domingo, 6 de fevereiro de 2011
Eu me despeço!
sábado, 7 de agosto de 2010
Sobre Veteranos e Novatos.

O renascimento das carreiras de Rubens Barrichello, Jenson Button e Mark Webber na temporada passada, incentivou outros profissionais, donos de equipe, dirigentes e patrocinadores a manterem investimentos e acreditarem na experiência e no conhecimento desses caras. Além de aflorar o arrependimento de muitos que deixaram a categoria. Antigamente, a F-1 via com naturalidade bons pilotos estreando aos 35 anos.
Atualmente pilotos ainda no Kart já tem contratos vinculados às grandes escuderias da F-1. Lewis Hamilton é o grande exemplo disso. Recentemente, o canadense Lance Stroll, de 11 anos, tornou-se o mais jovem piloto a integrar a Academia de pilotos da Ferrari. Mas deixando um pouco de lado o contexto de uma sociedade que valoriza demais a juventude. Renovar é preciso, mas talvez, não da maneira que vinha acontecendo.
Vejamos, em 2010 tivemos de volta à ativa de Michael Schumacher pela Mercedes-Benz e de Pedro de la Rosa pela BMW Sauber. Rubens Barrichello foi escolhido como a pedra-chave para reerguer a Williams. Jarno Trulli faz uma temporada honesta dentro das possibilidades e expectativas apresentadas pela Lotus e deve ser mantido no ano que vem. E olha que esses pilotos ainda são remanescentes da década de 90.
O desempenho e as atitudes de Mark Webber, piloto da Red Bull, também alimentam essa discussão entre renovar ou manter. No início do campeonato houve até uma campanha implícita de “aposenta Webber” por parte de pilotos, torcedores e comentaristas devido ao seu mau aproveitamento com o melhor carro do grid. Mas passado a metade do campeonato. Quem lidera o campeonato com o dobro de vitórias em relação aos principais concorrentes ao título?
Depois da redenção de Jenson Button, pelo segundo ano seguido, a Fórmula-1 pode ter um campeão, que para muitos, já tinha o prazo de validade vencido.
sábado, 13 de março de 2010
Treino Classificatório para o GP do Bahrein 2010.
Lewis Hamilton em 4º, e o atual campeão Jenson Button em 8º, este último com claras dificuldades no acerto do carro, mas na corrida deve se sair melhor, mostram que a McLaren ainda vai evoluir. A Mercedes-Benz que dominou os treinos livres na sexta-feira coloca Nico Rosberg em 5º e Michael Schumacher em 7º. O alemão de 41 anos que retorna a categoria, demonstrou satisfação com seu resultado, e após sair do carro para se encaminhar para pesagem, fez sua tradicional análise nos carros dos adversários, olhava atentamente o carro da McLaren, quando foi flagrado pelo cinegrafista. Mark Webber com a outra Red Bull, ficou apenas em 6º. Robert Kubica, da Renault e Adrian Sutil, da Force India terminaram respectivamente em 9º e 10º lugares. Esses foram os pilotos que chegaram ao Q3. Resta saber quem optou por largar com o pneu de composto duro.
Dentre os pilotos novatos, Nico Hulkenberg, da Williams, como esperado, foi o melhor estreante e larga em 13º, apenas duas posições atrás de Rubens Barrichello, seu companheiro de equipe. Vitaly Petrov, da Renault andou até bem, mas finalizou em 17º. E os outros três tiveram muitas dificuldades, principalmente com a confiabilidade dos bólidos de suas respectivas equipes. Lucas di Grassi, da Virgin, Bruno Senna e o indiano Karum Chandhok, da Hispania e andaram pouquíssimo durante os treinos. E fecharam o grid de largada com os piores tempos.
Nas equipes novatas, só problemas. A Virgin que, por enquanto, tem o melhor carro dentre elas, mas o mesmo é muito frágil. O lindo carro da Lotus ainda carece de muito desenvolvimento. E a Hispania fez seu primeiro teste na sexta-feira com Bruno Senna e o pobre do Karum andou pela primeira no seu carro hoje. Um horror!
Treino é treino, e a corrida promete muito. Sem o reabastecimento, teremos mais lutas por posições e ultrapassagens na pista, espero. Além de outras variáveis.
2º) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.54.242 (16)
3º) Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.54.608 (20)
4º) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 1.55.217 (19)
5º) Nico Rosberg (GER/Mercedes), 1.55.241 (13)
6º) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1.55s.84 (13)
7º) Michael Schumacher (GER/Mercedes), 1.55.524 (15)
8º) Jenson Button (ENG/McLaren), 1.55.672 (17)
9º) Robert Kubica (POL/Renault), 1.55.885 (17)
10º) Adrian Sutil (GER/Force India), 1.56.309 (16)
12º) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 1.55.653 (13)
13º) Nico Hulkenberg (GER/Williams), 1.55.857 (14)
14º) Pedro de la Rosa (SPA/Sauber), 1.56.237 (13)
15º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 1.56.265 (14)
16º) Kamui Kobayashi (JPN/Sauber), 1.56.270 (13)
17º) Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1.56.619 (14)
19º) Timo Glock (GER/Virgin), 1.59.728 (7)
20º) Jarno Trulli (ITA/Lotus), 1.59.852 (6)
21º) Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), 2.00.313 (7)
22º) Lucas Di Grassi (BRA/Virgin), 2.00.587 (7)
23º) Bruno Senna (BRA/Hispania), 2.03.240 (6)
24º) Karun Chandhok (IND/Hispania), 2.04.904 (7)
Gostaria mais uma vez de agradecer a atenção de todos. Em breve nosso caro Ridson estará de volta. Abraços!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
LOTUS COSWORTH T127

A 11ª equipe a apresentar seu bólido para temporada de 2010, sendo a segunda das novatas. A Proton, Empresa Estatal da Malásia, que fabrica carros de passeio e que atualmente detém os direitos do uso da marca inglesa, fundada por Colin Chapman.
Apresentado hoje em Londres, o modelo com a pintura tradicional que identificava as escuderias britânicas, conhecida como British Racing Green, que também remete ao passado vitorioso de uma das mais importantes equipes que já competiu na F-1. Quanto ao carro, intitulado de T127 que mantém a nomenclatura oficial dos modelos lançados por seu fundador, seja carro de passeio ou competição, tem um desenho simples e reto, principalmente na dianteira, com bico fino. Particularmente, achei a parte traseira semelhante à Mercedes GP.
