Os escritores que aceleram neste blog

Minha foto
acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

StatCounter


View My Stats
Mostrando postagens com marcador Jarno Trulli. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jarno Trulli. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A menos pior: Lotus Cosworth.


Não houve surpresas quanto ao desempenho das equipes que estrearam nessa temporada, simplesmente só andaram lá atrás. A então, Lotus Racing foi que se saiu melhor entre as novatas. Terminando o campeonato na décima posição, e como bônus receberá uma boa quantia da FOM, que acaba sendo uma providencial ajuda para custear a próxima temporada.


A equipe do projetista Mike Gascoyne sofreu com constantes problemas mecânicos, principalmente no câmbio, mas ainda sim, conseguiram superar Virgin e Hispania. Seus pilotos praticamente monopolizaram a décima fila nas classificações. Heikki Kovalainen se saiu melhor nas corridas, até porque, quebrou menos. Já Jarno Trulli foi melhor nas classificações.


Tony Fernandes planejou e executou um bom trabalho na primeira temporada do time, e conseguiu angariar mais alguns patrocinadores no decorrer do ano. A opção por trazer lendária marca Lotus de volta, foi uma bela jogada de marketing. E todos do time se esforçaram para honrá-la. Agora vai decidir na justiça com a Proton se continuará a se chamar Lotus Racing ou Team Lotus ou nenhum dos dois!


Posição: 10º
Pontos: 0
Nação: Inglaterra/Malásia.


Pilotos:


18. Jarno Trulli.

Posição: 21º

Pontos: 0

Nacionalidade: Italiano


19. Heikki Kovalainen.

Posição: 20º
Pontos: 0
Nacionalidade: Finlandês

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Há 10 anos atrás: Um Gp da Europa inesquecível

