Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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sábado, 27 de novembro de 2010

A inferior, mas não a última: Hispania Cosworth.


A temporada da Hispania foi bastante sofrível, teve de longe o carro mais lento e defasado do grid. Após o rompimento com a fabricante italiana Dallara, que assinou o projeto logo no início do campeonato, o bólido do time não teve nenhuma atualização durante toda temporada. Lembrando que o time espanhol não chegou nem a participar dos testes de pré-temporada devido às incertezas burocráticas e financeiras com o ex-dono Adrian Campos.


A equipe foi montada às pressas para correr no Bahrein, onde fez seu primeiro shakedown nos treinos livres da sexta-feira. O time de José Ramon Carabante começou a temporada com dois pilotos igualmente estreantes: Karum Chandhok e Bruno Senna. No decorrer das etapas promoveu um rodízio entre os pilotos com as chegadas de Sakon Yamamoto e de Christian Klien. Sendo que o brasileiro foi que mais participou dos grandes prêmios. Bruno também conseguiu a melhor posição de largada do time com um 18º no GP da Bélgica.


Os quatro pilotos pouco puderam fazer, além de tentar levar o carro até o fim das provas. Os problemas mecânicos e financeiros acompanharam o time comandado por Colin Kolles do início ao fim do campeonato. Foram 12 abandonos por quebras mecânicas e 3 por acidentes ou colisões. Entretanto, conseguiram terminar na frente da Virgin no campeonato, por terem finalizado mais corridas no 14º lugar. Foram três no total com Karum Chandhok na Austrália e Mônaco, e com Bruno Senna na Coreia do Sul.


Ficou claro que o principal objetivo da equipe era conseguir sobreviver em 2010, e conseguiram. Mas para correr na próxima temporada a Hispania ainda vive de incertezas. O acordo salvador com a Toyota, ao que parece, foi tudo por água abaixo, por falta de pagamento dos espanhóis. Enganei-me quanto à benevolência dos japoneses.


Para 2011, pelo menos, a Hispania já tem um acordo com a Williams para receber as caixas de câmbio e vão continuar com a Cosworth como fornecedora de motores, agora só falta dinheiro, o carro, os pneus, os patrocinadores, os investidores, os pilotos pagantes...

  • Posição: 11º
  • Nação: Espanha.
  • Numeração: 20 e 21.

Seus pilotos:


Karum Chandhok.
  • Posição: 22º
  • Nacionalidade: Indiano
  • Participações em 2010: 10
Bruno Senna.
  • Posição: 23º
  • Nacionalidade: Brasileiro
  • Participações em 2010: 18
Sakon Yamamoto.
  • Posição: 26º
  • Nacionalidade: Japonês
  • Participações em 2010: 7
Christian Klien.
  • Posição: 27º
  • Nacionalidade: Austríaco
  • Participações em 2010: 3

sexta-feira, 5 de março de 2010

HISPANIA COSWORTH HRT F1


A última equipe a apresentar seu bólido para a temporada de 2010, foi a Hispania ou HRT. O lançamento foi executado na sede da equipe, na cidade de Múrcia, Espanha. O dono do time é José Ramón Carabante, que terá como diretor o alemão Colin Kolles. Na parte técnica contará com experientes engenheiros, o inglês Geoffrey Willis e o belga Jacky Eeckelaert.


O projeto do carro ficou a cargo da tradicional construtora de chassis italiana Dallara. Com um desenho igualmente conservador, principalmente na dianteira, mas ao contrário das outras equipes tem um bico mais baixo. Também será impulsionado pelos motores ingleses da Cosworth. Quanto ao layout, predomina a cor cinza com detalhes em amarelo, vermelho e branco.


Os pilotos:

20. Karum Chandhok:

A equipe espanhola contará com uma dupla de novatos. O indiano Karum Chandhok, de 26 anos é o segundo piloto da Índia a participar da categoria. Fez boas apresentações na GP2, vencendo corridas, foi companheiro do próprio Bruno Senna na iSport em 2008.

21. Bruno Senna:

O primeiro piloto a ser confirmado para 2010 no time, quando a equipe ainda era de Adrian Campos. Tem um vice-campeonato de GP2 em 2008. E finalmente vai estrear na categoria máxima do automobilismo.

