Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ironia mode on: Conselho mundial

Dando vazão cabível à minha veia irônica, essa não poderia estrear em data melhor: hoje, 08 de setembro, se reuniu o conselho mundial para definir algumas questões pertinentes ao futuro próximo da categoria. Em pauta, a lisura esportiva da F1, a credibilidade junto aos fãs e aos observadores; a escolha da 13ª vaga, ou seja, de renovação na categoria...e o calendário, cujo cronograma acabei de postar..então observa aí abaixo!

1. A F1 não sabe o que fazer com suas regras estapafúrdias, que geram confusões estapafúrdias para tentar assegurar esportividade e a tal da ética (conceitozinho fajuto, moldável aos interesses de quem pode se pronunciar); na ética da F1, no seu sentido correto (o conjunto de comportamentos definidos por práticas concretas), a incongruência, a fajutez sensivelmente diminuiu pois a Ferrari, com seu poder político maior do que nunca, afim de evitar um imbróglio maior para com seu presidente, personagem central da última grande polêmica com pilotos & troca de posições, jogo de equipe e os escambau...vai rever, ou seja, vai "chamar todos para tomar um chá e botar o papo em dia", ou seja, pizza de calabreza para as ordens de equipe.

Se não fui claro no que coloquei antes, vejamos: antes, não se dava para definir, por regra, qual seria o melhor momento para que uma ordem de equipe seja posta em prática: meio do campeonato, fim do campeonato, embora nós em nossa ética de fãs da F1 já aceitamos de olho0 torto ordens no final do campeonato, quando só um pode vencer dentro da equipe. O que não deixa de ser ridículo, tacanho, estapafúrdio, marketing contra o marqueteiro...que reservo-me a0 direito de mandar à...

A FIA deveria também rever, ou melhor, deveria no lugar dessa, rever suas regras desportivas de corrida para o safety car, para as disputas de corrida, para a troca de pneus...que não geram polêmicas tão ridículas, mas que se fossem mais esclarecidas a F1 seria um esporte. Er..acho que não tem ironia maior essa.

2. A FIA e Ecclestone temeram colocar novamente seus nomes preciosos $$$ em jogo, pondo uma nova equipe na F1. Em detrimento disso, equipes como a Epsilon Euskadi, a ART e a Prodrive (as duas últimas se auto-excluíram antes do vexame final), que tem mais condições do que Virgin, Lótus e Hispania, principalmente...estão fora. Por critérios que nem eles mesmos tem a coragem de divulgar para não afetar o fluxo de $$$.

Aí disseram que nenhuma das equipes satisfazia o perfil: ou seja, não iriam passar ridículo, mantendo o status quo das veteranas, mostrando a todos que na F1 só existem os melhores e quem entra irá sofrer até vender a alma e se tornar um da turma. Sinceramente, torci mesmo para a EE entrar no jogo, pois é preciso o mínimo de conhecimento de causa para perceber que o que a F1 precisa é outra Williams, com pessoas envolvidas com o esporte, desenvolvendo tecnologias, correndo e sobrevivendo na sandice capitalista que se tornou a F1 nos últimos 25 anos. Além disso, com sede no país basco, que sofre um monte para propor sua independência à Espanha.

3. O novo calendário da F1 saiu, e todos ficamos gratos pois teremos provavelmente a chance de ver o Brasil, com uma das melhores pistas do mundo, sediar o fim da temporada: ou seja, corrida boa no fim, para dar aquele gostinho a mais, e não aquela porcaria interminável que foi Abu Dabhi, que pelo menos pode ter emoção neste ano com vários pilotos próximos disputando o título.

Novos tilkódromos surgem, e o próprio Tilke admite que faz como faz por causa das corridas de moto, dos pitis do Ecclestone em busca de maior exposição aos patrocinadores (pois, necessariamente nesta sequencia: se não atrai patrocinadores, os mesmos não investem na transmissão de corridas, ou seja, não investem nas emissoras, nem nas equipes, nem nos pilotos e aí veríamos uma disputa de título entre Yamamoto e Chandhok)...enquanto a1 ring, Paul Ricard, Algarve, Laguna Seca/Watkins Glen continuarão de fora.

