Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

De novo, Liuzzi!

Depois de dispensado da Toro Rosso no final da temporada de 2007. E eis que, novamente, o italiano Vitantonio Liuzzi fica de fora da F-1, ele até tinha contrato assinado com a Force India para correr em 2011, mas...

O time de Vijay Mallya anunciou hoje a sua nova trinca de pilotos para temporada 2011 da F-1. O escocês Paul di Resta foi efetivado e fará sua estréia como piloto titular no lugar do italiano. Já Adrian Sutil continuará na equipe por mais uma temporada, mesmo a contra gosto, já que, vive se oferecendo para outras equipes a cada entrevista que cede. O cargo de piloto reserva na equipe indiana será de outro alemão, Nicolas Hulkenberg, que correu ano passado pela Williams.

Paul di Resta é o atual Campeão do DTM, pela equipe oficial da Mercedes-Benz, aliás, ele conciliava as duas categoria em 2010, visto que, exercia a função de terceiro piloto na equipe indiana, e por vezes, assumia um dos carros do time nos treinos livres da sexta-feira, sempre causando uma boa impressão. Nos bastidores já era dada como certa sua estréia em 2011, pela Force India, com aval da Mercedes-Benz que é a fornecedora de motores da equipe.

Di Resta é o quarto novato confirmado em 2011, e o mais credenciado, uma bela aposta! Com o anúncio oficial da Force India, resta apenas uma vaga para temporada 2011. O cobiçadíssimo cockpit da Hispania, onde deve ser decido no tapa para ver quem será o companheiro de Narain Karthikeyan na equipe espanhola.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Apresentação dos novos bólidos para a temporada de 2011

Ferrari: ?
Maranello, Itália. Data 28/01

Renault: R-31
Valência, Espanha. Data 31/01

Sauber-Ferrari: C-30
Valência, Espanha. Data 31/01

Red Bull-Renault: RB-7
Valência, Espanha. Data 01/02

Team Lotus-Renault: T-128
Valência, Espanha. Data 01/02

Mercedes-Benz: W-02
Valência, Espanha. Data 01/02

Toro Rosso Ferrari: STR-06
Valência, Espanha. Data 01/02

Williams-Cosworth: FW-33
Valência, Espanha. Data 01/02

McLaren-Mercedes-Benz: MP/4-26
Berlim, Alemanha. Data 04/02

Marussia-Virgin Cosworth: MVR-02
Londres, Inglaterra. Data 07/02

Force India-Mercedes-Benz: VJM-04
Jerez, Espanha. Data 10/02

Hispania-Cosworth: ?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Do ótimo começo, à queda no final: Force India Mercedes-Benz.


Depois que fechou parceria técnica com a Mercedes-Benz e com a McLaren, a partir de 2009, o time de Vijay Mallya vinha em franca ascensão desde a temporada passada, quando conseguiram pole, melhor volta e pódio em sua segunda temporada na categoria.


E o time indiano começou muito bem 2010, com um carro bem acertado e rápido, freqüentando o Q3 regularmente, e marcando pontos com seus dois pilotos. Entretanto, a Force India teve vários problemas fora das pistas, que resultaram na queda de rendimento do meio da temporada para o final.


Vijay Mallya esteve envolto com problemas tributários na Inglaterra, além de uma batalha judicial contra Aerolab e Mike Gascoyne ex-diretor da equipe, pela qual, Mallya perdeu. A Force India ainda foi indiciada por quebra de contrato com alguns pilotos.


Devido aos bons rendimentos na temporada passada, e no início desta, seus profissionais se valorizaram, e passaram a receber propostas de outros times da F-1. E na demorou muito para o talentoso James Key, diretor técnico e responsável pelo projeto dos carros do time indiano fosse para o lado de Peter Sauber, antes do meio da temporada. Sem contar, outros três renomados profissionais que deixaram a Force India para trabalhar com Mike Gascoyne na Lotus Racing, no decorrer da temporada de 2010.


Com isso o time não conseguiu mais desenvolver o bólido adequadamente, o desempenho do carro retrocedeu. Tanto que acabou sendo alcançada e superada pela Williams na tabela de construtores. Apesar dos pesares, a Force India teve um ano razoável, e se solucionar seus problemas internos e externos promete dar trabalho em 2011, visto que atualmente seus cockpits são cobiçados por vários pilotos.

  • Posição: 7º
  • Pontos: 68
  • Nação: Índia

Seus Pilotos.


14. Adrian Sutil


O alemão esteve mais centrado em 2010, apresentou bons rendimentos enquanto o carro esteve bem. Foi forte nas classificações e evoluiu no ritmo de corrida, superando seu companheiro até com certa facilidade, ou seja, se valorizou, até teve torcida para sua ida para uma equipe de ponta, algo que ele almeja muito, apesar do time indiano estar de bom tamanho para o mesmo. Entretanto, apesar de ter errado menos em 2010, Sutil teve algumas aparições sofríveis, no GP da Coreia do Sul, por exemplo, foi uma das piores apresentações de sua vida. Deve permanecer na equipe em 2011.


  • Posição: 11º
  • Pontos: 47


15. Vitantonio Liuzzi


O italiano teve uma nova chance em 2010, como piloto titular. Apresentou-se bem no início do campeonato, especialmente, nas duas primeiras etapas Bahrein e Austrália, respectivamente, depois só voltou a aparecer com um bom resultado na Coreia do Sul. Foi sumariamente batido por Adrian nas classificações e não obteve nem metade dos pontos que o companheiro conseguiu no ano. Esperava-se mais de Liuzzi! Tem contrato assinado para 2011, com opção de mais um, com a equipe indiana, mas devido ao seu fraco desempenho nesta temporada, aliada aos cortejos de outros pilotos por sua vaga, corre o risco de ficar de fora.


  • Posição: 15º
  • Pontos: 21

sábado, 11 de setembro de 2010

Treino Classificatório do GP da Itália 2010.


A Ferrari não fazia uma pole desde o GP do Brasil de 2008 com Felipe Massa. Fernando Alonso não fazia uma pole desde o GP da Hungria de 2009. Mas hoje isso foi quebrado pelo espanhol que largará na posição de honra em sua primeira corrida pela Ferrari diante dos “tifosi”.


A Ferrari é a segunda equipe no ano que consegue quebrar a seqüência de poles da Red Bull. Fernando Alonso assinou sua 19ª pole position na carreira com uma volta avassaladora em sua primeira tentativa no Q3. Aliás, a equipe italiana andou muito bem, já que joga suas últimas fichas pela briga do campeonato de 2010. Felipe Massa ainda com dificuldade em aquecer os pneus, ficou com o terceiro tempo. O atual líder do campeonato Lewis Hamilton, e outrora favorito para pole, largará apenas da quinta posição. Hamilton que optou em remover F-duto para ter menos downforce começou muito bem no Q1 e Q2, mas no Q3 o dispositivo fez falta.


Já na McLaren de Jenson Button, o dispositivo foi mantido, o atual campeão optou acertadamente na manutenção do duto e foi quem mais se aproximou de Alonso. Button que pela primeira vez no ano ficou entre os três primeiros na classificação e deve ser o maior adversário da Ferrari na corrida.


