Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sábado, 8 de agosto de 2009

Resta uma...

... Vaga para os pretendentes que ainda sonham em montar ou adquirir uma equipe de F-1. A FIA reabriu o processo de seleção para escolha de mais um time, depois do melancólico anúncio da saída da BMW da categoria ao final desta temporada.

Max Mosley enviou uma carta aos times que ficaram de fora do controverso processo seletivo onde foram escolhidas as três primeiras equipes: Manor, US F1 e Campos. A carta explica que no momento há mais uma vaga disponível.

Ainda não sabemos quais critérios a FIA usará agora, já que no caso das três primeiras equipes selecionadas, as mesmas tiveram preferência por aceitarem correr com os motores Cosworth. Ao contrário das outras pretendentes como a Prodrive que sempre divulgou a parceria com a Mercedes-Benz.

A Epsilon Euskadi já havia manifestado o direito de concorrer à vaga assim que soube da notícia do abandono dos Bávaros e provavelmente seja a favorita agora!

Resta saber se Peter Sauber conseguirá reassumir a equipe que vendeu para os alemães no final de 2005, já quê as primeiras negociações foram frustradas. Apesar de ainda lutar para garantir à volta de seu time à ativa, pois, ele ainda detém 20% das ações. O mesmo perdeu o prazo para a assinatura do novo Pacto da Concórdia. Além da BMW não ter conseguido apresentar nenhum outro investidor interessado em comprar a equipe.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A BMW tá fora...e o que isso significa para a Fia, A Fota e a Epsilon Euskadi?

"A FIA lamenta o anúncio da BMW da sua intenção de deixar a F1, mas não se surpreendeu com a decisão.Ficou claro há bastante tempo que o automobilismo não pode ignorar a crise econômica. Os fabricantes de carros não podem continuar a gastar grandes quantias de dinheiro na F1 quando suas sobrevivências dependem de demissões, fechamento de fábricas e ajuda dos contribuintes.


Por isso que a FIA preparou um regulamento para reduzir os custos de maneira drástica. Estas medidas foram necessárias para aliviar a pressão nos fabricantes após a saída da Honda, mas também para permitir a entrada de novos times.Caso este regulamento não tivesse recebido uma oposição tão forte de tantos chefes de equipe, a saída da BMW e possíveis novos anúncios
no futuro poderiam ter sido evitados.


Ainda assim, como resultado de uma campanha de corte de custos coordenada pela FIA, as novas medidas estão no processo de ser aceitas, o que deve tornar mais fácil a entrada de novas equipes
e a participação dos times existentes com receitas muito mais reduzidas.Não é nenhum segredo que as medidas não vão tão longe quanto a FIA gostaria, mas um compromisso era necessário pelo interesse na harmonia do esporte.


Tomara que seja o suficiente para evitar novas saídas e garantir uma fundação sólida para a F1.Como guardiã do esporte, a FIA está comprometida a garantir que a F1 siga financeiramente sustentável para todos os seus competidores
, e sempre vai agir para garantir que isto permaneça assim."

As palavras da FIA para o fim da trajetória de 4 temporadas da BMW como construtora