Eita má!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

À Espera da 13ª equipe...


Bem, já passamos da metade do campeonato e nada da confirmação de quem será a nova escuderia integrante do circo da Fórmula-1. O processo seletivo feito pela FIA em 2009 com o tal do teto orçamentário, acabou escolhendo três projetos: Manor, US F1 e Campos Meta. Depois da desistência da Toyota chamaram o pessoal da Litespeed que não havia passado na concorrência inicial.


US F1 foi um desastre, não atendeu as expectativas, desistindo da vaga. Assim como a Campos Meta que começou apresentar muitas dificuldades financeiras, e só correu, por que foi salva por José Ramon Carabante que a rebatizou de Hispania. A Manor virou Virgin com o apoio de Richard Branson. A Litespeed, unido ao grupo da Malásia (Proton) trouxe de volta a saudosa marca Lotus.


Uma nova seleção foi aberta para preencher a derradeira vaga, que pertencia ao grupo estadunidense, no entanto, o prazo para a escolha do time já venceu. O anúncio estava previsto para meados de junho, assim a escolhida teria mais tempo para desenvolver seu projeto, e conseqüentemente, não passar por todas as dificuldades apresentadas pelas novatas de 2010. Especula-se que a FIA não estaria mais interessada em ocupar essa vaga, por pressão de Bernie Ecclestone dono da FOM.


15 projetos manifestaram a intenção de ingressar na F-1 em 2011, mas ART e Cypher já desistiram de suas inscrições, por conta dos altos custos. Epsilon Euskadi, Stefan e Durango ainda acreditam, e são as favoritas para vaga. Mas, o prazo está ficando cada vez mais apertado para as postulantes!

sábado, 8 de agosto de 2009

Resta uma...

... Vaga para os pretendentes que ainda sonham em montar ou adquirir uma equipe de F-1. A FIA reabriu o processo de seleção para escolha de mais um time, depois do melancólico anúncio da saída da BMW da categoria ao final desta temporada.

Max Mosley enviou uma carta aos times que ficaram de fora do controverso processo seletivo onde foram escolhidas as três primeiras equipes: Manor, US F1 e Campos. A carta explica que no momento há mais uma vaga disponível.

Ainda não sabemos quais critérios a FIA usará agora, já que no caso das três primeiras equipes selecionadas, as mesmas tiveram preferência por aceitarem correr com os motores Cosworth. Ao contrário das outras pretendentes como a Prodrive que sempre divulgou a parceria com a Mercedes-Benz.

A Epsilon Euskadi já havia manifestado o direito de concorrer à vaga assim que soube da notícia do abandono dos Bávaros e provavelmente seja a favorita agora!

Resta saber se Peter Sauber conseguirá reassumir a equipe que vendeu para os alemães no final de 2005, já quê as primeiras negociações foram frustradas. Apesar de ainda lutar para garantir à volta de seu time à ativa, pois, ele ainda detém 20% das ações. O mesmo perdeu o prazo para a assinatura do novo Pacto da Concórdia. Além da BMW não ter conseguido apresentar nenhum outro investidor interessado em comprar a equipe.

domingo, 2 de agosto de 2009

Segunda-feira: Um dia daqueles! F1 tomando novos rumos

Recomeçar



Começarão as aulas da faculdade, as aulas escolares, o dia de semana de trabalho. E os rumos da F1 também parecem tomar novos rumos.






A saída da BMW pareceu desleixo da montadora com o esporte. E foi . Mas não foi só isso. Foi o prenúncio do Pacto de Concórdia, e a certeza de que a montadora não teria condições de se manter no espetáculo sambando por muito tempo. As expctativas sobre a iminente rendição da Renault, que assinou o Pacto, contrastam opiniões: a Renault aguenta o tranco e não recebe a enorme multa rescisória por quebra de contrato ou ela quebra os trancos, rola nos barrancos e fim de papo para Grosjean, para os planos da equipe em atrair recursos do mercado francês.