Opinião:

Almejam ser a melhor equipe entre as novatas, mas é difícil prevê o potencial de um carro que só vai à pista nos primeiros treinos livres para o GP do Bahrein, mas é possível. Quanto ao desempenho dos pilotos, cogitar quem se sairá melhor no ano, eis uma incógnita.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Probabilidades, possibilidades e esperanças- História e mercado de pilotos

A História se revolve com essas três premissas: Probabilidades, possibilidades e esperanças. Isso mostra o quão difícil é construir um texto historiográfico; as fontes nos direcionam para diversos caminhos e nos dão uma gama limitada de posibilidades de reflexão e afirmação de certos fatos. Tanto que se torna particularmente difícil de dizer se o historiador consegue dar conta da "realidade"ou não...particularmente fico com a interpretação de certos relativistas, que escapam da armadilha do total-relativismo na História ao afirmarem que o historiador constrói suas narrativas através do exercício da pesquisa, mas sempre com a premissa de que vai encontrar traços de realidade nos quais vai constituir sua teia de reflexões...um historiador-aranha que perce a importância do enredo das coisas...
Tá...os muitos não-historiadores que acompanham o blog que conseguiram sobreviver a essa primeira idéia provavelmente não devem ter feito todas essas conexões com o mercado de pilotos para o próximo ano. Explico: assim como na disciplina histórica, como nas Histórias que compõem o arcabouço de histórias e enredos do Esporte a motor, muito se pode fazer relação quando se observa as expectativas dos mercados de pilotos. Todo ano é uma novela, que pode se desenrolar em várias tramas e teias, e o que nós amantes da F1 e do esporte a motor fazemos, junto aos blogueiros e jornalistas (há sujeitos que são as três coisas...hehe), é tentar elucidar , no conjunto de pistas que recolhemos, traçar como se desenrolaram/ desenrolam/desenrolarão essas histórias, esses enredos. A prática muitas vezes questiona a lógica da teoria. E isso que é legal. Muitos não sabem que os historiadores se deparam com as mesmas angústias e dúvidas. E com a mesma paixão. Entre os dois mundos, vivo na expectativa pelo mercado de pilotos para o ano que vem.
Probabilidades
As coisas dadas como certas, são as que mais nos surpreendem. Mas são as que menos nos deixam surpreender. Delas nos baseamos pela lógica da teoria, do que deve acontecer. mas só se sustentam pela enorme quantidade de fontes... sejam elas tendenciosas ou não. Cabe a quem tenta averiguar isso, historiador ou não, de questionar as fontes perguntas que elas tenham condições de responder e comparar as fontes. Nunca, contudo, perder de vista que muitas coisas só se pode saber por só uma fonte... sem cair no dogmatismo religioso.
Exemplo de História:
O holocausto, ou todas as grandes verdades ditas como incontestes. Sabemos que houve guerras, assim como sabemos que houve conflitos de interesse, assim como sabemos mais ou menos com propriedade os interesses e as vantagens. Sabemos onde isso deu, onde isso se desenrolou. A grande questão a se fazer é: como se desenrolou? Qual a atuação dos sujeitos? O que se pode dizer como certeza?
No campo das probabilidades, arrisca-se a certeza. Não vejo porque duvidar se houve holocausto ou se houve um massacre nojento de judeus, inimigos políticos e minorias étnicas. É possível, entretanto, tecer com exatidão as tramas e os enredos disso tudo, ou temos que confiar no olhar crítico de quem as tece e desenrola?
-Exemplo da expectativa para o mercado de pilotos:

