Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

De novo, Liuzzi!

Depois de dispensado da Toro Rosso no final da temporada de 2007. E eis que, novamente, o italiano Vitantonio Liuzzi fica de fora da F-1, ele até tinha contrato assinado com a Force India para correr em 2011, mas...

O time de Vijay Mallya anunciou hoje a sua nova trinca de pilotos para temporada 2011 da F-1. O escocês Paul di Resta foi efetivado e fará sua estréia como piloto titular no lugar do italiano. Já Adrian Sutil continuará na equipe por mais uma temporada, mesmo a contra gosto, já que, vive se oferecendo para outras equipes a cada entrevista que cede. O cargo de piloto reserva na equipe indiana será de outro alemão, Nicolas Hulkenberg, que correu ano passado pela Williams.

Paul di Resta é o atual Campeão do DTM, pela equipe oficial da Mercedes-Benz, aliás, ele conciliava as duas categoria em 2010, visto que, exercia a função de terceiro piloto na equipe indiana, e por vezes, assumia um dos carros do time nos treinos livres da sexta-feira, sempre causando uma boa impressão. Nos bastidores já era dada como certa sua estréia em 2011, pela Force India, com aval da Mercedes-Benz que é a fornecedora de motores da equipe.

Di Resta é o quarto novato confirmado em 2011, e o mais credenciado, uma bela aposta! Com o anúncio oficial da Force India, resta apenas uma vaga para temporada 2011. O cobiçadíssimo cockpit da Hispania, onde deve ser decido no tapa para ver quem será o companheiro de Narain Karthikeyan na equipe espanhola.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nova transição: Williams Cosworth.


A equipe Williams passa novamente por uma fase de transição. Mudaram os pilotos, e mais uma vez, o fornecedor de motores. Com a saída da Toyota e, conseqüentemente, a de Kazuki Nakajima, que, aliás, Sir Frank Williams não suportava mais o piloto japonês, devido as suas barbeiragens no decorrer da temporada passada. Rubens Barrichello juntou-se ao time de Grove e Nicolas Hulkenberg foi promovido a piloto titular.


A equipe foi ousada, até por uma questão financeira, em assinar contrato com a Cosworth, que retornou à categoria nesta temporada para fornecer propulsores dentro da realidade dos times novatos. Portanto, a turma de Grove foi a única das equipes estabelecidas a contar com a Cosworth.


E foi justamente o motor Cosworth, o principal responsável pelo fraco desempenho do FW 32 no início do campeonato. Mas com o passar das etapas, especialmente, na segunda metade do campeonato, o motor inglês melhorou muito, tanto em potência, como em confiabilidade e consumo. E no desenvolvimento contínuo do chassi, a Williams fez um ótimo trabalho nas atualizações do bólido, ao contrário de outras equipes que contavam com maiores recursos.


E dentro de suas limitações a Williams conseguiu o sexto lugar nos campeonato de construtores, superando a Force India por um ponto, para alegria do nosso amigo Marcos Antônio, do GP Series. Entretanto, a equipe perdeu quatro importantes patrocinadores para 2011, e por isso, teve que abrir mão de Nico Hulkenberg. Para seu lugar chega Pastor Maldonado, acompanhado dos petrodólares da Estatal Venezuelana.

  • Posição: 6º
  • Pontos: 69
  • Pole Position: 1
  • Nação: Inglaterra.


Seus pilotos:




9. Rubens Barrichello

Em sua 18ª temporada na F-1, o brasileiro Rubens Barrichello entrou para a história da categoria ao se tornar o primeiro piloto a superar a barreira dos 300 grandes prêmios. Rubens foi contratado pela Williams para liderar a equipe neste momento de transição. E o brasileiro se saiu bem, virou figura constante no Q3, conseguiu os melhores resultados para o time, em corrida, no ano. Seu ponto alto, conforme ele mesmo foi a ultrapassagem sobre Michael Schumacher no GP da Hungria. E com seu reconhecido trabalho na Williams, Patrick Head e Sir Frank já confirmaram Barrichello em 2011.

