Os escritores que aceleram neste blog

Minha foto
acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

O blog, na verdade: é de todos.

StatCounter


View My Stats
Mostrando postagens com marcador polêmicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador polêmicas. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de setembro de 2010

Sim, e o Button?


Desde o acidente no GP da Bélgica entre Sebastian Vettel e Jenson Button, muito tem se discutido e debatido sobre punição aplicada à Vettel. Uns têm defendido o piloto alemão, já outros têm criticado severamente, e parece que essa discussão ainda levará um tempo.


Mas é interessante notar que o maior prejudicado no acontecido ficou em segundo plano. Pouco se fala como sobre o prejuízo que Jenson Button teve com o acidente, a atenção foi toda direcionada para o mérito, ou não, da punição dada ao Vettel.


Button que vem fazendo mais um excelente campeonato foi esquecido como se nem estivesse na luta pelo título ou como se não tivesse mais chance de lutar contra Lewis Hamilton. Foi seu segundo abandono no ano, mas em nenhum dos casos por culpa dele. Em Mônaco os mecânicos esqueceram a tampa do radiador, e agora, novamente, abalroado em Spa-Francorchamps como em 2009.


Claro que Lewis Hamilton e Mark Webber abriram uma boa vantagem e ambos vêm pilotando muito, diga-se! Resta à Button melhorar nas classificações, seu ponto fraco esse ano, e voltar a vencer, para manter viva as esperanças do segundo título. E de agora em diante, ter enorme cuidado quando Vettel estiver por perto!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A fechada e a polêmica do race control


Eu confesso que mais uma vez não pude ver a corrida ao vivo. Tive que ter drops de emoções ao ver a corrida gravada, já sabendo por cima o que havia acontecido. Como na lição do filme "Lisbela e o prisioneiro", o importante não é saber como aocnteceu, e sim ver como aconteceu. O que vi foi uma manobra ousada sem dúvida de Rubens Barrichello. Mas, acima disso, vi uma sandice de Schumacher, ao achar que sua fechada passaria desapercebida.

"Blackflag! You have to give' im black flag!"Disse Rubens.

Os detratores de Rubens bradam sua boca-grande ao dizer que ele não era para ter reclamado desse jeito, que ele num pode dizer nada de ninguém, mas sinceridade: essa foi de enlouquecer. Rubens foi corajoso e não desistiu da possibilidade. Então, que Schumacher percebesse que não dava.

Os fãs de Rubens bradam a bandeira preta. Eu concordo até, pela violência da coisa, mas a incoerência se instauraria pela permissividade de comissários a outras fechadas. Fechada em muro não é defesa de posição, mas o que a F1 mais peca no momento é de incoerência.

Se culpa o race control, com frequencia, em diversos blogs amigos e outros nem tanto. Entretanto, às vezes esse controle precisa existir. Algumas das sandices ocorridas na pista, e alguns problemas que ocorrem nela, precisam ser investigados, questionados, postos à prova, com os vídeos e todos os recursos que a F1 dispõe e outros esportes fingem não saber.

As decisões nem sempre são as melhores, e nem sempre gostaremos mesmo quando fazem sentido.

Lembro de Alonso ano passado com a roda fora na Hungria. A Renault por isso não correria na Valência. Correu, porque faltaria dois carros num grid enxuto demais, e pela pressão de um piloto local poder ficar de fora... a Mercedes poderia ter matado o comissário; o que mais ouço disso é o mesmo da outra vez: ah, num matou, num pegou em ninguém, fica por isso mesmo.

O caramba!

Em um esporte (e seus fãs) que chora a morte de um mas tem vergonha de admitir o perigo que é, que faz uma apologia da segurança e esquece da competitividade para depois ousar na competitividade e abusar da falta de segurança, parece que muita gente quer mesmo ver o circo pegar fogo e tudo beleza.

Posso ter ferido com o orgulho de uma subclasse parcialmente grande e influente dos torcedores de F1, mas este ponto de vista precisa ser dito: é preciso questionar o saudosismo fatal da diversão pela barbárie.

O sentimento purista se corrói se um piloto fecha o outro e é punido, mas vale lembrar que se pode disputar um pega dos infernos com muita classe e estilo. Que digam Villeneuve e Arnoux.

Com tanta coisa a se dizer do lado esportivo em baixa, do corporativo em impressionante reforço pós jogo-sujo da Ferrari, não se pode confundir competitividade com sandice. Nem espetáculo com pão-e-circo.

Provavelmente serei muito mal compreendido depois deste post, mas este blog e eu, com o posicionamento de um historiador, não poderia ficar calado.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O preço que se paga às vezes é alto demais

Vi o treino e vi a corrida. Não vou criar uma overdose de palavras sobre o mais do mesmo. Muitos por aí deram seu recado. Eu mesmo dei alguns pitacos em comentários em outros blogs só pelo que tinha lido. E vi o retrato fiel. Confesso que o sentimento foi de...constrangimento.

Em Spielber, 2002, a Ferrari havia historicamente se autofagocitado da F1. Involuiu. Pagou um mico homérico. Sujou a carreira de um piloto já muito malhado pela imprensa conterrânea e sujou a reputação de um campeão controverso. Num país de mesma língua, oito anos depois, sujou uma carreira de altos e baixos, mas sem perseguição de imprensa, e sujou a reputação de um piloto campeão, mas controverso.

Schumacher em sua carreira fez mais controvérsias, Alonso botou mais fogo no circo. Outros campeões foram assim controversos, assim favorecidos pelo tal do jogo de equipe. Corpóreo, nocivo, mas altamente defendido pelo status quo de uma categoria essencialmente capitalista, corporativista- uma excrescência do capitalismo atual. Jogo de cena, rádio revelador. Nada mais contraditório...mas a vida é contraditória. Nossas trajetórias são contraditórias, então nos chocamos com a contradição dos outros.

E ainda sim temos que nos indignar.

Barrichello 8 anos depois mostra sua indignação de maneira sutil, e revela o passado num futuro com a mesma peculiaridade de um historiador: a escrita, a fala, sobre o passado, é fruto de seu tempo. O revisto, cortesia da mesma Ferrari, é revelador. A equipe, o negócio, o patrocinador, o investimento, são os donos. O esporte é um aspecto superficial. Deu pensando em receber, e em troca recebeu mais cobranças, mais jogo de equipe.Não tinha mais carro, ficou no mesmo. Errou, sentiu que não dava mais, viu que assim jamais seria campeão. Seus admiradores e torcedores, seus fãs..sua imagem em frangalhos.

Felipe Massa, na efeméride recente, no luto pelo tio, virou de si mesmo. Cruel coincidência.

Na transmissão, o chilique ridículo de Alonso, o tom constrangido e incrédulo da Globo, cada detalhe...Alonso passa a andar mais rápido, após ter trocado voltas mais rápidas...Vettel que se aproxima. Massa que deixe passar... A mensagem velada, a transmissão da FOM elucida. Massa perde a vontade de correr. Vettel alcança. O elogio no fim, o cinismo do campeão, a hipocrisia de uma equipe ridícula.

