Os escritores que aceleram neste blog

Minha foto
acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

StatCounter


View My Stats
Mostrando postagens com marcador Cosworth. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cosworth. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nova transição: Williams Cosworth.


A equipe Williams passa novamente por uma fase de transição. Mudaram os pilotos, e mais uma vez, o fornecedor de motores. Com a saída da Toyota e, conseqüentemente, a de Kazuki Nakajima, que, aliás, Sir Frank Williams não suportava mais o piloto japonês, devido as suas barbeiragens no decorrer da temporada passada. Rubens Barrichello juntou-se ao time de Grove e Nicolas Hulkenberg foi promovido a piloto titular.


A equipe foi ousada, até por uma questão financeira, em assinar contrato com a Cosworth, que retornou à categoria nesta temporada para fornecer propulsores dentro da realidade dos times novatos. Portanto, a turma de Grove foi a única das equipes estabelecidas a contar com a Cosworth.


E foi justamente o motor Cosworth, o principal responsável pelo fraco desempenho do FW 32 no início do campeonato. Mas com o passar das etapas, especialmente, na segunda metade do campeonato, o motor inglês melhorou muito, tanto em potência, como em confiabilidade e consumo. E no desenvolvimento contínuo do chassi, a Williams fez um ótimo trabalho nas atualizações do bólido, ao contrário de outras equipes que contavam com maiores recursos.


E dentro de suas limitações a Williams conseguiu o sexto lugar nos campeonato de construtores, superando a Force India por um ponto, para alegria do nosso amigo Marcos Antônio, do GP Series. Entretanto, a equipe perdeu quatro importantes patrocinadores para 2011, e por isso, teve que abrir mão de Nico Hulkenberg. Para seu lugar chega Pastor Maldonado, acompanhado dos petrodólares da Estatal Venezuelana.

  • Posição: 6º
  • Pontos: 69
  • Pole Position: 1
  • Nação: Inglaterra.


Seus pilotos:




9. Rubens Barrichello

Em sua 18ª temporada na F-1, o brasileiro Rubens Barrichello entrou para a história da categoria ao se tornar o primeiro piloto a superar a barreira dos 300 grandes prêmios. Rubens foi contratado pela Williams para liderar a equipe neste momento de transição. E o brasileiro se saiu bem, virou figura constante no Q3, conseguiu os melhores resultados para o time, em corrida, no ano. Seu ponto alto, conforme ele mesmo foi a ultrapassagem sobre Michael Schumacher no GP da Hungria. E com seu reconhecido trabalho na Williams, Patrick Head e Sir Frank já confirmaram Barrichello em 2011.

  • Posição: 10º
  • Pontos: 47



10. Nicolas Hulkenberg.

Em sua temporada de estréia, este alemão que já era test-driver da equipe inglesa desde 2007, chegou badalado na categoria. Teve altos e baixos no decorrer da temporada, mas deixou claro que mereceu a oportunidade na F-1. Apanhou no começo, mas finalizou a temporada no mesmo ritmo do experiente companheiro. Foi o autor de uma espantosa pole position no GP do Brasil, algo que a equipe não conseguia desde 2005. Mas apesar das boas apresentações, Hulkenberg acabou dispensado da Williams, por questões financeiras. Ainda não tem lugar garantido na próxima temporada.

  • Posição: 14º
  • Pontos: 22
  • Pole Position: 1

domingo, 5 de dezembro de 2010

Campeonatos... Falta o de motores!


A Fórmula-1 sempre exaltou o Campeão de pilotos, mesmo com o surgimento do campeonato de Construtores, que passou a vigorar a partir de 1958, este, sempre ficou em segundo plano. Vide a maior comemoração que a Red Bull fez com o título de Sebastian Vettel, em Abu Dhabi, com relação ao próprio título de Construtores que foi assegurado time austríaco antecipadamente no Brasil.

Interessante notar, como esse ano, isso ficou mais claro. O foco principal é pelo o título de pilotos, e o de Construtores é tido apenas como uma conseqüência. Em recente declaração do novo chefe da Porsche, Matthias Mueller, questionado sobre a possibilidade da entrada do Grupo Volkswagen-Porsche na categoria, o mesmo fez referência a esse assunto.


“A F-1 é um campeonato mundial de pilotos, com um foco nos patrocinadores e nas montadoras apenas secundário. Para nós, é uma clara desvantagem. A segunda desvantagem para um investimento a longo prazo é a incerteza das regras no futuro”


E para mudar esse panorama, bem que Fórmula-1 poderia promover também um campeonato de motores, como forma de atrair novos fornecedores de unidades de força, além de mais patrocinadores e mudar esse quadro de apenas quatro fabricantes. O atual regulamento que congelou o desenvolvimento dos motores também emperra a possível entrada de novas empresas.


E as novas regras dos motores a serem implantadas em 2013, visando maior economia de combustível e com apelo ambiental, conforme o nosso amigo Marcelonso, do Blog do Marcelo.


Um Campeonato de motores até já foi cogitado por Bernie Ecclestone, dono da FOM, tempos atrás, quando as montadoras começaram a investir maciçamente na categoria, mas logo a idéia foi deixada de lado. Um novo campeonato geraria mais premiações em dinheiro por parte da FOM, e conhecendo Bernie...


