Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Eis a Ferrari F150


A Ferrari apresentou hoje em Maranello o carro base de 2011, pois, ainda há algumas novidades a serem promovidas, trabalhadas e implantadas no bólido, até o início do Mundial, no Bahrein, em 13/03. Apesar de o desenho parecer conservador, o carro é muito bonito e imponente.


O F150 traz muitas semelhanças com seus antecessores. Na dianteira um aparente bico fino como na F60, entretanto, mais alto com relação ao carro de 2010, não por acaso semelhante aos da Red Bull e McLaren. A asa frontal é praticamente a mesma da F10, com novas entradas de ar para os radiadores.  Mas as maiores mudanças visíveis estão na parte traseira, mais esguia, elegante e sem a bigorna, além de uma nova suspensão. Não há mais difusor duplo, nem o F-duct que foram banidos.


O entre-eixos está mais curto o que deve melhorar o desempenho em pistas mais travadas. O KERS está de volta, lembre-se que a FIA aumentou o peso mínimo dos carros para 640 kg, as baterias foram colocadas próximas ao tanque de combustível. 


Quanto ao layout, poucas mudanças. O novo logotipo da equipe que faz uma homenagem a Marlboro que ainda patrocina a equipe, criado depois que chiaram com o código de barras no ano passado. O branco da Santander nas asas. Detalhes amarelos da logomarca da Ferrari, da Shell e da Pirelli, além das cores da bandeira da Itália nos flaps e na asa traseira.  


A badalada apresentação do carro contou com discursos otimistas, com Luca di Montezemolo cobrando mais uma vez os títulos. Stefano Domenicali focando no trabalho e elogiando sua dupla de pilotos. O carro já foi para a pista com Fernando Alonso ao volante em Fiorano.


Especificações Técnicas:


  • Chassi: Fibra de carbono com estrutura em forma de colméia;
  • Câmbio: Ferrari longitudinal, semiautomático, sequencial, controlado eletronicamente com sete marchas mais ré com diferencial limitado;
  • Freios: Brembo ventilados, construídos em fibra de carbono;
  • Suspensão independente, push-rod ativado com barras de torsão nas quatro rodas;
  • Peso com água, fluídos e piloto: 640 kg;
  • Rodas: BBS de 13”
  • KERS: Ferrari

Motor:



  • Tipo: 056;
  • Número de cilindros: oito;
  • Bloco de cilindros em alumínio em V no ângulo de 90º;
  • 32 válvulas;
  • Distribuição pneumática;
  • Deslocamento total: 2.398 cm³;
  • Largura do pistão: 98 mm;
  • Peso: 95 kg;
  • Injeção e ignição eletrônica;
  • Combustível e lubrificantes: Shell;


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Início da Era Alonso: Ferrari


Você já sabe que a Ferrari antecipou a chegada de Fernando Alonso ao time em um ano, com a dispensa de Kimi Raikkonen! Pois, hoje vejo que o espanhol chegou com alguns anos de atraso à Maranello... Nunca vi piloto e equipe combinarem tanto.


A equipe italiana viveu um dos seus piores campeonatos em 2009, com um carro ruim e difícil de pilotar, e ainda teve o grave acidente de Felipe Massa na Hungria. Tanto que a equipe esqueceu o projeto F-60 muito antes de o campeonato terminar, e passou a se concentrar no carro de 2010. Nos bastidores era costurada a saída de Kimi Raikkonen para chegada de Fernando Alonso.


A F-10 se mostrou um bólido superior ao seu antecessor logo de cara, mas precisava de mais desenvolvimento para encarar as rivais. Alonso “vestiu” o F-10 como se fosse feito para ele, mesmo sem participar do desenvolvimento do mesmo, no início. Felipe Massa até adaptou bem ao carro, mas não aos pneus dianteiros mais estreitos e o problema em aquecê-los.





A Ferrari começou a temporada com sorte, devido aos problemas mecânicos na Red Bull de Vettel, proporcionou aos vermelhos uma dobradinha no Bahrein com a primeira vitória de Fernando Alonso na sua estréia pela escuderia. Nas etapas seguintes foi a Ferrari que apresentou problemas de confiabilidade, principalmente, no motor. Depois ficou claro que o carro da equipe não seria páreo para F-duct da McLaren e o difusor-escapamento da Red Bull. Tanto que a Ferrari teve que correr atrás para implementar esses artifícios no seu bólido. Até a gravação de uma campanha publicitária foi usada pela pelos italianos, burlando o regulamento, para se ter uma melhor avaliação sobre seu pacote de mudanças.


E as atualizações deram certo, aliado aos novos pacotes aerodinâmicos, o carro voltou a ser competitivo a partir do GP da Alemanha, onde foram dominantes. A equipe teve uma nova dobradinha, mas a ordem explícita para troca de posições entre Fernando e Felipe, dando a vitória ao espanhol, jogou novamente a equipe de Enzo contra a opinião pública. Entretanto, a partir daí vimos um crescimento espetacular de Alonso no campeonato, que chegou a última etapa como líder e precisando apenas de um pódio para se sagrar tricampeão.




A final em Abu Dhabi reservou muitas surpresas. A Ferrari sabia que não conseguiria superar a Red Bull em condições normais, mas bastaria um terceiro lugar para Alonso, independente de uma vitória de Webber ou Vettel. Todavia, os italianos não contavam com o ótimo rendimento da McLaren naquele fim de semana. Aliado a um erro estratégico na corrida que jogou Fernando para trás, após anteciparem seu pit-stop, ficando preso trás de carros mais lentos, em um circuito travado que não permite ultrapassagens. Com isso, o asturiano acabou em sétimo, atrás de Petrov e viu Sebastian Vettel se tornar o mais jovem campeão da história.


Para 2011, a Ferrari passará se concentrar ainda mais em Fernando Alonso, e o próximo bólido da equipe será moldado ao seu gosto. A Scuderia Rossa sentia falta de um piloto centralizador, um líder, como é Schumacher. Kimi e Felipe não foram aprovados para essa tarefa. Fernando Alonso foi o escolhido para desempenhar tal função. E em seu primeiro ano com os italianos, o Bicampeão se saiu melhor que a encomenda.

  • Posição: 3º
  • Pontos: 396
  • Vitórias: 5
  • Pole Positions: 2
  • Pódios: 15
  • Melhores Voltas: 5
  • Voltas na liderança: 168


Seus Pilotos:


7. Felipe Massa



O brasileiro estava confiante para temporada 2010, plenamente recuperado do grave acidente na Hungria 2009. Nem mesmo com a chegada de Alonso ao time parecia preocupar-lhe. Esperávamos uma boa disputa entre ambos, mas o espanhol o superou e ganhou a Ferrari. Restou a Massa o papel de coadjuvante, das três equipes que lutaram pelo título, ele foi o único piloto que não venceu. Agora é Massa que tem surpreender a Ferrari mais uma vez em 2011.

  • Posição: 6º
  • Pontos: 144
  • Pódios: 5
  • Voltas na liderança: 42

8. Fernando Alonso



Dono de uma autoconfiança incrível, marrento, cínico, político, egocêntrico e talentoso. Mesmo sendo vice, Fernando Alonso se fortaleceu em 2010 como o melhor piloto da atualidade. Nem o episódio na Alemanha o abateu, pelo contrário o motivou mais. Chamou a responsabilidade para si, e só não faturou o título por detalhes. Claro que também cometeu erros bobos, no início do campeonato, principalmente, por tentar andar mais do que o carro. Entretanto, seu maior desafio foi alcançado, conquistou a confiança e os corações dos ferraristas, de tal forma, que já compete contra Gilles Villeneuve na preferência dos Tifosi. 2010 foi apenas o primeiro ano dessa união que já deu certo...
  • Posição: 2º
  • Pontos: 252
  • Vitórias: 5
  • Pole Positions: 2
  • Pódios: 10
  • Melhores Voltas: 5
  • Voltas na liderança: 126

domingo, 26 de setembro de 2010

Grande Prêmio de Cingapura 2010.


Na corrida mais estilosa da temporada, nada de chuva durante a prova como muitos pregaram nos dias que antecederam a etapa noturna na Ásia. Início da reta final do campeonato com Fernando Alonso, da Ferrari vencendo pela segunda vez em Marina Bay, desta vez sem polêmicas.


Segunda vitória consecutiva de Fernando Alonso, com pole position e volta mais rápida, subindo para a vice-liderança do campeonato. O espanhol soube aproveitar muito bem essas duas corridas em que a Ferrari esteve muito competitiva, mas deverá ter um pouco mais de dificuldade daqui para frente, pois terá que lidar com um meticuloso revezamento de seus motores, já que, é o único dos cinco pilotos que brigam pelo campeonato que já usou o oitavo motor.


