Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pobres pilotos estreantes na Renault.


Não sei se é uma simples coincidência, mas ultimamente, entrar na Fórmula-1 pela equipe Renault tem sido uma árdua tarefa para pilotos estreantes. Desde 2007 a equipe francesa teve, pelo menos, um piloto estreante em seus carros, mas por algum motivo, esses jovens não conseguem permanecer no time francês.


Em 2007, Flávio Briatore promoveu a estréia do finlandês Heikki Kovalainen, empresariado por ele, e que já era piloto de testes do time como substituto de Fernando Alonso. Kovalainen teve uma temporada de estréia mediana, o carro da Renault não tinha um bom rendimento, pois a equipe sofria para se adaptar aos pneus da Bridgestone. No início o piloto foi bastante criticado, principalmente por Briatore.


Com o tempo o finlandês suportou a pressão, e conseguiu resultados satisfatórios a partir da metade do campeonato, ao final, terminou na frente do seu então companheiro, Giancarlo Fisichella. Mas Heikki acabou indo para a McLaren em 2008, com a saída de Fernando Alonso de time inglês.


Em 2008, chegou à hora e a vez do brasileiro Nelson Ângelo Piquet, mais um piloto de Briatore. Piquet filho veio para substituir Kovalainen, e ser companheiro de Fernando Alonso que retornava à Renault, depois de sua frustrante experiência no time de Woking.


Nelsinho teve desempenhos decepcionantes. Sofreu com críticas e pressões psicológicas, por parte de Flávio Briatore, mas ainda assim, conseguiu um pódio na Alemanha, e uma sobrevida para permanecer em 2009, além da influência de seu pai e por “acordos obscuros” com o mafioso italiano.


Em 2009, a fabricante francesa fez seu pior carro desde os títulos de 2005/2006. Nelsinho continuou sua sina de maus resultados, seus desentendimentos com Briatore só aumentavam, até se tornar insustentável. O brasileiro foi expulso da Renault pelo italiano, sendo substituído por outro novato, também empresariado por Flávio Briatore.


O franco-suíço Romain Grosjean que estava na GP2 e era o terceiro piloto do time, mas sem testes durante a temporada, Grosjean encontrou dificuldades para se adaptar, e com isso, teve resultados igualmente medíocres.


Ao final da temporada Grosjean não foi aproveitado pelos novos administradores do time francês, sua ligação com Briatore foi determinante, ou seja, a Renault não queria mais nada que lembrasse ou que tivesse ligação com o mafioso italiano, devido ao episódio de manipulação do resultado do GP de Cingapura 2008.


Mesmo sob nova direção do Grupo Genii, a Renault lançou outro estreante em 2010, o russo Vitaly Petrov, mas o fator determinante para contratação do jovem russo foram os vários patrocinadores de seu país que o acompanharam na escuderia francesa.


Petrov vêm tendo bons desempenhos, mas é sumariamente ofuscado por seu companheiro de equipe, Robert Kubica. Entretanto, os atuais diretores da Renault seguem a linha de criticar o desempenho de seu piloto abertamente para a imprensa, criando uma pressão desnecessária, mesmo para um piloto dito pagante.


Além do mais, a própria equipe declara publicamente que há negociações com outros pilotos para vaga de Petrov, até o nome de Kimi Raikkonen está sendo usado para pressionar Vitaly, que para continuar no time, tem que melhorar seu desempenho e trazer mais patrocinadores.


Acredito que Petrov deva continuar na equipe, mas que vida difícil essa de estrear pela Renault...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Arrependimento e fim da linha


Só quem passou por uma situação limite na vida, sentindo que fez algo realmente grave e desejando de verdade se retratar entenderá as palavras de Nelsinho Piquet:


"Eu me arrependo amargamente das minhas ações ao seguir as ordens que me foram dadas. Desejo a cada dia que eu não tivesse feito isso".


"Estou aliviado que a investigação da FIA tenha sido concluída. Aqueles que hoje dirigem a equipe Renault tomaram a decisão, assim como eu fiz, de que é melhor que a verdade seja revelada, aceitando as consequências. A coisa mais positiva que surge por trazer isso à atenção da FIA é o fato de que nada similar vai acontecer novamente."


É. Sem cair na hipocrisia nem na odisséia do esquecimento público, Piquet Jr. terá um longo caminho pela frente. Embora a FIA tenha uma clara política pública de bate-assopra, as equipes e os pilotos terão que ser bem mais originais e mais obscuros se quiserem agir dessa forma de novo. A maioria das pessoas condenará com razão, mas hipocritamente os feitos do trio Piquet- Symonds- Briatore. Hipocritamente porque esquecerá no cotidiano suas próprias falhas, enxergando no espetáculo da desordem um refúgio psicologicamente seguro para as intempéries do dia-a-dia.


O esporte de alto rendimento guarda essa chave. A circularidade de seus acontecimentos, via internet a milhões de K--bites por segundo e a dureza de suas relações políticas e econômicas gera distúrbios consumidos e reconsumidos. Daniel Médici já o destacava com razão no seu Cadernos do Automobilismo. Entretanto, vale a seguinte ressalva de Piquet Jr para o episódio e a lembrança de que nós, embora sonhemos com algo assim, nem de longe estamos preparados para sua louca realidade...ser um piloto de F1:


"Não sei o quanto a minha explicação vai fazer as pessoas entenderem, porque para muitos ser um piloto de corrida é um privilégio fantástico, como foi para mim. Tudo o que posso dizer a você é que a minha situação na Renault se tornou um pesadelo"


"Tendo sonhado em ser um piloto de F1 e tendo trabalhado tão duro para chegar lá, me encontrei à mercê de Briatore. O seu verdadeiro caráter, que antes era conhecido apenas por aqueles que foram tratados assim no passado, agora foi revelado."


Para ele, no entanto, é saber de seu real poder de reação frente às sociedades que o acompanharam, e à sociedade que quer regressar...ele tem condições de "recomeçar"? Eu não me surpreenderia se sim, já que a categoria também é feita disso, e talvez isso nos seja a razão de tanto estranhamento e fascinação. Se eu fosse ele, lutaria ao máximo para conseguir voltar, e daria o máximo para mostrar serviço, se recebendo uma segunda chance. Talento ainda acho que tem, vale saber se tem força interna para tanto. Ele que o diz:


"Tive de aprender algumas difíceis lições nos últimos 12 meses e reconsiderar o que valioso na vida. O que não mudou foi o meu amor pela F1 e a fome de correr novamente. Percebi que tenho de começar minha carreira do zero. Só posso esperar que uma equipe reconheça o quanto eu estava sufocado na Renault e me dê uma oportunidade de mostrar o que prometi na minha carreira na F3 e na GP2."


Game is over. And GP2?

Briatore's over. Banido do esporte para todo o sempre, pode levar processo criminal na Inglaterra, não terá mais acesso ao paddock e ainda seus pilotos gerenciados por ele terão de romper contrato se quiserem renovar a super-licença. Perdeu muito mais do que poderia perder, e vai tarde. Só que também abocanhou muito mais do que deveria ter abocanhado, e isso o fará como uma sombra. O que podemos esperar agora da GP2? Briatore vende sua parte? Usa um terceiro nas negociações da categoria?
A GP2 ainda fará parte do consórcio Renault com a FIA?
Pat Symonds também sofreu punição, só que de 5 anos. Provavelmente fará outra coisa até lá. E voltará. Até o tosco do Gascoyne voltou, por quê ele não voltaria? Só se não quiser mais sujar sua imagem publicamente, embora sua imagem valha muito menos que qualquer um dos outros envolvidos.
A Renault, por sua vez, saiu quase ilesa. Suspensa sob a forma de sursis, ela só toma a punição de fato (por dois anos) se cometer outro ato falho. A FIA não poderia perder a Renault assim de graça, mas isto tem muito intermédio de Ecclestone. A F1 precisa da marca nem que seja pelos motores. Ele mesmo precisa dela para a GP2, ou pelo menos por enquanto. Sinceridade...? Esta categoria de acesso só tende a crescer e deveria imediatamente ser alvo de mais outras montadoras, fazendo uma mini- F1 e colocando seus pilotos de desenvolvimento no teste de fogo, uma categoria competitiva de acesso que vai engolir de vez a F2 em uns anos.



