Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nova transição: Williams Cosworth.


A equipe Williams passa novamente por uma fase de transição. Mudaram os pilotos, e mais uma vez, o fornecedor de motores. Com a saída da Toyota e, conseqüentemente, a de Kazuki Nakajima, que, aliás, Sir Frank Williams não suportava mais o piloto japonês, devido as suas barbeiragens no decorrer da temporada passada. Rubens Barrichello juntou-se ao time de Grove e Nicolas Hulkenberg foi promovido a piloto titular.


A equipe foi ousada, até por uma questão financeira, em assinar contrato com a Cosworth, que retornou à categoria nesta temporada para fornecer propulsores dentro da realidade dos times novatos. Portanto, a turma de Grove foi a única das equipes estabelecidas a contar com a Cosworth.


E foi justamente o motor Cosworth, o principal responsável pelo fraco desempenho do FW 32 no início do campeonato. Mas com o passar das etapas, especialmente, na segunda metade do campeonato, o motor inglês melhorou muito, tanto em potência, como em confiabilidade e consumo. E no desenvolvimento contínuo do chassi, a Williams fez um ótimo trabalho nas atualizações do bólido, ao contrário de outras equipes que contavam com maiores recursos.


E dentro de suas limitações a Williams conseguiu o sexto lugar nos campeonato de construtores, superando a Force India por um ponto, para alegria do nosso amigo Marcos Antônio, do GP Series. Entretanto, a equipe perdeu quatro importantes patrocinadores para 2011, e por isso, teve que abrir mão de Nico Hulkenberg. Para seu lugar chega Pastor Maldonado, acompanhado dos petrodólares da Estatal Venezuelana.

  • Posição: 6º
  • Pontos: 69
  • Pole Position: 1
  • Nação: Inglaterra.


Seus pilotos:




9. Rubens Barrichello

Em sua 18ª temporada na F-1, o brasileiro Rubens Barrichello entrou para a história da categoria ao se tornar o primeiro piloto a superar a barreira dos 300 grandes prêmios. Rubens foi contratado pela Williams para liderar a equipe neste momento de transição. E o brasileiro se saiu bem, virou figura constante no Q3, conseguiu os melhores resultados para o time, em corrida, no ano. Seu ponto alto, conforme ele mesmo foi a ultrapassagem sobre Michael Schumacher no GP da Hungria. E com seu reconhecido trabalho na Williams, Patrick Head e Sir Frank já confirmaram Barrichello em 2011.

  • Posição: 10º
  • Pontos: 47



10. Nicolas Hulkenberg.

Em sua temporada de estréia, este alemão que já era test-driver da equipe inglesa desde 2007, chegou badalado na categoria. Teve altos e baixos no decorrer da temporada, mas deixou claro que mereceu a oportunidade na F-1. Apanhou no começo, mas finalizou a temporada no mesmo ritmo do experiente companheiro. Foi o autor de uma espantosa pole position no GP do Brasil, algo que a equipe não conseguia desde 2005. Mas apesar das boas apresentações, Hulkenberg acabou dispensado da Williams, por questões financeiras. Ainda não tem lugar garantido na próxima temporada.

  • Posição: 14º
  • Pontos: 22
  • Pole Position: 1

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Expectativas para o Gp do Brasil 2010


A expectativa para o Gp do Brasil é sempre muito grande, não só para os brasileiros que finalmente veem o Gp em um horário interessante para quebrar com a monotonia do Domingo, no qual só esporte presta... mas para os fãs da velocidade, que aguardam o melhor circuito para ultrapassagens, pilotagem arrojada e um dos mais imprevisíveis, junto com Spa. Algo de arrepiar, ainda mais em um campeonato privilegiado, disputado e embolado.
Vettel veio assombrando nos treinos livres, com Mark Webber mais colado nele no segundo treino, com as Red Bull favoritas mas nem tanto, e a principal rival Ferrari num mato sem cachorro com problemas em ambos os carros.
Tempo
As previsões não estão tão animadoras para quem quer chuva, mas pelo menos em um dos momentos cruciais: treino classificatório ou corrida; devemos ter uns pingos emboladores.
Tempo que deve favorecer a Maclaren,que está meio para trás nesse fim de semana e que só tem Hamilton ainda com chances reais, pq Button só com milagre tira 42 ´pontos de 50 de Alonso.
Estratégias
Enquanto a Red Bull deve apostar no equilíbrio para conseguir pole e um bom ritmo, eu acredito que eles privilegiem o acerto para o treino, e para sol, apostando no equlibrio e ritmo natural dos carros caso chova;
A Ferrari aposta na sorte fulminante de Alonso, e na força dos motores, então aposta tudo na classificação tentando se manter na frente para minimizar o lucro de Webber. Massa deve ser a ponta de lança, para atacar, encher o saco e se possível vencer, com Webber longe de 7 ponntos de vantagem do vencedor.
A Maclaren aposta na corrida, na chuva, e na desunião da Red Bull para contar com a sorte de uma quebra de motor de Alonso, fato até possível.
As intermediárias apostam na corrida, visivelmente;os ritmos de Williams,Force India e Sauber mostraram isso, embora Heidfeld tenha mostrado muito serviço para convencer alguém de que ele é bem consistente ainda e que nem tudo é grana. Outro que andou forte é Kubica, que deu um banho de água fria no russo...tá feio o negócio, ele deve provavelmente ser companheiro de Senna na Lótus com a Renault repatriando Kovalainen
A corrida
Aposto na vitória da Red Bull, apesar de tudo. Webber me parece focado, cara de mau mas focado. Vettel aposta nos treinos para mostrar quem manda, mas ele ainda não me mostrou capacidade de lidar com isso, nem ano passado nem muito menos neste. Também aposto em Massa andando melhor que Alonso, pelo menos aqui. Nem pelo histórico, em que Alonso sempre foi mixuruca em Interlagos, levando títulos pelos pontos, e não pela performance em São Paulo... e sim pelo natural receio de Alonso com os problemas mecânicos.
Tomara que tenhamos um Gp bem interessante, com Kobayashi mandando ver, Di Grassi continuando na frente do Glock (que na minha opinião não vem merecendo muito a garantia que tem da Virgin) e Barrica mandando ver para comprovar o óbvio: vem andando na frente do Hulk, garantindo a disputa com a Force India pelo 6ºlugar.

sábado, 23 de outubro de 2010

Treino classificatório do GP da Coreia do Sul 2010.


A disputa pela pole-position em Yeongam foi muito acirrada, mas novamente é o duo da Red Bull que partirá da primeira fila. A pole de Sebastian Vettel pegou a Ferrari de surpresa, já que, os italianos já ensaiavam uma comemoração por Alonso. Mark Webber também superou o tempo do espanhol, mas sairá do lado sujo e provavelmente perderá posições, além disso, seu histórico de más largadas nas etapas anteriores não ajuda.


Fernando Alonso deve superar Webber na largada e irá com tudo para cima de Vettel. Deve aproveitar a longa reta para armar o bote. Também devemos ficar de olho em Lewis Hamilton que deve arriscar muito na largada, já que, o primeiro setor da pista coreana é mais favorável aos carros da McLaren e Ferrari e onde a Red Bull, teve maiores dificuldades.


Nico Rosberg teve novamente um grande desempenho com sua Mercedes e parte de quinto. Felipe Massa que até esboçou uma reação, mas ficou apenas em sexto. Definitivamente a classificação tem sido o Calcanhar-de-aquiles de Jenson Button em 2010, ficou em sétimo, entretanto, larga do lado limpo e sempre consegue reverter essa situação na corrida.


Robert Kubica com sua Renault ficou aquém do esperado, liderou o ultimo treino livre e dava a impressão que se infiltraria na briga dos postulantes ao titulo, mas ficou com o oitavo posto.


Completando os dez primeiros Michael Schumacher e Rubens Barrichello que novamente voltaram a se estranhar. Um bloqueou o outro, o outro reclamou e está triste, o outro pediu desculpas, e levou outro puxão de orelha da FIA, uma novela sem fim... Ambos sairão da quinta fila, cenas dos próximos capítulos.


Na Hispania Sakon Yamamoto se saiu melhor que Bruno Senna pela primeira vez no ano, o japonês credita o fato à sua maior experiência com o Playstation, onde ambos jogaram para aprender sobre o neófito circuito da Coreia do Sul. Lucas di Grassi, Da Virgin também não conseguiu acompanhar o ritmo de seu companheiro Timo Glock, ficando mais de 1 segundo atrás.
Vitaly Petrov da Renault fez o décimo quinto tempo, mas perderá cinco posições como punição pelo incidente na largada em Suzuka.


O circuito de Yeongam deve proporcionar uma boa corrida, asfalto novo, muita sujeira, longas retas, além da ameaça de chuva. Ao final saberemos quem ainda lutará pelo título e quem se despede.

Grid de largada:

Q3

1°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.35.585 (19)
2°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1.35.659 (21)
3°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.35.766 (23)
4°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.36.062 (20)
5°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.36.535 (18)
6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.36.571 (18)
7°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.36.731 (21)
8°. Robert Kubica (POL/Renault), 1.36.824 (21)
9°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.36.950 (22)
10°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1.36.998 (25)

Q2

11°. Nico Hulkenberg (GER/Williams-Cosworth), 1.38.115 (18)
12°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber-Ferrari), 1.38.429 (15)
13°. Nick Heidfeld (GER/BMW Sauber-Ferrari), 1.38.171 (16)
14°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 1.38.572 (18)
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 1.38.583 (18)
16°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), 1.38.621 (16)
17°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1.38.955 (10)

Q1

18°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), 1.40.521 (10)
19°. Timo Glock (GER/Virgin-Cosworth), 1.40.748 (8)
20º. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1.38.174 (18)* Punido
21°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), 1.41.768 (9)
22°. Lucas di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), 1.42.325 (10)
23°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania-Cosworth), 1.42.444 (10)
24°. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), 1.43.282 (7)

domingo, 29 de agosto de 2010

Gp da Bélgica 2010- Hamilton vence e assume a liderança do campeonato


Nem foi tão emocionante assim o Gp da Bélgica...mas foi boa corrida, cheia de alternativas no começo e no fim da corrida, literalmente, pela chuva. As ultrapassagens (desastrosas ou não rsrs) vieram mesmo na pista "seca"


Para efeitos didáticos, vou comentar assim:


-A largada: Webber larga mal, enquanto lá de trás, as Mercedes, Petrov e Kobayashi como sempre largando bem. Alonso larga bem, Button tb, enquanto as Williams vinham comedidas.


