Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pobres pilotos estreantes na Renault.


Não sei se é uma simples coincidência, mas ultimamente, entrar na Fórmula-1 pela equipe Renault tem sido uma árdua tarefa para pilotos estreantes. Desde 2007 a equipe francesa teve, pelo menos, um piloto estreante em seus carros, mas por algum motivo, esses jovens não conseguem permanecer no time francês.


Em 2007, Flávio Briatore promoveu a estréia do finlandês Heikki Kovalainen, empresariado por ele, e que já era piloto de testes do time como substituto de Fernando Alonso. Kovalainen teve uma temporada de estréia mediana, o carro da Renault não tinha um bom rendimento, pois a equipe sofria para se adaptar aos pneus da Bridgestone. No início o piloto foi bastante criticado, principalmente por Briatore.


Com o tempo o finlandês suportou a pressão, e conseguiu resultados satisfatórios a partir da metade do campeonato, ao final, terminou na frente do seu então companheiro, Giancarlo Fisichella. Mas Heikki acabou indo para a McLaren em 2008, com a saída de Fernando Alonso de time inglês.


Em 2008, chegou à hora e a vez do brasileiro Nelson Ângelo Piquet, mais um piloto de Briatore. Piquet filho veio para substituir Kovalainen, e ser companheiro de Fernando Alonso que retornava à Renault, depois de sua frustrante experiência no time de Woking.


Nelsinho teve desempenhos decepcionantes. Sofreu com críticas e pressões psicológicas, por parte de Flávio Briatore, mas ainda assim, conseguiu um pódio na Alemanha, e uma sobrevida para permanecer em 2009, além da influência de seu pai e por “acordos obscuros” com o mafioso italiano.


Em 2009, a fabricante francesa fez seu pior carro desde os títulos de 2005/2006. Nelsinho continuou sua sina de maus resultados, seus desentendimentos com Briatore só aumentavam, até se tornar insustentável. O brasileiro foi expulso da Renault pelo italiano, sendo substituído por outro novato, também empresariado por Flávio Briatore.


O franco-suíço Romain Grosjean que estava na GP2 e era o terceiro piloto do time, mas sem testes durante a temporada, Grosjean encontrou dificuldades para se adaptar, e com isso, teve resultados igualmente medíocres.


Ao final da temporada Grosjean não foi aproveitado pelos novos administradores do time francês, sua ligação com Briatore foi determinante, ou seja, a Renault não queria mais nada que lembrasse ou que tivesse ligação com o mafioso italiano, devido ao episódio de manipulação do resultado do GP de Cingapura 2008.


Mesmo sob nova direção do Grupo Genii, a Renault lançou outro estreante em 2010, o russo Vitaly Petrov, mas o fator determinante para contratação do jovem russo foram os vários patrocinadores de seu país que o acompanharam na escuderia francesa.


Petrov vêm tendo bons desempenhos, mas é sumariamente ofuscado por seu companheiro de equipe, Robert Kubica. Entretanto, os atuais diretores da Renault seguem a linha de criticar o desempenho de seu piloto abertamente para a imprensa, criando uma pressão desnecessária, mesmo para um piloto dito pagante.


Além do mais, a própria equipe declara publicamente que há negociações com outros pilotos para vaga de Petrov, até o nome de Kimi Raikkonen está sendo usado para pressionar Vitaly, que para continuar no time, tem que melhorar seu desempenho e trazer mais patrocinadores.


Acredito que Petrov deva continuar na equipe, mas que vida difícil essa de estrear pela Renault...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ironia mode on: Brigas na Mercedes e Briatore na Ferrari?

( Prá sacanear, essa visão do inferno, retirada do blog Velocidade Total...omfg!)




Olá pessoal. Andei meio sumido, preocupado e me preocupando com minha maluca vida profissional, que acaba de dar uma reviravolta anunciada: sou efetivamente professor da rede de ensino pública de meu estado, o Ceará. E isso trará algumas mudanças significativas na "vida" deste blog, às quais trarei de sopetão rsrs