Em resumo ficou muito bonito, mas sou suspeito para falar da Lotus, pois sempre foi minha equipe favorita, mesmo sem ter acompanhado o início de sua trajetória, já que nasci em 1983. Meu carro predileto é a Lotus preta de Ayrton Senna com patrocínio da John Player Special, um clássico.
[...] lembram o mito do passado. Mesmo que por outras mãos. Agora sob a batuta de Tony Fernandes e Mike Gascoyne a responsabilidade do retorno do time à F-1. Os pilotos são Jarno Trulli e Heikki Kovalainen. E para completar as coincidências o motor é Cosworth, apesar de não pertencer mais à Ford. Boa sorte, então!
Vou torcer!
domingo, 27 de setembro de 2009
GP de Cingapura 2009.

O circuito de Rua de Marina Bay ainda pode melhorar muito nos próximos anos. Os problemas crônicos de ondulações e sujeira foram claros na prova, aliás, um circuito que exige muito dos freios. Romain Grosjean, os quatro carros do grupo Red Bull e Jenson Button apresentaram o problema.
A prova terminou no seu limite de tempo, devido à entrada do Safety-Car causada por ninguém menos que o piloto mais atrapalhado do grid Adrian Sutil. Sim, o alemão da Force India tomou o lugar de Nakajima-San com todas as honras, do posto de afoito e especialista em fazer besteiras. Sutil tentou ultrapassar Alguersuari, rodou e não teve a prudência de esperar os outros pilotos passarem pelo local. Na sua tentativa de voltar rapidamente para a corrida, acertou em cheio a vitima da vez, seu conterrâneo Nick Heidfeld que deve ter ficado irado com o piloto da Force India.
E continuando as trapalhadas dos alemães na corrida noturna, Nico Rosberg deixou escapar um pódio certo, ao perder o controle do carro na saída dos boxes, no seu primeiro pit stop, passando por cima da zebra e da linha branca que limita a saída dos bólidos. Com isso foi punido com um Drive-through indo parar no final do pelotão, pondo um fim no até então, excelente final de semana dele e da Williams.
E o não menos afoito Sebastian Vettel, o alemão da Red Bull excedeu o limite de velocidade nos boxes em seu segundo pit stop. Também pagou um Drive-through, arrebentou o assoalho do carro, perdeu um espelho retrovisor e ainda teve que administrar no final, por problemas nos freios. E finalizou em um surpreendente quarto lugar.
Robert Kubica aproveitou-se do problema dos outros e conseguiu mais um pontinho para a BMW, Heikki Kovalainen está se tornando um verdadeiro sucessor de David Coulthard na McLaren, finalizou em sétimo.
Rubens foi mais comedido na corrida, mas a entrada do Safety-Car prejudicou um pouco sua estratégia, foi sexto. Jenson Button, apesar da má classificação, se deu bem. Largando mais pesado, foi beneficiado pelo Safety-Car e administrou muito bem a corrida e os problemas nos freios no final. Abriu mais um pontinho para seu companheiro da Brawn e já pode consumar o fato no próximo domingo em Suzuka.
Fernando Alonso, autor da melhor volta. Fez uma grande apresentação e provou que realmente anda muito bem no circuito de rua asiático. Primeiro pódio dele e da Renault no ano.
E o Germânico que salvou a pátria em Cingapura foi o surpreendente Timo Glock, que praticamente renovou seu contrato com a Toyota após esse resultado, aliás, o melhor da equipe Japonesa no ano. Glock que já havia conquistado um terceiro lugar na Malásia e agora finalizou
Desta vez Lewis Hamilton não deixou a vitória escapar. Dominou tranqüilamente toda a prova, simples assim. Agora pode comemorar com sua família, sua namorada e seus convidados do mundo musical que realizaram vários shows nesse final de semana.
Em 2009, parece que Ferrari já deu o que tinha que dá. Kimi em décimo e Fisichella em décimo terceiro. Se bobear, perderá o terceiro lugar no campeonato de construtores para a McLaren.
O resultado da corrida está no post do Ridson, confiram também o texto dele!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Histórias da F-1: Renault-Nissan.
Firmada dia 27 de março de 1999 por Louis Schweitzer e Yoshikazu Hanawa, a Aliança Renault-Nissan constituiu um grupo único.
Devido ao mau momento pelo qual passa atualmente a equipe Renault, me recordei de uma história que saiu na imprensa sobre os motivos do retorno da montadora francesa à Fórmula-1 como equipe própria, e não apenas, fornecendo motores.
Tempos atrás saiu na imprensa uma noticia sobre um “suposto” plano da Renault para F-1, quando foi confirmada sua volta a categoria, após adquirir a Benetton.
Segundo o que foi divulgado na época, este plano seria posto em prática quando a Equipe Renault F-1 se estabilizasse, e conseguisse novamente obter sucesso, vencendo campeonatos, e conseqüentemente, voltando a ser um dos grandes e importantes times da categoria.
Contudo, a montadora Renault sairia de cena, e no seu lugar ficaria a outra marca do grupo, no caso a Nissan. Essa jogada seria para promover e fortificar a imagem da montadora Japonesa mundialmente. Depois da reestruturação pela qual a organização passou.
Carlos Ghosn, presidente do grupo Renault-Nissan, bem que poderia analisar com calma essa hipótese. Se a montadora realmente assinou o Pacto de Concórdia, seria uma saída, para a já prejudicada imagem da Renault, que já andou perdendo patrocinadores.
E o quê vocês acham?
sábado, 19 de setembro de 2009
Não tinha outro nome, não?

Interessante, como nenhuma das equipes que eram as francas favoritas a ter uma chance na F-1, na licitação promovida pela FIA, foi escolhida. Epsilon Euskadi e Prodrive que demonstraram ter um projeto sério e uma estrutura sólida para se firmar na categoria. Ficaram de fora novamente.
Considero a Lotus de Colin Chapman a melhor equipe que já passou pela F-1 até hoje. A lendária equipe que já contou com os melhores carros e com os mais ilustres pilotos de sua época como Jim Clark, Graham Hill, Mário Andretti, Jochen Rindt, Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna, além de outros grandes pilotos que passaram por lá, mas o grande diferencial da equipe sempre foi Colin Chapman, fundador, projetista e chefe da equipe que ao morrer em 1982 tornou-se um mito.
