Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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domingo, 26 de dezembro de 2010

A volta do suíço ao comando: BMW Sauber Ferrari.


Depois de quatro anos sob domínio da BMW. A temporada de 2010 marcou o retorno de Peter Sauber como chefe e dono da equipe, após a desistência da montadora alemã, que resolveu abandonar a categoria, abruptamente, no final de 2009. E esse retorno não foi fácil, como a BMW não havia inscrito o time de Hinwil para participar da temporada 2010, pois não apareceu nenhum comprador em potencial para o mesmo. Peter Sauber convenceu a cúpula da montadora a lhe reaver o time, mas mesmo assim, teve que aguardar uma permissão oficial da FIA para confirmar a participação da BMW Sauber na temporada deste ano. E por essa indefinição a obtenção de novos acordos com patrocinadores foi quase nula.


Dispondo da verba deixada pela BMW, e de alguns meros patrocínios, Peter Sauber começou a remontar a equipe, foi hábil em trazer o destemido e arrojado piloto japonês Kamui Kobayashi para seu lado. Surpreendentemente, optou pelo espanhol Pedro de la Rosa, experiente piloto de testes, para a segunda vaga, já que o mesmo viria com alguma verba. Como a BMW não quis mais fornecer motores, Peter foi atrás da Ferrari, antiga parceira, para empurrar seus carros em 2010. Nos testes de pré-temporada o então C29 se mostrou rápido, mas era uma incógnita.




As primeiras etapas foram bem frustrantes para Peter Sauber, o mau rendimento do C29 aliado a uma série de quebras no motor, somado com alguns acidentes impediram os pilotos do time de finalizassem as corridas. Após a saída do diretor técnico Willy Rampf que contava com dez anos de casa. Peter Sauber foi certeiro em contratar James Key para substituir Willy. Key chegou à BMW Sauber em meados de Abril, credenciado pelo excelente trabalho nos dois últimos bólidos da Force India. As atualizações promovidas pelo novo diretor técnico no C29 funcionaram e a equipe começou a pontuar regularmente, especialmente, com Kobayashi. Ao mesmo tempo a Force India entrava em declive no mundial.


A equipe terminou a temporada em alta, e em muito, pelas as ótimas atuações do japonês voador. Para 2011, a Sauber que volta a ter seu nome original, assim como as estatísticas, terá como principal patrocinador a gigante mexicana das telecomunicações Telmex. E por influência da organização de Carlos Slim, o piloto mexicano Sergio Pérez foi confirmado como companheiro de Kamui Kobayashi na Sauber-Ferrari, além de outro mexicano Esteban Gutiérrez como terceiro piloto. Agora, com um aporte financeiro garantido para as próximas temporadas, é esperado que o time Hinwil tenha um salto de qualidade a partir 2011, já que, o C30 próximo bólido do time, será o primeiro projeto de James Key inteiramente na Sauber.


  • Posição: 8º
  • Pontos: 44
  • Nação: Suíça.




Seus Pilotos:

22. Pedro da la Rosa

Bastante conceituado como piloto de testes, o espanhol ganhou uma nova chance de piloto titular no regresso de Peter Sauber, que contou com sua experiência para ajudar no desenvolvimento do C29. Pedro conseguiu equilibrar a disputa com Kobayashi nas classificações, mas em ritmo de corrida foi batido, constantemente, pelo japonês que soube contornar melhor as limitações do carro. Claro que De la Rosa foi abalroado em alguns acidentes, e foi o mais prejudicado pelas quebras no motor Ferrari. Entretanto, esses argumentos não conseguiram mantê-lo na equipe após Monza.

  • Posição: 17º
  • Pontos: 6

22. Nick Heidfeld

O alemão chegou para substituir Pedro de la Rosa nas cinco últimas corridas do ano, e foi bem, também não acompanhou o ritmo de Kamui, mas foi mais efetivo. Conseguiu os mesmo seis pontos do espanhol nessa curta e nova passagem pela equipe suíça. Entretanto, não conseguiu um lugar em 2011. Infelizmente, esse ótimo piloto, nunca esteve no lugar certo, na hora certa. Uma pena!