No começo da corrida ainda, na 2ª volta, na disputa entre Kubica e Vettel, a espalhada levou todo mundo para a área de escape na bus stop. Alonso voltava para a pista enquanto Barrichello ficava sem aderência para frear e aí: batida. Pior para o Rubinho, que merecia e poderia algo a mais nos RB 300..se bem que é, na verdade, o 300 Gp, e não largada. Quem sabe lá na Coréia?


- A batida de Vettel: Definitiva para a temporada, na volta 16º, a batida significou dois pilotos em disputa no campeonato fora justamente na corrida em que seus adversários e companheiros de equipe, que também disputam o cmapeonato, e que estavam na frente dos mesmos, ficassem ainda mais na frente.É exatamente este o resultado da rodada deVettel na tentativa de ultrapassagem. Foi coisa de corrida, mas também afobação e azar. Pior pro Button, atingido no radiador e que ficou de fora de vez. Vettel ainda fez das suas (depois de passar no pit para o drive thru)ao tocar em Liuzzi, que ora ou outra disputava com todo mundo (e dava emoção à corrida), furar o pneu...acho que se não fosse isso ele ainda teria ganhado uma pontuaçãozinha.


- Webber ainda é sortudo; Hamilton mais ainda: Webber largou mal, caiu para 6º, masteve estrela, sorte de campeão. Perdeu com Kubica muito tempo, mas contando com o bom pit stop e bom ritmo de corrida, passar Kubica e deixar Massa para trás. Massa que não ameaçou em momento algum os dois, que foram para o pódio coma batida de Vettel e Button. Quem mais lucrou com tudo isso foi Hamilton, que venceu em Spa, assumiu a liderança do campeonato, eainda por cima escapou de jogar tudo pro inferno ao voltar na pista quando tinha vantagem. Outro que tem estrela, mas já é campeão. O campeonato ainda não está decidid em favor deles, mas já estando na frente, e ampliando esta vantagem, conseguiram polarizar, na mente dos donos de equipe, o investimento pro final.Button merece dar uns cascudos no Vettel, com certeza.


- Alonso fora: Se não foi com Barrichelo, foi sozinho que ele errou e saiu da corrida.Achei uma rodada normal pelas condições, mas ele até pneu intermediário tinha, e tocou naquela tinta malvada.Sinceridade: foi bem feito. A equipe Ferrari não merece esse campeonato de pilotos, nem Alonso merece ser tri nessas condições. E mais ainda: mesmo com o melhor carro do fim de semana, nada conseguiram fazer de especial, e praticamente deu adeus ao campeonato. E Massa o bateu nesse final de semana desde sábado.


- Mercedes: pode não ter ganho nada de especial este ano: dois pódios, a quarta equipe do campeonato e só. Mas, sinceramente, de estratégia Brawn & engenheiros são 10! Colocaram os pilotos na corrida, e além disso os pilotos provocaram um arranca-rabo daqueles, com vitória de Rosberg. Toooooooma Schumacher!


Agradecimentos especiais: A Sutil, na miha opinião o melhor da corrida. Largou bem, foi rápido, ultrapassagens na hora certa...quase que Massa amargava a 5ª posição.


Curiosidade: o pódio foi feito pelos mesmos que largaram nas três primeiras posições,mas nem de longe isso foi definido por uma corrida monótona.
Resultado final
1°. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1h29min04s268 ( 44 voltas )
2°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 1s571 ( 44 )
3°. Robert Kubica (POL/Renault), a 3s493 ( 44 )
4°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 8s264 ( 44 )
5°. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 9s094 ( 44 )
6°. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 12s359 44 )
7°. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 15s548 ( 44 )
8°. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 16s678 ( 44 )
9°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 23s851 ( 44 )
10°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes), a 36s019 ( 44 )
11°. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari), a 39s895 ( 44 )
12°. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 49s457 ( 44 )
13°. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 34s831 ( 44 )
14°. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), a 1 volta ( 43 )
15°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 1 volta ( 43 )
16°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), a 1 volta ( 43 )
17°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), a 1 volta ( 43 )
18°. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 1 volta ( 43 )
19°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), a 1 volta ( 43 )
20º. Sakon Yamamoto (JAP/Hispania-Cosworth), a 2 voltas ( 42 )Não completaram
21°. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 37 voltas ( Rodada )
22°. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 15 voltas ( Colisão )
23°. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), 5 voltas ( Abandono )
24°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 0 volta ( Colisão )

sábado, 28 de agosto de 2010

Treino Classificatório para o GP da Bélgica 2010.


Não sei se é sorte, mas que tudo vem dando certo para Mark Webber, atualmente, isso vem. 12ª pole position da Red Bull em 13 classificações. Nem o molha e seca na pista de Spa-Francorchamps tirou o domínio da equipe austríaca nas classificações este ano.


No início do Q1 com a pista úmida, mas somente em determinadas partes do circuito. Os pilotos arriscaram sair com os pneus slicks, entretanto, Vitaly Petrov rodou, chocou-se com sua Renault contra o guard-rail, acabando ali com suas chances, e conseqüentemente, ocasionando a interrupção do treino.

Quando a sessão foi reiniciada, todos voltaram, mas novamente começou a chover em alguns setores da pista e uma nova confusão aconteceu. Desta vez, entre Di Grassi e Trulli que se tocaram e rodaram já na descida, na curva 14, atrapalhando os outros concorrentes que vinham logo depois, mas não foi preciso interromper a sessão novamente.


Depois de Petrov, foi à vez dos pilotos da BMW Sauber abandonarem o treino, já que De la Rosa e Kobayashi, quase que simultaneamente, foram parar na brita. Como a chuva atingiu quase todo o circuito, chegou à vez dos pneus intermediários darem o ar da graça. E assim houve um embaralhamento das posições, e pela primeira vez no ano, Lotus e Virgin conseguiram chegar ao Q2 com Kovalainen e Glock respectivamente.


A chuva deu um tempo no Q2 e a pista seca prevaleceu, demonstrando o verdadeiro potencial das equipes. McLaren, Ferrari e Red Bull que brigam pelo campeonato, passaram fácil para a última parte do treino com seus dois pilotos, além da Williams. Kubica da Renault e Sutil com a Force India completaram os dez classificados para o Q3.


Na decisão da pole position, Lewis Hamilton com a McLaren saiu na frente na primeira tentativa, mas logo atrás, Mark Webber conseguiu superar o tempo do piloto inglês. Logo depois, a chuva voltou a molhar parte do circuito, dificultando a melhora dos tempos. Assim, Mark Webber confirmou mais uma pole position, a 5ª do ano. Lewis Hamilton parte do segundo posto. Robert Kubica muito bem, mais uma vez, com a Renault em terceiro. Vettel em quarto. O estrategista Button garantiu o quinto lugar, aliás, os pilotos da McLaren foram os únicos que conseguiram melhorar suas posições depois da breve chuva no Q3.


Fernando Alonso, da Ferrari que era apontado como favorito para largar da posição 1, ficou apenas em décimo. Os dois pilotos da Mercedes-Benz ficaram no Q2, além do mais, ambos foram punidos: Rosberg perdeu cinco posições pela troca do câmbio, e Schumacher perdeu dez posições pela controversa disputa com Rubens Barrichello na Hungria.


Rubens Barrichello que completa 300 participações em grandes prêmios amanhã largará da sétima posição. Depois da classificação, Timo Glock, da Virgin também foi punido com a perda de cinco posições por bloquear Sakon Yamamoto, da Hispania no Q1. Já Sebastien Buemi , da Toro Rosso foi punido com a perda de três posições por ter bloqueado Nico Rosberg, da Mercedes-Benz no Q2.


A classificação foi interessante, e a corrida promete ser a melhor do ano, e com a chuva então! Já que o circuito de Spa-Francorchamps é o mais adorado e aguardado pelos pilotos. Façam suas apostas!!!


Grid de largada atualizado:

Q3

1°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), 1.45.778 (21 voltas)
2°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren-Mercedes-Benz), 1.45.863 (18)
3°. Robert Kubica (POL/Renault), 1.46.100 (19)
4°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.46.127 (23)
5°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.46.206 (18)
6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.46.314 (20)
7°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), 1.46.602 (19)
8°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 1.46.659 (18)
9°. Nico Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), 1.47.053 (20)
10°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.47.441 (21)

Q2

11°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 1.49.209 (17)
12°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1.50.980 (14)
13°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), 1.47.885 (12)
14°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.48.680* (16) (Punido + 5 posições)
15°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), 2.02.284 (9)
16°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), 1.52.049* (16) (Punido + 3 posições)
17°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), 2.03.612 (6)

Q1

18°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), 2.03.941 (7)
19°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), 1.47.874 (8)
20°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), 2.01.491* (16) (Punido + 5 posições)
21°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.48.267* (16) (Punido + 10 posições)
22°. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), 2.05.294 (6)
23°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), 2.18.754 (5)
24°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), Sem tempo.

Expectativas para o Gp da Bélgica 2010


O aguardado Gp da Bélgica marca o período de definição da temporada. Aqui, no máximo 5 pilotos tem a condição de arrancar definitivamente para o título mundial: Webber, Hamilton,Vettel, Button e Alonso. Além disso,marca a presença de Barrichello em 300 Gps...mesmo com 4 largadas não realizadas, esteve na pista nas 300 vezes, e de modo especial, cativou e atraiu os olhares (por vezes ácidos) para sua carreira gloriosa e sofrida.


Para a corrida, uns podem dizer que a Ferrari é favorita, com Alonso, o que iria embolar de vez o campeonato e mostrar a vantagem da equipe para as duas corridas de retões e emoções (junto com Monza), a evolução da Ferrari etc... mas lá, a Maclaren vem forte, e a Mercedes não. o Mercedes motor é bom, mas o duto da Maclaren e da Ferrari vem ganhando terreno...e na chuva e em Spa, sou mais Hamilton.


