Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sábado, 7 de agosto de 2010

Sobre Veteranos e Novatos.


Virou uma tendência, desde que foram proibidos os testes na Fórmula-1. A valorização dos pilotos com mais experiência na categoria em detrimento a pilotos jovens e promissores, mas sem bagagem profissional, claro que, com exceção dos pilotos pagantes que nunca saíram da moda. Exemplo disso aconteceu na Equipe Brawn em 2009, com a negativa de Ross Brawn ao novato Bruno Senna, mantendo assim, o experiente Rubens Barrichello ao lado de Jenson Button na empreitada.


O renascimento das carreiras de Rubens Barrichello, Jenson Button e Mark Webber na temporada passada, incentivou outros profissionais, donos de equipe, dirigentes e patrocinadores a manterem investimentos e acreditarem na experiência e no conhecimento desses caras. Além de aflorar o arrependimento de muitos que deixaram a categoria. Antigamente, a F-1 via com naturalidade bons pilotos estreando aos 35 anos.


Atualmente pilotos ainda no Kart já tem contratos vinculados às grandes escuderias da F-1. Lewis Hamilton é o grande exemplo disso. Recentemente, o canadense Lance Stroll, de 11 anos, tornou-se o mais jovem piloto a integrar a Academia de pilotos da Ferrari. Mas deixando um pouco de lado o contexto de uma sociedade que valoriza demais a juventude. Renovar é preciso, mas talvez, não da maneira que vinha acontecendo.


Vejamos, em 2010 tivemos de volta à ativa de Michael Schumacher pela Mercedes-Benz e de Pedro de la Rosa pela BMW Sauber. Rubens Barrichello foi escolhido como a pedra-chave para reerguer a Williams. Jarno Trulli faz uma temporada honesta dentro das possibilidades e expectativas apresentadas pela Lotus e deve ser mantido no ano que vem. E olha que esses pilotos ainda são remanescentes da década de 90.


O desempenho e as atitudes de Mark Webber, piloto da Red Bull, também alimentam essa discussão entre renovar ou manter. No início do campeonato houve até uma campanha implícita de “aposenta Webber” por parte de pilotos, torcedores e comentaristas devido ao seu mau aproveitamento com o melhor carro do grid. Mas passado a metade do campeonato. Quem lidera o campeonato com o dobro de vitórias em relação aos principais concorrentes ao título?


Depois da redenção de Jenson Button, pelo segundo ano seguido, a Fórmula-1 pode ter um campeão, que para muitos, já tinha o prazo de validade vencido.

domingo, 4 de julho de 2010

Mudanças técnicas de 2011.


Dando prosseguimento ao post de 18 de junho, sobre as regras de 2011. Além de confirmar a Pirelli como a escolhida para fornecimento de pneus em substituição a Bridgestone. A FIA anunciou outras mudanças para a próxima temporada, agora sob o comando de Jean Todt, já quê as regras de 2010 foram regulamentadas, ainda, sob a gestão de Max Mosley.


A volta da regra dos 107% na classificação, devido aos problemas apresentados pelas equipes novatas em ritmo de corrida e a forte pressão das equipes de ponta, principalmente da Ferrari. Qualquer piloto cuja melhor volta do Q1 exceda 107% do tempo do líder estará automaticamente fora da corrida, mas como sempre há exceções e ficará a cargo dos comissários permitir que um ou mais carros que não tenham conseguido fazer um tempo dentro do estipulado pela regra, seja autorizado a participar da corrida.


Pelo segundo ano seguido, é aumentado o peso mínimo dos carros que passará dos atuais 620 kg carro mais piloto, para 640 kg. Isso visando à reintrodução do KERS, quê se voltar, provavelmente será como em 2009, nem todas as equipes utilizarão o equipamento, talvez só as equipes com maior aporte financeiro, mas não temos confirmação ainda. De certa forma essa medida é benéfica para os pilotos que talvez tenham um alivio em suas dietas!


Na parte aerodinâmica, estão proibidos os ajustes das asas dianteiras, assim como o duto frontal, além do difusor duplo que já havia sido decidido anteriormente. Para auxiliar as ultrapassagens os carros terão um conjunto ajustável na asa traseira. No comunicado da FIA, a mesma explicou também que os ajustes somente poderão ter efeito após duas voltas, mas que as mudanças nos chassis poderão acontecer antes do início da corrida. "A partir de 2011, o chassi poderá ser ajustável pelo piloto a qualquer momento antes do início da corrida e com a única finalidade de melhorar as ultrapassagens durante a prova, mas somente depois que o piloto completar duas voltas." O texto não deixa claro se haverá diminuição na largura do aerofólio dianteiro.


Dentre outras medidas ainda em discussão: a permissão para equalização dos motores; as regras do Safety Car e a obrigatoriedade dos pilotos em largar com o jogo de pneus usados no Q3.

domingo, 9 de agosto de 2009

Debates inúteis? Ultrapassagem, estatísticas e números

Vendo as estatísticas dos números de ultrapassagem ocorridas ao longo desta temporada 2009, podemos inferir muita coisa. Ou nada. Ou apenas uma pálida sombra da realidade, iludidos e ao mesmo tempo entretidos no mundo da velocidade pelas disputas plásticas que cada vez mais se tornam disputas de plástico.
Esse debate está rolando no F1 Around. Quem puder ler os comentários, também é interessante. Deixo aqui meu enorme comentário lá para cá vcs apreciarem. Boas reflexões :
"Não sei se diria inútil termos as estatísticas, mas as condições em que os carros de corrida fazem ultrapassagem é, e sempre foi, em condições desiguais de alguma forma. Tem um clássico vídeo no Youtube (depois se quiserem procurem lá) sobre as top 10 ultrapassagens (de um só carro e as duplas) e vc verá que as condições plásticas da ultrapassagem negam muitas vezes que o carro à frente estava com menos aderência, mais combustível, menos rendimento no motor, motor menos potente, chassi diferente etc. As condições de ultrapassagem são assim, e dificilmente não o seriam. Salvos raras exceções em que os carros estão em iguais condições de tudo (ou bem próximas) e um ultrapassa o outro por pegar melhor tração ou frear e acelerar em melhores momentos.

Ou seja, a estatística ou deve contemplar tudo isso, ou não deve contemplar nada disso.Ultrapassar na chuva requer habilidade, assim como ultrapassar a um carro em condições inferiores.Considerem muitas outras varáveis e verão a grande qualidade de defender a posição quando se está em condições inferiores, aliado Às condições aerodinÂmicas ou a dificuldade natural de se ultrapassar em pistas estreitas. Se a F1 fosse um carro padrão, com tudo padrão e a única diferença fosse o piloto e os acertos de cada equipe, seria mais fácil de ver ultrapassagens? Seria mais fácil de visualizar melhores pilotos?

Lembro de ver muitos minimizando a ultrapassagem de Nelsinho em cima de Hamilton, e levantaram todas essas coisas que levantei acima. Desprezaram o aspecto plástico, o arrojo, a visualização do melhor momento,o uso correto dos nervos e do carro. P/ mim, ver ultrapassagens na F1 é entender que as condições dos dois carros em disputa são totalmente diferentes, e ao mesmo tempo apreciar a disputar, sem minimizar o que ela representa. Pq menosprezar é fácil, difícil é fazer, é saber se conseguiria.

Por fim, as estatísticas são apenas a sombra pálida dos resultados que elas parecem mostrar. Números nunca serão estatuto de verdade."