  • Posição: 18º
  • Pontos: 6


23. Kamui Kobayashi

Esse jovem japonês foi abraçado pelo macaco velho, Peter Sauber, credenciado pelas excelentes atuações nas duas últimas provas de 2009, pela extinta Toyota. Após um início difícil, onde passou a ser contestado com alguns erros e muitas quebras, Kamui foi evoluindo de rendimento, assim, como o C29. Suas atuações movidas por muito arrojo e determinação, alçaram Kobayashi a novo ídolo da F-1. Seu jeito simpático e cheio de humor fora das pistas contrasta com a agressividade e empenho nas ultrapassagens, vide Valência e Suzuka. Terminou 2010 como um dos destaques, e os que apostaram nele, se deram bem, agradece Peter Sauber!

  • Posição: 12º
  • Pontos: 32

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O bom filho à casa torna.


No começo do ano quando Peter Sauber reassumiu o controle de sua equipe junto à BMW, e todos esperavam que ele mantivesse Nick Heidfeld no time, já que, o alemão havia sido preterido para vaga de piloto titular na Mercedes-Benz com o retorno de Michael Schumacher. Ficando assim, livre para permanecer no time suíço, mas Sauber escolheu o espanhol Pedro da la Rosa para ser o companheiro do japonês Kamui Kobayashi.


Quando questionado pela não continuidade do piloto alemão, Peter Sauber limitou-se a dizer que queria ver mudanças no time e tentar algo novo. E Heidfeld acabou mesmo ficando de fora do grid de 2010, tendo que se contentar com a ilusória vaga de terceiro piloto da Mercedes-Benz.


No mês passado o germânico foi “liberado” pela Mercedes e fechou um acordo com a Pirelli para ser o piloto responsável, em conduzir as baterias de testes, nos preparativos dos italianos que voltam à F-1, para substituir a Bridgestone como a nova fornecedora de pneus da categoria a partir 2011.


Entretanto, Nick testará pela segunda e última vez com os pneus da fabricante italiana nesta sexta-feira, 17/09, no circuito de Jerez de la Frontera. Heidfeld teve que abdicar do cargo, pois, foi confirmado como “novo” piloto da escuderia de Hinwil para as últimas cinco provas desta temporada por Peter Sauber, substituindo Pedro de la Rosa, aquele mesmo que tomou seu lugar no início do ano.


É uma pena para Pedro de la Rosa que se torna o segundo piloto a ser substituído nessa temporada, o primeiro foi o indiano Karum Chandhok, que perdeu seu lugar de titular na neófita Hispania para os ienes de Sakon Yamamoto.


Além de ser um ótimo piloto, Nick Heidfeld já era bastante especulado para uma vaga de piloto titular em 2011, por sua ligação e conhecimento com a Pirelli, mas isso se tornou pouco relevante com o anúncio de sua ida para BMW Sauber ainda esse ano, deixando o impossibilitado de finalizar todos os testes com os novos pneus, conseqüentemente, suas informações sobre a nova borracha se tornará limitado. Com isso a atenção dos times deve se voltar para o novo piloto que venha assumir o posto deixado pelo alemão.


Nick Heidfeld não merecia ter ficado de fora do grid de 2010, e então, que seja bem-vindo. O piloto alemão tem cinco corridas para assegurar uma vaga em 2011.

sábado, 6 de março de 2010

Sauber: Pedro de la Rosa vs. Kamui Kobayashi.


22. Pedro de la Rosa:

Depois de pós-graduado como piloto de testes, o espanhol Pedro de la Rosa ganha uma nova chance de ser titular. Ausente desde 2006, quando substituiu o demissionário Juan Pablo Montoya, na McLaren. Retorna, a convite de Peter Sauber, que voltar a gerir o time depois da debandada da BMW. Seu ponto forte é o conhecimento técnico, onde tem grande experiência no desenvolvimento dos bólidos. Seu ponto fraco, pelo menos no início do mundial, o ritmo de corrida, mas deve se sair bem ao longo da temporada. Aos 39 anos tem sua grande oportunidade.

23. Kamui Kobayashi:

Bastou duas corridas para o japonês Kamui Kobayashi torna-se um ídolo. Disputou as duas últimas corridas de 2009, pela Toyota, em substituição a Timo Glock que estava machucado. E o jovem piloto aproveitou muito bem a oportunidade, com uma luta petulante contra Jenson Button em Interlagos. E autor de uma bela ultrapassagem sobre o campeão de 2009 em Abu Dhabi. Mas, com a desistência da Toyota, Kamui se viu sem vaga para correr em 2010. E eis que surge Peter Sauber, macaco velho, que fecha contrato com o arrojado e destemido piloto. Aos 23 anos Kobayashi passou à condição de estrela das pistas em 2010.