Em 2010, através da Red Bull, a francesa Renault assegurou os títulos de Construtores e Pilotos. Sendo sua 9º conquista de Construtores e a 8º de Pilotos. Mas, se já houvesse um campeonato de motores a campeã da temporada 2010 teria sido a alemã Mercedes-Benz que marcou mais pontos com as três equipes que competiram com seus propulsores.


McLaren, Mercedes e Force India finalizam em 2º, 4º e 7º respectivamente. A Renault contou apenas com duas equipes Red Bull e Renault, 1º e 5º lugares respectivamente. A Ferrari somou pontos com BMW Sauber e Toro Rosso, 3º, 8º e 9º lugares respectivos. A Cosworth só pontuou com a Equipe Williams que terminou o campeonato em 6º. Eis a pontuação abaixo:


  1. Mercedes-Benz (GER); 736 Pontos
  2. Renault (FRA); 661
  3. Ferrari (ITA); 453
  4. Cosworth (ENG); 69


A Porsche já deu seu recado, resta a FOM e a FIA se unirem para atrair mais montadoras, não para montar equipes como aconteceu nesta década, mas para fornecimento de motores e novas tecnologias.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Todos iguais no fornecimento de motores.


A Fórmula-1 terá um grid bem equilibrado, quanto ao atendimento, no fornecimento de motores para as equipes na próxima temporada. Com o anúncio de Tony Fernandes, confirmando que sua equipe deixa de receber os propulsores da Cosworth e passa a ser impulsionada pelos motores franceses da Renault em 2011.


Com isso, as quatro fornecedoras atuais: Mercedes-Benz; Renault; Ferrari e Cosworth terão 25% do grid cada, ou seja, cada fabricante será representado por três equipes.


RENAULT:

  1. Red Bull;
  2. Renault (Genii);
  3. Lotus (Air Asia);

MERCEDES-BENZ:

  1. McLaren;
  2. Force India;
  3. Mercedes GP

FERRARI:

  1. Toro Rosso;
  2. Sauber;
  3. Ferrari;

COSWORTH:

  1. Williams;
  2. Hispania;
  3. Marrusia Virgin;

sábado, 30 de outubro de 2010

Negociações entre Toyota e Hispania.


Os rumores envolvendo um possível acordo entre Toyota e Hispania pipocam desde o começo do ano, mas até o momento nada de oficial foi confirmando por nenhuma das partes. Como sabemos, a Hispania rompeu o acordo que tinha com a Dallara, que foi a responsável pela construção do chassi deste ano. Entretanto, como a Hispania irá correr em 2011 se ela não está construindo nenhum carro?


Essa semana a revista alemã “Auto Motor und Sport”, afirmou que a Hispania comprou "a expertise, os equipamentos e as instalações" da equipe Toyota, em Colônia, na Alemanha. O acerto explicaria o fato de a Toyota ter liberado apenas o carro de 2009, e não o de 2010, para os testes com os novos pneus da Pirelli. Mas como uma equipe, tão limitada financeiramente como a Hispania, teria dinheiro para poder comprar a estrutura gigantesca da Toyota?


É aí que entra os japoneses, suspeita-se que é a Toyota, a verdadeira interessada no acordo, com o time de José Ramon Carabante. Os japoneses usariam a Hispania como uma forma discreta e sensata de voltar à categoria. E assim, cederia toda a sua estrutura de F-1, e dariam todo suporte necessário para a Hispania correr em 2011. Já que fizeram o TF-110 para esta temporada, mas como a montadora resolveu abandonar abruptamente a categoria em 2010, o bólido ficou ao Deus dará.


E se o acordo com os espanhóis realmente vingar, o TF-110 seria adaptado para o regulamento de 2011, além do uso dos pneus Pirelli, mas ainda fica a dúvida quanto ao fornecimento de motores, se a Hispania correria com os próprios motores japoneses na próxima temporada ou se continuaria com os Cosworth.


sábado, 14 de agosto de 2010

Equipes Estreantes: Ainda sem pontos.


Passada as 12 primeiras etapas do Campeonato Mundial de Fórmula-1 em 2010, as equipes estreantes são as únicas que ainda não marcaram pontos. Sendo que todas as nove equipes remascentes de 2009 já pontuaram, e com seus dois pilotos.


Mesmo que o desempenho e a confiabilidade das três tenham melhorado no decorrer do campeonato, assim como o motor Cosworth, as novatas ainda não são capazes de disputar posições nem com a Toro Rosso, que é a atual pior colocada dentre as equipes “experientes”. A diferença é incômoda entre as equipes já estabelecidas, aliás, parece que a novatas participam de um torneio à parte. Todavia, elas já estão se movimentando para reverter essa situação na próxima temporada.


A Lotus é a que tem se saído à melhor delas, constantemente termina as corridas, e apesar da acusação de plágio, por parte da Force India, vem cada vez mais ganhando a simpatia do público e dos patrocinadores da categoria, até Bernie Ecclestone crítico feroz dos times novatos, já declarou que foi muito bem-vinda a volta da marca, independentemente dos seus atuais donos. Nos bastidores a Lotus negocia para ser a terceira equipe a utilizar os motores Renault em 2011.


