Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

A revolução que resultou no último lugar: Virgin Cosworth.


A Virgin foi o primeiro time, dentre as novatas, a apresentar a seu bólido, em fevereiro. O VR-01, aclamado como revolucionário por ser o primeiro carro na categoria totalmente projetado digitalmente, sem o auxílio de testes em túneis de vento — apenas com Dinâmica de Fluido Computacional, o CFD.


A meta da equipe para essa temporada de estréia seria ser a melhor das estreantes, mas sua ousadia valeu apenas o último lugar. A Virgin teve vários problemas de confiabilidade já nos testes de pré-temporada, além de sofrer com a falta de peças de reposição.


No início da temporada os engenheiros do time, chefiados por Nick Wirth, perceberam que o carro não tinha um tanque grande o suficiente para armazenar o combustível necessário para terminar um Grande Prêmio. Uma nova versão do carro ficou prevista para estrear na fase européia do mundial com melhorias e o problema do tanque em questão solucionado.


Ainda sim, a equipe de Richard Branson conseguiu finalizar a etapa da Malásia, com Lucas do Grassi se arrastando pela pista, já que, orientado pelos engenheiros, poupava o máximo de combustível para conseguir terminar a corrida.


O carro em si não era tão lento como a Hispania, e, ia até bem nas classificações e na corrida chegava ao mesmo nível da Lotus, mas sua fragilidade era evidente. Foram dezessete abandonos, principalmente por problemas hidráulicos, na suspensão e no fatídico câmbio. E esse foi o principal fator para equipe inglesa acabar em último lugar no campeonato de Construtores.


A equipe já está confirmada para a próxima temporada, e aguarda-se uma evolução na confiabilidade do projeto que seguirá a ser feito no CFD, todavia, a equipe manteve o mesmo fornecedor do câmbio, que apresentou diversos problemas esse ano, e não só com a Virgin. Com a Marrusia Motors assumindo o controle acionário do time, esperam-se mais investimentos. A Cosworth segue como fornecedora do motor.

  • Posição: 12º
  • Nação: Inglaterra.

Seus pilotos:


24. Timo Glock


Devido às limitações do carro, Timo Glock até que fez uma boa temporada, as classificações foram seu ponto forte, brigando diretamente com os pilotos da Lotus, mas foi o mais prejudicado com a fragilidade do carro. E por ter terminado menos corridas terminou o campeonato atrás do companheiro. O alemão é único piloto confirmado na Marrusia Virgin em 2011.

  • Posição: 25º
  • Nacionalidade: Alemão.


25. Lucas di Grassi



Finalmente teve sua chance na categoria, mas enfrentou muitas dificuldades no seu ano de estréia. E não pôde mostrar todo seu potencial. Levou um baile de Glock nas classificações. Entretanto, nem sempre dispunha do mesmo equipamento que o companheiro, mesmo assim, conseguiu ser mais constante nas corridas, e por isso terminou o campeonato uma posição à frente do companheiro. Ainda não está confirmado em 2011.

  • Posição: 24º
  • Nacionalidade: Brasileiro

sábado, 23 de outubro de 2010

Treino classificatório do GP da Coreia do Sul 2010.


A disputa pela pole-position em Yeongam foi muito acirrada, mas novamente é o duo da Red Bull que partirá da primeira fila. A pole de Sebastian Vettel pegou a Ferrari de surpresa, já que, os italianos já ensaiavam uma comemoração por Alonso. Mark Webber também superou o tempo do espanhol, mas sairá do lado sujo e provavelmente perderá posições, além disso, seu histórico de más largadas nas etapas anteriores não ajuda.


Fernando Alonso deve superar Webber na largada e irá com tudo para cima de Vettel. Deve aproveitar a longa reta para armar o bote. Também devemos ficar de olho em Lewis Hamilton que deve arriscar muito na largada, já que, o primeiro setor da pista coreana é mais favorável aos carros da McLaren e Ferrari e onde a Red Bull, teve maiores dificuldades.


Nico Rosberg teve novamente um grande desempenho com sua Mercedes e parte de quinto. Felipe Massa que até esboçou uma reação, mas ficou apenas em sexto. Definitivamente a classificação tem sido o Calcanhar-de-aquiles de Jenson Button em 2010, ficou em sétimo, entretanto, larga do lado limpo e sempre consegue reverter essa situação na corrida.