Atenção especial para Force India, Sauber, Williams e Renault. Especialmente a Renault e Kubica, que podem dar uma graça se acaso não chova. Chovendo, o esperado e desejado por nós, não só vai ser um Deus nos acuda, como um alento para as grandes: as médias vão ajudar e muito a decidir o capeonato, especialmente roubando pontos preciosos. Tá ficando ainda mais legal o campeonato de 2010, cujas corridas poderiam parecer previsíveis a favor da Red Bull, mas não: mais competitivo, mais aguerrido e mais emocionante.


Agora, se a Red Bull contrariar minhas expectativas e correr bem neste fim de semana, saibam que em tese o carro da Red Bull sofre com a aderência mecânica e a confiabilidade, primordiais em Spa. Não sei até que ponto o motor Renault é um empecilho,diante do melhor difusor-escapamento... entretanto, a Red Bull tem um trunfo além de gases melhor utilizados: o melhor carro para chuva disparado, como só Newey sabe fazer.


Meu desejo de torcedor é que Barrichello brilhe na chuva, mas o motor lasca nessas retas, embora o carro combine certo equilíbrio entre aderência e pressão aerodinamica: ou seja, o carro foi bem melhorado por Rubens& staff tecnico, mas o motor não tem força o suficiente. Mas desejo de coração a todos por uma grande corrida do 300s e muita chuva em Spa


Sobre Barrichello 3oo eu guardei um post para publicá-lo na segunda feira. Lamento pela ausência no blog, mas eu estou com diversos problemas de saúde costal, digamos assim: e uma maneira para que eu comemore, na quinta, meus 22 anos de maneira bem "divertida". Além dos jogos do vozão, só saio de casa pros tratamentos, p/natação (tratamento rsrs) e p/ namorar.

sábado, 7 de agosto de 2010

Sobre Veteranos e Novatos.


Virou uma tendência, desde que foram proibidos os testes na Fórmula-1. A valorização dos pilotos com mais experiência na categoria em detrimento a pilotos jovens e promissores, mas sem bagagem profissional, claro que, com exceção dos pilotos pagantes que nunca saíram da moda. Exemplo disso aconteceu na Equipe Brawn em 2009, com a negativa de Ross Brawn ao novato Bruno Senna, mantendo assim, o experiente Rubens Barrichello ao lado de Jenson Button na empreitada.


O renascimento das carreiras de Rubens Barrichello, Jenson Button e Mark Webber na temporada passada, incentivou outros profissionais, donos de equipe, dirigentes e patrocinadores a manterem investimentos e acreditarem na experiência e no conhecimento desses caras. Além de aflorar o arrependimento de muitos que deixaram a categoria. Antigamente, a F-1 via com naturalidade bons pilotos estreando aos 35 anos.


Atualmente pilotos ainda no Kart já tem contratos vinculados às grandes escuderias da F-1. Lewis Hamilton é o grande exemplo disso. Recentemente, o canadense Lance Stroll, de 11 anos, tornou-se o mais jovem piloto a integrar a Academia de pilotos da Ferrari. Mas deixando um pouco de lado o contexto de uma sociedade que valoriza demais a juventude. Renovar é preciso, mas talvez, não da maneira que vinha acontecendo.


Vejamos, em 2010 tivemos de volta à ativa de Michael Schumacher pela Mercedes-Benz e de Pedro de la Rosa pela BMW Sauber. Rubens Barrichello foi escolhido como a pedra-chave para reerguer a Williams. Jarno Trulli faz uma temporada honesta dentro das possibilidades e expectativas apresentadas pela Lotus e deve ser mantido no ano que vem. E olha que esses pilotos ainda são remanescentes da década de 90.


O desempenho e as atitudes de Mark Webber, piloto da Red Bull, também alimentam essa discussão entre renovar ou manter. No início do campeonato houve até uma campanha implícita de “aposenta Webber” por parte de pilotos, torcedores e comentaristas devido ao seu mau aproveitamento com o melhor carro do grid. Mas passado a metade do campeonato. Quem lidera o campeonato com o dobro de vitórias em relação aos principais concorrentes ao título?


Depois da redenção de Jenson Button, pelo segundo ano seguido, a Fórmula-1 pode ter um campeão, que para muitos, já tinha o prazo de validade vencido.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A fechada e a polêmica do race control


Eu confesso que mais uma vez não pude ver a corrida ao vivo. Tive que ter drops de emoções ao ver a corrida gravada, já sabendo por cima o que havia acontecido. Como na lição do filme "Lisbela e o prisioneiro", o importante não é saber como aocnteceu, e sim ver como aconteceu. O que vi foi uma manobra ousada sem dúvida de Rubens Barrichello. Mas, acima disso, vi uma sandice de Schumacher, ao achar que sua fechada passaria desapercebida.

"Blackflag! You have to give' im black flag!"Disse Rubens.

Os detratores de Rubens bradam sua boca-grande ao dizer que ele não era para ter reclamado desse jeito, que ele num pode dizer nada de ninguém, mas sinceridade: essa foi de enlouquecer. Rubens foi corajoso e não desistiu da possibilidade. Então, que Schumacher percebesse que não dava.

Os fãs de Rubens bradam a bandeira preta. Eu concordo até, pela violência da coisa, mas a incoerência se instauraria pela permissividade de comissários a outras fechadas. Fechada em muro não é defesa de posição, mas o que a F1 mais peca no momento é de incoerência.

Se culpa o race control, com frequencia, em diversos blogs amigos e outros nem tanto. Entretanto, às vezes esse controle precisa existir. Algumas das sandices ocorridas na pista, e alguns problemas que ocorrem nela, precisam ser investigados, questionados, postos à prova, com os vídeos e todos os recursos que a F1 dispõe e outros esportes fingem não saber.

As decisões nem sempre são as melhores, e nem sempre gostaremos mesmo quando fazem sentido.

Lembro de Alonso ano passado com a roda fora na Hungria. A Renault por isso não correria na Valência. Correu, porque faltaria dois carros num grid enxuto demais, e pela pressão de um piloto local poder ficar de fora... a Mercedes poderia ter matado o comissário; o que mais ouço disso é o mesmo da outra vez: ah, num matou, num pegou em ninguém, fica por isso mesmo.

O caramba!

Em um esporte (e seus fãs) que chora a morte de um mas tem vergonha de admitir o perigo que é, que faz uma apologia da segurança e esquece da competitividade para depois ousar na competitividade e abusar da falta de segurança, parece que muita gente quer mesmo ver o circo pegar fogo e tudo beleza.

Posso ter ferido com o orgulho de uma subclasse parcialmente grande e influente dos torcedores de F1, mas este ponto de vista precisa ser dito: é preciso questionar o saudosismo fatal da diversão pela barbárie.

O sentimento purista se corrói se um piloto fecha o outro e é punido, mas vale lembrar que se pode disputar um pega dos infernos com muita classe e estilo. Que digam Villeneuve e Arnoux.

Com tanta coisa a se dizer do lado esportivo em baixa, do corporativo em impressionante reforço pós jogo-sujo da Ferrari, não se pode confundir competitividade com sandice. Nem espetáculo com pão-e-circo.

Provavelmente serei muito mal compreendido depois deste post, mas este blog e eu, com o posicionamento de um historiador, não poderia ficar calado.

domingo, 1 de agosto de 2010

Grande Prêmio da Hungria 2010.


Festa para Red Bull em seu centésimo grande prêmio na Fórmula-1. A equipe que já havia garantido os dois primeiros lugares na classificação no sábado, e confirmou seu favoritismo, hoje, com Mark Webber que reassume assim a liderança do campeonato. A festa só não foi maior pela punição à Vettel que tirou da equipe uma dobradinha certa.


Na Largada, Vettel manteve a liderança com Alonso assumindo o segundo posto, deixando Webber em terceiro e Massa em quarto. Lewis Hamilton que partia do quinto lugar perdeu a posição para Petrov, mas conseguiu recuperá-la. Mais atrás a situação foi complicada, Jenson Button com outra McLaren que partia de 11º, até largou bem, mas escolheu o lado de fora pra fazer a tangência na primeira curva e perdeu várias posições.


Tudo seguia normalmente, na já esperada fila indiana proporcionada pelo circuito de Hungaroring, até que uma parte do aerofólio dianteiro de Vitantonio Liuzzi, da Force India se soltou no meio do traçado, provocando a entrada do Safety Car. Com isso, aconteceu uma verdadeira confusão nos boxes com quase todos os pilotos parando ao mesmo tempo. Na pressa em liberar seus pilotos o mais rápido possível, Renault e Mercedes-Benz armaram uma lambança e acabaram com as corridas de seus respectivos pilotos.


A Renault liberou Robert Kubica do seu pit stop bem na hora que Adrian Sutil, da Force India entrava para sua parada, no boxe vizinho. Ambos os pilotos não puderam fazer nada para evitar o choque. Sutil teve que abandonar na hora, Kubica ainda retornou para corrida. Levou uma punição de dez segundos parado nos boxes e logo depois abandonou.


Na Mercedes-Benz, o ocorrido foi com Nico Rosberg. A equipe liberou o piloto, mas não apertou bem a roda traseira direita que se soltou, passeando e pulando perigosamente pelo pit lane.


Apenas dois pilotos não pararam com o Safety Car. Rubens Barrichello, da Williams e Mark Webber, da Red Bull que assumiu a liderança. Fazendo voltas de classificação Mark conseguiu abrir uma boa vantagem para Alonso e Vettel que, aliás, foi punido com um drive through por não respeitar a distância mínima para o Safety Car. O australiano conseguiu manter os pneus mais macios por um bom tempo, transformando isso no seu trunfo para vitória.


Lewis Hamilton acabou abandonando, e conseqüentemente, perdendo a liderança do campeonato para Webber. Jenson Button ainda conseguiu marcar pontos com o oitavo lugar, mas perdeu a vice-liderança. Ótimo desempenho de Vitaly Petrov, da Renault que havia superado Robert Kubica pela primeira vez no ano na classificação de ontem e na corrida, foi agraciado com o quinto lugar. Outro destaque da prova foi Nicolas Hulkenberg que finalizou em sexto, e anda dando mais trabalho para o experiente companheiro de Williams. Pedro de la Rosa, da BMW Sauber marcou seus primeiros pontos no ano em sétimo. Para felicidade de Peter Sauber, Kamui Kobayashi também pontuou, em nono.


