiro e Massa em quarto. Lewis Hamilton que partia do quinto lugar perdeu a posição para Petrov, mas conseguiu recuperá-la. Mais atrás a situação foi complicada, Jenson Button com outra McLaren que partia de 11º, até largou bem, mas escolheu o lado de fora pra fazer a tangência na primeira curva e perdeu várias posições.


Tudo seguia normalmente, na já esperada fila indiana proporcionada pelo circuito de Hungaroring, até que uma parte do aerofólio dianteiro de Vitantonio Liuzzi, da Force India se soltou no meio do traçado, provocando a entrada do Safety Car. Com isso, aconteceu uma verdadeira confusão nos boxes com quase todos os pilotos parando ao mesmo tempo. Na pressa em liberar seus pilotos o mais rápido possível, Renault e Mercedes-Benz armaram uma lambança e acabaram com as corridas de seus respectivos pilotos.


A Renault liberou Robert Kubica do seu pit stop bem na hora que Adrian Sutil, da Force India entrava para sua parada, no boxe vizinho. Ambos os pilotos não puderam fazer nada para evitar o choque. Sutil teve que abandonar na hora, Kubica ainda retornou para corrida. Levou uma punição de dez segundos parado nos boxes e logo depois abandonou.


Na Mercedes-Benz, o ocorrido foi com Nico Rosberg. A equipe liberou o piloto, mas não apertou bem a roda traseira direita que se soltou, passeando e pulando perigosamente pelo pit lane.


Apenas dois pilotos não pararam com o Safety Car. Rubens Barrichello, da Williams e Mark Webber, da Red Bull que assumiu a liderança. Fazendo voltas de classificação Mark conseguiu abrir uma boa vantagem para Alonso e Vettel que, aliás, foi punido com um drive through por não respeitar a distância mínima para o Safety Car. O australiano conseguiu manter os pneus mais macios por um bom tempo, transformando isso no seu trunfo para vitória.


Lewis Hamilton acabou abandonando, e conseqüentemente, perdendo a liderança do campeonato para Webber. Jenson Button ainda conseguiu marcar pontos com o oitavo lugar, mas perdeu a vice-liderança. Ótimo desempenho de Vitaly Petrov, da Renault que havia superado Robert Kubica pela primeira vez no ano na classificação de ontem e na corrida, foi agraciado com o quinto lugar. Outro destaque da prova foi Nicolas Hulkenberg que finalizou em sexto, e anda dando mais trabalho para o experiente companheiro de Williams. Pedro de la Rosa, da BMW Sauber marcou seus primeiros pontos no ano em sétimo. Para felicidade de Peter Sauber, Kamui Kobayashi também pontuou, em nono.


Rubens Barrichello que não havia parado com a intervenção do Safety Car, vinha em quinto, mas não conseguiu abrir uma distância razoável para os demais concorrentes, e tendo que fazer uma parada obrigatória para troca de pneus. Faltando 15 voltas para o fim Rubens fez sua parada e retornou em décimo primeiro, atrás de Michael Schumacher. Com pneus novos, Rubens rapidamente alcançou Michael e começou o duelo. O piloto da Mercedes fez de tudo para manter a posição, mas com os pneus novos e um desempenho superior, Barrichello finalmente conseguiu superá-lo no final da reta, mesmo quê, quase acertando o muro forçado pelo ex-companheiro de Ferrari.


Michael Schumacher perdeu o décimo lugar, mas continua se divertindo, conforme Rede Globo. A diversão de hoje foi jogar Rubens Barrichello no muro, mas isso lhe custou dez posições no próximo GP, como punição! O tempo passou, o desempenho mudou, mas a personalidade do alemão continua a mesma.


A Fórmula-1 entra de férias e só retorna no fim desse mês com Mark Webber e a Red Bull mais fortalecidos do que nunca!

Resultado Final:

1°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), 1h41min05s571 (70 voltas)
2°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), a 17.8
3°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), a 19.2
4°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 27.4
5°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 73.1
6°. Nicolas Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), a 76.7
7°. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta
8°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 1 volta
9°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta
10°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), a 1 volta

Não Pontuaram:

11°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 1 volta
12°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), a 1 volta
13°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), a 1 volta
14°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), a 3 voltas
15°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), a 3 voltas
16°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), a 3 voltas
17°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), a 3 voltas
18°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), a 4 voltas
19°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), a 4 voltas

Não Concluíram/Número de Voltas:

20º. Lewis Hamilton (ENG/McLaren-Mercedes-Benz), 25
21°. Robert Kubica (POL/Renault), 25
22°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 17
23°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 17
24°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 2

Melhor Volta:

Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.22.352 (Volta 70)

domingo, 13 de junho de 2010

Grande Prêmio do Canadá 2010.


Como esperado uma corrida movimentada com vários toques, quebras, polêmicas e distrações, além das punições. O agitado GP do Canadá ficou marcado também pelo excesso de desgaste dos pneus, que mexeu com a dinâmica das estratégias de cada piloto. E quem se deu melhor nas táticas de corrida foi a McLaren que amplia a liderança do campeonato de construtores e vê seus dois pilotos na ponta da tabela, consumada pela terceira dobradinha da equipe em 2010.


Na largada, uma confusão provocada pelo russo Vitaly Petrov, da Renault que envolveu Pedro de la Rosa, da BMW Sauber e acabou atrapalhando vários pilotos. Já na primeira curva, aconteceu o enrosco entre Felipe Massa e Vitantonio Liuzzi onde quase também sobra para Jenson Button que conseguiu escapar ileso. Entretanto, Liuzzi e Massa tiveram suas corridas comprometidas pelo acidente, pois tiveram que se arrastar para os boxes.


A corrida seguia movimentada com Kamui Kobayashi acertando o muro, todavia, não houve necessidade para entrada do Safety Car, aliás, surpreendentemente não foi preciso durante a etapa canadense desse ano. Com os líderes parando já na sexta volta da corrida para as primeiras trocas de pneus, demonstrando que o desgaste seria alto, e mais paradas estariam por vir. Enquanto Michael Schumacher começava a se divertir, disputando uma espécie de bate-bate durante a prova com quem se candidatasse ou aparecesse no seu caminho.


Em seu primeiro pit-stop, Lewis Hamilton perdeu a posição para Fernando Alonso, mas logo depois recuperou em uma distração do espanhol da Ferrari na tentativa de ultrapassar Sebastien Buemi, da Toro Rosso, o então líder da prova. A antecipação das paradas deu certo para a McLaren, que ganhou vantagem com relação aos pilotos da Red Bull que largaram com os pneus mais duros e ficaram mais tempo na pista na primeira janela de trocas.


