Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sábado, 7 de agosto de 2010

Sobre Veteranos e Novatos.


Virou uma tendência, desde que foram proibidos os testes na Fórmula-1. A valorização dos pilotos com mais experiência na categoria em detrimento a pilotos jovens e promissores, mas sem bagagem profissional, claro que, com exceção dos pilotos pagantes que nunca saíram da moda. Exemplo disso aconteceu na Equipe Brawn em 2009, com a negativa de Ross Brawn ao novato Bruno Senna, mantendo assim, o experiente Rubens Barrichello ao lado de Jenson Button na empreitada.


O renascimento das carreiras de Rubens Barrichello, Jenson Button e Mark Webber na temporada passada, incentivou outros profissionais, donos de equipe, dirigentes e patrocinadores a manterem investimentos e acreditarem na experiência e no conhecimento desses caras. Além de aflorar o arrependimento de muitos que deixaram a categoria. Antigamente, a F-1 via com naturalidade bons pilotos estreando aos 35 anos.


Atualmente pilotos ainda no Kart já tem contratos vinculados às grandes escuderias da F-1. Lewis Hamilton é o grande exemplo disso. Recentemente, o canadense Lance Stroll, de 11 anos, tornou-se o mais jovem piloto a integrar a Academia de pilotos da Ferrari. Mas deixando um pouco de lado o contexto de uma sociedade que valoriza demais a juventude. Renovar é preciso, mas talvez, não da maneira que vinha acontecendo.


Vejamos, em 2010 tivemos de volta à ativa de Michael Schumacher pela Mercedes-Benz e de Pedro de la Rosa pela BMW Sauber. Rubens Barrichello foi escolhido como a pedra-chave para reerguer a Williams. Jarno Trulli faz uma temporada honesta dentro das possibilidades e expectativas apresentadas pela Lotus e deve ser mantido no ano que vem. E olha que esses pilotos ainda são remanescentes da década de 90.


O desempenho e as atitudes de Mark Webber, piloto da Red Bull, também alimentam essa discussão entre renovar ou manter. No início do campeonato houve até uma campanha implícita de “aposenta Webber” por parte de pilotos, torcedores e comentaristas devido ao seu mau aproveitamento com o melhor carro do grid. Mas passado a metade do campeonato. Quem lidera o campeonato com o dobro de vitórias em relação aos principais concorrentes ao título?


Depois da redenção de Jenson Button, pelo segundo ano seguido, a Fórmula-1 pode ter um campeão, que para muitos, já tinha o prazo de validade vencido.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Os Maiores Pontuadores da Fórmula-1, até 2009.

1º) MICHAEL SCHUMACHER (GER); 1369 Pontos.
2º) ALAIN PROST (FRA); 798,5
3º) AYRTON SENNA (BRA); 614
4º) RUBENS BARRICHELLO (BRA); 607
5º) KIMI RAIKKONEN (FIN); 579
6º) FERNANDO ALONSO (SPA); 577
7º) DAVID COULTHARD (SCT); 535
8º) NELSON PIQUET (BRA); 489
9º) NIGEL MANSELL (ENG); 482
10º) NIKI LAUDA (AUT); 420,5
11º) MIKA HAKKINEN (FIN); 420
12º) GERHARD BERGER (AUT); 385
13º) JACKIE STEWART (SCT); 360
14º) DAMON HILL (ENG); 360
15º) RALF SCHUMACHER (GER); 329
16º) JENSON BUTTON (ENG); 327

17º) FELIPE MASSA (BRA); 321
18º) CARLOS REATHEMANN (ARG); 310
19º) JUAN PABLO MONTOYA (COL); 307
20º) GRAHAM HILL (ENG); 289
21º) EMERSON FITTIPALDI (BRA); 281
22º) RICARDO PATRESE (ITA); 281
23º) JUAN MANUEL FANGIO (ARG); 277
24º) GIANCARLO FISICHELLA (ITA); 275
25º) JIM CLARK (SCT); 274
26º) JACK BRAHBAM (AUS); 261
27º) LEWIS HAMILTON (ENG); 256
28º) JODY SCHECKTER (ZAF); 255
29º) DENIS HULME (NZL); 248
30º) JARNO TRULLI (ITA); 246,5