Se Alonso nas duas últimas corridas fez 50 pontos, Lewis Hamilton fez 0. Com um desempenho aquém do esperado, a McLaren não foi páreo para os carros da Red Bull e Ferrari no circuito de rua. Na relargada, após o segundo Safety Car, Lewis tentou dar o bote por fora sobre Mark Webber que tinha alguns retardatários no caminho, porém o australiano estava por dentro e manteve sua trajetória com ambos se tocando. Pior para Lewis que novamente abandona, caindo para terceiro no campeonato, e permitindo a aproximação de Vettel e Button.


Sebastian Vettel fez uma corrida burocrática, mas sem erros. A Red Bull poderia ter mantido o piloto alemão mais uma volta na pista durante o pit-stop de Alonso, mas resolveram trazê-lo para os boxes no mesmo instante. Se apostaram em uma possível ultrapassagem de Vettel sobre Alonso, apostaram errado, pois o alemão ainda não é um especialista no assunto.


Mark Webber fez uma corrida tática para marcar a maior quantidade de pontos possíveis e deu certo. Parou para troca obrigatória de pneus na intervenção do primeiro safety Car e foi até o fim, ganhando posições na pista com boas ultrapassagens e com as paradas obrigatórias nos boxes dos outros pilotos que iam à sua frente até finalizar em terceiro, ampliando sua vantagem na liderança.


Jenson Button, na dele, vai marcando pontos importantes que o mantém vivo na briga pelo título. Apesar do mau aproveitamento nas classificações e de duas infelicidades em Mônaco e na Bélgica. Jenson é incrivelmente constante nas corridas e deveria está mais à frente no campeonato. Entretanto, a McLaren atualmente é a terceira força do campeonato, e isso pode pesar nas pretensões dos ingleses.


Outros destaques:


Nico Rosberg novamente salvando a esquadra alemã em quinto. Rubens Barrichello de contrato renovado com a Williams em sexto. Felipe Massa que partiu do último lugar para marcar dois pontos, mas definitivamente, daqui para frente será escudeiro de Fernando.


Robert Kubica deu um show nas voltas finais, obrigado a parar no pit por um furo no pneu, caiu para décimo segundo, entretanto, com pneus novos não tomou conhecimento de quem estava na sua frente e foi o autor de arrojadas ultrapassagens, finalizando em sétimo.


Michael Schumacher teve um arranca rabo com os carros de Peter Sauber. Primeiro foi empurrado por Kobayashi, e depois revidou em Heidfeld que está de volta à Fórmula-1 como titular. Timo Glock, da Virgin chegou andar em décimo lugar após a saída do primeiro Safety Car, segurando por um bom tempo carros mais rápidos.


Adrian Sutil, da Force India foi punido com acréscimo de 20 segundos no seu tempo final por ter ganhado a posição de Nick Heidfeld cortando uma chicane na primeira volta.


Resultado Final Atualizado:

1°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1h57min53s579 (61 voltas)
2°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), a 0.293
3°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), a 29.141
4°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 30.384
5°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 49.394
6°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), a 56.101
7°. Robert Kubica (POL/Renault), a 1.26.559
8°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1.53.297
9°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), a 1.52.416* (Punido)
10°. Nico Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), a 1.52.791* (Punido)

Não Pontuaram:

11°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1 volta
12°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), a 1 volta
13°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 1 volta
14°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), a 1 volta
15°. Lucas di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), a 2 voltas
16°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), a 3 voltas

Não Concluíram:

17°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), (51 voltas)
18°. Nick Heidfeld (GER/BMW Sauber Ferrari), (35)
19°. Lewis Hamilton (ING/McLaren Mercedes-Benz), (34)
20º. Christian Klien (AUT/Hispania Cosworth), (30)
21°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), (29)
22°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), (28)
23°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), (26)
24º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), (1)

Melhor Volta:

Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.47.976 (Volta 58)

domingo, 12 de setembro de 2010

Grande Prêmio do GP da Itália 2010.


Repetindo Michael Schumacher em 1996, Fernando Alonso vence em Monza de primeira em sua temporada de estréia pela equipe Ferrari. Além da vitória o espanhol assinalou a pole position e melhor volta.

Na largada, Jenson Button partiu muito bem, deu o bote em Alonso e assumiu a liderança. Fernando por sua vez teve que se defender de Felipe Massa, aonde chegaram a dividir curvas, até, Fernando Alonso prevalecer na segunda chicane. Lewis Hamilton o então líder do campeonato já vinha em quarto atrás das Ferraris, mas se afobou e tentou passar Massa na mesma segunda chicane. Houve um toque entre os dois com Hamilton quebrando a suspensão dianteira, e saindo da pista logo depois.

Jenson Button não teve vida fácil, utilizando maior carga aerodinâmica não conseguiu abrir vantagem suficiente para Alonso, ficou na liderança até parada nos boxes, quando finalmente Fernando conseguiu superá-lo com um trabalho mais eficiente da Ferrari. Enquanto Massa manteve a terceira posição.

Sebastian Vettel fez uma estratégia diferente dos demais e só entrou para sua parada obrigatória na penúltima volta, finalizando em quarto. Nico Rosberg que largou muito bem chegou em quinto. Mark Webber que largou mal, e foi quem mais teve trabalho para recuperar posições e foi o que fez efetivamente ultrapassagens. Duelou com Kubica e Hulkenberg para chegar no sexto lugar, e assim, assumir novamente a liderança do campeonato. Completaram os dez primeiros Michael Schumacher e Rubens Barrichello em nono e décimo respectivamente.

Com o abandono de Hamilton e com Webber finalizando apenas na sexta posição. Os três pilotos que não haviam pontuado na Bélgica reacenderam suas chances na luta pelo título: Fernando Alonso, Jenson Button e Sebastian Vettel se deram muito bem na Itália que encerrou a fase européia do campeonato.

Resultado Final:

1°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1h16min24s572 (53 voltas)
2°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 2.938 (53)
3°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 4.223 (53)
4°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), a 28.193 (53)
5°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 29.942 (53)
6°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), a 31.276 (53)
7°. Nico Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), a 32.812 (53)
8°. Robert Kubica (POL/Renault), a 34.028 (53)
9°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 44.948 (53)
10°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), a 1.04.200 (53)

Não Pontuaram:

11°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), a 1.05.00 (53)
12°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), a 1.06.100 (53)
13°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1.18.900 (53)
14°. Pedro de La Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta (52)
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), a 1 volta (52)
16°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), a 1 volta (52)
17°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), a 2 voltas (51)
18°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), a 2 voltas (51)
19°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), a 2 voltas (51)
20º. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), a 2 voltas (51)

Não Concluíram:

21°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), (47 voltas)
22°. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), (12)
23°. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), (1)
24°. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), (1)

Melhor Volta:

Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.24.139 (Volta 52)

sábado, 11 de setembro de 2010

Treino Classificatório do GP da Itália 2010.


A Ferrari não fazia uma pole desde o GP do Brasil de 2008 com Felipe Massa. Fernando Alonso não fazia uma pole desde o GP da Hungria de 2009. Mas hoje isso foi quebrado pelo espanhol que largará na posição de honra em sua primeira corrida pela Ferrari diante dos “tifosi”.


A Ferrari é a segunda equipe no ano que consegue quebrar a seqüência de poles da Red Bull. Fernando Alonso assinou sua 19ª pole position na carreira com uma volta avassaladora em sua primeira tentativa no Q3. Aliás, a equipe italiana andou muito bem, já que joga suas últimas fichas pela briga do campeonato de 2010. Felipe Massa ainda com dificuldade em aquecer os pneus, ficou com o terceiro tempo. O atual líder do campeonato Lewis Hamilton, e outrora favorito para pole, largará apenas da quinta posição. Hamilton que optou em remover F-duto para ter menos downforce começou muito bem no Q1 e Q2, mas no Q3 o dispositivo fez falta.


Já na McLaren de Jenson Button, o dispositivo foi mantido, o atual campeão optou acertadamente na manutenção do duto e foi quem mais se aproximou de Alonso. Button que pela primeira vez no ano ficou entre os três primeiros na classificação e deve ser o maior adversário da Ferrari na corrida.


A Red Bull fez o que pôde, tem o melhor carro, mas faltou um pouco mais de potência nos motores Renault, principalmente em um circuito velocíssimo como Monza. A equipe austríaca ficou de fora da primeira fila pela primeira vez no ano. O atual vice-líder Mark Webber ainda conseguiu superar a McLaren de Hamilton, e parte da quarta posição. Sebastian Vettel ficou com o sexto tempo, e espera-se que não apronte logo na largada.


Williams foi muito bem com seus dois pilotos no Top 10 com Nicolas em oitavo e Rubens fechando o Q3. Nico Rosberg da Mercedes-Benz com um ótimo sétimo lugar. Robert Kubica da Renault, assim como a Red Bull careceu de potência, parte do nono posto.