Lauda vai no ponto: um vexame. Mesmo hipócritas que somos, que o velho tricampeão é, isso tá errado!
Azar às corporações. Nenhuma delas resolve minha vida, paga meus impostos... me dá sim um compromisso com a veiculação de opinião e um prazer bizarro de ver um jogo de cena.

É constrangedor, é patético, faz mal, dá nojo. E tem gente que defenderá um ou outro, e de quebra perde o fio da meada: o corporativismo, o jogo de cena, a equipe de milhões de fãs.

E a contradição de quem engana a quem a abastece.A alimenta. Na falta do que ter, a Ferrari abraçou o Santander.

Ps: gostei da transmissão do Luiz Roberto. Tirando o VRT, que para mim não me incomoda nem um centavo, mas aos amigos que seguem a linha FGomes e Victor Martins de criticar, é de fato bobagem...transmissão dinâmica, opiniões condizentes... sem pachequismos, sem palhaçada.

Comentarei a expectativa para a corrida amanhã.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Classificação dos Campeonatos 11/19.


*Como o resultado da Grande Prêmio da Alemanha está sub judice, está classificação pode ser alterada, depois do julgamento sobre o caso de manipulação de resultados, por parte, da Equipe Ferrari que será analisado na reunião do Conselho Mundial em agosto. A FIA declarou que o artigo 39.1 do regulamento da F-1 – que proíbe ordens de equipe, bem como o artigo 151.c, que rege sobre condutas fraudulentas, foram violados pela equipe italiana.


PILOTOS:

1°) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 157 Pontos.
2°) Jenson Button (ENG/McLaren), 143
3°) Mark Webber (AUS/Red Bull), 136
4°) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 136
5°) Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 123
6°) Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), 94
7°) Robert Kubica (POL/Renault), 89
8°) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 85
9°) Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), 38
10°) Adrian Sutil (GER/Force India), 35
11º) Rubens Barrichello (BRA/Williams), 29
12º) Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber), 15
13º) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 12
14º) Vitaly Petrov (RUS/Renault), 7
15º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 7
16º) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 3
17º) Nico Hulkenberg (GER/Williams), 2

CONSTRUTORES:

1º) McLaren Mercedes-Benz (ENG), 300
2º) Red Bull Renault (AUT), 272
3º) Ferrari (ITA), 208
4º) Mercedes-Benz (GER), 132
5º) Renault (FRA), 96
6º) Force India Mercedes-Benz (IND), 47
7º) Williams Cosworth (ENG), 31
8º) BMW Sauber Ferrari (SWI), 15
9º) Toro Rosso Ferrari (ITA), 10

DADOS E NÚMEROS:

  • 635º Pódio da Equipe Ferrari
  • 213ª Vitória do Motor Ferrari
  • 212ª Vitória da Equipe Ferrari
  • 170ª Pole Position do Motor Renault
  • 128ª Melhor Volta do Motor Renault
  • 57º Pódio de Fernando Alonso
  • 31º Pódio de Felipe Massa
  • 29º Pódio da Equipe Red Bull
  • 23ª Vitória de Fernando Alonso
  • 15ª Pole Position da Equipe Red Bull
  • 14º Pódio de Sebastian Vettel
  • 11ª Pole Position de Sebastian Vettel
  • 10ª Melhor Volta da Equipe Red Bull
  • 5ª Melhor Volta de Sebastian Vettel

domingo, 25 de julho de 2010

Uma imagem vale mais do que mil palavras...

Grande Prêmio da Alemanha 2010.


Quem acompanha a Fórmula-1 há bastante tempo, não deve estar surpreso com o resultado de hoje. Convenhamos que os torcedores e os pilotos da Ferrari sabem de toda politicagem que há na escuderia, e deste de sua fundação, sempre, foi assim. Em primeiro lugar os interesses da equipe, depois o resto. A Ferrari é assim e pronto!


A vitória de Fernando Alonso no GP da Alemanha confirma isso, ele estava mais rápido, estava! Passaria em condições normais, talvez! Independente de ordem de equipe ou não, Alonso iria novamente tentar superar Massa custe o que custasse, nem que houvesse um toque, e os dois saísse da prova. E o Massa também não iria facilitar! Como já aconteceu em 2007, lembram? A diferença é que eles são da mesma equipe agora. Fernando Alonso jogou bem, mostrou que era mais rápido, e está na frente no campeonato, e não teria paciência e nem ficaria mais comboiando o Felipe até o final da prova, como ocorreu na Austrália. A direção da Ferrari prevendo que o pior acontecesse como um incidente entre os dois ordenou a Felipe a troca de posição. Algo normal e esperado! O erro da Ferrari, foi novamente permitir que o piloto prejudicado deixasse explicita a situação para todos.


A FIA até já convocou a Ferrari para explicações, mas o presidente da entidade é nada menos que Jean Todt, ex-chefe da equipe vermelha. A única coisa que pode ocorrer é uma multa para os italianos e só como aconteceu em 2002! Ordens de equipe sempre aconteceram e sempre vão acontecer na F-1. E não é só na Ferrari. Infelizmente, as “empresas” têm o direito de fazer o que acham melhor, e resta aos “empregados” acatarem ou não a decisão. A regra existente que proíbe isso é dúbia.


A Corrida:


Sebastian Vettel que partia da pole, largando mal novamente, acabou prejudicando dois pilotos: Fernando Alonso e Jenson Button. Primeiramente espremeu Alonso, deixando o caminho livre para Felipe Massa que saiu do terceiro lugar para a liderança. Como Alonso teve a preferência da curva Vettel reduziu e Button que vinha embutido no carro do alemão teve que ir para área de escape para não encher a traseira da Red Bull de nº 5, caindo assim, para sexto. Mais atrás uma confusão entre os carros da Force India e Toro Rosso resultou na ida dos seus pilotos ao Pit Lane.


Mantiveram-se as posições até as primeiras trocas de pneus. Felipe conseguiu voltar à frente de Alonso com Vettel logo atrás, mas Jenson Button, da McLaren herdou a liderança, pois, retardou ao máximo sua parada, ganhando tempo. Massa passou a ser pressionado por Alonso, mas conseguiu se defender bem. Quando Button parou, Massa reassumiu a liderança até ceder a posição para o companheiro. No final da prova ainda houve uma pressão de Sebastian Vettel no brasileiro da Ferrari, mas Felipe confirmou seu segundo lugar com Vettel em terceiro.


Lewis Hamilton chegou na quarta posição e manteve a liderança do campeonato, Jenson Button em quinto e um discreto Mark Webber em sexto. Interessante notar que apenas os seis primeiros colocados terminaram na mesma volta tamanha a vantagem técnica dessas equipes na atual fase do campeonato. Robert Kubica finalizou em sétimo, seguido pelas duas Mercedes-Benz de Rosberg e Schumacher com os 8º e 9º lugares respectivamente. E Vitaly Petrov que voltou a pontuar com a outra Renault.