Mark Webber tentou dar o “pulo do gato” optando novamente pelos os compostos mais duros em sua parada, e liderou boa parte da corrida, mas sua tática se mostrou desastrosa, teimando em ficar na pista com os pneus muito desgastados, pois teria que trocar obrigatóriamente para os compostos macios. Perdeu muito rendimento, foi alcançado e superado por Hamilton e Alonso para logo depois ir finalmente foi para os boxes voltando na quinta posição, onde finalizou a prova.


Sebastian Vettel, que chegou a liderar a corrida, sofreu mais uma vez com problemas mecânicos e teve que diminuir o ritmo para finalizar em quarto. Fernando Alonso fazendo um verdadeiro milagre com sua Ferrari, lutador como sempre o espanhol conseguiu mais um pódio, entretanto, se mostrou bem distraído em alguns momentos chave da prova.


Em seu segundo vacilo, quando pressionado por Jenson Button. O espanhol se atrapalhou com um retardatário e Button não perdeu tempo, aplicando um xeque-mate e partindo em perseguição à Hamilton. O atual Campeão Mundial fez novamente uma corrida primorosa, poupou equipamento para nas voltas finais, aprontar. Aproximou-se perigosamente do líder, mas Lewis Hamilton está “escaldado” com Jenson e conseguiu segurar a liderança, mesmo que claramente com pneus em pior estado, comparado com o do companheiro de McLaren.


E assim, Hamilton consumou uma estupenda vitória no Canadá, assumindo a liderança do campeonato.

Resultado Final:

1°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 70 voltas em 1h33min53s456
2°. Jenson Button (ENG/McLaren), a 2.254
3°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), a 9.214
4°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull), a 37.817
5°. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 39.291
6°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 56.084
7°. Robert Kubica (POL/Renault), a 57.300
8°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), a 1 volta
9°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), a 1 volta
10°. Adrian Sutil (GER/Force India), a 1 volta

Não Pontuaram:

11°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 1 volta
12°. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), a 1 volta
13°. Nico Hulkenberg (GER/Williams), a 1 volta
14°. Rubens Barrichello (BRA/Williams), a 1 volta
15°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1 volta
16°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), a 2 voltas
17°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 2 voltas
18°. Karun Chandhok (IND/Hispania), a 4 voltas
19°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin), a 5 voltas

Não Concluíram:

20º. Timo Glock (GER/Virgin), 50/mecânico
21º. Jarno Trulli (ITA/Lotus), 43/mecânico
22º. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber), 31/abandono
23º. Bruno Senna (BRA/Hispania), 14/abandono
24º. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 2/abandono

Melhor volta:

Robert Kubica (POL/Renault), 1.16.972 (volta 67)

sábado, 5 de junho de 2010

Momento Ferrari: De favorita à coadjuvante.


Muitos se questionam sobre o atual momento da equipe vermelha, o quê está acontecendo com a Ferrari? O que explicaria seu mau rendimento? Depois de um início promissor com uma dobradinha no Bahrein, com a vitória do piloto Bicampeão que teve sua chegada antecipada em 1 ano, resultado da dispensa de outro piloto Campeão Mundial, aliás, um campeão pela própria equipe em 2007.


Não é de hoje que a Ferrari vem cometendo muitos erros, tanto administrativos como esportivos e técnicos. Mas, temos que levar em conta que o regulamento atual acabou com seu principal trunfo na categoria. Com a proibição dos testes, os italianos foram os mais prejudicados, pois tinham a sua disposição duas pistas particulares para treinar a hora e o tempo que quisessem, pois dinheiro nunca faltou.


Fiorano e Mugello se tornaram obsoletas para testes de F-1, e é notório como a Ferrari dependia disso para seu franco desenvolvimento. A partir 2009, sem testes, a equipe já não conseguiu fazer um bom carro, e nem ao menos melhorá-lo, encerrando precocemente seu desenvolvimento. Partindo e apostando tudo no projeto de 2010, aliada a chegada de Fernando Alonso no time.


Já o F10 nasceu bem e foi muito competitivo nas primeiras etapas do campeonato, mas estancou devido à lentidão no seu desenvolvimento. Fora o problema crônico nos motores que vem atrapalhando a vida de Fernando e Felipe. E a falta de evolução da equipe de Stefano Domenicali está fazendo com que seus pilotos tomem atitudes opostas. Enquanto Fernando Alonso luta tentando andar mais do quê o carro permite, daí o seu excesso de erros. Felipe Massa parece está conformado com o que tem sendo apático e errando quase nada!


Ao passo que Red Bull e McLaren brigam pela liderança do campeonato, a Scuderia Rossa atualmente luta com a Renault para ser a quarta força do ano. Até a Mercedes-Benz que ainda não venceu, tem apresentado um desempenho mais constante, buscando sempre atualizar seus bólidos.


Depois de ter demorado a admitir que os problemas nos motores fossem preocupante e logo depois ter solicitado uma permissão a FIA para corrigir o problema. Domenicali chefe do time, já admite também a inferioridade perante os rivais, e promete uma grande atualização para o GP da Europa. Além de Luca di Montezemolo, ter declarado que deseja o fim da regra que proíbe os testes, deixando claro que a Ferrari não conseguiu se adaptar a essa norma do regulamento.


Dependente dos testes, a Ferrari tem claras dificuldades em efetivamente atualizar seus bólidos corrida a corrida, bem diferente dos tempos de Michael Schumacher, Ross Brawn e Jean Todt quando a equipe tinha atualizações em todas as corridas do ano. A pressão por resultados vem de todos os lados: torcida, imprensa e patrocinadores.


Será que as prometidas atualizações surtirão efeito ou a Ferrari confirma mais uma vez seu papel de coadjuvante na temporada?

domingo, 16 de maio de 2010

GP de Mônaco 2010.


Em 2009 aconteceu a redenção de Jenson Button na F-1. Em 2010 a história tem tudo para se repetir, mas desta vez com Mark Webber. Depois de um início de campeonato meio apagado o australiano resolveu mostrar tudo que sabe a bordo do excelente carro da Red Bull e com um desempenho surpreendente dos motores Renault.