Há cerca de 10 anos atrás...não exatamente no mesmo dia, mas tendo em vista a grande espera pelo GP das Europa, a F1 via um dos Grandes Prêmios mais surpreendentes de todos os tempos. Eu diria que só não superado pelo GP de Mônaco 1983.
À época, Michael Schumacher era o convalescente e, em seu lugar, Luca Badoer foi preterido pelo finlandês Mika Salo. Na disputa pelo título, um improvável Eddie Irvine, razoável piloto mas nunca um sério candidato ao título em teoria, e um Mika Hakkinen, grande piloto em uma temporada que não merecia ter ganho. Correndo por fora, a Jordan de Heinz Harald Frentzen e a segunda MacLaren de David Coulthard.Entretanto, esses dois foram os primeiros grandes personagens da corrida, mas não os finais.
Confusões iniciais
Na classificação, Frentzen foi pole, com Coulthard em segundo, Hakkinen em terceiro, Ralf Schumacher em quarto, Panis em quinto e Fisichella em sexto. Irvine em nono, Trulli em décimo e Salo em 12º. Os brasileiros foram mal, sendo Diniz o mais bem colocado em 13º e Zonta o último deles, em 17º.
A largada inicial foi um fracasso. Coulthard não pega no tranco, as luzes de largada tiveram problema em acender a verde, apenas tendo ficado aceso até a 5ª luz; e outros carros se engavetam.
Na segunda largada, Frentzen mantém a liderança e Hakkinen em uma largada esperta ultrapassa Coulthard, e diversos pegas lá atrás. As Stewarts vão ganhando posições e Rubens Barrichello ultrapassa Herbert (que largaram, respectivamente, em 15 e 14). E o grave acidente de Pedro Paulo Diniz, da Sauber, que fica de cabeça para baixo após ser atingido pela Benetton de Wurz, que saiu da pista e voltou atravessando o tráfego e colidindo na traseira do brasileiro. Embora Diniz tenha ido para o hospital fazer exames na cabeça e no pescoço, tudo ficou razoavelmente O.K. Entretanto, foi chamado o safety car .
A chuva e as tentativas desesperadas
A corrida prosseguia alucinante, com os quatro primeiros se atracando pelas posições, e Frentzen sem conseguir se distanciar. Uma chuva já esperada começava a atrapalhar as previsões normais das equipes, e em uma manobra arriscada, a equipe chama Hakkinen, apostando nos pneus de chuva. Enquanto isso, um ataque implacável de Schmacher é bem sucedido, ultrapassando a Coulthard. Pouco atrás, Irvine briga com unhas e dentes contra Fisichella forçando um erro do italiano.
Temendo a manobra da Maclaren, a Ferrari chama em tempo seus dois pilotos. Mas comete, segundo Murray Walker, " a MASSIVE MAL MISORGANIZATION", que em termos práticos significaria uma desorganização total com ambos. Primeiro com Salo, chegando a ficar 37 segundos, e com Irvine, 28 segundos no box.
Erros na pista
Muitos dos pilotos passam a usar demais da pista. Na clássica bifurcação de Nurburgring, Frentzen erra em frente a Coulthard, e este só mantém a posição indo para o lado errado. Antes de ser penalizado, o piloto da casa abandona, para desespero de Eddie Jordan, pois seu outro carro, o de Hill, abandonara logo no início por uma pane elétrica.
A corrida logo em seguida conta com o erro crasso de Coulthard, que perde uma única oportunidade de vencer e diminuir drasticamente a distância para seus competidores na frente no campeonato. Daí, a corrida fica nas mãos de Schumacher, que vinha pilotando incrivelmente bem. Fisichella, mesmo com erros, continuava na segunda posição e vinha fazendo uma sólida corrida e na primeira vez que liderava na pista, com um pit stop de Schumacher, ele erra, roda, e fica preso na grama. Fim de prova para Fisico*.
*Nesta época, a Ferrari anunciava a contratação de Barrichello no lugar de Irvine, e a disputa era entre Fisichella e Barrichello. Os dois vinham fazendo uma temporada de grande destaque, rendendo fantasticamente em carros inferiores, mas a juventude e inexperiência de Fisico o deixavam muito inconstante, fazendo com que o italiano perdesse uma oportunidade de ouro, que com certeza o acompanha até hoje na categoria.
A roda e o rendimento ruim
Deixando o trava-língua de lado, o fato é que isto mudou o rumo da corrida. Com todos os adversários a terem problemas ou abandonarem, a corrida estava nas mãos do alemõ. Até que a roda fura. Ralf consegue, mesmo quase ficando na grama, voltar à pista e se arrastar até os boxes. Como tinha umas sólida distância, ainda voltou na 5ª posição, à frente de Villeneuve e atrás de Badoer, da Minardi. Este, vinha fazendo uma sólida corrida pianinho, e chegava em quarto, com condições reais de finalmente pontuar na categoria, onde iniciara em 1993 e tinha esporádicas participações.
Mais abaixo, Barrichello, que vinha em terceiro, começara a ter problemas após o pit-stop, sendo ultrapassado por Herbert primeiro, e depois por Trulli, que vinha lá de trás em seu Prost. As câmeras, que primeiro mostravam a Norbert Haug e Eddie Jordan (Maclaren-Mercedes e Jordan), agora mostravam a Prost e a Stewart, dois grandes campeões mundiais que se aventuravam nas pistas agora como donos de equipe. Mesmo assim, Barrichello conseguia se manter longe de Badoer e agora de Schumacher.
O choro, o riso e a incrível disputa pela 2ª posição
Badoer, o preterido pela Ferrari em 1999. Badoer, o azarado. O que nunca pontuou. Traído por sua Minardi, em uma belíssima 4ª posição, ironicamente dava assim o 6º lugar a Marc Gené, seu companheiro de equipe. E em uma das mais marcantes cenas da F1 pós- Senna, ele chora desolado sendo consolado por um fiscal de pista.
Em outro rumo, Herbert. Vencedor de GPs em 1995, sendo companheiro de Schumacher na Benetton, ele estava longe das vitórias e longe de boas equipes, até ir para a Stewart em 1999, no ano mais forte da equipe (e último também). E antes de ter deixado o sonho, o velho escocês vê seu segundo piloto, que vinha sendo derrotado por Barrichello em quase todas as corridas no ano, vencer de forma incrível o GP da Europa. Herbert precisou de sorte, de boa estratégia e de um Trulli defendendo com unhas e dentes uma posição de honra para a Prost contra Barrichello, que colocava de lado, tentava no vácuo e nas chicanes, mas não conseguia. Os três chegaram a ficar colados e enfileirados, mas com Trulli a segurar o brasileiro, Herbert conseguiu a vantagem necessária para finalizar a corrida com segurança.
No pódio, uma mistura de alívio (Trulli, quase irreconhecível, mais loiro e bem mais novo); de decepção-alegria ( Barrichello, que sonhava dar a Stewart a primeira vitória de ambos); e de encantamento (Stewart e Herbert).
O saldo final
E, mediocremente, Hakkinen em uma disputa com Irvine, poucas voltas para o final, conta com um erro do irlandês para ganhar-lhe a posição, contar com o abandono de Badoer, e o não-combate de Gené para ficar com a 5ª posição. Schumacher mais novo com uma amarga 4º posição e Irvine em 7º, o que na época não valia nada.
Assim, Hakkinen ia para a penúltima corrida com uma vantagem mínima, sutil, mas fundamental.