Resultado Final:

1°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1h27min38s864 (67 Voltas)
2°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 4.1
3°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), a 5.1
4°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 26.8
5°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 29.4
6°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), a 43.6
7°. Robert Kubica (POL/Renault), a 1 volta
8°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 1 volta
9°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 1 volta
10°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1 volta

Não Pontuaram:

11°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta
12°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), a 1 volta
13°. Nico Hulkenberg (ALE/Williams Cosworth), a 1 volta
14°. Pedro de la Rosa (SPA/BMW Sauber Ferrari), a 1 volta
15°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), a 1 volta
16°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), a 2 voltas
17°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), a 2 voltas
18°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), a 3 voltas
19°. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth), a 4 voltas

Não Concluíram:

20°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), (58 voltas)
21°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), (51 voltas)
22°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), (20 voltas)
23°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), ( 4 voltas )
24°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), (2 voltas)

Melhor Volta:

Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), 1.15.824 (Volta 67)

domingo, 11 de julho de 2010

Grande Prêmio da Inglaterra 2010.


“Nada mal para um segundo piloto”, palavras de Mark Webber depois de cruzar a linha de chegada comemorando sua terceira vitória no ano. Um desabafo irônico e com endereço certo, a alta cúpula da Red Bull. Tudo começou quando a equipe austríaca resolveu tirar a nova asa dianteira do australiano para colocá-la no carro do mimado garoto alemão que havia danificado a sua nos treinos, sob pretexto que o alemão estava em uma posição melhor no campeonato. Para revolta de Mark Webber, mas, ele usou isso como motivação para corrida e não aliviou na largada, mesmo partindo do lado sujo, superou o afobado companheiro que ainda teve um pneu furado, por um toque com Hamilton.


Foi uma largada bem conturbada, com vários toques, dentre eles Massa com Alonso, no qual o brasileiro teve um pneu furado, assim como Vettel. Ambos se arrastaram para o Pit Lane, retornando nas últimas posições. Essa corrida demonstrou como a largura do aerofólio dianteiro deve ser revista, quantos pilotos tiveram suas corridas prejudicadas com pneus furados pelos afiados aerofólios.

Lewis Hamilton manteve um bom ritmo de corrida finalizando em segundo, e mantendo a liderança do campeonato. Nico Rosberg, da Mercedes-Benz voltou ao pódio neste GP, fez uma ótima prova e ainda segurou a pressão de Jenson Button, depois da intervenção do Safety Car.


Jenson Button com a outra McLaren, aliás, foi novamente impressionante. Largou em 14º, na primeira volta já era oitavo. De longe, é o piloto que melhor sabe usar as táticas de corrida em condições adversas, alçou 10 posições na prova, e ainda lutou pelo pódio. Também conseguiu manter sua posição no campeonato, assim como Mark Webber, vem surpreendendo.


Mostrando a evolução da Williams e dos motores Cosworth, Rubens Barrichello fez uma excelente prova, chegando ao quinto lugar. Nico Hulkenberg, companheiro de Rubens também conseguiu pontuar, e teve um ótimo duelo com Schumacher que tirou o ano para se divertir, conforme Rede Globo. Outra equipe que vem evoluindo muito é BMW Sauber, principalmente com Kamui Kobayashi que alcançou o sexto lugar em Silverstone.


Depois do japonês só deu Alemanha com Vettel, Sutil, Schumacher e Hulkenberg do sétimo ao décimo lugar, respectivamente. A Ferrari ao que parece, já vai começar a pensar em 2011, pois, esse ano não está dando nada certo. Pouco adiantou a dispensa de Kimi Raikkonen, e a vinda antecipada de Fernando Alonso, aliada com a má fase de Felipe Massa. Alonso que vê suas chances de título escapar, fez como sempre, uma corrida aguerrida, mas acabou sendo punido e prejudicado com um drive through, no lance da ultrapassagem sobre Robert Kubica, da Renault que posteriormente abandonou. Os comissários demoraram muito analisando o ocorrido, prejudicando o piloto espanhol.


Passado metade do campeonato, é provável que a guerra seja declarada entre os pilotos da Red Bull, talvez, algo semelhante que ocorreu na McLaren em 2007. Ao que parece, Mark Webber perdeu a paciência com a equipe e chutou o balde de vez, e até já andou trocando experiências com Fernando Alonso. O australiano se cansou dos privilégios dados à Vettel pela equipe. Algo que só beneficia a McLaren. Vamos ver como a equipe irá administrar o ocorrido, mas como a própria Red Bull já declarou depois do GP da Turquia “merdas acontecem”. Eu diria que continuam acontecendo e tendem acontecer ainda mais!



Resultado final

1°. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault), 1h24min38s200 (52 voltas)
2°. Lewis Hamilton (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 1.360
3°. Nico Rosberg (GER/Mercedes-Benz), a 21.307
4°. Jenson Button (ENG/McLaren Mercedes-Benz), a 21.986
5°. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth), a 31.456
6°. Kamui Kobayashi (JPN/BMW Sauber Ferrari), a 32.171
7°. Sebastian Vettel (GER/Red Bull Renault), a 36.734
8°. Adrian Sutil (GER/Force India Mercedes-Benz), a 40.932
9°. Michael Schumacher (GER/Mercedes-Benz), a 41.599
10°. Nico Hulkenberg (GER/Williams Cosworth), a 42.012

Não Pontuaram:

11°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes-Benz), a 42.459
12°. Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso Ferrari), a 47.627
13°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 59.374
14°. Fernando Alonso (SPA/Ferrari), a 1.02.385
15°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1.07.489
16°. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth), a 1 volta
17°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth), a 1 volta
18°. Timo Glock (GER/Virgin Cosworth), a 1 volta
19°. Karun Chandhok (IND/Hispania Cosworth), a 2 voltas
20°. Sakon Yamamoto (JPN/Hispania Cosworth), a 2 voltas

Não Concluíram:

21°. Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso Ferrari), 45 voltas
22°. Pedro de la Rosa (SPA/Sauber Ferrari), 30
23°. Robert Kubica (POL/Renault), 20
24°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin Cosworth), 10

Melhor Volta:

Fernando Alonso (SPA/Ferrari), 1.30.874. (Volta 52)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A nova pontuação é uma farsa?

Olá a todos que acompanham o Histórias e Velocidade. Nos últimos dias em que ficamos discutindo pontos importantíssimos do novo regulamento, dos últimos GPs e outros nem de longe construtivos, como o do caso "porcaria", algo beira entre os dois mundos da relevância: afinal, a nova pontuação, que deveria privilegiar as vitórias, é uma farsa?

Em três GPs disputados na temporada de 2010, Felipe Massa, da Ferrari, conseguiu 39 pontos, com um 2º, um 3º e um 7º lugar. Ora, e o que isto significa, diante de uma vitória e um 4º lugar, além de um abandono para Alonso e Vettel, que estão quase que rigorosamente empatados, com 37 pontos, exceto o fato de que Alonso ainda ficou em 13º na classificação da Malásia por ter voltas À frente das equipes novatas. E temos Button empatado com Rosberg, com 35 pontos, mesmo 25 desses 35 sendo de uma vitória para o inglês da Maclaren. Na alça de mira, Hamilton com 31 e um heróico Kubica com 30.