Nesse regresso, Peter Sauber optou por pilotos que nunca haviam trabalhado com ele, daí a negativa a Nick Heidfeld, apesar de ótimo. Seguiu a receita de outros times, ao aliar um piloto jovem e talentoso, com outro técnico e experiente. Espera-se que a juventude de Kamui se sobressaia no embate entre os dois concorrentes da Sauber Ferrari.

domingo, 31 de janeiro de 2010

SAUBER-FERRARI C29


A BMW comprou a Sauber no final de 2005, mas manteve o nome da equipe suíça na nomenclatura oficial do time. Peter Sauber reassume o time após a desistência dos alemães no final de 2009, e não exclui a BMW do nome oficial da equipe. Entendeu?

De minha parte vou tratar o time como Sauber mesmo e ignorar a BMW. Na apresentação do novo bólido da equipe suíça em Valência, batizado de C29, e que não traz grandes diferenças de seu antecessor o F1.09, é apenas mais harmonioso e adaptado ao novo regulamento. O que chama a atenção mesmo é a falta de patrocínios.

Peter Sauber reedita parceria com a Ferrari que será fornecedora de motor e câmbio

domingo, 1 de novembro de 2009

GP de Abu Dhabi 2009.

A estréia do circuito de Yas Marina até que foi boa. Não tão monótono como se esperava, e contou com poucas, mas boas disputas após a largada e no final da corrida. Sem falar na beleza do lugar, várias vezes citada na transmissão da corrida, onde Galvão Bueno deixava as disputas dos carros de lado para falar da modernidade do Hotel com suas luzes coloridas, além do pôr-do-sol.

Com as arquibancadas lotadas o público acompanhou a largada sem imprevistos, onde houve apenas um pequeno toque de Rubens Barrichello em Mark Webber, mas sem maiores conseqüências para ambos os pilotos. Lewis Hamilton, da McLaren partiu da pole, e buscava abrir a maior vantagem possível para Sebastian Vettel para assim, poder voltar à frente do alemão após a sua parada nos boxes, já que tinha menos combustível e pararia primeiro.

Entretanto, antes mesmo de sua primeira parada, o carro do inglês começou a apresentar problemas nos freios traseiros, sendo obrigado a abandonar, deixando o caminho livre para quarta dobradinha da equipe Red Bull no ano.

Sebastian Vettel que mesmo largando mais pesado, não deixava Lewis escapar. E somado o problema do inglês, Sebastian assumiu a ponta e rumou para mais uma vitória na categoria, e assim garantiu o vice-campeonato em 2009. Mark Webber que também imprimiu um ritmo forte no início, garantiu o segundo lugar, mas, na parte final teve que se virar para segurar o segundo posto dos ataques do Campeão Jenson Button que terminou mesmo em terceiro, todavia, pôde comemorar seu título no pódio.

As disputas mais ferrenhas foram protagonizadas por Robert Kubica: primeiro contra Jarno Trulli na volta inicial, onde andaram várias curvas lado a lado, até o polonês conseguir vencer o duelo contra o irritadiço italiano da Toyota, que neste GP não encontrou Sutil pelo caminho. E no segundo duelo contra Sebastien Buemi, na disputa pelo oitavo lugar. Mas, desta vez o piloto da BMW perdeu, na tentativa de passar o suíço da Toro Rosso ao emparelhar na curva, Robert passou erradamente por cima da zebra e rodou, chegando a tocar no carro do Buemi. O piloto da equipe de Faenza conseguiu manter a oitava posição, já Kubica, ainda perdeu o nono lugar para Nico Rosberg da Williams.

Kamui Kobayashi fez uma excelente prova e praticamente conseguiu sua efetivação na Toyota para 2010. Na largada superou Kimi Raikkonen. E em determinado momento da corrida encontrou Jenson Button pelo caminho, e aproveitou mais uma vez para tirar uma casquinha do Campeão Mundial de 2009. Button que voltava do seu primeiro pit-stop foi atacado e superado pelo ousado japonês.

