Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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domingo, 25 de abril de 2010

Fornecimento de Motores.


Reconhecidamente, desde 2007 a Mercedes-Benz tem o melhor motor da Fórmula-1, e em 2010 não há perspectiva de mudança, perante o domínio das usinas de Stuttgart tanto em potência como em confiabilidade. É o principal trunfo para o sucesso das três equipes que são abastecidas com seus propulsores: Seu próprio time, a McLaren e a Force India.


Esse domínio da Mercedes pode ser explicado, em parte, pela imposição da controversa regra de congelamento no desenvolvimento dos motores. Que teve seu início em 2006 com adoção dos motores V-8 em substituição aos V-10 e que deve vigorar até o final de 2012. Em 2009 a FIA também impôs às equipes a utilização de 8 motores para cada carro por temporada.


Atualmente a Fórmula-1 conta com apenas com 4 fornecedoras de motores para as 12 equipes do mundial. Comparando com 2008, por exemplo, onde havia 6 fornecedoras para as 11 equipes que iniciaram o campeonato.


A crise econômica mundial, e a conseqüentemente busca por redução de custos, as incertezas dos mercados e os decepcionantes resultados de algumas marcas, fizeram com que Honda, Toyota e BMW deixassem a categoria, além de barrar a entrada de novas pretendentes. A chegada da Cosworth vencedora de uma concorrência realizada por Max Mosley por motores com melhor custo-benefício, tendo como público-alvo as equipes privadas, e principalmente os times novatos.


Lotus, Virgin e Hispania ainda sofrem pela inexperiência, mas a Williams que também optou pelos motores ingleses, e mesmo com um bom chassi, tem tido um desempenho apenas razoável, deixando claro que carece de força para empurrar seus carros, e é algo que não deve mudar tão cedo, ou seja, foi um tiro no pé!


A Renault que quase abandonou a F-1 em 2010, entretanto, foi salva por um grupo de investidores e tem surpreendido até o momento, mas ainda sim, atrás dos alemães. Além do seu time, os franceses conseguiram manter a Red Bull como cliente. Se bem que o time de Dietrich Mateschitz não tinha muitas opções mesmo.


A Ferrari é a organização que mais têm apresentado problemas com a regra de congelamento dos propulsores. Suas usinas têm potência comparável à Mercedes, mas consomem mais gasolina e peca, e muito, pela confiabilidade, algo evidente esse ano. Os motores italianos também empurram os carros da Toro Rosso e do time de Peter Sauber que, aliás, tem sido o maior prejudicado pelas constantes quebras do motor Ferrari.


Os italianos haviam declarado que não estavam preocupados com a deficiência de seus motores, pois se tratava de um caso isolado, mas voltaram atrás e pediram autorização a FIA para fazer alterações nos mesmos, pois identificaram o problema, mais precisamente nas válvulas pneumáticas.


Acredito que essas regras não afetaram as disputas, nem as velocidades dos carros, mas é prejudicial, pois não há atrativos para a entrada de novas fabricantes que queiram apenas fornecer motores e não montar equipes como fizeram e fracassaram BMW, Honda e Toyota. E não há nenhuma garantia das que ainda permanecem. A FIA e a FOTA precisam rever isso o mais breve possível, e não esperar até 2013.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um até breve para os japoneses.

Depois de oito temporadas, a Toyota anunciou oficialmente hoje que deixa a categoria. A montadora japonesa resolveu encerrar suas atividades na Fórmula-1 de forma imediata. A razão da saída da maior fabricante de automóveis do mundo foi à crise econômica mundial, além de nunca ter obtido vitórias, mesmo sendo a equipe que mais investia dinheiro dentre todos os outros concorrentes.

Após a Super Aguri, Honda, Toyota e a fabricante de pneus Bridgestone, este último, quê só fica na F-1 em 2010 por força de contrato. É bem provável que em 2011, a única lembrança que teremos do Japão na categoria será o seu GP em Suzuka, pois, dificilmente veremos pilotos deste país disputando o campeonato sem as montadoras para apoiá-los. O que é lamentável, já que Kamui Kobayashi que fez sua estréia no GP do Brasil de 2009, demonstrava ser um piloto bastante promissor.