O fim
Com relativo sucesso enquanto fornecedora do conjunto motor-câmbio para Brabham nos anos 80 e Williams nos anos 2000, em 2005 comprou a equipe Sauber. Segundo Ecclestone, a equipe tinha metas (no sentido de obrigações) de pelo menos concorrer ao título em três anos, ou seja, 2008. E conseguiu, levando Kubica a concorrer ao título, e conquistando o vice-campeonato de construtores em 2007 (apenas porque houve a punição da Maclaren).
Desde 2008, a F1 vem sofrendo com uma nova e poderossísima onda de crise financeira mundial, assolando a categoria com o abandono da SuperAguri, depois de sua dona, a Honda, e surpreendentemente, da BMW, que faz o pior campeonato desde seu início, um retrocesso caro e débil para o que fora no ano passado, quando conquistou a primeira vitória.
As vendas da BMW decaíram assustadoramente no último trimeste, mas tudo indica que a decisão se alastra desde o fim da Honda, no dezembro passado.
A onda de concordatas e recessões nas grandes empresas que atuam no setor automobilístico, como Mitsubishi, Subaru, GM, Michelin (no setor de pneus) claramente era vislumbrada com muito cuidado por todos. Tanto que durante o ano todo, grandes eram as especulações sobre a venda das equipes Toyota e Renault, cujos resultados foram bastante inferiores ao esperado. Outras equipes estão na berlinda, como a Williams, a Force India (por conta das vendas da Kingsfisher, do dono da equipe, estarem em baixa) e a própria Brawn, ainda líder dos dois campeonatos, mas com o dinheiro da Honda no fim e sem contrato firmado com grandes patrocinadores.
O novo debate: ele estava certo?
O que nos leva à pergunta: como se reconfigura o debate político entre FIA e FOTA? Sobre tudo: tetos orçamentários, redução de gastos, atração de novas equipes, identidade (ou não) do esporte, comprometimento com o esporte...
Mosley estava certo? Flávio Gomes acha que sim. Eu prefiro dizer que, no tocante ao comprometimento e à criação de medidas para a redução dos gastos, sim. As montadoras seguem à lógica do capital, especificamente à mais recente, do corporativismo internacionalista de caráter privado, no qual o maior interesse é no lucro da empresa, não importando seus parceiros e seus investimentos. Comprometimento, só com a empresa. O resto que se foda.
Ele estava certo, mas suas afirmações eram um tanto óbvias, mas que o asco pela sua imagem ditatorial cegou suas afirmações coerentes com o momento histórico em que vivemos.
A FOTA mais uma vez enfraqueceu, e dessa vez, em um pilar forte. Mas rapidamente agiu e cada equipe já declarou, exceto a Renault, o comprometimento com 2010 e com a FOTA, desenhando a possibilidade de usar três carros para atrair mais fãs, ou de dar total apoio ao reeerguimento da Sauber, se for pertinente.
E a Epsilon Euskadi?
Justamente onde queria chegar. E a Epsilon Euskadi? Ora, não será fácil para a Sauber se reeerguer e fazer como a Brawn fez. Não. A Brawn só pôde existir com o comprometimento da Honda em salvar seus funcionários. A BMW também prometeu isso, mas não sabemos até onde a montadora estava investindo em 2010, ao contrário da Honda, que investiu um absurdo no ano seguinte, tanto que possibilitou à Brawn estar onde está. Não é de se esperar um milagre assim.
Contudo, a seleção das equipes para 2010 não pode simplesmente esquecer três excelentes postulantes que ficaram de fora: A prórpia Epsilon Euskadi, que já declarou seu interesse em 2010, e que não abandonou seus planos, e que por este blogueiro é a mais indicada; o eterno postulante David Richards, com a Prodrive mais preparada que nunca com a parceria com a Aston Martin, e a Lola, que nunca pode ser descartada pela estrutura, pela história e pelos parceiros que sempre consegue.
Nestes cenários possíveis, temos:
- A compra da Sauber, em um management buy-out, como a Brawn.
- A compra da estrutura da equipe por uma das postulantes.
- O ingresso direto, sem meios termos, de uma das postulantes.
Com a crescente ameaça de que mais equipes possam abdicar de seus lugares na próxima temporada, com a saída improvável da BMW e com a possibilidade de novas equipes com condições mínimas de disputar 2010 mesmo sem um teto (mais uma vez, a Epsilon sai na frente), o debate continua sobre 2010, o mercado de pilotos se agita com dois bons pilotos no mercado (um desmotivado, mas excelente Kubica, e um experiente Heidfeld) e a dura compreensão de que, na realidade econômica financeira, não se brinca com dinheiro.
Lamento muito pelos funcionários da BMW F1 dependerem dessa nojenta especulação.
O que vcs acharam dessa decisão da BMW? Comentem!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Acordo de velhos parceiros

Essa [e uma postagem curta. Minah internet em casa est[a com problemas, e estou escrevendo de um computador na faculdade. Esta, que est[a me dando uns problemas severos. Muitos trabalhos, enfim, muitos problemas.
Mas n'ao pude deixar de acompanhar o que se passa na politicagem da F1. N'ao foi apenas Becken Lima, em seu F1 Around, que suspeitou da escolha furada da ent'ao fora do p[areo Manor (notaram que este teclado tem problemas com os acentos).Manor tem parceria com a Wirth Research Tecnology. Wirth,velho parceiro de Mosley.
Fora do p[areo, por enquanto, A Epsilon Euskadi e toda a sua seguran;a financeira e estrutura, e a Prodrive, com uma possibilidade razo[avel de financiamento no mercado do Oriente M[edio e poder de barganha com a Aston Martin. Ali[as, uma promessa de inser;'ao desta em 2012, junto com a Prodrive.
Assim, a FIA e Mosley cada vez mais se enrola, j[a que aparentemente estava tendo bons esfor;os para acabar com o imbr[oglio pol[itico.
Campos tinha chances m[edias, UsF1 grandes. Por mim, s[o a UsF1 mereceu estar l[a na lista.

O gp da inglaterra se aproxima silencioso neste panorama obscuro. O campeonato n'ao importa mais para nenhum deles.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mosley, o "monarca" enxaqueca e a "independência da Fota


A novela está ficando insuportável. 18 equipes confirmadas :as 10 desta temporada mais Superfund, Lola, Epsilon Euskadi, Prodrive, Us-boto-o -nome-que -quiser-até-Bernie-dizer -que-não (está virando piada da temporada o nome dessa equipe dos EUA), Brabham,N. Technology e Campos. Litespeed, da F-3 Inglesa e March foram anunciadas pela imprensa alemã, mas sem confirmação. Quem quer montar uma equipe comigo?

Sério, tá enchendo o saco.