Rubens Barrichello que não havia parado com a intervenção do Safety Car, vinha em quinto, mas não conseguiu abrir uma distância razoável para os demais concorrentes, e tendo que fazer uma parada obrigatória para troca de pneus. Faltando 15 voltas para o fim Rubens fez sua parada e retornou em décimo primeiro, atrás de Michael Schumacher. Com pneus novos, Rubens rapidamente alcançou Michael e começou o duelo. O piloto da Mercedes fez de tudo para manter a posição, mas com os pneus novos e um desempenho superior, Barrichello finalmente conseguiu superá-lo no final da reta, mesmo quê, quase acertando o muro forçado pelo ex-companheiro de Ferrari.


Michael Schumacher perdeu o décimo lugar, mas continua se divertindo, conforme Rede Globo. A diversão de hoje foi jogar Rubens Barrichello no muro, mas isso lhe custou dez posições no próximo GP, como punição! O tempo passou, o desempenho mudou, mas a personalidade do alemão continua a mesma.


A Fórmula-1 entra de férias e só retorna no fim desse mês com Mark Webber e a Red Bull mais fortalecidos do que nunca!

Resultado Final:

1°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), 1h41min05s571 (70 voltas)
2°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), a 17.8
3°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), a 19.2
4°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 27.4
5°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 73.1
6°. Nicolas Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), a 76.7
7°. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta
8°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 1 volta
9°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta
10°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), a 1 volta

Não Pontuaram:

11°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 1 volta
12°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), a 1 volta
13°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), a 1 volta
14°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), a 3 voltas
15°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), a 3 voltas
16°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), a 3 voltas
17°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), a 3 voltas
18°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), a 4 voltas
19°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), a 4 voltas

Não Concluíram/Número de Voltas:

20º. Lewis Hamilton (ENG/McLaren-Mercedes-Benz), 25
21°. Robert Kubica (POL/Renault), 25
22°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 17
23°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 17
24°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 2

Melhor Volta:

Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.22.352 (Volta 70)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O preço que se paga às vezes é alto demais

Vi o treino e vi a corrida. Não vou criar uma overdose de palavras sobre o mais do mesmo. Muitos por aí deram seu recado. Eu mesmo dei alguns pitacos em comentários em outros blogs só pelo que tinha lido. E vi o retrato fiel. Confesso que o sentimento foi de...constrangimento.

Em Spielber, 2002, a Ferrari havia historicamente se autofagocitado da F1. Involuiu. Pagou um mico homérico. Sujou a carreira de um piloto já muito malhado pela imprensa conterrânea e sujou a reputação de um campeão controverso. Num país de mesma língua, oito anos depois, sujou uma carreira de altos e baixos, mas sem perseguição de imprensa, e sujou a reputação de um piloto campeão, mas controverso.

Schumacher em sua carreira fez mais controvérsias, Alonso botou mais fogo no circo. Outros campeões foram assim controversos, assim favorecidos pelo tal do jogo de equipe. Corpóreo, nocivo, mas altamente defendido pelo status quo de uma categoria essencialmente capitalista, corporativista- uma excrescência do capitalismo atual. Jogo de cena, rádio revelador. Nada mais contraditório...mas a vida é contraditória. Nossas trajetórias são contraditórias, então nos chocamos com a contradição dos outros.

E ainda sim temos que nos indignar.

Barrichello 8 anos depois mostra sua indignação de maneira sutil, e revela o passado num futuro com a mesma peculiaridade de um historiador: a escrita, a fala, sobre o passado, é fruto de seu tempo. O revisto, cortesia da mesma Ferrari, é revelador. A equipe, o negócio, o patrocinador, o investimento, são os donos. O esporte é um aspecto superficial. Deu pensando em receber, e em troca recebeu mais cobranças, mais jogo de equipe.Não tinha mais carro, ficou no mesmo. Errou, sentiu que não dava mais, viu que assim jamais seria campeão. Seus admiradores e torcedores, seus fãs..sua imagem em frangalhos.

Felipe Massa, na efeméride recente, no luto pelo tio, virou de si mesmo. Cruel coincidência.

Na transmissão, o chilique ridículo de Alonso, o tom constrangido e incrédulo da Globo, cada detalhe...Alonso passa a andar mais rápido, após ter trocado voltas mais rápidas...Vettel que se aproxima. Massa que deixe passar... A mensagem velada, a transmissão da FOM elucida. Massa perde a vontade de correr. Vettel alcança. O elogio no fim, o cinismo do campeão, a hipocrisia de uma equipe ridícula.

Lauda vai no ponto: um vexame. Mesmo hipócritas que somos, que o velho tricampeão é, isso tá errado!
Azar às corporações. Nenhuma delas resolve minha vida, paga meus impostos... me dá sim um compromisso com a veiculação de opinião e um prazer bizarro de ver um jogo de cena.

É constrangedor, é patético, faz mal, dá nojo. E tem gente que defenderá um ou outro, e de quebra perde o fio da meada: o corporativismo, o jogo de cena, a equipe de milhões de fãs.

E a contradição de quem engana a quem a abastece.A alimenta. Na falta do que ter, a Ferrari abraçou o Santander.

Ps: gostei da transmissão do Luiz Roberto. Tirando o VRT, que para mim não me incomoda nem um centavo, mas aos amigos que seguem a linha FGomes e Victor Martins de criticar, é de fato bobagem...transmissão dinâmica, opiniões condizentes... sem pachequismos, sem palhaçada.

Comentarei a expectativa para a corrida amanhã.

domingo, 27 de junho de 2010

Gp da Europa 2010- Lótus 500 Gps e Hamilton mais uma vez ajudado pelos comissários


Em tempos de copa do mundo, as atenções poderiam até se voltar temporariamente para o Gp da Europa. A corrida, que marca os 500 Gps da Lótus, que na minha opinião foi uma simpática maneira de dar um número redondo a uma equipe histórica, e eu pessoalmente não dou a mínima se o nome está no lugar certo ou não. Parabéns à parte para a Lótus (a qual homenageio com a cor da equipe no post), a corrida teve emoção apenas por causa de um acidente espetacular, praticamente reprisando o acontecido antes na Gp 2 com Josef Kral. Mais sorte para Webber, que saiu ileso (só não na classificação do campeonato)


De fato, a corrida não teve muitas ultrapassagens, mas valem nota duas ultrapassagens no fim da corrida, após a necessidade, por regra, da troca de pneus, por Kobayashi. Ele finalmente volta a ser visto no mundo da F1 pq diferente de todos os seus compatriotas anteriormente, é arrojado ( isso Às vezes traz bons resultados). Como sempre, os incidentes seguidos de safety car e nestas mudanças estratégicas, Jenson Button vem se dado bem. Ele que provavelmente não teria chances de estar tão bem na corrida, chegou em terceiro.
Mas foi Hamilton quem mais se beneficiou, só que por conta de uma manobra errada, ultrapassando o safety car! Hehehh. Demoraram tanto para dar a punição que Hamilton voou baixo, ajudado por Kobayashi, o mais ajudado pelo safety car, pq não parou, e ficou segurando o outro pelotão enquanto Vettel tranquilo sobrava na ponta.
Os outros razoavelmente ajudados pelo safety car foram Barrichello, que em condições normais lutaria pelo sexto ou sétimo, mostrando a melhora da Williams em termos de eficiência aerodinâmica,e que contou com motor novo. Infelizmente para a equipe o motor Cosworth não ajudou Hulkenberg, e eles na próxima corrida provavelmente não terão um motor tão eficiente.
Buemi novamente andou nos pontos, assim como Sutil e Kubica, que pressionou Barrichello sem sucesso a corrida inteira. Estes quatro citados aqui sobram mesmo em suas respectivas equipes...outro que sobra em relação ao companheiro éRosberg, que sobreviveu às mudanças estratégicas da corrida, embora quem tenha lutado e feito ultrapassagens foi Schumacher, que no fim das contas conseguiu outro mal resultado. Olha...se até o Brawn disse estar decepcionado,é porque as coisas não andam nada bem no clima interno da equipe.
No outro lado da força, a Lótus sofreu imensamente, mas com os acidentes. Lucas di Grassi deu um belo X no companheiro e B. Senna nem em termos de largada se saiu bem, o que era seu forte antes. Levou pau mesmo do companheiro nesta etapa. E levar pau do Chandhok é apelação.
No campeonato, Hamilton é mais líder do que nunca; todos os dois pilotos das duas principais equipes neste campeonato, Maclaren e Red Bull agora tem duas vitórias...e a briga promete esquentar daqui a duas semanas, no dia da final da copa, no Gp da Inglaterra...agora fala sério,custava adiar um fim de semana?
Errata: por conta de uma punição causada pela aceleração excessiva enquanto o safety car estava na pista, diversos pilotos sofreram punições, com o acréscimo de 5segundos no fim da corrida: Button, Barrichello,Kubica, Sutil, Buemi, De La Rosa, Petrov, Liuzzi. O Hulk também iria ser punido, mas nem terminou a corrida. De relevante, a troca de posiçoes entre Buemi e Alonso, que ganhou uma posição, e Rosberg que ganhou duas posições, chegando na zona de pontuação.

domingo, 4 de abril de 2010

Gp da Malásia- a chuva não veio mas a corrida foi boa


- A chuva não veio, mas a tchurma de trás garantiu uma boa corrida, com várias e boas disputas, principalmente no que se formou o pelotão intermediário, com Ferraris e Maclarens rapidamente chegando nas Toro Rossos e Force Indias.

- A Red Bull coube o papel de sumir na liderança, como de costume, e lá disputar apenas por sua permanência lá...lutar, eu digo, contra as possíveis quebras e faltas de confiabilidade, mais mecânica do que de motor, aparentemente.

- Boas disputas merecem ser destacadas, como as de Petrov e Hamilton, com o incrível X do russo e a incrível falta d desportividade de Hamilton, que mudou a trajetória 3 vezes com medo de levar outro X. Numa dessas, se fosse outro piloto teria recebido mais do que uma advertência, o que dá para se questionar da falta de critérios quando se trata de campeões mundiais. Se assim fosse, os campeões mundiais deveriam começar o mundial com 1 ponto a mais por cada título conquistado ou 1 segundo por campeonato... as disputas entre as Williams e Toro Rossos, cada uma com vantagem para os energéticos. E as das novatas, principalmente entre Lótus e Virgin (curiosamente cada uma com um furo de pneu para os malaios e uma quebra de bico,para os ingleses). Disputas roda a roda, boas performances, corrida boa.