Ora, no antigo sistema, como mostrou Felipe Maciel no Blog F1 pouco se mudaria, e teríamos apenas uma mudança entre Button e Rosberg, já que Rosberg passaria no antigo sistema por 1 ponto; fato este não causado pela vitória e sim pela desvalorização das posições intermediárias (ou uma valorização do pódium, como preferirem). Felipe Maciel mostrou lá que significativamente a vitória era mais valorizada apenas nos antigos 9-6-4-3-2-1 ou 10-6-4-3-2-1.

Muitos, como Felipe, acertam ao dizer que Massa lidera por ser mais regular, e que isso favorece a regularidade em relação à vitória. Isto não está de forma nenhuma incorreto. E dizem que a pontuação nova desrespeita a História da F1 e de grandes pilotos do passado que seriam superados pelos atuais. E isto também não está incorreto.Apenas, creio, faltam alguns pontos a serem considerados:

- O campeonato de pontos corridos privilegia sempre a regularidade. Isto ficou mais claro após 2002, quando Schumacher vencia a todos com facilidade, e isto se tornou mais claro pelas vitórias que possuia,em detrimento da regularidade...para frear o desempenho de pilotos com carros excepcionais e dar mais emoção ao campeonato, premiou-se a regularidade (ou limou de vez a vantagem da vitória, sendo esse um ponto dialético, em que um precisa do outro). O sistema de 25 pontos em suma só desprivilegia o 2º lugar.

- Neste campeonato, o que vemos é um equilíbrio muito grande de forças. E isto é bom para a F1, no sentido de torna-la imprevisível. Massa conseguiu 2 pódiuns, e vale lembrar que ter regularidade é fundamental para qualquer postulante ao título mundial. Vale ainda lembrar que mesmo Prost, que até Schumacher era o recordista de vitórias, venceu seus dois primeiros campeonatos na base da regularidade, com muitos pódiums e contando com o erro dos outros, e isso numa era que teoricamente favorecia mais o vencedor. Vale lembrar que ainda temos um campeonato equilibrado apenas pq a Red Bull não havia deslanchado, com Vettel. E com uma vitória o alemão encostou no regular Massa. A vitória é importante sim, só que não em demasia...será que isto é tão ruim assim?

- O novo regulamento privilegia a pontuação do pelotão intermediário. Historicamente a pontuação ficou defasada a partir dos anos 70/80, em que inúmeros carros corriam na pista e só míseros 6 pontuavam. A defesa do pelotão intermediário e a visibilidade de uma equipe nova pontuar quase que por si só viabilizou a pontuação dos 10 primeiros. Inchada ou não, esta pontuação reflete mais significativamente um pelotão cheio do que 9-6-4-3-2-1.

- Uma medida plausível para a F1 evitar um descompasso "histórico" é equalizar a pontuação à nova realidade dos pontos da F1. E isso implicaria pontuar desempenhos históricos não computados e possivelmente mudar resultados de campeonato, pelo menos em princípio, já que era mais simples não alterar classificações no mundial de pilotos e equipes, e sim apenas avaliar quantitativamente desempenhos de pilotos.

Quantitativamente, eu disse, pq qualitativamente, e no jogo das lembranças e dos signos imagéticos que nos assombram e nos deslumbram, pilotos e épocas célebres do automobilismo continuarão a existir nas memórias e nos arquivos da F1.

Afinal, é uma farsa ou não esta nova pontuação? Não é uma pergunta a ser respondida prontamente, e nos traz outras perguntas mais pertinentes: vitória ou regularidade? arrojo ou inteligência? anacronismo ou justiça histórica? Com vcs, a palavra agora.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

nova pontuação... poderiam fazer melhor! Até eu pensei a minha

não gostei! A antiga pontuação de 10-8-6-5-4-3-2-1, que pontua pilotos do 1º ao 8º lugar está a um ponto de acabar. Pressionados para mudar regras em busca de um regulamento esportivo mais, digamos, palatável aos fãs,o Grupo Esportivo da FIA andou fazendo merdas e coisas realmente interessantes, como o qualifyings (Q1, Q2,Q3)... a medida de um novo sistema de pontuação, que dará pontos até o 10 lugar, com 25-20-15-10-8-6-5-3-2-1 ainda não oi aprovada e homologada, mas o tempo no futuro é claro indício de uma confirmação em breve...

Creio que isso causa algumas injustiças em relação aos pilotos do passado, como o fez e faz a ada nova mudança de pontuação. Para mim, não há nada de mais em ontuar até o 10 lugar, desde que peses o valor dos três primeiros, em especial o do vencedor, estimulando-o à vitória sempre... desde que se homologue uma pontuação igual e equivalente para todos no passado. Mesmo que estes não tenham terminado a corrida.

Uma vez pensei e como teria uma nova pontuação, e pensei até o 10 lugar sim... seria 15-12-10-8-7-6-5-4-3-2-1. Creio que alguém ja deve ter pensado igual, semelhante, e se não nem me importo com direitos autorais... justiça na pontuação e no passado da categoria.Senão fica uma farofagem absurda nas estatísticas.

Outra coisa: poderiam premiar o pole com um ponto adicional, assim como o piloto de volta mais rápida... acho que seria interessante e estimulante para a categoria ver pilotos no seu máximo o tempo todo,mesmo agoracom a preocupação de salvar equipamento, combustível e pneus.

que acharam da nova pontuação? E da minha? Tem outra em mente? comente, participe!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Arrependimento e fim da linha


Só quem passou por uma situação limite na vida, sentindo que fez algo realmente grave e desejando de verdade se retratar entenderá as palavras de Nelsinho Piquet:


"Eu me arrependo amargamente das minhas ações ao seguir as ordens que me foram dadas. Desejo a cada dia que eu não tivesse feito isso".


"Estou aliviado que a investigação da FIA tenha sido concluída. Aqueles que hoje dirigem a equipe Renault tomaram a decisão, assim como eu fiz, de que é melhor que a verdade seja revelada, aceitando as consequências. A coisa mais positiva que surge por trazer isso à atenção da FIA é o fato de que nada similar vai acontecer novamente."


É. Sem cair na hipocrisia nem na odisséia do esquecimento público, Piquet Jr. terá um longo caminho pela frente. Embora a FIA tenha uma clara política pública de bate-assopra, as equipes e os pilotos terão que ser bem mais originais e mais obscuros se quiserem agir dessa forma de novo. A maioria das pessoas condenará com razão, mas hipocritamente os feitos do trio Piquet- Symonds- Briatore. Hipocritamente porque esquecerá no cotidiano suas próprias falhas, enxergando no espetáculo da desordem um refúgio psicologicamente seguro para as intempéries do dia-a-dia.