domingo, 26 de julho de 2009

Uma vitória reveladora- Gp da Hungria



1- Lewis Hamilton ING McLaren Mercedes 1:38.23.876
2- Kimi Raikkonen FIN Ferrari +11.529
3- Mark Webber AUS Red Bull Renault +16.886
4- Nico Rosberg ALE Williams Toyota +26.967
5- Heikki Kovalainen FIN McLaren Mercedes +34.392
6- Timo Glock ALE Toyota +35.237
7- Jenson Button ING Brawn Mercedes +55.088
8 -Jarno Trulli ITA Toyota +1:08.172
9- Kazuki Nakajima JAP Williams Toyota +1:08.774
10-Rubens Barrichello BRA Brawn Mercedes +1:09.256
11-Nick Heidfeld ALE BMW Sauber +1:10.612
12- Nelson Piquet BRA Renault +1:11.512
13- Robert Kubica POL BMW Sauber +1:14.046
14- Giancarlo Fisichella ITA Force India Mercedes +1 volta
15- Jaime Alguersuari ESP Toro Rosso Ferrari +1 volta
16- Sébastien Buemi SUI Toro Rosso Ferrari +1 volta



Não completaram Volta/motivo
Sebastian Vettel ALE Red Bull Renault 30/abandono
Fernando Alonso ESP Renault 16/abandono
Adrian Sutil ALE Force India Mercedes 1/abandono


Tempo
Sol entre nuvens ar: 24-26ºC pista: 37-45ºC

Melhor volta

Mark Webber AUS Red Bull Renault 1:21.931 (65ª)



Os campeões em voga

A prova de hoje em Hungaroring foi bastante movimentada, mais do quê o esperado, teve muitas disputas e algumas ultrapassagens. Até agora o circuito que mais favoreceu os carros com KERS. Também chamou a atenção pelo excelente desempenho dos últimos campeões mundiais; Alonso pela pole; Kimi pela constância e Hamilton pela vitória. A McLaren mostrou grande evolução desde os treinos livres e entra definitivamente como mais uma equipe que lutará por vitórias constantemente.


(Por Jobson Mendes)


A gafe

Em uma corrida marcada pela ausência de Felipe Massa, e principalmente pelo mau rendimento da Brawn, do razoável (mas não arrebatador, como pensava) rendimento da Red Bull (de Webber, evidentemente, já que Vettel foi tocado e saiu da corrida) e pelo bom rendimento da MacLaren, a segurança (ou a falta dela) teve seu capítulo à parte, com a vacilada "felomenal", como diria o personagem de "Senhora do Destino".

Com toda a polêmica da morte de Surtees e do acidente com Massa, a equipe faz o favor de prender de modo equivocado a roda dianteira direita, causando um quase acidente, com o desprendimento da calota (que causa um grande estrago) e por fim, da roda. E ainda terminou precariamente o que seria a melhor corrida do espanhol no ano. Gafe!