Soberbo durante toda a corrida, Webber não foi pressionado nem por Vettel. Nem mesmo as várias entradas do safety Car ameaçaram sua incontestável vitória. Sebastian Vettel que partiu do 3º lugar, mas do lado limpo da pista, ganhou a 2ª posição de Robert Kubica na largada e por lá também ficou. Entretanto, o alemão da Red Bull não teve vida fácil, sendo perseguido pelo polonês da Renault durante toda a prova, e assim terminaram e puderam festejar no pódio do principado.


Fernando Alonso que largou dos boxes, pois, não pôde participar da classificação devido a um acidente no terceiro treino livre, onde danificou seriamente seu chassi. Após a largada teve uma providencial ajuda do Safety Car provocado por Nico Hulkenberg, da Williams que bateu dentro do túnel. O espanhol aproveitou para fazer a sua troca obrigatória dos pneus, e assim seguir até o final da prova, apenas aguardando para ganhar as posições dos outros pilotos que ainda iam parar.


Jenson Button teve um final de semana terrível, depois ter sido claramente atrapalhado em sua melhor volta no Q3 por Felipe Massa. O então líder acabou largando apenas em 8º. Na corrida teve que abandonar por um erro grosseiro da McLaren que se esqueceu de retirar um tampão de radiador, aliás, é a segunda corrida consecutiva que Button é prejudicado pela própria equipe. Na Espanha, a McLaren fez um péssimo pit-stop e fez Jenson perder a posição para Schumacher. Lewis Hamilton teve melhor sorte nas ruas do principado e finalizou em 5º.


Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi se aproveitaram das confusões com os outros pilotos e levaram novamente a Force India aos pontos com um 9º e um 10º lugares respectivamente. Rubens Barrichello com a outra Williams também provocou uma entrada do Safety Car, depois da aparente quebra de sua suspensão. Nico Rosberg finalizou apenas em 8º.


O último Safety Car da corrida aconteceu a três voltas do fim, resultado de um enrosco entre os retardatarios Trulli e Chandhok. E eis a polêmica, na última volta a direção de prova retirou o Safety Car para a corrida terminar sob bandeira verde, mas Schumacher ultrapassou Alonso ainda na Rascasse, ou seja, antes da linha, onde julgo que seria o correto, tanto que ocorreu normalmente nas intervenções anteriores. Mas como se tratava da última volta não haveria como isso acontecer. Tudo bem que Alonso deu uma escorregada, mas essa é uma regra bastante conhecida por todos. Nessa regra só se poder passar, quando o Safety Car sai da pista, depois da linha de largada/chegada.


Resta aos comissários decidirem se a manobra de Schumacher em cima de Fernando foi legal ou não!

Atualizando: Michael Schumacher, da Mercedes-Benz foi punido com acréscimo de 20 segundos no seu tempo final de prova pelos comissários, devido a sua manobra em cima de Fernando Alonso, da Ferrari. Algo acertado e até esperado, mas a Mercedes-Benz já avisou que vai recorrer. Acho que não dará em nada para o time alemão, onde só confirma a influência da Ferrari na categoria, assim como Felipe Massa não foi punido por atrapalhar Button na classificação, Alonso não perderia seu 6º lugar.

*RESULTADO FINAL ATUALIZADO:

1°) Mark Webber (AUS/Red Bull), 78 voltas em 1h50min00s000
2°) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), a 0.448
3°) Robert Kubica (POL/Renault), a 1.600
4°) Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 2.600
5°) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), a 4.300
6°) Fernando Alonso (SPA/Ferrari), a 6.300
7°) Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 6.600
8°) Adrian Sutil (GER/Force India), a 6.900
9°) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), a 7.300
10°) Sebastian Buemi (SWI/Toro Rosso), a 8.100


NÃO PONTUARAM:


11°) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), a 9.100
12°) Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 25.700*


NÃO CONCLUÍRAM:


13°) Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 4 voltas
14°) Karun Chandhok (IND/Hispania), a 6 voltas
15°) Jarno Trulli (ITA/Lotus), a 6 voltas
16º) Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), 71 voltas
17º) Bruno Senna (BRA/Hispania), 71 voltas
18º) Rubens Barrichello (BRA/Williams), 59 voltas
19º) Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 59 voltas
20º) Lucas Di Grassi (BRA/Virgin), 28 voltas
21º) Timo Glock (GER/Virgin), 27 voltas
22º) Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber), 26 voltas
23º) Jenson Button (ENG/McLaren), 23 voltas
24º) Nico Hulkenberg (GER/Williams), 22 voltas

MELHOR VOLTA:

Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 1.15.192 Volta 71.

sábado, 8 de maio de 2010

Rápidas expectativas para o Gp da Espanha

Infelizmente, é o Gp em que terei de acompanhar tudo via gravações e internet, nos pós-eventos...
Compromissos são compromissos...

Bom, de maneira sucinta, tivemos aqui no blog uma interessante enquete sobre quem trari mais modificações significativas para a etapa européia, que começa agora na Espanha. Apesar de não serem as únicas para toda a etapa européia, são aqui que se desenham pontos valiosíssimos para o campeonato.

Venceu a Maclaren, histórica em trazer grandes trunfos e acompanhar outras equipes que estão na frente, como no ano passado. De 30 votos, recebeu 26%, 8 votos. Depois vieram Ferrari e Mercedes, com 5 votos cada, Sauber e Red Bull, com 3, Williams com 2, junto à Hispania (oh!?) e um voto de misericórdia para a Renault.

Comentário rápido para evoluções: Maclaren trouxe algumas mudanças aerodinâmicas, bem como a Red Bull; Ferrari e Mercedes investiram pesado nos dutos, e a Mercedes mais ainda com um novo assoalho e refinamento da parte traseira, tudo para favorecer Schumacher (deu certo, embora ache que prejudicar Rosberg seja um tiro no pé para a equipe com a colocação desse no campeonato); Sauber aos poucos consegue mais grana com patrocinadores, o mesmo acontecendo com a Hispania; Williams traz novidades (boas e ruins, segundo Barrichello) aqui e em Mônaco; Renault nada muito significativo.

Resultado para vantagem: Red Bull parece ainda estar na frente...Maclaren parece esconder o jogo.,mas não acredito estar ainda no nível dos "te dá aaaasas" e a Ferrari bate cabeça. A Mercedes até parece ter tomado vantagem diante da Ferrari, ao passo que deixa os italianos na caça das ferozes Renaul, Force India e quem sabe Williams, com Barrichello.