O esporte de alto rendimento guarda essa chave. A circularidade de seus acontecimentos, via internet a milhões de K--bites por segundo e a dureza de suas relações políticas e econômicas gera distúrbios consumidos e reconsumidos. Daniel Médici já o destacava com razão no seu Cadernos do Automobilismo. Entretanto, vale a seguinte ressalva de Piquet Jr para o episódio e a lembrança de que nós, embora sonhemos com algo assim, nem de longe estamos preparados para sua louca realidade...ser um piloto de F1:


"Não sei o quanto a minha explicação vai fazer as pessoas entenderem, porque para muitos ser um piloto de corrida é um privilégio fantástico, como foi para mim. Tudo o que posso dizer a você é que a minha situação na Renault se tornou um pesadelo"


"Tendo sonhado em ser um piloto de F1 e tendo trabalhado tão duro para chegar lá, me encontrei à mercê de Briatore. O seu verdadeiro caráter, que antes era conhecido apenas por aqueles que foram tratados assim no passado, agora foi revelado."


Para ele, no entanto, é saber de seu real poder de reação frente às sociedades que o acompanharam, e à sociedade que quer regressar...ele tem condições de "recomeçar"? Eu não me surpreenderia se sim, já que a categoria também é feita disso, e talvez isso nos seja a razão de tanto estranhamento e fascinação. Se eu fosse ele, lutaria ao máximo para conseguir voltar, e daria o máximo para mostrar serviço, se recebendo uma segunda chance. Talento ainda acho que tem, vale saber se tem força interna para tanto. Ele que o diz:


"Tive de aprender algumas difíceis lições nos últimos 12 meses e reconsiderar o que valioso na vida. O que não mudou foi o meu amor pela F1 e a fome de correr novamente. Percebi que tenho de começar minha carreira do zero. Só posso esperar que uma equipe reconheça o quanto eu estava sufocado na Renault e me dê uma oportunidade de mostrar o que prometi na minha carreira na F3 e na GP2."


Game is over. And GP2?

Briatore's over. Banido do esporte para todo o sempre, pode levar processo criminal na Inglaterra, não terá mais acesso ao paddock e ainda seus pilotos gerenciados por ele terão de romper contrato se quiserem renovar a super-licença. Perdeu muito mais do que poderia perder, e vai tarde. Só que também abocanhou muito mais do que deveria ter abocanhado, e isso o fará como uma sombra. O que podemos esperar agora da GP2? Briatore vende sua parte? Usa um terceiro nas negociações da categoria?
A GP2 ainda fará parte do consórcio Renault com a FIA?
Pat Symonds também sofreu punição, só que de 5 anos. Provavelmente fará outra coisa até lá. E voltará. Até o tosco do Gascoyne voltou, por quê ele não voltaria? Só se não quiser mais sujar sua imagem publicamente, embora sua imagem valha muito menos que qualquer um dos outros envolvidos.
A Renault, por sua vez, saiu quase ilesa. Suspensa sob a forma de sursis, ela só toma a punição de fato (por dois anos) se cometer outro ato falho. A FIA não poderia perder a Renault assim de graça, mas isto tem muito intermédio de Ecclestone. A F1 precisa da marca nem que seja pelos motores. Ele mesmo precisa dela para a GP2, ou pelo menos por enquanto. Sinceridade...? Esta categoria de acesso só tende a crescer e deveria imediatamente ser alvo de mais outras montadoras, fazendo uma mini- F1 e colocando seus pilotos de desenvolvimento no teste de fogo, uma categoria competitiva de acesso que vai engolir de vez a F2 em uns anos.



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Comentando as diversas notícias- semana do GP da Itália

Esta semana não foi das mais paradas e nem das mais agradáveis para os amantes das velocidade. Como fiquei meio ausente do blog por estes dias, dou o ar de minha graça comentando alguns pontos que aparentemente ficaram sem as devidas amarras.
A "delação premiada de Nelsinho Piquet"
Essa foi a mais comentada, a mais revisitada e a mais polêmica da temporada inteira. Ainda não me arriscaria dizer da História da F1. Entretanto, por ainda meios confusos e indeléveis.
-Primeiro ponto: o silêncio ensurdecedor das partes envolvidas: os Piquet e os chefões da Renault.
Esse deixou todo mundo com os cabelos em pé, dando a entender que realmente há algo de muito verídico nas investigações, quando as partes interessadas estão orientadas a ficarem bem caladas.
- Segundo ponto: O encaminhamento das investigações, por agências de ex-agentes do FBI e free-lancers. P/ quem gosta de teorias da conspiração esse ponto foi um prato gorduroso e suculento.
Significa que Mosley e companhia estão muito interessados em encontrar cabeças a decapitar e fogueiras para preparar, e a de Briatore é desejada há muito tempo. E não tenham dúvidas: essa investigação não vai parar nem mesmo depois do julgamento da Renault próximo dia 21.
- Terceiro ponto: ontem sai uma reportagem contundente da Autosport, conceituada revista inglesa com filiais em tantos lugares e tantas redes de informação dentro do paddock que todos dão ouvidos (demais até, em minha sincera descrença no poder imensurável que dão à imprensa como paladina da verdade- e da mentira), que averigua entre outros pontos:
  • O envolvimento dos Piquet: Piquet-pai entrega a bomba na sede da FIA, tentando assim livrar o filho da rota de colisão, como uma delação premiada. Assim, ele ao menos assegura que o filho poderá correr outra vez, não tomará uma pesada multa, e nem deixe escapar o desafeto Briatore.
  • O não: Briatore nega tudo e afirma apenas que foi vítima de extorsão (p/ quem não sabe é chantagear alguém em troca de um ganho financeiro de qualquer espécie), o que já é motivo para prisão. Extorsão é um crime dos mais perigosos.
  • O sim, pero no mucho: Pat Simonds, nº 2 da equipe Renault, teria dito à revista que teria havido uma reunião, que as condições de Alonso e Piquet na corrida teriam sido bem analisadas, que sabiam que um safety-car em certa hora seria fundamental para Alonso lutar pela vitória, já que o asturiano viria com uma estratégia agressiva (leve) demais para quem larga do 15º lugar em uma pista de rua (difícil de ultrapassar); e então teria sido Piquet o autor da idéia, mas que nada daquilo fora adiante comentado e nada decidido). Em suma, a reunião aconteceu mas nada teria sido decidido.

Se foi Piquet ou não o mentor da besteira (coisa que duvido muitíssimo, já que seria uma burrada ainda maior dele), os indícios apontam fortemente para uma verdade: a conspiração aconteceu. E os chefes da Renault não estão com os discursos afiados, o que indica que terão que forjar um para se defenderem dia 21...mas, obviamente, estão jogando toda a culpa nos Piquet.

- As consequencias para isso não são nada boas. Primeiro, porque Piquet só corre na F1 agora se o pai criar uma equipe, ou se ele se sujeitar a ser um piloto de testes ou titular em uma equipe miúda. A Campos pode sim ter oferecido a ele um salário baseado nos pontos, como veicularam. Ora, o cara dirigiu recentemente e tem alguma experiência com o novo carro da F1, e as equipes precisam disso, e mais, precisam de um cara que não tenha condições de pedir muito. Piquet se encaixa totalmente nisso, assim como Bourdais. Ou então, que corra na Indy. Um novo recomeço pode ser o melhor para o filho mais talentoso de Nelson Piquet.