Apesar de não ter visto os carros de Chapman correr, considero a Lotus Preta o carro mais bonito de todos os tempos, principalmente, o que era pilotado por Ayrton Senna, que infelizmente não conquistou títulos com a escuderia, mas foi a equipe que lhe proporcionou a primeira vitória em sua carreira.
Então, para minha surpresa, a escolhida pela FIA para o 13ª vaga na F-1 foi a Lotus, quer dizer a Litespeed, ou seria a Proton. Não se sabe realmente, mas talvez seja uma junção disso tudo. Vou tentar explicar mais adiante. É certo que eles usarão o glorioso nome Lotus, para minha indignação. Não tinha outro nome, não?
Essa pseudo Lotus que terá o inexpressivo Mike Gascoyne, como diretor-técnico, aquele mesmo que brigou com o Cristiano da Matta, sendo o causador de sua demissão da Toyota. Usará a estrutura da Litespeed, uma equipe de F-3 da Inglaterra, com dinheiro da Malásia, vindo da Proton, uma empresa estatal que faz carros no país, e tem os direitos do uso da marca inglesa, pois, a mais de dez anos é a sua proprietária. O chefe da equipe será o malaio Tony Fernandes, dono da AirAsia, uma empresa aérea que atualmente patrocina a Williams. E serão impulsionados pelos defasados motores Cosworth, como impôs a FIA.
Se por um lado há quem comemore ver esse retorno da marca a F-1. Acredito que esse grupo de investidores aventureiros, não vão saber honrar a história da marca, criada por Colin Chapman e que teve sua última aparição nas pistas em 1994. Pelo menos o nome está de volta, até quando?
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Uma Opinião: Kimi Raikkonen, O ICEMAN.

Em 2000 foi Campeão da Fórmula Renault Inglesa pela equipe Manor Motorsport, com sete vitórias, seis poles e sete melhores voltas. Participou de dez etapas e subiu no pódio em todas elas. Também foi campeão da Fórmula Renault Européia, onde correu em apenas três etapas, ganhou duas e conquistou duas poles. Com um currículo desses seu empresário David Robertson resolveu procurar equipes de F-1 para oferecer Kimi Raikkonen como futuro piloto.
Então, Robertson procurou por Peter Sauber e fez a propaganda de Kimi. O Dono da Sauber ficou tão intrigado com a história de Raikkonen “vendida” por Robertson que aceitou ainda quê, desconfiado fazer três dias de testes com o finlandês em Mugello em setembro de 2000. Seus tempos de volta foram bons, mas não surpreendentes em seu primeiro contato com um carro de Fórmula-1, mesmo assim Peter Sauber não teve dúvidas em assinar um contrato de quatro anos com o piloto, mas ficou dependendo se Kimi conseguiria obter a superlicença. A escolha do dono da Sauber foi muito criticada na época, pois Kimi além de muito jovem, tinha pouquíssima experiência no automobilismo fazendo somente uma temporada completa na Fórmula Renault contando com apenas 23 corridas em seu histórico. Peter Sauber solicitou a Max Mosley presidente da FIA a superlicença para seu jovem piloto poder correr. Apesar de toda oposição Kimi Raikkonen conseguiu os papéis necessários.
Em 2001, Kimi Raikkonen fez sua estréia pela Sauber Petronas na F-1 na Austrália marcando seu primeiro ponto na categoria. No decorrer do ano fez ótimas apresentações obtendo como melhor resultado um quarto lugar na Áustria e finalizando em décimo no campeonato. Suas atuações enfeitiçaram Ron Dennis que não mediu esforços, nem dinheiro para trazê-lo para McLaren no lugar de seu conterrâneo Mika Hakkinen que já havia divulgado que se aposentaria após o fim do campeonato. Até o próprio Mika Hakkinen se envolveu nas negociações para persuadi-lo a assinar com o time de Working, pois a Ferrari também estava na jogada. Em Monza 2001 duas semanas depois de ser anunciado como piloto da McLaren, Jean Todt encontrou-se casualmente com Kimi e disse-lhe ao passar por ele: “Não ir para a Ferrari será o maior erro de sua vida” Como de costume Raikkonen ficou calado e nenhuma emoção foi demonstrada em sua fisionomia impassível.
Em 2002 em uma equipe de ponta Kimi pôde apresentar melhores atuações indo pela primeira vez ao pódio já na abertura do campeonato. Protagonizou belas disputas com Juan Pablo Montoya na Alemanha, Bélgica e Hungria. Esteve muito perto de vencer na França, mas acabou escapando no óleo do motor estourado da Toyota de Olivier Panis entregando a vitória para Michael Schumacher conquistar seu quinto título mundial. Finalizou em sexto.
Em 2003 entrou definitivamente para a galeria dos grandes pilotos. Em uma disputa equilibradíssima entre ele, Juan Pablo Montoya e Michael Schumacher pelo título. No Japão na última etapa do campeonato Kimi Raikkonen era o único que poderia tirar o sexto título do alemão, mas ficou com o vice.
Em 2004 sofreu com o péssimo carro construído pela McLaren o horroroso MP4/19 e assim deu inicio a sua fama de azarado e destruidor de carros. Depois da metade do campeonato a equipe inglesa lançou a versão B do modelo. E Raikkonen ainda conseguiu vencer na Bélgica salvando o ano. Finalizou em sétimo.
Em 2005 Kimi Raikkonen teve seu melhor ano na McLaren com um super carro ele finalmente pôde mostrar todo o seu potencial, entretanto, foi traído pelas inúmeras quebras do rápido, mas frágil MP4/20. Fez três poles, venceu sete corridas e anotou dez melhores voltas, lutou com Fernando Alonso pelo título, mas como o espanhol conseguiu ser mais constante sagrando-se campeão. Mesmo com um novo vice, Kimi Raikkonen foi eleito “Piloto do Ano” por diversas Revistas especializadas entre elas: Autosport, F1 Racing, Motorsport Aktuell por vários sites de automobilismo ao redor do mundo.
Sua Grande apresentação naquele ano foi no GP do Japão, em Suzuka onde largou em 17º e veio ganhando posições aproveitando-se do excelente equipamento que tinha em mãos. A corrida foi muito emocionante e faltando poucas voltas para acabar a prova Kimi aproximou-se de Fisichella e conseguiu a vitória em uma bela ultrapassagem sobre o mesmo na última volta, foi espetacular, nunca vi Kimi Raikkonen comemorar tanto.