É o caso de Kubica na Renault, como foi o caso de Alonso e está também sendo o de Hulkenberg, na Williams. Muito se diz, muito se espera. Em breve todas se aferem como certas e incontestáveis... Alonso na Ferrari foi exemplo disso agora como Senna na Williams em 1994. Muitos apontam os motivos e esquecem / minimizam os contra-motivos; poucos se questionam como se dão/ deram as condições dos termos, os bastidores, e em que condições cada piloto chegará na próxima temporada.
Kubica na Renault? Primeiro piloto e propaganda? Como estará a Renualt. Qual será a força de Kubica em comparação a um segundo piloto?
Hulkenberg na Williams? Como será a atuação? Aprendiz e propaganda? Atrativo de patrocínios? Será favorecido pela equipe ou terá que segurar a onda do bonde do piloto experiente que virá, possivelmente como primeiro piloto para 2010. Isso continuará em 2011?
Possibilidades
Nunca é fácil dizer o que vai acontecer até se concretizar. E isso se dá quando se observa o presente. Como não é fácil entender assim o passado, pq se tem uma idéia de algumas coisas que aconteceram, e nos norteiam, mas não se dá para saber em sua concretude o que não aconteceu, ou o que deveria ter, em teoria, acontecido.
Exemplo de História:
- Quando se investiga a ação de operários e operárias no contexto das greves fabris que marcaram o início do séc XX e que já aconteciam no século XIX, muito se espera que as mulheres defendam seus direitos e que os homens lutem contra isso, assegurando os seus. Pois bem... há casos conhecidos de mulheres que saem nas ruas em defesa do resguardo da mulher em casa, cuidando da família e dos filhos, sendo subserviente pois é seu papel social... e há homens que vão às ruas defendendo direitos iguais dos indivíduos, e também os das mulheres...há os que as defendem, mas descartam a possiblidade delas de lutarem pelos próprios direitos, deixando na mão deles lutar por elas; como há os que as conclamam para a luta e vão lá junto a elas.
Isso só mostra a diversidade de enredos e tramas que compõem os acontecimentos, e que o historiador tem de "se ligar" neles e através da pesquisa desenrolar sua escrita, seu olhar, sua reflexão. Sempre tendo a pesquisa como algo para lhe dizer o que dá para dizer, e o que é forçoso demais.
-Exemplo da expectativa para o mercado de pilotos:
É o caso de Rubens Barrichello na Williams, ou o de Kimi Raikkonen na Maclaren Mercedes. Ambas as situações revelam muito do que se espera deles e o que eles esperam próximo ano.
Rubens é o cara experiente, que trabalha muito junto aos engenheiros e mecânicos, para desenvolver ao máximo as habilidades do carro, que a Williams quer. Além disso, é o piloto com a velocidade e habilidade necessária para reerguer a Williams. Não é um engenheiro, não é um mecãnico, ou seja, não atua na produção do carro ou coisa assim (ainda vou escrever nessa semana sobre a atuação de um piloto nesse processo de melhoria do carro), mas é o cara que na atuação nos treinos e corrida que traz o máximo de informações que só podem ser obtidas para a equipe pelo piloto. É o ajuste fino para a corrida.
Assim, Rubens na Williams é uma possibilidade grande, mas ainda no campo da possibilidade. Por duas razões: uma, que não tem a melhor imagem frente ao pensamento de Frank Williams de como deve se portar como um piloto de F1, no que diz respeito às suas declarações públicas do que se passa na equipe. Isso nenhum dono de equipe gosta muito, mas Williams é mais sensível do que os demais; o segundo se chama Heidfeld. O alemão tem mais o menos as mesmas características, e está sobrando. Só que é mais jovem (não mais determinado e empolgado), embora com um pouco menos de talento.
É assim também com Kimi na Maclaren. Kimi fez sua melhor passagem na categoria em Woking. Saiu de lá, entretanto, para realizar um sonho.Kimi tem a velocidade necessária, tem o talento necessário para a equipe e quer um carro competitivo, como o que a equipe quer.
O que deixaria Kimi no campo das possbilidades e não probabilidades? Duas coisas:
- Hamilton quer o status de primeiro piloto. Ter Kimi é um empecilho à là Alonso, e embora Kimi não seja de criar caso disso, seria um desafio totalmente diferente de Alonso, e igualmente duro. Não sabemos o real poder de Hamilton frente à tendência histórica da equipe de dois pilotos fortes... e é aí que a lógica da teoria pode cair por terra na realidade prática.
- Kimi já passou por lá e não deixou muitas saudades quando saiu. 2006 não foi um ano bom, e Kimi saiu com farpas. Embora o clima frio da equipe seja o melhor estilo para Kimi atuar, e Kimi tenha construído um nome por lá, será difícil superar o ranço criado na saída para a Ferrari.
Esperanças
É onde jaz a força renovadora. Seja da F1 ou da História. A capacidade de mudanças... o efeito catalítico delas. Fazer parte como protagonista ou estar alheio como um personagem secundário e sem rosto?
História:
Quando se pensa em esperança, inevitavel se pensar em futuro. O Historiador não consegue chegar no futuro...a não ser no futuro do pretérito. Reescrever a trama do passado questionando os fatos. Questionando o já dito. É por isso que se pesquisa em História. Ter em mente a renovação da coisa. Novos elementos para a reflexão, novas abordagens dos elementos com novas fontes. É isso que permite ao historiador esperança: de mudar a compreeensão presente e futura através da reescrita do passado.
Só com isso se pôde desmistificar o dogmatismo do nacionalismo, se pôde questionar e dar voz aos elemetos ditos alheios da História, os marginalizados. Só com isso, também, se pode reescrever as Histórias das elites e também desmistificá-las, tirando-as do pedestal e da pura e simples fogueira.
Mercado de pilotos:
A silly season vai ficando mais smart (esperta).
Muitas esperanças vão surgindo. Mudar finalmente para uma equipe grande (Sutil); ingressar na F1 (vários novatos, entre eles os dois novos pilotos brasileiros, como Di Grassi na Renault e Campos e Bruno Senna na Campos e Force India).
Posso aqui tentar desenrolar os dos dois brasileiros e de três estrangeiros:
Di Grassi é o terceiro piloto da Renault. Isso faz com que ele seja uma opção de fato para a equipe, que não está nada satisfeita com Grosjean. Grosjean tem filiação francesa no mundo do automobilismo, mas o mercado por lá não está tão assim, digamos, atento a isso, e o daqui ficaria levemente mais animado com um piloto brasileiro. Di Grassi vem crescendo em popularidade, chegando agora aos olhos do teleespectador menos fanático brasileiro. Defende muito bem posições e ataca bem. Pilotou muito no ano passado e neste ano também, mesmo sofrendo com os equipamentos.
Di Grassi, entretanto, mesmo sendo mais piloto que Grosjean, não tem grandes patrocínios. Não foi campeão da GP2. A Campos precisa de um piloto pagante, e a Renault não está nada bem financeiramente com a perda de grandes patrocinadores. Aí, a opção da Indy fica mais límpida do que nunca.
Bruno Senna tem patrocínio, tem talento, mas lhe faltam resultados expresssivos e títulos. A Force India anda de olho nele, a Campos também, mas o peso do nome famoso junto com a pressão decorrente midiática e o fato dele não ter pilotado em monopostos-fórmula o fez ficar meio que para trás na corrida. Uma escolha bem errática a dele de não ter permanecido na GP2 este ano, que foi excepcionalmente interessante, disputada e atrativa aos olhos da mídia.
Adam Caroll anda esquecido da mídia, mas mostrou muito talento nos monopostos em Superleague e A1Gp. Andou conversando com Campos, Manor e USF1. Tem certos patrocínios...
Mas estando tão longe da mídia..é pq acertou no escuro ou no escuro ficará desajustado.
Vitaly Petrov, vice da GP2, foi muito especulado. Tem muitos, mas muitos patrocínios. Falta-lhe constância, pois só é rápido. Isso pegou mal nos ares da Force India e USF1, que mesmo precisando de muita grana fizeram de despreocupados com isso. Não é todo o dinheiro da Rússia petroleira que vai dá-lo um lugar ano que vem. Pode ser , sem dúvida, o mercado promocional russo que dará.
Na contramão (ou não) da política econômica bernieocrática (ou capitalista ), esses cinco são esperanças a serem postas em xeque pelo liquidificador cruel da escolha para o ano que vem. Seriam forças renovadoras como Hulkenberg, Vettel e Rosberg?