Ainda não acho descartada a opção de Piquet correr depois disso porque no fundo no fundo, as equipes precisam mais de pilotos do que se imagina, e os negócios pesam mais do que as relações morais. O difícil é Piquet ainda conseguir bons patrocínios...

Outra consequencia disso muito grave é ter uma montadora com equipe, fornecedora de pneus e tudo o mais, como a Renault, que já tem na política de seus CEOs um desprezo total à possibilidade de negócios na categoria. Pode ser o argumento que faltava para a Renault voltar de vez aos porões, como foi com a Honda.

Uma última pergunta, e talvez a que mais me intriga: Por quê os Piquet se arriscaram a denunciar? Pq era o certo? As coisas na F1 dificilmente funcionam pelo argumento da justiça, e por isso mesmo era arriscado, eu diria suicídio, admitir publicamente que um dos Piquet foi capaz de fazer isso. Isso pq o mundo da F1 é muito hipócrita e esquece que em sua história diversas batidas propositais mudaram os rumos dos campeonatos, mudaram o rumo das vitórias, mudaram o rumo de diversas carreiras. A História infelizmente ainda é construída pela memória dos vencedores, e não a dos vencidos, dos sem-voz. Ao mesmo tempo, se escreve História pela pura parcialidade, dando a valorizar feitos de um lado versus outros que valorizam feitos dos outros. Não há muita criticidade nos olhares dos fãs de automobilismo pq não há estímulo à criticidade no olhar de todos nós em nossas educações.

Piquet-pai foi lá por outra razão, creio eu e minha mãe, que ontem comigo debatendo sobre isso ela disse: Piquet- pai foi lá pq o nome em jogo era o dele, acima de tudo. A trajetória que ele construiu na F1 e o patrimônio que construiu foram jogados no meio da rua, e mais do que ninguém ele é que teve de defender. Lembrar que ano passado ele não ia às corridas, só acompanhava por vezes sua equipe na GP2 muito pq o próprio filho queria por conta própria construir sua carreira, e a figura do patriarca não era das mais carismáticas, embora fosse respeitada. Piquet-filho de fato tentou construir seu próprio nome e patrimônio para além do peso do sobrenome. E em uma manobra arriscada jogou tudo a perder acatando uma ordem da equipe, se tornando cúmplice e co-autor. E pagou o preço. E teve que ver seu pai novamente entrar em cena para defender a honra do nome. No fim das contas Piquet-filho era o lado mais frágil do jogo e seu pai sabe que teve parcela na criação.

- A grande preocupação é sentir que Briatore ainda terá vez para os negócios. Por conta, e muito, de uma categoria como a GP2. Essa categoria vai crescer demais, vai esmagar a F2 e ainda vai ser palco de grandes disputas e alto nível técnico. E ela é de Briatore. =/
A possível compra da Brawn pela Mercedes
Essa é das mais preocupantes para Rubens Barrichello. Ou Jenson Button, talvez. O certo, pelo menos, é que a Mercedes vai investir mais no seu 2º cavalo de corrida, notadamente a Brawn. E isso assegura à escuderia Brawn sobrevida e qualidade. E assegura à Mercedes mais alicerce em sua não tão difícil tarefa de dominar a F1 para a próxima década, depois de ver a Ferrari dominar esta.
Contudo, algo me deixa com pé atrás quando todos dizem com todas as letras que a MacLaren vai se desvincular da Mercedes e vice-versa. Mesmo com o novo protótio de Ron Dennis tendo motor próprio ( e por que não? Vai concorrer com os Mercedes no mercado, ora bolas) e o caso da mentira que iniciou a temporada polêmica, acho difícil eles romperem assim de vez uma parceria afiada como essa.
A Mercedes, claro, poderia muito bem comprar em 2011 a Brawn (que me parece não ter sobrevida na F1, mas gostaria de vê-los pelo menos na GP2 -que me parece vai crescer e muito, mesmo tendo Briatore no meio). Rosberg vai ser o grande alemão na nova empreitada da Mercedona e vai pra onde ela quiser. Para a Brawn, no entanto, e até mesmo para a Mercedes, o segredo para um sucesso seria, se no caso de Nico ir para a Brawn, ter Nico e ter um piloto como Barrichello motivado, experiente e fundamental no ajuste dos carros. O carro da Brawn teve rendimentos bons de fato porque além de ser bem nascido, de ter o motor Mercedes, tinha Barrica lá. Button é bom piloto, é habilidoso até demais e muito rápido. Mas é muito inconstante e isso ninguém quer na F1. Ele é um avesso paralelo ao compatriota Mansell, que também era muito habilidoso e rápido, mas "motivado para além do equilíbrio necessário"...
Chuva ou sol em Monza entre sábado e domingo do GP da Itália?
Como nem a previsão do tempo é mais ciência séria, as previsões mudaram loucamente nos últimos dias. Chuva, sol, chuva e sol, clima ameno mas sem chuva, etc...
-Se tiver chuva, esperem uma nova vida para os Red Bull, e uma forçada de barra dentro da Brawn em favor de Button. Isso se Button ainda se mantiver pelo menos competitivo. Se o britânico não pontuar nada de novo...aí a batata lá vai assar no ...dele. As chances de Barrichello dependem dele, e de que as RBRs não sejam tão boas lá como deveriam ser.
- Se tiver sol, e se Barrichello estiver bem, preparem as cornetas. Rubens é forte lá, e Button não. Só que, se Button reagir e não for pelo menos, tão mal, Rubens terá problemas.
- Se não chover, mas o clima não estiver fervendo, loucamente é o melhor cenário para Barrichello. Ele aquece melhor os pneus que Button, e é nessas condições que o britânico se dá tão mal.
O que me preocupa, na ainda torcida por Barrichello, é que as novas zebras de lá favorecem a pilotos como Button. Não favorecem nem a Vettel, nem a Webber. Pilotos como eles e Barrichello atacam mais as zebras e isso não vai ser fácil com as zebras mais altas.
As incógnitas no mercado de pilotos
Essa já endoida a gente há muito tempo e não vai endoidar mais do que o usual. Daqui a instantes, a gente vai ver muitas notícias sem pé nem cabeça. No entanto, 4 pilotos de dentro da categoria e 3 novatos darão o tom das negociações.
- Alonso, obviamente. Para onde for vai ser bemvindo, mas precisa se livrar o quanto antes do problema da Renault senão arrisca ficar de fora. Não acho que agora para ele seja o momento de exigir demais, senão fica sem a Ferrari. Na briga de egos, Montezemolo late mais alto que ele e ele ainda não é Schumacher ou Senna.
- Rosberg. Tá fazendo uma baita temporada na F1 e finalmente pegou o tranco do negócio. Se mantiver o ritmo ainda vai ser campeão que nem o pai foi. E merecendo. Brawn Mercedes, MacLaren Mercedes estão na sua rota de mira.
- Raikkonen. Que deu provas de que quer, pode e terá lugar na categoria. Não mais onde e como quiser, mas negar a probabilidade dele ir para a Brawn é loucura. Ficar na Ferrari é ainda uma opção, mas ir para a Toyota pode ser um novo desafio na vida do cara. E acho que é isso que ele precisa para mostrar que é o cara. A Maclaren pode ser opção para 2011.
- Rubens Barrichello. Porque não? Se parar, o que acho difícil, auxilia em alguma equipe. Se ficar na Brawn próximo ano, as coisas podem sair melhor que a encomenda. Não acho que ele vá para a Williams, mas a Manor-Virgin, a USF1 e a Toyota poderiam deseja-lo.
Os de fora:
- Vitaly Petrov- Esse tem dinheiro demais para ser negado. Force India ou Campos o terão.
- Bruno Senna- Esse tem nome demais para ser negado. Idem, ainda somando a Virgin.
- Nico Hulkenberg- Esse vai ganhar a GP2, mas não se surpreendam se ele não for para a Williams, e sim para algo maior. Só se a Williams tiver equipado os motores Mercedes. Aí Williams é certeza.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Três polêmicas e um aniversário