Robert Kubica com sua Renault ficou aquém do esperado, liderou o ultimo treino livre e dava a impressão que se infiltraria na briga dos postulantes ao titulo, mas ficou com o oitavo posto.


Completando os dez primeiros Michael Schumacher e Rubens Barrichello que novamente voltaram a se estranhar. Um bloqueou o outro, o outro reclamou e está triste, o outro pediu desculpas, e levou outro puxão de orelha da FIA, uma novela sem fim... Ambos sairão da quinta fila, cenas dos próximos capítulos.


Na Hispania Sakon Yamamoto se saiu melhor que Bruno Senna pela primeira vez no ano, o japonês credita o fato à sua maior experiência com o Playstation, onde ambos jogaram para aprender sobre o neófito circuito da Coreia do Sul. Lucas di Grassi, Da Virgin também não conseguiu acompanhar o ritmo de seu companheiro Timo Glock, ficando mais de 1 segundo atrás.
Vitaly Petrov da Renault fez o décimo quinto tempo, mas perderá cinco posições como punição pelo incidente na largada em Suzuka.


O circuito de Yeongam deve proporcionar uma boa corrida, asfalto novo, muita sujeira, longas retas, além da ameaça de chuva. Ao final saberemos quem ainda lutará pelo título e quem se despede.

Grid de largada:

Q3

1°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.35.585 (19)
2°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1.35.659 (21)
3°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.35.766 (23)
4°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.36.062 (20)
5°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.36.535 (18)
6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.36.571 (18)
7°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.36.731 (21)
8°. Robert Kubica (POL/Renault), 1.36.824 (21)
9°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.36.950 (22)
10°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1.36.998 (25)

Q2

11°. Nico Hulkenberg (GER/Williams-Cosworth), 1.38.115 (18)
12°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber-Ferrari), 1.38.429 (15)
13°. Nick Heidfeld (GER/BMW Sauber-Ferrari), 1.38.171 (16)
14°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 1.38.572 (18)
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 1.38.583 (18)
16°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), 1.38.621 (16)
17°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1.38.955 (10)

Q1

18°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), 1.40.521 (10)
19°. Timo Glock (GER/Virgin-Cosworth), 1.40.748 (8)
20º. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1.38.174 (18)* Punido
21°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), 1.41.768 (9)
22°. Lucas di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), 1.42.325 (10)
23°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania-Cosworth), 1.42.444 (10)
24°. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), 1.43.282 (7)

sábado, 6 de março de 2010

Virgin: Timo Glock vs. Luca di Grassi.



24. Timo Glock:

Com estréia em 2004 pela Jordan no GP do Canadá. O alemão Timo Glock percorreu outros caminhos até conseguir outra oportunidade na F-1 em 2008, pela Toyota, credenciado pelo título da GP2 em 2007. Glock é um bom piloto, mas sem brilhantismo. Regular e técnico fez boas apresentações na sua passagem pela Toyota, conseguindo alguns pódios. Contratado para ser o primeiro piloto da equipe de Richard Branson, terá a missão de ajudar a nova equipe a desenvolver seu frágil carro, além do desafio de fazê-la a melhor das novatas.

25. Lucas di Grassi:

Outro que finalmente ganha uma chance na categoria, depois de algum tempo como piloto de testes da Renault, onde há muito, aguardava uma oportunidade para ser piloto titular. O brasileiro Lucas di Grassi fará sua estréia pela Virgin. Participou do campeonato de GP2 desde 2006, onde conseguiu boas vitórias. Aparentemente não terá vida fácil em 2010, já que sua equipe apresentou vários problemas durante a pré-temporada, mas foi o primeiro passo.


O time tem grandes aspirações, foram ousados em desenhar o carro usando apenas, software de computador. Selecionaram um piloto de certa experiência e o outro estreante, mas com quilometragem. Se conseguirem terminar as corridas constantemente e íntegros, já terá feito muito na sua estréia. Glock deve se sair melhor.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

VIRGIN COSWORTH VR-01


Via internet, a Virgin foi a oitava equipe a apresentar seu bólido para temporada de 2010, sendo a primeira das novatas. O VR-01 foi todo desenvolvido por um software o CFD, ou seja, Dinâmica de Fluido Computacional. As outras equipes também usam este software, mas Virgin optou por não obter dados através dos túneis de vento.