A Red Bull fez o que pôde, tem o melhor carro, mas faltou um pouco mais de potência nos motores Renault, principalmente em um circuito velocíssimo como Monza. A equipe austríaca ficou de fora da primeira fila pela primeira vez no ano. O atual vice-líder Mark Webber ainda conseguiu superar a McLaren de Hamilton, e parte da quarta posição. Sebastian Vettel ficou com o sexto tempo, e espera-se que não apronte logo na largada.


Williams foi muito bem com seus dois pilotos no Top 10 com Nicolas em oitavo e Rubens fechando o Q3. Nico Rosberg da Mercedes-Benz com um ótimo sétimo lugar. Robert Kubica da Renault, assim como a Red Bull careceu de potência, parte do nono posto.


A Force India ficou devendo! A perda de parte do seu staff de engenheiros, acrescido de um mau momento financeiro, ao que parece, minaram as atualizações no carro. Adrian Sutil ficou pelo Q2, já Liuzzi só pôde andar três voltas. Michael Schumacher retorna à Monza, onde havia anunciado sua primeira aposentadoria em 2006. Ficou com o décimo segundo posto.


As punições de hoje foram para Timo Glock, da Virgin e Vitaly Petrov, da Renault. Ambos perderam cinco posições no grid. Glock pela equipe ter aberto a caixa de câmbio para trocar o diferencial, e o russo por ter bloqueado o mesmo Glock logo no início de treino.


Grid de largada:

Q3

1°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.21.962 (23 voltas)
2°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.22.084 (21)
3°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.22.293 (25)
4°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), 1.22.433 (26)
5°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.22.623 (17)
6°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.22.675 (23)
7°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.23.027 (23)
8°. Nico Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), 1.23.037 (23)
9°. Robert Kubica (POL/Renault), 1.23.039 (18)
10°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), 1.23.328 (26)

Q2

11°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 1.23.199 (16)
12°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.23.388 (19)
13°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), 1.23.659 (17)
14°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), 1.23.681 (19)
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 1.23.919 (19)
16°. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), 1.24.044 (16)
17°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), 1.25.540 (10)

Q1

18°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), 1.25.742 (11)
19º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1.25.774 (3)
20°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1.23.819 (17) Punido + 5
21°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), 1.25.974 (11)
22°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), 1.26.847 (10)
23°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), 1.27.020 (11)
24°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), 1.25.934 (10) Punido + 5

sábado, 24 de julho de 2010

Treino Classificatório para o GP da Alemanha 2010.


De volta a Hockenheim, que sedia o GP alemão neste ano. No treino classificatório que definiu as posições de largada, vimos um emocionante duelo entre Red Bull e Ferrari pela disputa da pole position. Além da constante ameaça de chuva. Apesar de todo empenho dos italianos, novamente deu Red Bull com Sebastian Vettel que anota sua 6º pole no ano e a 10º do time austríaco em 11 provas.


Desde os treinos livres da sexta-feira a Ferrari demonstrou um ótimo desempenho, onde finalmente o pacote de atualizações feitas no carro a partir da etapa de Valência surtiu o efeito esperado. Fernando Alonso na sua cruzada pelo titulo, deu trabalho, mas teve que se contentar com o segundo posto. Felipe Massa que voltou a andar bem, conseguiu o terceiro lugar, deixando a outra Red Bull de Mark Webber em quarto.


Alheia a essa disputa, a atual líder dos campeonatos de pilotos e construtores, a McLaren reservou para si a terceira fila: Button em quinto e Lewis em sexto. Hamilton que bateu na sexta-feira, desta vez, não conseguiu se aproximar da disputa da pole. Interessante, foi o desempenho de Jenson Button que nos treinos livres não andava nem entre os dez primeiros, foi até proclamado como uma decepção. Mas, Button surpreendeu hoje, andou bem e larga na frente do badalado companheiro.


Destaque também para a Williams com seus dois pilotos entre os dez. Nico Rosberg salvando a honra da Mercedes-Benz que correndo em casa conseguiu um suado nono lugar. Palmas também para o obstinado Robert Kubica com sua Renault em sétimo. Ah! O Schumacher continua se divertindo e já garantiu que vai continuar a se entreter em 2011, mas em busca do oitavo título...


A Force India teve uma classificação conturbada com Vitantonio Liuzzi arrebentando o carro logo no início do Q1, causando a interrupção do treino e o Adrian Sutil que fez o décimo quarto tempo, mas foi punido com a perda de cinco posições por ter trocado o câmbio.


A Lotus minou a tentativa da Virgin em superá-la. No revezamento promovido pela Hispania entre seus três pilotos: Bruno Senna voltou bem, Sakon Yamamoto não largou em ultimo, pois, o Di Grassi praticamente não andou por problemas no câmbio, e o Karum Chandhok veio, mas só para sair nas fotos.


Na classificação o embate foi entre Ferraris e Red Bulls, mas a corrida tá com cara de McLaren, se chover então! A prova promete ser interessante.


Grid de Largada Atualizado:

Q3

1°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.13.791 (22 voltas)
2°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.13.793 (22)
3°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.14.290 (24)
4°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), 1.14.347 (25)
5°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.14.427 (23)
6°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.14.566 (20)
7°. Robert Kubica (POL/Renault), 1.15.079 (23)
8°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), 1.15.109 (25)
9°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.15.179 (25)
10°. Nico Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), 1.15.339 (22)

Q2

11°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.15.026 (18)
12°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), 1.15.084 (12)
13°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1.15.307 (17)
14°. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), 1.15.550 (11)
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 1.15.588 (14)
16°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), 1.15.974 (15)
17°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), 1.17.583 (12)

Q1

18°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), 1.18.300 (11)
19°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 1.15.467* (16)
20°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), 1.18.343 (6)
21°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), 1.18.592 (10)
22°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1.18.952 (3)
23°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), 1.19.844 (11)
24°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), sem tempo (1)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Force India: Adrian Sutil vs. Vitantonio Liuzzi.


14. Adrian Sutil:

O piloto alemão se encaminha para seu terceiro ano na equipe indiana. No ano passado teve bons desempenhos, marcou sua primeira melhor volta, ou seja, com um bom carro ele conseguer ser competitivo. Mas, é impressionante como se mete em confusão e faz trapalhadas. Teve a oportunidade de marcar pontos regularmente em 2009, mas quase sempre se envolvia em acidentes com outros pilotos, e principalmente, não finalizava em melhores posições por erros próprios. Um fato marcante para Sutil no ano passado, foi o arranca rabo que teve com Jarno Trulli no GP do Brasil, por conta de um toque entre ambos. Em 2010, precisa ser mais constante se quiser permanecer na categoria.

15. Vitantonio Liuzzi:

Teve um início promissor na Toro Rosso, mas declinou com o tempo. Franz Tost e Gerhard Berger não gostavam nem um pouco do estilo de Liuzzi, e por um tempo pareceu que o piloto se interessava mais pelas festas promovidas pela Red Bull do que correr pelo time. Dispensado no fim de 2007 da equipe por Berger, o italiano se viu sem vaga na F-1. Foi então que conseguiu o posto de terceiro piloto, na então estreante Force India, em 2008. E permaneceu como reserva até surgir à oportunidade de substituir Fisichella em Monza no ano passado. E com boas atuações nas corridas finais, conseguiu ser efetivado para 2010. Como seu companheiro é muito inconstante, Liuzzi pode se sair melhor.