A Force India ficou devendo! A perda de parte do seu staff de engenheiros, acrescido de um mau momento financeiro, ao que parece, minaram as atualizações no carro. Adrian Sutil ficou pelo Q2, já Liuzzi só pôde andar três voltas. Michael Schumacher retorna à Monza, onde havia anunciado sua primeira aposentadoria em 2006. Ficou com o décimo segundo posto.


As punições de hoje foram para Timo Glock, da Virgin e Vitaly Petrov, da Renault. Ambos perderam cinco posições no grid. Glock pela equipe ter aberto a caixa de câmbio para trocar o diferencial, e o russo por ter bloqueado o mesmo Glock logo no início de treino.


Grid de largada:

Q3

1°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.21.962 (23 voltas)
2°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.22.084 (21)
3°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.22.293 (25)
4°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), 1.22.433 (26)
5°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.22.623 (17)
6°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.22.675 (23)
7°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.23.027 (23)
8°. Nico Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), 1.23.037 (23)
9°. Robert Kubica (POL/Renault), 1.23.039 (18)
10°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), 1.23.328 (26)

Q2

11°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 1.23.199 (16)
12°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.23.388 (19)
13°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), 1.23.659 (17)
14°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), 1.23.681 (19)
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 1.23.919 (19)
16°. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), 1.24.044 (16)
17°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), 1.25.540 (10)

Q1

18°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), 1.25.742 (11)
19º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1.25.774 (3)
20°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1.23.819 (17) Punido + 5
21°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), 1.25.974 (11)
22°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), 1.26.847 (10)
23°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), 1.27.020 (11)
24°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), 1.25.934 (10) Punido + 5

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O preço que se paga às vezes é alto demais

Vi o treino e vi a corrida. Não vou criar uma overdose de palavras sobre o mais do mesmo. Muitos por aí deram seu recado. Eu mesmo dei alguns pitacos em comentários em outros blogs só pelo que tinha lido. E vi o retrato fiel. Confesso que o sentimento foi de...constrangimento.

Em Spielber, 2002, a Ferrari havia historicamente se autofagocitado da F1. Involuiu. Pagou um mico homérico. Sujou a carreira de um piloto já muito malhado pela imprensa conterrânea e sujou a reputação de um campeão controverso. Num país de mesma língua, oito anos depois, sujou uma carreira de altos e baixos, mas sem perseguição de imprensa, e sujou a reputação de um piloto campeão, mas controverso.

Schumacher em sua carreira fez mais controvérsias, Alonso botou mais fogo no circo. Outros campeões foram assim controversos, assim favorecidos pelo tal do jogo de equipe. Corpóreo, nocivo, mas altamente defendido pelo status quo de uma categoria essencialmente capitalista, corporativista- uma excrescência do capitalismo atual. Jogo de cena, rádio revelador. Nada mais contraditório...mas a vida é contraditória. Nossas trajetórias são contraditórias, então nos chocamos com a contradição dos outros.

E ainda sim temos que nos indignar.

Barrichello 8 anos depois mostra sua indignação de maneira sutil, e revela o passado num futuro com a mesma peculiaridade de um historiador: a escrita, a fala, sobre o passado, é fruto de seu tempo. O revisto, cortesia da mesma Ferrari, é revelador. A equipe, o negócio, o patrocinador, o investimento, são os donos. O esporte é um aspecto superficial. Deu pensando em receber, e em troca recebeu mais cobranças, mais jogo de equipe.Não tinha mais carro, ficou no mesmo. Errou, sentiu que não dava mais, viu que assim jamais seria campeão. Seus admiradores e torcedores, seus fãs..sua imagem em frangalhos.

Felipe Massa, na efeméride recente, no luto pelo tio, virou de si mesmo. Cruel coincidência.

Na transmissão, o chilique ridículo de Alonso, o tom constrangido e incrédulo da Globo, cada detalhe...Alonso passa a andar mais rápido, após ter trocado voltas mais rápidas...Vettel que se aproxima. Massa que deixe passar... A mensagem velada, a transmissão da FOM elucida. Massa perde a vontade de correr. Vettel alcança. O elogio no fim, o cinismo do campeão, a hipocrisia de uma equipe ridícula.

Lauda vai no ponto: um vexame. Mesmo hipócritas que somos, que o velho tricampeão é, isso tá errado!
Azar às corporações. Nenhuma delas resolve minha vida, paga meus impostos... me dá sim um compromisso com a veiculação de opinião e um prazer bizarro de ver um jogo de cena.

É constrangedor, é patético, faz mal, dá nojo. E tem gente que defenderá um ou outro, e de quebra perde o fio da meada: o corporativismo, o jogo de cena, a equipe de milhões de fãs.

E a contradição de quem engana a quem a abastece.A alimenta. Na falta do que ter, a Ferrari abraçou o Santander.

Ps: gostei da transmissão do Luiz Roberto. Tirando o VRT, que para mim não me incomoda nem um centavo, mas aos amigos que seguem a linha FGomes e Victor Martins de criticar, é de fato bobagem...transmissão dinâmica, opiniões condizentes... sem pachequismos, sem palhaçada.

Comentarei a expectativa para a corrida amanhã.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Classificação dos Campeonatos 11/19.


*Como o resultado da Grande Prêmio da Alemanha está sub judice, está classificação pode ser alterada, depois do julgamento sobre o caso de manipulação de resultados, por parte, da Equipe Ferrari que será analisado na reunião do Conselho Mundial em agosto. A FIA declarou que o artigo 39.1 do regulamento da F-1 – que proíbe ordens de equipe, bem como o artigo 151.c, que rege sobre condutas fraudulentas, foram violados pela equipe italiana.


PILOTOS:

1°) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 157 Pontos.
2°) Jenson Button (ENG/McLaren), 143
3°) Mark Webber (AUS/Red Bull), 136
4°) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 136
5°) Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 123
6°) Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 94
7°) Robert Kubica (POL/Renault), 89
8°) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 85
9°) Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 38
10°) Adrian Sutil (GER/Force India), 35
11º) Rubens Barrichello (BRA/Williams), 29
12º) Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 15
13º) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 12
14º) Vitaly Petrov (RUS/Renault), 7
15º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 7
16º) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 3
17º) Nico Hulkenberg (GER/Williams), 2

CONSTRUTORES:

1º) McLaren Mercedes-Benz (ENG), 300
2º) Red Bull Renault (AUT), 272
3º) Ferrari (ITA), 208
4º) Mercedes-Benz (GER), 132
5º) Renault (FRA), 96
6º) Force India Mercedes-Benz (IND), 47
7º) Williams Cosworth (ENG), 31
8º) BMW Sauber Ferrari (SWI), 15
9º) Toro Rosso Ferrari (ITA), 10

DADOS E NÚMEROS:

  • 635º Pódio da Equipe Ferrari
  • 213ª Vitória do Motor Ferrari
  • 212ª Vitória da Equipe Ferrari
  • 170ª Pole Position do Motor Renault
  • 128ª Melhor Volta do Motor Renault
  • 57º Pódio de Fernando Alonso
  • 31º Pódio de Felipe Massa
  • 29º Pódio da Equipe Red Bull
  • 23ª Vitória de Fernando Alonso
  • 15ª Pole Position da Equipe Red Bull
  • 14º Pódio de Sebastian Vettel
  • 11ª Pole Position de Sebastian Vettel
  • 10ª Melhor Volta da Equipe Red Bull
  • 5ª Melhor Volta de Sebastian Vettel

domingo, 25 de julho de 2010

Uma imagem vale mais do que mil palavras...

Grande Prêmio da Alemanha 2010.


Quem acompanha a Fórmula-1 há bastante tempo, não deve estar surpreso com o resultado de hoje. Convenhamos que os torcedores e os pilotos da Ferrari sabem de toda politicagem que há na escuderia, e deste de sua fundação, sempre, foi assim. Em primeiro lugar os interesses da equipe, depois o resto. A Ferrari é assim e pronto!


A vitória de Fernando Alonso no GP da Alemanha confirma isso, ele estava mais rápido, estava! Passaria em condições normais, talvez! Independente de ordem de equipe ou não, Alonso iria novamente tentar superar Massa custe o que custasse, nem que houvesse um toque, e os dois saísse da prova. E o Massa também não iria facilitar! Como já aconteceu em 2007, lembram? A diferença é que eles são da mesma equipe agora. Fernando Alonso jogou bem, mostrou que era mais rápido, e está na frente no campeonato, e não teria paciência e nem ficaria mais comboiando o Felipe até o final da prova, como ocorreu na Austrália. A direção da Ferrari prevendo que o pior acontecesse como um incidente entre os dois ordenou a Felipe a troca de posição. Algo normal e esperado! O erro da Ferrari, foi novamente permitir que o piloto prejudicado deixasse explicita a situação para todos.