Corrida: Se chover, a corrida pode surpreender. Provável que chova mesmo, dizem os especialistas. Se a chuva não for determinante, dá Vettel na ponta do pé, correndo pro abraço. Cuidado com Schumacher, que de bobo nada tem e agora tem um carro que funciona melhor. Não sei pq ainda acho que Rosberg, mesmo tendo um carro que não fará seu estilo, vai se dar por enquanto melhor que o kaiser... e com a baixa aderência, Massa vai sofrer de novo nas mãos de Alonso. Que sina.

O blog esteve meio às moscas pq cuido de uma Colação Especial por Mérito Acadêmico, por ter passado para um Concurso de Professor aqui do Ceará, fora outros abacaxis para resolver... O Jobson sofre com o velho problema de internet...nós, os nobres e valentes guerreiros loucos e desmiolados do Histórias e Velocidade se degladiam e se contorcem para funcionar este blog, e ficamos muito satisfeitos com as 28 participações na enquete, fora nossas duas. Agradecidíssimo!

domingo, 18 de abril de 2010

GP da China 2010.


Depois de dominarem toda sexta-feira em Xangai, o Q1 e o Q2 do treino classificatório no sábado, a equipe McLaren frustrou muitos expectadores que esperavam a pole de um dos pilotos do time, mas ambos acabaram dividindo apenas a terceira fila do grid. Após a classificação, Jenson Button explicou que a equipe resolveu acertar o carro para pista molhada, já que era grande a possibilidade de chuva na hora da corrida. Daí o desempenho aquém do esperado no Q3 da classificação.


Antes da largada o céu estava completamente nublado, e já pingava algumas gotas, mas não o suficiente para fazer com que os pilotos e as equipes optassem pelos pneus intermediários, e largaram com pneus para pista seca mesmo.


Fernando Alonso, da Ferrari que partia do 3º lugar, e acabou queimando a largada, superando assim, os carros da Red Bull que largavam na primeira fila, ainda na primeira volta um acidente envolvendo três carros, Vitantonio Liuzzi, da Force India perdeu o controle na curva, e abalroou Kamui Kobayashi, da BMW Sauber e Sebastien Buemi, da Toro Rosso encerrando com a prova dos três e provocando a primeira intervenção do Safety Car.


Como a chuva aumentou um pouco, vários pilotos foram para os boxes para fazer a troca para os pneus intermediários, exceto Rosberg, Button, Kubica e Petrov que arriscaram ficar com os pneus slicks. Após a saída do Safety Car, os pilotos que não pararam conseguiram manter suas posições, e a estratégia se mostrou acertada. Um pouco depois a chuva parou e os pilotos que pararam anteriormente, tiveram que retornar para os pits para voltar a utilizar os pneus para o seco. Alonso pagou seu drive through, retornando no final do grid.


Um incidente na disputa entre Hamilton e Vettel nos boxes, já que ambos entraram e saíram do pit lane com muita agressividade. No retorno para pista Lewis Hamilton novamente foi o destaque da prova, barbarizando com várias ultrapassagens, alçando muitas posições. Michael Schumacher, da Mercedes Benz lutava contra tudo e contra todos, foi talvez o piloto que mais teve trabalho para defender posição, entretanto, foi superado várias vezes e perdeu muitas posições para finalizar apenas na 10ª posição.


Depois de um toque de Jaime Alguersuari no retardatário Bruno Senna, da Hispania onde o piloto da Toro Rosso danificou seu aerofólio dianteiro, deixando alguns poucos pedaços na pista, mas o suficiente para entrada de uma contestável segunda intervenção do Safety Car, que aproximou novamente o pelotão de trás que já estava a uns 40 segundos atrás do líder Jenson Button.


Felipe Massa fez uma corrida mediana, após um pequeno erro na curva que antecede o caminho para entrada dos boxes, permitiu que Alonso o superasse na entrada dos pits. O espanhol nem pestanejou e jogou seu carro por dentro, obrigando ao brasileiro a abrir um pouco mais para não haver um toque entre os companheiros de Ferrari. Como Fernando conseguiu entrar primeiro no pit lane, Felipe teve que esperar o bicampeão fazer sua troca de pneus, para aí sim fazer a sua, o que lhe fez perder um bom tempo.


Massa ainda conseguiu chegar na 9ª posição. Mark Webber também teve um desempenho abaixo das expectativas e finalizou em 8º. Vitaly Petrov marcou seus primeiros pontos na carreira com um 7º lugar, após uma corrida muito combativa, onde rodou e disputou posições. O pole Sebastian Vettel foi apenas o 6º não se entendeu com a chuva dessa vez, Robert Kubica em outra bela apresentação foi 5º. Depois de mais um corrida de recuperação Fernando Alonso alcançou um bom 4º lugar.


Nico Rosberg repete o bom resultado da Malásia, indo novamente ao pódio e tornando-se o vice-líder do mundial. Apesar das paradas a mais nos boxes, Hamilton ainda pressionou Button no fim, mas ficou mesmo em 2º, fazendo a primeira dobradinha da equipe inglesa no ano. Novamente Jenson Button ousa em sua estratégia e torna-se o primeiro piloto a vencer segunda corrida no ano, além de conseguir a liderança no mundial. Nem mesmo uma saída de pista no final tirou sua merecida vitória. O acerto para pista molhada funcionou, e a McLaren agora lidera também o mundial de Construtores.


RESULDADO FINAL:

1°) Jenson Button (ENG/McLaren), 1h46min42s163 ( 56 voltas )
2°) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), a 1.530
3°) Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 9.484
4°) Fernando Alonso (SPA/Ferrari), a 11.869
5°) Robert Kubica (POL/Renault), a 22.213
6°) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), a 33.310
7°) Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 47.600
8°) Mark Webber (AUS/Red Bull), a 52.172
9°) Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 57.796
10°) Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 1.01.749

NÃO PONTUARAM:

11°) Adrian Sutil (GER/Force India), a 1.02.874
12°) Rubens Barrichello (BRA/Williams), a 1.03.665
13°) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), a 1.11.416
14°) Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), a 1 volta
15°) Nico Hulkenberg (GER/Williams), a 1 volta
16°) Bruno Senna (BRA/Hispania), a 2 voltas
17°) Karun Chandhok (IND/Hispania), a 4 voltas

NÃO CONCLUÍRAM:

18°) Jarno Trulli (ITA/Lotus), 26 voltas
19°) Lucas Di Grassi (BRA/Virgin), 8 voltas
20°) Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber), 7 voltas
21°) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 0
22°) Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 0
23°) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 0
24°) Timo Glock (GER/Virgin), 0

MELHOR VOLTA:

Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 1.42.061. Volta 14.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mercedes-Benz: Michael Schumacher vs. Nico Rosberg.