Já em 2006 a McLaren não conseguiu fazer um bom carro. Kimi passou o ano sem vitória. Seu melhor resultado foram dois 2º lugares na Austrália e Itália. Ainda conseguiu duas poles e três melhores voltas, finalizou em quinto. Após cinco temporadas pela equipe inglesa Kimi se despediu da McLaren confirmando a sina de azarado e destruidor de carros. Só para constar em 103 largadas pela equipe inglesa Kimi abandonou 26 só por defeitos mecânicos.
Para 2007 é contratado pela Ferrari. Fica esperando a definição de seu companheiro de equipe. Com o anúncio da aposentadoria de Michael Schumacher, o finlandês passa a dividir a equipe com Felipe Massa. Vencendo logo na sua estréia pela Ferrari na Austrália. Kimi Raikkonen demorou, mas se adaptou muito bem ao bólido do time italiano e disputou com Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton o campeonato mais emocionante dos últimos anos e na prova final no Brasil, finalmente conquista o tão almejado título, finalizando o ano com seis vitórias e seis melhores voltas. Tornando-se campeão pela Ferrari logo no primeiro ano depois que Michael Schumacher havia se aposentado.
Em 2008 depois de um inicio arrasador até o GP da Espanha onde liderava o campeonato e corria rumo ao bicampeonato tranqüilo. Kimi Raikkonen voltou a sofrer com infelicidades, principalmente com quebras, toques com outros pilotos e um péssimo rendimento nos treinos, todavia, não conseguiu mais nenhuma vitória no decorrer do ano, apesar do excelente carro. Passando a ser um mero coadjuvante na luta de Felipe Massa e Lewis Hamilton pelo título. Ainda sim conseguiu dez melhores voltas na temporada.
O Perfil
Kimi Raikkonen é atualmente um dos pilotos mais criticados da F-1 pela sua maneira única de ser. Uns não o suportam, outros simplesmente adoram seu estilo nem aí, seu caráter, sua forma de pensar, agir e de se expressar. Desde que chegou a categoria impressionou por ser um piloto veloz, mas se tornou único ao estabelecer um novo contexto como piloto de F-1 por suas atitudes e personalidade. Não demonstra muita emoção ao vencer corridas ou coisas do tipo, Raikkonen não é chegado a isso. Em sua primeira vitória pela Ferrari, Jean Todt acostumado com as estripulias de Michael Schumacher no pódio, após suas vitórias, claramente estranhou a postura impassível do finlandês. Por ser assim Kimi ganhou o merecido apelido de Ice Man - ou Homem de Gelo ainda na McLaren. Gostou tanto que incorporou o “pseudo” escrito em seu capacete.
Certa vez perguntaram a Peter Sauber como ele conheceu Kimi e qual foi sua impressão! O suíço respondeu: “O rapaz gostava de espaço e decidi não invadir esse território além das formalidades usuais. Dissemos “olá” e apertamos as mãos, mas não diria que Kimi tenha sido muito educado. Era como um animal tímido que não queria ser perturbado – e animais não são educados”. - Por que assinou com ele? – “O que nos impressionou a foi a forma como Kimi lidou com a situação. Ele estava tranqüilo. Nunca tinha visto nada parecido na vida”. “ Isso foi o suficiente para mim e para Willi Rampf (diretor-técnico da Sauber na época), queríamos Raikkonen no carro para 2001 e nem sequer olhamos sua telemetria, o que é pouco usual de nossa parte”. “Por exemplo, nós nos apoiamos pesadamente na telemetria quando assinamos com Felipe Massa para 2002”.
A maneira com quê Kimi Raikkonen lida com jornalistas, repórteres e os dirigentes é admirável, nunca um piloto de F-1 foi tão econômico nas palavras, tão direto e tão revelador. Depois farei um post só com as melhores frases do finlandês. Kimi não se abate com maus resultados, não se abala com os feitos de seus companheiros. Para falar a verdade Kimi nunca ligou para o quê seus companheiros faziam ou deixavam de fazer, isso nunca importou para ele, sua enorme autoconfiança não permite isso. E se você for comparar os seus companheiros, acredito que o mais benevolente tenha sido David Coulthard, pois os outros sempre foram fortes oponentes: Nick Heidfeld, Juan Pablo Montoya e Felipe Massa. Aliás, a disputa Raikkonen vs. Montoya na McLaren foi uma das maiores frustrações que F-1 presenciou, pois esse embate nunca aconteceu diretamente.
Kimi também ficou conhecido por gostar de festinhas regadas a muita bebida, principalmente Vodka Finlandesa, um prato cheio para os tablóides, e um terror para seus patrões. Tem paixão por Hóquei no gelo, apesar de não praticar mais. Foi protagonista de uma cena hilária no GP da Malásia de 2009 quando a corrida foi interrompida por causa da chuva. Nos boxes da Ferrari já sem o macacão e usando uma bermuda, Kimi simplesmente encontra-se saboreando um picolé, logo depois, abre a geladeira e pega uma lata de Coca-Cola. Nem aí para o que estava acontecendo naquela hora, se a corrida iria recomeçar ou não! Enquanto os outros pilotos ainda dentro dos carros ou no pitlane discutindo sobre a interrupção da etapa. Teve outro fato interessante no GP de Mônaco de 2006, Raikkonen abandona a corrida e não retorna aos boxes da McLaren, se dirige para um dos iates ancorados para orla do principado sem nem ao menos se importar sobre o resto da corrida. Fica lá conversando com os amigos.
Atualmente participa de algumas etapas de Rali apoiado pela Fiat dona da Ferrari, onde fez crescer o rumor que trocaria de categoria. Tem contrato com a Ferrari até 2010. Apesar de muitos afirmarem que ele sairá no final deste ano cedendo o lugar para Fernando Alonso na equipe italiana, mas acredito que isso não irá ocorrer e o finlandês cumprirá seu contrato até o fim. Ele mesmo já afirmou que estará no grid em 2010. Recentemente foi criticado por não ir visitar seu companheiro de equipe Felipe Massa, que se recupera do acidente sofrido na Hungria. Até o próprio Massa disse que não esperava algo diferente de Raikkonen – “Ele é assim”.