Conforme Nick Wirth, que é o projetista do carro, alegou que o principal motivo para o projeto ser totalmente digital, foi o fator financeiro. O novo time vai estrear o VR-01 no circuito de Silverstone, para um shakedown, entretanto, a equipe de Richard Branson confirmou presença nos outros testes coletivos.

Quanto ao carro, tem um designer simples e bem resolvido, parece um modelo da IRL, pelo bico mais fino e curvado. O layout lembra aquele carro da Midland de 2006, mas em vermelho, preto e branco que ficou muito bonito, aliás, combina perfeitamente com o capacete que o Kimi Raikkonen usava na Ferrari. A equipe inglesa correrá com propulsores da Cosworth. Os pilotos do time: o alemão Timo Glock e o brasileiro Lucas Di Grassi.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Equipes novas e suas esperanças

Lotus, na segunda dia 14, e hoje, dia 15, a Virgin-Manor anunciaram seus pilotos para 2010.

A Lotus, malaia sem dúvida, traz uma dupla experiente e razoavelmente equilibrada, com Trulli claramente como piloto principal, rápido e inconstante, e Kovalainen, um tanto quanto decadente embora costume dar boas surpresas junto às ruins... piloto que já correu por Renault e Maclaren.

Uma dupla que claramente pode levar seus pilotos ao Q2, ao menos, e quem sabe ser a melhor das novatas...nada a duvidar. Entretanto, será um grande desafio: para os pilotos, em uma incógnita...e para a equipe, que lhe pesará o fardo de ter um nome de peso, mesmo que envolta em uma outra realidade.
Já Gascoyne, diretor técnico e projetista da nova Lotus tem a missão de apagar ou minimizar sua má-fama no paddock, como sujeito intransigente e traiçoeiro.

Se a Lotus vem com "arsenal máximo", a Virgin vem de pompa, anunciação marketeira, e e Glock como estrela do time e Di Grassi como o novato "com experiência", pelo seu tempo de test-driver da Renault e pelo approach técnico. Além da dupla dominante da GP2 de 2007, terá o bom Álvaro Parente, português da Ocean (GP2), piloto de testes oficial, e Luiz Razia, jovem incognita brasileira da GP2, que deve correr na categoria em 2010, bem como Parente. Curioso que no site oficial da Virgin o nome de Razia ainda não aparece. Afinal, ele nem era um dos esperados e esteve como reserva na apresentação oficial.


É uma equipe que terá um grande appeal marketeiro, pela figura de bonachão de Richard Branson, e terá vários patrocinadores. Diz o dono da Virgin, Branson, que a equipe terá o menor orçamento: eu não acredito, mesmo com o carro sendo desenvolvido sem túnel de vento, totalmente feito por design computacional, por Wirth, projetista da extinta Simtek, que foia única e última equipe de Ratzenberger, no distante 1994.

Os pilotos são bons, de nível razoavelmente equilibrado, e com certeza terão que se superar para desenrolar um carro que será uma grande incógnita. Acho Glock inconstante, mas rápido, e Di Grassi ganhou meu respeito vendo suas corridas em 2009. Difícil pacas ultrapassá-lo. Não concordo com Adrian Campos quando diz que o brasileiro pouco agressivo. Ele pensa certo, e quem o viu pilotar no Kart não teve uma impressão passiva de Di Grassi. Torcerei por ele, e que traga o melhor para a Virgin.

Das outra novas, me parece que a Sauber (que não é novata..só marca sua volta desde 2005 e que é a continuação da BMW, que era a propria Sauber) será a mais forte, assim que definir seus pilotos (aposto em Fisichella e Kobayashi) e se a Campos apostar em Petrov, a nova dupla da Campos será também razoável. Eu acredito que a Campos, de chassi Dallara, terá o chassis mais forte das novatas, por estar em estágio avançado e ser o mais técnico, comparado às aventureiras Virgin e Lotus (isso é, excluindo a Sauber).

A UsF1 será a piada da vez...apostem nisso. Triste, quando pensei que ela seria a mais preparada por ter se escalado antes de todas e temos uma prontinha Epsilon Euskadi esperando a chance de arrebentar (exagero?)
Link

sábado, 14 de novembro de 2009

Testes coletivos pós-temporada em dezembro.

As equipes da Fórmula-1 voltarão às pistas no início de dezembro para os testes coletivos em Jerez da la Frontera, Espanha. Mas, estes testes serão reservados, apenas, para pilotos com menos de 3 GP’s na F-1, novatos e jovens pilotos sem experiência na categoria. Somente pilotos com estes requisitos poderão participar dos testes, já que é uma exceção no regulamento esportivo de 2009.