Apesar de ter o carro mais defasado de todos com o rompimento da parceria com a Dallara que fabricou o chassi da equipe, e com um desempenho igualmente embaraçoso. A Hispania tem conseguido finalizar as corridas com regularidade, mesmo promovendo um rodízio entre seus pilotos. A Equipe espanhola é a que mais sofre com a falta de recursos técnicos e informações que possam ajudar no melhor acerto do carro para treinos e corridas. Resultado de uma equipe que foi criada e montada às pressas. E que só pôs o carro para “correr” nos treinos livres do GP do Bahrein. Para 2011, os espanhóis negociam uma parceria com a Toyota para utilizar as instalações e o staff da ex-equipe de F-1, em Colônia, Alemanha, além do projeto do carro feito pelos japoneses, o TF110, que correria esse ano.


A Virgin é a ultima colocada no campeonato, pois é o time com o pior aproveitamento nas provas. Mesmo apresentando um desempenho parelho ao da Lotus. A equipe inglesa sofre com um bólido que peca pela falta de confiabilidade. O projeto do carro foi todo desenvolvido por computação gráfica, mas essa inovação, posteriormente, revelou-se um tiro no pé, pois depois do carro feito perceberam que o tamanho do tangue de gasolina não tinha capacidade suficiente para finalizar as corridas. Enfim, conseguiram construir novos chassis, adequados, e só no decorrer do campeonato a equipe resolveu utilizar o túnel de vento para aperfeiçoar o carro. Para 2011, a equipe continuará com o aporte financeiro de Richard Branson, bem como a continuidade dos motores Cosworth.


E que realmente tenham melhor sorte nos próximos anos!

domingo, 25 de abril de 2010

Fornecimento de Motores.


Reconhecidamente, desde 2007 a Mercedes-Benz tem o melhor motor da Fórmula-1, e em 2010 não há perspectiva de mudança, perante o domínio das usinas de Stuttgart tanto em potência como em confiabilidade. É o principal trunfo para o sucesso das três equipes que são abastecidas com seus propulsores: Seu próprio time, a McLaren e a Force India.


Esse domínio da Mercedes pode ser explicado, em parte, pela imposição da controversa regra de congelamento no desenvolvimento dos motores. Que teve seu início em 2006 com adoção dos motores V-8 em substituição aos V-10 e que deve vigorar até o final de 2012. Em 2009 a FIA também impôs às equipes a utilização de 8 motores para cada carro por temporada.


Atualmente a Fórmula-1 conta com apenas com 4 fornecedoras de motores para as 12 equipes do mundial. Comparando com 2008, por exemplo, onde havia 6 fornecedoras para as 11 equipes que iniciaram o campeonato.


A crise econômica mundial, e a conseqüentemente busca por redução de custos, as incertezas dos mercados e os decepcionantes resultados de algumas marcas, fizeram com que Honda, Toyota e BMW deixassem a categoria, além de barrar a entrada de novas pretendentes. A chegada da Cosworth vencedora de uma concorrência realizada por Max Mosley por motores com melhor custo-benefício, tendo como público-alvo as equipes privadas, e principalmente os times novatos.


Lotus, Virgin e Hispania ainda sofrem pela inexperiência, mas a Williams que também optou pelos motores ingleses, e mesmo com um bom chassi, tem tido um desempenho apenas razoável, deixando claro que carece de força para empurrar seus carros, e é algo que não deve mudar tão cedo, ou seja, foi um tiro no pé!


A Renault que quase abandonou a F-1 em 2010, entretanto, foi salva por um grupo de investidores e tem surpreendido até o momento, mas ainda sim, atrás dos alemães. Além do seu time, os franceses conseguiram manter a Red Bull como cliente. Se bem que o time de Dietrich Mateschitz não tinha muitas opções mesmo.


A Ferrari é a organização que mais têm apresentado problemas com a regra de congelamento dos propulsores. Suas usinas têm potência comparável à Mercedes, mas consomem mais gasolina e peca, e muito, pela confiabilidade, algo evidente esse ano. Os motores italianos também empurram os carros da Toro Rosso e do time de Peter Sauber que, aliás, tem sido o maior prejudicado pelas constantes quebras do motor Ferrari.


Os italianos haviam declarado que não estavam preocupados com a deficiência de seus motores, pois se tratava de um caso isolado, mas voltaram atrás e pediram autorização a FIA para fazer alterações nos mesmos, pois identificaram o problema, mais precisamente nas válvulas pneumáticas.


Acredito que essas regras não afetaram as disputas, nem as velocidades dos carros, mas é prejudicial, pois não há atrativos para a entrada de novas fabricantes que queiram apenas fornecer motores e não montar equipes como fizeram e fracassaram BMW, Honda e Toyota. E não há nenhuma garantia das que ainda permanecem. A FIA e a FOTA precisam rever isso o mais breve possível, e não esperar até 2013.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Williams: Rubens Barrichello vs. Nico Hulkenberg.



9. Rubens Barrichello:

Piloto com maior participação em GP’s na categoria. Rubens Barrichello parte para sua 18ª temporada na F-1. Depois de quase aposentado no final de 2008, o piloto brasileiro ressurgiu em 2009, pela Brawn, finalizando o ano em 3ª lugar e com duas boas vitórias. Chega a Williams na perspectiva de trazer a equipe de volta aos bons tempos. Deve andar constantemente na zona dos pontos.