domingo, 2 de agosto de 2009

Segunda-feira: Um dia daqueles! F1 tomando novos rumos

Recomeçar



Começarão as aulas da faculdade, as aulas escolares, o dia de semana de trabalho. E os rumos da F1 também parecem tomar novos rumos.






A saída da BMW pareceu desleixo da montadora com o esporte. E foi . Mas não foi só isso. Foi o prenúncio do Pacto de Concórdia, e a certeza de que a montadora não teria condições de se manter no espetáculo sambando por muito tempo. As expctativas sobre a iminente rendição da Renault, que assinou o Pacto, contrastam opiniões: a Renault aguenta o tranco e não recebe a enorme multa rescisória por quebra de contrato ou ela quebra os trancos, rola nos barrancos e fim de papo para Grosjean, para os planos da equipe em atrair recursos do mercado francês.


Não só a isso, seria mais uma possibilidade de vaga para outros interessados em ingressar no espetáculo.


O direcionamento dos acontecimentos últimos dos bastidores da F1 foi até necessário para reavivar os interesses pela categoria em tempos de férias. É a "silly season", ou mais conhecida como temporada de especulações. Pilotos, equipes, marcas, patrocínios. Um exercício complexo de gestão mercadológica que a categoria vem passando cada vez mais a cada temporada, confundindo a todos (e sem dúvida colocando questionamentos e suscitando debates).






O mais recente dos rumores, e sem dúvida um dos mais simpáticos até, é de que SuperNova e Piquet Sports, duas equipes da GP2, estariam interessadas em se fundir para conseguir comprar o espólio da Sauber, sem dúvida com o suíço como parte importante do processo.