3. Michael Schumacher:

O piloto sete vezes Campeão Mundial declarou uma vez: “Não me imagino correndo por uma equipe que não seja a Ferrari”. E acredito que poucas pessoas duvidavam disso.

Depois de três anos e algumas quedas de moto, aos 41 anos, Michael Schumacher retorna à F-1, não mais pela Ferrari, mas sim pela Mercedes-Benz. Sua família estava preocupada com os constantes tombos de moto e resolveram apóia-lo a voltar a competir nas quatro rodas. Levará algumas corridas para que Michael recupere o ritmo, mas como se viu no Bahrein, falta pouco. Assinou contrato de três anos, e deixa bem claro para todos, ele quer mais vitórias e títulos.

4. Nico Rosberg:

Até então, só tinha corrido por uma só equipe, a Williams. Rosberg foi contrato por ser um piloto alemão e de talento, para ser sombra do atual campeão Jenson Button, mas ocorreu uma reviravolta na equipe e Button se foi. Chateados com a saída do inglês, a Mercedes foi atrás e convenceu Schumacher a voltar. E agora Nico tem diante de si uma lenda viva. Entretanto, Rosberg finalmente tem um carro que poderá lhe dar vitórias, e não poderá fazer por menos. Mas se for atento, procurará aprender tudo com Michael. Começou muito bem no Bahrein, mas tem que conseguir logo uma vitória, de preferência, primeiro que o companheiro.



Ao contrário do ano passado os carros de Ross Brawn não tiveram um começo arrasador, mas não podemos questionar a competência do inglês que fez seu time estreante Campeão de pilotos e Construtores em 2009. Com a venda de sua equipe para a Mercedes-Benz e a Aabar, além de contar a volta de Michael Schumacher. Toda estrutura estará sob pressão por um resultado imediato. E a pressão já começou na própria organização, já que, Dieter Zetsche, presidente da Daimler, dona da marca, já ordenou que o time precisa de vitórias para continuar na categoria. Acredito que será um duelo bem interessante, mas no fim das contas, o embate será vencido por Michael Schumacher.

sábado, 21 de novembro de 2009

Um retorno ansiosamente aguardado II

Que inferno...quando penso que me livro das coisas da faculdade, elas voltam para me assombrar; e o trabalho também...e agora com um novo computador, não tive tempo para respirar (e sim fazer back ups)...peço novamente desculpas a todos e agradeço imensamente os precisos posts de Jobson Mendes (começo a achar que o co-piloto sou eu agora rsrs)

Muito se falou nestes dias sobre as mudanças que aconteceram na Maclaren e na Brawn, que virou Mercedes. Primeiro Button na Maclaren: ele conseguiria superar o favorecimento a Hamilton na equipe? Depois, com as recentes abordagens (que não me parecem mais tão inocentes) de que Schumacher iria voltar para a categoria, numa Mercedes que o impulsionou até ir para a Benetton (ele ingressou na F1 por intermédio da Mercedes na Jordan). Ou melhor, a Mercedes o olhou com cuidado até ele romper de vez (nunca se sabe ao certo quando), e a ida à Ferrari me pareceu um rompimento definitivo.

Ok. E o que tudo influenciou no meu texto de hoje: nada. Tudo a ver. Quando se pensa na volta da "Era do não-abastecimento", depois de uma "Era do reabastecimento", é só lembrar que tipo de piloto foi mais vitorioso em cada etapa da F1. Isto se torna importante quando pensamos no que cada época necessitava.

Por exemplo: pilotos que possuem uma guiada mais redonda, são mais estratégicos com o uso dos pneus e são mais precisos, como era o caso de Alain Prost, reinaram nesta era. É uma "verdade" estatística, que embora não possa garantir com precisão que tenha sido este o motivo para 4 títulos de Prost e 3 vices, entre o período de 1984 a 1993, período do não-reabastecimento. Para se ter uma idéia, no mesmo período, Ayrton Senna, de talento equiparável ao de Prost, conseguiu 3 títulos e 2 vices. Sem cair no velho e batido comparativismo entre os dois (ambos eram fantásticos, e com carros competitivos conseguiam fantásticas vitórias, cada uma ao seu estilo). Senna seria a grande exceção dos pilotos com estilo mais arrojado nas curvas, zebras e que em tese consumiria mais pneus, combustível e freios, a chave para a vitória ou derrota em uma corrida neste período. Entretanto, vale lembrar que Senna aprendeu a economizar (e muito bem) os pneus e combustível pós 1988, assim lhe garantindo vitórias disperdiçadas nos anos anteriores. Lógico que ter um bom carro, equilibrado e rápido, é fundamental. Só que, pelo dito, nestas configurações (que voltaremos a ter ano que vem), o estilo do piloto é fundamental.

Nos anos em que foi permitido abastecimento antes de 1983, o grande vencedor se chama Nelson Piquet. Dono de uma pilotagem extremamente técnica, de voltas rápidas perto das ultrapassagens (aliás, foi Piquet quem inaugurou o abastecimento e por conta de suas vitórias que o reabastecimento foi proibido), Piquet conquistou o campeonato de 1983 em cima de um Prost que não era tão técnico quanto Piquet, embora muito rápido. Com um motorzão BMW e suas reservas técnicas, Piquet se tornou bicampeão.

Na volta do reabastecimento, um nome reinou absoluto. Michael Schumacher. Mesmo que o alemão não tivesse um carro digno de conquistar um título, e que ainda fosse errante e afobado, alemão não parecia ter tanta supremacia na época no não-abastecimento. Entretanto, quando chegamos ao reabastecimento, momento em que era fundamental ser rápido e preciso como um relógio, e ter uma estratégia bem inteligente de corrida armada entre equipe e piloto, e aí a dupla Brawn-Schumacher reinou absoluta. Schumacher só não venceu de 1996 a 1999 ( venceu corridas, e não campeonatos), até se aposentar em 2006 (pelo menos, por enquanto rsrs), com impressionantes 89 vitórias. Claro, considerando 1995 (Benetton); 2002 e 2004 (Ferrari) carros imbatíveis, com amplo favorecimento interno nas equipes para o alemão (e provavelmente menos vitórias teria). Memso assim, Schumacher aliou imenso talento e arrojo aliada a um estilo preciso e rápido nas voltas pre-abastecimento para vencer muitas de suas corridas no box.

