Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sauber definida para 2011.


Para quem pensava que, com a vinda de Nick Heidfeld para a Sauber ainda em 2010, seria um prenúncio de uma continuidade do alemão no time suíço em 2011, se enganou! No início da semana Peter Sauber confirmou sua dupla de pilotos e o novo patrocinador para a próxima temporada.


A equipe que volta a ter seu nome original em 2011, e terá como principal patrocinador a gigante mexicana das telecomunicações Telmex. E por influência da organização de Carlos Slim, o piloto mexicano Sergio Pérez foi confirmado como futuro companheiro de Kamui Kobayashi na Sauber-Ferrari, o japonês já havia sido confirmado anteriormente.


Sergio Pérez que atualmente é o vice-campeão da GP2, sempre foi apoiado pela Telmex, e se juntará ao outro mexicano do time, Esteban Gutiérrez, confirmado como piloto de testes e que recentemente sagrou-se campeão da GP3.


Agora, com um aporte financeiro garantido para as próximas temporadas, é esperado que o time Hinwil tenha um salto de qualidade a partir 2011, já que, o C30 próximo bólido do time, será o primeiro projeto de James Key na equipe. Key que chegou à Sauber no meio dessa temporada, e foi o principal responsável pelo ganho de performance do C29 no atual campeonato.


Assim, Peter Sauber pode depositar sua fé nas atuações de Kamui Kobayashi, pois, Sergio Pérez, primeiro estreante confirmado para a próxima temporada, será uma incógnita.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quem deve sair e quem deve entrar?

Aproveitando, como todo bom oportunista no bom sentido da coisa, o post do Jobson sobre o tranquilo mercado de 2010-2011, lanço a seguinte pergunta aos leitores do blog:

Quem deve sair? Por quais razões? E quem teria a combinação dim-dim/talento para entrar na F1? Quem é o nome da vez no mercado?

Eu farei as seguintes explanações sobre o que acho:

Quem deveria sair?
Michael Schumacher; Pedro de la Rosa; Vitantonio Liuzzi; Jarno Trulli; Chandhok& Yamamoto

Quem deve sair e por quais razões:
- De La Rosa deve sair, pois veio para somar em termos de experiência no desenvolvimento do carro: tá tomando um pau do Kobayashi, e do desenvolvimento também, não tendo significativas mudanças (que evolui graças ao James Key- que logo logo vai para uma equipe de ponta);
- Jarno Trulli: ele não admite, mas sua batata está assando, para quem deveria ser o primeiro piloto da Lótus, vem sendo superado (mas nem tanto) por Kovalainen... fim de carreira anunciada, erros cometidos que custaram caro, e uma nítida desmotivação.
- Chandhok poderia até ser uma opção de patrocínio para as etapas do sudeste asiático do ano que vem, mas o fato é que nem dinheiro o suficiente ele consegue levar, e embora tenha conseguido o 14º lugar que põe a Hispania na frente da Virgin no campeonato, não fez nada de mais: simplesmente foi até o final, levando inúmeras voltas de qualquer um. E na F1, vc tem que chamar a atenção, e não somente correr. Por isso, creio que saia mesmo. Yamamoto deverá continuar a nos assombrar.


* Liuzzi tem um contrato assinado até 2012? Será que as coisas não se rompem? O cockpit da Force India está se valorizando.

Quem deveria entrar?
Por talento: Adam Carroll, Sérgio Pérez, Jean-Éric Vergne (mas ainda está cedo demais...), Daniel Ricciardo, os dois nomes da F2 no momento, Stoneman e Palmer (pelo menos para testes na categoria e alguma vaga como piloto de testes, quem sabe), Pastor Maldonado (para uma vaga em uma equipe pequena)

Quem deve entrar?
Por grana: Yamamoto de vez na equipe para ano que vem; Sérgio Perez na Sauber pela Telmex; Maldonado com o apoio da PDVSA de Chavez (estatal, e isso me engana?) se a Epsilon Euskadi vier.
Por talento: vá lá os dois líderes da Gp2, que me parece bem mais fraca que o ano passado. Será que se a categoria fosse de fato um terreno de provas para as montadoras, isso não seria diferente?