Não só a isso, seria mais uma possibilidade de vaga para outros interessados em ingressar no espetáculo.


O direcionamento dos acontecimentos últimos dos bastidores da F1 foi até necessário para reavivar os interesses pela categoria em tempos de férias. É a "silly season", ou mais conhecida como temporada de especulações. Pilotos, equipes, marcas, patrocínios. Um exercício complexo de gestão mercadológica que a categoria vem passando cada vez mais a cada temporada, confundindo a todos (e sem dúvida colocando questionamentos e suscitando debates).






O mais recente dos rumores, e sem dúvida um dos mais simpáticos até, é de que SuperNova e Piquet Sports, duas equipes da GP2, estariam interessadas em se fundir para conseguir comprar o espólio da Sauber, sem dúvida com o suíço como parte importante do processo.




Piquet F1(?)


O nome de Piquet na conversa seria para salvar a carreira do filho, e carregá-lo em seus carros, como por muito tempo na carreira dele o fez. Talvez. Mas Piquetzão teria saído fora da GP2 após o ingresso do filho na categoria máxima. Não o fez. Piquet nunca foi bobo, sempre gerenciou sua carreira com muita maestria (talvez não nas escolhas enquanto piloto, por equipes), mas criando uma empresa responsável para angariar dinheiro para alavancar sua carreira pessoal é sem dúvida prova do que Nelson Piquet é capaz. Além disso, seu nome tem peso, conseguiria atrair investimentos e escolheria pilotos capazes de dar suporte a isso, como fez com Roldan Rodriguez; um piloto razoável com patrocínio gordo.






Todavia, o ingresso de um nome Piquet F1 na categoria não apenas é complicado, é até sem sentido. Pelo menos em condições normais. Lembrar que tem inúmeras competidoras pelas vagas remanescentes nessa extrema renovação da F1 que ficaram chupando o dedo. Inclusive uma equipe sérvia, desconhecida,a Stefan GP, entrou com uma ação contra a FIA pedindo a anulação da escolha das novas equipes. E isso automaticamente anula o Pacto da Concórdia.
Aqui no Historias e Velocidade, lembramos especialmente da Epsilon Euskadi, que era uma das mais cotadas para assumir uma das três vagas, e que veio publicamente reclamar esse "direito" de assumir a vaga da BMW assim que a notícia de abandono surgiu. A Epsilon Euskadi tem nome difícil, mas uma sólida carreira de construtora em categorias de base, e tem os equipamentos e funcionários necessários para ingressar na categoria. Ele ainda tem mais capital garantido que a Prodrive e a USF1, junto com a primeira, ficaram de fora, "cedendo" lugar para uma razoável Campos e uma escrota Manor, que só está lá pela politicagem que acontece na FIA, numa ligação direta com Mosley e a Wirth Research.
Levantei em comentários por blogs amigos e aqui mesmo, junto com leitores deste blog, da possibilidade de uma parceria entre Sauber e o grupo basco. Uma parceria que seria bem concreta, e que com certeza traria no mínimo boa qualidade para esse novo grid, que é o que aparentemente mais está em falta.
O mercado de pilotos (?)
Se o mercado de equipes é uma inconstante absurda, avalie o mercado de pilotos. Uma incerteza paira sobre as equipes que assinaram La Concorde. Uma incerteza que pode tomar contornos mais dramáticos que os da pré-temporda deste ano. Brawn afirmou recentemente o interesse de manter a dupla de pilotos, o que traria nova vida à carreira de Barrichello, mas ninguém garante que o piloto ainda deseje estar nela, que a Brawn será uma boa opção e que ele estará nela próximo ano. Os contatos com novas equipes têm de levar em consideração mais do que nunca a experiência para balancear com novidades, uma vez que dessa vez se espera uma enxurrada de novos pilotos se inserindo principalmente nas equipes novas, que em muitos casos são de base.
Um nome nessa leva me chama a atenção: e Bruno Senna? Foi uma boa escolha esnobar a GP2, categoria que ele nem mesmo chegou a ser campeão.
É. O Pacto da Concórdia não poderia ter entrado em momento mais discordante. Tô começando a realmente me divertir com isso.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A BMW tá fora...e o que isso significa para a Fia, A Fota e a Epsilon Euskadi?