A FIA até já convocou a Ferrari para explicações, mas o presidente da entidade é nada menos que Jean Todt, ex-chefe da equipe vermelha. A única coisa que pode ocorrer é uma multa para os italianos e só como aconteceu em 2002! Ordens de equipe sempre aconteceram e sempre vão acontecer na F-1. E não é só na Ferrari. Infelizmente, as “empresas” têm o direito de fazer o que acham melhor, e resta aos “empregados” acatarem ou não a decisão. A regra existente que proíbe isso é dúbia.


A Corrida:


Sebastian Vettel que partia da pole, largando mal novamente, acabou prejudicando dois pilotos: Fernando Alonso e Jenson Button. Primeiramente espremeu Alonso, deixando o caminho livre para Felipe Massa que saiu do terceiro lugar para a liderança. Como Alonso teve a preferência da curva Vettel reduziu e Button que vinha embutido no carro do alemão teve que ir para área de escape para não encher a traseira da Red Bull de nº 5, caindo assim, para sexto. Mais atrás uma confusão entre os carros da Force India e Toro Rosso resultou na ida dos seus pilotos ao Pit Lane.


Mantiveram-se as posições até as primeiras trocas de pneus. Felipe conseguiu voltar à frente de Alonso com Vettel logo atrás, mas Jenson Button, da McLaren herdou a liderança, pois, retardou ao máximo sua parada, ganhando tempo. Massa passou a ser pressionado por Alonso, mas conseguiu se defender bem. Quando Button parou, Massa reassumiu a liderança até ceder a posição para o companheiro. No final da prova ainda houve uma pressão de Sebastian Vettel no brasileiro da Ferrari, mas Felipe confirmou seu segundo lugar com Vettel em terceiro.


Lewis Hamilton chegou na quarta posição e manteve a liderança do campeonato, Jenson Button em quinto e um discreto Mark Webber em sexto. Interessante notar que apenas os seis primeiros colocados terminaram na mesma volta tamanha a vantagem técnica dessas equipes na atual fase do campeonato. Robert Kubica finalizou em sétimo, seguido pelas duas Mercedes-Benz de Rosberg e Schumacher com os 8º e 9º lugares respectivamente. E Vitaly Petrov que voltou a pontuar com a outra Renault.


Resultado Final:

1°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1h27min38s864 (67 Voltas)
2°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 4.1
3°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), a 5.1
4°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 26.8
5°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 29.4
6°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), a 43.6
7°. Robert Kubica (POL/Renault), a 1 volta
8°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 1 volta
9°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 1 volta
10°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1 volta

Não Pontuaram:

11°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta
12°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), a 1 volta
13°. Nico Hulkenberg (ALE/Williams Cosworth), a 1 volta
14°. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), a 1 volta
16°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), a 2 voltas
17°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), a 2 voltas
18°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), a 3 voltas
19°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), a 4 voltas

Não Concluíram:

20°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), (58 voltas)
21°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), (51 voltas)
22°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), (20 voltas)
23°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), ( 4 voltas )
24°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), (2 voltas)

Melhor Volta:

Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.15.824 (Volta 67)

sábado, 5 de junho de 2010

Momento Ferrari: De favorita à coadjuvante.


Muitos se questionam sobre o atual momento da equipe vermelha, o quê está acontecendo com a Ferrari? O que explicaria seu mau rendimento? Depois de um início promissor com uma dobradinha no Bahrein, com a vitória do piloto Bicampeão que teve sua chegada antecipada em 1 ano, resultado da dispensa de outro piloto Campeão Mundial, aliás, um campeão pela própria equipe em 2007.


Não é de hoje que a Ferrari vem cometendo muitos erros, tanto administrativos como esportivos e técnicos. Mas, temos que levar em conta que o regulamento atual acabou com seu principal trunfo na categoria. Com a proibição dos testes, os italianos foram os mais prejudicados, pois tinham a sua disposição duas pistas particulares para treinar a hora e o tempo que quisessem, pois dinheiro nunca faltou.


Fiorano e Mugello se tornaram obsoletas para testes de F-1, e é notório como a Ferrari dependia disso para seu franco desenvolvimento. A partir 2009, sem testes, a equipe já não conseguiu fazer um bom carro, e nem ao menos melhorá-lo, encerrando precocemente seu desenvolvimento. Partindo e apostando tudo no projeto de 2010, aliada a chegada de Fernando Alonso no time.


Já o F10 nasceu bem e foi muito competitivo nas primeiras etapas do campeonato, mas estancou devido à lentidão no seu desenvolvimento. Fora o problema crônico nos motores que vem atrapalhando a vida de Fernando e Felipe. E a falta de evolução da equipe de Stefano Domenicali está fazendo com que seus pilotos tomem atitudes opostas. Enquanto Fernando Alonso luta tentando andar mais do quê o carro permite, daí o seu excesso de erros. Felipe Massa parece está conformado com o que tem sendo apático e errando quase nada!


Ao passo que Red Bull e McLaren brigam pela liderança do campeonato, a Scuderia Rossa atualmente luta com a Renault para ser a quarta força do ano. Até a Mercedes-Benz que ainda não venceu, tem apresentado um desempenho mais constante, buscando sempre atualizar seus bólidos.


Depois de ter demorado a admitir que os problemas nos motores fossem preocupante e logo depois ter solicitado uma permissão a FIA para corrigir o problema. Domenicali chefe do time, já admite também a inferioridade perante os rivais, e promete uma grande atualização para o GP da Europa. Além de Luca di Montezemolo, ter declarado que deseja o fim da regra que proíbe os testes, deixando claro que a Ferrari não conseguiu se adaptar a essa norma do regulamento.


Dependente dos testes, a Ferrari tem claras dificuldades em efetivamente atualizar seus bólidos corrida a corrida, bem diferente dos tempos de Michael Schumacher, Ross Brawn e Jean Todt quando a equipe tinha atualizações em todas as corridas do ano. A pressão por resultados vem de todos os lados: torcida, imprensa e patrocinadores.


Será que as prometidas atualizações surtirão efeito ou a Ferrari confirma mais uma vez seu papel de coadjuvante na temporada?

domingo, 4 de abril de 2010

Gp da Malásia- a chuva não veio mas a corrida foi boa


- A chuva não veio, mas a tchurma de trás garantiu uma boa corrida, com várias e boas disputas, principalmente no que se formou o pelotão intermediário, com Ferraris e Maclarens rapidamente chegando nas Toro Rossos e Force Indias.

- A Red Bull coube o papel de sumir na liderança, como de costume, e lá disputar apenas por sua permanência lá...lutar, eu digo, contra as possíveis quebras e faltas de confiabilidade, mais mecânica do que de motor, aparentemente.

- Boas disputas merecem ser destacadas, como as de Petrov e Hamilton, com o incrível X do russo e a incrível falta d desportividade de Hamilton, que mudou a trajetória 3 vezes com medo de levar outro X. Numa dessas, se fosse outro piloto teria recebido mais do que uma advertência, o que dá para se questionar da falta de critérios quando se trata de campeões mundiais. Se assim fosse, os campeões mundiais deveriam começar o mundial com 1 ponto a mais por cada título conquistado ou 1 segundo por campeonato... as disputas entre as Williams e Toro Rossos, cada uma com vantagem para os energéticos. E as das novatas, principalmente entre Lótus e Virgin (curiosamente cada uma com um furo de pneu para os malaios e uma quebra de bico,para os ingleses). Disputas roda a roda, boas performances, corrida boa.

- A Mercedes disputa um campeonato regular e constante com Rosberg, e uma totalmente barrancada com Schumacher. Uma quebra, decorrente de uma porca que se soltou (o mesmo problema do Vettel na Austrália) foi a responsável por mais uma decepção para o kaiser, que creio eu agora estar já pensando na nova aposentadoria mais breve do que se espera.

- A Ferrari possui um motor catastrófico, creio eu. Porra, três motores estourados, e o sortudo da vez foi Massa, ele o prejudicado no Bahrain. Alonso sentiu na pele a incompetência da Ferrari o fim de semana inteiro, mas fez boa corrida. Só boa. Errou duas vezes ao abordar Button, seu nêmesis. Andar no vácuo voltou a ser possível, o que é ótimo para a F1, mas creio ter ferrado com a corrida do asturiano. Massa fez uma boa corrida, andou na medida do seu carro (bem quando os pneus rendiam, mal quando eles não rendiam), e faz um campeonato da regularidade,em relação aos irregulares na disputa direta pelo campeonato (exceto Rosberg).

_ Menção honrosa para Alguersuari e Hulkenberg, que pontuaram pela primeira vez, e nessa ordem, em 9º e 10º. Vale considerar que se fosse no ano passado, nenhum deles pontuaria, mas e daí... E para Lucas de Grassi, Karun Chandhok e Bruno Senna, que terminaram suas corridas...Trulli também, embora com muitos problemas. Aliás, a Lótus passou a ser mais inconsistente do que o normal, ao passo que a Virgin, com Di Grassi, teve um rendimento razoável. Senna, ao contrário, sente o peso de um ano sabático (burrice dele, eu acho), enquanto Chandhok ficou quase 1 volta na sua frente.