31º) JEAN ALESI (FRA); 241
32º) JACQUES VILLENEUVE (CAN); 235
33º) JACQUES LATTIFE (FRA); 228
34º) NICK HEIDFELD (GER); 219

35º) CLAY REGAZZONI (SWI); 212
36º) ALAN JONES (AUS); 206
37º) RONNIE PETERSON (SWE); 206
38º) BRUCE MCLAREN (NZL); 196,5
39º) EDDIE IRVANE (IRL); 191
40º) MICHELLE ALBORETTO (ITA); 186,5
41º) STILING MOSS (ENG); 186
42º) JACK ICKY (BEL); 181
43º) RENE ARNOUX (FRA); 181
44º) JONH SURTEES (ENG); 180
45º) MARIO ANDRETTI (USA); 180
46º) JAMES HUNT (ENG); 179
47º) HEINZ RARALD FRENTZEN (GER); 174
48º) MARK WEBBER (AUS); 169,5
49º) JONH WATSON (ENG); 169
50º) KEKE ROSBERG (FIN); 159,5
51º) PATRICK DEPAILLER (FRA); 141
52º) ALBERTO ASCARI (ITA); 140
53º) ROBERT KUBICA (POL); 137

54º) DAN GURNEY (ENG); 133
55º) THIERRY BOUTSEN (BEL); 132
56º) MIKE HAWTHORN (ENG); 127
57º) GIUSSEPE FARINA (ITA);127
58º) SEBASTIAN VETTEL (GER); 125
59º) ELIO DE ANGELIS (FRA); 122
60º) JOCHEN RINDT (AUT); 109
61º) GILLES VILLENEUVE (CAN); 107
62º) PETER GINTHER (ENG); 107
63º) HEIKKI KOVALAINEN (FIN); 105

* Em negrito, os pilotos que participaram do campeonato de 2009.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Todos os Pilotos Campeões.


1950. GIUSEPPE FARINA (ITA) ALFA ROMEU
1951. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) ALFA ROMEU
1952. ALBERTO ASCARI (ITA) FERRARI
1953. ALBERTO ASCARI (ITA) FERRARI
1954. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) MERCEDES/MASERATI
1955. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) MASERATI
1956. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) MASERATI
1957. JUAN MANUEL FANGIO (ARG) FERRARI
1958. MIKE HAWTHORN (ENG) FERRARI
1959. JACK BRABHAM (AUS) COOPER-CLIMAX
1960. JACK BRABHAM (AUS) COOPER-CLIMAX
1961. PHILL HILL (USA) FERRARI
1962. GRAHAM HILL (ENG) BRM
1963. JIM CLARK (SCT) LOTUS-CLIMAX
1964. JONH SURTEES (ENG) FERRARI
1965. JIM CLARK (SCT) LOTUS-CLIMAX
1966. JACK BRABHAM (AUS) BRAHBAM-REPCO
1967. DENIS HULME (NZL) BRAHBAM-REPCO
1968. GRAHAM HILL (ENG) LOTUS-FORD
1969. JACKIE STEWART (SCT) MATRA-FORD
1970. JOCHEN RINDT (AUT) LOTUS-FORD
1971. JACKIE STEWART (SCT) TYRRELL-FORD
1972. EMERSON FITTIPALDI (BRA) LOTUS-FORD
1973. JACKIE STEWART (SCT) TYRRELL-FORD
1974. EMERSON FITTIPALDI (BRA) MCLAREN-FORD
1975. NIKI LAUDA (AUT) FERRARI
1976. JAMES HUNT (ENG) MCLAREN-FORD
1977. NIKI LAUDA (AUT) FERRARI
1978. MARIO ANDRETTI (USA) LOTUS-FORD
1979. JODY SCHECKTER (ZAF) FERRARI
1980. ALAN JONES (AUS) WILLIAMS-FORD
1981. NELSON PIQUET (BRA) BRABHAM-BMW
1982. KEKE ROSBERG (FIN) WILLIAMS-FORD
1983. NELSON PIQUET (BRA) BRAHBAM-BMW-TURBO
1984. NIKI LAUDA (AUT) MCLAREN-TAG-TURBO
1985. ALAIN PROST (FRA) MCLAREN-TAG-TURBO
1986. ALAIN PROST (FRA) MCLAREN-TAG-TURBO
1987. NELSON PIQUET (BRA) WILLIAMS-HONDA-TURBO
1988. AYRTON SENNA (BRA) MCLAREN-HONDA
1989. ALAIN PROST (FRA) MCLAREN-HONDA
1990. AYRTON SENNA (BRA) MCLAREN-HONDA
1991. AYRTON SENNA (BRA) MCLAREN-HONDA
1992. NIGEL MANSELL (ENG) WILLIAMS-RENAULT
1993. ALAIN PROST (FRA) WILLIAMS-RENAULT
1994. MICHAEL SCHUMACHER (GER) BENETTON-FORD
1995. MICHAEL SCHUMACHER (GER) BENETTON-RENAULT
1996. DAMOM HILL (ENG) WILLIAMS-RENAULT
1997. JACQUES VILLENEUVE (CAN) WILLIAMS-RENAULT
1998. MIKA HAKKINEN (FIN) MCLAREN-MERCEDES-BENZ
1999. MIKA HAKKINEN (FIN) MCLAREN-MERCEDES-BENZ
2000. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2001. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2002. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2003. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2004. MICHAEL SCHUMACHER (GER) FERRARI
2005. FERNANDO ALONSO (SPA) RENAULT
2006. FERNANDO ALONSO (SPA) RENAULT
2007. KIMI RAIKKONEN (FIN) FERRARI
2008. LEWIS HAMILTON (ENG) MCLAREN-MERCEDES-BENZ
2009. JENSON BUTTON (ENG) BRAWN-MERCEDES-BENZ