"A FIA lamenta o anúncio da BMW da sua intenção de deixar a F1, mas não se surpreendeu com a decisão.Ficou claro há bastante tempo que o automobilismo não pode ignorar a crise econômica. Os fabricantes de carros não podem continuar a gastar grandes quantias de dinheiro na F1 quando suas sobrevivências dependem de demissões, fechamento de fábricas e ajuda dos contribuintes.


Por isso que a FIA preparou um regulamento para reduzir os custos de maneira drástica. Estas medidas foram necessárias para aliviar a pressão nos fabricantes após a saída da Honda, mas também para permitir a entrada de novos times.Caso este regulamento não tivesse recebido uma oposição tão forte de tantos chefes de equipe, a saída da BMW e possíveis novos anúncios
no futuro poderiam ter sido evitados.


Ainda assim, como resultado de uma campanha de corte de custos coordenada pela FIA, as novas medidas estão no processo de ser aceitas, o que deve tornar mais fácil a entrada de novas equipes
e a participação dos times existentes com receitas muito mais reduzidas.Não é nenhum segredo que as medidas não vão tão longe quanto a FIA gostaria, mas um compromisso era necessário pelo interesse na harmonia do esporte.


Tomara que seja o suficiente para evitar novas saídas e garantir uma fundação sólida para a F1.Como guardiã do esporte, a FIA está comprometida a garantir que a F1 siga financeiramente sustentável para todos os seus competidores
, e sempre vai agir para garantir que isto permaneça assim."

As palavras da FIA para o fim da trajetória de 4 temporadas da BMW como construtora