As equipes da Fota (Williams suspensa) se inscreveram sob certas ressalvas anexadas no protocolo, O que as deixa à mercê de Mosley, o garoto-enxaqueca. Se as condições propostas pela Fota não forem aceitas, elas deixam o campeonato, e cada vez mais acho que deixam. Sinceramente acho legal termos novas equipes, 3 ou 4 a mais, e com a possibilidade de termos mais em alguns anos, com certas reformulações no regulamento esportivo, o que também se aplica ao técnico. Isso p/ acabar com essa pretensa identidade fechada e congelada no tempo da F1, a-histórica.


Buut...mesmo com a iniciativa até razoável da Fota, que permitia uma redução gradual e planejada, com possibilidade de fazer comercialização de peças (e até de chassis) das equipes maiores pelas iniciantes. Até aí consoante com declarações do próprio Mosley. Tudo parecia virar pizza, como em nosso "amado salve-salve" argh..Parlamento. Mas não está sendo. Pode até ser que no fim, eu tenha de rezafer este post e dizer: é, deu pizza!


Mosley quer a "democratização", num sentido quase irônico, burguês e figurado do termo (e não menos coerente com as defesas de democracia feitas por nossos partidos "liberais e democratas") e quer equipes novas, renovar a idéia da principal categoria do automobilismo. E, principalmente, quer mostrar que sua pessoa e a instituição que gere há tanto tempo são mais importantes que as lideranças historicamente constituídas (Ferrari...e a atualmente muda Maclaren), novos poderes (Toyota, Red Bull e BMW) e os vem-e-vai da Renault. Force India e Brawn dificilmente continuam no barco da Fota se este naufragar. Mosley sabe disso e vai pressionar quanto puder, e terá apoio de Ecclestone, que detém o nome da F1. Esse é o mais prejudicado em termos financeiros com a saída dos Fota, e vai segurá-lo de toda forma, com processos judiciais e o escambau...

O momento é mais sério: a crise mundial afeta loucamente o mercado automobilístico e isto dá o tom do que será o futuro da F1. A sanha de Mosley em sua afirmação política tomou rumos complicados para analisar historicamente...mas lembra o processo de independência política do Brasil, de 1822. Novas forças aliadas com forças historicamente fortalecidas rompem politicamente (embora não desejassem realmente isso) para reafirmar a lógica de poder delas, com medo de se saírem enfraquecidas tanto pelo poder do Monarca como pela crise ;no caso era mais política que econômica, mas são os interesses econômicos que levam à independência...hj seriam os interesses políticos que gerariam a dissidência.


A MacLiar, expressão do Cassius Clay Regazzoni vai ficar, a Toyota e a Renault provavelmente ficam como fornecedoras de motores, mas estão p/ sair enquanto equipese quem se saíra fortalecida será a Cosworth, que fornecerá motores p/ todos os novos, praticamente. E a Mercedes, que ganha com o enfraquecimento das outras montadoras.

sábado, 30 de maio de 2009

Vestibular das novas equipes

Bom, temos até agora, 16 equipes inscritas...só fazendo alguns comentários sobre o que foi essa semana de inscrições de última hora:
- As equipes vão lá e se inscrevem, e deixam como trunfo uma proposta de regulamento igual de 2009, sem teto, sem regras duplas. A redução dos gastos é paulatina e p/ não perder novas equipes, as grandes venderão peças a baixo custo, desde que as equipes façam os próprios chassis...há quem diga que até os chassis podem ser comercializados, desde que isso seja consenso. Ou seja, a FOTA, visou sair em público com uma imagem poderosa num discurso de que ela sabe o que é melhor p/ F1 e a FIA seria louca de não negociar.
- A FIA, de Mosley prepara uma reeleição, prepara também um acordo e também quer sair em público com uma boa imagem de si, uma imagem de uma instituição que quer as melhores resoluções em baixos preços e altas produtividades..
E as novas equipes?
Todas serão incluídas?
A Lite speed não me parece ter muito chão, mas lembra a Jordan e tem o tal do Gascoyne.
A Prodrive parece uma candidata mais séria, já que não vai mais comprar chassis,mas terá um acordo estilo Force India com a Maclaren- Mercedes (cada vez mais Mercedes que Maclaren, daí a grande pista do pq os alemães não quiserem ter se debandado p/ apoiar a Brawn. E p/ 2012, a Aston Martin vem e assume de vez. Pode ter o motor Mercedes, que é um dos grandes trunfos da temporada p/a Brawn!
A UsF1, mudando o nome ou não, parece séria candidata, já que eles tem as coisas funcionando desde ano passado. O motor seria Cosworth
A Campos é uma dúvida, mas ficou caladinha, só se inscreveu. Sei não, mas se tiverem um trunfo na manga, pode ser.
A March, que chegou de última hora: essa eu nem levo fé.
A Lola...corra Lola, corra. Tem nome, tem grana e tem condições de arrumar as coisas p/ si.
Aposto em Prodrive, Lola e UsF1; o Ico, do Blog do Ico, levantou a hipótese da pre-classificação; sei não, isso iria embaralhar muito as coisas, o que é exatamente aquilo que ninguém quer no momento.