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Pilotos Campeões e a McLaren.


A notícia da ida de Jenson Button para o time de Woking me lembrou a história de outros pilotos que foram campeões por equipes adversárias e que receberam proposta da McLaren para correr no ano seguinte.

Nelson Piquet.

Campeão em 1987 pela Williams deixava a equipe de Sir Frank por divergências com o outro piloto do time Nigel Mansell. Recebeu uma proposta de Ron Dennis para ser piloto da equipe inglesa em 1988, mas recusou alegando que foi oferecido pouco dinheiro para um campeão mundial como ele. Piquet acabou aceitando uma proposta financeiramente “melhor” para correr na decadente Lotus, deixando assim, o caminho livre para chegada de Ayrton Senna na equipe. O resto da história vocês já conhecem. Nelson ainda passou pela Benetton e nunca mais brigou por títulos!

Damon Hill.

Campeão dispensado pela Williams em 1996, também recebeu uma proposta de Ron Dennis para ser piloto da equipe a partir de 1997 no lugar de David Coulthard. Mas, também recusou sob a mesma alegação, que teria sido ofertado pouco dinheiro para um campeão mundial como ele. Preferiu acertar com a obscura Arrows. E em 1998 e 1999 a McLaren voltou a dominar a categoria! Depois de se arrastar com Arrows em 97, Hill ainda conseguiu mais uma vitória correndo pela Jordan, mas se arrependimento matasse!

Fernando Alonso.

Para o espanhol a história é um pouco diferente. Este sim aceitou de pronto correr pela McLaren e, até, foi anunciado com 1 ano de antecedência, depois de ser campeão em 2005 pela Renault. Mas, um casamento que parecia perfeito... Logo desmoronou! Além de não concordar com a política da equipe o bicampeão não teve a inteligência emocional para lidar com a situação de dividir a equipe com o então estreante, Lewis Hamilton. E este foi o fim do sonho prateado que durou apenas uma temporada. Fernando regressou para Renault e nunca mais lutou por título algum.

domingo, 16 de agosto de 2009

Quem você gostaria que voltasse à F-1?