  • Posição: 10º
  • Pontos: 47



10. Nicolas Hulkenberg.

Em sua temporada de estréia, este alemão que já era test-driver da equipe inglesa desde 2007, chegou badalado na categoria. Teve altos e baixos no decorrer da temporada, mas deixou claro que mereceu a oportunidade na F-1. Apanhou no começo, mas finalizou a temporada no mesmo ritmo do experiente companheiro. Foi o autor de uma espantosa pole position no GP do Brasil, algo que a equipe não conseguia desde 2005. Mas apesar das boas apresentações, Hulkenberg acabou dispensado da Williams, por questões financeiras. Ainda não tem lugar garantido na próxima temporada.

  • Posição: 14º
  • Pontos: 22
  • Pole Position: 1

sábado, 6 de novembro de 2010

Treino Classificatório do GP do Brasil 2010.


Não haveria melhor momento para surpresas na F-1 como em Interlagos. Não haveria melhor momento para Nicolas Hulkenberg surpreender a todos com sua primeira pole position.


A Williams que não marcava uma pole há cinco anos, desde o GP da Europa de 2005, em Nurburgring, com Nick Heidfeld. A Cosworth também pode comemorar sua 1º pole position da história, desde que deixou de ser da Ford, e tornou-se assim uma nova empresa.


Hulkenberg se adaptou as condições difíceis da pista que estava entre seco e o molhado, e com pneus slicks, no fim do Q3, não aliviou e conseguiu baixar seu tempo seguidamente até garantir a posição de honra. O alemão da Williams que passa por um momento de incerteza quanto a sua continuidade no time Grove, ou seja, está virtualmente está sem lugar para a temporada de 2011.


No embate entre os pilotos que disputam o título, Vettel e Webber da Red Bull saem fortalecidos do treino oficial, partem em segundo e terceiro respectivamente. Hamilton sai em quarto, com Alonso apenas em quinto. Pior para Button que nem conseguiu passar para o Q3. O Atual campeão vai sair em décimo primeiro.


Quanto aos brasileiros, o melhor foi Rubens Barrichello que sai em sexto. Felipe Massa apenas em nono. Lucas di Grassi parte de vigésimo primeiro. Já Bruno Senna ficou com a última posição.

Grid de largada:

Q3

1°. Nico Hulkenberg (GER/Williams-Cosworth), 1.14.470 (35)
2°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull-Renault), 1.15.519 (27)
3°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1.15.637 (28)
4°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.15.747 (32)
5°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.15.989 (34)
6°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1.16.203 (32)
7°. Robert Kubica (POL/Renault), 1.16.552 (31)
8°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.16.925 (30)
9°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.17.101 (31)
10°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1.17.656 (33)

Q2

11°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), 1.19.288 (25)
12°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber-Ferrari), 1.19.385 (26)
13°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.19.486 (23)
14°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso-Ferrari), 1.19.581 (24)
15°. Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber-Ferrari), 1.19.899 (26)
16°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), 1.20.357 (23)

Q1

17°. Timo Glock (GER/Virgin-Cosworth), 1.22.130 (13)
18°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), 1.22.250 (14)
19°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), 1min22s378 (14)
20°. Sebastian Buemi (SWI/Toro Rosso-Ferrari), 1.19.847 (24) - PUNIDO
21°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), 1.22.810 (13)
22°. Christian Klien (AUT/Hispania-Cosworth), 1.23.083 (15)
23°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), 1.20.830 (13) - PUNIDO
24°. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), 1.23.796 (15)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Williams: Rubens Barrichello vs. Nico Hulkenberg.



9. Rubens Barrichello:

Piloto com maior participação em GP’s na categoria. Rubens Barrichello parte para sua 18ª temporada na F-1. Depois de quase aposentado no final de 2008, o piloto brasileiro ressurgiu em 2009, pela Brawn, finalizando o ano em 3ª lugar e com duas boas vitórias. Chega a Williams na perspectiva de trazer a equipe de volta aos bons tempos. Deve andar constantemente na zona dos pontos.

10. Nico Hulkenberg:

O mais badalado estreante de 2010. O alemão Hulkenberg chega com moral à Fórmula-1, atual campeão da GP2, além de outros títulos em diversas categorias escolas. Empresariado por Willi Weber, Hulkenberg já é familiarizado com o ambiente da categoria, pois é test-driver da equipe inglesa desde 2007. E com certeza, dentre os novatos, é o mais bem preparado e promissor piloto. Veloz e constante foi muito bem nos testes de pré-temporada. Esse promete!


