Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

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sábado, 20 de novembro de 2010

Pirelli aprovada.


No último dia de testes em Abu Dhabi, com os novos pneus da Pirelli, encerraram-se os trabalhos das equipes em 2010 na pista. Em Yas Marina, as equipes aproveitaram ao máximo, deram varias voltas e coletaram o maior número de informações possíveis. Daqui por diante, os times trabalharão nas fábricas, túneis de vento e nos simuladores.


Os resultados dos primeiros testes coletivos com os pneus da marca italiana foram satisfatórios. Para a grande maioria dos pilotos a impressão foi positiva. Conforme Paul Hembery, diretor esportivo da Pirelli, “Os pilotos gostaram, especialmente, do desempenho de nosso pneu dianteiro, que é uma área na qual trabalhamos consideravelmente. Esse foi um de nossos objetivos e estou contente que conseguimos atingí-lo."


Durante esses dois dias, foi dado ênfase nos pneus médios e macios, pelo qual, os engenheiros da Pirelli relataram que tiveram bons resultados com ambos, especialmente em termos de desgaste.


A Ferrari liderou os dois dias de testes, primeiro com Felipe Massa e hoje com Fernando Alonso. Mas, isso pouco serve de parâmetro, pois o regulamento de 2011 trará mudanças importantes, como a proibição do difusor duplo e do F-duct, além da adoção de uma asa traseira móvel e a volta do KERS.


Agora é aguardar pelo início da pré-temporada em fevereiro, já com os novos carros de 2011. No entanto, a Pirelli ainda fará mais duas sessões de testes privados em dezembro, no Bahrein, e outra em janeiro na Europa.


Resultados:

1º. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.40.529 (105 voltas)
2º. Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 1.40.825 (66)
3º. Rubens Barrichello (BRA/Williams), 1.41.294 (100)
4º. Robert Kubica (POL/Renault), 1.41.614 (91)
5º.
Gary Paffett (ENG/McLaren), 1.41.622 (46)
6º. Oliver Turvey (ENG/McLaren), 1.41.740 (30)
7º. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 1.41.757 (74)
8º. Paul di Resta (SCT/Force India), 1.41.869 (35)
9º. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 1.42.110 (43)
10º. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 1.42.145 (97)
11º.
Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 1.42.416 (46)
12º. Sérgio Perez (MEX/BMW Sauber), 1.42.777 (46)
13º. Jarno Trulli (ITA/Lotus), 1.44.839 (44)
14º. Pastor Maldonado (VEN/Hispania), 1.44.768 (65)
15º.
Timo Glock (GER/Virgin), 1.44.783 (82)



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pirelli toma posse.


Oficialmente a Pirelli, assumiu hoje, o posto de nova fornecedora de pneus da Fórmula-1. Com início dos testes, ainda em Abu Dhabi, as equipes tiveram os primeiros contatos com a borracha italiana, e assim, começam as coletas de dados, visando adequar os projetos dos bólidos de 2011 as características dos novos compostos.


Vale lembrar que quase todas as equipes já estão com seus projetos de 2011 bem adiantados, e, até então, tinham conhecimentos apenas “teóricos” sobre os pneus da Pirelli.


No primeiro dia de testes Felipe Massa, da Ferrari, foi líder seguido pelo Campeão Sebastian Vettel, da Red Bull. Os tempos ficaram muito próximos em comparação com os da Bridgestone, mas poucas conclusões se deve tirar. Entretanto, isso demonstra que a Pirelli fez um bom trabalho.


A primeira impressão de Felipe Massa, Sebastian Vettel e Kamui Kobayashi foi positiva, mas Nico Rosberg, da Mercedes não teve o mesmo entendimento de seus colegas, e prevê dificuldades para seu time.


E assim começa a pré-temporada de 2011...


1º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1.40.170 (94 voltas)
2º. Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 1.40.500 (77)
3º. Gary Paffett (ENG/McLaren), 1.40.874 (94)
4º. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 1.40.950 (83)
5º. Robert Kubica (POL/Renault), 1.41.032 (39)
6º. Rubens Barrichello (BRA/Williams), 1.41.425 (91)
7º. Paul di Resta (SCT/Force India), 1.41.615 (20)
8º. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 1.41.778 (81)
9º. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 1.42.019 (71)
10º. Adrian Sutil (GER/Force India), 1.42.859 (20)
11º. Timo Glock (GER/Virgin), 1.44.124 (78)
12º. Heikki Kovalainen (FIN/ Lotus), 1.44.686 (88)
13º. Pastor Maldonado (VEN/Hispania), 1.45.728 (83)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um até breve, Bridgestone.