Ps: Sobre Maldonado: sempre li que era um piloto agressivo e idiota, que batia demais para alguém com a sua experiência. Acompanhei umas duas corridas da GP2...e sei não, mas sobre por lá, talvez pelos 4 ou 5 anos de categoria, mas sobra, com um carro que sobra- e que Razia, creio eu, perde a grande oportunidade de brilhar na GP2, estando em uma posição privilegiada de ser piloto de testes... azar tem hora errada mesmo para vir ou ele amarelou?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Validade dos Contratos.


No ano passado, nessa época, a dança das cadeiras na Fórmula -1 estava bem movimentada, visando o mundial de 2010. Fato que somente as equipes do Grupo Red Bull mantiveram as mesmas duplas de pilotos que terminaram o campeonato de 2009. Em contrapartida, esse ano tá um sossego só.

Para 2011, quase todas as equipes já confirmaram suas duplas e deveremos ver pouquíssimas mudanças nos cockpits. E quem ainda não confirmou, está muito perto de fazê-lo.

Provavelmente, somente a Hispania, Sauber, e claro, a bendita futura 13ª equipe deverão apresentar novidades com relação aos pilotos na próxima temporada.


Vejamos a atual situação tendo como base na atual classificação de pilotos e construtores da FIA.


Red Bull Renault:

1. Mark Webber (AUS): Contrato até 2011.
2. Sebastian Vettel (GER): Contrato até 2012.

McLaren Mercedes-Benz:

3. Lewis Hamilton (ENG): Contrato até 2015.
4. Jenson Button (ENG): Contrato até 2012.

Ferrari:

5. Fernando Alonso (SPA): Contrato até 2014.
6. Felipe Massa (BRA): Contrato até 2012.

Mercedes-Benz:

7. Nico Rosberg (GER): Contrato até 2012.
8. Michael Schumacher (GER): Contrato até 2012.

Renault:

9. Robert Kubica (POL): Contrato até 2012.
10. Vitaly Petrov (RUS): Contrato até 2010*. Quase lá!

Force India Mercedes-Benz:

11. Adrian Sutil (GER): Contrato até 2010*. Quase lá!
12. Vitantonio Liuzzi (ITA): Contrato até 2012.

Williams Cosworth:

14. Rubens Barrichello (BRA): Contrato até 2010*. Quase lá!
15. Nicolas Hulkenberg (GER): Contrato até 2012.

Sauber Ferrari.

16. Kamui Kobayashi (JPN): Contrato até 2010*. Quase lá!
17. Pedro de la Rosa (SPA): Contrato até 2010*.

Toro Rosso Ferrari.

18. Sebastien Buemi (SWI): Contrato até 2011.
19. Jaime Alguersuari (SPA): Contrato até 2011.

Lotus ?

20. Heikki Kovalainen (FIN): Contrato até 2010*. Quase lá!
21. Jarno Trulli (ITA): Contrato até 2010*. Quase lá!

Hispania ?

22. Bruno Senna (BRA): Participando em 2010*.
23. Sakon Yamamoto (JPN): Participando em 2010*.

Virgin Cosworth.

24. Lucas di Grassi (BRA) Contrato até 2010*. Quase lá!
25. Timo Glock (GER): Contrato até 2010*. Quase lá!

Futura 13ª equipe.

26. ?
27. ?

Considerando que todos os acordos contam com cláusulas contratuais e suas particularidades para renovação e liberação dos pilotos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Rápidas expectativas para Canadá 2010


Olá pessoal que acompanha o Histórias e Velocidade. Pousando em uma das mais interessantes provas da temporada, o circuito Gilles Villeneuve, que volta ao circuito mundial depois de um ano "sabático". Junto ao Gp do Brasil, o Gp do Canadá é um dos dois circuitos na América latina inteira, que possui um grande número de fãs de automobilismo e F1.

No extra-pista, as renovações de Webber pela Red Bull e de Massa hoje na Ferrari praticamente selaram a silly season deste ano, e esta já seria fraca pela grande movimentaçã que foi ano passado (difícil de se equiparar, não?). A tendência este ano é de renovações, manutenções, e como a GP2 não vem impresssionando ninguém, provavelmente quase não teremos mudanças nas equipes.