É dono de uma equipe que corre na F-3 inglesa e na F-BMW a Raikkonen-Robertson Racing. No qual é sócio com seu empresário.
Para mim é um dos melhores pilotos em atividade, por sua frieza e autoconfiança. É um piloto diferenciado. Não liga para números, nem para ninguém, e principalmente não liga para o quê os outros pensam ou falam dele. Preocupa-se em pilotar e se concentra apenas em si. Aparenta ser mais feliz na Ferrari do quê nos tempos de McLaren. Não pode de maneira alguma ser menosprezado.
Em 2009 está limitado pelo carro, mas vem fazendo um bom campeonato na medida do possível. Sua quarta vitória na Bélgica deixa claro como Raikkonen, ainda faz isso muito bem.
Até o GP da Bélgica de 2009, Kimi Matias Raikkonen contabiliza:
Títulos: Campeão em 2007.
GP’S: 151.
Pódios: 61.
Vitórias: 18.
Pole Position: 16.
Melhores Voltas: 35.
Pontos no geral: 565.
Fontes: Revistas F1 Racing.
Site Oficial: http//www.kimiraikkonen.com/
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Um espaço muito especial- F1 Database
sábado, 22 de agosto de 2009
GP da Europa – Classificação.
Começarei falando sobre o substituto de Felipe Massa na Ferrari Luca Badoer. Sinceramente eu não esperava um desempenho tão pífio do italiano, de longe um dos piores pilotos que já guiaram uma Ferrari em um GP e agora compreendo o motivo da Ferrari em sempre tê-lo mantido apenas como piloto de testes, seu desempenho foi muito ruim nem com o apoio e as dicas de Michael Schumacher adiantaram alguma coisa. Alguersuari e Grosjean se saíram muito melhor e com pouquíssima experiência comparando com Badoer um piloto que testa a mais de dez anos, enfim conquistou o último lugar com louvor. Acredito que seja sua única corrida, a Ferrari deve optar pelo Marc Gene ou quem sabe convidar o Sebastien Bourdais já que a equipe italiana briga pelo terceiro lugar nos construtores.
Romain Grosjean que substitui Ângelo Piquet na Renault fez um bom treino e passou até com certa facilidade para o Q2, não cometeu erros para alegria de Briatore. Force India também fez um bom treino e Adrian Sutil mais uma vez no Q2 resta saber qual será sua próxima trapalhada! Interessante a BMW depois que anuncia que vai deixar a categoria o carro melhora de rendimento, as atualizações funcionaram e agora contam com uma bigorna, Kubica chegou ao Q3. Fernando Alonso não chegou nem perto da pole como eu havia imaginado, mas pode buscar um pódio amanhã.
A Brawn voltou a ser competitiva, buscou reeditar os acertos do inicio do ano onde era a equipe dominante, já que as atualizações implantadas no decorrer do campeonato pioraram o rendimento do carro, então retornam para os ajustes que haviam funcionado anteriormente. Aparentemente funcionou, Rubens Barrichello fez o melhor tempo do final de semana no Q2 e vai largar em um ótimo terceiro lugar, já Button o mais rápido no Q1 foi mais conservador e finalizou em quinto. A Red Bull desta vez foi bem discreta e talvez esteja com uma estratégia diferenciada. Vettel larga mais uma vez na frente de Webber.
Dobradinha da McLaren com sobras em Valência. Lewis Hamilton se deu ao luxo de sair poucas vezes no Q1 e Q2 apenas para marcar um tempo bem competitivo para garantir a passagem para a próxima fase e retornava calmamente para os boxes. No Q3 nem se esforçou muito marcou a pole logo de primeira, depois só retornou a pista para consumar o fato já que o esforçado Kovalainen que tenta renovar seu contrato resolveu dar trabalho, mas no fim Heikki errou e o inglês nem precisou terminar a última volta se encaminhado para os pits, poupando combustível e equipamento.
As atualizações no carro que começaram a ser promovidas pelo time de Working no GP da Alemanha e que deram a vitória a Hamilton em Hungaroring mostram-se cada vez mais eficazes e a equipe inglesa tem tudo para dominar o GP Europeu. Para a corrida espero ver a fila indiana e luta por posições apenas nos boxes. Até mais com os pesos!
GRID:
1°) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 1.39.498
2°) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1.39.532
3°) Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 1.39.563
4°) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 1.39.789
5°) Jenson Button (ENG/Brawn), 1.39.821
6°) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1.40.144
7°) Nico Rosberg (GER/Williams), 1.40.185
8°) Fernando Alonso (SPA/Renault), 1.40.236
9°) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1.40.239
10°) Robert Kubica (POL/BMW), 1.40.512
11°) Nick Heidfeld (GER/BMW), 1.38.826
12°) Adrian Sutil (GER/Force India), 1.38.846
13°) Timo Glock (GER/Toyota), 1.38.991
14°) Romain Grosjean (FRA/Renault), 1.39.040
15°) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 1.39.514
16°) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1.39.531
17°) Kazuki Nakajima (JPN/Williams), 1.39.795
18°) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1.39.807
19°) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 1.39.925
20°) Luca Badoer (ITA/Ferrari), 1.41.413
domingo, 16 de agosto de 2009
Quem você gostaria que voltasse à F-1?
Pelo menos, por enquanto, já quê seu empresário Willi Weber não descartou a possibilidade de Michael voltar, além do apoio do médico Johannes Peil e de seu Pai Rolf. Além de uma jogada de marketing, que não há como negar, também tenho que admitir que Michael realmente desejou voltar a competir nos monopostos.
Na história não é difícil encontrar outros casos de pilotos que resolveram parar por diversos motivos. Posteriormente mudaram de idéia e retornaram como Niki Lauda que teve o maior êxito até então. Recentemente outro piloto campeão, o canadense Jacques Villeneuve também manifestou o desejo de voltar à categoria em 2010.
Em virtude disso, fiquei curioso para saber dos amantes do automobilismo qual piloto vocês gostariam que voltasse à F-1? Então ouso propor aos leitores do blog que opinem, comentem sobre qual piloto vocês gostariam de rever na F-1? O Schumacher mesmo? Podem ser pilotos aposentados ou que estão em outras categorias, fique a vontade. Não custa nada sonhar!
Eu começo: Juan Pablo Montoya. E você? Participe!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Cadê as prometidas ultrapassagens?