A parceria com a McLaren fez muito bem ao time indiano, é notório a evolução da equipe de Vijay Mallia em 2009. E para 2010, Foram bem nos teste de pré-temporada e os pilotos estão confiantes em bons resultados. Devem marcar pontos com mais constância em 2010. Aposto em Vitantonio Liuzzi como piloto referência da equipe.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Force India VJ- 03


A Force India lançou hoje seu carro para 2010. Uma prova de que a equipe é parceira da Maclaren em mais do que se pensa; e uma prova definitiva de que ela não é a Maclaren B.Com uma asa-bigorna colada ao aerofólio traseiro que nem a Maclaren, prova de que a equipe de Woking promove um verdadeiro teste com sua parceira, o que pode ser benéfico para as duas (ou não) dá o tom de uma aliança...quase fui levado a crer que Vijay para sanar suas problemáticas transações em torno da equipe (praticamente bancada pelo próprio dono) amarrou seu burro com a Maclaren (algo muito melhor do que a furada parceria com Ferrari), mas olhei com atenção: bico diferente, sidepods também, laterais também levemente difentes (claro, os carros passam por um rígido regulamento técnico); definitivamente não se trata de uma Toro Rosso em relação a uma Red Bull, na qual o carros eram rigorosamente iguais no início.

Com Adrian Sutil, um piloto com um potencial grande e um talento igual para atrair confusão (o nosso Mansell do futuro? rssr) e um Liuzzi tendo a sua aparentemente última chance de fazer seu nome na F1, e um talentinho com enorme potencial (que tomara esteja na ativa para ingressar em 2011 em algum lugar), o Paul di Resta, a equipe de Vijay Mallia promete alguma coisa a mais para 2010.

Confesso ter uma simpatia pela equipe, e toda a sua gangorrice, sua fanfarronice e sua cara-e-coragem...deve ter muito mais solidez, obviamente, do qu as fanfarrãs similares de donos empreiteiros, Lotus (Tony Fernandes) e Virgin ( Richard Branson). Da-lhe Force India!

Ps1: post sobre Ferrari e Red Bull só após testes. Quero ver o que elas me mostram.
Ps2: saiu o novo layou da Lotus. Muito melhor do que o arco-iris brega. Mas vou esperar pelo lançamento, que deverá acontecer na sexta-feira, em Silverstone. Qualquer semelhança com a Virgin nunca será mera coincidência. Declaramente um vai seguir de perto os passos dooutro. Fanfarronices são curiosas, mas felizmente voltaram À F1.
PS3; repararam que os layouts das equipes novatas estão de longe os mais chamativos e belos? Até agora das veteranas, o melhor para mim foi o da Williams.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Expectativas para 2010- as intermediárias...ou não!

Ola amigos...não estou bom para promessas. Não pude retornar tão rápido para dar o ar de minha graça, mas estava providenciando minha volta aos estudos de inglês , estudando como fazia tempo do contrário. Eu ainda aparecerei com um post aqui falando sobre minha pesquisa ou sobre a experiência em um kart...espero que ao menos essas promessas eu cumpra rsrs


Aqui vou eu com as candidatas a intermediárias, excetuando a Sauber, de que já falei antes:

- No topo delas, aposto a Williams. Com uma dupla que parece ser bem mais forte que a antiga (pudera... com o Nakajima-sushi boy...seria complicado). Rubens Barrichello vem disposto a mostrar ao mundo da F1 que é forte o bastante para levar a Williams a outros ares e mostrar que tem, ao menos, potencial para vencer na F1. A Williams vem numa escalada vista a olhos nus do ponto de vista tecnológico e aerodiâmico. Tendo um motor melhor que os Toyota, antes fortes, agora fraquíssimos, a equipe já prometeu um carro mais arrojado aerodinamicamente e os testes com o Cosworth são claramente feitos para os Williams. Claro, ponte perfeita para os Cosworth resgatarem sua dignidade em uma equipe de respeito. Pelas últimas declarações, podemos pensar, talvez, em um carro menos gastador do que se imaginava, pq pela potência os dinamômetros acusaram uma das altas...Ver para crer.

Em categoria de aprendizado, um Hulkenberg que promete dar trabalho. Desde a primeira vez que ouvi falar dele, e de quem o gerencia,pensei o seguinte: esse é um cara que vai dar trabalho... Estava certo. Willi Weber nao dá uma fora. O que, por uma lado, é ótimo para Rubens (que vai ter alguém bom para empurrá-lo) como para a Williams.

- Renault: O companheiro d eKubica deve ser Petrov. Um vice-campeão russo, cheio de petro-dólares e euros e todasa as moedas do leste europeu que ainda não sejam euros...tem jeito não. Duvido que seja outro; vai ser interessante ver Kubica puulverizar um companheiro de equipe de um país que historicamente tem problemas com a Rússia. Vide pan-eslavismo e expansão do comunismo...o Liberdade como resistência anti-comunista?

Fora isso, o desenvolvimento do carro é um mistério. O q não é mais mistério é que teremos uma empresa por detrás da Renault F1 Team, com um diretor de equipe manjado e não-pnc*,

Candidata ao meio do time por vocação.

-Mais atras, elejo a Force India. Tem o Sutil, o aporte da Maclaren e tem mais atenção do governo indiano, por conta da corrida em 2011... Liuzzi precisa mostrar a que veio...mais uma vez. E torço muito para que Paul di Resta consiga uma chance p/ correr. Ele é bão. A equipe de Vijay pode dar trabalho em alguns circuitos novamente e angariar alguns pontinhos, provavelmente com o Sutil, se ele deixar de ser Mansell da época da Lótus...

- No limiar, a Toro Rosso: o emo Alguersuari vai ser menos ruim, mas não dá p/ estar na F1. Não ainda. Precisa ainda passar pela GP2. Tem um cara como o Parente aí disponível...e eles persistem num programa de jovens talentos imposto pela Red Bull. Buemi é o que ainda vai salvar a equipe; O carro sendo feito pela própria Toro Rosso...sei não...candidata a Minardi. Ops...veio dela.

Em breve, espero, o post das favoritas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A volta dos que não foram!


E mais um piloto italiano está de volta ao circo da F-1. Vitantonio Liuzzi foi confirmado como substituto de Giancarlo Fisichella na Force India até o final do ano. Liuzzi que vinha exercendo o papel fictício de piloto de testes da equipe indiana desde 2008 tem uma nova chance de correr após ser dispensado no fim de 2007 do grupo Red Bull, enquanto corria pela Toro Rosso. Vitantonio é outro que teve o desprazer de passar pelo caminho de Franz Tost.


Para o GP da Itália, em Monza, Fisichella que foi para Ferrari substituir o combalido Luca Badoer que pilotou para a Ferrari em Valência e Spa-Francorchamps no lugar de Massa. Por sua vez, Luca Badoer apesar da grande oportunidade que teve em participar dos GP’S com a Ferrari, parece ter perdido também a vaga de piloto de testes na escuderia italiana depois do seu desempenho pífio nas duas corridas que disputou, pois, Fisichella, além de pilotar o carro de Massa até o fim do campeonato também foi confirmado como test driver da escuderia italiana para 2010.


Badoer acusou o golpe, declara que a imprensa foi a culpada pelo seu infortúnio:


"Aqueles que escrevem não entendem quantos danos podem causar". "A mídia teve um papel fundamental na decisão da Ferrari de me substituir".


Pô, Badoer você aceitou os riscos, cara! A culpa foi sua.