Voltando ao que os interessa,creio, nesta visita ao blog por parte de vocês...
Briatore de Ferrari?
Os recentes rumores, totalmente fundamentados em visitas prá lá de estranhas de Briatore ao time de Maranello, seja firmando acordos comerciais (pq esse cara nasceu para isso, praticamente...acordos comerciais agressivos, diga-se de passagem), o fato é que o manager de Alonso parece ter na Ferrari a possibilidade de voltar triunfalmente ao circo da F1, na equipe grande que menos disse qualquer coisa sobre o escândalo- exceto Massa, que foi depois silenciado- de Cingapura...curiosamente, às vésperas do Gp de Cingapura, dois anos depois- e praticamente um ano depois do escândalo ter sido bombardeado pela mídia.
Vem cá:acho que tudo parece confluir na mesma coisa..equipe agora sendo capitaneada pelo espanhol cabeça-de-caricatura(como diz minha mãe), o Domenicali sendo criticado depois de dois anos de má gestão, contratar o manager mais grotesco e declaradamente mafioso da história da F1 eu acho que é demais... os jornalistas mais antigos sempre ventilam o mesmo: nos rumores da F1, nada é apenas um rumor, ainda mais quando o rumor parece coincidência. Pode ser apenas um rumor, ou apenas uma relação de manager de piloto-equipe, mas a Ferrari vincular à sua imagem a figura de alguém que faz qualquer coisa para prevalecer seus interesses comerciais (inclusive defender jogos de equipe a qualquer momento de qualquer coisa) justamente no ano em que voltou à tona toda a face obscura do "cavalinho rampante" com o jogo de equipe...
Norbert Haug X Ross Brawn ?
Agora se pronto...meu mundo se partiu: algo tão óbvio quanto surpreendente, em certa medida, que dois sujeitos centralizadores e desafeitos aos holofotes da mídia sensacionalista (redundante) que foram sumariamente obrigados a conviverem após uma fusão/compra de oba-oba da equipe Brawn, vencedora de 2009- histórica, mesmo não sendo mesmo uma equipe nova de verdade- os rumores de um desentendimento entre o diretor esportivo de uma fábrica que investe em seus empregados (isso acho ótimo) e um diretor que foi chefe de uma equipe para salvar os seus empregados (o que foi muito bacana);
F1 tem dessas,e o caso mais recente é o da Williams, em que sujeitos representando grupos bem intencionados acabam brigando pelo topo da gestão e a coisa acaba mal.
O mais legal disso tudo é que se Brawn sair (acho meio difícil a Mercedes investir de vez na categoria e comprar os 25% que pertencem a Ross Brawn), Schumacher sai. Afinal, isso só mostra que Schumacher está lá pq é amigo de Ross e por causa do mesmo acreditou que poderia voltar bem. Só que Schumacher saindo, a Mercedes vai perder e muito visibilidade na Alemanha, mesmo o hepta-vigarista indo mal este ano...e aí vira budega!
Convenhamos: era melhor ter segurado Jenson Button, não? Mas tudo se resume à batalha dos egos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Muito rigorosa?


O excelentíssimo Senhor Luca di Montezemolo, resolveu manifestar sua opinião sobre a punição dada pela FIA ao ex-dirigente da Renault, Flávio Briatore, que foi banido da F-1 e do esporte, pela armação do acidente proposital de Ângelo Piquet no GP de Cingapura, na estréia da etapa noturna no Mundial de 2008.



O Presidente da Ferrari relatou aos repórteres que entende que a FIA deve reconsiderar a sentença imposta ao ex-chefe da equipe francesa, pois, acha que a punição foi severa demais, e continuou;


"Sinto muito por Briatore. Ele foi um dos grandes protagonistas da F-1 nos últimos 20 anos. Trata-se de um caso sério e delicado, mas espero que a condenação seja reduzida logo".


O que eu acho interessante é quê, a maior prejudicada pelo episódio que aconteceu na corrida de Cingapura em 2008, foi justamente a Ferrari. Felipe Massa que largara na pole e liderava a prova, e devido à entrada do Safety-Car, teve que também entrar nos boxes para antecipar sua parada, e conseqüentemente, houve o incidente da mangueira de reabastecimento, acabando com as possibilidades de vitória do piloto brasileiro na etapa, dificultando ainda mais, sua luta pelo título da temporada.



Montezemolo, é quem era para estar satisfeito com a justiça sendo feita e com o fato da exclusão do Briatore da categoria, vem com essa de politicamente correto.


Bernie Ecclestone que também andou defendendo o Briatore, disse que a punição dada ao italiano foi “Muito Dura”, - Eu até entendo, pela politicagem e pelo cinismo característico do dono da FOM.