O que nos leva a uma pergunta: quem será o novo Prost do retorno ao não-abastecimento? Pilotos como Hamilton, Massa, Kubica, com estilos mais agressivos de pilotagem nas curvas. O mesmo ocorrendo com Barrichello, mas numa Williams não terá tantas chances (em teoria). Do contrário, Button e Alonso são os mais favorecidos. São mais precisos, com técnica mais objetiva, menos estabanada. Nada que o talento de Hamilton e Massa não possam contornar e aprender (como fez Senna) a lidar com as novas condições. Só que, em um campeonato com carros tão poderosos dividindo a frente do grid (Mercedes, Ferrari, Maclare e Red Bull), quem largar na frente terá vantagem.

Por isso, eu acredito que Button dará trabalho a Hamilton, assim como Alonso terá vantagem sobre Massa. As corridas podem nos surpreender... ou não. Teremos seguramente inícios e fins de corrida como incógnitas: quem acelera mais? quem poupa melhor? os carros, com tanques maiores..como lidarão? 2010 vem com tantas mudanças, nos bastidores, no grid e no regulamento, que sem dúvida nos matará de curiosidade; um retorno sem dúvida muito aguardado.

domingo, 16 de agosto de 2009

Quem você gostaria que voltasse à F-1?

Depois do anúncio da aclamada volta de Michael Schumacher à F-1 quando ele se dispôs a substituir Felipe Massa na Ferrari já na próxima etapa em Valência, abandonando assim a aposentadoria. A Fórmula-1 viveu uma grande expectativa pela volta do heptacampeão mundial as pistas, quando houve um considerável crescimento no interesse pela categoria e um aumento significativo na venda de ingressos para os próximos GP’S, visando o retorno de Schumacher, mas devido a problemas físicos mais precisamente no pescoço em decorrência de um tombo de moto, o alemão teve que desistir da idéia de voltar à ativa. Para frustração de seus fãs e admiradores.

Pelo menos, por enquanto, já quê seu empresário Willi Weber não descartou a possibilidade de Michael voltar, além do apoio do médico Johannes Peil e de seu Pai Rolf. Além de uma jogada de marketing, que não há como negar, também tenho que admitir que Michael realmente desejou voltar a competir nos monopostos.

Na história não é difícil encontrar outros casos de pilotos que resolveram parar por diversos motivos. Posteriormente mudaram de idéia e retornaram como Niki Lauda que teve o maior êxito até então. Recentemente outro piloto campeão, o canadense Jacques Villeneuve também manifestou o desejo de voltar à categoria em 2010.

Em virtude disso, fiquei curioso para saber dos amantes do automobilismo qual piloto vocês gostariam que voltasse à F-1? Então ouso propor aos leitores do blog que opinem, comentem sobre qual piloto vocês gostariam de rever na F-1? O Schumacher mesmo? Podem ser pilotos aposentados ou que estão em outras categorias, fique a vontade. Não custa nada sonhar!

Eu começo: Juan Pablo Montoya. E você? Participe!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O regresso não virá de vez? A opção italiana da Ferrari

Hoje de manhã, estava me preparando para tirar a barba, quando vejo na internet a desistência de Michael Schumacher de correr próximo GP, o de Valência, vulgo GP da Europa 2009.
Primeiro sobreveio o pesar: a F1, assim como o automobilismo mundial, precisava de um grande retorno, em grande estilo, com um grande campeão (mesmo para a aqueles que não gostam do piloto alemão, é um fato imponderável). Schumacher, como todo piloto com o sangue fervilhando pela oportunidade e pelo desafio, fez de tudo mesmo: pagou os testes com o carro de um milionário, pela "F1 Clienti", andando com pneus de GP2; ouvindo sempre rumores de que seu teste com F-60 seria absurdo, e que o veto da Williams era justo (o que nós, do Histórias e Velocidade concordamos, apenas achamos que qualquer piloto deveria ter um dia para testar, seja Schumacher ou Alguersuari, ou agora Badoer); e convivendo com constantes dores no pescoço, decorrentes de uma queda de moto de competição.
Essa queda e essas dores eram a grande dúvida. Muitos de nós deixamos de lado essa possibilidade de não ocorrer o regresso. Schumacher se submeteu a testes e mais testes. E a pressão de um carro de F1 é demais para ele (a pressão física, não a psicológica). Por uma ironia do destino, pagou caro por manter o espírito competitivo depois da aposentadoria em um esporte que, diríamos...nunca foi sua praia: a motovelocidade.
Schumacher é gente grande: sabe que correr nessas condições é muito arriscado; sabe que tem esposa e filhos, e as duas figuras que respondem por ele no mundo da imprensa: Sabine, sua acessora, e Willi Webber, seu agente, sempre estiveram com pé atrás. Webber segurou a venda de inúmeros produtos comercializando a "grande volta" do heptacampeão: sensata decisão. Sabine deixou claro que a volta dele só seria em condições aceitáveis de saúde, e com pescoço não se brinca. E não se pode culpar a Schumacher por isso.
Na onda comercial do GP de Valência, muitos se perguntam se haverá torcida lá: sem Schumacher e principalmente, sem Alonso, a corrida não promete nada. Já não prometeria: corrida de rua, com pouco glamour e muito calor.
Na contramão da desistência de Schumacher, a escolha de Badoer. Por quê não Gené? A equipe fará um anúncio nas próximas horas, masme parece ser um assunto claro. A tentativa desesperada de minimizar os efeitos da perda no marketing da categoria, e essa medida voltada para os italianos. É o primeiro italiano a pilotar a Ferrari em uma corrida de F1 desde Ivan Capelli, em sua jornada frustrada de 1992. 17 anos não é pouco.
Favoreceria a Gené o fato de estar em atividade, pilotando na Le Mans Series, sendo o atual campeão das 24 Horas de Le Mans. E de ser o piloto que está, assim...menos tempo sem pilotar um carro de F1. E foi o mais cotado até vir a idéia de Schumacher.
Badoer por sua vez tem muito mais tempo de casa, é italiano e...só. Não pilota faz 10 anos. Talvez Domenicalli o tenha escolhido pelo tempo de casa, ou esse fator tenha sido relevante. Mas não acredito não: a jogada marqueteira ainda foi razoável e Monza vem aí para não me desmentir. Sem dúvida, é claro, que no anúncio oficial serão postos outros fatores, ou talvez apenas o fator tempo de casa. E talvez outro: Gené está cotado para assumir o cockpit de uma das novas equipes de 2010, que necessitam de um piloto experiente. Assim Badoer, que ninguém quis aparentemente, seria uma opção "justa".
Puxa!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Teste de Schumacher com F-60, vetado.