Depois do anúncio da aclamada volta de Michael Schumacher à F-1 quando ele se dispôs a substituir Felipe Massa na Ferrari já na próxima etapa em Valência, abandonando assim a aposentadoria. A Fórmula-1 viveu uma grande expectativa pela volta do heptacampeão mundial as pistas, quando houve um considerável crescimento no interesse pela categoria e um aumento significativo na venda de ingressos para os próximos GP’S, visando o retorno de Schumacher, mas devido a problemas físicos mais precisamente no pescoço em decorrência de um tombo de moto, o alemão teve que desistir da idéia de voltar à ativa. Para frustração de seus fãs e admiradores.

Pelo menos, por enquanto, já quê seu empresário Willi Weber não descartou a possibilidade de Michael voltar, além do apoio do médico Johannes Peil e de seu Pai Rolf. Além de uma jogada de marketing, que não há como negar, também tenho que admitir que Michael realmente desejou voltar a competir nos monopostos.

Na história não é difícil encontrar outros casos de pilotos que resolveram parar por diversos motivos. Posteriormente mudaram de idéia e retornaram como Niki Lauda que teve o maior êxito até então. Recentemente outro piloto campeão, o canadense Jacques Villeneuve também manifestou o desejo de voltar à categoria em 2010.

Em virtude disso, fiquei curioso para saber dos amantes do automobilismo qual piloto vocês gostariam que voltasse à F-1? Então ouso propor aos leitores do blog que opinem, comentem sobre qual piloto vocês gostariam de rever na F-1? O Schumacher mesmo? Podem ser pilotos aposentados ou que estão em outras categorias, fique a vontade. Não custa nada sonhar!

Eu começo: Juan Pablo Montoya. E você? Participe!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Teste de Schumacher com F-60, vetado.

Para que Michael Schumacher pudesse treinar com o carro da Ferrari de 2009 antes do seu suposto retorno no GP da Europa substituindo o acidentado Felipe Massa. A Ferrari teve que fazer um pedido para que as outras equipes permitissem o treino do alemão que ficou sem competir por três anos na categoria. Já que os testes estão proibidos durante a temporada. Para que isso acontecesse era necessária a aprovação unânime das outras nove equipes do Campeonato Mundial de F-1.

A priori, todos da FOTA tinham concordado, mas faltava a Williams e a Force India que foram suspensas do grupo e ambas tinham que concordar também. E eis que surge a Williams emitindo um comunicado com um sonoro não para as pretensões Ferraristas:

“A Williams não vê distinção entre as situações de Alguersuari e de Schumacher e sente que qualquer desvio à regra vai criar um precedente para o futuro”, e continuou - “Por motivos de coerência e justiça, somos contra a proposta da Ferrari com relação ao teste antes do GP da Europa”, afirmou a Williams, em nota.

A Williams que já engoliu muito sapo por causa da Ferrari, e para mim teve uma atitude acertada e esperada. Por que os ingleses iriam facilitar vida da Ferrari? Quem mandou a Ferrari trazer um piloto aposentado com tantos outros a disposição! Não estou aqui desmerecendo o Schumacher, mas acredito que essa situação só será por um GP, já no próximo o Felipe Massa volta. A Ferrari é conhecida por sempre querer se aproveitar e se beneficiar das situações, aliás, o teste de Schumacher com a F-2007 em Mugello foi estranho, mesmo usando os pneus da GP2, esse teste está sendo investigado pela FIA.

E a Williams não ficou só, Red Bull e Toro Rosso aparentemente voltaram atrás, já que fazem parte da FOTA, e também negaram o pedido dos italianos:

“Nós pedimos permissão para um teste de Alguersuari antes do GP da Hungria, mas ele foi recusado” e continuou - “Então, por que devemos aprovar uma liberação para o heptacampeão depois disso?”, questionou Dietrich Mateschitz, dono do Grupo Red Bull.

Claro que a Ferrari não gostou e soltou essa pérola para Williams:

“Adivinhe quem se opôs ao teste com a F-60? O time que não ganha nada há muito tempo e que, ainda assim, não deixou passar mais uma vez a oportunidade de demonstrar sua falta de espírito esportivo.
E, para que todos saibam, a Ferrari aprovou o teste com Alguersuari, mas parece que até mesmo neste caso alguém decidiu seguir à risca o que está escrito no regulamento”. Aprovou o teste do Alguersuari?