Sir Frank Williams, espera sorrir novamente em 2010. Com uma nova dupla de pilotos, um novo motor, que, aliás, foi muito constante e passou muita segurança a todos do time. Mas, a equipe tem se concentrar no desenvolvimento contínuo, ao longo da temporada, pois, a Williams sempre começa bem, e vai perdendo as forças no decorrer do campeonato. 2009 foi difícil, apenas Rosberg pontuou. Patrick Head e Sam Michael não viam à hora de o ano acabar, para se livrarem da Toyota e do Nakajima.

O FW 32 é bom chassi, e Rubens Barrichello deve aproveitar-se da experiência para se sair melhor, mas tem está ligado no alemão!

sábado, 14 de novembro de 2009

Testes coletivos pós-temporada em dezembro.

As equipes da Fórmula-1 voltarão às pistas no início de dezembro para os testes coletivos em Jerez da la Frontera, Espanha. Mas, estes testes serão reservados, apenas, para pilotos com menos de 3 GP’s na F-1, novatos e jovens pilotos sem experiência na categoria. Somente pilotos com estes requisitos poderão participar dos testes, já que é uma exceção no regulamento esportivo de 2009.


Várias equipes já confirmaram presença e até já anunciaram os pilotos para o teste. Dentre elas, destaque para Williams que terá em seu carro Nico Hulkenberg, alemão campeão da GP2, e que fará sua estréia pela equipe de Grove no ano que vem como companheiro de Rubens Barrichello. O outro piloto que guiará o carro da equipe inglesa em Jerez será Andy Soucek, como prêmio por ter se sagrado campeão da F-2, categoria que têm os chassis construídos pela equipe de Sir Frank Williams.


Outro que deve aparecer na Espanha é Kamui Kobayashi, que disputou as duas últimas corridas do campeonato pela Toyota e deve conduzir o carro da equipe em sua última aparição na F-1. Uma chance a mais para o japonês mostrar serviço para as outras equipes, principalmente para as novatas. Já que o mesmo foi o destaque nas duas oportunidades que teve na categoria, entretanto, ficou desempregado com a decisão da montadora japonesa em abandonar a F-1.


Lucas Di Grassi pilotará a Renault, e também está na busca por uma vaga em 2010. Brawn e McLaren não divulgaram nenhum piloto.


Já os titulares só voltam a treinar em fevereiro de 2010.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Probabilidades, possibilidades e esperanças- História e mercado de pilotos

A História se revolve com essas três premissas: Probabilidades, possibilidades e esperanças. Isso mostra o quão difícil é construir um texto historiográfico; as fontes nos direcionam para diversos caminhos e nos dão uma gama limitada de posibilidades de reflexão e afirmação de certos fatos. Tanto que se torna particularmente difícil de dizer se o historiador consegue dar conta da "realidade"ou não...particularmente fico com a interpretação de certos relativistas, que escapam da armadilha do total-relativismo na História ao afirmarem que o historiador constrói suas narrativas através do exercício da pesquisa, mas sempre com a premissa de que vai encontrar traços de realidade nos quais vai constituir sua teia de reflexões...um historiador-aranha que perce a importância do enredo das coisas...
Tá...os muitos não-historiadores que acompanham o blog que conseguiram sobreviver a essa primeira idéia provavelmente não devem ter feito todas essas conexões com o mercado de pilotos para o próximo ano. Explico: assim como na disciplina histórica, como nas Histórias que compõem o arcabouço de histórias e enredos do Esporte a motor, muito se pode fazer relação quando se observa as expectativas dos mercados de pilotos. Todo ano é uma novela, que pode se desenrolar em várias tramas e teias, e o que nós amantes da F1 e do esporte a motor fazemos, junto aos blogueiros e jornalistas (há sujeitos que são as três coisas...hehe), é tentar elucidar , no conjunto de pistas que recolhemos, traçar como se desenrolaram/ desenrolam/desenrolarão essas histórias, esses enredos. A prática muitas vezes questiona a lógica da teoria. E isso que é legal. Muitos não sabem que os historiadores se deparam com as mesmas angústias e dúvidas. E com a mesma paixão. Entre os dois mundos, vivo na expectativa pelo mercado de pilotos para o ano que vem.
Probabilidades
As coisas dadas como certas, são as que mais nos surpreendem. Mas são as que menos nos deixam surpreender. Delas nos baseamos pela lógica da teoria, do que deve acontecer. mas só se sustentam pela enorme quantidade de fontes... sejam elas tendenciosas ou não. Cabe a quem tenta averiguar isso, historiador ou não, de questionar as fontes perguntas que elas tenham condições de responder e comparar as fontes. Nunca, contudo, perder de vista que muitas coisas só se pode saber por só uma fonte... sem cair no dogmatismo religioso.
Exemplo de História:
O holocausto, ou todas as grandes verdades ditas como incontestes. Sabemos que houve guerras, assim como sabemos que houve conflitos de interesse, assim como sabemos mais ou menos com propriedade os interesses e as vantagens. Sabemos onde isso deu, onde isso se desenrolou. A grande questão a se fazer é: como se desenrolou? Qual a atuação dos sujeitos? O que se pode dizer como certeza?
No campo das probabilidades, arrisca-se a certeza. Não vejo porque duvidar se houve holocausto ou se houve um massacre nojento de judeus, inimigos políticos e minorias étnicas. É possível, entretanto, tecer com exatidão as tramas e os enredos disso tudo, ou temos que confiar no olhar crítico de quem as tece e desenrola?
-Exemplo da expectativa para o mercado de pilotos:

É o caso de Kubica na Renault, como foi o caso de Alonso e está também sendo o de Hulkenberg, na Williams. Muito se diz, muito se espera. Em breve todas se aferem como certas e incontestáveis... Alonso na Ferrari foi exemplo disso agora como Senna na Williams em 1994. Muitos apontam os motivos e esquecem / minimizam os contra-motivos; poucos se questionam como se dão/ deram as condições dos termos, os bastidores, e em que condições cada piloto chegará na próxima temporada.
Kubica na Renault? Primeiro piloto e propaganda? Como estará a Renualt. Qual será a força de Kubica em comparação a um segundo piloto?
Hulkenberg na Williams? Como será a atuação? Aprendiz e propaganda? Atrativo de patrocínios? Será favorecido pela equipe ou terá que segurar a onda do bonde do piloto experiente que virá, possivelmente como primeiro piloto para 2010. Isso continuará em 2011?
Possibilidades
Nunca é fácil dizer o que vai acontecer até se concretizar. E isso se dá quando se observa o presente. Como não é fácil entender assim o passado, pq se tem uma idéia de algumas coisas que aconteceram, e nos norteiam, mas não se dá para saber em sua concretude o que não aconteceu, ou o que deveria ter, em teoria, acontecido.
Exemplo de História:
- Quando se investiga a ação de operários e operárias no contexto das greves fabris que marcaram o início do séc XX e que já aconteciam no século XIX, muito se espera que as mulheres defendam seus direitos e que os homens lutem contra isso, assegurando os seus. Pois bem... há casos conhecidos de mulheres que saem nas ruas em defesa do resguardo da mulher em casa, cuidando da família e dos filhos, sendo subserviente pois é seu papel social... e há homens que vão às ruas defendendo direitos iguais dos indivíduos, e também os das mulheres...há os que as defendem, mas descartam a possiblidade delas de lutarem pelos próprios direitos, deixando na mão deles lutar por elas; como há os que as conclamam para a luta e vão lá junto a elas.
Isso só mostra a diversidade de enredos e tramas que compõem os acontecimentos, e que o historiador tem de "se ligar" neles e através da pesquisa desenrolar sua escrita, seu olhar, sua reflexão. Sempre tendo a pesquisa como algo para lhe dizer o que dá para dizer, e o que é forçoso demais.
-Exemplo da expectativa para o mercado de pilotos:
É o caso de Rubens Barrichello na Williams, ou o de Kimi Raikkonen na Maclaren Mercedes. Ambas as situações revelam muito do que se espera deles e o que eles esperam próximo ano.
Rubens é o cara experiente, que trabalha muito junto aos engenheiros e mecânicos, para desenvolver ao máximo as habilidades do carro, que a Williams quer. Além disso, é o piloto com a velocidade e habilidade necessária para reerguer a Williams. Não é um engenheiro, não é um mecãnico, ou seja, não atua na produção do carro ou coisa assim (ainda vou escrever nessa semana sobre a atuação de um piloto nesse processo de melhoria do carro), mas é o cara que na atuação nos treinos e corrida que traz o máximo de informações que só podem ser obtidas para a equipe pelo piloto. É o ajuste fino para a corrida.
Assim, Rubens na Williams é uma possibilidade grande, mas ainda no campo da possibilidade. Por duas razões: uma, que não tem a melhor imagem frente ao pensamento de Frank Williams de como deve se portar como um piloto de F1, no que diz respeito às suas declarações públicas do que se passa na equipe. Isso nenhum dono de equipe gosta muito, mas Williams é mais sensível do que os demais; o segundo se chama Heidfeld. O alemão tem mais o menos as mesmas características, e está sobrando. Só que é mais jovem (não mais determinado e empolgado), embora com um pouco menos de talento.
É assim também com Kimi na Maclaren. Kimi fez sua melhor passagem na categoria em Woking. Saiu de lá, entretanto, para realizar um sonho.Kimi tem a velocidade necessária, tem o talento necessário para a equipe e quer um carro competitivo, como o que a equipe quer.
O que deixaria Kimi no campo das possbilidades e não probabilidades? Duas coisas:
- Hamilton quer o status de primeiro piloto. Ter Kimi é um empecilho à là Alonso, e embora Kimi não seja de criar caso disso, seria um desafio totalmente diferente de Alonso, e igualmente duro. Não sabemos o real poder de Hamilton frente à tendência histórica da equipe de dois pilotos fortes... e é aí que a lógica da teoria pode cair por terra na realidade prática.
- Kimi já passou por lá e não deixou muitas saudades quando saiu. 2006 não foi um ano bom, e Kimi saiu com farpas. Embora o clima frio da equipe seja o melhor estilo para Kimi atuar, e Kimi tenha construído um nome por lá, será difícil superar o ranço criado na saída para a Ferrari.
Esperanças
É onde jaz a força renovadora. Seja da F1 ou da História. A capacidade de mudanças... o efeito catalítico delas. Fazer parte como protagonista ou estar alheio como um personagem secundário e sem rosto?
História:
Quando se pensa em esperança, inevitavel se pensar em futuro. O Historiador não consegue chegar no futuro...a não ser no futuro do pretérito. Reescrever a trama do passado questionando os fatos. Questionando o já dito. É por isso que se pesquisa em História. Ter em mente a renovação da coisa. Novos elementos para a reflexão, novas abordagens dos elementos com novas fontes. É isso que permite ao historiador esperança: de mudar a compreeensão presente e futura através da reescrita do passado.
Só com isso se pôde desmistificar o dogmatismo do nacionalismo, se pôde questionar e dar voz aos elemetos ditos alheios da História, os marginalizados. Só com isso, também, se pode reescrever as Histórias das elites e também desmistificá-las, tirando-as do pedestal e da pura e simples fogueira.
Mercado de pilotos:
A silly season vai ficando mais smart (esperta).
Muitas esperanças vão surgindo. Mudar finalmente para uma equipe grande (Sutil); ingressar na F1 (vários novatos, entre eles os dois novos pilotos brasileiros, como Di Grassi na Renault e Campos e Bruno Senna na Campos e Force India).
Posso aqui tentar desenrolar os dos dois brasileiros e de três estrangeiros:
Di Grassi é o terceiro piloto da Renault. Isso faz com que ele seja uma opção de fato para a equipe, que não está nada satisfeita com Grosjean. Grosjean tem filiação francesa no mundo do automobilismo, mas o mercado por lá não está tão assim, digamos, atento a isso, e o daqui ficaria levemente mais animado com um piloto brasileiro. Di Grassi vem crescendo em popularidade, chegando agora aos olhos do teleespectador menos fanático brasileiro. Defende muito bem posições e ataca bem. Pilotou muito no ano passado e neste ano também, mesmo sofrendo com os equipamentos.
Di Grassi, entretanto, mesmo sendo mais piloto que Grosjean, não tem grandes patrocínios. Não foi campeão da GP2. A Campos precisa de um piloto pagante, e a Renault não está nada bem financeiramente com a perda de grandes patrocinadores. Aí, a opção da Indy fica mais límpida do que nunca.
Bruno Senna tem patrocínio, tem talento, mas lhe faltam resultados expresssivos e títulos. A Force India anda de olho nele, a Campos também, mas o peso do nome famoso junto com a pressão decorrente midiática e o fato dele não ter pilotado em monopostos-fórmula o fez ficar meio que para trás na corrida. Uma escolha bem errática a dele de não ter permanecido na GP2 este ano, que foi excepcionalmente interessante, disputada e atrativa aos olhos da mídia.
Adam Caroll anda esquecido da mídia, mas mostrou muito talento nos monopostos em Superleague e A1Gp. Andou conversando com Campos, Manor e USF1. Tem certos patrocínios...
Mas estando tão longe da mídia..é pq acertou no escuro ou no escuro ficará desajustado.
Vitaly Petrov, vice da GP2, foi muito especulado. Tem muitos, mas muitos patrocínios. Falta-lhe constância, pois só é rápido. Isso pegou mal nos ares da Force India e USF1, que mesmo precisando de muita grana fizeram de despreocupados com isso. Não é todo o dinheiro da Rússia petroleira que vai dá-lo um lugar ano que vem. Pode ser , sem dúvida, o mercado promocional russo que dará.
Na contramão (ou não) da política econômica bernieocrática (ou capitalista ), esses cinco são esperanças a serem postas em xeque pelo liquidificador cruel da escolha para o ano que vem. Seriam forças renovadoras como Hulkenberg, Vettel e Rosberg?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Comentando as diversas notícias- semana do GP da Itália