Para que Michael Schumacher pudesse treinar com o carro da Ferrari de 2009 antes do seu suposto retorno no GP da Europa substituindo o acidentado Felipe Massa. A Ferrari teve que fazer um pedido para que as outras equipes permitissem o treino do alemão que ficou sem competir por três anos na categoria. Já que os testes estão proibidos durante a temporada. Para que isso acontecesse era necessária a aprovação unânime das outras nove equipes do Campeonato Mundial de F-1.

A priori, todos da FOTA tinham concordado, mas faltava a Williams e a Force India que foram suspensas do grupo e ambas tinham que concordar também. E eis que surge a Williams emitindo um comunicado com um sonoro não para as pretensões Ferraristas:

“A Williams não vê distinção entre as situações de Alguersuari e de Schumacher e sente que qualquer desvio à regra vai criar um precedente para o futuro”, e continuou - “Por motivos de coerência e justiça, somos contra a proposta da Ferrari com relação ao teste antes do GP da Europa”, afirmou a Williams, em nota.

A Williams que já engoliu muito sapo por causa da Ferrari, e para mim teve uma atitude acertada e esperada. Por que os ingleses iriam facilitar vida da Ferrari? Quem mandou a Ferrari trazer um piloto aposentado com tantos outros a disposição! Não estou aqui desmerecendo o Schumacher, mas acredito que essa situação só será por um GP, já no próximo o Felipe Massa volta. A Ferrari é conhecida por sempre querer se aproveitar e se beneficiar das situações, aliás, o teste de Schumacher com a F-2007 em Mugello foi estranho, mesmo usando os pneus da GP2, esse teste está sendo investigado pela FIA.

E a Williams não ficou só, Red Bull e Toro Rosso aparentemente voltaram atrás, já que fazem parte da FOTA, e também negaram o pedido dos italianos:

“Nós pedimos permissão para um teste de Alguersuari antes do GP da Hungria, mas ele foi recusado” e continuou - “Então, por que devemos aprovar uma liberação para o heptacampeão depois disso?”, questionou Dietrich Mateschitz, dono do Grupo Red Bull.

Claro que a Ferrari não gostou e soltou essa pérola para Williams:

“Adivinhe quem se opôs ao teste com a F-60? O time que não ganha nada há muito tempo e que, ainda assim, não deixou passar mais uma vez a oportunidade de demonstrar sua falta de espírito esportivo.
E, para que todos saibam, a Ferrari aprovou o teste com Alguersuari, mas parece que até mesmo neste caso alguém decidiu seguir à risca o que está escrito no regulamento”. Aprovou o teste do Alguersuari?

Como bem lembrou o jornalista Flávio Gomes a Williams nunca fez nenhuma gracinha contra a Ferrari por ela ter ficado 21 anos sem títulos...
Só vou acreditar nesse retorno do Schumacher quando ele estiver pilotando nos treinos livres em Valência. Já não tenho dúvidas que isso é uma tremenda jogada de marketing da Ferrari e do Bernie Ecclestone. Opinem!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Comentando as diversas notícias que circularam de ontem para hoje

Um pequeno giro pelas principais notícias que abalaram (ou não) o mundo da F1 de ontem para hoje:
A roda e a mola, e o enterro de Surtees
Paulo Speeder fez um comentário acerca do enterro de Surtees e das investigações da FIA para saber tanto das causas do soltamento da roda de Jack Clarke, que teria se soltado facilmente em um acidente não tão veloz assim; e sobre as causas do soltamento da mola da suspensão de Rubens Barrichello.
-Aparentemente o mais confuso seja o da mola, que atingiu a Felipe Massa. O quê teria causado essa soltura, já que Rubens não saíra da pista nem na sexta nem no sábado, e que o carro já balançava estranhamente desde o início das atividades na Hungria, e que ninguém conseguia identificar o motivo até que este se revelara abruptamente? Negligência? Algo que possa se repetir em outro carro futuramente? Algo no transporte do carro até o circuito? Sabotagem?
- O caso da roda é o mais polêmico, porque além de ter causado uma morte, além de ter envolvido o jovem filho de um campeão mundial do passado, ocorreu com uma estranheza apontada por todos no automobilismo: a roda se soltou com muita facilidade. Para além do acidente em si, o velho debate pela segurança na prensa das rodas.
O teste de Grosjean e a iminente saída de Nelsinho Piquet
Esse eu vi no F1 Around . O teste, em linha reta, serviu como uma ambientação do franco-suíço a um carro de F1, e isso por si só indica muito do tenso clima entre a família Piquet e Mad-Briatore. Estas relações, tensas desde o ano passado e que se intensificaram nos últimos meses, com os maus resultados de Piquet Jr, e pareceram piores ao se comparar com Alonso.
- Nelson-pai se arma com um dossiê pronto para sair a cada instante, que Briatore resolver pôr fim ao clima e colocar Grosjean numa berlinda bem diferente de Alguersuari, já que ele teria hipoteticamente uma vaga garantida próximo ano, com pai advogado da Renault, e sendo o queridinho da torcida francesa ávida por um piloto "local" (o piloto é suíço, mas com inscrição francesa na FIA).
O dossiê facilmente mostraria que em boa parte do ano, Piquet nunca teve um carro no mesmo nível que o do companheiro favorecido, sendo assim irreal compará-los, mesmo sabendo que dificilmente os dois andariam no mesmo nível todo o tempo (Alonso é osso-duro de roer para qualquer um no grid)
-A grande torcida por um péssimo rendimento de Grosjean, inclusive de quem aqui escreve, é bem fundamentada:
  • Nelsinho tem talento suficiente para obter melhores resultados em outra equipe. Não é o melhor do grid, nem é sensacional, mas a pressão exercida pelo Briatore é cruel e desigual, e ele vive um péssimo clima dentro da equipe.
  • Briatore é nojento e tem o desafeto de muitos, por "n" razões, mas especificamente nesse caso o fato de ser truculento com seus funcionários e de claramente preterir certos sujeitos a outros por puros interesses comerciais. Um mau rendimento de Grosjean seria ótimo para quebrar a cara do mafioso italiano.
  • Grosjean se acha demais, e é claramente protegido na GP2, de propriedade de Briatore. O piloto até tem talento, mas é irregular, inconstante, e não fez realmente o suficiente por merecer estar num cockpit da F1.