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Comentando as diversas notícias- semana do GP da Itália

Esta semana não foi das mais paradas e nem das mais agradáveis para os amantes das velocidade. Como fiquei meio ausente do blog por estes dias, dou o ar de minha graça comentando alguns pontos que aparentemente ficaram sem as devidas amarras.
A "delação premiada de Nelsinho Piquet"
Essa foi a mais comentada, a mais revisitada e a mais polêmica da temporada inteira. Ainda não me arriscaria dizer da História da F1. Entretanto, por ainda meios confusos e indeléveis.
-Primeiro ponto: o silêncio ensurdecedor das partes envolvidas: os Piquet e os chefões da Renault.
Esse deixou todo mundo com os cabelos em pé, dando a entender que realmente há algo de muito verídico nas investigações, quando as partes interessadas estão orientadas a ficarem bem caladas.
- Segundo ponto: O encaminhamento das investigações, por agências de ex-agentes do FBI e free-lancers. P/ quem gosta de teorias da conspiração esse ponto foi um prato gorduroso e suculento.
Significa que Mosley e companhia estão muito interessados em encontrar cabeças a decapitar e fogueiras para preparar, e a de Briatore é desejada há muito tempo. E não tenham dúvidas: essa investigação não vai parar nem mesmo depois do julgamento da Renault próximo dia 21.
- Terceiro ponto: ontem sai uma reportagem contundente da Autosport, conceituada revista inglesa com filiais em tantos lugares e tantas redes de informação dentro do paddock que todos dão ouvidos (demais até, em minha sincera descrença no poder imensurável que dão à imprensa como paladina da verdade- e da mentira), que averigua entre outros pontos:
  • O envolvimento dos Piquet: Piquet-pai entrega a bomba na sede da FIA, tentando assim livrar o filho da rota de colisão, como uma delação premiada. Assim, ele ao menos assegura que o filho poderá correr outra vez, não tomará uma pesada multa, e nem deixe escapar o desafeto Briatore.
  • O não: Briatore nega tudo e afirma apenas que foi vítima de extorsão (p/ quem não sabe é chantagear alguém em troca de um ganho financeiro de qualquer espécie), o que já é motivo para prisão. Extorsão é um crime dos mais perigosos.
  • O sim, pero no mucho: Pat Simonds, nº 2 da equipe Renault, teria dito à revista que teria havido uma reunião, que as condições de Alonso e Piquet na corrida teriam sido bem analisadas, que sabiam que um safety-car em certa hora seria fundamental para Alonso lutar pela vitória, já que o asturiano viria com uma estratégia agressiva (leve) demais para quem larga do 15º lugar em uma pista de rua (difícil de ultrapassar); e então teria sido Piquet o autor da idéia, mas que nada daquilo fora adiante comentado e nada decidido). Em suma, a reunião aconteceu mas nada teria sido decidido.

Se foi Piquet ou não o mentor da besteira (coisa que duvido muitíssimo, já que seria uma burrada ainda maior dele), os indícios apontam fortemente para uma verdade: a conspiração aconteceu. E os chefes da Renault não estão com os discursos afiados, o que indica que terão que forjar um para se defenderem dia 21...mas, obviamente, estão jogando toda a culpa nos Piquet.

- As consequencias para isso não são nada boas. Primeiro, porque Piquet só corre na F1 agora se o pai criar uma equipe, ou se ele se sujeitar a ser um piloto de testes ou titular em uma equipe miúda. A Campos pode sim ter oferecido a ele um salário baseado nos pontos, como veicularam. Ora, o cara dirigiu recentemente e tem alguma experiência com o novo carro da F1, e as equipes precisam disso, e mais, precisam de um cara que não tenha condições de pedir muito. Piquet se encaixa totalmente nisso, assim como Bourdais. Ou então, que corra na Indy. Um novo recomeço pode ser o melhor para o filho mais talentoso de Nelson Piquet.

Ainda não acho descartada a opção de Piquet correr depois disso porque no fundo no fundo, as equipes precisam mais de pilotos do que se imagina, e os negócios pesam mais do que as relações morais. O difícil é Piquet ainda conseguir bons patrocínios...

Outra consequencia disso muito grave é ter uma montadora com equipe, fornecedora de pneus e tudo o mais, como a Renault, que já tem na política de seus CEOs um desprezo total à possibilidade de negócios na categoria. Pode ser o argumento que faltava para a Renault voltar de vez aos porões, como foi com a Honda.

Uma última pergunta, e talvez a que mais me intriga: Por quê os Piquet se arriscaram a denunciar? Pq era o certo? As coisas na F1 dificilmente funcionam pelo argumento da justiça, e por isso mesmo era arriscado, eu diria suicídio, admitir publicamente que um dos Piquet foi capaz de fazer isso. Isso pq o mundo da F1 é muito hipócrita e esquece que em sua história diversas batidas propositais mudaram os rumos dos campeonatos, mudaram o rumo das vitórias, mudaram o rumo de diversas carreiras. A História infelizmente ainda é construída pela memória dos vencedores, e não a dos vencidos, dos sem-voz. Ao mesmo tempo, se escreve História pela pura parcialidade, dando a valorizar feitos de um lado versus outros que valorizam feitos dos outros. Não há muita criticidade nos olhares dos fãs de automobilismo pq não há estímulo à criticidade no olhar de todos nós em nossas educações.

Piquet-pai foi lá por outra razão, creio eu e minha mãe, que ontem comigo debatendo sobre isso ela disse: Piquet- pai foi lá pq o nome em jogo era o dele, acima de tudo. A trajetória que ele construiu na F1 e o patrimônio que construiu foram jogados no meio da rua, e mais do que ninguém ele é que teve de defender. Lembrar que ano passado ele não ia às corridas, só acompanhava por vezes sua equipe na GP2 muito pq o próprio filho queria por conta própria construir sua carreira, e a figura do patriarca não era das mais carismáticas, embora fosse respeitada. Piquet-filho de fato tentou construir seu próprio nome e patrimônio para além do peso do sobrenome. E em uma manobra arriscada jogou tudo a perder acatando uma ordem da equipe, se tornando cúmplice e co-autor. E pagou o preço. E teve que ver seu pai novamente entrar em cena para defender a honra do nome. No fim das contas Piquet-filho era o lado mais frágil do jogo e seu pai sabe que teve parcela na criação.