O fim
Com relativo sucesso enquanto fornecedora do conjunto motor-câmbio para Brabham nos anos 80 e Williams nos anos 2000, em 2005 comprou a equipe Sauber. Segundo Ecclestone, a equipe tinha metas (no sentido de obrigações) de pelo menos concorrer ao título em três anos, ou seja, 2008. E conseguiu, levando Kubica a concorrer ao título, e conquistando o vice-campeonato de construtores em 2007 (apenas porque houve a punição da Maclaren).
Desde 2008, a F1 vem sofrendo com uma nova e poderossísima onda de crise financeira mundial, assolando a categoria com o abandono da SuperAguri, depois de sua dona, a Honda, e surpreendentemente, da BMW, que faz o pior campeonato desde seu início, um retrocesso caro e débil para o que fora no ano passado, quando conquistou a primeira vitória.
As vendas da BMW decaíram assustadoramente no último trimeste, mas tudo indica que a decisão se alastra desde o fim da Honda, no dezembro passado.
A onda de concordatas e recessões nas grandes empresas que atuam no setor automobilístico, como Mitsubishi, Subaru, GM, Michelin (no setor de pneus) claramente era vislumbrada com muito cuidado por todos. Tanto que durante o ano todo, grandes eram as especulações sobre a venda das equipes Toyota e Renault, cujos resultados foram bastante inferiores ao esperado. Outras equipes estão na berlinda, como a Williams, a Force India (por conta das vendas da Kingsfisher, do dono da equipe, estarem em baixa) e a própria Brawn, ainda líder dos dois campeonatos, mas com o dinheiro da Honda no fim e sem contrato firmado com grandes patrocinadores.
O novo debate: ele estava certo?
O que nos leva à pergunta: como se reconfigura o debate político entre FIA e FOTA? Sobre tudo: tetos orçamentários, redução de gastos, atração de novas equipes, identidade (ou não) do esporte, comprometimento com o esporte...
Mosley estava certo? Flávio Gomes acha que sim. Eu prefiro dizer que, no tocante ao comprometimento e à criação de medidas para a redução dos gastos, sim. As montadoras seguem à lógica do capital, especificamente à mais recente, do corporativismo internacionalista de caráter privado, no qual o maior interesse é no lucro da empresa, não importando seus parceiros e seus investimentos. Comprometimento, só com a empresa. O resto que se foda.
Ele estava certo, mas suas afirmações eram um tanto óbvias, mas que o asco pela sua imagem ditatorial cegou suas afirmações coerentes com o momento histórico em que vivemos.
A FOTA mais uma vez enfraqueceu, e dessa vez, em um pilar forte. Mas rapidamente agiu e cada equipe já declarou, exceto a Renault, o comprometimento com 2010 e com a FOTA, desenhando a possibilidade de usar três carros para atrair mais fãs, ou de dar total apoio ao reeerguimento da Sauber, se for pertinente.
E a Epsilon Euskadi?
Justamente onde queria chegar. E a Epsilon Euskadi? Ora, não será fácil para a Sauber se reeerguer e fazer como a Brawn fez. Não. A Brawn só pôde existir com o comprometimento da Honda em salvar seus funcionários. A BMW também prometeu isso, mas não sabemos até onde a montadora estava investindo em 2010, ao contrário da Honda, que investiu um absurdo no ano seguinte, tanto que possibilitou à Brawn estar onde está. Não é de se esperar um milagre assim.
Contudo, a seleção das equipes para 2010 não pode simplesmente esquecer três excelentes postulantes que ficaram de fora: A prórpia Epsilon Euskadi, que já declarou seu interesse em 2010, e que não abandonou seus planos, e que por este blogueiro é a mais indicada; o eterno postulante David Richards, com a Prodrive mais preparada que nunca com a parceria com a Aston Martin, e a Lola, que nunca pode ser descartada pela estrutura, pela história e pelos parceiros que sempre consegue.
Nestes cenários possíveis, temos:
- A compra da Sauber, em um management buy-out, como a Brawn.
- A compra da estrutura da equipe por uma das postulantes.
- O ingresso direto, sem meios termos, de uma das postulantes.
Com a crescente ameaça de que mais equipes possam abdicar de seus lugares na próxima temporada, com a saída improvável da BMW e com a possibilidade de novas equipes com condições mínimas de disputar 2010 mesmo sem um teto (mais uma vez, a Epsilon sai na frente), o debate continua sobre 2010, o mercado de pilotos se agita com dois bons pilotos no mercado (um desmotivado, mas excelente Kubica, e um experiente Heidfeld) e a dura compreensão de que, na realidade econômica financeira, não se brinca com dinheiro.
Lamento muito pelos funcionários da BMW F1 dependerem dessa nojenta especulação.
O que vcs acharam dessa decisão da BMW? Comentem!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Acordo de velhos parceiros

Essa [e uma postagem curta. Minah internet em casa est[a com problemas, e estou escrevendo de um computador na faculdade. Esta, que est[a me dando uns problemas severos. Muitos trabalhos, enfim, muitos problemas.
Mas n'ao pude deixar de acompanhar o que se passa na politicagem da F1. N'ao foi apenas Becken Lima, em seu F1 Around, que suspeitou da escolha furada da ent'ao fora do p[areo Manor (notaram que este teclado tem problemas com os acentos).Manor tem parceria com a Wirth Research Tecnology. Wirth,velho parceiro de Mosley.
Fora do p[areo, por enquanto, A Epsilon Euskadi e toda a sua seguran;a financeira e estrutura, e a Prodrive, com uma possibilidade razo[avel de financiamento no mercado do Oriente M[edio e poder de barganha com a Aston Martin. Ali[as, uma promessa de inser;'ao desta em 2012, junto com a Prodrive.
Assim, a FIA e Mosley cada vez mais se enrola, j[a que aparentemente estava tendo bons esfor;os para acabar com o imbr[oglio pol[itico.
Campos tinha chances m[edias, UsF1 grandes. Por mim, s[o a UsF1 mereceu estar l[a na lista.