Vitantonio é o quarto piloto que estréia no campeonato de 2009 fora os vinte que começaram (foto) . Antes dele Jaime Alguersuari, Romain Grosjean e Luca Badoer que entraram nos lugares de Sebastien Bourdais, Ângelo Piquet e Felipe Massa nas equipes Toro Rosso, Renault e Ferrari respectivamente.


Faltam cinco corridas para o fim do campeonato. Quem será o Próximo?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

BREVE: Fisico vai para a Ferrari

Não há muito a dizer senão: isso era esperado. Nem tanto, mas era.
Fisico tinha que demonstrar seu valor e demonstrou. Se ele tivesse ido mal ele iria para a Ferrari? Algo que nunca iremos descobrir.
Fisico agradece a Force India, e deve agradecer mesmo. Angariou uma oportunidade de ouro, sendo italiano, e a Force India desfavorecida num rompimento unilateral de contrato com a Ferrari .
Vijay disse que nao houve grana no processo, mas nada a se levar a sério. Entretanto, ele deve sim ter facilitado por sim acreditar que o italiano contribuiu (e como) para a equipe, com os primeiros pontos e pódio, fora uma pole position.
Convenhamos, é a melhor maneira possível para um italiano do que terminar a carreira correndo em Monza com uma Ferrari que volta a ser razoavelmente competitiva. Os italianos torcem mais para a Ferrari do que para ses compatriotas por suas razões históricas, algo que próxima semana explorarei numa seção que estrearei no blog. E assegura sua estada numa Ferrari próximo ano na figura de testador e 3º piloto. Ele deve ter, sobretudo, sentido que é hora de encerrar com estilo a carreira e se acomodar, algo que facilmente fez durante a carreira.
Próximo ano a janela de trocas entre pilotos e equipes ferverá como nunca e ele não teria nunca proposta segura senão como piloto de testes.
E aí? Vocês acharam a escolha certa? Por parte da Ferrari? E por parte do piloto? opinem!

sábado, 29 de agosto de 2009

treino classificatório - gp da Bélgica

Surpreendente? Sim, pero no mucho. Os carros da Force India finalmente largarão no primeiro posto em um GP. E logo na Bélgica, no incrível circuito de Spa Francorchamps, na parte francesa da Bélgica, que é mais um país construído por diversos povos que não se entendem.
Não vou me ater a muitos comentários sobre o treino, pois mais do que nunca muito será dito na pesagem. E ou eu ou o Jobson traremos na medida de nossas possibilidades.
(Q1 Q2 Q3)
1. Fisichella Force India-Mercedes 1:45.102 1:44.667 1:46.308
2. Trulli Toyota 1:45.140 1:44.503 1:46.395
3. Heidfeld BMW-Sauber 1:45.566 1:44.709 1:46.500
4. Barrichello Brawn-Mercedes 1:45.237 1:44.834 1:46.513
5. Kubica BMW-Sauber 1:45.655 1:44.557 1:46.586
6. Raikkonen Ferrari 1:45.579 1:44.953 1:46.633
7. Glock Toyota 1:45.450 1:44.877 1:46.677
8. Vettel Red Bull-Renault 1:45.372 1:44.592 1:46.761
9. Webber Red Bull-Renault 1:45.350 1:44.924 1:46.788
10. Rosberg Williams-Toyota 1:45.486 1:45.047 1:47.362
11. Sutil Force India-Mercedes 1:45.486 1:45.119
12. Hamilton McLaren-Mercedes 1:45.239 1:45.122
13. Alonso Renault 1:45.767 1:45.136
14. Button Brawn-Mercedes 1:45.707 1:45.251
15. Kovalainen McLaren-Mercedes 1:45.761 1:45.259
16. Buemi Toro Rosso-Ferrari 1:45.705
17. Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1:45.951
18. Nakajima Williams-Toyota 1:46.032
19. Grosjean Renault 1:46.307
20. Badoer Ferrari 1:46.359
- Encontrar o acerto ideal foi fundamental. Os que optaram por ter mais velocidade nos 1º e 3º setor, ou seja, com menos asa, mais velocidade nas retas, aparentemente se deram bem. mas era muito difícil segurar o carro, vide as saídas de Badoer e Barrichello. Entretanto, isso pode mudar dependendo das condições climáticas soberanas amanhã.
- Aliás, amanhã mais do que nunca teremos uma verdade baseada no clima. Do resto, é apenas especulação barata e infundada.
- Fisichella fez bem? Fez ótimo. A equipe passa por um momento complicado extra-pista, com as burradas do dono da equipe. Sutil, que vinha sempre tão bem, não foi tão bem. A pole é por conta do peso. Inegável, e nem sabemos ainda. Mas a crescente de rendimento da Force India nos faz pensar que, se tivermos sorte, teremos finalmente os pontos dos indianos. E desejo muito isso, principalmente porque me lembra a Minardi.
- Rob Smedley pedir para Badoer fazer os melhores tempos próprioss e passar para o Q2? Haha. Inegável que ele chegou até próximo dos tempos "normais" e não aquele absurdo de Valência.
- Fisichella fez para conseguir lugar na Ferrari em Monza? =D Tem dúvida?
- Grosjean precisa domar o juízo, mas foi prejudicado pela merda do Badoer no fim, já que vinha fazendo tempo para passar no Q2. E Buemi me decepciona a cada corrida. O que se passa? A STR melhorou consideravelmente o rendimento, assim como a Force India, mas nada como uma pressão extra para acontecerem merdas. BAD que o diga.
- Rubinho saiu no lucro? Demais. Deve ter ido leve, e as Red Bulls mais pesadas, mas a distancia foi ótima. E ter Button ficando no Q2, com as Maclarens (que parecem ter as mesmas vantagens e desvantagens da Brawn...o que isso significa?)que pareciam ter uma sobrevida também fora dos 10 primeiros.
Até os pesos...comentem e façam suas previsões. E parabéns para a primeira pole dos carrinhos indianos.
_______________________________________________________________
(atualização) Agora com os pesos, galera:
1. Giancarlo Fisichella, Force India, 648kg
2. Jarno Trulli, Toyota, 656.5
3. Nick Heidfeld, BMW Sauber, 655
4. Rubens Barrichello, Brawn GP, 644.5
5. Robert Kubica, BMW Sauber, 649
6. Kimi Raikkonen, Ferrari, 655
7. Timo Glock, Toyota, 648.5
8. Sebastian Vettel, Red Bull, 662.5
9. Mark Webber, Red Bull, 658
10. Nico Rosberg, Williams, 670
11. Adrian Sutil, Force India, 678.5
12. Lewis Hamilton, McLaren, 693.5
13. Fernando Alonso, Renault, 684.4
14. Jenson Button, Brawn GP, 694.2
15. Heikki Kovalainen, McLaren, 697
16. Sebastien Buemi, Toro Rosso, 685
17. Jaime Alguersuari, Toro Rosso, 704.5
18. Kazuki Nakajima, Williams, 706.1
19. Romain Grosjean, Renault, 704.7
20. Luca Badoer, Ferrari, 691.5
- Barrichello mais leve, arriscará tudo na largada. Foi bom para o campeonato largar mais na frente de Button. Teve uma boa volta, foi bem na classificação, mas a Brawn é que não está bem. Prova maior? Button em 14º.
- Fisichella leve, pero no mucho como eu afirmei aqui em cima.
Kimi e Rubens no lado sujo da pista, é vantagem para o Kers da Ferrari, mas olhem com cuidado para Rosberg, Button e as Red Bulls, pq eles vem pesados demais. E Rubens deve fazer uma de 3 paradas. O que exigirá um rendimento excelente de novo, se quiser ter boas chances...mas é desafio difícil.
Não é loucura agora apostar em Kimi para a vitória. O leitor Willian pode se candidatar à Mãe Dinah !!!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A BMW tá fora...e o que isso significa para a Fia, A Fota e a Epsilon Euskadi?