Inside, temos uma Red Bull que tem um tanque pequeno num circuito que consome muito, uma Maclaren forte em retas num circuito de grandes retas, uma Ferrari sem aparentes modificações, uma Renault que possui um Kubica que já venceu lá (aliás, palco de júbilo de muita gente boa de braço) um ano depois de quase ter se estabacado no outro mundo.

Forças

Maclaren deve ter grande força, pq aqui o F-duct vale mais a pena. Grandes retas, seletoras, com freadas, exigem um carro bom em termos mecânicos. A Maclaren deve preparar um pacote específico por conta da exigência de pneus, freios. E em circuito que a Red Bull, sempre candidata a algo nesta temporada, deve encontrar muitas dificuldades, por conta do tanque menor. Como assim? A Red bull tem um entre-eixos mais curto. E isso faz com que os tanques sejam mais curtos. Mesmo com o Renault,o motor com melhor rendimento em termos de consumo, isso pode se tornar perigoso.

A Renault cresceu tanto que ameaça seriamente em tirar a Ferrari do top 4. Se Petrov se der bem nessa pista, que ele não conhece, isso pode ficar really serious para a Ferrari, que aparentemente se afasta dos perigos de más notícias. Alonso já andou reclamando do pouco desenvolvimento da equipe. Acho que ele está certo nesse ponto e tem que chamar a atenção para fazer a equipe crescer. Não vi nisso um ato de chororô, e sim de vontade de crescer...pelo menos por enquanto... ah que se dane eu quero é ver o circo pegar fogo...ah, tô maluco!

A Mercedes está mais quieta do que o normal, mas Schumacher anda forte lá. Sempre andou.

Chuva?

Dizem por aí que a previsão é de chuva até dar uma dor. Se chover, a vantagem da Maclaren cai pela metade, pq o consumo se torna menor para todos; a Red Bull tem um carro bom de chuva, embora este ano não tenha conseguido emplacar mais por erros de seus pilotos do que qualquer outra coisa.

Aparentemente em termos de pilotagem, a chuva não vem fazendo grandes surpresas este ano, pelo menos nos resultados brutos. Não trouxe ninguém extraordinário de trás para frente... mas sempre chuva traz emoção, e é disso que precisamos

Corrida ou copa?

Não, eu não acho que a F1 deveria parar tudo e não correr em tempos de copa. Mas o que vcs vão assistir? E o que as emissoras locais vão transmitir? Historicamente sempre foi o futebol...pelo menos no Gp do Canadá, poderemos ter apenas drops de corrida... até mais, com outros posts aqui no Histórias e Velocidade.

domingo, 23 de maio de 2010

A seleção para a nova estreante. Quem será então?

Bom, moçada que acompanha o blog...

Depois de um ano, os expectadores do mundo automobilístico esperam pela decisão de mais uma nova equipe para a F1. Após uma seleção extremamente infeliz , demorada e erronea, feita mais por critérios políticos do que qualitativos, 4 equipes foram levadas a coçar as mãos, arregaçar as mangas e correr atrás de patrocínios, pilotos-pagantes e/ou garotos-propaganda.

A Lótus, aparentemente melhor das estreantes, é a que, além de conseguir alguns úteis patrocínios, fez um carro conservador, mas aberto a novas atualizações. Conseguiu atrais dois pilotos do grid anterior, trazendo experiência de sobra para tentar desenvolver o carro.

A Virgin colecionou patrocínios, aparentemente irrelevantes e que pouco dinheiro injetam na equipe, sempre com absurdos limites financeiros, que mal a permitem se deslocar. Com um não-tão experiente Glock, e um bom potencial de Di Grassi, a equipe só tem uma meta ao final da temporada: superar a Lótus. E isso não é sinal de equipe que quer crescer no grid. Ainda mais com um carro feito em CFD e aparentemente no limite de suas atualizações.

A Hispania, que era Campos-Meta, por fim conseguiu ir ao grid. E só. Mesmo sendo das novatas a em mais franco progresso, isso nada significa, pois veio mesmo do nada e para quem vem do nada, qualquer coisa é fantásticopor lá. Com um garoto-propaganda, Senna, que paga pela burrice de ficar um ano fora de monopostos, e um pagante, Chandhok, que no limite de sua capacidade é muito ruim, só se arrastam pelo grid. O carro: incógnita. Se ficarão até o fim do ano, só Ecclestone sabe. Se ficarem, ano que vem pelo menos não dependerão da incompetente Dallara.