- Finalmente, louros para Sutil. Ótima corrida, segura, sem erros. Segurou Hamilton no final com destreza. Coroou seu bom rendimento nas classificações, e viu Liuzzi ser o azarado da vez. Com o 5º lugar, já faz 10 pontos, está no top 10. Bom começo para a Force India. Melhor ainda para a Renault, com Kubica. Vai cavando uma vaga em um cockpit mais valioso para os próximos anos, sem dúvida. Renault e Force India de fato disputam a liderança no 2º pelotão.

Por fim, um comentário sobre Rubens Barrichello. Ou melhor, sobre a imprensa e as circunstâncias: Rubens largou mal, por conta de um problema na embreagem. O mesmo explicou depois da corrida que não foi igual ao dos tempos de Brawn (na época, ano passado, ele entrava no anti-stall, uma espécie de meio-termo entre ponto morto e marcha...menos mal do que hj, quando o carro simplesmente não botou marcha). Lucas de Grassi teve grande reflexo ao escapar do carro de Rubinho, e fim de papo; Corrida sofrida, de recuperação para Barrrichello, com alternâncias de ritmo, e uma disputa com Buemi roda a roda, e toque e tudo, com a vantagem para o suíço narigudo.

Aí no fim, pós-corrida, ao vivo na Globo, Rubens mostrou falta de tato. Conhecida falta de tato, ok. Pontual, em uma brincadeira com Di grassi, chamou em tom de brincadeira o carro de "porcaria", que "ainda não está bom". Porcaria em relação à Ferrari de Massa. Muito superior para a porcaria de fato da Virgin. Após isso, sites como o Grande Prêmio e Uol voaram em cima da declaração. O Jornalismo melhorzinho do Tazio deu chance a Rubens esclarecer a brincadeira, e ele o fez. Morreu Maria preá? Que nada, pq os detratores de Rubens não vão se cansar. Os fãs da Williams se atingiram.

Na minha opinião, reação descabida, exagerada, como tudo que circula a carreira de Rubens no Brasil. Besteira mesmo. Se não gostaram, se se sentiram ofendidos com isso...esqueçam, não percam o tempo se aborrecendo com algo tão irrelevante, tão pontual.

Flávio Gomes arriscou dizer que a equipe iria saber e não iria gostar. Detalhe: ele relativizou, fato raro para o Gomes, mas não perdeu a oportunidade. E ainda deixou claro que a imprensa é assim. Dá p/ ver então o nível da mesma.

- O que realmente me importa é que o campeonato está interessante, disputado, melhor por enquanto do q 2009...pilotos diversos disputando o campeonato, corridas boas...não me engano: a Red Bull superou fácil os outros e tende a se acertar, mas vou aproveitar o bom momento e curtir a boa temporada que se desenhou.

domingo, 28 de março de 2010

GP da Austrália 2010- A Corridaça


Ferrari e McLaren já colhem os frutos de suas aquisições. Primeiro foi Fernando Alonso que venceu no Bahrein na sua estréia pela Ferrari, e agora, foi a McLaren que viu Jenson Button vencer em sua segunda corrida pelo time. Como sempre a corrida no circuito de Albert Park foi muito movimentado e cheio de alternativas, mas chuva que caiu antes da largada foi um fator preponderante para encher a prova de emoção com várias ultrapassagens, toques, duelos, barbeiragens, acidentes e a intervenção do safety car. E todos os pilotos largaram com os pneus intermediários.


E na largada, três pilotos tiveram destaque por ganharem várias posições, Felipe Massa, Robert Kubica e Lewis Hamilton. Já Fernando Alonso largou mal, e na primeira curva houve um toque com Jenson Button, no qual o espanhol da Ferrari rodou levando junto Michael Schumacher da Mercedes-Benz. Alonso ficou virado ao contrário, mas teve sorte de não ser acertado por nenhum outro carro, e assim, pôde fazer sua excelente corrida de recuperação. Michael Schumacher teve asa dianteira danificada após o toque e foi o primeiro piloto a se encaminhar para o Pit Lane, retornando atrás do Fernando.


Ainda na primeira volta um acidente impressionante, protagonizado por Kamui Kobayashi, da BMW Sauber, após um toque que resultou na quebra de sua asa dianteira, o japonês perdeu o controle do carro, bateu no muro, voltou para pista e acertou violentamente Nico Hulkenberg, da Williams e Sebastien Buemi, da equipe Toro Rosso, provocando a entrada do safety car. Os pilotos envolvidos saíram ilesos. Aliás, os toques com quebras da asa dianteira foi algo constante e preocupante neste GP.


Após a relargada, começaram os shows de Lewis Hamilton, Robert Kubica e Fernando Alonso. Primeiramente o inglês foi para cima de seu companheiro de McLaren, Jenson Button. Logo depois conheceu seu maior oponente na corrida, Mark Webber da Red Bull. Os dois andaram sempre próximos e por duas vezes se tocaram nas diversas disputas que participaram. Tanto Lewis como Mark optaram por mais de uma troca de pneus para pista seca e ambos alternavam as voltas mais rápidas da corrida. O polonês da Renault extraiu tudo do seu carro e suportou a pressão de carros mais rápidos, inclusive do impetuoso Hamilton. O espanhol da Ferrari não tomava conhecimento de ninguém que estava a sua frente e barbarizou com belas e ousadas ultrapassagens, sendo contido, apenas, quando chegou atrás de Felipe Massa. Alonso ainda foi muito competente ao se defender dos ataques de Lewis e Webber que vinham com pneus menos desgastados, ou seja, mais velozes.


Entretanto, a jogada de mestre foi do atual Campeão Mundial, Jenson Button, ele foi o primeiro piloto a arriscar pôr os pneus slicks na 7º volta, chegando a sair do traçado na saída dos pits, mas a atitude se mostrou eficaz. Logo depois todos os outros pilotos tiveram que fazer o mesmo. E o inglês que já vinha mais rápido com os pneus mais aquecidos superou Robert Kubica que retornava de sua troca ficando atrás, apenas, de Sebastian Vettel, da Red Bull que dominava mais uma prova, até ter problemas na volta 27. Desta vez não foi o motor, e sim, os freios que tiraram mais uma vitória do jovem alemão para alegria geral na McLaren.


Outro destaque na etapa australiana foram as equipes novatas que acrescentaram ingredientes a mais nas disputas dos lideres. Kovalainen, da Lotus e Chandhok, da Hispania estiveram por diversas vezes entre eles atrapalhando ou ajudando os lideres na briga por posições.


A Mercedes-Benz esteve bem discreta, Nico Rosberg chegou em 5º, devido ao toque no final da corrida entre Hamilton e Webber. Já o “desenferrujando” Michael Schumacher teve muita dificuldade para superar carros mais lentos, foi interessante ver como certos pilotos dificultaram ao máximo as tentativas de ultrapassagem do heptacampeão, sendo que o duelo mais difícil para o piloto mais velho do grid foi justamente com o mais novo, Jaime Alguersuari da equipe Toro Rosso. Foi impressionante o tempo que Schumacher ficou preso atrás do jovem espanhol. O alemão só conseguiu superar Jaime no finalzinho da corrida, chegando em 10º lugar.


Webber ainda conseguiu o 9º lugar, depois de ir para os boxes para trocar o bico. Rubens Barrichello novamente levou a Williams aos pontos com o 8º posto. Mais uma vez Vitantonio Liuzzi é o cara da Force India com um ótimo 7º lugar. O batalhador, arrojado e impetuoso Lewis Hamilton finalizou na 6º posição.


Fernando Alonso, líder do campeonato, terminou em 4º, Felipe Massa conseguiu seu segundo pódio consecutivo em 2010, desta vez foi 3º. Um surpreendente Robert Kubica em 2º e o grande vencedor Jenson Button com técnica, ousadia e competência repete a vitória de 2009, em Melbourne, agora pela McLaren.


RESULTADO FINAL:

1°) Jenson Button (ENG/McLaren), 58 voltas em 1h33min36s531
2°) Robert Kubica (POL/Renault), a 12.034
3°) Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 14.488
4°) Fernando Alonso (SPA/Ferrari), a 16.304
5°) Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 16.683
6°) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), a 29.898
7°) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), a 59.847
8°) Rubens Barrichello (BRA/Williams), a 1.00.536
9°) Mark Webber (AUS/Red Bull), a 1.07.319
10°) Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 1.09.391

NÃO PONTUARAM:

11°) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), a 1.11.301
12°) Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber), a 1.14.084
13°) Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), a 2 voltas
14°) Karun Chandhok (IND/Hispania), a 4 voltas

NÃO CONCLUÍRAM:

15º) Timo Glock (GER/Virgin), 41 voltas
16º) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 26 voltas
17º) Lucas di Grassi (BRA/Virgin), 25 voltas
18º) Adrian Sutil (GER/Force India), 12 voltas
19º) Vitaly Petrov (RUS/Renault), 10 voltas
20º) Bruno Senna (BRA/Hispania), 5 voltas
21º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 1 volta
22º) Nico Hulkenberg (GER/Williams), 1 volta
23º) Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 1 volta
Jarno Trulli (ITA/Lotus), Não largou

MELHOR VOLTA:

Mark Webber (AUS/Red Bull), 1.28.358, volta 47.