"A FIA lamenta o anúncio da BMW da sua intenção de deixar a F1, mas não se surpreendeu com a decisão.Ficou claro há bastante tempo que o automobilismo não pode ignorar a crise econômica. Os fabricantes de carros não podem continuar a gastar grandes quantias de dinheiro na F1 quando suas sobrevivências dependem de demissões, fechamento de fábricas e ajuda dos contribuintes.


Por isso que a FIA preparou um regulamento para reduzir os custos de maneira drástica. Estas medidas foram necessárias para aliviar a pressão nos fabricantes após a saída da Honda, mas também para permitir a entrada de novos times.Caso este regulamento não tivesse recebido uma oposição tão forte de tantos chefes de equipe, a saída da BMW e possíveis novos anúncios
no futuro poderiam ter sido evitados.


Ainda assim, como resultado de uma campanha de corte de custos coordenada pela FIA, as novas medidas estão no processo de ser aceitas, o que deve tornar mais fácil a entrada de novas equipes
e a participação dos times existentes com receitas muito mais reduzidas.Não é nenhum segredo que as medidas não vão tão longe quanto a FIA gostaria, mas um compromisso era necessário pelo interesse na harmonia do esporte.


Tomara que seja o suficiente para evitar novas saídas e garantir uma fundação sólida para a F1.Como guardiã do esporte, a FIA está comprometida a garantir que a F1 siga financeiramente sustentável para todos os seus competidores
, e sempre vai agir para garantir que isto permaneça assim."

As palavras da FIA para o fim da trajetória de 4 temporadas da BMW como construtora

O fim
Com relativo sucesso enquanto fornecedora do conjunto motor-câmbio para Brabham nos anos 80 e Williams nos anos 2000, em 2005 comprou a equipe Sauber. Segundo Ecclestone, a equipe tinha metas (no sentido de obrigações) de pelo menos concorrer ao título em três anos, ou seja, 2008. E conseguiu, levando Kubica a concorrer ao título, e conquistando o vice-campeonato de construtores em 2007 (apenas porque houve a punição da Maclaren).
Desde 2008, a F1 vem sofrendo com uma nova e poderossísima onda de crise financeira mundial, assolando a categoria com o abandono da SuperAguri, depois de sua dona, a Honda, e surpreendentemente, da BMW, que faz o pior campeonato desde seu início, um retrocesso caro e débil para o que fora no ano passado, quando conquistou a primeira vitória.
As vendas da BMW decaíram assustadoramente no último trimeste, mas tudo indica que a decisão se alastra desde o fim da Honda, no dezembro passado.
A onda de concordatas e recessões nas grandes empresas que atuam no setor automobilístico, como Mitsubishi, Subaru, GM, Michelin (no setor de pneus) claramente era vislumbrada com muito cuidado por todos. Tanto que durante o ano todo, grandes eram as especulações sobre a venda das equipes Toyota e Renault, cujos resultados foram bastante inferiores ao esperado. Outras equipes estão na berlinda, como a Williams, a Force India (por conta das vendas da Kingsfisher, do dono da equipe, estarem em baixa) e a própria Brawn, ainda líder dos dois campeonatos, mas com o dinheiro da Honda no fim e sem contrato firmado com grandes patrocinadores.
O novo debate: ele estava certo?
O que nos leva à pergunta: como se reconfigura o debate político entre FIA e FOTA? Sobre tudo: tetos orçamentários, redução de gastos, atração de novas equipes, identidade (ou não) do esporte, comprometimento com o esporte...
Mosley estava certo? Flávio Gomes acha que sim. Eu prefiro dizer que, no tocante ao comprometimento e à criação de medidas para a redução dos gastos, sim. As montadoras seguem à lógica do capital, especificamente à mais recente, do corporativismo internacionalista de caráter privado, no qual o maior interesse é no lucro da empresa, não importando seus parceiros e seus investimentos. Comprometimento, só com a empresa. O resto que se foda.
Ele estava certo, mas suas afirmações eram um tanto óbvias, mas que o asco pela sua imagem ditatorial cegou suas afirmações coerentes com o momento histórico em que vivemos.
A FOTA mais uma vez enfraqueceu, e dessa vez, em um pilar forte. Mas rapidamente agiu e cada equipe já declarou, exceto a Renault, o comprometimento com 2010 e com a FOTA, desenhando a possibilidade de usar três carros para atrair mais fãs, ou de dar total apoio ao reeerguimento da Sauber, se for pertinente.
E a Epsilon Euskadi?
Justamente onde queria chegar. E a Epsilon Euskadi? Ora, não será fácil para a Sauber se reeerguer e fazer como a Brawn fez. Não. A Brawn só pôde existir com o comprometimento da Honda em salvar seus funcionários. A BMW também prometeu isso, mas não sabemos até onde a montadora estava investindo em 2010, ao contrário da Honda, que investiu um absurdo no ano seguinte, tanto que possibilitou à Brawn estar onde está. Não é de se esperar um milagre assim.
Contudo, a seleção das equipes para 2010 não pode simplesmente esquecer três excelentes postulantes que ficaram de fora: A prórpia Epsilon Euskadi, que já declarou seu interesse em 2010, e que não abandonou seus planos, e que por este blogueiro é a mais indicada; o eterno postulante David Richards, com a Prodrive mais preparada que nunca com a parceria com a Aston Martin, e a Lola, que nunca pode ser descartada pela estrutura, pela história e pelos parceiros que sempre consegue.
Nestes cenários possíveis, temos:
- A compra da Sauber, em um management buy-out, como a Brawn.
- A compra da estrutura da equipe por uma das postulantes.
- O ingresso direto, sem meios termos, de uma das postulantes.
Com a crescente ameaça de que mais equipes possam abdicar de seus lugares na próxima temporada, com a saída improvável da BMW e com a possibilidade de novas equipes com condições mínimas de disputar 2010 mesmo sem um teto (mais uma vez, a Epsilon sai na frente), o debate continua sobre 2010, o mercado de pilotos se agita com dois bons pilotos no mercado (um desmotivado, mas excelente Kubica, e um experiente Heidfeld) e a dura compreensão de que, na realidade econômica financeira, não se brinca com dinheiro.
Lamento muito pelos funcionários da BMW F1 dependerem dessa nojenta especulação.
O que vcs acharam dessa decisão da BMW? Comentem!