Como bem lembrou o jornalista Flávio Gomes a Williams nunca fez nenhuma gracinha contra a Ferrari por ela ter ficado 21 anos sem títulos...
Só vou acreditar nesse retorno do Schumacher quando ele estiver pilotando nos treinos livres em Valência. Já não tenho dúvidas que isso é uma tremenda jogada de marketing da Ferrari e do Bernie Ecclestone. Opinem!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Uma opinião: Jacques Villeneuve.

Bem, prosseguindo com a sessão semanal sobre algum piloto (do presente e do passado), jornalista do meio esportivo, dirigente de equipes, historiadores, enfim sobre aqueles que são alvo de nossos comentários aqui no Blog Histórias e Velocidade. Essa sessão será publicada preferencialmente no meio da semana. Teve início com um excelente texto do Ridson patrono deste blog no qual ele expôs sua opinião sobre Galvão Bueno. E eu começo com essa personalidade Jacques Villeneuve.

Nascido em 9 de Abril de 1971 em Saint-Jean-sur-Richelieu, Canadá. Jacques Villeneuve é filho de um mito da Fórmula-1, Gilles Villeneuve, que morreu durante os treinos classificatórios para o GP da Bélgica, em Zolder, em 1982. Só em 1986 ele efetivamente começou no automobilismo quando entrou para a escola de pilotagem de Jim Russell. Posteriormente passou 3 anos na F-3 italiana e foi vice-campeão F-3 japonesa em 1992.

Logo depois se transferiu para América do Norte, competindo na Fórmula Atlantic onde foi terceiro colocado. Em 1994 seguiu para Indy na equipe Forsythe-Green.
Vencedor das 500 milhas de Indianápolis e Campeão da Indy em 1995 o canadense chamou a atenção de Frank Williams que convidou o piloto canadense para um teste. Sendo rápido logo de cara Sir Frank não teve dúvidas em oferecer um contrato ao filho de Gilles e o acordo foi fechado entre as partes. Jacques Villeneuve se preparou muito bem para sua estréia na F-1 sendo o piloto com maior quilometragem nos testes da pré-temporada.

No GP da Austrália de 1996 Jacques iniciou sua trajetória na Fórmula-1 com tudo marcando a Pole Position e liderando quase toda a prova, mas no finalzinho por problemas no motor teve que ceder a vitória para seu companheiro de equipe na época Damon Hill que posteriormente se sagraria campeão daquele ano. O impacto da chegada de Jacques Villeneuve na época é comparável a de Lewis Hamilton em 2007 como um dos melhores estreantes da história da categoria. O canadense manteve a competitividade durante o ano e brigou com Hill pelo título até a última corrida onde perdeu uma roda do seu carro sendo obrigado a abandonar a disputa. Foi vice-campeão com 4 vitórias, 3 poles e 6 melhores voltas.

Em 1997 Villeneuve despontava como franco favorito ao título com o estupendo Williams Renault tendo agora Heinz Harald Frentzen como companheiro. Como desejado, Jacques foi campeão, mas não com tanta facilidade como era esperado pelo carro que possuía. Decidiu a taça com Michael Schumacher na última prova após um polêmico toque entre ambos que tirou o piloto da Ferrari da corrida. Foi muito inconstante durante o ano às vezes vencia com facilidade e em outras nem completava a prova, o título veio através desta campanha 7 vitórias, 10 poles e 3 melhores voltas. Talvez ele nem imaginasse que seriam suas últimas vitórias, seus últimos dias de felicidade no esporte...

Em 1998 depois de mais uma mudança no regulamento técnico com adoção dos ridículos pneus sulcados, o anuncio do abandono oficial dos motores Renault e a transferência de Adrian Newey para McLaren. A Williams não conseguiu fazer um carro competitivo e passou o ano sem nenhuma vitória. Depois de sair da Williams, Villeneuve se transferiu para pilotar e ser sócio da equipe BAR em 1999 junto com seu amigo, empresário Craig Pollock e já foram criando polêmica, carros com cores diferentes, sob o alicerce da indústria tabagista, proclamava que teria sucesso e já estaria entre os melhores em sua primeira temporada.