- A grande preocupação é sentir que Briatore ainda terá vez para os negócios. Por conta, e muito, de uma categoria como a GP2. Essa categoria vai crescer demais, vai esmagar a F2 e ainda vai ser palco de grandes disputas e alto nível técnico. E ela é de Briatore. =/
A possível compra da Brawn pela Mercedes
Essa é das mais preocupantes para Rubens Barrichello. Ou Jenson Button, talvez. O certo, pelo menos, é que a Mercedes vai investir mais no seu 2º cavalo de corrida, notadamente a Brawn. E isso assegura à escuderia Brawn sobrevida e qualidade. E assegura à Mercedes mais alicerce em sua não tão difícil tarefa de dominar a F1 para a próxima década, depois de ver a Ferrari dominar esta.
Contudo, algo me deixa com pé atrás quando todos dizem com todas as letras que a MacLaren vai se desvincular da Mercedes e vice-versa. Mesmo com o novo protótio de Ron Dennis tendo motor próprio ( e por que não? Vai concorrer com os Mercedes no mercado, ora bolas) e o caso da mentira que iniciou a temporada polêmica, acho difícil eles romperem assim de vez uma parceria afiada como essa.
A Mercedes, claro, poderia muito bem comprar em 2011 a Brawn (que me parece não ter sobrevida na F1, mas gostaria de vê-los pelo menos na GP2 -que me parece vai crescer e muito, mesmo tendo Briatore no meio). Rosberg vai ser o grande alemão na nova empreitada da Mercedona e vai pra onde ela quiser. Para a Brawn, no entanto, e até mesmo para a Mercedes, o segredo para um sucesso seria, se no caso de Nico ir para a Brawn, ter Nico e ter um piloto como Barrichello motivado, experiente e fundamental no ajuste dos carros. O carro da Brawn teve rendimentos bons de fato porque além de ser bem nascido, de ter o motor Mercedes, tinha Barrica lá. Button é bom piloto, é habilidoso até demais e muito rápido. Mas é muito inconstante e isso ninguém quer na F1. Ele é um avesso paralelo ao compatriota Mansell, que também era muito habilidoso e rápido, mas "motivado para além do equilíbrio necessário"...
Chuva ou sol em Monza entre sábado e domingo do GP da Itália?
Como nem a previsão do tempo é mais ciência séria, as previsões mudaram loucamente nos últimos dias. Chuva, sol, chuva e sol, clima ameno mas sem chuva, etc...
-Se tiver chuva, esperem uma nova vida para os Red Bull, e uma forçada de barra dentro da Brawn em favor de Button. Isso se Button ainda se mantiver pelo menos competitivo. Se o britânico não pontuar nada de novo...aí a batata lá vai assar no ...dele. As chances de Barrichello dependem dele, e de que as RBRs não sejam tão boas lá como deveriam ser.
- Se tiver sol, e se Barrichello estiver bem, preparem as cornetas. Rubens é forte lá, e Button não. Só que, se Button reagir e não for pelo menos, tão mal, Rubens terá problemas.
- Se não chover, mas o clima não estiver fervendo, loucamente é o melhor cenário para Barrichello. Ele aquece melhor os pneus que Button, e é nessas condições que o britânico se dá tão mal.
O que me preocupa, na ainda torcida por Barrichello, é que as novas zebras de lá favorecem a pilotos como Button. Não favorecem nem a Vettel, nem a Webber. Pilotos como eles e Barrichello atacam mais as zebras e isso não vai ser fácil com as zebras mais altas.
As incógnitas no mercado de pilotos
Essa já endoida a gente há muito tempo e não vai endoidar mais do que o usual. Daqui a instantes, a gente vai ver muitas notícias sem pé nem cabeça. No entanto, 4 pilotos de dentro da categoria e 3 novatos darão o tom das negociações.
- Alonso, obviamente. Para onde for vai ser bemvindo, mas precisa se livrar o quanto antes do problema da Renault senão arrisca ficar de fora. Não acho que agora para ele seja o momento de exigir demais, senão fica sem a Ferrari. Na briga de egos, Montezemolo late mais alto que ele e ele ainda não é Schumacher ou Senna.
- Rosberg. Tá fazendo uma baita temporada na F1 e finalmente pegou o tranco do negócio. Se mantiver o ritmo ainda vai ser campeão que nem o pai foi. E merecendo. Brawn Mercedes, MacLaren Mercedes estão na sua rota de mira.
- Raikkonen. Que deu provas de que quer, pode e terá lugar na categoria. Não mais onde e como quiser, mas negar a probabilidade dele ir para a Brawn é loucura. Ficar na Ferrari é ainda uma opção, mas ir para a Toyota pode ser um novo desafio na vida do cara. E acho que é isso que ele precisa para mostrar que é o cara. A Maclaren pode ser opção para 2011.
- Rubens Barrichello. Porque não? Se parar, o que acho difícil, auxilia em alguma equipe. Se ficar na Brawn próximo ano, as coisas podem sair melhor que a encomenda. Não acho que ele vá para a Williams, mas a Manor-Virgin, a USF1 e a Toyota poderiam deseja-lo.
Os de fora:
- Vitaly Petrov- Esse tem dinheiro demais para ser negado. Force India ou Campos o terão.
- Bruno Senna- Esse tem nome demais para ser negado. Idem, ainda somando a Virgin.
- Nico Hulkenberg- Esse vai ganhar a GP2, mas não se surpreendam se ele não for para a Williams, e sim para algo maior. Só se a Williams tiver equipado os motores Mercedes. Aí Williams é certeza.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Três polêmicas e um aniversário

O mundo da F1 foi assolado por três polêmicas bastante diferentes nestes últimos dias. Em ordem inversa de acidez:


A polêmica da batida:


Button, Grosjean, Hamilton e Alguersuari foram os quatro a sair na 1º volta, em decorrência de uma batida, no mínimo, curiosa. Para quem viu, ou teve até a oportunidade de rever (eu, por exemplo, gravo as corridas desde o começo deste ano) foi confuso saber como começou e o que aconteceu.
Muitos se ligam muito no que inicialmente vêem Galvão e cia, na transmissão global. Não os culpo. Nem de longe. Entretanto, o que parece é que seguiram a opinião global de que Grosjean bateu em Button, mesmo ele depois tendo indicado que foi Button quem passou atravessado e bateu em Grosjean e o tirou da pista.

O que vi foi um Button sair atravessado e bater na traseira de Grosjean, que sai da pista, e no embolo Alguersuari bate em Hamilton, que quase volta para a pista levando muita brita. E cada vez que olho mais estranho um fato: Button trepida antes de sair atravessado, e não dá muito claro para ver se Button é tocado por alguém ou é por causa da zebra, que é acentuada na hora.


Para quem viu a primeira corrida da GP2 neste fim de semana, viu como a curva que originou a batida foi palco de maior parte das saídas da corrida, sempre envolvendo dois carros. Sem batidas como causa da atravessada de um, mas sim a atravessada de um causando a batida. Ou ocasionadas com a errada na tomada da curva, passando direto, ou trepidando na zebra.

Pós-corrida, isso suscitou um debate em diversos blogs e sites especializados, como o F1 Around e o Grande Prêmio. Ora, e não é que a maioria indica (inclusive Alguersuari e Hamilton) que o culpado foi Grosjean. Este e Button trocaram acusações. Sabemos no entanto que metade das batidas envolvendo pilotos em uma corrida não é nada além de batidas casuais, com culpados de ambos os lados, ou seja, nenhum. Outros acidentais e outros mais nojentos, propositais, compoem o resto da estatística. Não me parece ser o caso.


Tendo em vista que boa parte do circuito, dos fãs e dos insiders não foi com a cara do "Salsicha" desde o começo, isso era previsível. Eu mesmo me incluo, mas creio que devemos dar o devido peso às coisas.


Quem será o piloto da Ferrari em Monza ao lado de Kimi?

Essa não é nem grave, mas causa um rumor e burburinho ensurdecedor. Quem será? Provavelmente amanhã saberemos, mas isso é imprevisível. Diversos nomes são diariamente apontados, pilotos que se escalam e outros que negam veementemente, embora desejem como nunca. De Piquet Jr a Fisichella, a escala aponta novatos que nunca colocaram os pés numa F1 neste ano, pilotos na mesma escala de tempo em defasagem como Villeneuve e Gené (embora fosse aposta mais justa que Badoer...), desempregados neste ano que conhecem o câmbio e o motor, como Bourdais, e o próprio Piquet, que está sendo o pivô da maior das polêmicas.

E, é claro, Fisichella e Alonso como os empregados que correm em outras equipes e são fortes indicados.

Alonso nega, nega, e tem razão em negar. Praticamente dado como certo próximo ano na Ferrari, a equipe certamente o anunciará em Monza. Com a certeza que Massa só vem (e vem mesmo na Ferrari em que Kimi mostra de novo porque é um campeão mundial?) ano que vem, Badoer praticamente está fora, e a equipe não quer passar vexame em Monza (ele quer, tá nem aí, aparentemente vale o risco), Alonso tem mais é que ficar calado e pilotar as últimas com a Renault e nunca mais voltar.


Fisico, com um carro melhor do que o normal, fez pole e chegou em segundo, e poderia ter vencido se a Ferrari que tanto quer não tivesse o kers. Não sei se ele teria condições de mostrar o mesmo nível de serviço próximas vezes, mas o que se viu foi que um cara motivado e com um carro bom pode fazer até milagres. Ele só tem um certo problema: Badoer pega o beco ano que vem nos testes, e aí a vaga tranquilamente seria dele, Fisico. Entretanto, ser piloto de testes na Ferrari não vale a pena se você ainda tem a chance de correr e o quer. E não tenham dúvidas que a Force India olhou com novos olhos o italiano depois de Spa. Sutil é que deve começar a se preocupar. A incógnita no cockpit da Force India próximo ano é Bruno Senna. Desta forma, Fisico não é tanto um nome tão sério para o cockpit da Ferrari próximo GP por causa disso, mas ainda é o nome a ser debatido.

E Bad-oer? Melhorou significativamente em Spa. Pode até melhorar em Monza... ainda dá p/ botar fé que ele continua pelo menos em Monza. O mais certo é que seja um italiano, por razões óbvias? Errado, os italianos não são tão nacionalistas como se pode pensar, e é a própria História daquele país que não me desmente, com uma formação segregada até meados do XIX e que ainda guarda resquícios disso no tocante às províncias e regiões que ainda mantém dialetos locais, como na Espanha, Bélgica e Suíça.




Renault-gate?




Essa é escabrosa...a mais perigosa e mais nociva possível. E a que mais tem possibilidade de não dar em nada, embora tenha o igual potencial em ser Fogo-perpétuo.




Briatore não é coelhinho da páscoa. Não é santo nem nunca foi. É um gangster de alto calibre e não mede esforços para vencer nos negócios. Tem uma reportagem legal da Globo no seu site que dá um histórico na carreira de Briatore. Eis a tal reportagem:




A polêmica todos já acompanharam, mas só um resumo: Piquetzinho teria batido de propósito, por ordem da equipe, em uma zona certa de causar entrada do safety-car, para favorecer a Alonso, já que este estava com uma estratégia arrojada e seria favorecido assim pela batida.