Somando-se, hoje saiu uma declaração do diretor da Ferrari Stefano Domenicali, indagando sobre as novas regras impostas pela FIA para esta temporada. Salientando principalmente para as alterações aerodinâmicas que não surtiram o efeito desejado, que era de proporcionar mais ultrapassagens. O contestado chefe de equipe da Ferrari também disse que espera que as lições de mais um fracasso na mudança das regras sejam levadas em conta para o próximo campeonato.
"Eu acho que o regulamento de 2009 foi alterado como forma de se ter mais ultrapassagens", disse Domenicali. "Mas se você olhar para as corridas, esse objetivo não foi realmente alcançado até agora. Então, isso significa que, quando há uma mudança de regulamento, antes de mudar, é muito importante ter a certeza de que aquilo que nós queremos atingir em termos de objetivos será realmente alcançado”, continuou o chefe do time italiano.
E prosseguiu na sua linha de raciocínio que o único ponto positivo de todas as mudanças foi à subida de outras equipes. "O objetivo alcançado foi o fato de termos um grid diferente, e outros carros estão mais competitivos. Isso é, com certeza, a única coisa que posso dizer sobre o novo regulamento", encerrou Stefano.
Timo Glock e Fernando Alonso já haviam declarado algo semelhante anteriormente. Talvez o maior problema não seja o carro em si, mas quem sabe os circuitos atuais que são padronizados em sua maioria por Herman Tilke que têm agravado o problema. Quem não se lembra da mutilação feita em Hockenheim ou as diversas intervenções feitas todos os anos em Spa-Francorchamps.
Quem acompanhou a corrida da Stock Car em Salvador sabe como é penoso assistir aquilo e provavelmente no GP da Europa em Valência como já foi comentado em outros blogs amigos, não devemos esperar muito por disputas de posições. Fomos iludidos mais uma vez pelas novas regras!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Uma Opinião: Franz Tost.

Continuando com a sessão semanal de Uma Opinião, uma coluna fixa aqui no Histórias e Velocidade publicada preferencialmente no meio da semana no qual nós comentamos sobre alguma personalidade ligada ao automobilismo seja piloto, dirigente ou jornalista. O Ridson já fez duas belas análises uma sobre Galvão Bueno e outra sobre Rubens Barrichello, e eu iniciei com Jacques Villeneuve.
Na coluna de hoje vou comentar sobre o atual chefe da Toro Rosso, Franz Tost. Esse austríaco nascido em 20 de janeiro de 1956 fã declarado do piloto Jochen Rindt morto em um acidente nos treinos para o GP da Itália de 1970 pela equipe Lotus e único piloto a ganhar um título póstumo na F-1 foi quem incentivou Franz para este meio automobilístico. Como alguma das pessoas que atualmente trabalham em cargos de chefia no automobilismo, Tost também se aventurou a pilotar quando jovem e participou da Fórmula Ford na Áustria sendo campeão em 1983. Posteriormente Franz decidiu seguir carreira universitária fazendo uma licenciatura em Gestão Desportiva na Universidade de Innsbruck.
Conseguiu emprego na Walter Lechner Racing School, no circuito Zeltweg. Passou pela EUFRA Racing onde foi gestor até conhecer Willi Webber e Ralf Schumacher. Willi que na época já era empresário dos irmãos Schumacher o trouxe para assessorar o mais novo dos irmãos, Ralf. Tost passou a ser assessor de Ralf Schumacher desde o inicio de sua carreira no exterior na F-3 japonesa e o acompanhou em sua chegada na F-1 primeiro na Jordan, depois na Williams onde posteriormente também passou a trabalhar a convite da BMW. Ralf seguiu outro caminho e Tost ficou com o papel de Gerente de Operações da equipe Williams-BMW até 2005.
Convidado por Dietrich Mateschitz, dono da Red Bull para ser chefe da equipe Toro Rosso em 2006 na estréia do time que sucedia a Minardi. Franz Tost prontamente aceitou e logo depois fez uma boa parceria com Gerhard Berger que chegou como sócio do time, todavia, eles já se conheciam dos tempos de Williams.
No ano passado em uma cerimônia para premiar GP de Cingapura como primeiro GP noturno da categoria foi nomeado chefe de equipe do ano. Influenciado em parte pela surpreendente performance de seus carros na segunda metade do campeonato que resultou na primeira vitória da equipe Toro Rosso em Monza com Sebastian Vettel. Franz também é conhecido pela audácia em negociar com grandes nomes e por seu temperamento explosivo com os pilotos, sendo que seu último desafeto foi o francês Sebastien Bourdais recém demitido do time por ele.
Junto com Berger, Tost negociou em duas oportunidades convencer e trazer Juan Pablo Montoya de volta a F-1, mas, infelizmente sem sucesso, além de tentar tirar Mika Hakkinen da aposentadoria e depois da briga de Fernando Alonso com Ron Dennis e a posterior saída do piloto da McLaren também foi em busca do espanhol bicampeão mundial.
Mas, o episódio mais lembrado de Franz Tost na F-1 foi o arranca rabo que teve com o piloto estadunidense Scott Speed que competia pelo time e participante do programa de jovens talentos da Red Bull, no GP da Europa de 2007 em Nürburgring. Speed declarou que foi agredido por Tost após seu abandono, chegando a dizer que levou um murro no meio das costas, além de ser agarrado pelo pescoço sendo encostado na parede e afirmando – “Toda a equipe viu”. Na versão do diretor da Time de Faenza, Speed exagerou na descrição dos fatos, mas não negou a discussão - "Ele não quis ouvir que errou, portanto agarrei-o pelo ombro quando ele estava indo embora e disse-lhe: “Não podes virar as costas para mim desta forma”. “Eu nunca lhe agarrei pelo pescoço. “E depois de me acalmar, pedi-lhe desculpa pelo sucedido”. Declarou Franz na época. Temendo pela sua vida Speed saiu do time e da categoria sendo substituído por Sebastian Vettel na etapa seguinte.