Mas, do Presidente da Ferrari, foi demais!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Arrependimento e fim da linha


Só quem passou por uma situação limite na vida, sentindo que fez algo realmente grave e desejando de verdade se retratar entenderá as palavras de Nelsinho Piquet:


"Eu me arrependo amargamente das minhas ações ao seguir as ordens que me foram dadas. Desejo a cada dia que eu não tivesse feito isso".


"Estou aliviado que a investigação da FIA tenha sido concluída. Aqueles que hoje dirigem a equipe Renault tomaram a decisão, assim como eu fiz, de que é melhor que a verdade seja revelada, aceitando as consequências. A coisa mais positiva que surge por trazer isso à atenção da FIA é o fato de que nada similar vai acontecer novamente."


É. Sem cair na hipocrisia nem na odisséia do esquecimento público, Piquet Jr. terá um longo caminho pela frente. Embora a FIA tenha uma clara política pública de bate-assopra, as equipes e os pilotos terão que ser bem mais originais e mais obscuros se quiserem agir dessa forma de novo. A maioria das pessoas condenará com razão, mas hipocritamente os feitos do trio Piquet- Symonds- Briatore. Hipocritamente porque esquecerá no cotidiano suas próprias falhas, enxergando no espetáculo da desordem um refúgio psicologicamente seguro para as intempéries do dia-a-dia.


O esporte de alto rendimento guarda essa chave. A circularidade de seus acontecimentos, via internet a milhões de K--bites por segundo e a dureza de suas relações políticas e econômicas gera distúrbios consumidos e reconsumidos. Daniel Médici já o destacava com razão no seu Cadernos do Automobilismo. Entretanto, vale a seguinte ressalva de Piquet Jr para o episódio e a lembrança de que nós, embora sonhemos com algo assim, nem de longe estamos preparados para sua louca realidade...ser um piloto de F1:


"Não sei o quanto a minha explicação vai fazer as pessoas entenderem, porque para muitos ser um piloto de corrida é um privilégio fantástico, como foi para mim. Tudo o que posso dizer a você é que a minha situação na Renault se tornou um pesadelo"


"Tendo sonhado em ser um piloto de F1 e tendo trabalhado tão duro para chegar lá, me encontrei à mercê de Briatore. O seu verdadeiro caráter, que antes era conhecido apenas por aqueles que foram tratados assim no passado, agora foi revelado."


Para ele, no entanto, é saber de seu real poder de reação frente às sociedades que o acompanharam, e à sociedade que quer regressar...ele tem condições de "recomeçar"? Eu não me surpreenderia se sim, já que a categoria também é feita disso, e talvez isso nos seja a razão de tanto estranhamento e fascinação. Se eu fosse ele, lutaria ao máximo para conseguir voltar, e daria o máximo para mostrar serviço, se recebendo uma segunda chance. Talento ainda acho que tem, vale saber se tem força interna para tanto. Ele que o diz:


"Tive de aprender algumas difíceis lições nos últimos 12 meses e reconsiderar o que valioso na vida. O que não mudou foi o meu amor pela F1 e a fome de correr novamente. Percebi que tenho de começar minha carreira do zero. Só posso esperar que uma equipe reconheça o quanto eu estava sufocado na Renault e me dê uma oportunidade de mostrar o que prometi na minha carreira na F3 e na GP2."


Game is over. And GP2?

Briatore's over. Banido do esporte para todo o sempre, pode levar processo criminal na Inglaterra, não terá mais acesso ao paddock e ainda seus pilotos gerenciados por ele terão de romper contrato se quiserem renovar a super-licença. Perdeu muito mais do que poderia perder, e vai tarde. Só que também abocanhou muito mais do que deveria ter abocanhado, e isso o fará como uma sombra. O que podemos esperar agora da GP2? Briatore vende sua parte? Usa um terceiro nas negociações da categoria?
A GP2 ainda fará parte do consórcio Renault com a FIA?
Pat Symonds também sofreu punição, só que de 5 anos. Provavelmente fará outra coisa até lá. E voltará. Até o tosco do Gascoyne voltou, por quê ele não voltaria? Só se não quiser mais sujar sua imagem publicamente, embora sua imagem valha muito menos que qualquer um dos outros envolvidos.
A Renault, por sua vez, saiu quase ilesa. Suspensa sob a forma de sursis, ela só toma a punição de fato (por dois anos) se cometer outro ato falho. A FIA não poderia perder a Renault assim de graça, mas isto tem muito intermédio de Ecclestone. A F1 precisa da marca nem que seja pelos motores. Ele mesmo precisa dela para a GP2, ou pelo menos por enquanto. Sinceridade...? Esta categoria de acesso só tende a crescer e deveria imediatamente ser alvo de mais outras montadoras, fazendo uma mini- F1 e colocando seus pilotos de desenvolvimento no teste de fogo, uma categoria competitiva de acesso que vai engolir de vez a F2 em uns anos.