Esta semana não foi das mais paradas e nem das mais agradáveis para os amantes das velocidade. Como fiquei meio ausente do blog por estes dias, dou o ar de minha graça comentando alguns pontos que aparentemente ficaram sem as devidas amarras.
A "delação premiada de Nelsinho Piquet"
Essa foi a mais comentada, a mais revisitada e a mais polêmica da temporada inteira. Ainda não me arriscaria dizer da História da F1. Entretanto, por ainda meios confusos e indeléveis.
-Primeiro ponto: o silêncio ensurdecedor das partes envolvidas: os Piquet e os chefões da Renault.
Esse deixou todo mundo com os cabelos em pé, dando a entender que realmente há algo de muito verídico nas investigações, quando as partes interessadas estão orientadas a ficarem bem caladas.
- Segundo ponto: O encaminhamento das investigações, por agências de ex-agentes do FBI e free-lancers. P/ quem gosta de teorias da conspiração esse ponto foi um prato gorduroso e suculento.
Significa que Mosley e companhia estão muito interessados em encontrar cabeças a decapitar e fogueiras para preparar, e a de Briatore é desejada há muito tempo. E não tenham dúvidas: essa investigação não vai parar nem mesmo depois do julgamento da Renault próximo dia 21.
- Terceiro ponto: ontem sai uma reportagem contundente da Autosport, conceituada revista inglesa com filiais em tantos lugares e tantas redes de informação dentro do paddock que todos dão ouvidos (demais até, em minha sincera descrença no poder imensurável que dão à imprensa como paladina da verdade- e da mentira), que averigua entre outros pontos:
  • O envolvimento dos Piquet: Piquet-pai entrega a bomba na sede da FIA, tentando assim livrar o filho da rota de colisão, como uma delação premiada. Assim, ele ao menos assegura que o filho poderá correr outra vez, não tomará uma pesada multa, e nem deixe escapar o desafeto Briatore.
  • O não: Briatore nega tudo e afirma apenas que foi vítima de extorsão (p/ quem não sabe é chantagear alguém em troca de um ganho financeiro de qualquer espécie), o que já é motivo para prisão. Extorsão é um crime dos mais perigosos.
  • O sim, pero no mucho: Pat Simonds, nº 2 da equipe Renault, teria dito à revista que teria havido uma reunião, que as condições de Alonso e Piquet na corrida teriam sido bem analisadas, que sabiam que um safety-car em certa hora seria fundamental para Alonso lutar pela vitória, já que o asturiano viria com uma estratégia agressiva (leve) demais para quem larga do 15º lugar em uma pista de rua (difícil de ultrapassar); e então teria sido Piquet o autor da idéia, mas que nada daquilo fora adiante comentado e nada decidido). Em suma, a reunião aconteceu mas nada teria sido decidido.