Com o fim da temporada de 2010, dar-se início aos processos de mudanças e preparativos para uma nova temporada. Desde 2007 a Fórmula-1 tem passado por sistemáticas mudanças em seu regulamento técnico, conforme alguns exemplos abaixo.


• 2007: a categoria virou novamente monomarca, no quesito pneus, com a saída da Michelin e a manutenção da Bridgestone.

• 2008: o fim do controle de tração.

• 2009: a volta dos pneus slicks, e toda a aerodinâmica dos carros profundamente revisada.

• 2010: Fim do reabastecimento.


E em 2011, também teremos mais uma importante mudança, e até o momento, uma verdadeira incógnita. A mudança da fornecedora de pneus: sai a Bridgestone, que cede seu lugar para a italiana Pirelli.


Este campeonato de 2010 encerra a passagem vitoriosa da fabricante de pneus japonesa Bridgestone, que por 14 temporadas forneceu pneus para as equipes de F-1.


Os japoneses entraram de forma definitiva em 1997, concorrendo e quebrando o monopólio da até então absoluta Goodyear. Nessa primeira temporada, fecharam acordo de fornecimento efetivo para quatro equipes: Arrows, Stewart, Prost e Minardi, além da Lola que abandonou o campeonato logo no começo.


Em 1998 passaram a fornecer pneus para duas grandes equipes: McLaren e Benetton. E foi com o time de Ron Dennis que a Bridgestone obteve sua primeira vitória, com Mika Hakkinen, no GP da Austrália, e posteriormente, a conquista de seu primeiro título na categoria nesse mesmo ano.


Em 1999 e 2000 se firmou como a única fornecedora de pneus da F-1, até a chegada da Michelin em 2001. Dando início a “guerra dos pneus” entre as duas marcas. Nesse período os japoneses firmaram uma parceria quase umbilical com a Ferrari, que resultou no domínio de Michael Schumacher e do time italiano até 2004. Ano passado, um dos diretores da Bridgestone deu uma declaração confirmando, que, nessa época, todos os pneus dianteiros fabricados por eles eram para atender o estilo de pilotagem de Michael Schumacher...


Em 2007, a empresa fundada por Shojiro Ishibashi voltou a ser a única marca de pneus na Fórmula-1. Entretanto, com o final da temporada de 2010, chegou à vez dos japoneses darem um tempo. Em sua história na F-1, a Bridgestone participou de 244 grandes prêmios, conquistando 175 vitórias, 168 poles positions, 170 melhores voltas e 11 títulos mundiais.

sábado, 30 de outubro de 2010

Negociações entre Toyota e Hispania.


Os rumores envolvendo um possível acordo entre Toyota e Hispania pipocam desde o começo do ano, mas até o momento nada de oficial foi confirmando por nenhuma das partes. Como sabemos, a Hispania rompeu o acordo que tinha com a Dallara, que foi a responsável pela construção do chassi deste ano. Entretanto, como a Hispania irá correr em 2011 se ela não está construindo nenhum carro?


Essa semana a revista alemã “Auto Motor und Sport”, afirmou que a Hispania comprou "a expertise, os equipamentos e as instalações" da equipe Toyota, em Colônia, na Alemanha. O acerto explicaria o fato de a Toyota ter liberado apenas o carro de 2009, e não o de 2010, para os testes com os novos pneus da Pirelli. Mas como uma equipe, tão limitada financeiramente como a Hispania, teria dinheiro para poder comprar a estrutura gigantesca da Toyota?


É aí que entra os japoneses, suspeita-se que é a Toyota, a verdadeira interessada no acordo, com o time de José Ramon Carabante. Os japoneses usariam a Hispania como uma forma discreta e sensata de voltar à categoria. E assim, cederia toda a sua estrutura de F-1, e dariam todo suporte necessário para a Hispania correr em 2011. Já que fizeram o TF-110 para esta temporada, mas como a montadora resolveu abandonar abruptamente a categoria em 2010, o bólido ficou ao Deus dará.