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Três polêmicas e um aniversário

O mundo da F1 foi assolado por três polêmicas bastante diferentes nestes últimos dias. Em ordem inversa de acidez:


A polêmica da batida:


Button, Grosjean, Hamilton e Alguersuari foram os quatro a sair na 1º volta, em decorrência de uma batida, no mínimo, curiosa. Para quem viu, ou teve até a oportunidade de rever (eu, por exemplo, gravo as corridas desde o começo deste ano) foi confuso saber como começou e o que aconteceu.
Muitos se ligam muito no que inicialmente vêem Galvão e cia, na transmissão global. Não os culpo. Nem de longe. Entretanto, o que parece é que seguiram a opinião global de que Grosjean bateu em Button, mesmo ele depois tendo indicado que foi Button quem passou atravessado e bateu em Grosjean e o tirou da pista.

O que vi foi um Button sair atravessado e bater na traseira de Grosjean, que sai da pista, e no embolo Alguersuari bate em Hamilton, que quase volta para a pista levando muita brita. E cada vez que olho mais estranho um fato: Button trepida antes de sair atravessado, e não dá muito claro para ver se Button é tocado por alguém ou é por causa da zebra, que é acentuada na hora.


Para quem viu a primeira corrida da GP2 neste fim de semana, viu como a curva que originou a batida foi palco de maior parte das saídas da corrida, sempre envolvendo dois carros. Sem batidas como causa da atravessada de um, mas sim a atravessada de um causando a batida. Ou ocasionadas com a errada na tomada da curva, passando direto, ou trepidando na zebra.

Pós-corrida, isso suscitou um debate em diversos blogs e sites especializados, como o F1 Around e o Grande Prêmio. Ora, e não é que a maioria indica (inclusive Alguersuari e Hamilton) que o culpado foi Grosjean. Este e Button trocaram acusações. Sabemos no entanto que metade das batidas envolvendo pilotos em uma corrida não é nada além de batidas casuais, com culpados de ambos os lados, ou seja, nenhum. Outros acidentais e outros mais nojentos, propositais, compoem o resto da estatística. Não me parece ser o caso.


Tendo em vista que boa parte do circuito, dos fãs e dos insiders não foi com a cara do "Salsicha" desde o começo, isso era previsível. Eu mesmo me incluo, mas creio que devemos dar o devido peso às coisas.


Quem será o piloto da Ferrari em Monza ao lado de Kimi?

Essa não é nem grave, mas causa um rumor e burburinho ensurdecedor. Quem será? Provavelmente amanhã saberemos, mas isso é imprevisível. Diversos nomes são diariamente apontados, pilotos que se escalam e outros que negam veementemente, embora desejem como nunca. De Piquet Jr a Fisichella, a escala aponta novatos que nunca colocaram os pés numa F1 neste ano, pilotos na mesma escala de tempo em defasagem como Villeneuve e Gené (embora fosse aposta mais justa que Badoer...), desempregados neste ano que conhecem o câmbio e o motor, como Bourdais, e o próprio Piquet, que está sendo o pivô da maior das polêmicas.

E, é claro, Fisichella e Alonso como os empregados que correm em outras equipes e são fortes indicados.

Alonso nega, nega, e tem razão em negar. Praticamente dado como certo próximo ano na Ferrari, a equipe certamente o anunciará em Monza. Com a certeza que Massa só vem (e vem mesmo na Ferrari em que Kimi mostra de novo porque é um campeão mundial?) ano que vem, Badoer praticamente está fora, e a equipe não quer passar vexame em Monza (ele quer, tá nem aí, aparentemente vale o risco), Alonso tem mais é que ficar calado e pilotar as últimas com a Renault e nunca mais voltar.