Tirando a gravidade disso, e a dificuldade de se operar tal coisa, como um acordo prévio de códigos para o rádio, uma previsão que essa possibilidade era plausível e o consentimento dos Piquet, com alguma ameaça de quebra de contrato e etc ao quadrado...fora, óbvio, o aval de Alonso. Ou algém acha que iriam deixar Alonsito fora dos "babados"...há!


Os condicionantes favoráveis À merda ocorrer são:

- Na F1 não há tolos, a vitória interessaria muito para manter Alonso na equipe em 2009 e sem dúvida mostrar aos executivos da Renault bons resultados (que conseguiram em outra vitória, no Japão, fora o 2º lugar no Brasil).

- Briatore seria sim capaz disso.

- Piquet precisava demonstrar lealdade à equipe e ao Briatore para se manter na categoria neste ano, 2009. E obviamente deu errado.

- O acidente foi estranho. E mais estranha foi a calma de Piquet no rádio na hora da batida.
Os condicionantes contrários são:

- Os Piquet não são tolos: fazer isso ...alguma hora seriam descobertos e manchariam o nome Piquet na categoria e muito mais, dariam possibilidades mínimas de atrair patrocínios e equipes para o Jr.

- naquela curva, as ondulações não perdoam. E Piquet quase fazia merda no aquecimento dos pneus na volta de apresentação aparentemente na mesma curva. Por estar mais lento, conseguiu segurar.

- fazer uma operação dessas é arriscada demais e Briatore arriscaria demais o pescoço seu e de muitos no negócio.


E aí? O que vcs acham? Comentem, opinem, discordem de mim!

Ps: de quem é o aniversário? Deste que vos fala. 21 anos de muita vontade de vencer na vida, mostrar meu potencial e de quem sabe andar no Kart. Na dúvida, sou o menininho da direita. No carro, estava um colega de sala. Descobri que meu pai ainda tem uma foto minha neste carro. Vou ver se consigo em breve arrancá-la dele (hehe) e escanea-la. Até breve!


domingo, 30 de agosto de 2009

Gp da Bélgica- Raikkonen de volta e as possibilidades dos postulantes ao título

Um corrida com bastante emoção do começo ao fim, diversas ultrapassagens e a certeza de que este circuito tem de estar obrigatoriamente no próximo ano, sem balela de alternar com Hockeinheim. Ecclestone vai ter de ceder, pois assim como Mônaco, os donos de circuito tem um ótimo argumento nas mãos.

1 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 1:23:50.995 44 voltas
2 Giancarlo Fisichella ITA Force India Mercedes +0.939
3 Sebastian Vettel ALE Red Bull Renault +3.875
4 Robert Kubica POL BMW Sauber +9.966
5 Nick Heidfeld ALE BMW Sauber +11.276
6 Heikki Kovalainen FIN McLaren +32.763
7 Rubens Barrichello BRA Brawn Mercedes +35.461
8 Nico Rosberg ALE Williams Toyota +36.208
9 Mark Webber AUS Red Bull Renault +36.959
10 Timo Glock ALE Toyota +41.490
11 Adrian Sutil ALE Force India Mercedes +42.636
12 Sébastien Buemi SUI Toro Rosso Ferrari +46.106
13 Kazuki Nakajima JAP Williams Toyota +54.241
14 Luca Badoer ITA Ferrari +1:38.177

Não completaram Volta/motivo

Fernando Alonso ESP Renault 27/abandono
Jarno Trulli ITA Toyota 22/abandono
Jenson Button ING Brawn Mercedes 1/acidente
Romain Grosjean FRA Renault 1/acidente
Lewis Hamilton ING McLaren Mercedes 1/acidente
Jaime Alguersuari ESP Toro Rosso Ferrari 1/acidente

- Fisichella consegue levar o carro para o pódium, o primeiro da equipe, bem como os primeiros pontos. Sutil tentou, correu razoavelmente bem, mesmo com os problemas na largada, mas não deu em nada. Assim, ele Sutil tem que ficar preocupado e se ligar para conseguir se manter na categoria ano que vem, mesmo com suas performances passadas interessantes. A Force India poderia ter vencido se na frente não tivesse Raikkonen, que anda demais em Spa, com um Kers eficiente...
- Ótima largada de Kimi, que facilmente conseguiu ultrapassar Fisichella , este que fez bem em não lutar, foi consistente e conseguiu na janela de pits se manter na frente para vencer. Bom tê-lo de volta na ponta por uma razão simples: aumenta a quantidade de carros na disputa por vitórias em Monza, e estranho para a janela de trocas de pilotos e equipes para o próximo ano: Brawn, Maclaren entre outras estão de olho, mas podem ser apenas conversas de paddock...com esse ritmo, ao menos o finlandês se mantém próximo ano.
- Rubens Barrichello tem um problema crônico com esse sistema de largadas... se não tem problemas com isso, sempre larga bem. Mas se tem, as consequencias em geral são catastróficas...ironicamente, esse azar pode ter dado uma "sorte". Tendo que mudar drasticamente de estratégia, ganhou uma renovada chance de conseguir estar entre os 8 primeiros. Pq?
- Se Barrichello tivesse largado bem, teria ganho no máximo uma posição, e estaria se ferrando na troca de pneus e abastecimento. Mudando a estratégia, conseguiu angariar 11 posições. na corrida, fez boas ultrapassagens nas horas certas, e teria sim boas chances de ultrapassar Kovalento se não fosse o ocorrido no final, com o vazamento de óleo. Milagrosamente conseguiu escapar e ir até o final na 7º posição, graças a Rosberg. Esperamos saber o que ocorrerá.
- Vettel começou mal, perdendo posições, mas conseguiu manter um bom rendimento no setor final, angariando a 3ª posição de Kubica. E sem dúvida foi o maior beneficiado de toda a corrida na disputa pelo título, pois descontou 6 pontos de Button e Webber, e 4 de Barrichello. E ainda marcou o melhor tempo da corrida.
Webber por sua vez foi o grande derrotado do dia, perdendo a oportuidade única de descontar o máximo de pontos possíveis para Button e Barrichello... E nem foi tanto sua culpa, já que seu mecânico deveria tê-lo prendido um tanto mais no pit por causa do piloto que vinha saindo dos boxes. O piloto era Heidfeld.
- Kubica e Heidfeld fizeram uma corrida nas possibilidades, pontuando e fazendo da história final da BMW algo menos vergonhoso. Nada senão pensar em uma ocasião específica do circuito, mas a equipe desde Valência vem demonstrando certa melhora.
- As Ferraris viveram momentos pardoxais. Um excelente desempenho do Kimi e um péssimo de Bad-oer. Ele não tem muita culpa no processo não, até alcançou mais o ritmo dos outros, mas nada favorável para ele se manter até Monza. A grande dúvida será: Fisichella será o piloto da Ferrari daqui a duas semanas?
- As Toyotas não tem jeito. Azar extremo de Trulli e vacilada que fizeram com Glock tiraram totalmente as chances de cada um. Trulli foi agressivo demais com Kimi e perdeu o bico, parou depois, não conseguia atacar Badoer pois seus acertos eram diferentes, e a Toyota não tinha o mesmo rendimento em reta, e teve que recolher por problemas.
Capítulo à parte: Renault.
- Nossa, que droga no pit de Alonso. Foi tocado no começo, entortando sua calota e eixo, e na troca os mecânicos nada puderam fazer. Depois, para evitar um problema à là Hungria, trouxeram-no de volta aos boxes. Fernando vinha fazendo prova para terceiro lugar.
- Grosjean largou bem. Revendo a largada, ele larga bem, ganha posições, mas Button o atropela.
- Não comentarei muito aqui sobre as suspeitas da FIA, anunciadas por Reginaldo Leme, do acidente no ano passado em Cingapura com Piquet,que supostamente seria proposital para favorecer a Alonso, fato que teria dado certo, já que Alonso venceu e muito por causa do safety car naquela hora.
As chances
- Button largou mal, e vinha lá para trás. Se envolveu num acidente, e viu Barrichello e Vettel descontarem vários pontos nas duas últimas corridas. Não, não é só psicológico, e não, não é só carro. Diversos fatores, inclusive a não adaptabilidade de Button a carros mais ariscos fazem com que ele abra o olho. Agora, ter Rubens e Webber não se dando tão bem deve ter sido um alívio inescrupuloso dele, que não merece vencer esse campeonato pelo que fez desde a Turquia.
- Rubens tem uma tarefa difícil. Mesmo com as corridas em seguida a seu favor, não dá para esperar que Button sempre se dê mal e ele sempre se dê bem. E confessado que ele tem que superar os erros do sistema de largada. Treinar isso nos treinos livres é proibido, mas algo tem de ser feito. São 16 pontos em 50 possíveis. Tem que descontar de Button mais de três pontos por corrida.
- Vettel tem algo ainda mais difícil pela frente. Hoje teve sorte, mas deve no máximo disputar o vice-campeonato.
- Webber, o grande derrotado de hoje, tem de ficar e muito preocupado. Inclusive porque seu próprio companheiro, com todos os problemas, o superou. E não era tão esperado assim.
Comentem, discutam e avaliem este post. Até mais tarde, com as notas. Abraços.