E se o acordo com os espanhóis realmente vingar, o TF-110 seria adaptado para o regulamento de 2011, além do uso dos pneus Pirelli, mas ainda fica a dúvida quanto ao fornecimento de motores, se a Hispania correria com os próprios motores japoneses na próxima temporada ou se continuaria com os Cosworth.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O bom filho à casa torna.


No começo do ano quando Peter Sauber reassumiu o controle de sua equipe junto à BMW, e todos esperavam que ele mantivesse Nick Heidfeld no time, já que, o alemão havia sido preterido para vaga de piloto titular na Mercedes-Benz com o retorno de Michael Schumacher. Ficando assim, livre para permanecer no time suíço, mas Sauber escolheu o espanhol Pedro da la Rosa para ser o companheiro do japonês Kamui Kobayashi.


Quando questionado pela não continuidade do piloto alemão, Peter Sauber limitou-se a dizer que queria ver mudanças no time e tentar algo novo. E Heidfeld acabou mesmo ficando de fora do grid de 2010, tendo que se contentar com a ilusória vaga de terceiro piloto da Mercedes-Benz.


No mês passado o germânico foi “liberado” pela Mercedes e fechou um acordo com a Pirelli para ser o piloto responsável, em conduzir as baterias de testes, nos preparativos dos italianos que voltam à F-1, para substituir a Bridgestone como a nova fornecedora de pneus da categoria a partir 2011.


Entretanto, Nick testará pela segunda e última vez com os pneus da fabricante italiana nesta sexta-feira, 17/09, no circuito de Jerez de la Frontera. Heidfeld teve que abdicar do cargo, pois, foi confirmado como “novo” piloto da escuderia de Hinwil para as últimas cinco provas desta temporada por Peter Sauber, substituindo Pedro de la Rosa, aquele mesmo que tomou seu lugar no início do ano.


É uma pena para Pedro de la Rosa que se torna o segundo piloto a ser substituído nessa temporada, o primeiro foi o indiano Karum Chandhok, que perdeu seu lugar de titular na neófita Hispania para os ienes de Sakon Yamamoto.


Além de ser um ótimo piloto, Nick Heidfeld já era bastante especulado para uma vaga de piloto titular em 2011, por sua ligação e conhecimento com a Pirelli, mas isso se tornou pouco relevante com o anúncio de sua ida para BMW Sauber ainda esse ano, deixando o impossibilitado de finalizar todos os testes com os novos pneus, conseqüentemente, suas informações sobre a nova borracha se tornará limitado. Com isso a atenção dos times deve se voltar para o novo piloto que venha assumir o posto deixado pelo alemão.


Nick Heidfeld não merecia ter ficado de fora do grid de 2010, e então, que seja bem-vindo. O piloto alemão tem cinco corridas para assegurar uma vaga em 2011.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pirelli já iniciou os trabalhos.


A nova fornecedora de pneus da Fórmula-1, a italiana Pirelli, que substituirá a japonesa Bridgestone a partir de 2011, já começou os ensaios visando o campeonato do próximo ano. A fabricante já havia testado seus compostos em carros da categoria GP2 que também utilizarão as borrachas fornecidas pelos italianos.


Segundo a revista alemã "Auto Bild", a Pirelli irá testar seus compostos em um carro da F-1 no final deste mês, em Mugello, uma das pistas particulares da Ferrari. O bólido escolhido, entretanto, será da finada equipe Toyota com o modelo TF109 de 2009. Ultimo carro utilizado pela equipe japonesa antes de abandonar a F-1. Antes foi até cogitado que a fabricante utilizaria o carro com as configurações de 2010, que a Toyota havia construído antes de decidir abandonar a categoria, mas esse projeto está sendo negociado com a Hispania.


A escolha da Toyota foi bem vinda, pois, a Pirelli não poderia usar nenhum carro das 12 equipes atuais para o desenvolvimento dos pneus. Aliás, isso só ocorrerá depois do encerramento do campeonato em Abu Dhabi, onde todas as equipes testarão os novos compostos.


O excelente Nick Heidfeld, atual piloto de testes da Mercedes-Benz foi escolhido para conduzir o carro nos testes da marca. Além de Mugello, outros seis circuitos receberão os testes da Pirelli antes de chegar a Abu Dhabi.

domingo, 4 de julho de 2010

Mudanças técnicas de 2011.