10. Nico Hulkenberg:

O mais badalado estreante de 2010. O alemão Hulkenberg chega com moral à Fórmula-1, atual campeão da GP2, além de outros títulos em diversas categorias escolas. Empresariado por Willi Weber, Hulkenberg já é familiarizado com o ambiente da categoria, pois é test-driver da equipe inglesa desde 2007. E com certeza, dentre os novatos, é o mais bem preparado e promissor piloto. Veloz e constante foi muito bem nos testes de pré-temporada. Esse promete!


Sir Frank Williams, espera sorrir novamente em 2010. Com uma nova dupla de pilotos, um novo motor, que, aliás, foi muito constante e passou muita segurança a todos do time. Mas, a equipe tem se concentrar no desenvolvimento contínuo, ao longo da temporada, pois, a Williams sempre começa bem, e vai perdendo as forças no decorrer do campeonato. 2009 foi difícil, apenas Rosberg pontuou. Patrick Head e Sam Michael não viam à hora de o ano acabar, para se livrarem da Toyota e do Nakajima.

O FW 32 é bom chassi, e Rubens Barrichello deve aproveitar-se da experiência para se sair melhor, mas tem está ligado no alemão!

sexta-feira, 5 de março de 2010

HISPANIA COSWORTH HRT F1


A última equipe a apresentar seu bólido para a temporada de 2010, foi a Hispania ou HRT. O lançamento foi executado na sede da equipe, na cidade de Múrcia, Espanha. O dono do time é José Ramón Carabante, que terá como diretor o alemão Colin Kolles. Na parte técnica contará com experientes engenheiros, o inglês Geoffrey Willis e o belga Jacky Eeckelaert.


O projeto do carro ficou a cargo da tradicional construtora de chassis italiana Dallara. Com um desenho igualmente conservador, principalmente na dianteira, mas ao contrário das outras equipes tem um bico mais baixo. Também será impulsionado pelos motores ingleses da Cosworth. Quanto ao layout, predomina a cor cinza com detalhes em amarelo, vermelho e branco.


Os pilotos:

20. Karum Chandhok:

A equipe espanhola contará com uma dupla de novatos. O indiano Karum Chandhok, de 26 anos é o segundo piloto da Índia a participar da categoria. Fez boas apresentações na GP2, vencendo corridas, foi companheiro do próprio Bruno Senna na iSport em 2008.

21. Bruno Senna:

O primeiro piloto a ser confirmado para 2010 no time, quando a equipe ainda era de Adrian Campos. Tem um vice-campeonato de GP2 em 2008. E finalmente vai estrear na categoria máxima do automobilismo.

Opinião:

Almejam ser a melhor equipe entre as novatas, mas é difícil prevê o potencial de um carro que só vai à pista nos primeiros treinos livres para o GP do Bahrein, mas é possível. Quanto ao desempenho dos pilotos, cogitar quem se sairá melhor no ano, eis uma incógnita.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Motores: Cosworth e Ford Cosworth.


Na Fórmula-1, a Ford Cosworth teve em sua história 176 vitórias, 139 pole positions, 160 melhores voltas e 535 pódios. Obtendo 13 campeonatos de pilotos e fazendo 10 equipes campeãs de Construtores. Sendo que sua última vitória na categoria foi no GP do Brasil de 2003, com Giancarlo Fisichella no cockpit de uma Jordan. E sua última participação foi em 2004, quando a Ford resolveu encerrar suas atividades na F-1, vendendo a equipe Jaguar para a Red Bull e a divisão de motores Cosworth para os donos da extinta ChampCar.

Bem, depois que a Cosworth perdeu o parentesco com a Ford, passou a ser tratada como uma nova empresa. Sem vitórias na categoria, contando com 35 participações, onde fez sua estréia na F-1 em 2005, empurrando os carros da Red Bull e Minardi, e em 2006 com Toro Rosso e Williams. Nesse período conseguiu uma volta mais rápida com Nico Rosberg, da Williams no GP do Bahrein de 2006.

Depois de três temporadas fora, a Cosworth retorna a categoria depois de vencer uma licitação da FIA para fornecer motores para as equipes novatas, além de novamente fechar contrato de fornecimento com a equipe de Sir Frank Williams.

Agora é esperar para ver como será o desempenho dos propulsores, em corrida, nesse retorno da Cosworth, já que em 2006 a Williams sofreu bastante com a falta de confiabilidade dos motores ingleses, além de ter que atentar para consumo de combustível. Entretanto, seus motores passaram por uma reconfiguração para atender o regulamento que limita em 18000 rpm, aumentando assim a durabilidade.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

LOTUS COSWORTH T127


A lendária Lotus está de volta, pelo menos a marca e as cores [...].
A 11ª equipe a apresentar seu bólido para temporada de 2010, sendo a segunda das novatas. A Proton, Empresa Estatal da Malásia, que fabrica carros de passeio e que atualmente detém os direitos do uso da marca inglesa, fundada por Colin Chapman.

Apresentado hoje em Londres, o modelo com a pintura tradicional que identificava as escuderias britânicas, conhecida como British Racing Green, que também remete ao passado vitorioso de uma das mais importantes equipes que já competiu na F-1. Quanto ao carro, intitulado de T127 que mantém a nomenclatura oficial dos modelos lançados por seu fundador, seja carro de passeio ou competição, tem um desenho simples e reto, principalmente na dianteira, com bico fino. Particularmente, achei a parte traseira semelhante à Mercedes GP.