(Por Ridson de Araújo)


Revelador

Mas a vitória da Maclaren revela muito da estrutura de poder dentro da F1, se comparada à queda de rendimento da Brawn. Ambas empurradas pelo excelente motor Mercedes, a equipe que hoje voltou ao topo do pódio com Lewis Hamilton, que pilotou como é: um campeão. Paradoxalmente, o rendimento da Brawn foi o pior possível, ainda pior que na Inglaterra ou na Alemanha.

Enquanto um limitado Kovalainen e Hamiton vinham com bom rendimento, a Brawn patinava nos pneus traseiros, principalmente Button. Barrichello fez um corrida até sólida, mas largar atrás, ter sido tocado logo na curva 2 e estar muito pesado atrapalhou até mesmo uma estratégia que, embora fosse boa, se revelou insuficiente em um circuito fechado. Teve até um rendimento superior ao de Williams e Toyota no fim, mas insuficiente para qualquer coisa. nas fechadas curvas do circuito de Hungaroring.

É reveladora no sentido de mostrar que os quase ilimitados recursos de Maclaren e da Mercedes por trás de tudo fazem toda a diferença, ao recuperar terreno durante um dos anos mais difíceis da MacLaren de todos os tempos, e o pior possível nos tempos de Mercedes. Tanto que a vitória foi realmente uma surpresa, que não diria facilitada pelo abandono de Alonso, que em minha visão não fez diferença, mas pelo bom rendimento em retas por conta do kers, que fez toda a diferença possível na largada, e pelo razoável rendimento em curvas de baixa (que era o grande problema do Mp4-24).

Enquanto isso, na Brawn, o alerta é vermelho, e parece-me arriscado continuar sem grandes financiadores. Um grande acordo deve ser feito logo para tentar recuperar terreno, pois foi muita sorte a Red Bull de Vettel ter abandonado, senão as duas diferenças no campeonato estariam no limite.


(Por Ridson de Araújo)

O perigo para a Brawn é mesmo Webber
Tirando o real e sempre perigoso crescimento das tradicionais equipes, como a Maclaren e a Ferrari, a Red Bull chegou de vez, e Webber com sua constância ( o mais constante na temporada) é mais perigoso do que Vettel sim, não apenas pela experiência, mas pela fase. Mesmo quando tudo parece dar errado para o australiano, com pirulito na cabeça e problema no abastecimento, ele consegue chegar no pódio, na frente de Rosberg, e se Kimi for punido com 25 segundos, o finlandês cai para 6º, na frente de Button.


(Por Ridson de Araújo)

Dois pilotos bons, mas limitados

Obviamente, falamos de Alonso e Rosberg. Rosberg fez uma corrida sólida, consistente, com boas ultrapassagens no início, mas limitado pela Williams, que aparentemente alterna boas e más corridas, mas que voltou a ser uma equipe intermediária.

E Alonso, destaque na limitadíssima Renault, que sofre com todos esses problemas de carro (e da equipe). Ao menos teve a tranquilidade de dizer que é "coisa de automobilismo!" Nessas eu não diria nada, simplesmente faria uma cara de muito p..... na equipe e daria o simples recado: Vcs sabem que erraram, né?


(Por Ridson de Araújo)

Alguersuari é insosso, mas não é tolo

Sem parar, sem vacilar, contando com um triste erro do ainda muito inexperiente Buemi, ficou em penúltimo lugar dos que chegaram; obviamente não se esperava grande coisa do espanhol, mas ao menos não fez o feio que cometeu na classificação. Su madre apareció mucho contente!


(Por Ridson de Araújo)

Fim?

Ao que parece, a carreira de Piquetzinho está por um fio, e Grosjean (imerecidamente) tomará seu lugar. Fez uma ótima largada, e a equipe ainda lhe fez o favor de comprometer seu pit stop, ficando atrás de Heidfeld e anulando qualquer chance de pontuar. Lutou contra um carro escorregadio e só conseguiu o 12 lugar.