Dando prosseguimento ao post de 18 de junho, sobre as regras de 2011. Além de confirmar a Pirelli como a escolhida para fornecimento de pneus em substituição a Bridgestone. A FIA anunciou outras mudanças para a próxima temporada, agora sob o comando de Jean Todt, já quê as regras de 2010 foram regulamentadas, ainda, sob a gestão de Max Mosley.


A volta da regra dos 107% na classificação, devido aos problemas apresentados pelas equipes novatas em ritmo de corrida e a forte pressão das equipes de ponta, principalmente da Ferrari. Qualquer piloto cuja melhor volta do Q1 exceda 107% do tempo do líder estará automaticamente fora da corrida, mas como sempre há exceções e ficará a cargo dos comissários permitir que um ou mais carros que não tenham conseguido fazer um tempo dentro do estipulado pela regra, seja autorizado a participar da corrida.


Pelo segundo ano seguido, é aumentado o peso mínimo dos carros que passará dos atuais 620 kg carro mais piloto, para 640 kg. Isso visando à reintrodução do KERS, quê se voltar, provavelmente será como em 2009, nem todas as equipes utilizarão o equipamento, talvez só as equipes com maior aporte financeiro, mas não temos confirmação ainda. De certa forma essa medida é benéfica para os pilotos que talvez tenham um alivio em suas dietas!


Na parte aerodinâmica, estão proibidos os ajustes das asas dianteiras, assim como o duto frontal, além do difusor duplo que já havia sido decidido anteriormente. Para auxiliar as ultrapassagens os carros terão um conjunto ajustável na asa traseira. No comunicado da FIA, a mesma explicou também que os ajustes somente poderão ter efeito após duas voltas, mas que as mudanças nos chassis poderão acontecer antes do início da corrida. "A partir de 2011, o chassi poderá ser ajustável pelo piloto a qualquer momento antes do início da corrida e com a única finalidade de melhorar as ultrapassagens durante a prova, mas somente depois que o piloto completar duas voltas." O texto não deixa claro se haverá diminuição na largura do aerofólio dianteiro.


Dentre outras medidas ainda em discussão: a permissão para equalização dos motores; as regras do Safety Car e a obrigatoriedade dos pilotos em largar com o jogo de pneus usados no Q3.

sábado, 3 de julho de 2010

Pirelli e a manutenção da monomarca.


Esperávamos só a confirmação oficial da FIA, a italiana Pirelli retorna e será a nova fornecedora de pneus da Fórmula-1 a partir de 2011, com contrato assinado até 2013, substituindo a japonesa Bridgestone que figurava na categoria desde 1997. Os italianos se tornam os novos fornecedores da F-1 e conseqüentemente da GP2, além de já fornecerem borracha para outras categorias importantes como WRC e GP3.


Em disputa com a francesa Michelin, a Pirelli saiu beneficiada, pois não exigiu dentre outras coisas, a disputa entre as fabricantes de pneus, como queria a Michelin para retornar à categoria. A FIA, acertadamente, mantém o critério de monomarca. Por uma questão de custos e competitividade. E como atualmente não há mais testes, ficaria muito difícil desenvolver os pneus, já quê, uma das fabricantes fatalmente teria mais vantagem que a outra.


E mesmo se fosse possível testar, uma das marcas sempre teria vantagem com relação à outra. Além de favorecimentos a determinadas equipes. Lembrem-se do embate entre Bridgestone e Michelin que ocorreu entre os anos de 2001 a 2006. Os japoneses davam total privilégio à Ferrari, enquanto a Michelin à Renault. E quais foram às únicas equipes campeãs nesse período? Coincidência?


Devido à atrasada confirmação e sem poder usar nenhuma das equipes atuais para o desenvolvimento dos pneus, os italianos buscam adquirir um monoposto construído pela ex-equipe Toyota para essa temporada. Para coletar um maior número de dados possível, e atingir um nível de competitividade e durabilidade dos pneus. Todavia, as equipes já iniciaram o desenvolvimento dos bólidos de 2011, e por isso, não haverá mudanças no tamanho das rodas. Quanto aos compostos, a Pirelli fabricará três tipos para pista seca, ante os quatro que a Bridgestone dispõe em 2010.


A Pirelli já participou de 200 Grandes prêmios na Fórmula-1, sendo que sua primeira participação ocorreu na Inglaterra em 1950 e a última em 1991 na Austrália. Entre as idas e vindas na categoria a Pirelli obteve 43 vitórias, 46 pole positions e 50 melhores voltas.