Em resumo ficou muito bonito, mas sou suspeito para falar da Lotus, pois sempre foi minha equipe favorita, mesmo sem ter acompanhado o início de sua trajetória, já que nasci em 1983. Meu carro predileto é a Lotus preta de Ayrton Senna com patrocínio da John Player Special, um clássico.

[...] lembram o mito do passado. Mesmo que por outras mãos. Agora sob a batuta de Tony Fernandes e Mike Gascoyne a responsabilidade do retorno do time à F-1. Os pilotos são Jarno Trulli e Heikki Kovalainen. E para completar as coincidências o motor é Cosworth, apesar de não pertencer mais à Ford. Boa sorte, então!

Vou torcer!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

WILLIAMS COSWORTH FW32


A Williams não fez nenhuma apresentação formal do novo equipamento, simplesmente mandou o carro para pista com Rubens Barrichello ao volante. E o novo projeto do time de Sir Frank Williams, o FW32 não foge da nova tendência; bico alto e largo.

O aerofólio traseiro se assemelha ao da McLaren, mas sem a bigorna, por enquanto. A traseira é mais baixa e delgada.

O layout permanece o mesmo, só o tom de azul que aparenta ser mais escuro. Terá novamente os motores Cosworth.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Todos os Pilotos Campeões.


1950. GIUSEPPE FARINA (ITA) ALFA ROMEU
1951. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) ALFA ROMEU
1952. ALBERTO ASCARI (ITA) FERRARI
1953. ALBERTO ASCARI (ITA) FERRARI
1954. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) MERCEDES/MASERATI
1955. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) MASERATI
1956. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) MASERATI
1957. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) FERRARI
1958. MIKE HAWTHORN (ENG) FERRARI
1959. JACK BRABHAM (AUS) COOPER-CLIMAX
1960. JACK BRABHAM (AUS) COOPER-CLIMAX
1961. PHILL HILL (USA) FERRARI
1962. GRAHAM HILL (ENG) BRM
1963. JIM CLARK (SCT) LOTUS-CLIMAX
1964. JONH SURTEES (ENG) FERRARI
1965. JIM CLARK (SCT) LOTUS-CLIMAX
1966. JACK BRABHAM (AUS) BRAHBAM-REPCO
1967. DENIS HULME (NZL) BRAHBAM-REPCO
1968. GRAHAM HILL (ENG) LOTUS-FORD
1969. JACKIE STEWART (SCT) MATRA-FORD
1970. JOCHEN RINDT (AUT) LOTUS-FORD
1971. JACKIE STEWART (SCT) TYRRELL-FORD
1972. EMERSON FITTIPALDI (BRA) LOTUS-FORD
1973. JACKIE STEWART (SCT) TYRRELL-FORD
1974. EMERSON FITTIPALDI (BRA) MCLAREN-FORD
1975. NIKI LAUDA (AUT) FERRARI
1976. JAMES HUNT (ENG) MCLAREN-FORD
1977. NIKI LAUDA (AUT) FERRARI
1978. MARIO ANDRETTI (USA) LOTUS-FORD
1979. JODY SCHECKTER (ZAF) FERRARI
1980. ALAN JONES (AUS) WILLIAMS-FORD
1981. NELSON PIQUET (BRA) BRABHAM-BMW
1982. KEKE ROSBERG (FIN) WILLIAMS-FORD
1983. NELSON PIQUET (BRA) BRAHBAM-BMW-TURBO
1984. NIKI LAUDA (AUT) MCLAREN-TAG-TURBO
1985. ALAIN PROST (FRA) MCLAREN-TAG-TURBO
1986. ALAIN PROST (FRA) MCLAREN-TAG-TURBO
1987. NELSON PIQUET (BRA) WILLIAMS-HONDA-TURBO
1988. AYRTON SENNA (BRA) MCLAREN-HONDA
1989. ALAIN PROST (FRA) MCLAREN-HONDA
1990. AYRTON SENNA (BRA) MCLAREN-HONDA
1991. AYRTON SENNA (BRA) MCLAREN-HONDA
1992. NIGEL MANSELL (ENG) WILLIAMS-RENAULT
1993. ALAIN PROST (FRA) WILLIAMS-RENAULT
1994. MICHAEL SCHUMACHER (GER) BENETTON-FORD
1995. MICHAEL SCHUMACHER (GER) BENETTON-RENAULT
1996. DAMOM HILL (ENG) WILLIAMS-RENAULT
1997. JACQUES VILLENEUVE (CAN) WILLIAMS-RENAULT
1998. MIKA HAKKINEN (FIN) MCLAREN-MERCEDES-BENZ
1999. MIKA HAKKINEN (FIN) MCLAREN-MERCEDES-BENZ
2000. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2001. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2002. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2003. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2004. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2005. FERNANDO ALONSO (SPA) RENAULT
2006. FERNANDO ALONSO (SPA) RENAULT
2007. KIMI RAIKKONEN (FIN) FERRARI
2008. LEWIS HAMILTON (ENG) MCLAREN-MERCEDES-BENZ
2009. JENSON BUTTON (ENG) BRAWN-MERCEDES-BENZ

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O que é necessário...? parte 2