Foi uma catástrofe teve a sua pior temporada na categoria e não conseguiu marcar um ponto sequer, abandonou de vez a chance de lutar por vitórias e títulos começando de vez seu declínio na categoria.
Em 2000 a BAR se une a Honda, a equipe faz uma parceria fundamental e consegue dar um passo adiante em desempenho e resultados. Entretanto, Pollock e Villeneuve, aparentemente, nunca agradaram a gigante japonesa.

Villeneuve tornou-se um chato que exalava pura arrogância. Chegou a ser sondado pela McLaren Mercedes, mas esnobou, preferiu ficar na petulante BAR-Honda, onde tinha um contrato milionário, todavia, todas as grandes equipes lhe fecharam as portas. Desentendeu-se com muitas pessoas na F-1, dirigentes, pilotos e jornalistas. Certa vez, por muito pouco não saiu no braço com Juan Pablo Montoya após uma discussão entre ambos. Seguiu 2001 e 2002 com desempenho sofrível as coisas só pioravam o seu amigo Craig Pollock é despachado da direção da BAR sendo substituído por David Richards.

Antes do campeonato de 2003 soltou uma pérola devido à chegada de Jenson Button na equipe – “Se eu andar atrás de Button é melhor eu sair da categoria e ir para casa”. E foi justamente o que aconteceu foi superado constantemente pelo jovem inglês. David Richards não concordava com o exorbitante salário que Villeneuve recebia, e diga-se, nunca demonstrou ser um bom acertador de carros, aos poucos se conformou com seu salário milionário e passou a ser um exemplo de acomodação e fracasso.

Demitido da BAR-Honda antes da última corrida do ano no Japão. Takuma Sato tomou seu lugar e em 2004 a equipe sem Jacques fez sua melhor campanha em sua curta história na categoria finalizando como vice-campeã. Já Villeneuve participou apenas das últimas três provas de 2004 pela Renault a convite de Flávio Briatore substituindo Jarno Trulli sem apresentar nada de novo. Fernando Alonso nem tomou conhecimento dele.

Em 2005 tentou mais um retorno agora pela Sauber andou atrás de Felipe Massa a maior parte do ano. Em 2006 a BMW compra a equipe e a contra gosto leva o canadense que pouco apresenta até ser demitido por Mario Theissen na Alemanha por deficiência técnica e para seu lugar Robert Kubica.

A partir daí Jacques Villeneuve se aventurou por diversas categorias NASCAR, 24 de Le Mans, Speedcar Series, Top Race. Tentou carreira de cantor profissional, lançou até um disco. Enfim, tudo foi um tiro no pé, fez a opção errada na sua carreira afundou-se em sua arrogância. Hoje se oferece para voltar como um filho pródigo. Está com 38 anos mais humilde gostaria que seus filhos o visem correr novamente. Acredito que esteja amargamente arrependido por tudo que fez desde que abandonou a Williams, a equipe que acreditou nele e lhe proporcionou as suas maiores alegrias. Terá ele outra chance?

Fontes:
www.statsf1.com;
www.superlicenca.com.br

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Maior Piloto de Todos os Tempos?

Saiu uma suposta declaração de Jenson Button na qual ele teria dito: “Sou o maior piloto da história”. Se realmente ele chegou a falar isso, acredito que se trate de uma brincadeira ou uma maneira que ele escolheu para demonstrar a todos, confiança em si, prevendo uma briga mais dura com a Red Bull pelo campeonato. Depois ele pode vir a público e dizer que foi mal interpretado! É o quê geralmente acontece nesses casos mais polêmicos. A mídia adora isso, principalmente os ingleses.

Acho utópico afirmar quem seria esse piloto, pois a maioria correu em épocas distintas com regulamentos e carros totalmente diferentes. Uns tiveram bons carros, outros nem tanto. Uns correram por mais tempo, outros morreram. São várias questões e critérios para se levar em conta. Mas, todos têm o livre-arbítrio.

Fique a vontade!