domingo, 9 de agosto de 2009

Debates inúteis? Ultrapassagem, estatísticas e números

Vendo as estatísticas dos números de ultrapassagem ocorridas ao longo desta temporada 2009, podemos inferir muita coisa. Ou nada. Ou apenas uma pálida sombra da realidade, iludidos e ao mesmo tempo entretidos no mundo da velocidade pelas disputas plásticas que cada vez mais se tornam disputas de plástico.
Esse debate está rolando no F1 Around. Quem puder ler os comentários, também é interessante. Deixo aqui meu enorme comentário lá para cá vcs apreciarem. Boas reflexões :
"Não sei se diria inútil termos as estatísticas, mas as condições em que os carros de corrida fazem ultrapassagem é, e sempre foi, em condições desiguais de alguma forma. Tem um clássico vídeo no Youtube (depois se quiserem procurem lá) sobre as top 10 ultrapassagens (de um só carro e as duplas) e vc verá que as condições plásticas da ultrapassagem negam muitas vezes que o carro à frente estava com menos aderência, mais combustível, menos rendimento no motor, motor menos potente, chassi diferente etc. As condições de ultrapassagem são assim, e dificilmente não o seriam. Salvos raras exceções em que os carros estão em iguais condições de tudo (ou bem próximas) e um ultrapassa o outro por pegar melhor tração ou frear e acelerar em melhores momentos.

Ou seja, a estatística ou deve contemplar tudo isso, ou não deve contemplar nada disso.Ultrapassar na chuva requer habilidade, assim como ultrapassar a um carro em condições inferiores.Considerem muitas outras varáveis e verão a grande qualidade de defender a posição quando se está em condições inferiores, aliado Às condições aerodinÂmicas ou a dificuldade natural de se ultrapassar em pistas estreitas. Se a F1 fosse um carro padrão, com tudo padrão e a única diferença fosse o piloto e os acertos de cada equipe, seria mais fácil de ver ultrapassagens? Seria mais fácil de visualizar melhores pilotos?

Lembro de ver muitos minimizando a ultrapassagem de Nelsinho em cima de Hamilton, e levantaram todas essas coisas que levantei acima. Desprezaram o aspecto plástico, o arrojo, a visualização do melhor momento,o uso correto dos nervos e do carro. P/ mim, ver ultrapassagens na F1 é entender que as condições dos dois carros em disputa são totalmente diferentes, e ao mesmo tempo apreciar a disputar, sem minimizar o que ela representa. Pq menosprezar é fácil, difícil é fazer, é saber se conseguiria.

Por fim, as estatísticas são apenas a sombra pálida dos resultados que elas parecem mostrar. Números nunca serão estatuto de verdade."

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Comentando as diversas notícias que circularam de ontem para hoje

Um pequeno giro pelas principais notícias que abalaram (ou não) o mundo da F1 de ontem para hoje:
A roda e a mola, e o enterro de Surtees
Paulo Speeder fez um comentário acerca do enterro de Surtees e das investigações da FIA para saber tanto das causas do soltamento da roda de Jack Clarke, que teria se soltado facilmente em um acidente não tão veloz assim; e sobre as causas do soltamento da mola da suspensão de Rubens Barrichello.
-Aparentemente o mais confuso seja o da mola, que atingiu a Felipe Massa. O quê teria causado essa soltura, já que Rubens não saíra da pista nem na sexta nem no sábado, e que o carro já balançava estranhamente desde o início das atividades na Hungria, e que ninguém conseguia identificar o motivo até que este se revelara abruptamente? Negligência? Algo que possa se repetir em outro carro futuramente? Algo no transporte do carro até o circuito? Sabotagem?
- O caso da roda é o mais polêmico, porque além de ter causado uma morte, além de ter envolvido o jovem filho de um campeão mundial do passado, ocorreu com uma estranheza apontada por todos no automobilismo: a roda se soltou com muita facilidade. Para além do acidente em si, o velho debate pela segurança na prensa das rodas.
O teste de Grosjean e a iminente saída de Nelsinho Piquet
Esse eu vi no F1 Around . O teste, em linha reta, serviu como uma ambientação do franco-suíço a um carro de F1, e isso por si só indica muito do tenso clima entre a família Piquet e Mad-Briatore. Estas relações, tensas desde o ano passado e que se intensificaram nos últimos meses, com os maus resultados de Piquet Jr, e pareceram piores ao se comparar com Alonso.
- Nelson-pai se arma com um dossiê pronto para sair a cada instante, que Briatore resolver pôr fim ao clima e colocar Grosjean numa berlinda bem diferente de Alguersuari, já que ele teria hipoteticamente uma vaga garantida próximo ano, com pai advogado da Renault, e sendo o queridinho da torcida francesa ávida por um piloto "local" (o piloto é suíço, mas com inscrição francesa na FIA).
O dossiê facilmente mostraria que em boa parte do ano, Piquet nunca teve um carro no mesmo nível que o do companheiro favorecido, sendo assim irreal compará-los, mesmo sabendo que dificilmente os dois andariam no mesmo nível todo o tempo (Alonso é osso-duro de roer para qualquer um no grid)
-A grande torcida por um péssimo rendimento de Grosjean, inclusive de quem aqui escreve, é bem fundamentada:
  • Nelsinho tem talento suficiente para obter melhores resultados em outra equipe. Não é o melhor do grid, nem é sensacional, mas a pressão exercida pelo Briatore é cruel e desigual, e ele vive um péssimo clima dentro da equipe.
  • Briatore é nojento e tem o desafeto de muitos, por "n" razões, mas especificamente nesse caso o fato de ser truculento com seus funcionários e de claramente preterir certos sujeitos a outros por puros interesses comerciais. Um mau rendimento de Grosjean seria ótimo para quebrar a cara do mafioso italiano.
  • Grosjean se acha demais, e é claramente protegido na GP2, de propriedade de Briatore. O piloto até tem talento, mas é irregular, inconstante, e não fez realmente o suficiente por merecer estar num cockpit da F1.

Piquet tem chances de estar num Williams próximo ano, e a família já declaramente conversou com Frank para ver as possibilidades. Resta saber se Rosberg realmente sai de lá, e se a equipe se livra de Nakajima. Além disso, o ótimo rendimento de Nick Hulkenberg nesta temporada, aliado ao poderoso empresário Willi Weber, o mesmo que gerencia a carreira de Schumacher, pode dificultar esse empreendimento.

A preparação de Schumacher e a recuperação rápida de Massa

Esse eu vi em tantos lugares que nem vale a pena citar. Schumacher se prepara avidamente para conseguir estar em condições mínimas de correr em Valência, daqui a três semanas. O perfeccionismo característico do heptacampeão, que prova sua competência, em se preparar para as duras condições da F1, pode ser válido para todo o resto da temporada de 2009.Inclusive, por falta de testes no F-60, o piloto se prepara nos simuladores para ter amplo conhecimento da pista e das configurações do carro, coisa que apenas estando a par dos dados não seria suficiente.

Massa ainda se recupera, e mesmo sendo superveloz, essa recuperação não será suficiente nem indicável para o brasileiro estar no cockpit na Espanha. Eu acho que Massa teria condições, no decorrer de sua recuperação, para estar nas três últimas provas da temporada, mas muitos torcem por observar por mais tempo combates antigos (Barrichello, Button, Alonso, Webber e Raikkonen) e novos (Hamilton, Vettel e Rosberg).

Vale lembrar que, quanto mais rápido Massa se recuperar, mais serão sua condições de estar no cockpit da Ferrari ano que vem e melhor seu rendimento em 2010, pelo tempo de ausência dentro de um cockpit.

Espero que tenham gostado dos comentários...comentem!

sábado, 25 de julho de 2009

Como esperado Fernando Alonso o mais leve do grid. GP da Hungria.


As posições de largada na frente dos nomes já excluindo a Ferrari de Nº 3. Como as substituições só podem ser feitas até a classificação não haverá outro piloto no lugar de Felipe Massa.