Bem, moçada... na primeira parte deste post falamos da estranha e histórica relação da equipe Williams com Rubens Barrichello, vendo o que cada lado desta vez pode oferecer um ao outro.
Desta vez, tentaremos discorrer um pouco sobre o que um piloto como Rubens Barrichello pode fazer diante das limitações técnicas que provavelmente terão o carro da Williams. Segundo Luiz Fernando Ramos, o Ico, no site Tazio, o acerto com a Cosworth já foi acertado, e tanto por uma razão financeira (que sem dúvida pesa em uma equipe que tem limitações de patrocínio) como por uma razão técnica, de acordo com os resultados no dinamômetro - avaliando assim a potencia e o consumo teórico.
Há, segundo Ico, um fluxo de informações e staff técnico da Mercedes no processo, além de uma possibilidade de desenvolvimento mais livre por conta do regulamento técnico da F1 (tudo muito técnico, não?), limitando os outros motores por já existirem e esses não. Não sei se entendi corretamente este regulamento, mas isso oferece ao mesmo tempo uma chance maior dos Cosworth (que terão o auxílio da Porsche, rival da Mercedes rsrs) serem páreo para os potente Mercedes ano que vem,e ao mesmo tempo uma faca de dois le-gumes que, tirando a falta de dados concretos por não estar correndo um pé atrás.
E aí entra a tal figura do piloto.
Muito se leu e se comentou e se falou da capacidade de um piloto no desenvolvimento do carro, ainda mais em tempos sem testes... chegou-se a mais ou menos duas correntes de pensamento gêmeas bivitelinas e briguentas:
- O piloto é parte fundamental do processo, ainda mais em tempos de testes. Ele fornece dados concretos do acerto do carro, mais precisamente o chamado acerto fino. Ou seja, o que mais se adequa a seu estilo de pilotagem, e onde ele vai tirar mais do carro. O acerto fino fica mais ou menos limitado pelo que o pacote aerodinâmico e mecânico dá, mas nisso se pode extrair múltiplas variedades que nem telemetria nem cálculos de aerodinâmica avançadíssimos nem túnel de vento pudessem extrair sozinhos. Além disso, o piloto desenvolve ao longo da temporada, e com todas as vicissitudes de cada corrida, o desenvolvimento contínuo do carro necessário para extrair todas as informações possíveis para se adaptar melhor o carro a mais condições extremas e para o desenvolvimento do carro para a próxima temporada, aproveitando tudo possível.
- O piloto não é tão importante no processo. Principalmente para as equipes com mais recursos técnicos e/ou financeiros, como Maclaren e Ferrari, as coisas podem ser contornadas com extrema tecnologia, muita grana e muita gente no staff (e gente boa). A atuação do piloto no desenvolvimento é parte apenas integrante, apenas no ajuste fino para as corridas, tendo apenas ele piloto que se acostumar com a situação. Fato isso que nessas duas grandes equipes nenhum é reconhecidamente bom ajustador de carros e sem a atuação constante do piloto de testes (que virou apenas um terceiro piloto) a parte humana dentro do carro é facilmente superada por uma telemetria mais completa e túneis de vento incríveis.
As duas têm clara observação na realidade concreta desta temporada e ainda serão realidade para o ano que vem. E por isso mesmo as duas estão corretas. Entretanto, para mim, se aplicam a realidades diferentes e tendo mais a dar crédito à primeira, principalmente por uma "eventual" parceria Barrichello- Williams...
Rubens marcadamente correu por equipes com pouco dinheiro e limitadas na metade da carreira. E principalmente no começo dela, o que lhe deu sempre muita importância nesse papel de acertador. Era isso ou nada. Na Ferrari, ao lado de outro fantástico e sensível acertador de carros, Schumacher, e o excelente staff técnico e financeiro da equipe, fizeram essa equipe ser imbatível.
Na Honda, foi isso que o salvou, muitas vezes, de piores resultados. O carro era péssimo, e dele extraía mais coisas. Em 2006 apanhou do carro, mas no fim o dominou. Button conhecia a peça bem melhor (viu, isso tem diferença...um piloto como Button conhecer bem o aspecto técnico do carro só é possível com muito tempo de casa). Em 2007 apanhou do carro pois não era para seu estilo e Button tb. O butão se saiu melhor mais uma vez, entretanto o carro era totalmente feito pensando no estilo dele, Button, de correr. Em 2008, o carro era uma cilada, mas aí Barrichello pôde usufruir de um desenvolvimento feito de dois anos antes. Conhecendo o desenvolvimento do carro e aplicando isso no acerto fino, Barrica é quem conseguia extrair tudo do carro...tudo mesmo. Para alguém extrair 11 pontos daquilo, ir para Q2 e Q1, era milagre da ciência? Quase... ciência da pilotagem aplicada, e um piloto pilotando melhor do que em muito tempo não se via. Barrichello naquele ano extraiu o que extraía em 2002 ou 1999, ou 1994, de pilotagem. A diferença de chassi é que fez o resto.
Rubens pode ser isso na Williams, e não é à toa que se pensa esse contrato para 2 anos (1+1). Ter um tempo para desenvolver o carro é importante, e pilotar em níveis bons igualmente. Ico, em seu blog, vê isso também. Um motor que pode ser bom, afinal de contas, com um chassi bom e uma aerodinâmica boa que já tem e pode ser aperfeiçoado aqui e ali, limitadamente pelos recursos, um nível de pilotagem como o de Barrichello, com motivação de iniciante e muitas informações importantes vindas do forno da pista, pelo mesmo Barrichello...
Bem diferente, obviamente, do que podem fazer grandes cifras como Ferrari e Maclaren. Pelo visto, muitos engenheiros de ponta e muita organização, também, coisa que falta na Ferrari e sobra na Maclaren. O desenvolvimento acompanhado não é tanto do piloto e de um limitado número de técnicos, engenheiros e mecânicos...e sim coisa de grandes indústrias automobilísticas. Assim fica mais fácil, não acham?
Rubens se aplica na primeira fórmula: o necessário para uma equipe como a Williams de hoje. Limitada, com esperanças de voltar a ambientes melhores, mais garagista que nunca e em um ambiente aparentemente mais "caseiro" do que a Williams, imponente, estribada e arrogante de outrora, que demitia campeões como se fossem lixo tóxico e esbanjava incompetência. Nesse papel agora atua a Ferrari.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O que é necessário...? parte 1