domingo, 26 de julho de 2009

Uma vitória reveladora- Gp da Hungria



1- Lewis Hamilton ING McLaren Mercedes 1:38.23.876
2- Kimi Raikkonen FIN Ferrari +11.529
3- Mark Webber AUS Red Bull Renault +16.886
4- Nico Rosberg ALE Williams Toyota +26.967
5- Heikki Kovalainen FIN McLaren Mercedes +34.392
6- Timo Glock ALE Toyota +35.237
7- Jenson Button ING Brawn Mercedes +55.088
8 -Jarno Trulli ITA Toyota +1:08.172
9- Kazuki Nakajima JAP Williams Toyota +1:08.774
10-Rubens Barrichello BRA Brawn Mercedes +1:09.256
11-Nick Heidfeld ALE BMW Sauber +1:10.612
12- Nelson Piquet BRA Renault +1:11.512
13- Robert Kubica POL BMW Sauber +1:14.046
14- Giancarlo Fisichella ITA Force India Mercedes +1 volta
15- Jaime Alguersuari ESP Toro Rosso Ferrari +1 volta
16- Sébastien Buemi SUI Toro Rosso Ferrari +1 volta



Não completaram Volta/motivo
Sebastian Vettel ALE Red Bull Renault 30/abandono
Fernando Alonso ESP Renault 16/abandono
Adrian Sutil ALE Force India Mercedes 1/abandono


Tempo
Sol entre nuvens ar: 24-26ºC pista: 37-45ºC

Melhor volta

Mark Webber AUS Red Bull Renault 1:21.931 (65ª)



Os campeões em voga

A prova de hoje em Hungaroring foi bastante movimentada, mais do quê o esperado, teve muitas disputas e algumas ultrapassagens. Até agora o circuito que mais favoreceu os carros com KERS. Também chamou a atenção pelo excelente desempenho dos últimos campeões mundiais; Alonso pela pole; Kimi pela constância e Hamilton pela vitória. A McLaren mostrou grande evolução desde os treinos livres e entra definitivamente como mais uma equipe que lutará por vitórias constantemente.


(Por Jobson Mendes)


A gafe

Em uma corrida marcada pela ausência de Felipe Massa, e principalmente pelo mau rendimento da Brawn, do razoável (mas não arrebatador, como pensava) rendimento da Red Bull (de Webber, evidentemente, já que Vettel foi tocado e saiu da corrida) e pelo bom rendimento da MacLaren, a segurança (ou a falta dela) teve seu capítulo à parte, com a vacilada "felomenal", como diria o personagem de "Senhora do Destino".

Com toda a polêmica da morte de Surtees e do acidente com Massa, a equipe faz o favor de prender de modo equivocado a roda dianteira direita, causando um quase acidente, com o desprendimento da calota (que causa um grande estrago) e por fim, da roda. E ainda terminou precariamente o que seria a melhor corrida do espanhol no ano. Gafe!


(Por Ridson de Araújo)


Revelador

Mas a vitória da Maclaren revela muito da estrutura de poder dentro da F1, se comparada à queda de rendimento da Brawn. Ambas empurradas pelo excelente motor Mercedes, a equipe que hoje voltou ao topo do pódio com Lewis Hamilton, que pilotou como é: um campeão. Paradoxalmente, o rendimento da Brawn foi o pior possível, ainda pior que na Inglaterra ou na Alemanha.

Enquanto um limitado Kovalainen e Hamiton vinham com bom rendimento, a Brawn patinava nos pneus traseiros, principalmente Button. Barrichello fez um corrida até sólida, mas largar atrás, ter sido tocado logo na curva 2 e estar muito pesado atrapalhou até mesmo uma estratégia que, embora fosse boa, se revelou insuficiente em um circuito fechado. Teve até um rendimento superior ao de Williams e Toyota no fim, mas insuficiente para qualquer coisa. nas fechadas curvas do circuito de Hungaroring.

É reveladora no sentido de mostrar que os quase ilimitados recursos de Maclaren e da Mercedes por trás de tudo fazem toda a diferença, ao recuperar terreno durante um dos anos mais difíceis da MacLaren de todos os tempos, e o pior possível nos tempos de Mercedes. Tanto que a vitória foi realmente uma surpresa, que não diria facilitada pelo abandono de Alonso, que em minha visão não fez diferença, mas pelo bom rendimento em retas por conta do kers, que fez toda a diferença possível na largada, e pelo razoável rendimento em curvas de baixa (que era o grande problema do Mp4-24).

Enquanto isso, na Brawn, o alerta é vermelho, e parece-me arriscado continuar sem grandes financiadores. Um grande acordo deve ser feito logo para tentar recuperar terreno, pois foi muita sorte a Red Bull de Vettel ter abandonado, senão as duas diferenças no campeonato estariam no limite.


(Por Ridson de Araújo)

O perigo para a Brawn é mesmo Webber
Tirando o real e sempre perigoso crescimento das tradicionais equipes, como a Maclaren e a Ferrari, a Red Bull chegou de vez, e Webber com sua constância ( o mais constante na temporada) é mais perigoso do que Vettel sim, não apenas pela experiência, mas pela fase. Mesmo quando tudo parece dar errado para o australiano, com pirulito na cabeça e problema no abastecimento, ele consegue chegar no pódio, na frente de Rosberg, e se Kimi for punido com 25 segundos, o finlandês cai para 6º, na frente de Button.


(Por Ridson de Araújo)

Dois pilotos bons, mas limitados

Obviamente, falamos de Alonso e Rosberg. Rosberg fez uma corrida sólida, consistente, com boas ultrapassagens no início, mas limitado pela Williams, que aparentemente alterna boas e más corridas, mas que voltou a ser uma equipe intermediária.

E Alonso, destaque na limitadíssima Renault, que sofre com todos esses problemas de carro (e da equipe). Ao menos teve a tranquilidade de dizer que é "coisa de automobilismo!" Nessas eu não diria nada, simplesmente faria uma cara de muito p..... na equipe e daria o simples recado: Vcs sabem que erraram, né?


(Por Ridson de Araújo)

Alguersuari é insosso, mas não é tolo

Sem parar, sem vacilar, contando com um triste erro do ainda muito inexperiente Buemi, ficou em penúltimo lugar dos que chegaram; obviamente não se esperava grande coisa do espanhol, mas ao menos não fez o feio que cometeu na classificação. Su madre apareció mucho contente!


(Por Ridson de Araújo)

Fim?

Ao que parece, a carreira de Piquetzinho está por um fio, e Grosjean (imerecidamente) tomará seu lugar. Fez uma ótima largada, e a equipe ainda lhe fez o favor de comprometer seu pit stop, ficando atrás de Heidfeld e anulando qualquer chance de pontuar. Lutou contra um carro escorregadio e só conseguiu o 12 lugar.

Grosjean é razoável, mas muito inconstante. Na GP2, já revelou ser muito arrogante e tolo, cometendo erros grotescos. Briatore ainda vai se dar muito mal.


Nossa Torcida e Nosso repúdio

Fica aqui a nossa torcida do Histórias e Velocidade pela plena recuperação de Felipe Massa e que ele possa voltar o mais rápido possível, vamos continuar orando pela sua saúde. Acredito que esse incidente abra uma discussão sobre a segurança na cabeça dos pilotos nos carros Fórmula, talvez alguma proteção para os deva ser estudada e analisada. Já basta o que ocorreu com Henry Surtees.

Nota: Fica também nosso repudio por algumas declarações e comentários de mau-gosto com relação ao piloto Rubens Barrichello. Tem gente culpando Rubens pelo acidente com Felipe e o acusando de algo proposital contra o piloto da Ferrari o que é um absurdo. Brincadeira tem hora, são uns babacas quem acredita nisso!