1º) Fernando Alonso (SPA/Renault), 637,5 kg
4º) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 650,5
7º) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 651,5
3º) Mark Webber (AUS/Red Bull), 652,0
5º) Nico Rosberg (GER/Williams), 654,0
2º) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 655,0
6º) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 655,5
9º) Kazuki Nakajima (JPN/Williams), 658,0
15º) Nick Heidfeld (GER/BMW), 658,0
8º) Jenson Button (ENG/Brawn), 664,5
18º) Robert Kubica (POL/BMW), 666,0
14º) Nelson Piquet (BRA/Renault), 667,7
11º) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 671,3
10º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 671,5
19º) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 675,5
13º) Timo Glock (GER/Toyota), 679,2
16º) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 680,5
17º) Adrian Sutil (GER/Force India), 683,5
12º) Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 689,0

Aguardem os comentários do Ridson!



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Bom, vamos aos meus comentários nem tão infames assim!



Comentarei primeiro sobre a classificação, depois destino um pouco do texto para o acidente com Felipe Massa, que sem dúvida me deixou bem apreensivo, independente do fato de ser um brasileiro, mas por ser um piloto competente, aguerrido, e que faz uma boa temporada apesar do rendimento irregular da Ferrari.



-Pole superleve de Alonso, com uma certa melhora comprovada do rendimento da Renault. Não dá para comparar com Piquet, pois com o acidente de Massa, pilotos como ele, que tinham condições de chegar mais próximo do Q3, como Glock, Trulli e principalmente Rubens Barrichello, tiveram suas voltas mais rápidas prejudicadas,se bem que no caso do brasileiro o azar foi de não ter tido condições de fazer uma volta mais rápida no tráfego e a outra em decorrência da tal mola que saiu voando e que causou sua parada forçada nos boxes.


- No Q1, Piquet e Alonso tiveram bons rendimentos, e no Q2 Kovalainen e Hamilton também, o que comprova que essas duas equipes tiveram seus uploads bem aproveitados. Uma pena para a diputa do Q3, que teria sido emocionante com mais equipes em condições de angariar bons resultados, como a Williams, que colocou seus dois pilotos no Q3 no sufoco, mas está sim na briga, principalmente com Rosberg, por um pódio que há tempos a equipe de Sir Frank não consegue. Alguém se lembra quando foi a última vez da Williams?



-A Red Bull sobra, e é favorita absoluta à vitória. Não diria que os 24º graus foram definitivos para o mau rendimento das Brawn, que largam superpesadas e perigam estar em maus lençóis se ficarem presos em tráfegos com pilotos mais leves. A Brawn perdeu terreno para os energéticos, mas creio que está em níveis semelhantes aos da MacLaren agora. E com Ferrari, Williams e Renaut chegando, é de se esperar mais disputas nos próximos GPs.



- Boa melhora da Toro Rosso, e péssimo rendimento da Force India. A Toyota pelo visto poderia até brigar pelo Q1, mas dificilmente conseguiria algo a mais.
-Sobre Alguersuari, acho muito cedo para fazer qualquer comparação, e sair da pista é algo até compreensível, já que ele pilota o carro pela 1ª vez neste Gp, sem testes nem nada. Acho ainda um grande "foguete" colocá-lo nestas circunstâncias. Resta simplesmente saber se ele tem personalidade para fazer um GP ao menos consistente e terminar a prova, para adquirir experiência. Por outro lado, será mesmo que Bourdais faria bom proveito do upload no carro?


A corrida não promete grandes emoções em termos de disputa, pois o próprio circuito não permite muitas ultrapassagens, e somando-se a isso a habitual falta de emoção na pista, não esperem muito de Brawn. Apenas que cheguem nos últimos lugares pontuáveis. No resto, um grande jogo de xadrez nos tempos de volta e nos boxes definirão, como sempre, a Hungria. Não choverá, pela previsão. Como nunca, a corrida ficou em segundo plano. Contudo, para não perder a esportividade, aposto em uma corrida de paciência da Brawn, quieta tentando ganhar posições, e a Red Bull apenas esperando a queda de rendimento das Maclarens, que mesmo com o Kers, não terão grandes condições de resistir ao grande domínio sem dúvida, da Red Bull.



E por fim, uma breve indagação sobre o acidente de Felipe Massa:


-Sem dúvida, um acidente assustador, e que questiona a segurança dos capacetes e das peças que compõem um carro de corrida. Acho cedo para tentar culpar a Brawn pela quebra da mola, e absolutamente ridícula qualquer insinuação de que Rubens Barrichello teria quebrado a suspensão de seu carro, acarretando a soltura da mola. Até...risível. Ele nem saiu da pista, e pode voltar seguro para os boxes, onde foi chamado por segurança. Mas, relembrando o acidente de Surtees no domingo passado, o quanto teremos que evoluir em termos de tecnologia de pista, para deixar as peças sempre em excelente estado de fixação e funcionamento.


A roda que saiu fácil demais, o capacete que deveria proteger mais, ou mesmo a velha máxima conformista (e ao mesmo tempo tão sensata e sábia), de que Esportes a motor são muito perigosos... o que ainda se pode fazer para melhorar a qualidade das corridas? Tornar os monopostos fechados? E isso seria seguro?



- A sorte: o corte que Massa sofreu foi muito próximo do olho. Muita sorte mesmo, já que a visão é extremamente fundamental em um piloto de qualquer carro. Por muito pouco ele não se tornou um Helmut Marko (que perdeu a visão em um olho, devido este ter sido atingido por uma pedra levantada pelo carro de Emerson Fitipaldi). E mais ainda, estar vivo em um tipo de acidente que poderia realmente ter sido fatal. Afinal, falamos de uma peça de metal em alta velocidade.




Sem dúvida, para a família, o que interessa é que o piloto está vivo. Desejamos aqui, no Histórias e Velocidade, as melhores energias para o piloto e que se recupere logo e possa voltar a fazer o que sabe muito bem: dar emoção aos nossos domingos.
Por Ridson de Araújo

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A primeira cabeça cai. Quem mais o acompanhará?

Muitos foram os apontados como possíveis demitidos ao longo da temporada 2009. O mais na berlinda sempre foi Sébastian Bourdais, na sofrível STR desse ano. Outros eram quase tão prováveis quanto o francês, como Nelsinho Piquet e Kazuki Nakajima. Outros improváveis, dependendo da situação, eram apontados, como Rubens Barrichello e Heikki Kovalainen.
Excetuando Nakajima, que não sairá de forma alguma, enquanto a Toyota for a fornecedora de motores para a Williams, tendo, nenhum desses tinha garantias de permanecer nas suas equipes ou até mesmo na F1, salvo seus contratos.
E, tirando Barrichello, que faz uma temporada irregular, mas com bons momentos, além de ser o topo da pirâmide no acerto dos carros da Brawn, principalmente quando se observa toda vida Jenson Button na carona dos acertos, das escolhas de pneu e de até estratégias momentâneas, quando são úteis, todos os outros não fizeram muita coisa por suas equipes.

Pois bem, foi anunciado o fim temporário (ainda não há como se dizer permanente, mas...) da carreira de 1 ano e meio de Bourdais da F1. Entre 2008 e 2009, o francês angariou 6 pontos, sempre atrás de seus companheiros de equipe, e sempre reclamando do carro, das condições, sempre aborrecido em 27 Gps, com melhores lugares obtidos dois 7ºs lugares, todos em 2008.
Foi extraordinário na Champ Car, com um Tetra Campeonato, mas nunca se deu bem com o tamanho dos pneus e a forma de dirigir na F1; sempre foi bem nos ovais. Essa é a verdade: o francês tem talento, mas para outras formas de dirigir.

Minha sincera opinião: foi até bom que saísse agora, e tivesse a oportunidade de sair o quanto antes do maior constrangimento em torno de seu nome, o que não ajudaria em nada se ficasse até o fim da temporada. Agora tem tempo de sobra para tentar outra categoria mais apropriada para seu estilo de pilotar, onde fosse melhor valorizado. A F1 rapidamente o esquecerá, o que cai até como uma luva.

A semana começou recheada de hipóteses e teorias da conspiração, com a inserção de novas equipes somada à especulação de novos pilotos que poderiam entrar e pilotos demitidos. Nenhuma foi tão polêmica quanto a de Piquet Jr. Anunciado sua saída por um patético Galvão Bueno (eu prometo um post sobre ele em muito breve), desmentiu em seu Twitter a demissão, mas o chefe nunca lhe dá garantias. As especulações de sua saída são ainda mais impactantes por duas razões:
- Raramente teve o mesmo carro com as mesmas condições que Alonso, não só neste, mas no ano passado também.
- O nome é um peso, tanto para ficar, quanto para ir embora. O pai sempre que pode intervem, o rendimento ano passado era explicado por N fatores, desde extra-pressão por ser filho de um tri-campeão e um dos melhores da F1 de todos os tempos.