- A Mercedes disputa um campeonato regular e constante com Rosberg, e uma totalmente barrancada com Schumacher. Uma quebra, decorrente de uma porca que se soltou (o mesmo problema do Vettel na Austrália) foi a responsável por mais uma decepção para o kaiser, que creio eu agora estar já pensando na nova aposentadoria mais breve do que se espera.

- A Ferrari possui um motor catastrófico, creio eu. Porra, três motores estourados, e o sortudo da vez foi Massa, ele o prejudicado no Bahrain. Alonso sentiu na pele a incompetência da Ferrari o fim de semana inteiro, mas fez boa corrida. Só boa. Errou duas vezes ao abordar Button, seu nêmesis. Andar no vácuo voltou a ser possível, o que é ótimo para a F1, mas creio ter ferrado com a corrida do asturiano. Massa fez uma boa corrida, andou na medida do seu carro (bem quando os pneus rendiam, mal quando eles não rendiam), e faz um campeonato da regularidade,em relação aos irregulares na disputa direta pelo campeonato (exceto Rosberg).

_ Menção honrosa para Alguersuari e Hulkenberg, que pontuaram pela primeira vez, e nessa ordem, em 9º e 10º. Vale considerar que se fosse no ano passado, nenhum deles pontuaria, mas e daí... E para Lucas de Grassi, Karun Chandhok e Bruno Senna, que terminaram suas corridas...Trulli também, embora com muitos problemas. Aliás, a Lótus passou a ser mais inconsistente do que o normal, ao passo que a Virgin, com Di Grassi, teve um rendimento razoável. Senna, ao contrário, sente o peso de um ano sabático (burrice dele, eu acho), enquanto Chandhok ficou quase 1 volta na sua frente.

- Finalmente, louros para Sutil. Ótima corrida, segura, sem erros. Segurou Hamilton no final com destreza. Coroou seu bom rendimento nas classificações, e viu Liuzzi ser o azarado da vez. Com o 5º lugar, já faz 10 pontos, está no top 10. Bom começo para a Force India. Melhor ainda para a Renault, com Kubica. Vai cavando uma vaga em um cockpit mais valioso para os próximos anos, sem dúvida. Renault e Force India de fato disputam a liderança no 2º pelotão.

Por fim, um comentário sobre Rubens Barrichello. Ou melhor, sobre a imprensa e as circunstâncias: Rubens largou mal, por conta de um problema na embreagem. O mesmo explicou depois da corrida que não foi igual ao dos tempos de Brawn (na época, ano passado, ele entrava no anti-stall, uma espécie de meio-termo entre ponto morto e marcha...menos mal do que hj, quando o carro simplesmente não botou marcha). Lucas de Grassi teve grande reflexo ao escapar do carro de Rubinho, e fim de papo; Corrida sofrida, de recuperação para Barrrichello, com alternâncias de ritmo, e uma disputa com Buemi roda a roda, e toque e tudo, com a vantagem para o suíço narigudo.

Aí no fim, pós-corrida, ao vivo na Globo, Rubens mostrou falta de tato. Conhecida falta de tato, ok. Pontual, em uma brincadeira com Di grassi, chamou em tom de brincadeira o carro de "porcaria", que "ainda não está bom". Porcaria em relação à Ferrari de Massa. Muito superior para a porcaria de fato da Virgin. Após isso, sites como o Grande Prêmio e Uol voaram em cima da declaração. O Jornalismo melhorzinho do Tazio deu chance a Rubens esclarecer a brincadeira, e ele o fez. Morreu Maria preá? Que nada, pq os detratores de Rubens não vão se cansar. Os fãs da Williams se atingiram.

Na minha opinião, reação descabida, exagerada, como tudo que circula a carreira de Rubens no Brasil. Besteira mesmo. Se não gostaram, se se sentiram ofendidos com isso...esqueçam, não percam o tempo se aborrecendo com algo tão irrelevante, tão pontual.

Flávio Gomes arriscou dizer que a equipe iria saber e não iria gostar. Detalhe: ele relativizou, fato raro para o Gomes, mas não perdeu a oportunidade. E ainda deixou claro que a imprensa é assim. Dá p/ ver então o nível da mesma.

- O que realmente me importa é que o campeonato está interessante, disputado, melhor por enquanto do q 2009...pilotos diversos disputando o campeonato, corridas boas...não me engano: a Red Bull superou fácil os outros e tende a se acertar, mas vou aproveitar o bom momento e curtir a boa temporada que se desenhou.

sábado, 27 de março de 2010

Treino Classificatório- Gp da Austrália


Deu Vettel na pole em Melbourne... algo previsível, diante das expectativas para os treinos. Aqui, fiz alguns acertos em relação à classificação, como a melhoria da Williams, e da presença de Sutil e Kubica no Q3. As novatas mais confiáveis, embora lentas ainda ( a Lotus agora ganhou consistência), o pelotão terciário para Sauber e Toro rosso, e o amplo domínio do G4.


Destaques: Vettel, Alonso com 7 décimos em relação a Massa (ele explicou que foi a sua dificuldade em acertar o carro e ter aderência na temperatura mais baixa), a boa posição de Barrichello, e os maus rendimentos de Hamilton, que não foi ao Q3, ficando apenas em 11º, de Hulkenberg, 15º e Petrov, 18º, ele que vinha bem nos treinos até então...

Reporte completo mais tarde...agora voltarei a dormir...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Williams: Rubens Barrichello vs. Nico Hulkenberg.



9. Rubens Barrichello:

Piloto com maior participação em GP’s na categoria. Rubens Barrichello parte para sua 18ª temporada na F-1. Depois de quase aposentado no final de 2008, o piloto brasileiro ressurgiu em 2009, pela Brawn, finalizando o ano em 3ª lugar e com duas boas vitórias. Chega a Williams na perspectiva de trazer a equipe de volta aos bons tempos. Deve andar constantemente na zona dos pontos.

10. Nico Hulkenberg:

O mais badalado estreante de 2010. O alemão Hulkenberg chega com moral à Fórmula-1, atual campeão da GP2, além de outros títulos em diversas categorias escolas. Empresariado por Willi Weber, Hulkenberg já é familiarizado com o ambiente da categoria, pois é test-driver da equipe inglesa desde 2007. E com certeza, dentre os novatos, é o mais bem preparado e promissor piloto. Veloz e constante foi muito bem nos testes de pré-temporada. Esse promete!


Sir Frank Williams, espera sorrir novamente em 2010. Com uma nova dupla de pilotos, um novo motor, que, aliás, foi muito constante e passou muita segurança a todos do time. Mas, a equipe tem se concentrar no desenvolvimento contínuo, ao longo da temporada, pois, a Williams sempre começa bem, e vai perdendo as forças no decorrer do campeonato. 2009 foi difícil, apenas Rosberg pontuou. Patrick Head e Sam Michael não viam à hora de o ano acabar, para se livrarem da Toyota e do Nakajima.

O FW 32 é bom chassi, e Rubens Barrichello deve aproveitar-se da experiência para se sair melhor, mas tem está ligado no alemão!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Expectativas para 2010- as intermediárias...ou não!

Ola amigos...não estou bom para promessas. Não pude retornar tão rápido para dar o ar de minha graça, mas estava providenciando minha volta aos estudos de inglês , estudando como fazia tempo do contrário. Eu ainda aparecerei com um post aqui falando sobre minha pesquisa ou sobre a experiência em um kart...espero que ao menos essas promessas eu cumpra rsrs


Aqui vou eu com as candidatas a intermediárias, excetuando a Sauber, de que já falei antes:

- No topo delas, aposto a Williams. Com uma dupla que parece ser bem mais forte que a antiga (pudera... com o Nakajima-sushi boy...seria complicado). Rubens Barrichello vem disposto a mostrar ao mundo da F1 que é forte o bastante para levar a Williams a outros ares e mostrar que tem, ao menos, potencial para vencer na F1. A Williams vem numa escalada vista a olhos nus do ponto de vista tecnológico e aerodiâmico. Tendo um motor melhor que os Toyota, antes fortes, agora fraquíssimos, a equipe já prometeu um carro mais arrojado aerodinamicamente e os testes com o Cosworth são claramente feitos para os Williams. Claro, ponte perfeita para os Cosworth resgatarem sua dignidade em uma equipe de respeito. Pelas últimas declarações, podemos pensar, talvez, em um carro menos gastador do que se imaginava, pq pela potência os dinamômetros acusaram uma das altas...Ver para crer.

Em categoria de aprendizado, um Hulkenberg que promete dar trabalho. Desde a primeira vez que ouvi falar dele, e de quem o gerencia,pensei o seguinte: esse é um cara que vai dar trabalho... Estava certo. Willi Weber nao dá uma fora. O que, por uma lado, é ótimo para Rubens (que vai ter alguém bom para empurrá-lo) como para a Williams.

- Renault: O companheiro d eKubica deve ser Petrov. Um vice-campeão russo, cheio de petro-dólares e euros e todasa as moedas do leste europeu que ainda não sejam euros...tem jeito não. Duvido que seja outro; vai ser interessante ver Kubica puulverizar um companheiro de equipe de um país que historicamente tem problemas com a Rússia. Vide pan-eslavismo e expansão do comunismo...o Liberdade como resistência anti-comunista?

Fora isso, o desenvolvimento do carro é um mistério. O q não é mais mistério é que teremos uma empresa por detrás da Renault F1 Team, com um diretor de equipe manjado e não-pnc*,

Candidata ao meio do time por vocação.

-Mais atras, elejo a Force India. Tem o Sutil, o aporte da Maclaren e tem mais atenção do governo indiano, por conta da corrida em 2011... Liuzzi precisa mostrar a que veio...mais uma vez. E torço muito para que Paul di Resta consiga uma chance p/ correr. Ele é bão. A equipe de Vijay pode dar trabalho em alguns circuitos novamente e angariar alguns pontinhos, provavelmente com o Sutil, se ele deixar de ser Mansell da época da Lótus...