De volta aos ares do blog depois de uma semana com muito a se fazer e uma folga justa. Muitos assuntos pipocaram, mas nada tão impactante quanto a efetivação (?) do contrato de Rubens com a Williams. Muito se falou disso anteriormente, e eu até falei algumas coisas sobre isso anteriormente.
Nossas opiniões nunca devem estar fechadas, pois sempre novos elementos vêm à tona para nos deixar pensativos, reflexivos e até intrigados.
Afinal: PorquÊ a opção Williams? O que a Williams espera de Rubens? Que qualidades Rubens tem para tal contratação e o que ele poderá fazer pela equipe em 2010?
Posso dividir a reflexão em dois tópicos... hoje faço a primeira parte:
A Williams para Rubens e Rubens para a Williams
No excelente Blogsport Brasil, um belo post do amigo Felipão falando justamente da estranha relação que Rubens tem com a equipe. Sempre sendo sondado pela equipe, e efetivamente por duas vezes, a primeira em 1994, logo após a morte de Senna (para quem não lembra, Rubens era o garoto-promissor da F1, algo entre Vettel do ano passado e Rosberg deste ano). Pelo acordo da época, Rubens estava preso a uma pesada multa contratual com a Jordan. Para sair dela, teria que abdicar do patrocínio pessoal da Marlboro , por conta da ligação Williams- Rothmans e a Arisco seria a fiadora. Nelson Piquet, na época patrocinado pela Arisco (como Rubens) era o intermediário, e receberia por isso, além de ser um investimento pessoal de Piquet, que apostava no talento do "pupilo"(há certos limites nessa relação...).
O negócio não deu certo, e Rubens abdicou do negócio por praticamente correr de graça e em uma cadeira elétrica (pelo menos até então, era o carro mais instável e rápido possível). Era a melhor opção, no entanto, para Barrichello. Ele não ousou, preferiu um acordo comercial mais rápido com a Pepsi e se deu mal. O carro da Williams melhorou, ele perdeu a vaga para David Coulthard (que era inferior tecnicamente a ele), que conseguiu vitórias no ano seguinte, com uma Williams pelo menos melhor.
Além de ganhar um poderoso desafeto no caso Arisco, que era Piquet, Barrichello se afundou em escolhas ruins. Segundo Felipão pegando declarações do próprio Rubens, o contrato com a Maclaren era muito desfavorável a ele, e o carro se provou ruim...mas ficar na Jordan, sair pela porta dos fundos, ir para a Stewart... que só se provou um carro competitivo em 1999. Cinco anos perdidos que poderiam ter lhe trazido algumas vitórias e mais prestígio. Do contrário, ficou como chacota nacional devido à absurda pressão em massa.
Entretanto, a Williams sempre esteve de olho em Barrichello, que ganhava muita experiência e espírito de liderança para ajustar carros e recuperava uma velocidade razoável, tal qual nos primeiros tempos. Aliás, a equipe sempre esteve de olho nele, com os rendimentos na F3 inglesa e em outras categorias de base. Frank e Patrick Head são mestres nesse tipo de olhar para as categorias de base, haja vista quem contrataram como piloto de testes e agora "segundo " piloto, Nico Hulkenberg, atual campeão da GP2. Tentaram de novo um contrato com Rubens, e preso por uma multa grande com a Stewart, e a Williams já sem o horror de grana que antes tinha...Ralf era mais barato e na época quase no mesmo nível que Barrichello. A Ferrari precisava de um segundo piloto melhor que o já medíocre Irvine e aí pegou Barrichello antes que a Maclaren o tentasse de novo. Sempre com David Coulthard, seu rival na F-3000 e F3 na cola.
Em suma, é uma relação antiga, um contato que nos foi praticamente posto em xeque este ano com Williams dando um recado para Barrichello no infeliz episódio da Alemanha, quando houve troca de posições nos boxes... ~Felipão matou a charada:
"Agora, contrariando às expectativas de seus críticos, ganha mais uma sobrevida. E, surpreendentemente, na Williams.
Digo “surpreendentemente”, levando-se em conta o puxão de orelhas que Barrichello levou do velho Frank Williams, após ter criticado publicamente a postura de Ross Brawn e seus pares na ocasião da troca de posições no Grande Prêmio da Alemanha deste ano.
"É uma atitude passível de um cartão vermelho", disse o chefão, referindo-se à punição aplicada no futebol para uma falta grave. "Trata-se de uma declaração bem incomum para um piloto. Em sua defesa, devemos admitir que ele estava no calor do momento, muito chateado."
Quando perguntado sobre o que faria se ele fosse o seu piloto, Williams respondeu: "Eu tentaria deixar o meu orgulho para trás, conversaria com ele e tentaria fazê-lo mudar de opinião", disse. "Mas, com certeza, não toleraria uma atitude como essa novamente."