Fisico, com um carro melhor do que o normal, fez pole e chegou em segundo, e poderia ter vencido se a Ferrari que tanto quer não tivesse o kers. Não sei se ele teria condições de mostrar o mesmo nível de serviço próximas vezes, mas o que se viu foi que um cara motivado e com um carro bom pode fazer até milagres. Ele só tem um certo problema: Badoer pega o beco ano que vem nos testes, e aí a vaga tranquilamente seria dele, Fisico. Entretanto, ser piloto de testes na Ferrari não vale a pena se você ainda tem a chance de correr e o quer. E não tenham dúvidas que a Force India olhou com novos olhos o italiano depois de Spa. Sutil é que deve começar a se preocupar. A incógnita no cockpit da Force India próximo ano é Bruno Senna. Desta forma, Fisico não é tanto um nome tão sério para o cockpit da Ferrari próximo GP por causa disso, mas ainda é o nome a ser debatido.

E Bad-oer? Melhorou significativamente em Spa. Pode até melhorar em Monza... ainda dá p/ botar fé que ele continua pelo menos em Monza. O mais certo é que seja um italiano, por razões óbvias? Errado, os italianos não são tão nacionalistas como se pode pensar, e é a própria História daquele país que não me desmente, com uma formação segregada até meados do XIX e que ainda guarda resquícios disso no tocante às províncias e regiões que ainda mantém dialetos locais, como na Espanha, Bélgica e Suíça.




Renault-gate?




Essa é escabrosa...a mais perigosa e mais nociva possível. E a que mais tem possibilidade de não dar em nada, embora tenha o igual potencial em ser Fogo-perpétuo.




Briatore não é coelhinho da páscoa. Não é santo nem nunca foi. É um gangster de alto calibre e não mede esforços para vencer nos negócios. Tem uma reportagem legal da Globo no seu site que dá um histórico na carreira de Briatore. Eis a tal reportagem:




A polêmica todos já acompanharam, mas só um resumo: Piquetzinho teria batido de propósito, por ordem da equipe, em uma zona certa de causar entrada do safety-car, para favorecer a Alonso, já que este estava com uma estratégia arrojada e seria favorecido assim pela batida.


Tirando a gravidade disso, e a dificuldade de se operar tal coisa, como um acordo prévio de códigos para o rádio, uma previsão que essa possibilidade era plausível e o consentimento dos Piquet, com alguma ameaça de quebra de contrato e etc ao quadrado...fora, óbvio, o aval de Alonso. Ou algém acha que iriam deixar Alonsito fora dos "babados"...há!


Os condicionantes favoráveis À merda ocorrer são:

- Na F1 não há tolos, a vitória interessaria muito para manter Alonso na equipe em 2009 e sem dúvida mostrar aos executivos da Renault bons resultados (que conseguiram em outra vitória, no Japão, fora o 2º lugar no Brasil).

- Briatore seria sim capaz disso.

- Piquet precisava demonstrar lealdade à equipe e ao Briatore para se manter na categoria neste ano, 2009. E obviamente deu errado.

- O acidente foi estranho. E mais estranha foi a calma de Piquet no rádio na hora da batida.
Os condicionantes contrários são:

- Os Piquet não são tolos: fazer isso ...alguma hora seriam descobertos e manchariam o nome Piquet na categoria e muito mais, dariam possibilidades mínimas de atrair patrocínios e equipes para o Jr.

- naquela curva, as ondulações não perdoam. E Piquet quase fazia merda no aquecimento dos pneus na volta de apresentação aparentemente na mesma curva. Por estar mais lento, conseguiu segurar.

- fazer uma operação dessas é arriscada demais e Briatore arriscaria demais o pescoço seu e de muitos no negócio.


E aí? O que vcs acham? Comentem, opinem, discordem de mim!

Ps: de quem é o aniversário? Deste que vos fala. 21 anos de muita vontade de vencer na vida, mostrar meu potencial e de quem sabe andar no Kart. Na dúvida, sou o menininho da direita. No carro, estava um colega de sala. Descobri que meu pai ainda tem uma foto minha neste carro. Vou ver se consigo em breve arrancá-la dele (hehe) e escanea-la. Até breve!