Tost, ganhou fama de “esquentadinho” do circo da F-1. Na medida do possível tem sido um bom profissional e segue a risca a cartilha da Red Bull. Em 2009 está tendo que se virar com os desafios de gerir a equipe sem Berger e com metade do orçamento da matriz Red Bull um dos destaques do campeonato. Acatou a ordem para que a Toro Rosso fosse usada pela Ferrari para testar a longevidade dos seus motores nos treinos de sexta-feira dos GP’s. Só que tal acerto acaba prejudicando a equipe no decorrer do final de semana. Uma das explicações pela baixa competitividade da equipe este ano e das dificuldades para o acerto do carro que Bourdais sempre reclamava. Será que o francês foi pego para Cristo?
A Toro corre o risco de ser vendida, mas corajosamente, Tost já declarou que de qualquer forma será um construtor em 2010. E isso talvez explique sua escolha pelo jovem espanhol Jaime Alguersuari que trouxe a equipe uma ajuda de custo. E ainda para 2010 Franz Tost opte por outros pilotos pagantes para correr na equipe. Em busca da sobrevivência e autonomia, Franz espera retomar a boa fase da equipe sem ter que depender tanto da Matriz, aliás, já faz tempo que a Red Bull não tem mais tanto interesse em sua filial. E por esse mesmo motivo Berger abandonou o barco e deixou o abacaxi pro Franz Tost.
Fonte:
www.tororosso.com
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Teste de Schumacher com F-60, vetado.
A priori, todos da FOTA tinham concordado, mas faltava a Williams e a Force India que foram suspensas do grupo e ambas tinham que concordar também. E eis que surge a Williams emitindo um comunicado com um sonoro não para as pretensões Ferraristas:
“A Williams não vê distinção entre as situações de Alguersuari e de Schumacher e sente que qualquer desvio à regra vai criar um precedente para o futuro”, e continuou - “Por motivos de coerência e justiça, somos contra a proposta da Ferrari com relação ao teste antes do GP da Europa”, afirmou a Williams, em nota.
A Williams que já engoliu muito sapo por causa da Ferrari, e para mim teve uma atitude acertada e esperada. Por que os ingleses iriam facilitar vida da Ferrari? Quem mandou a Ferrari trazer um piloto aposentado com tantos outros a disposição! Não estou aqui desmerecendo o Schumacher, mas acredito que essa situação só será por um GP, já no próximo o Felipe Massa volta. A Ferrari é conhecida por sempre querer se aproveitar e se beneficiar das situações, aliás, o teste de Schumacher com a F-2007 em Mugello foi estranho, mesmo usando os pneus da GP2, esse teste está sendo investigado pela FIA.
E a Williams não ficou só, Red Bull e Toro Rosso aparentemente voltaram atrás, já que fazem parte da FOTA, e também negaram o pedido dos italianos:
“Nós pedimos permissão para um teste de Alguersuari antes do GP da Hungria, mas ele foi recusado” e continuou - “Então, por que devemos aprovar uma liberação para o heptacampeão depois disso?”, questionou Dietrich Mateschitz, dono do Grupo Red Bull.
Claro que a Ferrari não gostou e soltou essa pérola para Williams:
“Adivinhe quem se opôs ao teste com a F-60? O time que não ganha nada há muito tempo e que, ainda assim, não deixou passar mais uma vez a oportunidade de demonstrar sua falta de espírito esportivo.
E, para que todos saibam, a Ferrari aprovou o teste com Alguersuari, mas parece que até mesmo neste caso alguém decidiu seguir à risca o que está escrito no regulamento”. Aprovou o teste do Alguersuari?
Como bem lembrou o jornalista Flávio Gomes a Williams nunca fez nenhuma gracinha contra a Ferrari por ela ter ficado 21 anos sem títulos...
Só vou acreditar nesse retorno do Schumacher quando ele estiver pilotando nos treinos livres em Valência. Já não tenho dúvidas que isso é uma tremenda jogada de marketing da Ferrari e do Bernie Ecclestone. Opinem!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Uma opinião: Jacques Villeneuve.
Nascido em 9 de Abril de 1971 em Saint-Jean-sur-Richelieu, Canadá. Jacques Villeneuve é filho de um mito da Fórmula-1, Gilles Villeneuve, que morreu durante os treinos classificatórios para o GP da Bélgica, em Zolder, em 1982. Só em 1986 ele efetivamente começou no automobilismo quando entrou para a escola de pilotagem de Jim Russell. Posteriormente passou 3 anos na F-3 italiana e foi vice-campeão F-3 japonesa em 1992.
Logo depois se transferiu para América do Norte, competindo na Fórmula Atlantic onde foi terceiro colocado. Em 1994 seguiu para Indy na equipe Forsythe-Green.
Vencedor das 500 milhas de Indianápolis e Campeão da Indy em 1995 o canadense chamou a atenção de Frank Williams que convidou o piloto canadense para um teste. Sendo rápido logo de cara Sir Frank não teve dúvidas em oferecer um contrato ao filho de Gilles e o acordo foi fechado entre as partes. Jacques Villeneuve se preparou muito bem para sua estréia na F-1 sendo o piloto com maior quilometragem nos testes da pré-temporada.
No GP da Austrália de 1996 Jacques iniciou sua trajetória na Fórmula-1 com tudo marcando a Pole Position e liderando quase toda a prova, mas no finalzinho por problemas no motor teve que ceder a vitória para seu companheiro de equipe na época Damon Hill que posteriormente se sagraria campeão daquele ano. O impacto da chegada de Jacques Villeneuve na época é comparável a de Lewis Hamilton em 2007 como um dos melhores estreantes da história da categoria. O canadense manteve a competitividade durante o ano e brigou com Hill pelo título até a última corrida onde perdeu uma roda do seu carro sendo obrigado a abandonar a disputa. Foi vice-campeão com 4 vitórias, 3 poles e 6 melhores voltas.
Em 1997 Villeneuve despontava como franco favorito ao título com o estupendo Williams Renault tendo agora Heinz Harald Frentzen como companheiro. Como desejado, Jacques foi campeão, mas não com tanta facilidade como era esperado pelo carro que possuía. Decidiu a taça com Michael Schumacher na última prova após um polêmico toque entre ambos que tirou o piloto da Ferrari da corrida. Foi muito inconstante durante o ano às vezes vencia com facilidade e em outras nem completava a prova, o título veio através desta campanha 7 vitórias, 10 poles e 3 melhores voltas. Talvez ele nem imaginasse que seriam suas últimas vitórias, seus últimos dias de felicidade no esporte...