(Por Jobson Mendes)

Sobe e Desce

O rendimento da Force India foi muito ruim, e sem dúvida foi o pior resultado do ano. Tudo deu errado e a equipe perde oportunidades preciosas de pontuar. Sutil demonstra talento, mas muita inconstância e Fisichella é...insignificante, vez ou outra surpreendendo, mas no fim sempre errando. A Toyota, por sua vez, fez uma ótima corrida de estratégia, e pontuou bem com Glock e arrancou um pontinho com Sutil. Nakajima nunca esteve tão perto de marcar pontos, mas... não rende tão bem quando o carro está bom. Quando o carro está ruim, anda bem, mas não consegue nada. Lembra alguém?


(Por Ridson de Araújo)


Notas

Crindo aqui uma nova atividade no blog, as notas. Não avaliarei apenas pela posição final, mas por tudo que o piloto fez enquanto esteve na pista. As primeiras notas são de Ridson de Araújo e as segundas de Jobson Mendes.

1- Lewis Hamilton 9.5 / 10

2- Kimi Raikkonen 6.5/ 8

3- Mark Webber 8.5/ 8

4- Nico Rosberg 8.5/ 9

5- Heikki Kovalainen 7.0/ 7

6- Timo Glock 9.0/ 8

7- Jenson Button 7.0/6

8 -Jarno Trulli 8.0/7

9- Kazuki Nakajima 6.5/5

10-Rubens Barrichello 7.5/6

11-Nick Heidfeld 6.5/5

12- Nelson Piquet 7.0/5

13- Robert Kubica 6.5/4

14- Giancarlo Fisichella 6.0/5

15- Jaime Alguersuari 6.5/6

16- Sébastien Buemi 6.0/3

Sebastian Vettel 6.5/5

Fernando Alonso 7.5/7

Adrian Sutil 6.0/2


comentem!

sábado, 11 de julho de 2009

Os carros da Brawn são os mais leves do grid. GP da Alemanha.

As posições de largada na frente dos nomes.

3º) Jenson Button (ING/Brawn), 644,0
2º) Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 647,0
5º) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 654,5
1º) Mark Webber (AUS/Red Bull), 661,0
4º) Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 661,0
20º) Timo Glock (ALE/Toyota), 662,3
18º) Giancarlo Fisichella (ITA/Force Índia), 662,5
6º) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 664,0
12º) Fernando Alonso (ESP/Renault), 668,2
8º) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 673,5
16º) Robert Kubica (POL/BMW), 673,5
9º) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 674,0
17º) Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 674,5
10º) Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 676,0
7º) Adrian Sutil (ALE/Force Índia), 678,5
11º) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 681,0
13º) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 683,6
14º) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 683,7
19º) Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 689,5
15º) Nico Rosberg (ALE/Williams), 689,6

Vamos aguardar os comentários do Ridson!
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Agora, meus comentários infames e meus palpites. Destaque para a útil distribuição dos pesos que o Jobson fez. Facilitou muito a leitura do que será amanhã (ou não).
-Que Q2 fantástico! Estratégico, intenso, sofrido...foi mesmo o melhor momento da temporada 2009.
-Grande treino do Rubens Barrichelo, sem dúvida, foi bem melhor que Button durante todo o treino de classificação, ajudado tanto pela boa escolha de pneus na crítica hora do Q2, como pelas escolhas no fim do Q1 e no final do Q3. Este Button que se cuide, pois a tendência é que sua vantagem no campeonato tenda a diminuir. Resta saber o quanto diminuirá, e em que frequencia, pois será determinante no jogo de paciência que o inglês fará até o fim do campeonato. Button não rendeu bem, e mesmo mais leve que todos, saiu apenas em 3º. Isso mesmo, apenas...nos acostumamos em vê-o brigando por mais que isso.
- Webber e Vettel largam com o mesmo peso. De acordo com a largada de ambos, será determinado quem para primeiro. Webber foi consistente e andou forte, foi bem. O que, sem dúvida os deixa em bons lençóis para a corrida toda é a impressionante performance da Red Bull em climas amenos. A Brawn, por exemplo, teve que largar superleve para ter chances, o que é bom para o campeonato; se a Brawn tiver condições de correr de igual para igual na corrida e nas corridas restantes. Senão, teremos corridas chatas, mesmo que signifiquem a aprximação da Red Bull em relação à Brawn. É o carro do momento.
Vettel é que admitiu ter errado e ficou frustrado, e deve mesmo ficar assim, com o carro que tem e com a chance de ouro de diminuir a distância para Button, passar Barrichello no campeonato etc. Fez um treino razoável, mas foi atrapalhado na última volta.
- As Maclarens andaram bem. Se recuperaram bastante. Observando o tempo de Hamilton, é perceptível que com a diferença a mais de combustível, ele teve rendimentos quase semelhantes aos da Brawn: mas calma! A Brawn realmente anda ruim em clima frio.
-As Ferraris andaram discretas, com discretos desempenhos e lambança de Raikkonen indo para fora da pista e Galvão Bueno exatando a "incrível habilidade de Massa ao guiar o carro ali no acostamento da pista". Não sei, não sou piloto, mas acho que muitos outros teriam feito o que ele fez nas mesmas circunstancias como se fosse praxe. Eu digo, pilotos de nível F1. Largam pesadas e vão para corridas de risco, tentando se sobressair na largada.
-Os destaques são para Sutil. Esse fez milagres com uma Force India mais pesada que as outras. Espero muito que o alemão faça a festa em casa conquistando seus primeiros pontos na carreira e da equipe, pois é muito mais piloto que o fraco Fisichella Esse deve realmente sair ano que vem, e se dedicar à sua equipe na GP2 (acho mais negócio). E para Piquet, que teve sorte, estrela e habilidade para guiar um caminhão (reformado, mas caminhão) da Renaut, e finalmente superou Alonso (que teve azar, rodou, e foi atrapalhado por Glock -que sai em último por causa disso)
- O resto: BMWs ruins e azaradas; Williams reclamando das condições e más escolhas e Toyotas irreconhecíveis. Se existe uma equipe cotada para ir embora ano que vem, essa é a Toyota. É dinheiro demais disperdiçado.
- Bourdais já empacotando suas malas e Alguersuari esfregando as mãos. Não acho, mesmo com toda a simbologia de andar num F1, que seja uma boa para bons postulantes ao lugar do ano que vem na F1 nas novas (e velhas, talvez) equipes se meter num barco furado como a Toro Rosso.
Pitacos para amanhã;
Pista seca: Aposto em Webber sumindo na frente, e as Brawns duelando para quem fica com o segundo lugar... e nas condições de amanhã, sou mais Rubens Barrichello, mesmo com toda a estrela de Button. E estes segurando um Vettel que ainda não mostrou ser piloto de fazer grandes corridas de recuperação. Se Rubens largar bem, terá alguma chance de brigar pela vitória, mas confesso ser difícil manter um bom ritmo com esse carro que não rende bem. A Brawn reza para que venha um clima mais quente em outro circuito. Uma corrida sofrida, mas louvável de Piquet e Sutil, conseguindo chegar nos últimos lugares pontuáveis (não sei se mais torço ou analiso nesse caso). E um particular duelo entre Ferraris e Maclarens no segundo pelotão.
Pista chuvosa: Passeio das RBRs, corrida maluca, acidentes e uma corrida sensacional dos pilotos da Brawn para tentarem se manter entre os 3 e 4 lugares. E um duelo sensacional entre Ferrari e Maclaren, até um deles rodas, bater, ir para a brita.
E por fim, aposto que alguém vai ser punido por errar aquele ponto de freada na curva que é bifurcada (na chicane)
Por Ridson de Araújo

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mosley, o "monarca" enxaqueca e a "independência da Fota


A novela está ficando insuportável. 18 equipes confirmadas :as 10 desta temporada mais Superfund, Lola, Epsilon Euskadi, Prodrive, Us-boto-o -nome-que -quiser-até-Bernie-dizer -que-não (está virando piada da temporada o nome dessa equipe dos EUA), Brabham,N. Technology e Campos. Litespeed, da F-3 Inglesa e March foram anunciadas pela imprensa alemã, mas sem confirmação. Quem quer montar uma equipe comigo?