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Comentando as diversas notícias que circularam de ontem para hoje

Um pequeno giro pelas principais notícias que abalaram (ou não) o mundo da F1 de ontem para hoje:
A roda e a mola, e o enterro de Surtees
Paulo Speeder fez um comentário acerca do enterro de Surtees e das investigações da FIA para saber tanto das causas do soltamento da roda de Jack Clarke, que teria se soltado facilmente em um acidente não tão veloz assim; e sobre as causas do soltamento da mola da suspensão de Rubens Barrichello.
-Aparentemente o mais confuso seja o da mola, que atingiu a Felipe Massa. O quê teria causado essa soltura, já que Rubens não saíra da pista nem na sexta nem no sábado, e que o carro já balançava estranhamente desde o início das atividades na Hungria, e que ninguém conseguia identificar o motivo até que este se revelara abruptamente? Negligência? Algo que possa se repetir em outro carro futuramente? Algo no transporte do carro até o circuito? Sabotagem?
- O caso da roda é o mais polêmico, porque além de ter causado uma morte, além de ter envolvido o jovem filho de um campeão mundial do passado, ocorreu com uma estranheza apontada por todos no automobilismo: a roda se soltou com muita facilidade. Para além do acidente em si, o velho debate pela segurança na prensa das rodas.
O teste de Grosjean e a iminente saída de Nelsinho Piquet
Esse eu vi no F1 Around . O teste, em linha reta, serviu como uma ambientação do franco-suíço a um carro de F1, e isso por si só indica muito do tenso clima entre a família Piquet e Mad-Briatore. Estas relações, tensas desde o ano passado e que se intensificaram nos últimos meses, com os maus resultados de Piquet Jr, e pareceram piores ao se comparar com Alonso.
- Nelson-pai se arma com um dossiê pronto para sair a cada instante, que Briatore resolver pôr fim ao clima e colocar Grosjean numa berlinda bem diferente de Alguersuari, já que ele teria hipoteticamente uma vaga garantida próximo ano, com pai advogado da Renault, e sendo o queridinho da torcida francesa ávida por um piloto "local" (o piloto é suíço, mas com inscrição francesa na FIA).
O dossiê facilmente mostraria que em boa parte do ano, Piquet nunca teve um carro no mesmo nível que o do companheiro favorecido, sendo assim irreal compará-los, mesmo sabendo que dificilmente os dois andariam no mesmo nível todo o tempo (Alonso é osso-duro de roer para qualquer um no grid)
-A grande torcida por um péssimo rendimento de Grosjean, inclusive de quem aqui escreve, é bem fundamentada:
  • Nelsinho tem talento suficiente para obter melhores resultados em outra equipe. Não é o melhor do grid, nem é sensacional, mas a pressão exercida pelo Briatore é cruel e desigual, e ele vive um péssimo clima dentro da equipe.
  • Briatore é nojento e tem o desafeto de muitos, por "n" razões, mas especificamente nesse caso o fato de ser truculento com seus funcionários e de claramente preterir certos sujeitos a outros por puros interesses comerciais. Um mau rendimento de Grosjean seria ótimo para quebrar a cara do mafioso italiano.
  • Grosjean se acha demais, e é claramente protegido na GP2, de propriedade de Briatore. O piloto até tem talento, mas é irregular, inconstante, e não fez realmente o suficiente por merecer estar num cockpit da F1.

Piquet tem chances de estar num Williams próximo ano, e a família já declaramente conversou com Frank para ver as possibilidades. Resta saber se Rosberg realmente sai de lá, e se a equipe se livra de Nakajima. Além disso, o ótimo rendimento de Nick Hulkenberg nesta temporada, aliado ao poderoso empresário Willi Weber, o mesmo que gerencia a carreira de Schumacher, pode dificultar esse empreendimento.

A preparação de Schumacher e a recuperação rápida de Massa

Esse eu vi em tantos lugares que nem vale a pena citar. Schumacher se prepara avidamente para conseguir estar em condições mínimas de correr em Valência, daqui a três semanas. O perfeccionismo característico do heptacampeão, que prova sua competência, em se preparar para as duras condições da F1, pode ser válido para todo o resto da temporada de 2009.Inclusive, por falta de testes no F-60, o piloto se prepara nos simuladores para ter amplo conhecimento da pista e das configurações do carro, coisa que apenas estando a par dos dados não seria suficiente.