A USF1 foi a decepção da vez. Mais do que as outras. Enrolou aos comissários da F1, aos poucos torcedores de F1 pelos USA, além de enrolarem Pechito Lopez, um piloto convencional ex-GP2. Nem se unindo aos sérvios da Stefan, que tentaram burlar todas as regras para estar lá ( tendo um carro, diga-se de passagem, algo que a Hispania mal tinha/tem). estariam. Por esta piada em específico, temos uma nova seleção. Que, honestamente, tem concorrentes muito mais promissores do que os atuais 2ª divisão da F1. Isso pq os carros novatos são tão ruins que tomam 3 segundos até de Toro Rosso e Sauber.

Trident, das selecionáveis, é a mais frágil. Nem na GP consegue mais estar. ART, do filho de Todt, é uma das melhores da GP2 e isso já os dá know-how para tentarem correr na F1 (c0mo na época em que as equipes de F3 e F3000 ingressavam na categoria, já que eram o que a GP2 hoje representa: um prelúdio). A Stefan ainda concorre, e já anunciou 12 possíveis pilotos (audácia? nadinha...) E a Epsilon Euskadi, que tem uma baita estrutura e já possui o apoio da Federação Espanhola (neste momento, a basca escuderia e a federação espanhola esquecem suas rivalidades políticas-ideológicas?) é, na minha opinião, a mais forte candidata perante a ART, favorita. A Prodrive, eterna postulante, e a I-Sport, que perdeu força nos últimos anos, nem tentarão este ano. Para elas, a lição das atuais novatas foi severa.

Os critérios de seleção da FIA, agora com Todt, parecem se desenhar coerentes, mesmo Todt tendo o pimpolho à frente da ART, e a equipe ser francesa, deliberadamente, com a intenção de fazer parceria técnica genuinamente francesa (e com a intenção clara de Todt de renovar o automobilismo francês). Ok, vamos tentar acreditar que as coisas se desenharão diferentes. Paatrocínio e renda, todas elas tem de comprovar para entrar na disputa. Conhecimento técnico, construção de estruturas... e o maldito critério: mercado a expandir.

Afinal, Espanha, Ásia, EUA... mercados que tentaram explorar na última edição. Com todas as terríveis lições de que equipes ruins empobrecem a categoria-mor, será ainda que é possível estabelecer mercado a explorar como ponto diferencial?

Outras decisões para os próximos dias: pneus, kers para 2011 ou 2013, nova regra de motores, novas regras aerodinâmicas, com o fim do F-duct... estaremos de olho!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O que é necessário...? parte 1