Em 1998 depois de mais uma mudança no regulamento técnico com adoção dos ridículos pneus sulcados, o anuncio do abandono oficial dos motores Renault e a transferência de Adrian Newey para McLaren. A Williams não conseguiu fazer um carro competitivo e passou o ano sem nenhuma vitória. Depois de sair da Williams, Villeneuve se transferiu para pilotar e ser sócio da equipe BAR em 1999 junto com seu amigo, empresário Craig Pollock e já foram criando polêmica, carros com cores diferentes, sob o alicerce da indústria tabagista, proclamava que teria sucesso e já estaria entre os melhores em sua primeira temporada.
Foi uma catástrofe teve a sua pior temporada na categoria e não conseguiu marcar um ponto sequer, abandonou de vez a chance de lutar por vitórias e títulos começando de vez seu declínio na categoria.
Em 2000 a BAR se une a Honda, a equipe faz uma parceria fundamental e consegue dar um passo adiante em desempenho e resultados. Entretanto, Pollock e Villeneuve, aparentemente, nunca agradaram a gigante japonesa.
Villeneuve tornou-se um chato que exalava pura arrogância. Chegou a ser sondado pela McLaren Mercedes, mas esnobou, preferiu ficar na petulante BAR-Honda, onde tinha um contrato milionário, todavia, todas as grandes equipes lhe fecharam as portas. Desentendeu-se com muitas pessoas na F-1, dirigentes, pilotos e jornalistas. Certa vez, por muito pouco não saiu no braço com Juan Pablo Montoya após uma discussão entre ambos. Seguiu 2001 e 2002 com desempenho sofrível as coisas só pioravam o seu amigo Craig Pollock é despachado da direção da BAR sendo substituído por David Richards.
Antes do campeonato de 2003 soltou uma pérola devido à chegada de Jenson Button na equipe – “Se eu andar atrás de Button é melhor eu sair da categoria e ir para casa”. E foi justamente o que aconteceu foi superado constantemente pelo jovem inglês. David Richards não concordava com o exorbitante salário que Villeneuve recebia, e diga-se, nunca demonstrou ser um bom acertador de carros, aos poucos se conformou com seu salário milionário e passou a ser um exemplo de acomodação e fracasso.
Demitido da BAR-Honda antes da última corrida do ano no Japão. Takuma Sato tomou seu lugar e em 2004 a equipe sem Jacques fez sua melhor campanha em sua curta história na categoria finalizando como vice-campeã. Já Villeneuve participou apenas das últimas três provas de 2004 pela Renault a convite de Flávio Briatore substituindo Jarno Trulli sem apresentar nada de novo. Fernando Alonso nem tomou conhecimento dele.
Em 2005 tentou mais um retorno agora pela Sauber andou atrás de Felipe Massa a maior parte do ano. Em 2006 a BMW compra a equipe e a contra gosto leva o canadense que pouco apresenta até ser demitido por Mario Theissen na Alemanha por deficiência técnica e para seu lugar Robert Kubica.
A partir daí Jacques Villeneuve se aventurou por diversas categorias NASCAR, 24 de Le Mans, Speedcar Series, Top Race. Tentou carreira de cantor profissional, lançou até um disco. Enfim, tudo foi um tiro no pé, fez a opção errada na sua carreira afundou-se em sua arrogância. Hoje se oferece para voltar como um filho pródigo. Está com 38 anos mais humilde gostaria que seus filhos o visem correr novamente. Acredito que esteja amargamente arrependido por tudo que fez desde que abandonou a Williams, a equipe que acreditou nele e lhe proporcionou as suas maiores alegrias. Terá ele outra chance?
Fontes:
www.statsf1.com;
www.superlicenca.com.br
domingo, 21 de junho de 2009
GP da Inglaterra 2009
Na largada algumas trocas de posições que selaram o destino de muitos pilotos na corrida. Vettel, Rubens e Mark Webber conseguiram manter suas posições, logo em seguida em 4º um surpreendente Nakajima que ganhou a posição a de Jarno Trulli que largou muito mal e acabou atrapalhando o líder do campeonato Jenson Button que ficou encaixotado atrás do italiano da Toyota e ambos perderam posições.
Depois o que se viu foi aquela já tradicional fila indiana com exceção de alguns erros isolados como o de Felipe Massa que foi superado por Button.
O pacote de medidas para aumentar as ultrapassagens nos carros de 2009 revela-se um fiasco quanto ao seu propósito. Troca de posições ainda sendo decidida nos boxes.
Não se pode negar que alguns pilotos tentaram, mas, sem sucesso a ultrapassagem, como no caso de Fernando Alonso e Lewis Hamilton ambos presos atrás dos carros da BMW. Aliás, Alonso e Hamilton proporcionaram a melhor disputa da corrida duelando lado a lado nas curvas do circuito.
E só confirmando a tese de fiasco do pacote aerodinâmico, no lance da tentativa do Bourdais em cima do Kovalainen, o aerofólio dianteiro gigantesco adotado para esse ano do francês foi destruído com apenas um pequeno toque no pneu da McLaren do finlandês, ou seja, deixa a dúvida para os pilotos se vale mesmo se arriscar em pôr o carro de lado sem ter o receio de quebrar o mesmo e abandonar como resultou neste caso.
Webber ganhou segundo lugar de Barrichello nos boxes, mas já tardiamente sem condições de brigar com Vettel pela vitória e assim seguiram para o pódio com dobradinha da Red Bull onde finalmente se fez ouvir o hino da Áustria.
Outros destaques Felipe Massa com um ótimo quarto lugar e Nico Rosberg em quinto. Button finalizou em sexto e segue na ponta do campeonato. Trulli e Raikkonen fecharam os oito que pontuaram.
Por Jobson
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Aqui é Ridson de Araújo, apresentando o Jobson, conterrâneo meu, e que vai nos ajudar nessa missão honrosa de trazer novas visões sobre a F1 e o mundo da velocidade. O convite foi feito por mim e o Jobson aceitou o desafio,e eu acredito que tem tudo p/ ir muito bem. Outros colaboradores, na área de História, estão sendo convidados e eu acredito que em breve aumentaremos o quadro do Histórias e Velocidade. Como diria Carlo Romani, professor de História da Federal do Ceará, o potencial das pessoas tem que ser publicizado, coletivizado, trazido p/ todos. É nesse pensamento que eu desejo boas-vindas ao novo colaborador do blog, que não é mais o "blog do Ridson". Agora o blog é de todos!