Se foi Piquet ou não o mentor da besteira (coisa que duvido muitíssimo, já que seria uma burrada ainda maior dele), os indícios apontam fortemente para uma verdade: a conspiração aconteceu. E os chefes da Renault não estão com os discursos afiados, o que indica que terão que forjar um para se defenderem dia 21...mas, obviamente, estão jogando toda a culpa nos Piquet.

- As consequencias para isso não são nada boas. Primeiro, porque Piquet só corre na F1 agora se o pai criar uma equipe, ou se ele se sujeitar a ser um piloto de testes ou titular em uma equipe miúda. A Campos pode sim ter oferecido a ele um salário baseado nos pontos, como veicularam. Ora, o cara dirigiu recentemente e tem alguma experiência com o novo carro da F1, e as equipes precisam disso, e mais, precisam de um cara que não tenha condições de pedir muito. Piquet se encaixa totalmente nisso, assim como Bourdais. Ou então, que corra na Indy. Um novo recomeço pode ser o melhor para o filho mais talentoso de Nelson Piquet.

Ainda não acho descartada a opção de Piquet correr depois disso porque no fundo no fundo, as equipes precisam mais de pilotos do que se imagina, e os negócios pesam mais do que as relações morais. O difícil é Piquet ainda conseguir bons patrocínios...

Outra consequencia disso muito grave é ter uma montadora com equipe, fornecedora de pneus e tudo o mais, como a Renault, que já tem na política de seus CEOs um desprezo total à possibilidade de negócios na categoria. Pode ser o argumento que faltava para a Renault voltar de vez aos porões, como foi com a Honda.

Uma última pergunta, e talvez a que mais me intriga: Por quê os Piquet se arriscaram a denunciar? Pq era o certo? As coisas na F1 dificilmente funcionam pelo argumento da justiça, e por isso mesmo era arriscado, eu diria suicídio, admitir publicamente que um dos Piquet foi capaz de fazer isso. Isso pq o mundo da F1 é muito hipócrita e esquece que em sua história diversas batidas propositais mudaram os rumos dos campeonatos, mudaram o rumo das vitórias, mudaram o rumo de diversas carreiras. A História infelizmente ainda é construída pela memória dos vencedores, e não a dos vencidos, dos sem-voz. Ao mesmo tempo, se escreve História pela pura parcialidade, dando a valorizar feitos de um lado versus outros que valorizam feitos dos outros. Não há muita criticidade nos olhares dos fãs de automobilismo pq não há estímulo à criticidade no olhar de todos nós em nossas educações.

Piquet-pai foi lá por outra razão, creio eu e minha mãe, que ontem comigo debatendo sobre isso ela disse: Piquet- pai foi lá pq o nome em jogo era o dele, acima de tudo. A trajetória que ele construiu na F1 e o patrimônio que construiu foram jogados no meio da rua, e mais do que ninguém ele é que teve de defender. Lembrar que ano passado ele não ia às corridas, só acompanhava por vezes sua equipe na GP2 muito pq o próprio filho queria por conta própria construir sua carreira, e a figura do patriarca não era das mais carismáticas, embora fosse respeitada. Piquet-filho de fato tentou construir seu próprio nome e patrimônio para além do peso do sobrenome. E em uma manobra arriscada jogou tudo a perder acatando uma ordem da equipe, se tornando cúmplice e co-autor. E pagou o preço. E teve que ver seu pai novamente entrar em cena para defender a honra do nome. No fim das contas Piquet-filho era o lado mais frágil do jogo e seu pai sabe que teve parcela na criação.