O mundo da F1 foi assolado por três polêmicas bastante diferentes nestes últimos dias. Em ordem inversa de acidez:


A polêmica da batida:


Button, Grosjean, Hamilton e Alguersuari foram os quatro a sair na 1º volta, em decorrência de uma batida, no mínimo, curiosa. Para quem viu, ou teve até a oportunidade de rever (eu, por exemplo, gravo as corridas desde o começo deste ano) foi confuso saber como começou e o que aconteceu.
Muitos se ligam muito no que inicialmente vêem Galvão e cia, na transmissão global. Não os culpo. Nem de longe. Entretanto, o que parece é que seguiram a opinião global de que Grosjean bateu em Button, mesmo ele depois tendo indicado que foi Button quem passou atravessado e bateu em Grosjean e o tirou da pista.

O que vi foi um Button sair atravessado e bater na traseira de Grosjean, que sai da pista, e no embolo Alguersuari bate em Hamilton, que quase volta para a pista levando muita brita. E cada vez que olho mais estranho um fato: Button trepida antes de sair atravessado, e não dá muito claro para ver se Button é tocado por alguém ou é por causa da zebra, que é acentuada na hora.


Para quem viu a primeira corrida da GP2 neste fim de semana, viu como a curva que originou a batida foi palco de maior parte das saídas da corrida, sempre envolvendo dois carros. Sem batidas como causa da atravessada de um, mas sim a atravessada de um causando a batida. Ou ocasionadas com a errada na tomada da curva, passando direto, ou trepidando na zebra.

Pós-corrida, isso suscitou um debate em diversos blogs e sites especializados, como o F1 Around e o Grande Prêmio. Ora, e não é que a maioria indica (inclusive Alguersuari e Hamilton) que o culpado foi Grosjean. Este e Button trocaram acusações. Sabemos no entanto que metade das batidas envolvendo pilotos em uma corrida não é nada além de batidas casuais, com culpados de ambos os lados, ou seja, nenhum. Outros acidentais e outros mais nojentos, propositais, compoem o resto da estatística. Não me parece ser o caso.


Tendo em vista que boa parte do circuito, dos fãs e dos insiders não foi com a cara do "Salsicha" desde o começo, isso era previsível. Eu mesmo me incluo, mas creio que devemos dar o devido peso às coisas.


Quem será o piloto da Ferrari em Monza ao lado de Kimi?

Essa não é nem grave, mas causa um rumor e burburinho ensurdecedor. Quem será? Provavelmente amanhã saberemos, mas isso é imprevisível. Diversos nomes são diariamente apontados, pilotos que se escalam e outros que negam veementemente, embora desejem como nunca. De Piquet Jr a Fisichella, a escala aponta novatos que nunca colocaram os pés numa F1 neste ano, pilotos na mesma escala de tempo em defasagem como Villeneuve e Gené (embora fosse aposta mais justa que Badoer...), desempregados neste ano que conhecem o câmbio e o motor, como Bourdais, e o próprio Piquet, que está sendo o pivô da maior das polêmicas.

E, é claro, Fisichella e Alonso como os empregados que correm em outras equipes e são fortes indicados.

Alonso nega, nega, e tem razão em negar. Praticamente dado como certo próximo ano na Ferrari, a equipe certamente o anunciará em Monza. Com a certeza que Massa só vem (e vem mesmo na Ferrari em que Kimi mostra de novo porque é um campeão mundial?) ano que vem, Badoer praticamente está fora, e a equipe não quer passar vexame em Monza (ele quer, tá nem aí, aparentemente vale o risco), Alonso tem mais é que ficar calado e pilotar as últimas com a Renault e nunca mais voltar.


Fisico, com um carro melhor do que o normal, fez pole e chegou em segundo, e poderia ter vencido se a Ferrari que tanto quer não tivesse o kers. Não sei se ele teria condições de mostrar o mesmo nível de serviço próximas vezes, mas o que se viu foi que um cara motivado e com um carro bom pode fazer até milagres. Ele só tem um certo problema: Badoer pega o beco ano que vem nos testes, e aí a vaga tranquilamente seria dele, Fisico. Entretanto, ser piloto de testes na Ferrari não vale a pena se você ainda tem a chance de correr e o quer. E não tenham dúvidas que a Force India olhou com novos olhos o italiano depois de Spa. Sutil é que deve começar a se preocupar. A incógnita no cockpit da Force India próximo ano é Bruno Senna. Desta forma, Fisico não é tanto um nome tão sério para o cockpit da Ferrari próximo GP por causa disso, mas ainda é o nome a ser debatido.

E Bad-oer? Melhorou significativamente em Spa. Pode até melhorar em Monza... ainda dá p/ botar fé que ele continua pelo menos em Monza. O mais certo é que seja um italiano, por razões óbvias? Errado, os italianos não são tão nacionalistas como se pode pensar, e é a própria História daquele país que não me desmente, com uma formação segregada até meados do XIX e que ainda guarda resquícios disso no tocante às províncias e regiões que ainda mantém dialetos locais, como na Espanha, Bélgica e Suíça.




Renault-gate?




Essa é escabrosa...a mais perigosa e mais nociva possível. E a que mais tem possibilidade de não dar em nada, embora tenha o igual potencial em ser Fogo-perpétuo.




Briatore não é coelhinho da páscoa. Não é santo nem nunca foi. É um gangster de alto calibre e não mede esforços para vencer nos negócios. Tem uma reportagem legal da Globo no seu site que dá um histórico na carreira de Briatore. Eis a tal reportagem:




A polêmica todos já acompanharam, mas só um resumo: Piquetzinho teria batido de propósito, por ordem da equipe, em uma zona certa de causar entrada do safety-car, para favorecer a Alonso, já que este estava com uma estratégia arrojada e seria favorecido assim pela batida.


Tirando a gravidade disso, e a dificuldade de se operar tal coisa, como um acordo prévio de códigos para o rádio, uma previsão que essa possibilidade era plausível e o consentimento dos Piquet, com alguma ameaça de quebra de contrato e etc ao quadrado...fora, óbvio, o aval de Alonso. Ou algém acha que iriam deixar Alonsito fora dos "babados"...há!