De volta aos ares do blog depois de uma semana com muito a se fazer e uma folga justa. Muitos assuntos pipocaram, mas nada tão impactante quanto a efetivação (?) do contrato de Rubens com a Williams. Muito se falou disso anteriormente, e eu até falei algumas coisas sobre isso anteriormente.
Nossas opiniões nunca devem estar fechadas, pois sempre novos elementos vêm à tona para nos deixar pensativos, reflexivos e até intrigados.
Afinal: PorquÊ a opção Williams? O que a Williams espera de Rubens? Que qualidades Rubens tem para tal contratação e o que ele poderá fazer pela equipe em 2010?
Posso dividir a reflexão em dois tópicos... hoje faço a primeira parte:
A Williams para Rubens e Rubens para a Williams
No excelente Blogsport Brasil, um belo post do amigo Felipão falando justamente da estranha relação que Rubens tem com a equipe. Sempre sendo sondado pela equipe, e efetivamente por duas vezes, a primeira em 1994, logo após a morte de Senna (para quem não lembra, Rubens era o garoto-promissor da F1, algo entre Vettel do ano passado e Rosberg deste ano). Pelo acordo da época, Rubens estava preso a uma pesada multa contratual com a Jordan. Para sair dela, teria que abdicar do patrocínio pessoal da Marlboro , por conta da ligação Williams- Rothmans e a Arisco seria a fiadora. Nelson Piquet, na época patrocinado pela Arisco (como Rubens) era o intermediário, e receberia por isso, além de ser um investimento pessoal de Piquet, que apostava no talento do "pupilo"(há certos limites nessa relação...).
O negócio não deu certo, e Rubens abdicou do negócio por praticamente correr de graça e em uma cadeira elétrica (pelo menos até então, era o carro mais instável e rápido possível). Era a melhor opção, no entanto, para Barrichello. Ele não ousou, preferiu um acordo comercial mais rápido com a Pepsi e se deu mal. O carro da Williams melhorou, ele perdeu a vaga para David Coulthard (que era inferior tecnicamente a ele), que conseguiu vitórias no ano seguinte, com uma Williams pelo menos melhor.
Além de ganhar um poderoso desafeto no caso Arisco, que era Piquet, Barrichello se afundou em escolhas ruins. Segundo Felipão pegando declarações do próprio Rubens, o contrato com a Maclaren era muito desfavorável a ele, e o carro se provou ruim...mas ficar na Jordan, sair pela porta dos fundos, ir para a Stewart... que só se provou um carro competitivo em 1999. Cinco anos perdidos que poderiam ter lhe trazido algumas vitórias e mais prestígio. Do contrário, ficou como chacota nacional devido à absurda pressão em massa.
Entretanto, a Williams sempre esteve de olho em Barrichello, que ganhava muita experiência e espírito de liderança para ajustar carros e recuperava uma velocidade razoável, tal qual nos primeiros tempos. Aliás, a equipe sempre esteve de olho nele, com os rendimentos na F3 inglesa e em outras categorias de base. Frank e Patrick Head são mestres nesse tipo de olhar para as categorias de base, haja vista quem contrataram como piloto de testes e agora "segundo " piloto, Nico Hulkenberg, atual campeão da GP2. Tentaram de novo um contrato com Rubens, e preso por uma multa grande com a Stewart, e a Williams já sem o horror de grana que antes tinha...Ralf era mais barato e na época quase no mesmo nível que Barrichello. A Ferrari precisava de um segundo piloto melhor que o já medíocre Irvine e aí pegou Barrichello antes que a Maclaren o tentasse de novo. Sempre com David Coulthard, seu rival na F-3000 e F3 na cola.
Em suma, é uma relação antiga, um contato que nos foi praticamente posto em xeque este ano com Williams dando um recado para Barrichello no infeliz episódio da Alemanha, quando houve troca de posições nos boxes... ~Felipão matou a charada:
"Agora, contrariando às expectativas de seus críticos, ganha mais uma sobrevida. E, surpreendentemente, na Williams.
Digo “surpreendentemente”, levando-se em conta o puxão de orelhas que Barrichello levou do velho Frank Williams, após ter criticado publicamente a postura de Ross Brawn e seus pares na ocasião da troca de posições no Grande Prêmio da Alemanha deste ano.
"É uma atitude passível de um cartão vermelho", disse o chefão, referindo-se à punição aplicada no futebol para uma falta grave. "Trata-se de uma declaração bem incomum para um piloto. Em sua defesa, devemos admitir que ele estava no calor do momento, muito chateado."
Quando perguntado sobre o que faria se ele fosse o seu piloto, Williams respondeu: "Eu tentaria deixar o meu orgulho para trás, conversaria com ele e tentaria fazê-lo mudar de opinião", disse. "Mas, com certeza, não toleraria uma atitude como essa novamente."