Kobayashi que só fez uma parada e finalizou em sexto, marcando seus primeiros pontos na categoria. E de quebra ainda chegou à frente de seu companheiro de equipe Jarno Trulli, que aparentemente fez sua última participação pelo time nipônico com um sétimo lugar.

Rubens Barrichello chegou em quarto, seguido por Nick Heidfeld em quinto. O alemão que com esses pontos ajudou a BMW a superar a Williams pelo sexto lugar no mundial de Construtores na despedida da equipe da F-1.

Kimi Raikkonen finalizou em um melancólico décimo segundo lugar, deixa a Ferrari após três anos e não se sabe se permanecerá na categoria. Se for depender só da McLaren, acho que é adeus. Fernando Alonso se despede da Renault em um inexpressivo décimo quarto posto, em sua segunda passagem pela equipe francesa. Nico Rosberg e Kazuki Nakajima que deixam a Williams finalizaram em nono e em décimo terceiro lugares respectivamente.

Acabou a imprevisível temporada de 2009, com um Campeão inédito em uma equipe estreante: Jenson Button e Brawn. Agora só falta à definição das equipes quanto aos pilotos que vão correr em 2010, com um regulamento totalmente diferente. E muitos outros assuntos a serem resolvidos como patrocinadores, motores entre outros.

Agradecemos atenção de todos durante esta temporada, e vamos aguardar ansiosamente pela temporada de 2010 que terá inicio no dia 14 de março de 2010, no Bahrein.

Resultado Final:

1º. Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 55 voltas em 1h34min03s314
2º. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 17.857
3º. Jenson Button (ENG/Brawn), a 18.467
4º. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), a 22.735
5º. Nick Heidfeld (GER/BMW), a 26.253
6º. Kamui Kobayashi (JPN/Toyota), a 28.343
7º. Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 36.366
8º. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), a 41.294
9º. Nico Rosberg (GER/Williams), a 45.941
10º. Robert Kubica (POL/BMW), a 48.180
11º. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 52.798
12º. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 54.317
13º. Kazuki Nakajima (JPN/Williams), a 59.839
14º. Fernando Alonso (SPA/Renault), a 1.09.687
15º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), a 1.34.450
16º. Romain Grosjean (FRA/Renault), a 1 volta
17º. Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari), a 1 volta
18º. Adrian Sutil (GER/Force India), a 1 volta

Não concluíram:

19º. Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 21 voltas
20º. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 19 voltas

Melhor Volta:

Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 1.40.279 - Volta 54.

sábado, 19 de setembro de 2009

28 carros!


Logo depois do anúncio da promoção da Lotus Malaia pela FIA, como a 13ª equipe a integrar o mundial de F-1 em 2010. A BMW veio comunicar a venda do que restou dela a um grupo de investidores. Trata-se de uma companhia de fundos de investimentos, especializada em controlar as riquezas de poderosas famílias do Oriente Médio e da Europa.


Os investidores informaram que também esperam integrar o grid da F-1 no Mundial do ano que vem. Assim, a categoria pode ter 14 equipes em 2010, todavia, a FIA já havia confirmado a Lotus, na 13ª e última vaga que era da BMW-Sauber.



A entidade máxima do automobilismo afirmou que recebeu uma inscrição "impressionante" da BMW, mas, diante das incertezas sobre o futuro da equipe, preferiu conceder a vaga à Lotus.



Para surpresa de muitos, a FIA indicou que pode conceder uma vaga extra entre os participantes do próximo campeonato e informou que o grid pode ser aumentado para 28 carros. Essa nova equipe será a primeira opção em caso de desistência de uma das já escolhidas. Para isso, a federação vai consultar "urgentemente" as equipes (FOTA) atualmente na F-1 sobre a possibilidade de uma mudança na regra.


É de se estranhar essa boa vontade da FIA, talvez seja para derrubar de vez a idéia do Luca Di Montezemolo, da Ferrari em implantar a regra e três carros por equipe.


E é justamente a Ferrari que talvez possa vir a ser parceira, da digamos, “Nova Qadbak/Sauber”. Enquanto espera saber se correrá em 2010. O grupo suíço QADBAK que comprou a BMW, já estuda os aspectos técnicos para colocar seu time em funcionamento e a Ferrari é a favorita para o fornecimento de motores para a novo time no ano que vem.