Curiosamente, Barrichello não respondeu, como se tivesse entendido a mensagem do futuro patrão. Nesses 16 anos de Fórmula-1, Barrichello aprendeu, certamente, que o velho Frank Williams não cultiva o hábito de mandar recado."
O que traz, no entanto, Barrichello para a Williams? O que ela tem de atrativo para Barrichello, além da promessa de um primeiro posto?
Ora, é fácil entender o que Williams espera de Barrichello: um piloto experiente, rápido (os críticos ferrenhos de Barrichello de plantão me perdoem, mas ele é rápido, ainda mais se considerar que a grande maioria dos pilotos que tem a metade do tempo dele na categoria já perdem e muito a velocidade), adepto do trabalho com a equipe para o melhor acerto possível do carro -diria essa o principal chamariz de Barrichello- e muito motivado. Todas essas características do brasileiro atraem os olhos de Williams há muito, e de uma considerável parcela do paddock, geralmente conhecido por só olhar com grandes olhos pilotos ou com muito carisma ou com grandes patrocínios. Caras do ramo, garagistas como Head e Williams sabem bem o valor de um piloto como Rubens, ainda mais com as limitações técnicas da equipe e com os limites de testes.
Assim, Rubens seria mais atrativo que um Heidfeld, por exemplo, que não é tão bom para acertar carros (embora seja bom), não é mais rápido, menos experiente e muito menos motivado. Heidfeld é um morto nas calças, que seria útil para conseguir mais alguns pontinhos para a equipe do que Nakajima, mas não para conseguir levar o carro a uma 4ª posição, como Rosberg faz.
E para Rubens? A Williams lhe traz um novo desafio, seria isso? Ele vê possibilidades em um motor Cosworth? O que ele sabe que nós não sabemos? Notícias foram vinculadas que a Williams teria um motor Renault, e talvez Rubens tenha feito um contrato pensando neles? Mas não foram eles que atrapalharam o campeonato de Vettel? Seria Rubens um apressado, que não ousaria mais sofrer como no ano passado, sem acerto até o último instante, sendo o último a ser efetivado para 2009? Teria sido ele enganado pela pressa e pela promessa de um Renault... e depois ter vindo um Cosworth?
Perguntas que dóem em nosso juízo. Rubens, no entanto, lutou até o fim para ir com a Brawn pq sabia que o carro seria extremamente competitivo. Rubens igualmente sabe que a Williams, mesmo com todas as limitações possíveis e imagináveis de verba e patrocínio já vem estudando o carro para o fim do reabastecimento (situação que apenas Rubens conhece no atual grid). Sabe que o grande empecilho para efetivar o carro jaz justamente no acerto para um motor (fundamental para ano que vem, e o da Mercedes é a melhor opção por ser potente e econômico). Tudo indica que o Cosworth vai ser muito beberrão...ou pode ser menos potente e mais econômico...
Em relação ao que a Brawn vai fazer sabendo da relação entre Barrichello e a Williams no tocante à disputa do campeonato levou a todos a crerem que a Brawn, em retaliação, vai promover logo Button campeão e assim assegurá-lo na equipe... mas isso é impossível de concluir por agora... Brawn pode dar um chute nos próprios pés se fizer isso agora...
Acredito que somente uma saída de Button para a Toyota, que sem dúvida deseja o possível campeão de 2009 para suas bandas (apelo comercial salvador?) faria uma reação em cadeia capaz de trazer de volta Rubens para a Brawn.
Tudo indica que a Brawn, que vai ser Mercedes num futuro próximo, será pelo menos competitiva com o motor que terá/ já tem. a Williams não poderá ter o motor Mercedes pelo mesmo motivo que a RBR: bloqueio da Maclaren. Isso é também o que nos faz pensar que a Maclaren está prestes a romper com os alemães -e viceversa, indo e voltando rsrs- e que a RBR renovará com a Renault por falta de opção, deixando a Williams sem escolha senão ir de Cosworth ou a própria RBR ir de Ferrari e deixar a STR de Cosworth, ou ficar com o Cosworth e deixar a STR com os Ferrari... uma história puxa outra e a reação em cadeia é sem precedentes.
Sem cair tanto nas teorias de conspiração, são perguntas que nos fazem pensar bastante e questionar se foi boa a opção ou não... Rubens está no olho do furacão de novo, como foi em anos passados... O que nos motiva a fazer a parte 2 deste post: O que Rubens poderia fazer para a equipe, em termos de desenvolvimento e acerto do carro, considerando o limite de orçamento da equipe? O que um piloto efetivamente consegue fazer nos dias de hoje, considerando toda a tecnologia que as equipes grandes como Maclaren empregam e fazem carros extremamente competitivos para pilotos sem o métier de ajustadores?
Vou me arriscar nessas reflexões no próximo post...me acompanhem nessa jornada rumo ao desconhecido! Comentem!