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Pitacos pós-corrida, por Ridson de Araújo


Vou aproveitar aqui o post do Jobson p'rá colocar os meus. O Jobson, como eu e ele combinávamos, é o melhor para detalhar o que se passou na corrida e eu o "rei" das análises toscas.
Amanhã colocamos as notas, mas desde já, o que se pode dizer é: corridaça! Uma das melhores que assisti na minha vida. Ainda bem que eu estou gravando todas as corridas, criando minha videoteca, pq valeu a pena finalmente.

- Button venceu na estratégia, na ousadia. Não foi brilhante, mas sim preciso e constante, como ele mostrou ser ano passado. O carro ajudou, mas ele era o cara certo na hora certa. Vitória justa, portanto.
- Vettel mais uma vez refém do carro. Creio que mereceria vencer, foi perfeito, discreto e absoluto, até os freios simplesmente deixarem de existir. E olha que ainda teve gente para criticá-lo... Muito diferente do Webber, que vinha fazendo uma corrida de altos e baixos do mesmo jeito que Hamilton, até errar feio e quase criar um senhor strike. Alonso escapou por um triz.
- A dupla da Ferrari foi ótima, e superou muito bem as adversidades. Destaque para a ótima largada de Massa, e para a habilidade dele de controlar um carro que aparentemente não tinha nenhum equilíbro. Entretanto, Alonso foi genial, genial. Se lascou na largada, largou mal, foi tocado por Button, caiu p/ final, se recuperou, brigou, foi levando e quando chegou no Massa, os pneus foram embora. Mesmo assim, foi mestre dos magos ao segurar os leões Hamilton e Webber.
- Os leões deram um charme para a corrida. Ela não teria sido a mesma sem eles. Hamilton fez burrada na primeira batida, e Webber fez burrada na 2ª. O espírito Mansell assolou o coração e a mente deles, e eu não estou, sinceramente, nem aí se eles vão se dar bem ou mal, mas que eles continuem com o espetáculo.
- Liuzzi e Barrichello fizeram corridas honestas, rápidas para seus carros limitados. Liuzzi se beneficiou de uma troca só, e passou Barrichello neste ponto, mas eu pude acompanhar pelo live timming da FOM e simplesmente eles eram sensacionais para seus limites. Deram, no entanto, azar com as paradas de box, principalmente Barrichello. Mesmo assim, os carros que chegaram na frente deles os teriam ultrapassado.
- Kubica foi genial, mas contou com a sorte para ter estado ali. A estratégia dos boxes deu certíssimo na hora de colocar o slick, ele foi rápido quando não tinha mais pneu e conquistou o segundo lugar com mérito. Contudo, eu diria que a Renault já é a melhor das intermediárias...esse carro vai nos dar mais surpresas. Seu companheiro, no entanto, foi patético.
- As Mercedes fizeram corridas diametralmente opostas e ao mesmo tempo iguais. Um lá atrás, por conta da batida entre Button e Alonso, Schumacher ficou preso em Alguersuari... nada bem. E Rosberg deixou a desejar no fim, quando poderia ter passado Alonso: mas Alonso não deixou passar ninguém hehe.
- As novatas passaram por calvários para um de seus pilotos, e procissão para o outro. Trulli nem largou, Kovalainen ainda o melhor dos pilotos das novatas. Chandhok inexplicavelmente chegando no final e as Virgin até que rodaram bem mais. Senna pena duro com esse carro.

Destaque final para a " lapada segura", como dizemos aqui no Nordeste do Koba em cima do Hulk. Não acho que o japonês tenha tido culpa, mas que foi uma senhora porrada, isso foi. Sorte mesmo não ter sido algo bem grave. Ainda bem, pq a corrida foi de mestre.

domingo, 14 de março de 2010

GP do Bahrein 2010.


Na corrida de abertura do campeonato mundial de Fórmula-1 2010. Foi bem interessante, com todo mundo ainda assimilando e aprendendo com as novidades do regulamento. De certa forma, foi benéfico a primeira corrida acontecer em um circuito como de Sakhir, com várias áreas de escape, devido a dificuldade das novatas e dos novatos. Na Austrália, daqui a 15 dias, será mais complicado. E a prova no deserto terminou com uma dobradinha da equipe Ferrari.

Com Fernando Alonso no alto do pódio, vencendo na sua estréia pelo time italiano, igualando, entre outros, Nigel Mansell em 1989 e Kimi Raikkonen em 2007 que também venceram nas suas estréias pela Ferrari. E há uma outra coincidência nas vitórias de Mansell, Kimi e Fernando pela Ferrari. Ambos passaram o ano anterior a sua estréia na equipe vermelha, sem vitórias. Em 1988, Nigel não conseguiu nada na Williams. Em 2006, Raikkonen não venceu nenhuma pela McLaren e em 2009, Alonso passou em branco pela Renault. Mas, na primeira corrida deles pelo time de Enzo Ferrari, já obtiveram êxito.

Na largada, Sebastian Vettel manteve a ponta, Alonso superou Massa e partiu em perseguição ao alemão da Red Bull, mas sempre de olho no retrovisor. Rosberg roubou o 4º lugar de Lewis Hamilton. Michael Schumacher superou Webber, Button se manteve em 8º. Vitantonio Liuzzi pulou para o 9º e Rubens Barrichello ficou em 10º. Demonstrando que todos os pilotos que largaram do lado sujo da pista, tiveram mais dificuldade.

A única confusão no inicio da prova, foi de Adrian Sutil com Robert Kubica. O alemão da Force India fez sua primeira vítima do ano. E estragou o excelente fim de semana do polonês da Renault, que ainda sim, terminou em 11º. E o barbeiro do Adrian em 12º. Entre os pilotos novatos, destaque para Vitaly Petrov, da Renault. Vinha bem, colocando pressão em cima do Rubens, mas quebrou a suspensão dianteira de sua Renault. Hulkenberg, da Williams foi um que testou as áreas de escape do circuito e finalizou em 14º. Dos times novatos, apenas a querida Lotus finalizou, e com os dois carros.

Bruno Senna conseguiu andar 19 voltas com a Hispania, após o abandono, durante a entrevista, não entrou na onda emotiva da Globo, principalmente de Galvão Bueno, que queria que ele citasse o tio. Bruno limitou-se falar sobre sua corrida e que sua equipe terá um longo aprendizado. Pronto, papo encerrado. Se alguém achou a corrida chata, o trio da emissora conseguiu piorar ainda mais, aliás, as transmissões desse ano prometem ser um porre.

Tudo corria bem para a vitória de Vettel que não cometeu um erro sequer, e dominava a corrida, mas o carro da Red Bull começou a apresentar falta de potência no motor Renault, devido a um problema no escapamento. E Vettel, conheceu quem será realmente, seu maior adversário no ano, a confiabilidade. Foi superado facilmente nas retas por Alonso, Massa e Hamilton, que assim, formaram o pódio.

Com muita dificuldade e luta, o alemão da Red Bull chegou em 4º lugar. A dupla da Mercedes-Benz veio logo em seguida, com Rosberg à frente de Michael. Jenson Button, atual campeão, com a outra McLaren em um discreto 7º lugar. Mark Webber apenas em 8º, e um ótimo Vitantonio Liuzzi em 9º e Rubens Barrichello, fechando a zona dos dez que pontuaram.

Como esperado, as oito primeiras posições foram para os pilotos das quatro grandes. Mas, ainda é cedo para tirar maiores conclusões. Foi apenas a primeira corrida. Lembrando que a Ferrari trocou o motor de seus dois carros e mesmo assim, o bólido de Felipe Massa apresentou problemas de superaquecimento. Imaginem se não tivessem trocado. A equipe italiana já usou dois motores dos oito que tem direito a utilizar em cada carro, ao longo do ano, a partir do nono motor, punição para o piloto. Agora vamos aguardar o próximo GP.