Devido a um longo relacionamento de Peter Sauber com os italianos, não é de se estranhar o futuro acordo. Se bem, que a Sauber nunca venceu com os motores italianos. E também resta saber se nome Sauber será mantido ou até mesmo se Peter Sauber permanecerá na escuderia.


Também não é de se estranhar esse novo perfil de investidores do oriente na F-1, já quê, tanto Ferrari como McLaren têm suas ações nas mãos desses poderosos investidores do Oriente Médio.

Será que o futuro da F-1 está reservado para eles?

sábado, 8 de agosto de 2009

Resta uma...

... Vaga para os pretendentes que ainda sonham em montar ou adquirir uma equipe de F-1. A FIA reabriu o processo de seleção para escolha de mais um time, depois do melancólico anúncio da saída da BMW da categoria ao final desta temporada.

Max Mosley enviou uma carta aos times que ficaram de fora do controverso processo seletivo onde foram escolhidas as três primeiras equipes: Manor, US F1 e Campos. A carta explica que no momento há mais uma vaga disponível.

Ainda não sabemos quais critérios a FIA usará agora, já que no caso das três primeiras equipes selecionadas, as mesmas tiveram preferência por aceitarem correr com os motores Cosworth. Ao contrário das outras pretendentes como a Prodrive que sempre divulgou a parceria com a Mercedes-Benz.

A Epsilon Euskadi já havia manifestado o direito de concorrer à vaga assim que soube da notícia do abandono dos Bávaros e provavelmente seja a favorita agora!

Resta saber se Peter Sauber conseguirá reassumir a equipe que vendeu para os alemães no final de 2005, já quê as primeiras negociações foram frustradas. Apesar de ainda lutar para garantir à volta de seu time à ativa, pois, ele ainda detém 20% das ações. O mesmo perdeu o prazo para a assinatura do novo Pacto da Concórdia. Além da BMW não ter conseguido apresentar nenhum outro investidor interessado em comprar a equipe.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A BMW tá fora...e o que isso significa para a Fia, A Fota e a Epsilon Euskadi?

"A FIA lamenta o anúncio da BMW da sua intenção de deixar a F1, mas não se surpreendeu com a decisão.Ficou claro há bastante tempo que o automobilismo não pode ignorar a crise econômica. Os fabricantes de carros não podem continuar a gastar grandes quantias de dinheiro na F1 quando suas sobrevivências dependem de demissões, fechamento de fábricas e ajuda dos contribuintes.


Por isso que a FIA preparou um regulamento para reduzir os custos de maneira drástica. Estas medidas foram necessárias para aliviar a pressão nos fabricantes após a saída da Honda, mas também para permitir a entrada de novos times.Caso este regulamento não tivesse recebido uma oposição tão forte de tantos chefes de equipe, a saída da BMW e possíveis novos anúncios
no futuro poderiam ter sido evitados.


Ainda assim, como resultado de uma campanha de corte de custos coordenada pela FIA, as novas medidas estão no processo de ser aceitas, o que deve tornar mais fácil a entrada de novas equipes
e a participação dos times existentes com receitas muito mais reduzidas.Não é nenhum segredo que as medidas não vão tão longe quanto a FIA gostaria, mas um compromisso era necessário pelo interesse na harmonia do esporte.


Tomara que seja o suficiente para evitar novas saídas e garantir uma fundação sólida para a F1.Como guardiã do esporte, a FIA está comprometida a garantir que a F1 siga financeiramente sustentável para todos os seus competidores
, e sempre vai agir para garantir que isto permaneça assim."

As palavras da FIA para o fim da trajetória de 4 temporadas da BMW como construtora