O gp da inglaterra se aproxima silencioso neste panorama obscuro. O campeonato n'ao importa mais para nenhum deles.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mosley, o "monarca" enxaqueca e a "independência da Fota


A novela está ficando insuportável. 18 equipes confirmadas :as 10 desta temporada mais Superfund, Lola, Epsilon Euskadi, Prodrive, Us-boto-o -nome-que -quiser-até-Bernie-dizer -que-não (está virando piada da temporada o nome dessa equipe dos EUA), Brabham,N. Technology e Campos. Litespeed, da F-3 Inglesa e March foram anunciadas pela imprensa alemã, mas sem confirmação. Quem quer montar uma equipe comigo?

Sério, tá enchendo o saco.


As equipes da Fota (Williams suspensa) se inscreveram sob certas ressalvas anexadas no protocolo, O que as deixa à mercê de Mosley, o garoto-enxaqueca. Se as condições propostas pela Fota não forem aceitas, elas deixam o campeonato, e cada vez mais acho que deixam. Sinceramente acho legal termos novas equipes, 3 ou 4 a mais, e com a possibilidade de termos mais em alguns anos, com certas reformulações no regulamento esportivo, o que também se aplica ao técnico. Isso p/ acabar com essa pretensa identidade fechada e congelada no tempo da F1, a-histórica.


Buut...mesmo com a iniciativa até razoável da Fota, que permitia uma redução gradual e planejada, com possibilidade de fazer comercialização de peças (e até de chassis) das equipes maiores pelas iniciantes. Até aí consoante com declarações do próprio Mosley. Tudo parecia virar pizza, como em nosso "amado salve-salve" argh..Parlamento. Mas não está sendo. Pode até ser que no fim, eu tenha de rezafer este post e dizer: é, deu pizza!


Mosley quer a "democratização", num sentido quase irônico, burguês e figurado do termo (e não menos coerente com as defesas de democracia feitas por nossos partidos "liberais e democratas") e quer equipes novas, renovar a idéia da principal categoria do automobilismo. E, principalmente, quer mostrar que sua pessoa e a instituição que gere há tanto tempo são mais importantes que as lideranças historicamente constituídas (Ferrari...e a atualmente muda Maclaren), novos poderes (Toyota, Red Bull e BMW) e os vem-e-vai da Renault. Force India e Brawn dificilmente continuam no barco da Fota se este naufragar. Mosley sabe disso e vai pressionar quanto puder, e terá apoio de Ecclestone, que detém o nome da F1. Esse é o mais prejudicado em termos financeiros com a saída dos Fota, e vai segurá-lo de toda forma, com processos judiciais e o escambau...

O momento é mais sério: a crise mundial afeta loucamente o mercado automobilístico e isto dá o tom do que será o futuro da F1. A sanha de Mosley em sua afirmação política tomou rumos complicados para analisar historicamente...mas lembra o processo de independência política do Brasil, de 1822. Novas forças aliadas com forças historicamente fortalecidas rompem politicamente (embora não desejassem realmente isso) para reafirmar a lógica de poder delas, com medo de se saírem enfraquecidas tanto pelo poder do Monarca como pela crise ;no caso era mais política que econômica, mas são os interesses econômicos que levam à independência...hj seriam os interesses políticos que gerariam a dissidência.


A MacLiar, expressão do Cassius Clay Regazzoni vai ficar, a Toyota e a Renault provavelmente ficam como fornecedoras de motores, mas estão p/ sair enquanto equipese quem se saíra fortalecida será a Cosworth, que fornecerá motores p/ todos os novos, praticamente. E a Mercedes, que ganha com o enfraquecimento das outras montadoras.