Piquet F1(?)


O nome de Piquet na conversa seria para salvar a carreira do filho, e carregá-lo em seus carros, como por muito tempo na carreira dele o fez. Talvez. Mas Piquetzão teria saído fora da GP2 após o ingresso do filho na categoria máxima. Não o fez. Piquet nunca foi bobo, sempre gerenciou sua carreira com muita maestria (talvez não nas escolhas enquanto piloto, por equipes), mas criando uma empresa responsável para angariar dinheiro para alavancar sua carreira pessoal é sem dúvida prova do que Nelson Piquet é capaz. Além disso, seu nome tem peso, conseguiria atrair investimentos e escolheria pilotos capazes de dar suporte a isso, como fez com Roldan Rodriguez; um piloto razoável com patrocínio gordo.






Todavia, o ingresso de um nome Piquet F1 na categoria não apenas é complicado, é até sem sentido. Pelo menos em condições normais. Lembrar que tem inúmeras competidoras pelas vagas remanescentes nessa extrema renovação da F1 que ficaram chupando o dedo. Inclusive uma equipe sérvia, desconhecida,a Stefan GP, entrou com uma ação contra a FIA pedindo a anulação da escolha das novas equipes. E isso automaticamente anula o Pacto da Concórdia.
Aqui no Historias e Velocidade, lembramos especialmente da Epsilon Euskadi, que era uma das mais cotadas para assumir uma das três vagas, e que veio publicamente reclamar esse "direito" de assumir a vaga da BMW assim que a notícia de abandono surgiu. A Epsilon Euskadi tem nome difícil, mas uma sólida carreira de construtora em categorias de base, e tem os equipamentos e funcionários necessários para ingressar na categoria. Ele ainda tem mais capital garantido que a Prodrive e a USF1, junto com a primeira, ficaram de fora, "cedendo" lugar para uma razoável Campos e uma escrota Manor, que só está lá pela politicagem que acontece na FIA, numa ligação direta com Mosley e a Wirth Research.
Levantei em comentários por blogs amigos e aqui mesmo, junto com leitores deste blog, da possibilidade de uma parceria entre Sauber e o grupo basco. Uma parceria que seria bem concreta, e que com certeza traria no mínimo boa qualidade para esse novo grid, que é o que aparentemente mais está em falta.
O mercado de pilotos (?)
Se o mercado de equipes é uma inconstante absurda, avalie o mercado de pilotos. Uma incerteza paira sobre as equipes que assinaram La Concorde. Uma incerteza que pode tomar contornos mais dramáticos que os da pré-temporda deste ano. Brawn afirmou recentemente o interesse de manter a dupla de pilotos, o que traria nova vida à carreira de Barrichello, mas ninguém garante que o piloto ainda deseje estar nela, que a Brawn será uma boa opção e que ele estará nela próximo ano. Os contatos com novas equipes têm de levar em consideração mais do que nunca a experiência para balancear com novidades, uma vez que dessa vez se espera uma enxurrada de novos pilotos se inserindo principalmente nas equipes novas, que em muitos casos são de base.
Um nome nessa leva me chama a atenção: e Bruno Senna? Foi uma boa escolha esnobar a GP2, categoria que ele nem mesmo chegou a ser campeão.
É. O Pacto da Concórdia não poderia ter entrado em momento mais discordante. Tô começando a realmente me divertir com isso.

sábado, 20 de junho de 2009

Dobradinha na GP2 de brasileiros- corrida longa Inglaterra

Não cheguei a ver a corrida, mas um breve comentário:
Alberto Valério, meio desconsiderado na desconsiderada Piquet Sports, saiu do 2º lugar para vencer, como tranquilidade a corrida, tendo feito uma espetacular vantagem.
E Lucas di Grassi, esse sim ninguém pode desconsiderar, saiu de 5ºp/ 2º, fez uma corrida ótima. E já está a 13 pontos de Romain Grosjean (esse, se cuide), empatado com Nico Hulkenberg, o terceiro na corrida, no sufoco, no 3º lugar do campeonato, com 24 pontos ambos.

Sinceramente, deviam investir mais na GP2; temporada excepcional, competitiva. O Bruno Senna, na minha opinião, errou muito ao não ter corrido por lá, indo parar na Le Mans Series. Se fosse ao menos no DTM...GP2 muito mais legal que a F1...já deu p/ entender como está a principal né?