O fim
Com relativo sucesso enquanto fornecedora do conjunto motor-câmbio para Brabham nos anos 80 e Williams nos anos 2000, em 2005 comprou a equipe Sauber. Segundo Ecclestone, a equipe tinha metas (no sentido de obrigações) de pelo menos concorrer ao título em três anos, ou seja, 2008. E conseguiu, levando Kubica a concorrer ao título, e conquistando o vice-campeonato de construtores em 2007 (apenas porque houve a punição da Maclaren).
Desde 2008, a F1 vem sofrendo com uma nova e poderossísima onda de crise financeira mundial, assolando a categoria com o abandono da SuperAguri, depois de sua dona, a Honda, e surpreendentemente, da BMW, que faz o pior campeonato desde seu início, um retrocesso caro e débil para o que fora no ano passado, quando conquistou a primeira vitória.
As vendas da BMW decaíram assustadoramente no último trimeste, mas tudo indica que a decisão se alastra desde o fim da Honda, no dezembro passado.
A onda de concordatas e recessões nas grandes empresas que atuam no setor automobilístico, como Mitsubishi, Subaru, GM, Michelin (no setor de pneus) claramente era vislumbrada com muito cuidado por todos. Tanto que durante o ano todo, grandes eram as especulações sobre a venda das equipes Toyota e Renault, cujos resultados foram bastante inferiores ao esperado. Outras equipes estão na berlinda, como a Williams, a Force India (por conta das vendas da Kingsfisher, do dono da equipe, estarem em baixa) e a própria Brawn, ainda líder dos dois campeonatos, mas com o dinheiro da Honda no fim e sem contrato firmado com grandes patrocinadores.
O novo debate: ele estava certo?
O que nos leva à pergunta: como se reconfigura o debate político entre FIA e FOTA? Sobre tudo: tetos orçamentários, redução de gastos, atração de novas equipes, identidade (ou não) do esporte, comprometimento com o esporte...
Mosley estava certo? Flávio Gomes acha que sim. Eu prefiro dizer que, no tocante ao comprometimento e à criação de medidas para a redução dos gastos, sim. As montadoras seguem à lógica do capital, especificamente à mais recente, do corporativismo internacionalista de caráter privado, no qual o maior interesse é no lucro da empresa, não importando seus parceiros e seus investimentos. Comprometimento, só com a empresa. O resto que se foda.
Ele estava certo, mas suas afirmações eram um tanto óbvias, mas que o asco pela sua imagem ditatorial cegou suas afirmações coerentes com o momento histórico em que vivemos.
A FOTA mais uma vez enfraqueceu, e dessa vez, em um pilar forte. Mas rapidamente agiu e cada equipe já declarou, exceto a Renault, o comprometimento com 2010 e com a FOTA, desenhando a possibilidade de usar três carros para atrair mais fãs, ou de dar total apoio ao reeerguimento da Sauber, se for pertinente.
E a Epsilon Euskadi?
Justamente onde queria chegar. E a Epsilon Euskadi? Ora, não será fácil para a Sauber se reeerguer e fazer como a Brawn fez. Não. A Brawn só pôde existir com o comprometimento da Honda em salvar seus funcionários. A BMW também prometeu isso, mas não sabemos até onde a montadora estava investindo em 2010, ao contrário da Honda, que investiu um absurdo no ano seguinte, tanto que possibilitou à Brawn estar onde está. Não é de se esperar um milagre assim.
Contudo, a seleção das equipes para 2010 não pode simplesmente esquecer três excelentes postulantes que ficaram de fora: A prórpia Epsilon Euskadi, que já declarou seu interesse em 2010, e que não abandonou seus planos, e que por este blogueiro é a mais indicada; o eterno postulante David Richards, com a Prodrive mais preparada que nunca com a parceria com a Aston Martin, e a Lola, que nunca pode ser descartada pela estrutura, pela história e pelos parceiros que sempre consegue.
Nestes cenários possíveis, temos:
- A compra da Sauber, em um management buy-out, como a Brawn.
- A compra da estrutura da equipe por uma das postulantes.
- O ingresso direto, sem meios termos, de uma das postulantes.
Com a crescente ameaça de que mais equipes possam abdicar de seus lugares na próxima temporada, com a saída improvável da BMW e com a possibilidade de novas equipes com condições mínimas de disputar 2010 mesmo sem um teto (mais uma vez, a Epsilon sai na frente), o debate continua sobre 2010, o mercado de pilotos se agita com dois bons pilotos no mercado (um desmotivado, mas excelente Kubica, e um experiente Heidfeld) e a dura compreensão de que, na realidade econômica financeira, não se brinca com dinheiro.
Lamento muito pelos funcionários da BMW F1 dependerem dessa nojenta especulação.
O que vcs acharam dessa decisão da BMW? Comentem!

sábado, 6 de junho de 2009

Classificação e Pitacos da Turquia-2009


Bom, eu trabalhei hoje das 8 às 11 horas , e só pude ver o Treino pela gravação. By the way, estou gravando todas as corridas e treinos de classificação. Só faltaram a classificação da Austrália e tive problemas com os vídeos da Malásia ( vacilos meus + erros de formatação do DVD). Como bom historiador, estou produzindo fontes p/ o futuro =D