Resultado Final:

1º) Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 49 voltas em 1h39min20s396
2º) Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 16.099
3º) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), a 23.182
4º) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), a 38.713
5º) Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 40.263
6º) Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 44.180
7º) Jenson Button (ENG/McLaren), a 45.260
8º) Mark Webber (AUS/Red Bull), a 46.308
9º) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), a 53.089
10º) Rubens Barrichello (BRA/Williams), a 1.02.400

Não Pontuaram:

11º) Robert Kubica (POL/Renault), a 1.09.093
12º) Adrian Sutil (GER/Force India), a 1.22.958
13º) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), a 1.32.656
14º) Nico Hulkenberg (GER/Williams), a 1 volta
15º) Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), a 1 volta
16º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), a 3 voltas
17º) Jarno Trulli (ITA/Lotus), a 3 voltas

Não Concluíram:

18º) Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber), 30 voltas
19º) Bruno Senna (BRA/Hispania), 18 voltas
20º) Timo Glock (GER/Virgin), 17 voltas
21º) Vitaly Petrov (RUS/Renault), 14 voltas
22º) Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 12 voltas
23º) Lucas di Grassi (BRA/Virgin), 3 voltas
24º) Karun Chandhok (IND/Hispania), 2 voltas.

Melhor Volta:

Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.58.287 na 45ª volta.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ferrari: Felipe Massa vs. Fernando Alonso.


7. Felipe Massa:

Certamente, o grave acidente na Hungria em 2009, já foi superado e esquecido por Massa. A temporada de 2010 marca o retorno do brasileiro à escuderia italiana. Os testes na pré-temporada mostraram que Felipe é o mesmo piloto de antes, e pode novamente disputar o título e ser um dos destaques da temporada. Arrojado e batalhador, Massa é um piloto bem-sucedido e querido em Maranello.

8. Fernando Alonso:

O sonho do piloto espanhol em correr pela Ferrari, começou no momento em que sua convivência com Ron Dennis e a McLaren foram para o espaço. Três anos depois, Alonso chega à segunda equipe dos seus sonhos, já que a primeira se transformou em pesadelo. Na Ferrari, o bicampeão já demonstra suas qualidades, como bem comentou seu engenheiro de pista, que se disse impressionado com a quantidade de informações técnicas que o espanhol proporciona. Alonso por sua vez já afirmou que a F10 é o melhor carro que já guiou. Então, perfeitamente adaptado ao novo bólido, falta a Fernando retribuir a confiança depositada pelos italianos que, aliás, anteciparam em um ano sua chegada na equipe fundada por Enzo.



Dispensaram um campeão mundial como Kimi Raikkonen, ainda sob contrato, todavia, tiveram que pagar uma multa rescisória milionária ao finlandês que foi embora da F-1 para nunca mais voltar.

Apesar da ótima pré-temporada, onde foi aclamada como favorita ao título. Nem tudo será um mar de rosas no time vermelho, vamos ver como a Ferrari se sairá no desenvolvimento do carro, devido ao novo regulamento, com a proibição dos testes. A equipe italiana perdeu um de seus principais trunfos, que era de poder treinar a hora que quisesse nas suas duas pistas particulares de Mugello e Fiorano, e em 2009 essa dificuldade já foi sentida pelo time, que não pestanejaram em se concentrar logo no projeto da F10. Deixando Kimi e Fisichella com uma verdadeira bomba nas mãos.

Além de conciliar e administrar o temperamento de seus dois carismáticos pilotos. Felipe Massa tem a vantagem de estar bem integrado à escuderia, mas Fernando Alonso quer receber a mesma atenção, pois se o bicampeão se sentir prejudicado, a Ferrari definitivamente conseguiu sarna para se coçar.

Acredito que nenhum dos dois será campeão, mas Alonso termina na frente de Massa, nesse primeiro ano dividindo a equipe juntos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Um retorno ansiosamente aguardado II

Que inferno...quando penso que me livro das coisas da faculdade, elas voltam para me assombrar; e o trabalho também...e agora com um novo computador, não tive tempo para respirar (e sim fazer back ups)...peço novamente desculpas a todos e agradeço imensamente os precisos posts de Jobson Mendes (começo a achar que o co-piloto sou eu agora rsrs)

Muito se falou nestes dias sobre as mudanças que aconteceram na Maclaren e na Brawn, que virou Mercedes. Primeiro Button na Maclaren: ele conseguiria superar o favorecimento a Hamilton na equipe? Depois, com as recentes abordagens (que não me parecem mais tão inocentes) de que Schumacher iria voltar para a categoria, numa Mercedes que o impulsionou até ir para a Benetton (ele ingressou na F1 por intermédio da Mercedes na Jordan). Ou melhor, a Mercedes o olhou com cuidado até ele romper de vez (nunca se sabe ao certo quando), e a ida à Ferrari me pareceu um rompimento definitivo.

Ok. E o que tudo influenciou no meu texto de hoje: nada. Tudo a ver. Quando se pensa na volta da "Era do não-abastecimento", depois de uma "Era do reabastecimento", é só lembrar que tipo de piloto foi mais vitorioso em cada etapa da F1. Isto se torna importante quando pensamos no que cada época necessitava.

Por exemplo: pilotos que possuem uma guiada mais redonda, são mais estratégicos com o uso dos pneus e são mais precisos, como era o caso de Alain Prost, reinaram nesta era. É uma "verdade" estatística, que embora não possa garantir com precisão que tenha sido este o motivo para 4 títulos de Prost e 3 vices, entre o período de 1984 a 1993, período do não-reabastecimento. Para se ter uma idéia, no mesmo período, Ayrton Senna, de talento equiparável ao de Prost, conseguiu 3 títulos e 2 vices. Sem cair no velho e batido comparativismo entre os dois (ambos eram fantásticos, e com carros competitivos conseguiam fantásticas vitórias, cada uma ao seu estilo). Senna seria a grande exceção dos pilotos com estilo mais arrojado nas curvas, zebras e que em tese consumiria mais pneus, combustível e freios, a chave para a vitória ou derrota em uma corrida neste período. Entretanto, vale lembrar que Senna aprendeu a economizar (e muito bem) os pneus e combustível pós 1988, assim lhe garantindo vitórias disperdiçadas nos anos anteriores. Lógico que ter um bom carro, equilibrado e rápido, é fundamental. Só que, pelo dito, nestas configurações (que voltaremos a ter ano que vem), o estilo do piloto é fundamental.

Nos anos em que foi permitido abastecimento antes de 1983, o grande vencedor se chama Nelson Piquet. Dono de uma pilotagem extremamente técnica, de voltas rápidas perto das ultrapassagens (aliás, foi Piquet quem inaugurou o abastecimento e por conta de suas vitórias que o reabastecimento foi proibido), Piquet conquistou o campeonato de 1983 em cima de um Prost que não era tão técnico quanto Piquet, embora muito rápido. Com um motorzão BMW e suas reservas técnicas, Piquet se tornou bicampeão.

Na volta do reabastecimento, um nome reinou absoluto. Michael Schumacher. Mesmo que o alemão não tivesse um carro digno de conquistar um título, e que ainda fosse errante e afobado, alemão não parecia ter tanta supremacia na época no não-abastecimento. Entretanto, quando chegamos ao reabastecimento, momento em que era fundamental ser rápido e preciso como um relógio, e ter uma estratégia bem inteligente de corrida armada entre equipe e piloto, e aí a dupla Brawn-Schumacher reinou absoluta. Schumacher só não venceu de 1996 a 1999 ( venceu corridas, e não campeonatos), até se aposentar em 2006 (pelo menos, por enquanto rsrs), com impressionantes 89 vitórias. Claro, considerando 1995 (Benetton); 2002 e 2004 (Ferrari) carros imbatíveis, com amplo favorecimento interno nas equipes para o alemão (e provavelmente menos vitórias teria). Memso assim, Schumacher aliou imenso talento e arrojo aliada a um estilo preciso e rápido nas voltas pre-abastecimento para vencer muitas de suas corridas no box.

O que nos leva a uma pergunta: quem será o novo Prost do retorno ao não-abastecimento? Pilotos como Hamilton, Massa, Kubica, com estilos mais agressivos de pilotagem nas curvas. O mesmo ocorrendo com Barrichello, mas numa Williams não terá tantas chances (em teoria). Do contrário, Button e Alonso são os mais favorecidos. São mais precisos, com técnica mais objetiva, menos estabanada. Nada que o talento de Hamilton e Massa não possam contornar e aprender (como fez Senna) a lidar com as novas condições. Só que, em um campeonato com carros tão poderosos dividindo a frente do grid (Mercedes, Ferrari, Maclare e Red Bull), quem largar na frente terá vantagem.

Por isso, eu acredito que Button dará trabalho a Hamilton, assim como Alonso terá vantagem sobre Massa. As corridas podem nos surpreender... ou não. Teremos seguramente inícios e fins de corrida como incógnitas: quem acelera mais? quem poupa melhor? os carros, com tanques maiores..como lidarão? 2010 vem com tantas mudanças, nos bastidores, no grid e no regulamento, que sem dúvida nos matará de curiosidade; um retorno sem dúvida muito aguardado.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Já vi esse filme, fazer o quê?