Grosjean é razoável, mas muito inconstante. Na GP2, já revelou ser muito arrogante e tolo, cometendo erros grotescos. Briatore ainda vai se dar muito mal.


Nossa Torcida e Nosso repúdio

Fica aqui a nossa torcida do Histórias e Velocidade pela plena recuperação de Felipe Massa e que ele possa voltar o mais rápido possível, vamos continuar orando pela sua saúde. Acredito que esse incidente abra uma discussão sobre a segurança na cabeça dos pilotos nos carros Fórmula, talvez alguma proteção para os deva ser estudada e analisada. Já basta o que ocorreu com Henry Surtees.

Nota: Fica também nosso repudio por algumas declarações e comentários de mau-gosto com relação ao piloto Rubens Barrichello. Tem gente culpando Rubens pelo acidente com Felipe e o acusando de algo proposital contra o piloto da Ferrari o que é um absurdo. Brincadeira tem hora, são uns babacas quem acredita nisso!

(Por Jobson Mendes)

Sobe e Desce

O rendimento da Force India foi muito ruim, e sem dúvida foi o pior resultado do ano. Tudo deu errado e a equipe perde oportunidades preciosas de pontuar. Sutil demonstra talento, mas muita inconstância e Fisichella é...insignificante, vez ou outra surpreendendo, mas no fim sempre errando. A Toyota, por sua vez, fez uma ótima corrida de estratégia, e pontuou bem com Glock e arrancou um pontinho com Sutil. Nakajima nunca esteve tão perto de marcar pontos, mas... não rende tão bem quando o carro está bom. Quando o carro está ruim, anda bem, mas não consegue nada. Lembra alguém?


(Por Ridson de Araújo)


Notas

Crindo aqui uma nova atividade no blog, as notas. Não avaliarei apenas pela posição final, mas por tudo que o piloto fez enquanto esteve na pista. As primeiras notas são de Ridson de Araújo e as segundas de Jobson Mendes.

1- Lewis Hamilton 9.5 / 10

2- Kimi Raikkonen 6.5/ 8

3- Mark Webber 8.5/ 8

4- Nico Rosberg 8.5/ 9

5- Heikki Kovalainen 7.0/ 7

6- Timo Glock 9.0/ 8

7- Jenson Button 7.0/6

8 -Jarno Trulli 8.0/7

9- Kazuki Nakajima 6.5/5

10-Rubens Barrichello 7.5/6

11-Nick Heidfeld 6.5/5

12- Nelson Piquet 7.0/5

13- Robert Kubica 6.5/4

14- Giancarlo Fisichella 6.0/5

15- Jaime Alguersuari 6.5/6

16- Sébastien Buemi 6.0/3

Sebastian Vettel 6.5/5

Fernando Alonso 7.5/7

Adrian Sutil 6.0/2


comentem!

domingo, 21 de junho de 2009

Análise de Corrida- Inglaterra 2009

Outra corrida chata, com um passeio da Red Bull. Ou eles realmente melhoraram muito,fato que iremos confirma daqui a três semanas, na Alemanha. Eu creio que eles já são melhores que a Brawn, mas resta saber o quanto eles estão em vantagem. Resta saber também se eles terão fôlego p/ se manter na frente da Brawn, embora eu acredite que sim, já que têm grana e competência (não só a de Newey).

As disputas interessantes se concentraram na parte de trás do grid, o que nos leva a crer que nessa "nova" Fórmula 1, a ultrapassagem só ocorre com a diferença de peso, condições dos pneus ou erro grotesco. E olhe lá... é uma corrida interessante, desafiante, etc e tal, mas muito difícil de se ultrapassar.Raras exceções; é claro que na F1 dos anos 80 acontecia mais ou menos isso também, mas os talentos individuais eram muito mais decisivos que hoje ( o que é um lugar-comum para as críticas desde sempre, e me deixa mais com vontade de ver uma categoria com carros iguais).