Várias equipes já confirmaram presença e até já anunciaram os pilotos para o teste. Dentre elas, destaque para Williams que terá em seu carro Nico Hulkenberg, alemão campeão da GP2, e que fará sua estréia pela equipe de Grove no ano que vem como companheiro de Rubens Barrichello. O outro piloto que guiará o carro da equipe inglesa em Jerez será Andy Soucek, como prêmio por ter se sagrado campeão da F-2, categoria que têm os chassis construídos pela equipe de Sir Frank Williams.


Outro que deve aparecer na Espanha é Kamui Kobayashi, que disputou as duas últimas corridas do campeonato pela Toyota e deve conduzir o carro da equipe em sua última aparição na F-1. Uma chance a mais para o japonês mostrar serviço para as outras equipes, principalmente para as novatas. Já que o mesmo foi o destaque nas duas oportunidades que teve na categoria, entretanto, ficou desempregado com a decisão da montadora japonesa em abandonar a F-1.


Lucas Di Grassi pilotará a Renault, e também está na busca por uma vaga em 2010. Brawn e McLaren não divulgaram nenhum piloto.


Já os titulares só voltam a treinar em fevereiro de 2010.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Probabilidades, possibilidades e esperanças- História e mercado de pilotos

A História se revolve com essas três premissas: Probabilidades, possibilidades e esperanças. Isso mostra o quão difícil é construir um texto historiográfico; as fontes nos direcionam para diversos caminhos e nos dão uma gama limitada de posibilidades de reflexão e afirmação de certos fatos. Tanto que se torna particularmente difícil de dizer se o historiador consegue dar conta da "realidade"ou não...particularmente fico com a interpretação de certos relativistas, que escapam da armadilha do total-relativismo na História ao afirmarem que o historiador constrói suas narrativas através do exercício da pesquisa, mas sempre com a premissa de que vai encontrar traços de realidade nos quais vai constituir sua teia de reflexões...um historiador-aranha que perce a importância do enredo das coisas...
Tá...os muitos não-historiadores que acompanham o blog que conseguiram sobreviver a essa primeira idéia provavelmente não devem ter feito todas essas conexões com o mercado de pilotos para o próximo ano. Explico: assim como na disciplina histórica, como nas Histórias que compõem o arcabouço de histórias e enredos do Esporte a motor, muito se pode fazer relação quando se observa as expectativas dos mercados de pilotos. Todo ano é uma novela, que pode se desenrolar em várias tramas e teias, e o que nós amantes da F1 e do esporte a motor fazemos, junto aos blogueiros e jornalistas (há sujeitos que são as três coisas...hehe), é tentar elucidar , no conjunto de pistas que recolhemos, traçar como se desenrolaram/ desenrolam/desenrolarão essas histórias, esses enredos. A prática muitas vezes questiona a lógica da teoria. E isso que é legal. Muitos não sabem que os historiadores se deparam com as mesmas angústias e dúvidas. E com a mesma paixão. Entre os dois mundos, vivo na expectativa pelo mercado de pilotos para o ano que vem.
Probabilidades
As coisas dadas como certas, são as que mais nos surpreendem. Mas são as que menos nos deixam surpreender. Delas nos baseamos pela lógica da teoria, do que deve acontecer. mas só se sustentam pela enorme quantidade de fontes... sejam elas tendenciosas ou não. Cabe a quem tenta averiguar isso, historiador ou não, de questionar as fontes perguntas que elas tenham condições de responder e comparar as fontes. Nunca, contudo, perder de vista que muitas coisas só se pode saber por só uma fonte... sem cair no dogmatismo religioso.
Exemplo de História:
O holocausto, ou todas as grandes verdades ditas como incontestes. Sabemos que houve guerras, assim como sabemos que houve conflitos de interesse, assim como sabemos mais ou menos com propriedade os interesses e as vantagens. Sabemos onde isso deu, onde isso se desenrolou. A grande questão a se fazer é: como se desenrolou? Qual a atuação dos sujeitos? O que se pode dizer como certeza?
No campo das probabilidades, arrisca-se a certeza. Não vejo porque duvidar se houve holocausto ou se houve um massacre nojento de judeus, inimigos políticos e minorias étnicas. É possível, entretanto, tecer com exatidão as tramas e os enredos disso tudo, ou temos que confiar no olhar crítico de quem as tece e desenrola?
-Exemplo da expectativa para o mercado de pilotos:

É o caso de Kubica na Renault, como foi o caso de Alonso e está também sendo o de Hulkenberg, na Williams. Muito se diz, muito se espera. Em breve todas se aferem como certas e incontestáveis... Alonso na Ferrari foi exemplo disso agora como Senna na Williams em 1994. Muitos apontam os motivos e esquecem / minimizam os contra-motivos; poucos se questionam como se dão/ deram as condições dos termos, os bastidores, e em que condições cada piloto chegará na próxima temporada.
Kubica na Renault? Primeiro piloto e propaganda? Como estará a Renualt. Qual será a força de Kubica em comparação a um segundo piloto?
Hulkenberg na Williams? Como será a atuação? Aprendiz e propaganda? Atrativo de patrocínios? Será favorecido pela equipe ou terá que segurar a onda do bonde do piloto experiente que virá, possivelmente como primeiro piloto para 2010. Isso continuará em 2011?
Possibilidades
Nunca é fácil dizer o que vai acontecer até se concretizar. E isso se dá quando se observa o presente. Como não é fácil entender assim o passado, pq se tem uma idéia de algumas coisas que aconteceram, e nos norteiam, mas não se dá para saber em sua concretude o que não aconteceu, ou o que deveria ter, em teoria, acontecido.
Exemplo de História:
- Quando se investiga a ação de operários e operárias no contexto das greves fabris que marcaram o início do séc XX e que já aconteciam no século XIX, muito se espera que as mulheres defendam seus direitos e que os homens lutem contra isso, assegurando os seus. Pois bem... há casos conhecidos de mulheres que saem nas ruas em defesa do resguardo da mulher em casa, cuidando da família e dos filhos, sendo subserviente pois é seu papel social... e há homens que vão às ruas defendendo direitos iguais dos indivíduos, e também os das mulheres...há os que as defendem, mas descartam a possiblidade delas de lutarem pelos próprios direitos, deixando na mão deles lutar por elas; como há os que as conclamam para a luta e vão lá junto a elas.
Isso só mostra a diversidade de enredos e tramas que compõem os acontecimentos, e que o historiador tem de "se ligar" neles e através da pesquisa desenrolar sua escrita, seu olhar, sua reflexão. Sempre tendo a pesquisa como algo para lhe dizer o que dá para dizer, e o que é forçoso demais.
-Exemplo da expectativa para o mercado de pilotos:
É o caso de Rubens Barrichello na Williams, ou o de Kimi Raikkonen na Maclaren Mercedes. Ambas as situações revelam muito do que se espera deles e o que eles esperam próximo ano.
Rubens é o cara experiente, que trabalha muito junto aos engenheiros e mecânicos, para desenvolver ao máximo as habilidades do carro, que a Williams quer. Além disso, é o piloto com a velocidade e habilidade necessária para reerguer a Williams. Não é um engenheiro, não é um mecãnico, ou seja, não atua na produção do carro ou coisa assim (ainda vou escrever nessa semana sobre a atuação de um piloto nesse processo de melhoria do carro), mas é o cara que na atuação nos treinos e corrida que traz o máximo de informações que só podem ser obtidas para a equipe pelo piloto. É o ajuste fino para a corrida.
Assim, Rubens na Williams é uma possibilidade grande, mas ainda no campo da possibilidade. Por duas razões: uma, que não tem a melhor imagem frente ao pensamento de Frank Williams de como deve se portar como um piloto de F1, no que diz respeito às suas declarações públicas do que se passa na equipe. Isso nenhum dono de equipe gosta muito, mas Williams é mais sensível do que os demais; o segundo se chama Heidfeld. O alemão tem mais o menos as mesmas características, e está sobrando. Só que é mais jovem (não mais determinado e empolgado), embora com um pouco menos de talento.
É assim também com Kimi na Maclaren. Kimi fez sua melhor passagem na categoria em Woking. Saiu de lá, entretanto, para realizar um sonho.Kimi tem a velocidade necessária, tem o talento necessário para a equipe e quer um carro competitivo, como o que a equipe quer.
O que deixaria Kimi no campo das possbilidades e não probabilidades? Duas coisas:
- Hamilton quer o status de primeiro piloto. Ter Kimi é um empecilho à là Alonso, e embora Kimi não seja de criar caso disso, seria um desafio totalmente diferente de Alonso, e igualmente duro. Não sabemos o real poder de Hamilton frente à tendência histórica da equipe de dois pilotos fortes... e é aí que a lógica da teoria pode cair por terra na realidade prática.
- Kimi já passou por lá e não deixou muitas saudades quando saiu. 2006 não foi um ano bom, e Kimi saiu com farpas. Embora o clima frio da equipe seja o melhor estilo para Kimi atuar, e Kimi tenha construído um nome por lá, será difícil superar o ranço criado na saída para a Ferrari.
Esperanças
É onde jaz a força renovadora. Seja da F1 ou da História. A capacidade de mudanças... o efeito catalítico delas. Fazer parte como protagonista ou estar alheio como um personagem secundário e sem rosto?
História:
Quando se pensa em esperança, inevitavel se pensar em futuro. O Historiador não consegue chegar no futuro...a não ser no futuro do pretérito. Reescrever a trama do passado questionando os fatos. Questionando o já dito. É por isso que se pesquisa em História. Ter em mente a renovação da coisa. Novos elementos para a reflexão, novas abordagens dos elementos com novas fontes. É isso que permite ao historiador esperança: de mudar a compreeensão presente e futura através da reescrita do passado.
Só com isso se pôde desmistificar o dogmatismo do nacionalismo, se pôde questionar e dar voz aos elemetos ditos alheios da História, os marginalizados. Só com isso, também, se pode reescrever as Histórias das elites e também desmistificá-las, tirando-as do pedestal e da pura e simples fogueira.
Mercado de pilotos:
A silly season vai ficando mais smart (esperta).
Muitas esperanças vão surgindo. Mudar finalmente para uma equipe grande (Sutil); ingressar na F1 (vários novatos, entre eles os dois novos pilotos brasileiros, como Di Grassi na Renault e Campos e Bruno Senna na Campos e Force India).
Posso aqui tentar desenrolar os dos dois brasileiros e de três estrangeiros:
Di Grassi é o terceiro piloto da Renault. Isso faz com que ele seja uma opção de fato para a equipe, que não está nada satisfeita com Grosjean. Grosjean tem filiação francesa no mundo do automobilismo, mas o mercado por lá não está tão assim, digamos, atento a isso, e o daqui ficaria levemente mais animado com um piloto brasileiro. Di Grassi vem crescendo em popularidade, chegando agora aos olhos do teleespectador menos fanático brasileiro. Defende muito bem posições e ataca bem. Pilotou muito no ano passado e neste ano também, mesmo sofrendo com os equipamentos.
Di Grassi, entretanto, mesmo sendo mais piloto que Grosjean, não tem grandes patrocínios. Não foi campeão da GP2. A Campos precisa de um piloto pagante, e a Renault não está nada bem financeiramente com a perda de grandes patrocinadores. Aí, a opção da Indy fica mais límpida do que nunca.
Bruno Senna tem patrocínio, tem talento, mas lhe faltam resultados expresssivos e títulos. A Force India anda de olho nele, a Campos também, mas o peso do nome famoso junto com a pressão decorrente midiática e o fato dele não ter pilotado em monopostos-fórmula o fez ficar meio que para trás na corrida. Uma escolha bem errática a dele de não ter permanecido na GP2 este ano, que foi excepcionalmente interessante, disputada e atrativa aos olhos da mídia.
Adam Caroll anda esquecido da mídia, mas mostrou muito talento nos monopostos em Superleague e A1Gp. Andou conversando com Campos, Manor e USF1. Tem certos patrocínios...
Mas estando tão longe da mídia..é pq acertou no escuro ou no escuro ficará desajustado.
Vitaly Petrov, vice da GP2, foi muito especulado. Tem muitos, mas muitos patrocínios. Falta-lhe constância, pois só é rápido. Isso pegou mal nos ares da Force India e USF1, que mesmo precisando de muita grana fizeram de despreocupados com isso. Não é todo o dinheiro da Rússia petroleira que vai dá-lo um lugar ano que vem. Pode ser , sem dúvida, o mercado promocional russo que dará.
Na contramão (ou não) da política econômica bernieocrática (ou capitalista ), esses cinco são esperanças a serem postas em xeque pelo liquidificador cruel da escolha para o ano que vem. Seriam forças renovadoras como Hulkenberg, Vettel e Rosberg?