Piquet tem chances de estar num Williams próximo ano, e a família já declaramente conversou com Frank para ver as possibilidades. Resta saber se Rosberg realmente sai de lá, e se a equipe se livra de Nakajima. Além disso, o ótimo rendimento de Nick Hulkenberg nesta temporada, aliado ao poderoso empresário Willi Weber, o mesmo que gerencia a carreira de Schumacher, pode dificultar esse empreendimento.

A preparação de Schumacher e a recuperação rápida de Massa

Esse eu vi em tantos lugares que nem vale a pena citar. Schumacher se prepara avidamente para conseguir estar em condições mínimas de correr em Valência, daqui a três semanas. O perfeccionismo característico do heptacampeão, que prova sua competência, em se preparar para as duras condições da F1, pode ser válido para todo o resto da temporada de 2009.Inclusive, por falta de testes no F-60, o piloto se prepara nos simuladores para ter amplo conhecimento da pista e das configurações do carro, coisa que apenas estando a par dos dados não seria suficiente.

Massa ainda se recupera, e mesmo sendo superveloz, essa recuperação não será suficiente nem indicável para o brasileiro estar no cockpit na Espanha. Eu acho que Massa teria condições, no decorrer de sua recuperação, para estar nas três últimas provas da temporada, mas muitos torcem por observar por mais tempo combates antigos (Barrichello, Button, Alonso, Webber e Raikkonen) e novos (Hamilton, Vettel e Rosberg).

Vale lembrar que, quanto mais rápido Massa se recuperar, mais serão sua condições de estar no cockpit da Ferrari ano que vem e melhor seu rendimento em 2010, pelo tempo de ausência dentro de um cockpit.

Espero que tenham gostado dos comentários...comentem!

A estranha volta de Michael Schumacher.

A Fórmula-1 nessa sua fase difícil com a crise econômica mundial, briga entre FIA vs. FOTA, acidente do Felipe Massa pôs a categoria em evidência, mas de uma maneira bem negativa aos olhos do mundo comparável ao que nós brasileiros testemunhamos as desastradas ações no Senado atualmente. Divisão, poder, dinheiro e egos a categoria passa por uma situação obscura, depois da Honda no ano passado agora foi à vez da BMW dar adeus ao circo da F-1 e de uma maneira bem contraditória. Depois de todo o rebuliço contra o teto orçamentário a montadora simplesmente abandona a FOTA sem mais nem menos. Max Mosley declara triunfante que tinha razão!

Diante desse quadro a FOTA liderada por Luca di Montezemolo, da Ferrari teve que articular uma bela jogada de marketing para dar moral à categoria e a sua luta no comando da associação das equipes, ou seja, fazer valer a existência da FOTA. Trazer Michael Schumacher de volta da aposentadoria foi muito benéfico para tirar atenção do anuncio da saída da BMW.

Também não descarto que nessa jogada tenha o dedo de Bernie Ecclestone já que a Renault equipe de Fernando Alonso foi punida pela FIA e até o momento não participará do GP da Europa que será realizado em Valencia na Espanha e os organizadores estavam com receio, pois o público não se interessaria pelo evento sem a presença do espanhol bicampeão.

Há algumas questões que não foram respondidas, por que a Ferrari se apressou em anunciar Michael Schumacher se não tem certeza se Felipe Massa estará apto para competir em Valência? E se ele estiver liberado pelos médicos o Schumacher vai correr assim mesmo?

Outra coisa que chama a atenção foi à providencial resposta positiva de Schumacher em retornar. Deixa dúvidas se realmente o alemão queria se aposentar no fim de 2006 por vontade própria. Ou foi pressão da família, principalmente de sua esposa, talvez da própria Ferrari, quem sabe de seu empresário ou se Schumacher realmente quis parar para não atrapalhar a carreira do amigo Felipe Massa, pois, Kimi Raikkonen já estava contratado, como ele próprio declarou depois em uma entrevista. Piloto que se aposenta por vontade própria nem cogitaria a idéia de voltar a competir oficialmente, mas Michael nem pensou muito e aceitou prontamente.

Michael não tem nada a perder, nem a provar, mas que os olhos do mundo estarão nele em Valência não tenho dúvidas, pois, todos os outros serão coadjuvantes, nesse suposto retorno do heptacampeão mundial. A publicidade que isso causou, já valeu a pena, todos os ingressos para o GP da Europa serão disputados no tapa. Ninguém vai querer perder esse acontecimento histórico. Resta saber se Michael Schumacher realmente participará da corrida, já que Felipe Massa se recupera rapidamente e a próxima etapa será apenas no fim de agosto. E sabem o que Felipe Massa disse quando soube que Schumacher seria seu substituto. – “Isso se eu não correr, né”. Opinem!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ele está de volta... e acaba com o sonho do Fisico



Lord Schumacher está de volta...pelo menos assim caracteriza Bruno Mantovani no seu excelente Pilotoons.

Nem Badoer, nem o mais cotado, Gené. Nem Fisichella terá sua chance, atribuída ao fato da Ferrari ter uma dívida com a Force India, que poderia beneficiar ao pilot italiano, dando-lhe sua tão sonhada oportunidade, devolvendo a um italiano um cockpit da scuderia.

Schumacher é recordista de tudo, e por mais que tenha gente que o atribui as razões pelas quais a F1 ficou tão chata, com seu domínio inquestionável, balizada por um escudeiro como Barrichello e guiando uma superFerrari, o carro mais vencedor da história, a F1 terá uma chance única.

Não sou fã do cara, mas ele guiava muito. Entra sem a pressão de vencer, sem a pressão de mostrar valor, e com o prazer de guiar de novo um F1 e ser novamente competitivo. Em uma volta estilo Niki Lauda. Não tem a forma física ideal, nem tem praticado com a necessidade que se deve para guiar, mas pode ao menos nos dar emoções.

Fisico perdeu realmente sua chance de ouro. Se eu fosse apostar em alguém , apostaria nele, sendo Liuzzi seu substituto na Force India. Gené seria o mais óbvio, mas Schumacher tinha a escolha de sim ou não, e escolheu o sim, pelo desafio. Quem mais perdeu foi Gené, que era sem dúvida o mais próximo dos pilotos de teste.

O quanto ainda pode se esperar de Schumacher?