Piquet nunca teve uma boa classificação, e curiosamente era sua marca nas categorias de base: muitas poles. Passou a ter um bom rendimento nas corridas, com pilotagens até arrojadas algumas vezes, e em outras vezes tímidas, que raramente o rendiam pontos (nenhum nesta temporada). 19 pontos na 1ª temporada e a promessa de ter mais participação em 2009, o que não ocorreu, participando menos nos treinos da pré-temporada e no acerto do carro.

Minha sincera opinião: não o acho ruim, mas nunca fez grandes coisas. Nunca teve carro para tanto, tem um companheiro de equipe que é excelente piloto, bicampeão mundial e com toda a desvantagem de depender desse bicampeão para se acertar na corrida e ter que esperar as peças quem sempre vão primeiro para o tal bicampeão.
Hungria chega entre os dias 24 e 26: hora de usar as novas peças prometidas, hora de tentar provar algo a mais, pois mesmo achando que ele se mantém até o fim do ano na Renault, tem que fazer o máximo para chamar a atenção para outra equipe para 2010, angariando experiência em lidar com o talvez pior chefe de equipe possível, o "louco" Briatore. Tarefa nada fácil.

E por fim, deixar claro que, nesse jogo de especulações para o ano que vem, sempre lembrando que estamos na "silly season", tempo literalmente tolo de especulações sem base, não adiantará afirmar, negar, ou descartar nada até 2ª ordem.
Alguém tem dúvidas que será Jaime Alguersuari o novo piloto da STR, a única equipe a se modificar totalmente em 2009? Esse ou é muito sortudo, ou muito azarado, pois para mim, a STR é um barco muito furado no momento.

domingo, 21 de junho de 2009

Análise de Corrida- Inglaterra 2009

Outra corrida chata, com um passeio da Red Bull. Ou eles realmente melhoraram muito,fato que iremos confirma daqui a três semanas, na Alemanha. Eu creio que eles já são melhores que a Brawn, mas resta saber o quanto eles estão em vantagem. Resta saber também se eles terão fôlego p/ se manter na frente da Brawn, embora eu acredite que sim, já que têm grana e competência (não só a de Newey).

As disputas interessantes se concentraram na parte de trás do grid, o que nos leva a crer que nessa "nova" Fórmula 1, a ultrapassagem só ocorre com a diferença de peso, condições dos pneus ou erro grotesco. E olhe lá... é uma corrida interessante, desafiante, etc e tal, mas muito difícil de se ultrapassar.Raras exceções; é claro que na F1 dos anos 80 acontecia mais ou menos isso também, mas os talentos individuais eram muito mais decisivos que hoje ( o que é um lugar-comum para as críticas desde sempre, e me deixa mais com vontade de ver uma categoria com carros iguais).

-Brawn com sérios problemas de aderência e impressionante falta de ritmo, o que em parte confirma e contraria, respectivamente, o que disse ontem aqui no Histórias e Velocidade. Button sofreu muito, tendo uma carga de sobrevida com os pneus macios na parte final da corrida, mas quando não tinha mais chances. Esse mesmo Button que largou mal e teve sorte em poder chegar nessa colocação e com condições de ao menos dar um showzinho p/ sua torcida, graças a estratégia da Brawn.
-E Rubens fez o que deu, com dor nas costas e carro sem aderência ( o que piora cada vez mais as costas,pelos solavancos), mas com um ritmo ruim ainda conseguiu segura Webber o quanto pôde, praticamente dando a vitória p/ Vettel. Nos pits, foi ultrapassado sem problemas pelo australiano, e quase perdia o pódio p/ Rosberg e Massa. Graças à estratégia da equipe, voltou com mais folga e sustentou o pódio. Vale a pergunta aí pros internautas que acompanham o blog: quantos 3ºs lugares o brasileiro tem na categoria? Os fãs de Rubens começam a temer que ele perdeu a oportunidade de vencer na época em que a Brawn era a favorita, e agora a Red Bull não vai mais lhe dar chances de obter isso.
- Nakajima decepcionou..todos esperavam mais dele, mesmo tendo largado tão leve. Por outro lado Rosberg e Massa foram consistentes e conseguiram bons resultados, através de ótimos ritmos e boas primeiras voltas. P/ mim os destaques da corrida, tirando Vettel.
- Bons pegas entre as BMWs e Alonso e Hamilton. Esse errou feio e teve a cômica cara de perua da Nicole Pussycat Doll.
-Piquet na frente de Alonso, mas longe da pontuação. Se não começar a correr sempre superleve e a não errar, perde p/ Nakajima logo o posto de vice-lanterna. Trulli quieto e Glock mal. Bourdais atropelando lá na parte de trás um Kovalainen com pneu furado.
- No mais, a esperança de um campeonato mais disputado na frente vai se deteriorando, à medida em que percebemos que, por mais que a Red Bull ultrapasse a Brawn em rendimento, as corridas não serão mais disputadas. É realmente legal ver os pilotos disputando qualquer que seja a posição, mas quando essas disputas se restringem aos resultados nulos ou ínfimos, percebemos que algo não está certo. Substituir a Brawn pela Red Bull não torna por si só o campeonato mais interessante.

Button com 64; Barrichello com 41; Vettel encostou com 39; Webber mais ou menos com 35.5...Massa já em sexto com 16.

E as últimas dos bastidores: Mosley como o pacifista, marido lamentoso, e a Fota não querendo reatar, mulher decidida.


1 S. Vettel (ALE) RBR 60 voltas em 1h22m49s328
2 M. Webber (AUS) RBR +15s188
3 R. Barrichello (BRA) Brawn + 41s175
4 F. Massa (BRA) Ferrari + 45s043
5 N. Rosberg (ALE) Williams + 45s915
6 J. Button (ING) Brawn + 46s285
7 J. Trulli (ITA) Toyota + 1m08s307
8 K. Raikkonen (FIN) Ferrari + 1m09s622
9 T. Glock (ALE) Toyota + 1m09s823
10 G. Fisichella (ITA) Force India + 1m11s522
11 K. Nakajima (JAP) Williams + 1m14s023
12 N. Piquet (BRA) Renault a 1 volta
13 R. Kubica (POL) BMW Sauber a 1 volta
14 F. Alonso (ESP) Renault a 1 volta
15 Heidfeld (ALE) BMW Sauber a 1 volta
16 L. Hamilton (ING) McLaren a 1 volta
17 A. Sutil (ALE) Force India a 1 volta
18 S. Buemi (SUI) STR a 1 volta
19 S. Bourdais (FRA) STR a 23 voltas/acidente
20 H. Kovalainen (FIN) McLaren a 24 voltas/acidente

sábado, 20 de junho de 2009

Treino classificatório- Gp da Inglaterra (agora com os pesos)

Eis os tempos, com pesos:

1 Sebastian Vettel ALE Red Bull Renault 1:19.509 666.5
2 Rubens Barrichello BRA Brawn Mercedes 1:19.856 +0.347 657.5
3 Mark Webber AUS Red Bull Renault 1:19.868 +0.359 659.5
4 Jarno Trulli ITA Toyota 1:20.091 +0.582 658.0
5 Kazuki Nakajima JAP Williams Toyota 1:20.216 +0.707 652.5
6 Jenson Button ING Brawn Mercedes 1:20.289 +0.780 657.5
7 Nico Rosberg ALE Williams Toyota 1:20.361 +0.852 661.5
8 Timo Glock ALE Toyota 1:20.490 +0.981 660.0
9 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 1:20.715 +1.206 654.0
10 Fernando Alonso ESP Renault 1:20.741 +1.232 654.0
11 Felipe Massa BRA Ferrari 675.0
12 Robert Kubica POL BMW Sauber 689.5
13 Heikki Kovalainen FIN MacLaren Mercedes 695.5
14 Nelson Piquet BRA Renault 682.5
15 Nick Heidfeld ALE BMW Sauber 665.5
16 Giancarlo Fisichella ITA Force India Mercedes 668.0
17 Sébastien Bourdais FRA Toro Rosso Ferrari 687.5
18 Adrian Sutil ALE Force India Mercedes 692.0
19 Lewis Hamilton ING McLaren Mercedes 666.0
20 Sébastien Buemi SUI Toro Rosso Ferrari 672.5