sábado, 20 de junho de 2009

Dobradinha na GP2 de brasileiros- corrida longa Inglaterra

Não cheguei a ver a corrida, mas um breve comentário:
Alberto Valério, meio desconsiderado na desconsiderada Piquet Sports, saiu do 2º lugar para vencer, como tranquilidade a corrida, tendo feito uma espetacular vantagem.
E Lucas di Grassi, esse sim ninguém pode desconsiderar, saiu de 5ºp/ 2º, fez uma corrida ótima. E já está a 13 pontos de Romain Grosjean (esse, se cuide), empatado com Nico Hulkenberg, o terceiro na corrida, no sufoco, no 3º lugar do campeonato, com 24 pontos ambos.

Sinceramente, deviam investir mais na GP2; temporada excepcional, competitiva. O Bruno Senna, na minha opinião, errou muito ao não ter corrido por lá, indo parar na Le Mans Series. Se fosse ao menos no DTM...GP2 muito mais legal que a F1...já deu p/ entender como está a principal né?

domingo, 7 de junho de 2009

Turquia- a corrida que não foi

Sinceramente, eu me irritei bastante com essa corrida:
- com o carro da Brawn
-com um desempenho pífio de Rubens Barrichello
- com Vettel inconstante, com a falta de lucidez de Mosley e com a falta de tato da FOTA.
- com eu ter queimado a língua em ter achado que era possível haver muitas possibilidades de ultrapassagem e disputa pela vitória.

De bom mesmo, só a sorte e a competência de Lucas di Grassi, esse sim parece ter forças p/ recuperar o tempo perdido e virar o jogo a seu favor, mesmo que não faturando o campeonato da GP2. Creio que se ele andar muito bem dessa vez ele fatura uma das novas vagas. Da Fórmula ou da Fórmula que criarem.

Mas não se analisa corrida assim.
- Rubens não se entende com o câmbio e a embreagem da Brawn; e elas não ajudam. O cara ajusta a equipe toda nos treinos livres e não se dá bem logo na largada, com todas as possibilidades que tinha; vai e se afoba, acaba perdendo logo a 7ª marcha,impossibilitando ultrapassagens em carros com Kers. Fica atrás de um, força, o outro também força (kovalainen na minha opinião cortou demais, mas...) e aí bimba. Depois se esborracha num Sutil (e dessa vez com toda a culpa do Barrica sim). Pior corrida do Rubens na temporada e afirmo ser uma das piores de sua carreira. Sabem, afirmo que se fosse o Rubens de 99 ou 2002, ele até era pau a pau com Button. Mas esse Rubens deslumbrado e inconstante não. Esse vai ter que esquecer o ano e lutar p/ 2010, ou esquecer esse 2009 de agora e construr um novo. 26 pontos são muito mais difíceis de se lidar do que 16.
-Acho que Vettel nem vai tirar o vice de Rubens deslumbrado nesse ano; é bom, é rápido, tem personalidade; nice guy. Mas se atrapalhou e se ferrou, e o RBR estava com problemas no começo, visivelmente...não conseguia fazer frente à Brawn.
-uma corrida marcada pela leseira do pit stop da Williams com Nakajima, o que o torna cada vez mais candidato à lanterna absoluta; pelo renascimento de Kubica, pela reafirmação de Massa sobre Kimi e a melhor ultrapassagem da temporada (sem dúvidas), mesmo que não valendo absolutamente nada: Piquet em cima do Hamiltão.
- Webber é o nome da discrição e da eficiência. Se duvidar, ele supera Vettel na pontuação na próxima temporada e ainda abocanha uma vitória perdida.

o resto, corrida chata, besta, parada. Como é que pode? Aquela pista era o show da temporada!

Balanço da temporada até agora: Button impecável, apoiado por um carro bom (e que não dá muitos problemas p/ ele, e quando dá, é só recorrer ao cara que ajeita carros, o Rubens, que dá tudo certo); Rubens como excelente funcionário p/ equipe e garantindo p/ si uma vaga em 2010 por causa disso, mas não pilotando o suficiente p/ ganhar um campeonato,e quando pilota, vem Button e o supera; Vettel inconstante, Webber constante; altos e baixos de Maclaren e Ferrari,ludibriando a todos corrida após corrida; Rosberg como leão de treinos e os outros como meros coadjuvantes que só servem p/ rechear a trama.


E resta a esperança de que em Silverstone, tudo mude.