- A grande preocupação é sentir que Briatore ainda terá vez para os negócios. Por conta, e muito, de uma categoria como a GP2. Essa categoria vai crescer demais, vai esmagar a F2 e ainda vai ser palco de grandes disputas e alto nível técnico. E ela é de Briatore. =/
A possível compra da Brawn pela Mercedes
Essa é das mais preocupantes para Rubens Barrichello. Ou Jenson Button, talvez. O certo, pelo menos, é que a Mercedes vai investir mais no seu 2º cavalo de corrida, notadamente a Brawn. E isso assegura à escuderia Brawn sobrevida e qualidade. E assegura à Mercedes mais alicerce em sua não tão difícil tarefa de dominar a F1 para a próxima década, depois de ver a Ferrari dominar esta.
Contudo, algo me deixa com pé atrás quando todos dizem com todas as letras que a MacLaren vai se desvincular da Mercedes e vice-versa. Mesmo com o novo protótio de Ron Dennis tendo motor próprio ( e por que não? Vai concorrer com os Mercedes no mercado, ora bolas) e o caso da mentira que iniciou a temporada polêmica, acho difícil eles romperem assim de vez uma parceria afiada como essa.
A Mercedes, claro, poderia muito bem comprar em 2011 a Brawn (que me parece não ter sobrevida na F1, mas gostaria de vê-los pelo menos na GP2 -que me parece vai crescer e muito, mesmo tendo Briatore no meio). Rosberg vai ser o grande alemão na nova empreitada da Mercedona e vai pra onde ela quiser. Para a Brawn, no entanto, e até mesmo para a Mercedes, o segredo para um sucesso seria, se no caso de Nico ir para a Brawn, ter Nico e ter um piloto como Barrichello motivado, experiente e fundamental no ajuste dos carros. O carro da Brawn teve rendimentos bons de fato porque além de ser bem nascido, de ter o motor Mercedes, tinha Barrica lá. Button é bom piloto, é habilidoso até demais e muito rápido. Mas é muito inconstante e isso ninguém quer na F1. Ele é um avesso paralelo ao compatriota Mansell, que também era muito habilidoso e rápido, mas "motivado para além do equilíbrio necessário"...
Chuva ou sol em Monza entre sábado e domingo do GP da Itália?
Como nem a previsão do tempo é mais ciência séria, as previsões mudaram loucamente nos últimos dias. Chuva, sol, chuva e sol, clima ameno mas sem chuva, etc...
-Se tiver chuva, esperem uma nova vida para os Red Bull, e uma forçada de barra dentro da Brawn em favor de Button. Isso se Button ainda se mantiver pelo menos competitivo. Se o britânico não pontuar nada de novo...aí a batata lá vai assar no ...dele. As chances de Barrichello dependem dele, e de que as RBRs não sejam tão boas lá como deveriam ser.
- Se tiver sol, e se Barrichello estiver bem, preparem as cornetas. Rubens é forte lá, e Button não. Só que, se Button reagir e não for pelo menos, tão mal, Rubens terá problemas.
- Se não chover, mas o clima não estiver fervendo, loucamente é o melhor cenário para Barrichello. Ele aquece melhor os pneus que Button, e é nessas condições que o britânico se dá tão mal.
O que me preocupa, na ainda torcida por Barrichello, é que as novas zebras de lá favorecem a pilotos como Button. Não favorecem nem a Vettel, nem a Webber. Pilotos como eles e Barrichello atacam mais as zebras e isso não vai ser fácil com as zebras mais altas.
As incógnitas no mercado de pilotos
Essa já endoida a gente há muito tempo e não vai endoidar mais do que o usual. Daqui a instantes, a gente vai ver muitas notícias sem pé nem cabeça. No entanto, 4 pilotos de dentro da categoria e 3 novatos darão o tom das negociações.
- Alonso, obviamente. Para onde for vai ser bemvindo, mas precisa se livrar o quanto antes do problema da Renault senão arrisca ficar de fora. Não acho que agora para ele seja o momento de exigir demais, senão fica sem a Ferrari. Na briga de egos, Montezemolo late mais alto que ele e ele ainda não é Schumacher ou Senna.
- Rosberg. Tá fazendo uma baita temporada na F1 e finalmente pegou o tranco do negócio. Se mantiver o ritmo ainda vai ser campeão que nem o pai foi. E merecendo. Brawn Mercedes, MacLaren Mercedes estão na sua rota de mira.
- Raikkonen. Que deu provas de que quer, pode e terá lugar na categoria. Não mais onde e como quiser, mas negar a probabilidade dele ir para a Brawn é loucura. Ficar na Ferrari é ainda uma opção, mas ir para a Toyota pode ser um novo desafio na vida do cara. E acho que é isso que ele precisa para mostrar que é o cara. A Maclaren pode ser opção para 2011.
- Rubens Barrichello. Porque não? Se parar, o que acho difícil, auxilia em alguma equipe. Se ficar na Brawn próximo ano, as coisas podem sair melhor que a encomenda. Não acho que ele vá para a Williams, mas a Manor-Virgin, a USF1 e a Toyota poderiam deseja-lo.
Os de fora:
- Vitaly Petrov- Esse tem dinheiro demais para ser negado. Force India ou Campos o terão.
- Bruno Senna- Esse tem nome demais para ser negado. Idem, ainda somando a Virgin.
- Nico Hulkenberg- Esse vai ganhar a GP2, mas não se surpreendam se ele não for para a Williams, e sim para algo maior. Só se a Williams tiver equipado os motores Mercedes. Aí Williams é certeza.