Bom, agora que voltei do trabalho, podemos comentar os tempos com os respectivos pesos e tempos do Q1, e meus infames pitacos para a corrida:
-Rubens Barrichello foi bastante rápido, mas o carro da Brawn visivelmente abanava demais, sinal de quando o carro não tem estabilidade, seja aerodinâmica seja mecânica (aderência,por exemplo). Button reclamou disso; e o inglês sofreu mais, já que com o mesmo peso não obteve uma boa volta. Este mesmo inglês que fará tudo para chegar o mais perto de Rubens Barrichello e das RBRs,por ele e sua equipe, já que a Red Bull está voando. Ambos os pilotos da Brawn tiveram problemas em suas 2ªas voltas rápidas, aquelas em que o piloto faz acontecer; um pelo tráfego e outro por um problema de aderência.
-Vettel voou, espetacular a volta dele; e Webber teve azar de encontrar um Kimi lento. E ele ainda sacaneou o finlandês no fim,dizendo que ele tava sonhando ou bebendo vodca. No começo eu achei que era piada de quem tinha escrito a matéria, mas foi verdade. E o Kimi, nem aí (p/ variar). A Red Bull finalmente passou a frente da Brawn em termos de velocidade; agora só resta saber o quanto, coisa que podemos entender na próxima corrida.
- Nakajima bem leve, tava até estranhando ele estar tão na frente: Rosberg foi bem melhor considerando peso e tempo.
- Piquet como sempre devendo na classificação, mas teve problemas mecânicos. Se largar bem, vai tentar chegar entre os 8. Com muita sorte.
-Massa vacilou, admitiu o erro. Gosto disso. E vai ter um trabalhão, mas não tão grande quanto o de Hamilton, que larga leve, mas em 19 só se chover; e olhe lá.

Eu creio que será uma corrida interessante do ponto de vista da durabilidade. A Red Bull entra mais robusta, mas como ela conseguirá gerir o consumo de pneus? Como terá condições de manter um ritmo tão alucinante o tempo todo?
A Brawn tem um Rubens que anda demais em Silverstone e um Button motivado a não deixar ninguém atrapalhar sua festa, mesmo largando de 6. Esse p/ mim não ganha a corrida, mas vai tentar o pódio, com certeza, ainda mais que Trulli e Nakajima estão na frente dele.
De olho em Webber. O come-quieto da temporada pode e deve surpreender. Vai ser uma batalha daquelas na largada,e será impossível uma largada limpa na parte da frente. Podem apostar, vai ter batida.

Corrida do Vettel ter calma; se tiver, até mesmo a vantagem de parar depois vai se sair melhor que a encomenda. E se a Brawn fizer direitim, o Rubens mantém a segunda posição, dependendo de como o brasileiro largar.

domingo, 7 de junho de 2009

Turquia- a corrida que não foi

Sinceramente, eu me irritei bastante com essa corrida:
- com o carro da Brawn
-com um desempenho pífio de Rubens Barrichello
- com Vettel inconstante, com a falta de lucidez de Mosley e com a falta de tato da FOTA.
- com eu ter queimado a língua em ter achado que era possível haver muitas possibilidades de ultrapassagem e disputa pela vitória.

De bom mesmo, só a sorte e a competência de Lucas di Grassi, esse sim parece ter forças p/ recuperar o tempo perdido e virar o jogo a seu favor, mesmo que não faturando o campeonato da GP2. Creio que se ele andar muito bem dessa vez ele fatura uma das novas vagas. Da Fórmula ou da Fórmula que criarem.

Mas não se analisa corrida assim.
- Rubens não se entende com o câmbio e a embreagem da Brawn; e elas não ajudam. O cara ajusta a equipe toda nos treinos livres e não se dá bem logo na largada, com todas as possibilidades que tinha; vai e se afoba, acaba perdendo logo a 7ª marcha,impossibilitando ultrapassagens em carros com Kers. Fica atrás de um, força, o outro também força (kovalainen na minha opinião cortou demais, mas...) e aí bimba. Depois se esborracha num Sutil (e dessa vez com toda a culpa do Barrica sim). Pior corrida do Rubens na temporada e afirmo ser uma das piores de sua carreira. Sabem, afirmo que se fosse o Rubens de 99 ou 2002, ele até era pau a pau com Button. Mas esse Rubens deslumbrado e inconstante não. Esse vai ter que esquecer o ano e lutar p/ 2010, ou esquecer esse 2009 de agora e construr um novo. 26 pontos são muito mais difíceis de se lidar do que 16.
-Acho que Vettel nem vai tirar o vice de Rubens deslumbrado nesse ano; é bom, é rápido, tem personalidade; nice guy. Mas se atrapalhou e se ferrou, e o RBR estava com problemas no começo, visivelmente...não conseguia fazer frente à Brawn.
-uma corrida marcada pela leseira do pit stop da Williams com Nakajima, o que o torna cada vez mais candidato à lanterna absoluta; pelo renascimento de Kubica, pela reafirmação de Massa sobre Kimi e a melhor ultrapassagem da temporada (sem dúvidas), mesmo que não valendo absolutamente nada: Piquet em cima do Hamiltão.
- Webber é o nome da discrição e da eficiência. Se duvidar, ele supera Vettel na pontuação na próxima temporada e ainda abocanha uma vitória perdida.

o resto, corrida chata, besta, parada. Como é que pode? Aquela pista era o show da temporada!

Balanço da temporada até agora: Button impecável, apoiado por um carro bom (e que não dá muitos problemas p/ ele, e quando dá, é só recorrer ao cara que ajeita carros, o Rubens, que dá tudo certo); Rubens como excelente funcionário p/ equipe e garantindo p/ si uma vaga em 2010 por causa disso, mas não pilotando o suficiente p/ ganhar um campeonato,e quando pilota, vem Button e o supera; Vettel inconstante, Webber constante; altos e baixos de Maclaren e Ferrari,ludibriando a todos corrida após corrida; Rosberg como leão de treinos e os outros como meros coadjuvantes que só servem p/ rechear a trama.


E resta a esperança de que em Silverstone, tudo mude.

sábado, 23 de maio de 2009

treino classificatório - gp de mônaco

Eis os pesos respectivos às posições no grid de largada:


1. Jenson Button, Brawn GP, 647.5 kg
2. Kimi Raikkonen, Ferrari, 644
3. Rubens Barrichello, Brawn GP, 648
4. Sebastian Vettel, Red Bull, 631.5
5. Felipe Massa, Ferrari, 643.5
6. Nico Rosberg, Williams, 642
7. Heikki Kovalainen, McLaren, 6448
. Mark Webber, Red Bull, 646.5
9. Fernando Alonso, Renault, 654
10. Kazuki Nakajima, Williams, 668
11. Sebastien Buemi, Toro Rosso, 670
12. Nelson Piquet, Renault, 673.1
13. Giancarlo Fisichella, Force India, 693
14. Sebastien Bourdais, Toro Rosso, 699.5
15. Adrian Sutil, Force India, 670
16. Lewis Hamilton, McLaren, 645.5
17. Nick Heidfeld, BMW Sauber, 680
18. Robert Kubica, BMW Sauber, 696
19. Jarno Trulli, Toyota, 688.3
20. Timo Glock, Toyota, 700


comentários:
-Rubens Barrichello fez um bom treino,manteve um bom ritmo e mostra conhecer bem o circuito. Tinha tudo para fazer uma pole bacana, inconteste, mas tem um Button no meio do caminho. Não duvidem se o inglês copiou os acertos do brasileiro de novo. Está virando regra e é inevitável. Afinal, são companheiros de equipe. E esses acertos caem como uma luva p/ o inglês, que fez uma ótima volta, sem dúvida. Mas não andou bem e apanhou do carro e alguns momentos.Guardou o melhor p/ fim? Será?
-Massa decepcionou, ao menos p/ mim. Um tanto mais leve que o companheiro,errou no treino, batendo no Q1 e não fez uma boa volta no Q3.
- Nelsinho até que vinha bem, alternando posições com Dom Alonso. Errou numa curva considerada fácil, por ser de baixa velocidade,e depois fez seu rendimento meia boca. Antes,o 17º posto parecia-lhe reservado. Agora é o 12º. Quem sabe depois seja o 7º (17-5=12-5=7 =P)
-Hamilton...é, esse não é o ano do Hamilton. Na corrida em que mais gosta, em um circuito em que já conhece bem as manhas...errou, não conseguiu consertar e ainda danificou a suspensão traseira. O que em geral dá um trabalhão p/ uma equipe, consertar suspensão. Nem mesmo o ano de Kubica...outro que não andou bem.
- A Toyota não conseguiu acompanhar o ritmo durante a temporada, e isso não é surpresa.~Só não achei que fosse uma queda tão vertiginosa, e tão rápido.

Pitacos?Dessa vez Button vence, com Rubens em segundo e Vettel em terceiro. Uma das Ferraris vai se dar mal... Nakajima e Piquet largam de boas posições, e bem pesados. De olho neles.