Curiosamente, Barrichello não respondeu, como se tivesse entendido a mensagem do futuro patrão. Nesses 16 anos de Fórmula-1, Barrichello aprendeu, certamente, que o velho Frank Williams não cultiva o hábito de mandar recado."
O que traz, no entanto, Barrichello para a Williams? O que ela tem de atrativo para Barrichello, além da promessa de um primeiro posto?
Ora, é fácil entender o que Williams espera de Barrichello: um piloto experiente, rápido (os críticos ferrenhos de Barrichello de plantão me perdoem, mas ele é rápido, ainda mais se considerar que a grande maioria dos pilotos que tem a metade do tempo dele na categoria já perdem e muito a velocidade), adepto do trabalho com a equipe para o melhor acerto possível do carro -diria essa o principal chamariz de Barrichello- e muito motivado. Todas essas características do brasileiro atraem os olhos de Williams há muito, e de uma considerável parcela do paddock, geralmente conhecido por só olhar com grandes olhos pilotos ou com muito carisma ou com grandes patrocínios. Caras do ramo, garagistas como Head e Williams sabem bem o valor de um piloto como Rubens, ainda mais com as limitações técnicas da equipe e com os limites de testes.
Assim, Rubens seria mais atrativo que um Heidfeld, por exemplo, que não é tão bom para acertar carros (embora seja bom), não é mais rápido, menos experiente e muito menos motivado. Heidfeld é um morto nas calças, que seria útil para conseguir mais alguns pontinhos para a equipe do que Nakajima, mas não para conseguir levar o carro a uma 4ª posição, como Rosberg faz.
E para Rubens? A Williams lhe traz um novo desafio, seria isso? Ele vê possibilidades em um motor Cosworth? O que ele sabe que nós não sabemos? Notícias foram vinculadas que a Williams teria um motor Renault, e talvez Rubens tenha feito um contrato pensando neles? Mas não foram eles que atrapalharam o campeonato de Vettel? Seria Rubens um apressado, que não ousaria mais sofrer como no ano passado, sem acerto até o último instante, sendo o último a ser efetivado para 2009? Teria sido ele enganado pela pressa e pela promessa de um Renault... e depois ter vindo um Cosworth?
Perguntas que dóem em nosso juízo. Rubens, no entanto, lutou até o fim para ir com a Brawn pq sabia que o carro seria extremamente competitivo. Rubens igualmente sabe que a Williams, mesmo com todas as limitações possíveis e imagináveis de verba e patrocínio já vem estudando o carro para o fim do reabastecimento (situação que apenas Rubens conhece no atual grid). Sabe que o grande empecilho para efetivar o carro jaz justamente no acerto para um motor (fundamental para ano que vem, e o da Mercedes é a melhor opção por ser potente e econômico). Tudo indica que o Cosworth vai ser muito beberrão...ou pode ser menos potente e mais econômico...
Em relação ao que a Brawn vai fazer sabendo da relação entre Barrichello e a Williams no tocante à disputa do campeonato levou a todos a crerem que a Brawn, em retaliação, vai promover logo Button campeão e assim assegurá-lo na equipe... mas isso é impossível de concluir por agora... Brawn pode dar um chute nos próprios pés se fizer isso agora...
Acredito que somente uma saída de Button para a Toyota, que sem dúvida deseja o possível campeão de 2009 para suas bandas (apelo comercial salvador?) faria uma reação em cadeia capaz de trazer de volta Rubens para a Brawn.
Tudo indica que a Brawn, que vai ser Mercedes num futuro próximo, será pelo menos competitiva com o motor que terá/ já tem. a Williams não poderá ter o motor Mercedes pelo mesmo motivo que a RBR: bloqueio da Maclaren. Isso é também o que nos faz pensar que a Maclaren está prestes a romper com os alemães -e viceversa, indo e voltando rsrs- e que a RBR renovará com a Renault por falta de opção, deixando a Williams sem escolha senão ir de Cosworth ou a própria RBR ir de Ferrari e deixar a STR de Cosworth, ou ficar com o Cosworth e deixar a STR com os Ferrari... uma história puxa outra e a reação em cadeia é sem precedentes.
Sem cair tanto nas teorias de conspiração, são perguntas que nos fazem pensar bastante e questionar se foi boa a opção ou não... Rubens está no olho do furacão de novo, como foi em anos passados... O que nos motiva a fazer a parte 2 deste post: O que Rubens poderia fazer para a equipe, em termos de desenvolvimento e acerto do carro, considerando o limite de orçamento da equipe? O que um piloto efetivamente consegue fazer nos dias de hoje, considerando toda a tecnologia que as equipes grandes como Maclaren empregam e fazem carros extremamente competitivos para pilotos sem o métier de ajustadores?
Vou me arriscar nessas reflexões no próximo post...me acompanhem nessa jornada rumo ao desconhecido! Comentem!