Sério, tá enchendo o saco.


As equipes da Fota (Williams suspensa) se inscreveram sob certas ressalvas anexadas no protocolo, O que as deixa à mercê de Mosley, o garoto-enxaqueca. Se as condições propostas pela Fota não forem aceitas, elas deixam o campeonato, e cada vez mais acho que deixam. Sinceramente acho legal termos novas equipes, 3 ou 4 a mais, e com a possibilidade de termos mais em alguns anos, com certas reformulações no regulamento esportivo, o que também se aplica ao técnico. Isso p/ acabar com essa pretensa identidade fechada e congelada no tempo da F1, a-histórica.


Buut...mesmo com a iniciativa até razoável da Fota, que permitia uma redução gradual e planejada, com possibilidade de fazer comercialização de peças (e até de chassis) das equipes maiores pelas iniciantes. Até aí consoante com declarações do próprio Mosley. Tudo parecia virar pizza, como em nosso "amado salve-salve" argh..Parlamento. Mas não está sendo. Pode até ser que no fim, eu tenha de rezafer este post e dizer: é, deu pizza!


Mosley quer a "democratização", num sentido quase irônico, burguês e figurado do termo (e não menos coerente com as defesas de democracia feitas por nossos partidos "liberais e democratas") e quer equipes novas, renovar a idéia da principal categoria do automobilismo. E, principalmente, quer mostrar que sua pessoa e a instituição que gere há tanto tempo são mais importantes que as lideranças historicamente constituídas (Ferrari...e a atualmente muda Maclaren), novos poderes (Toyota, Red Bull e BMW) e os vem-e-vai da Renault. Force India e Brawn dificilmente continuam no barco da Fota se este naufragar. Mosley sabe disso e vai pressionar quanto puder, e terá apoio de Ecclestone, que detém o nome da F1. Esse é o mais prejudicado em termos financeiros com a saída dos Fota, e vai segurá-lo de toda forma, com processos judiciais e o escambau...

O momento é mais sério: a crise mundial afeta loucamente o mercado automobilístico e isto dá o tom do que será o futuro da F1. A sanha de Mosley em sua afirmação política tomou rumos complicados para analisar historicamente...mas lembra o processo de independência política do Brasil, de 1822. Novas forças aliadas com forças historicamente fortalecidas rompem politicamente (embora não desejassem realmente isso) para reafirmar a lógica de poder delas, com medo de se saírem enfraquecidas tanto pelo poder do Monarca como pela crise ;no caso era mais política que econômica, mas são os interesses econômicos que levam à independência...hj seriam os interesses políticos que gerariam a dissidência.


A MacLiar, expressão do Cassius Clay Regazzoni vai ficar, a Toyota e a Renault provavelmente ficam como fornecedoras de motores, mas estão p/ sair enquanto equipese quem se saíra fortalecida será a Cosworth, que fornecerá motores p/ todos os novos, praticamente. E a Mercedes, que ganha com o enfraquecimento das outras montadoras.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Racha na FOTA? E existia UNIDADE nela? Novas equipes rompem a IDENTIDADE da F1?

Eu falei em vários comentários em vários blogs de automobilismo anunciando um racha da FOTA.
E andei repensando isso...
Nessas horas, a formação do historiador é fundamental p/ compreender essas coisas com um outro olhar, um olhar de perspectiva:
- A FOTA foi construída no discurso político da UNIDADE, como elemento regulador e órgão político favorável aos interesses das equipes, insistindo nessa UNIDADE. No entanto, a unidade durante a História, pelo menos até agora, sempre foi mais um discurso que uma prática; é fundamental essa UNIDADE? Interessa a quem? O que está em jogo, além do panorama político-econômico mundial, interferindo diretamente em um esporte-negócio como o automobilismo? Na lógica capitalista do mercado especulativo, o que significa a saída de multinacionais construtoras, a entrada de outras? O que envolve e concerne ao público consumidor deste esporte?
-As equipes menores necessitam do apoio político das maiores; ao mesmo tempo, essas equipes são as mais frágeis se opondo à FIA e aos acordos comerciais com a FOM de Bernie Ecclestone. Sem dúvida, é isso que ocorre com a Williams, e ocorrerá com a Force India e com a Brawn. Eu até incluiria Toro Rosso, mas a ligação com a Red Bull deixa esta equação muito mais confusa.
-O Teto e o Regulamento Duplo, em letras capitulares msm, como se isso já fosse um capítulo consolidado de um livro que verse sobre F1, criaram uma vantagem política p/ a FOTA na guerra de interesses com a FIA, inicialmente, com o discurso da UNIDADE, nessa oposição de interesses, mas depois veio a inscrição da Williams e possivelmente o das outras menores...aí vem dessa que a FOTA rachou. Até eu disse isso. Mas será que houve um racha? É possível afirmar isso, já que dificilmente existe essa Unidade?
Explico então:
As equipes pequenas , e digo as garagistas Williams e Brawn, e a Force India, só fazem isso: competir. E as duas últimas tem um contrato expresso, e Sir Frank já disse que não pode fazer nada, é disso que vive e tem que fazer mesmo sem vontade. A Brawn pode vir com o discurso de que não está mal economicamente (vide Nick Fry), que pode escolher patrocinadores, mas p/ entrar no jogo teve que se amarrar até o pescoço com a FOM. E Bernie "véi num vai deixá barato naum"...
- As grandes equipes, tradicionais de fato ou se apropriando do discurso do "ser tradicional", se usam do discurso de que a inserção de novas equipes irá deturpar a IDENTIDADE da F1. Ora, partindo da idéia que IDENTIDADE é um discurso construído, que existe e é apropriado pelas grandes p/ tanto se distinguirem das menores quanto para se auto-afirmarem dentro do circo, há contudo uma grande incoerência histórica, já que essa F1 vai se modificando ao longo do tempo, vai mudando suas diretrizes e vai acompanhando o ritmo do esporte mundial, que é o da comercialização do mesmo. Não há UNIDADE, há equipes com realidades distintas, com origens diversas e com interesses que ora interagem, ora se dispersam. Como dizer então que há uma identidade da F1,senão várias delas? Será mesmo que o torcedor, que se identifica com uma marca como a Ferrari, e outro que se identifica com uma equipe nova vencendo tudo, como a Brawn, enxergam uma identidade? Há uma identidade de torcedor da F1 p/ começar?


São discursos construídos, é a F1A, esporte e fenômeno humano, que tem que ser percebido nos mínimos detalhes...

Ps: estou na lan de um amigo, meu pc já elvis por esses dias e por isso talvez fique um tanto ausente..mas retornarei =D