Eis o grid,com seus respectivos pesos e os tempos dos 10+, já que os outros tempos sinceramente não valhem de nada:

1. Sebastian Vettel, Red Bull, 649.5 1m28s316

2. Jenson Button, Brawn GP, 655.5 1m28s421

3. Rubens Barrichello, Brawn GP, 652.5 1m28s579

4. Mark Webber, Red Bull, 656 1m28s613

5. Jarno Trulli, Toyota, 652 1m28s666

6. Kimi Raikkonen, Ferrari, 658 1m28s815

7. Felipe Massa, Ferrari, 654 1m28s858

8. Fernando Alonso, Renault, 644.5 1m29s075

9. Nico Rosberg, Williams, 660 1m29s191

10. Robert Kubica, BMW Sauber, 664 1m29s357


11. Nick Heidfeld, BMW Sauber, 681.5

12. Kazuki Nakajima, Williams, 680.4

13. Timo Glock, Toyota, 689

14. Heikki Kovalainen, McLaren, 665

15. Adrian Sutil, Force India, 668.5


16. Lewis Hamilton, McLaren, 696.5

17. Nelson Piquet, Renault, 689.6

18. Sebastien Buemi, Toro Rosso, 686.5

19. Giancarlo Fisichella, Force India, 688.5

20. Sebastien Bourdais, Toro Rosso, 701



-Vettel com uma pole incontestável? Está 6kg, duas voltas a menos (obrigado pela dica, Bruno, digitei rápido demais =P) que Button. P/ mim, Button mais uma vez se acertou pelos acertos de Rubens Barrichello e resolveu seus problemas de acerto. Aí, seu estilo limpo e sua escolha por pneus macios, aliados à sua grã-pilotagem, garantiram-lhe a "pole real".Mas... parte suja da pista, largadas inconstantes...

- Webber ruim, lento,etc? Não caiam nessa armadilha, ele está com praticamente o mesmo peso de Button, 6.5 mais pesado que Vettel. São duas voltas a mais e uma diferença de 3 décimos. Ou seja, andaram quase a mesma coisa, com Vettel em pista limpa e Webber no tráfego.

- Rubens Barrichello mais leve e mais lento? Pé-de-chinelice? Comecei a achar, finalmente, mas o "homi" teve problemas com os pneus macios e foi de pneu duro, que obviamente é mais lento. Saindo de duros, Rubens terá uma corrida p/ se analisar com cautela. Larga na parte limpa e mais leve, então vai atacar com tudo na largada e tentar ser Button-Espanha? Veremos.

- Na disputa Massa X Raikkonen: Parece que o finlandês,se não voltou a ser o cara que eu torcia p/ vencer o campeonato de 2003 e 2005,pelo menos não está dando vida fácil p/ Massa como no ano passado. Mais pesado e mais rápido, resta saber se Massa é que andou mal ou as coisas de fato sempre mudam de rumo neste campeonato. Agora, em 6º e 7º, eles vão ter um trabalhim de Hércules p/ chegar ao pódio. Mas são a terceira força no momento.

- A volta da BMW ao pelotão intermediário mostra que os bávaros( e não bavários como eu tinha posto antes e o Kbk me chamou a atenção =P) podem voltar a nos surpreender em breve. Kubica vai andar com uma banheira de olho nele. O Kers fazia um mal danado.

- Alonso, Rosberg e Trulli carregando nas costas seus carros ruins.

- No resto, Sutil eficiente, Nakajima no quase, menos mal. Piquet voltou ao seu lugar cativo do início de temporada, o 17. Chamem Nelson pai p/ acudir ou Grosjean p/ negociar? A Renault sofreu hj com os freios também um absurdo. Hamilton, Kovalainen e a Maclaren vão concorrer com Rosberg pelo título de rei das sextas. Heidfeld fazendo o que pode e Fisico reclamando o quanto puder, já que dificilmente se mantêm. Aposto que Senna vai p/ lá.


Minhas apostas infames:

Rubens largando bem, mas não rendendo bem na corrida e chegando em 2º. Webber e Button duelando no início e Vettel mantendo a regra: pole-pódio-vitória. O resto é realmente imprevisível.