- No limiar, a Toro Rosso: o emo Alguersuari vai ser menos ruim, mas não dá p/ estar na F1. Não ainda. Precisa ainda passar pela GP2. Tem um cara como o Parente aí disponível...e eles persistem num programa de jovens talentos imposto pela Red Bull. Buemi é o que ainda vai salvar a equipe; O carro sendo feito pela própria Toro Rosso...sei não...candidata a Minardi. Ops...veio dela.

Em breve, espero, o post das favoritas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Atrasadíssimo- Gp do Brasil, mas sem o mais do mesmo


Com vocês o atrasadíssimo post sobre a corrida de domingo passado. Com Jobson impossibilitado pelo pc dele em casa, e eu com muitas coisas a se fazer, inclusive estudando para concursos (desejem-me sorte) deixei este post p/ depois. Foi legal, pq me furtarei a repetir o que todos disseram, como uma nova narração da corrida.


Comentarei o desempenho de cada um e nos próximos dias, sem falta, traremos as notas. As coisas estão lentas, mas o blog still remains!


- O destaque da corrida se chamou Jenson Button. Sim, em termos de pilotagem, Jenson Button fez a melhor performance da corrida, por duas razões:


a) uma corrida em que saiu de trás, e fez ultrapassagens arrojadas em condições arriscadas, sob pilotos novatos e o estreante Kobayashi, se arriscando como raramente se viu nesta temporada ou na carreira do cara na F1.


b) justamente por ter saído de trás, e não largando na pole ou primeira fila e fazendo corridas à lá Schumacher, economizando pneus no fim depois de ter vindo feito um relógio a corrida toda, Button andou melhor do que antes. Esse tipo de pilotagem será uma vantagem e uma desvantagem para próximo ano...reflexões que trarei próxima semana.


- O outro destaque, logicamente que foi Kobayashi, que segurou Button com frieza, arrojo e estilo, coisas impensáveis para um novato. Ainda há muito do que se esperar de Koba, mas com certeza foi o estreante do ano. Gostaria de vê-lo na Toyota ano que vem, mas seria igualmente interessante para ele andar novamente pela GP2 próximo ano, como aprendizagem... se bem que a GP2 próximo ano me parece que vai ser fraquinha.


De qualquer forma, Koba pareceu ir melhor de F1 do que de GP2, algo que me parece, mesmo abissalmente, possível.


- Não deu para Barrichello. Muitos comentários sobre ele, comentários do Credencial do Ico, o que Flávio Gomes escreveu (e muitos disseram ser definitivo, mas nada do que muitos já escreveram sobre Barrichello e Globo, inclusive ele) etc. O fato é que ele não tinha carro para vencer em condições "normais". O carro estava aacertado para chuva, e não para condições normais.


Ah, mas os Brawn não são melhores em clima seco? Sim, but... Interlagos mesmo em clima seco se encontra 800 mts acima do nível do mar, e é frio. E muito para além disso, as qualidades da pista são como Silverstone, Suzuka, Spa.. circuitos de alta com subidas e descidas em alta velocidade, coisas que os RBR adoram e os Brawn não.


Barrichello fez o certo, junto com Jock Clear, seu excelente engenheiro: largaram leve, pero no mucho mas leve que Webber. Fez a pole fantasticamente, dando um show na chuva como fazia tempo que ele não fazia. Apostou para acerto de chuva, de climas incertos. Se deu mal. Aliás, todos que apostaram em condições sem chuva, com o adiantamento da corrida em 1 hora por conta do horário de verão se deram bem, vide Kubica, Hamilton e Button.


No começo, tinha tudo para abrir boa vantagem, pelo menos para Rosberg e Kubica, mas os acidentes e o safety car o atrapalharam, minando no mínimo duas voltas a mais para Barrichello. Com a saída do safety car, Kubica passou Rosberg, e isso foi péssimo para Rubens. E mais ainda, não conseguindo abrir para Kubica, ficou preso no 2º stint.


Nesse 2º stint, o carro não se deu com o novo jogo de pneus. Lógico... o jogo era o ideal para um acerto instável, e ruim para um estável. Como o limite de jogos por fim de semana existe, só sobrou aquele. E foi um problema. Sofreu, ficou lento e instável. Perdeu aí posições até para Button...mas a equipe foi esperta e antecipou a parada. Opção correta, na hora.


Só que na saída dos boxes, o pneu furou. O carro andou muito rápido no começo, e aliada à antecipação, recuperou de Vettel e Button, mas o pneu fez com que tudo se perdesse. Isso, e não outra coisa, fez com que Hamilton lhe tomasse a 3º posição, mesmo com kers e tudo. Um 8º lugar que poderia ter sido 3º, e teria também sido graças a Kobayashi, que segurou Button e Vettel por conseguinte. A ajuda de Koba foi compensada com o furo do pneu.


- Vettel foi razoavelmente discreto, mas preciso. Entretanto, perdeu qualqer chance de vencer o campeonato este ano. Teria tido mais chances se tivesse largado da frente? Não, pq Button fez o serviço bem feito. Passou Barrichello lento pós-boxes com uma manobra meio agressiva demais, mas interessante... pq em condições normais Vettel não é um bom ultrapassador. Nesse ponto Button é muito superior, e Barrichello também. Ao menos, com o furo do pneu de Barrichello, o passou no campeonato e provavelmente assegurará o 2 lugar em Yas Marina.


- Hamilton foi o coringa da corrida. Lá de trás, foi o cara de maior sorte na corrida, tendo se ferrado na largada e recuperado tudo numa parada certa na hora certa. Isso me lembrou a largada de Barrichello em Spa. Só que Hamilton ainda foi melhor, com um Kers como fiel aliado.


- Kubica ganhou a segunda posição passando Rosberg. Isso pq teria perdido tempo atrás do alemão-finlandês-multinacional-plioto da Mercedes Benz, esse sim um azarado pq quebrou o câmbio e vai perder posições para a última corrida. Grande corrida do polonês, que deve se perguntar se conseguirá o mesmo com um Renault ano que vem.


- Destaque também para Buemi. O cara melhorou um pouquinho, principalmente nos treinos classificatórios. Lógico que acompanhou o momento bom do carro da Red Bull com a Toro Rosso, mas seria o estreante do campeonato se não fosse Koba. Observar ele bem próximo ano não nos custará nada.


- O arranca-rabo de Trulli com Sutil foi ridículo. Nada a comentar senão que ele estava errado e devia ter ficado calado, ou esfriar a cabeça e depois falar com o cara. Nada a ver, mas deixou a largada mais eletrizante hehehe


- Kovalainen não teve culpa no incidente no pit. O cara deu o sinal para ele e ele foi. Só que isso quase cegou o ídolo da nossa leitora Carol cego. Minha mãe quase deu um pulo do sofá nessa hora. Kimi fez uma boa corrida, apesar dos pesares, e mesmo com a batida na largada, deu sorte de campeão e chegou em 6º. Entro na torcida para que Kimi corra com um carro competitivo na F1. Sinceramente, ele deveria abaixar um pouco a bola e ir mesmo para a Toyota, deixar de ser tão fechado e assumir um compromisso de crescer junto com a Toyota. Capacidade para isso ele tem. A Maclaren seria a opção melhor possível, mas Hamilton é mais forte do que se pensa lá dentro.
- Grosjean...pede p/ sair!
Espero que tenham gostado de minhas tardias, mas infames observações. Espero tb não ter sido reprodutor do que já foi dito por aí. Se não for um papagaio, já ficarei feliz.
E parabéns à Brawn Gp , ao grande mestre Ross Brawn (winning-machine) e a Jenson Button, que finalmente fez uma corrida convincente de campeão do mundo (e nem precisou vencer).
E por último, quase desimportante mas sim, válido, para a tranquila corrida e bem vencida por Webber,depois de 5 insucessos que o tiraram completamente da disputa pelo título.

domingo, 18 de outubro de 2009

Treino Classificatório- Gp do Brasil (com os pesos)