E... Surpresa, pelo menos para mim, Fernando Alonso foi confirmado como companheiro de Felipe Massa na Ferrari já em 2010. Eu aguardava para 2011, por isso não acreditava muito, apesar das evidências da mídia.

Sinceramente, não esperava Alonso na equipe italiana na próxima temporada. E como o próprio Fernando explicou depois, seu contrato só valeria mesmo a partir de 2011, mas devido a um grande empenho de Luca di Montezemolo, incentivado por outras pessoas dentro e fora da Ferrari, optou por antecipar a chegada do espanhol a Maranello. Sem se importar muito em quanto iriam desembolsar para deixar Kimi Raikkonen fora de seus domínios.

Fernando Alonso repete as mesmas atitudes e declarações que fez antes de chegar à McLaren em 2007. Juras de amor a equipe e que estava realizando um sonho. Depois todos nós sabemos no que deu. Já viram esse filme... Também?

Acredito que a Ferrari sabe do risco que está correndo, vide o estrago que Alonso fez na sua curta, mas, marcante passagem pela McLaren e também pelos “animados” conflitos já representados com Felipe Massa.

Só não compreendo por que a Ferrari renovou o contrato de Kimi Raikkonen em mais um ano. Já que o mesmo terminaria em 2009, e a equipe não teria dificuldades para escalar outro piloto. Entretanto, os italianos vão pagar uma bela indenização ao finlandês por causa disso.

Kimi Raikkonen se disse “triste” pela decisão da equipe em substituí-lo e por não conseguir cumprir seu contrato até o final, aliás, Kimi que sempre “aparentou” estar mais satisfeito na Ferrari do quê nos tempos de McLaren, todavia, ainda tenho dúvidas se realmente ele vai regressar para a equipe inglesa, mesmo sem Ron Dennis. E como muitos apostam.

Até o presente momento, apenas três equipes anunciaram suas duplas para 2010. Primeiro foi a Red Bull que já havia confirmado seus dois pilotos Mark Webber e Sebastian Vettel. A segunda a Ferrari e ontem foi a Toro Rosso, Franz Tost manterá Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi pelo menos até o inicio de 2010.

Fora Lewis Hamilton que está mais do quê garantido na McLaren, tudo pode acontecer no mercado de pilotos daqui para frente. Espero surpresas na Brawn, Toyota e nas novatas. E vocês?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Muito rigorosa?


O excelentíssimo Senhor Luca di Montezemolo, resolveu manifestar sua opinião sobre a punição dada pela FIA ao ex-dirigente da Renault, Flávio Briatore, que foi banido da F-1 e do esporte, pela armação do acidente proposital de Ângelo Piquet no GP de Cingapura, na estréia da etapa noturna no Mundial de 2008.



O Presidente da Ferrari relatou aos repórteres que entende que a FIA deve reconsiderar a sentença imposta ao ex-chefe da equipe francesa, pois, acha que a punição foi severa demais, e continuou;


"Sinto muito por Briatore. Ele foi um dos grandes protagonistas da F-1 nos últimos 20 anos. Trata-se de um caso sério e delicado, mas espero que a condenação seja reduzida logo".


O que eu acho interessante é quê, a maior prejudicada pelo episódio que aconteceu na corrida de Cingapura em 2008, foi justamente a Ferrari. Felipe Massa que largara na pole e liderava a prova, e devido à entrada do Safety-Car, teve que também entrar nos boxes para antecipar sua parada, e conseqüentemente, houve o incidente da mangueira de reabastecimento, acabando com as possibilidades de vitória do piloto brasileiro na etapa, dificultando ainda mais, sua luta pelo título da temporada.



Montezemolo, é quem era para estar satisfeito com a justiça sendo feita e com o fato da exclusão do Briatore da categoria, vem com essa de politicamente correto.


Bernie Ecclestone que também andou defendendo o Briatore, disse que a punição dada ao italiano foi “Muito Dura”, - Eu até entendo, pela politicagem e pelo cinismo característico do dono da FOM.


Mas, do Presidente da Ferrari, foi demais!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A volta dos que não foram!


E mais um piloto italiano está de volta ao circo da F-1. Vitantonio Liuzzi foi confirmado como substituto de Giancarlo Fisichella na Force India até o final do ano. Liuzzi que vinha exercendo o papel fictício de piloto de testes da equipe indiana desde 2008 tem uma nova chance de correr após ser dispensado no fim de 2007 do grupo Red Bull, enquanto corria pela Toro Rosso. Vitantonio é outro que teve o desprazer de passar pelo caminho de Franz Tost.


Para o GP da Itália, em Monza, Fisichella que foi para Ferrari substituir o combalido Luca Badoer que pilotou para a Ferrari em Valência e Spa-Francorchamps no lugar de Massa. Por sua vez, Luca Badoer apesar da grande oportunidade que teve em participar dos GP’S com a Ferrari, parece ter perdido também a vaga de piloto de testes na escuderia italiana depois do seu desempenho pífio nas duas corridas que disputou, pois, Fisichella, além de pilotar o carro de Massa até o fim do campeonato também foi confirmado como test driver da escuderia italiana para 2010.


Badoer acusou o golpe, declara que a imprensa foi a culpada pelo seu infortúnio:


"Aqueles que escrevem não entendem quantos danos podem causar". "A mídia teve um papel fundamental na decisão da Ferrari de me substituir".


Pô, Badoer você aceitou os riscos, cara! A culpa foi sua.


Vitantonio é o quarto piloto que estréia no campeonato de 2009 fora os vinte que começaram (foto) . Antes dele Jaime Alguersuari, Romain Grosjean e Luca Badoer que entraram nos lugares de Sebastien Bourdais, Ângelo Piquet e Felipe Massa nas equipes Toro Rosso, Renault e Ferrari respectivamente.


Faltam cinco corridas para o fim do campeonato. Quem será o Próximo?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Teste de Schumacher com F-60, vetado.

Para que Michael Schumacher pudesse treinar com o carro da Ferrari de 2009 antes do seu suposto retorno no GP da Europa substituindo o acidentado Felipe Massa. A Ferrari teve que fazer um pedido para que as outras equipes permitissem o treino do alemão que ficou sem competir por três anos na categoria. Já que os testes estão proibidos durante a temporada. Para que isso acontecesse era necessária a aprovação unânime das outras nove equipes do Campeonato Mundial de F-1.

A priori, todos da FOTA tinham concordado, mas faltava a Williams e a Force India que foram suspensas do grupo e ambas tinham que concordar também. E eis que surge a Williams emitindo um comunicado com um sonoro não para as pretensões Ferraristas:

“A Williams não vê distinção entre as situações de Alguersuari e de Schumacher e sente que qualquer desvio à regra vai criar um precedente para o futuro”, e continuou - “Por motivos de coerência e justiça, somos contra a proposta da Ferrari com relação ao teste antes do GP da Europa”, afirmou a Williams, em nota.

A Williams que já engoliu muito sapo por causa da Ferrari, e para mim teve uma atitude acertada e esperada. Por que os ingleses iriam facilitar vida da Ferrari? Quem mandou a Ferrari trazer um piloto aposentado com tantos outros a disposição! Não estou aqui desmerecendo o Schumacher, mas acredito que essa situação só será por um GP, já no próximo o Felipe Massa volta. A Ferrari é conhecida por sempre querer se aproveitar e se beneficiar das situações, aliás, o teste de Schumacher com a F-2007 em Mugello foi estranho, mesmo usando os pneus da GP2, esse teste está sendo investigado pela FIA.

E a Williams não ficou só, Red Bull e Toro Rosso aparentemente voltaram atrás, já que fazem parte da FOTA, e também negaram o pedido dos italianos:

“Nós pedimos permissão para um teste de Alguersuari antes do GP da Hungria, mas ele foi recusado” e continuou - “Então, por que devemos aprovar uma liberação para o heptacampeão depois disso?”, questionou Dietrich Mateschitz, dono do Grupo Red Bull.

Claro que a Ferrari não gostou e soltou essa pérola para Williams:

“Adivinhe quem se opôs ao teste com a F-60? O time que não ganha nada há muito tempo e que, ainda assim, não deixou passar mais uma vez a oportunidade de demonstrar sua falta de espírito esportivo.
E, para que todos saibam, a Ferrari aprovou o teste com Alguersuari, mas parece que até mesmo neste caso alguém decidiu seguir à risca o que está escrito no regulamento”. Aprovou o teste do Alguersuari?

Como bem lembrou o jornalista Flávio Gomes a Williams nunca fez nenhuma gracinha contra a Ferrari por ela ter ficado 21 anos sem títulos...
Só vou acreditar nesse retorno do Schumacher quando ele estiver pilotando nos treinos livres em Valência. Já não tenho dúvidas que isso é uma tremenda jogada de marketing da Ferrari e do Bernie Ecclestone. Opinem!