-Brawn com sérios problemas de aderência e impressionante falta de ritmo, o que em parte confirma e contraria, respectivamente, o que disse ontem aqui no Histórias e Velocidade. Button sofreu muito, tendo uma carga de sobrevida com os pneus macios na parte final da corrida, mas quando não tinha mais chances. Esse mesmo Button que largou mal e teve sorte em poder chegar nessa colocação e com condições de ao menos dar um showzinho p/ sua torcida, graças a estratégia da Brawn.
-E Rubens fez o que deu, com dor nas costas e carro sem aderência ( o que piora cada vez mais as costas,pelos solavancos), mas com um ritmo ruim ainda conseguiu segura Webber o quanto pôde, praticamente dando a vitória p/ Vettel. Nos pits, foi ultrapassado sem problemas pelo australiano, e quase perdia o pódio p/ Rosberg e Massa. Graças à estratégia da equipe, voltou com mais folga e sustentou o pódio. Vale a pergunta aí pros internautas que acompanham o blog: quantos 3ºs lugares o brasileiro tem na categoria? Os fãs de Rubens começam a temer que ele perdeu a oportunidade de vencer na época em que a Brawn era a favorita, e agora a Red Bull não vai mais lhe dar chances de obter isso.
- Nakajima decepcionou..todos esperavam mais dele, mesmo tendo largado tão leve. Por outro lado Rosberg e Massa foram consistentes e conseguiram bons resultados, através de ótimos ritmos e boas primeiras voltas. P/ mim os destaques da corrida, tirando Vettel.
- Bons pegas entre as BMWs e Alonso e Hamilton. Esse errou feio e teve a cômica cara de perua da Nicole Pussycat Doll.
-Piquet na frente de Alonso, mas longe da pontuação. Se não começar a correr sempre superleve e a não errar, perde p/ Nakajima logo o posto de vice-lanterna. Trulli quieto e Glock mal. Bourdais atropelando lá na parte de trás um Kovalainen com pneu furado.
- No mais, a esperança de um campeonato mais disputado na frente vai se deteriorando, à medida em que percebemos que, por mais que a Red Bull ultrapasse a Brawn em rendimento, as corridas não serão mais disputadas. É realmente legal ver os pilotos disputando qualquer que seja a posição, mas quando essas disputas se restringem aos resultados nulos ou ínfimos, percebemos que algo não está certo. Substituir a Brawn pela Red Bull não torna por si só o campeonato mais interessante.

Button com 64; Barrichello com 41; Vettel encostou com 39; Webber mais ou menos com 35.5...Massa já em sexto com 16.

E as últimas dos bastidores: Mosley como o pacifista, marido lamentoso, e a Fota não querendo reatar, mulher decidida.


1 S. Vettel (ALE) RBR 60 voltas em 1h22m49s328
2 M. Webber (AUS) RBR +15s188
3 R. Barrichello (BRA) Brawn + 41s175
4 F. Massa (BRA) Ferrari + 45s043
5 N. Rosberg (ALE) Williams + 45s915
6 J. Button (ING) Brawn + 46s285
7 J. Trulli (ITA) Toyota + 1m08s307
8 K. Raikkonen (FIN) Ferrari + 1m09s622
9 T. Glock (ALE) Toyota + 1m09s823
10 G. Fisichella (ITA) Force India + 1m11s522
11 K. Nakajima (JAP) Williams + 1m14s023
12 N. Piquet (BRA) Renault a 1 volta
13 R. Kubica (POL) BMW Sauber a 1 volta
14 F. Alonso (ESP) Renault a 1 volta
15 Heidfeld (ALE) BMW Sauber a 1 volta
16 L. Hamilton (ING) McLaren a 1 volta
17 A. Sutil (ALE) Force India a 1 volta
18 S. Buemi (SUI) STR a 1 volta
19 S. Bourdais (FRA) STR a 23 voltas/acidente
20 H. Kovalainen (FIN) McLaren a 24 voltas/acidente

sábado, 20 de junho de 2009

Treino classificatório- Gp da Inglaterra (agora com os pesos)

Eis os tempos, com pesos:

1 Sebastian Vettel ALE Red Bull Renault 1:19.509 666.5
2 Rubens Barrichello BRA Brawn Mercedes 1:19.856 +0.347 657.5
3 Mark Webber AUS Red Bull Renault 1:19.868 +0.359 659.5
4 Jarno Trulli ITA Toyota 1:20.091 +0.582 658.0
5 Kazuki Nakajima JAP Williams Toyota 1:20.216 +0.707 652.5
6 Jenson Button ING Brawn Mercedes 1:20.289 +0.780 657.5
7 Nico Rosberg ALE Williams Toyota 1:20.361 +0.852 661.5
8 Timo Glock ALE Toyota 1:20.490 +0.981 660.0
9 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 1:20.715 +1.206 654.0
10 Fernando Alonso ESP Renault 1:20.741 +1.232 654.0
11 Felipe Massa BRA Ferrari 675.0
12 Robert Kubica POL BMW Sauber 689.5
13 Heikki Kovalainen FIN MacLaren Mercedes 695.5
14 Nelson Piquet BRA Renault 682.5
15 Nick Heidfeld ALE BMW Sauber 665.5
16 Giancarlo Fisichella ITA Force India Mercedes 668.0
17 Sébastien Bourdais FRA Toro Rosso Ferrari 687.5
18 Adrian Sutil ALE Force India Mercedes 692.0
19 Lewis Hamilton ING McLaren Mercedes 666.0
20 Sébastien Buemi SUI Toro Rosso Ferrari 672.5

Bom, agora que voltei do trabalho, podemos comentar os tempos com os respectivos pesos e tempos do Q1, e meus infames pitacos para a corrida:
-Rubens Barrichello foi bastante rápido, mas o carro da Brawn visivelmente abanava demais, sinal de quando o carro não tem estabilidade, seja aerodinâmica seja mecânica (aderência,por exemplo). Button reclamou disso; e o inglês sofreu mais, já que com o mesmo peso não obteve uma boa volta. Este mesmo inglês que fará tudo para chegar o mais perto de Rubens Barrichello e das RBRs,por ele e sua equipe, já que a Red Bull está voando. Ambos os pilotos da Brawn tiveram problemas em suas 2ªas voltas rápidas, aquelas em que o piloto faz acontecer; um pelo tráfego e outro por um problema de aderência.
-Vettel voou, espetacular a volta dele; e Webber teve azar de encontrar um Kimi lento. E ele ainda sacaneou o finlandês no fim,dizendo que ele tava sonhando ou bebendo vodca. No começo eu achei que era piada de quem tinha escrito a matéria, mas foi verdade. E o Kimi, nem aí (p/ variar). A Red Bull finalmente passou a frente da Brawn em termos de velocidade; agora só resta saber o quanto, coisa que podemos entender na próxima corrida.
- Nakajima bem leve, tava até estranhando ele estar tão na frente: Rosberg foi bem melhor considerando peso e tempo.
- Piquet como sempre devendo na classificação, mas teve problemas mecânicos. Se largar bem, vai tentar chegar entre os 8. Com muita sorte.
-Massa vacilou, admitiu o erro. Gosto disso. E vai ter um trabalhão, mas não tão grande quanto o de Hamilton, que larga leve, mas em 19 só se chover; e olhe lá.

Eu creio que será uma corrida interessante do ponto de vista da durabilidade. A Red Bull entra mais robusta, mas como ela conseguirá gerir o consumo de pneus? Como terá condições de manter um ritmo tão alucinante o tempo todo?
A Brawn tem um Rubens que anda demais em Silverstone e um Button motivado a não deixar ninguém atrapalhar sua festa, mesmo largando de 6. Esse p/ mim não ganha a corrida, mas vai tentar o pódio, com certeza, ainda mais que Trulli e Nakajima estão na frente dele.
De olho em Webber. O come-quieto da temporada pode e deve surpreender. Vai ser uma batalha daquelas na largada,e será impossível uma largada limpa na parte da frente. Podem apostar, vai ter batida.

Corrida do Vettel ter calma; se tiver, até mesmo a vantagem de parar depois vai se sair melhor que a encomenda. E se a Brawn fizer direitim, o Rubens mantém a segunda posição, dependendo de como o brasileiro largar.