1. Rubens Barrichello (Brawn GP) - 650,5kg
2. Mark Webber (RBR) – 656kg
3. Adrian Sutil (Force India) - 656,5kg
4. Jarno Trulli (Toyota) - 658,5kg
5. Kimi Raikkonen (Ferrari) - 651,5kg
6. Sebastien Buemi (STR) – 659kg
7. Nico Rosberg (Williams) – 657kg
8. Robert Kubica (BMW-Sauber) – 656kg
9. Kazuki Nakajima (Williams) – 664kg
10. Fernando Alonso (Renault) – 652kg
11. Kamui Kobayashi (Toyota) - 671,6kg
12. Jaime Alguersuari (STR) - 671,5kg
13. Romain Grosjean (Renault) - 677,2kg
14. Jenson Button (Brawn GP) – 672kg
15. Vitantonio Liuzzi (Force India) – 680kg
16. Sebastian Vettel (RBR) - 683,5kg
17. Heikki Kovalainen (McLaren) - 656,5kg
18. Lewis Hamilton (McLaren) – 661kg
19. Nick Heidfeld (BMW-Sauber) - 650,5kg
20. Giancarlo Fisichella (Ferrari) - 683,5kg
Mais comentários amanhã...pq hj eu não vi o treino ( razões bastante justificáveis !) Assim que tiver condições de ver (como o treino durou demais, minha gravação do treino furou sem ter condições de ver o resto do Q2 ¬¬)
- Rubens de novo na pole position é simplesmente fantástico. Independente do que Button fizer da 14ª posição, Rubens mostrou a que veio em Interlagos: disputar a vitória para se manter mais vivo e lutar por uma vitória inédita em casa. Uma vitória seria simplesmente fantástica. E merecida: 2003 ficou entalado na garganta de muita gente.
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Agora com os pitacos...
- Rubens fez certo ao largar na pole? É óbvio. A vantagem de não ter o spray na cara é que faz com que o carro da frente esteja mais seguro para acelerar e o de trás fique com problemas. Quem vem de trás sabe disso e fica mais inseguro para arriscar. Webber não é mais o cachorro doido de antes para abalroar o carro da frente.
- O peso dos carros indica que Rubens vai ter que ser bem rápido no início para bloquear logo de vez a ameaça de Raikkonen, que pára logo depois ou na mesma volta.
- Contra Webber e Sutil, o jogo é mais complicado de se entender; Sutil larga do mesmo lado e se torna um adversário mais complicado que o próprio Webber. Os dois devem disputar com Rubens a liderança, com uma ligeira vantagem teórica de Webber, que tem em tese o melhor carro para estas condições. Entretanto, Webber é historicamente mediano em chuva. Sutil já mostrou que é totalmente a praia dele. Esses dois travarão com certeza um duelo (do jeito que Sutil é....) e isso pode ser vantajoso para Rubens na disputa pela vitória, mas ruins pq isso pode ajudar Button lá atrás a conseguir um pontinho.
- Torcendo para que o anti-stall não atrapalhe e sim ajude Rubens, temos que ter em mente que Button já declarou ontem que "joga a toalha" e coloca a disputa em Abu Dabhi. Isso me parece ser tática de colocar pressão em Rubens, por um resultado máximo hoje. Sendo que, para quem quer disputar o título e tem condições de ganhar um reforço correndo em casa, depois de 16 corridas sem vitória e já tendo tido chances mais reais que a de hoje... essa pressão vinda de Button nem chega aos pés da que ele já está sofrendo. E parece-me: tirando de letra. É DE ARREPIAR
- Raikkonen pode conseguir um pódio para a Ferrari , e vai travar um bom duelo com Rosberg. É uma oportunidade de ver uma boa disputa logo no início da corrida.
- Lá de trás, Hamilton e Kovalainen devem ir voando, com kers e leves para a corrida. Eles apostam alto e podem se dar mal, mas garantirão muitas emoções. Vettel e Button largando bem próximos, e Vettel como franco-atirador, largando do lado sujo da pista. Vettel tem que conseguir 7 pontos a mais que Button, ou seja, ele tem que no mínimo, chegar em 2º e Button em 8º. Isso... é praticamente impossível, mas como o imponderável ataca aqui... Quero ver qual vai ser a política da Red Bull, atuando com Webber e Vettel, para talvez atrapalhar os Brawn em algum sentido....ou isso seria exagero e eles já enxergam isso como desnecessário?
- Kobayashi mostra ter um bom potencial para a F1. É claro que o carro da Toyota está muito bom e Kamui corre na chuva, mas se isso atrapalha seus adversários, atrapalha muito mais para um iniciante. Por ser um iniciante, perdeu uma oportunidade de ouro de tirar Rubens no Q2 e ir para um inédito Q3, mas já valeu demais a pena. Pode, perfeitamente, ser uma opção caseira para a Toyota como 2º piloto. Nakajima poderia ter feito mais, sinceramente. Entretanto, é uma excelente chance de pontuar pela primeira vez na temporada.
- Para a corrida, muito se pode especular. P/ mim, fica entre os três primeiros do grid a vitória.
Button vai ter um trabalhão para levar o carro à 8ª posição e ele me parece muito acomodado para se esforçar tanto... é que lhe causa fadiga... Chuva intermitente, safety cars.. não faltarão emoções para a corrida.
Boa sorte Rubens Barrichello. Que seja seu momento de glória em casa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Expectativas para o Grande Prêmio do Brasil

Com muitas informações via paddock rolando, como a insinuação (?) - eu diria afirmação claríssima - de Felipe Massa de que Alonso sabia do que se passava no Cingapura-gate; a expectativa para a disputa do campeonato, como Button compartilhando e Vettel afastando a pressão, e Rubens dizendo a toda hora que "é a melhor temporada, um momento de superação, antes eu não tinha emprego e agora tenho e...." repetidamente... é o mais do mesmo rolando solto.
Claro, todos afastam as especulações, conversas se desarrolam nos motorhomes, acordos vão sendo feitos, refeitos e desfeitos, patrocínios de momento... A Brawn foi a disparada campeão do patrocínio local, ainda mais pq era a que mais tinha espaço disponível...
Toyota sem rumo definido, Renault sem nova pintura, Kobayashi como o mais novo piloto da F1 (aproveite, que outra oportunidade dessas só daqui a alguns anos...), as equipes novas dando o ar da graça e a disputa eleitoral da FIA dando o que falar, como a postura arrojada e pretensiosa da Vatanen e as jogadas desesperadas de Mosley e Todt. Até o Schumacher se meteu no meio, então as coisas para Todt não estão fáceis.
Sobre isso vou comentar mais próximo à eleição, mas desde já afirmo: não me convenço pro nenhum dos ares. Vanaten representa uma inovação sem dizer o que, e Todt até um retrocesso.. Mosley em minha opinião fez um mandato de altos e baixos, não podendo ser o único culpabilizado da droga que a F 1 vem se tornando na última década.
Enfim, muitas expectativas, que se iniciam pelo tempo...chuvoso, que favorece a Vettel...esse ano vou ter a sorte de acompanhar todos os treinos e vou procurar gravar todos...será um espetáculo dentro e fora das pistas, e muitas decisões serão tomadas até domingo.
Desde já, minha pessoal torcida, e quem quise que ache ruim: Acelera, Barrichello!!!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O que é necessário...? parte 2

Bem, moçada... na primeira parte deste post falamos da estranha e histórica relação da equipe Williams com Rubens Barrichello, vendo o que cada lado desta vez pode oferecer um ao outro.
Desta vez, tentaremos discorrer um pouco sobre o que um piloto como Rubens Barrichello pode fazer diante das limitações técnicas que provavelmente terão o carro da Williams. Segundo Luiz Fernando Ramos, o Ico, no site Tazio, o acerto com a Cosworth já foi acertado, e tanto por uma razão financeira (que sem dúvida pesa em uma equipe que tem limitações de patrocínio) como por uma razão técnica, de acordo com os resultados no dinamômetro - avaliando assim a potencia e o consumo teórico.
Há, segundo Ico, um fluxo de informações e staff técnico da Mercedes no processo, além de uma possibilidade de desenvolvimento mais livre por conta do regulamento técnico da F1 (tudo muito técnico, não?), limitando os outros motores por já existirem e esses não. Não sei se entendi corretamente este regulamento, mas isso oferece ao mesmo tempo uma chance maior dos Cosworth (que terão o auxílio da Porsche, rival da Mercedes rsrs) serem páreo para os potente Mercedes ano que vem,e ao mesmo tempo uma faca de dois le-gumes que, tirando a falta de dados concretos por não estar correndo um pé atrás.
E aí entra a tal figura do piloto.
Muito se leu e se comentou e se falou da capacidade de um piloto no desenvolvimento do carro, ainda mais em tempos sem testes... chegou-se a mais ou menos duas correntes de pensamento gêmeas bivitelinas e briguentas:
- O piloto é parte fundamental do processo, ainda mais em tempos de testes. Ele fornece dados concretos do acerto do carro, mais precisamente o chamado acerto fino. Ou seja, o que mais se adequa a seu estilo de pilotagem, e onde ele vai tirar mais do carro. O acerto fino fica mais ou menos limitado pelo que o pacote aerodinâmico e mecânico dá, mas nisso se pode extrair múltiplas variedades que nem telemetria nem cálculos de aerodinâmica avançadíssimos nem túnel de vento pudessem extrair sozinhos. Além disso, o piloto desenvolve ao longo da temporada, e com todas as vicissitudes de cada corrida, o desenvolvimento contínuo do carro necessário para extrair todas as informações possíveis para se adaptar melhor o carro a mais condições extremas e para o desenvolvimento do carro para a próxima temporada, aproveitando tudo possível.
- O piloto não é tão importante no processo. Principalmente para as equipes com mais recursos técnicos e/ou financeiros, como Maclaren e Ferrari, as coisas podem ser contornadas com extrema tecnologia, muita grana e muita gente no staff (e gente boa). A atuação do piloto no desenvolvimento é parte apenas integrante, apenas no ajuste fino para as corridas, tendo apenas ele piloto que se acostumar com a situação. Fato isso que nessas duas grandes equipes nenhum é reconhecidamente bom ajustador de carros e sem a atuação constante do piloto de testes (que virou apenas um terceiro piloto) a parte humana dentro do carro é facilmente superada por uma telemetria mais completa e túneis de vento incríveis.
As duas têm clara observação na realidade concreta desta temporada e ainda serão realidade para o ano que vem. E por isso mesmo as duas estão corretas. Entretanto, para mim, se aplicam a realidades diferentes e tendo mais a dar crédito à primeira, principalmente por uma "eventual" parceria Barrichello- Williams...
Rubens marcadamente correu por equipes com pouco dinheiro e limitadas na metade da carreira. E principalmente no começo dela, o que lhe deu sempre muita importância nesse papel de acertador. Era isso ou nada. Na Ferrari, ao lado de outro fantástico e sensível acertador de carros, Schumacher, e o excelente staff técnico e financeiro da equipe, fizeram essa equipe ser imbatível.
Na Honda, foi isso que o salvou, muitas vezes, de piores resultados. O carro era péssimo, e dele extraía mais coisas. Em 2006 apanhou do carro, mas no fim o dominou. Button conhecia a peça bem melhor (viu, isso tem diferença...um piloto como Button conhecer bem o aspecto técnico do carro só é possível com muito tempo de casa). Em 2007 apanhou do carro pois não era para seu estilo e Button tb. O butão se saiu melhor mais uma vez, entretanto o carro era totalmente feito pensando no estilo dele, Button, de correr. Em 2008, o carro era uma cilada, mas aí Barrichello pôde usufruir de um desenvolvimento feito de dois anos antes. Conhecendo o desenvolvimento do carro e aplicando isso no acerto fino, Barrica é quem conseguia extrair tudo do carro...tudo mesmo. Para alguém extrair 11 pontos daquilo, ir para Q2 e Q1, era milagre da ciência? Quase... ciência da pilotagem aplicada, e um piloto pilotando melhor do que em muito tempo não se via. Barrichello naquele ano extraiu o que extraía em 2002 ou 1999, ou 1994, de pilotagem. A diferença de chassi é que fez o resto.
Rubens pode ser isso na Williams, e não é à toa que se pensa esse contrato para 2 anos (1+1). Ter um tempo para desenvolver o carro é importante, e pilotar em níveis bons igualmente. Ico, em seu blog, vê isso também. Um motor que pode ser bom, afinal de contas, com um chassi bom e uma aerodinâmica boa que já tem e pode ser aperfeiçoado aqui e ali, limitadamente pelos recursos, um nível de pilotagem como o de Barrichello, com motivação de iniciante e muitas informações importantes vindas do forno da pista, pelo mesmo Barrichello...
Bem diferente, obviamente, do que podem fazer grandes cifras como Ferrari e Maclaren. Pelo visto, muitos engenheiros de ponta e muita organização, também, coisa que falta na Ferrari e sobra na Maclaren. O desenvolvimento acompanhado não é tanto do piloto e de um limitado número de técnicos, engenheiros e mecânicos...e sim coisa de grandes indústrias automobilísticas. Assim fica mais fácil, não acham?
Rubens se aplica na primeira fórmula: o necessário para uma equipe como a Williams de hoje. Limitada, com esperanças de voltar a ambientes melhores, mais garagista que nunca e em um ambiente aparentemente mais "caseiro" do que a Williams, imponente, estribada e arrogante de outrora, que demitia campeões como se fossem lixo tóxico e esbanjava incompetência. Nesse papel agora atua a Ferrari.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O que é necessário...? parte 1