Massa ainda se recupera, e mesmo sendo superveloz, essa recuperação não será suficiente nem indicável para o brasileiro estar no cockpit na Espanha. Eu acho que Massa teria condições, no decorrer de sua recuperação, para estar nas três últimas provas da temporada, mas muitos torcem por observar por mais tempo combates antigos (Barrichello, Button, Alonso, Webber e Raikkonen) e novos (Hamilton, Vettel e Rosberg).

Vale lembrar que, quanto mais rápido Massa se recuperar, mais serão sua condições de estar no cockpit da Ferrari ano que vem e melhor seu rendimento em 2010, pelo tempo de ausência dentro de um cockpit.

Espero que tenham gostado dos comentários...comentem!

domingo, 26 de julho de 2009

Punição e não-punição

Punido
Merecidamente, a Renaut foi punida, com a suspenção de uma corrida, o próximo GP em Valência, na Espanha, que atende pelo nome de GP da Europa.
A roda se soltou após uma péssima troca de pneus, ao não apertar corretamente a roda, causando a saída da calota, e consequentemente da própria roda em instantes. E isso em corrida, com Alonso se arrastando para os boxes, tentar trocar e fazer um milagre, voltar com uma volta de atraso e por fim, ser recolhido e ter sua corrida que muito prometia, estragada pelo erro da equipe.
A punição se deve muito pela imprudência, em momentos de crise na segurança das categorias máximas do automobilismo, com os acidentes da F-Indy, a morte de Henry Surtees no domingo passado, dia 19, e do grave acidente de Felipe Massa ontem. Aliás, a morte de Surtees aconteceu porque justamente uma roda que saiu do carro de Clarke e atingiu a cabeça do britânico de 18 anos apenas.
Além disso, a equipe Renault deveria ter impedido Alonso de sair dos pits. já que era evidente que a roda havia sido mal-colocada.
Não acho que a punição deveria ser somente para Alonso, pois o piloto, mesmo tendo sido imprudente ao sair, tentou fazer o máximo possível para se manter na corrida, o que acredito ser muito justo, ainda mais pelas chances que tinha.
O curioso, se é que há curiosidade nisso, é que daqui a 4 semanas só teremos 1 piloto brasileiro na pista, que é Rubens Barrichello. Não se sabia antes se Piquet correria em Valência...e ainda não é certo, já que a Renault, dia 23 de agosto, recorre da decisão. O outro seria justamente Felipe Massa, mas este infelizmente não estará pronto para correr à tempo, já que nem se sabe se vai correr ainda nesta temporada (torcemos, entretanto, que o piloto se recupere logo e corra assim que estiver em condições seguras).
Correr com apenas um piloto brasileiro é algo que a F1 há muito tempo, desde os anos 70, não acontecia.
Não-Punido
Kimi Raikkonen não foi punido pelos diversos choques que causou na largada, alguns até grosseiros. Nesta temporada, por sinal, Raikkonen foi diversas vezes protagonista de choques em 1ª volta, fato que já recebeu piadas mundo afora, fazendo sarro com sua fama de beberrão.
Merecia? Cremos que sim, já que acidentes similares causaram punições. A FIA não tem critérios claros e objetivos para essas punições, e certamente o peso político da Ferrari e um medo certo de haver confusões com a scuderia neste momento de impasse e possível acordo entre a FIA, a FOTA capitaneada pela Ferrari e a FOM agiram nesta não-punição. Eu pessoamente acho que toques são parte da corrida, e até mostra de arrojo e combatividade dos pilotos, mas não feitos de forma desleal ou grosseira, como a que foi feita pelo vencedor da Alemanha, Webber.
Não acho que Kimi tenha sido desleal, mas sem dúvida foi muito imprudente e irresponsável, podendo ter acabado com sua corrida e causando o abandono de Vettel.
Um exemplo de corrida saudável foi feita por Villeneuve e Arnoux, que lado a lado se tocaram e protagonizaram a mais emocionante disputa de posições do século XX, mas com toda a esportividade necessária e sem deslealdade.
Amanhã ou terça posto algo sobre "bolhas de proteção estilo aviões-caça" para os carros de F1. Acredito ser algo instigante para debater... e aí, o que acharam da punição à Renault e a não-punição ao Kimi? Comentem!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A primeira cabeça cai. Quem mais o acompanhará?