De volta aos ares do blog depois de uma semana com muito a se fazer e uma folga justa. Muitos assuntos pipocaram, mas nada tão impactante quanto a efetivação (?) do contrato de Rubens com a Williams. Muito se falou disso anteriormente, e eu até falei algumas coisas sobre isso anteriormente.
Nossas opiniões nunca devem estar fechadas, pois sempre novos elementos vêm à tona para nos deixar pensativos, reflexivos e até intrigados.
Afinal: PorquÊ a opção Williams? O que a Williams espera de Rubens? Que qualidades Rubens tem para tal contratação e o que ele poderá fazer pela equipe em 2010?
Posso dividir a reflexão em dois tópicos... hoje faço a primeira parte:
A Williams para Rubens e Rubens para a Williams
No excelente Blogsport Brasil, um belo post do amigo Felipão falando justamente da estranha relação que Rubens tem com a equipe. Sempre sendo sondado pela equipe, e efetivamente por duas vezes, a primeira em 1994, logo após a morte de Senna (para quem não lembra, Rubens era o garoto-promissor da F1, algo entre Vettel do ano passado e Rosberg deste ano). Pelo acordo da época, Rubens estava preso a uma pesada multa contratual com a Jordan. Para sair dela, teria que abdicar do patrocínio pessoal da Marlboro , por conta da ligação Williams- Rothmans e a Arisco seria a fiadora. Nelson Piquet, na época patrocinado pela Arisco (como Rubens) era o intermediário, e receberia por isso, além de ser um investimento pessoal de Piquet, que apostava no talento do "pupilo"(há certos limites nessa relação...).
O negócio não deu certo, e Rubens abdicou do negócio por praticamente correr de graça e em uma cadeira elétrica (pelo menos até então, era o carro mais instável e rápido possível). Era a melhor opção, no entanto, para Barrichello. Ele não ousou, preferiu um acordo comercial mais rápido com a Pepsi e se deu mal. O carro da Williams melhorou, ele perdeu a vaga para David Coulthard (que era inferior tecnicamente a ele), que conseguiu vitórias no ano seguinte, com uma Williams pelo menos melhor.
Além de ganhar um poderoso desafeto no caso Arisco, que era Piquet, Barrichello se afundou em escolhas ruins. Segundo Felipão pegando declarações do próprio Rubens, o contrato com a Maclaren era muito desfavorável a ele, e o carro se provou ruim...mas ficar na Jordan, sair pela porta dos fundos, ir para a Stewart... que só se provou um carro competitivo em 1999. Cinco anos perdidos que poderiam ter lhe trazido algumas vitórias e mais prestígio. Do contrário, ficou como chacota nacional devido à absurda pressão em massa.
Entretanto, a Williams sempre esteve de olho em Barrichello, que ganhava muita experiência e espírito de liderança para ajustar carros e recuperava uma velocidade razoável, tal qual nos primeiros tempos. Aliás, a equipe sempre esteve de olho nele, com os rendimentos na F3 inglesa e em outras categorias de base. Frank e Patrick Head são mestres nesse tipo de olhar para as categorias de base, haja vista quem contrataram como piloto de testes e agora "segundo " piloto, Nico Hulkenberg, atual campeão da GP2. Tentaram de novo um contrato com Rubens, e preso por uma multa grande com a Stewart, e a Williams já sem o horror de grana que antes tinha...Ralf era mais barato e na época quase no mesmo nível que Barrichello. A Ferrari precisava de um segundo piloto melhor que o já medíocre Irvine e aí pegou Barrichello antes que a Maclaren o tentasse de novo. Sempre com David Coulthard, seu rival na F-3000 e F3 na cola.
Em suma, é uma relação antiga, um contato que nos foi praticamente posto em xeque este ano com Williams dando um recado para Barrichello no infeliz episódio da Alemanha, quando houve troca de posições nos boxes... ~Felipão matou a charada:
"Agora, contrariando às expectativas de seus críticos, ganha mais uma sobrevida. E, surpreendentemente, na Williams.
Digo “surpreendentemente”, levando-se em conta o puxão de orelhas que Barrichello levou do velho Frank Williams, após ter criticado publicamente a postura de Ross Brawn e seus pares na ocasião da troca de posições no Grande Prêmio da Alemanha deste ano.
"É uma atitude passível de um cartão vermelho", disse o chefão, referindo-se à punição aplicada no futebol para uma falta grave. "Trata-se de uma declaração bem incomum para um piloto. Em sua defesa, devemos admitir que ele estava no calor do momento, muito chateado."
Quando perguntado sobre o que faria se ele fosse o seu piloto, Williams respondeu: "Eu tentaria deixar o meu orgulho para trás, conversaria com ele e tentaria fazê-lo mudar de opinião", disse. "Mas, com certeza, não toleraria uma atitude como essa novamente."
Curiosamente, Barrichello não respondeu, como se tivesse entendido a mensagem do futuro patrão. Nesses 16 anos de Fórmula-1, Barrichello aprendeu, certamente, que o velho Frank Williams não cultiva o hábito de mandar recado."
O que traz, no entanto, Barrichello para a Williams? O que ela tem de atrativo para Barrichello, além da promessa de um primeiro posto?
Ora, é fácil entender o que Williams espera de Barrichello: um piloto experiente, rápido (os críticos ferrenhos de Barrichello de plantão me perdoem, mas ele é rápido, ainda mais se considerar que a grande maioria dos pilotos que tem a metade do tempo dele na categoria já perdem e muito a velocidade), adepto do trabalho com a equipe para o melhor acerto possível do carro -diria essa o principal chamariz de Barrichello- e muito motivado. Todas essas características do brasileiro atraem os olhos de Williams há muito, e de uma considerável parcela do paddock, geralmente conhecido por só olhar com grandes olhos pilotos ou com muito carisma ou com grandes patrocínios. Caras do ramo, garagistas como Head e Williams sabem bem o valor de um piloto como Rubens, ainda mais com as limitações técnicas da equipe e com os limites de testes.
Assim, Rubens seria mais atrativo que um Heidfeld, por exemplo, que não é tão bom para acertar carros (embora seja bom), não é mais rápido, menos experiente e muito menos motivado. Heidfeld é um morto nas calças, que seria útil para conseguir mais alguns pontinhos para a equipe do que Nakajima, mas não para conseguir levar o carro a uma 4ª posição, como Rosberg faz.
E para Rubens? A Williams lhe traz um novo desafio, seria isso? Ele vê possibilidades em um motor Cosworth? O que ele sabe que nós não sabemos? Notícias foram vinculadas que a Williams teria um motor Renault, e talvez Rubens tenha feito um contrato pensando neles? Mas não foram eles que atrapalharam o campeonato de Vettel? Seria Rubens um apressado, que não ousaria mais sofrer como no ano passado, sem acerto até o último instante, sendo o último a ser efetivado para 2009? Teria sido ele enganado pela pressa e pela promessa de um Renault... e depois ter vindo um Cosworth?
Perguntas que dóem em nosso juízo. Rubens, no entanto, lutou até o fim para ir com a Brawn pq sabia que o carro seria extremamente competitivo. Rubens igualmente sabe que a Williams, mesmo com todas as limitações possíveis e imagináveis de verba e patrocínio já vem estudando o carro para o fim do reabastecimento (situação que apenas Rubens conhece no atual grid). Sabe que o grande empecilho para efetivar o carro jaz justamente no acerto para um motor (fundamental para ano que vem, e o da Mercedes é a melhor opção por ser potente e econômico). Tudo indica que o Cosworth vai ser muito beberrão...ou pode ser menos potente e mais econômico...
Em relação ao que a Brawn vai fazer sabendo da relação entre Barrichello e a Williams no tocante à disputa do campeonato levou a todos a crerem que a Brawn, em retaliação, vai promover logo Button campeão e assim assegurá-lo na equipe... mas isso é impossível de concluir por agora... Brawn pode dar um chute nos próprios pés se fizer isso agora...
Acredito que somente uma saída de Button para a Toyota, que sem dúvida deseja o possível campeão de 2009 para suas bandas (apelo comercial salvador?) faria uma reação em cadeia capaz de trazer de volta Rubens para a Brawn.
Tudo indica que a Brawn, que vai ser Mercedes num futuro próximo, será pelo menos competitiva com o motor que terá/ já tem. a Williams não poderá ter o motor Mercedes pelo mesmo motivo que a RBR: bloqueio da Maclaren. Isso é também o que nos faz pensar que a Maclaren está prestes a romper com os alemães -e viceversa, indo e voltando rsrs- e que a RBR renovará com a Renault por falta de opção, deixando a Williams sem escolha senão ir de Cosworth ou a própria RBR ir de Ferrari e deixar a STR de Cosworth, ou ficar com o Cosworth e deixar a STR com os Ferrari... uma história puxa outra e a reação em cadeia é sem precedentes.
Sem cair tanto nas teorias de conspiração, são perguntas que nos fazem pensar bastante e questionar se foi boa a opção ou não... Rubens está no olho do furacão de novo, como foi em anos passados... O que nos motiva a fazer a parte 2 deste post: O que Rubens poderia fazer para a equipe, em termos de desenvolvimento e acerto do carro, considerando o limite de orçamento da equipe? O que um piloto efetivamente consegue fazer nos dias de hoje, considerando toda a tecnologia que as equipes grandes como Maclaren empregam e fazem carros extremamente competitivos para pilotos sem o métier de ajustadores?
Vou me arriscar nessas reflexões no próximo post...me acompanhem nessa jornada rumo ao desconhecido! Comentem!