Muitos foram os apontados como possíveis demitidos ao longo da temporada 2009. O mais na berlinda sempre foi Sébastian Bourdais, na sofrível STR desse ano. Outros eram quase tão prováveis quanto o francês, como Nelsinho Piquet e Kazuki Nakajima. Outros improváveis, dependendo da situação, eram apontados, como Rubens Barrichello e Heikki Kovalainen.
Excetuando Nakajima, que não sairá de forma alguma, enquanto a Toyota for a fornecedora de motores para a Williams, tendo, nenhum desses tinha garantias de permanecer nas suas equipes ou até mesmo na F1, salvo seus contratos.
E, tirando Barrichello, que faz uma temporada irregular, mas com bons momentos, além de ser o topo da pirâmide no acerto dos carros da Brawn, principalmente quando se observa toda vida Jenson Button na carona dos acertos, das escolhas de pneu e de até estratégias momentâneas, quando são úteis, todos os outros não fizeram muita coisa por suas equipes.

Pois bem, foi anunciado o fim temporário (ainda não há como se dizer permanente, mas...) da carreira de 1 ano e meio de Bourdais da F1. Entre 2008 e 2009, o francês angariou 6 pontos, sempre atrás de seus companheiros de equipe, e sempre reclamando do carro, das condições, sempre aborrecido em 27 Gps, com melhores lugares obtidos dois 7ºs lugares, todos em 2008.
Foi extraordinário na Champ Car, com um Tetra Campeonato, mas nunca se deu bem com o tamanho dos pneus e a forma de dirigir na F1; sempre foi bem nos ovais. Essa é a verdade: o francês tem talento, mas para outras formas de dirigir.

Minha sincera opinião: foi até bom que saísse agora, e tivesse a oportunidade de sair o quanto antes do maior constrangimento em torno de seu nome, o que não ajudaria em nada se ficasse até o fim da temporada. Agora tem tempo de sobra para tentar outra categoria mais apropriada para seu estilo de pilotar, onde fosse melhor valorizado. A F1 rapidamente o esquecerá, o que cai até como uma luva.

A semana começou recheada de hipóteses e teorias da conspiração, com a inserção de novas equipes somada à especulação de novos pilotos que poderiam entrar e pilotos demitidos. Nenhuma foi tão polêmica quanto a de Piquet Jr. Anunciado sua saída por um patético Galvão Bueno (eu prometo um post sobre ele em muito breve), desmentiu em seu Twitter a demissão, mas o chefe nunca lhe dá garantias. As especulações de sua saída são ainda mais impactantes por duas razões:
- Raramente teve o mesmo carro com as mesmas condições que Alonso, não só neste, mas no ano passado também.
- O nome é um peso, tanto para ficar, quanto para ir embora. O pai sempre que pode intervem, o rendimento ano passado era explicado por N fatores, desde extra-pressão por ser filho de um tri-campeão e um dos melhores da F1 de todos os tempos.

Piquet nunca teve uma boa classificação, e curiosamente era sua marca nas categorias de base: muitas poles. Passou a ter um bom rendimento nas corridas, com pilotagens até arrojadas algumas vezes, e em outras vezes tímidas, que raramente o rendiam pontos (nenhum nesta temporada). 19 pontos na 1ª temporada e a promessa de ter mais participação em 2009, o que não ocorreu, participando menos nos treinos da pré-temporada e no acerto do carro.

Minha sincera opinião: não o acho ruim, mas nunca fez grandes coisas. Nunca teve carro para tanto, tem um companheiro de equipe que é excelente piloto, bicampeão mundial e com toda a desvantagem de depender desse bicampeão para se acertar na corrida e ter que esperar as peças quem sempre vão primeiro para o tal bicampeão.
Hungria chega entre os dias 24 e 26: hora de usar as novas peças prometidas, hora de tentar provar algo a mais, pois mesmo achando que ele se mantém até o fim do ano na Renault, tem que fazer o máximo para chamar a atenção para outra equipe para 2010, angariando experiência em lidar com o talvez pior chefe de equipe possível, o "louco" Briatore. Tarefa nada fácil.

E por fim, deixar claro que, nesse jogo de especulações para o ano que vem, sempre lembrando que estamos na "silly season", tempo literalmente tolo de especulações sem base, não adiantará afirmar, negar, ou descartar nada até 2ª ordem.
Alguém tem dúvidas que será Jaime Alguersuari o novo piloto da STR, a única equipe a se modificar totalmente em 2009? Esse ou é muito sortudo, ou muito azarado, pois para mim, a STR é um barco muito furado no momento.