Os condicionantes favoráveis À merda ocorrer são:

- Na F1 não há tolos, a vitória interessaria muito para manter Alonso na equipe em 2009 e sem dúvida mostrar aos executivos da Renault bons resultados (que conseguiram em outra vitória, no Japão, fora o 2º lugar no Brasil).

- Briatore seria sim capaz disso.

- Piquet precisava demonstrar lealdade à equipe e ao Briatore para se manter na categoria neste ano, 2009. E obviamente deu errado.

- O acidente foi estranho. E mais estranha foi a calma de Piquet no rádio na hora da batida.
Os condicionantes contrários são:

- Os Piquet não são tolos: fazer isso ...alguma hora seriam descobertos e manchariam o nome Piquet na categoria e muito mais, dariam possibilidades mínimas de atrair patrocínios e equipes para o Jr.

- naquela curva, as ondulações não perdoam. E Piquet quase fazia merda no aquecimento dos pneus na volta de apresentação aparentemente na mesma curva. Por estar mais lento, conseguiu segurar.

- fazer uma operação dessas é arriscada demais e Briatore arriscaria demais o pescoço seu e de muitos no negócio.


E aí? O que vcs acham? Comentem, opinem, discordem de mim!

Ps: de quem é o aniversário? Deste que vos fala. 21 anos de muita vontade de vencer na vida, mostrar meu potencial e de quem sabe andar no Kart. Na dúvida, sou o menininho da direita. No carro, estava um colega de sala. Descobri que meu pai ainda tem uma foto minha neste carro. Vou ver se consigo em breve arrancá-la dele (hehe) e escanea-la. Até breve!


domingo, 30 de agosto de 2009

Gp da Bélgica- Raikkonen de volta e as possibilidades dos postulantes ao título

Um corrida com bastante emoção do começo ao fim, diversas ultrapassagens e a certeza de que este circuito tem de estar obrigatoriamente no próximo ano, sem balela de alternar com Hockeinheim. Ecclestone vai ter de ceder, pois assim como Mônaco, os donos de circuito tem um ótimo argumento nas mãos.

1 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 1:23:50.995 44 voltas
2 Giancarlo Fisichella ITA Force India Mercedes +0.939
3 Sebastian Vettel ALE Red Bull Renault +3.875
4 Robert Kubica POL BMW Sauber +9.966
5 Nick Heidfeld ALE BMW Sauber +11.276
6 Heikki Kovalainen FIN McLaren +32.763
7 Rubens Barrichello BRA Brawn Mercedes +35.461
8 Nico Rosberg ALE Williams Toyota +36.208
9 Mark Webber AUS Red Bull Renault +36.959
10 Timo Glock ALE Toyota +41.490
11 Adrian Sutil ALE Force India Mercedes +42.636
12 Sébastien Buemi SUI Toro Rosso Ferrari +46.106
13 Kazuki Nakajima JAP Williams Toyota +54.241
14 Luca Badoer ITA Ferrari +1:38.177

Não completaram Volta/motivo

Fernando Alonso ESP Renault 27/abandono
Jarno Trulli ITA Toyota 22/abandono
Jenson Button ING Brawn Mercedes 1/acidente
Romain Grosjean FRA Renault 1/acidente
Lewis Hamilton ING McLaren Mercedes 1/acidente
Jaime Alguersuari ESP Toro Rosso Ferrari 1/acidente

- Fisichella consegue levar o carro para o pódium, o primeiro da equipe, bem como os primeiros pontos. Sutil tentou, correu razoavelmente bem, mesmo com os problemas na largada, mas não deu em nada. Assim, ele Sutil tem que ficar preocupado e se ligar para conseguir se manter na categoria ano que vem, mesmo com suas performances passadas interessantes. A Force India poderia ter vencido se na frente não tivesse Raikkonen, que anda demais em Spa, com um Kers eficiente...
- Ótima largada de Kimi, que facilmente conseguiu ultrapassar Fisichella , este que fez bem em não lutar, foi consistente e conseguiu na janela de pits se manter na frente para vencer. Bom tê-lo de volta na ponta por uma razão simples: aumenta a quantidade de carros na disputa por vitórias em Monza, e estranho para a janela de trocas de pilotos e equipes para o próximo ano: Brawn, Maclaren entre outras estão de olho, mas podem ser apenas conversas de paddock...com esse ritmo, ao menos o finlandês se mantém próximo ano.
- Rubens Barrichello tem um problema crônico com esse sistema de largadas... se não tem problemas com isso, sempre larga bem. Mas se tem, as consequencias em geral são catastróficas...ironicamente, esse azar pode ter dado uma "sorte". Tendo que mudar drasticamente de estratégia, ganhou uma renovada chance de conseguir estar entre os 8 primeiros. Pq?
- Se Barrichello tivesse largado bem, teria ganho no máximo uma posição, e estaria se ferrando na troca de pneus e abastecimento. Mudando a estratégia, conseguiu angariar 11 posições. na corrida, fez boas ultrapassagens nas horas certas, e teria sim boas chances de ultrapassar Kovalento se não fosse o ocorrido no final, com o vazamento de óleo. Milagrosamente conseguiu escapar e ir até o final na 7º posição, graças a Rosberg. Esperamos saber o que ocorrerá.
- Vettel começou mal, perdendo posições, mas conseguiu manter um bom rendimento no setor final, angariando a 3ª posição de Kubica. E sem dúvida foi o maior beneficiado de toda a corrida na disputa pelo título, pois descontou 6 pontos de Button e Webber, e 4 de Barrichello. E ainda marcou o melhor tempo da corrida.
Webber por sua vez foi o grande derrotado do dia, perdendo a oportuidade única de descontar o máximo de pontos possíveis para Button e Barrichello... E nem foi tanto sua culpa, já que seu mecânico deveria tê-lo prendido um tanto mais no pit por causa do piloto que vinha saindo dos boxes. O piloto era Heidfeld.
- Kubica e Heidfeld fizeram uma corrida nas possibilidades, pontuando e fazendo da história final da BMW algo menos vergonhoso. Nada senão pensar em uma ocasião específica do circuito, mas a equipe desde Valência vem demonstrando certa melhora.
- As Ferraris viveram momentos pardoxais. Um excelente desempenho do Kimi e um péssimo de Bad-oer. Ele não tem muita culpa no processo não, até alcançou mais o ritmo dos outros, mas nada favorável para ele se manter até Monza. A grande dúvida será: Fisichella será o piloto da Ferrari daqui a duas semanas?
- As Toyotas não tem jeito. Azar extremo de Trulli e vacilada que fizeram com Glock tiraram totalmente as chances de cada um. Trulli foi agressivo demais com Kimi e perdeu o bico, parou depois, não conseguia atacar Badoer pois seus acertos eram diferentes, e a Toyota não tinha o mesmo rendimento em reta, e teve que recolher por problemas.
Capítulo à parte: Renault.
- Nossa, que droga no pit de Alonso. Foi tocado no começo, entortando sua calota e eixo, e na troca os mecânicos nada puderam fazer. Depois, para evitar um problema à là Hungria, trouxeram-no de volta aos boxes. Fernando vinha fazendo prova para terceiro lugar.
- Grosjean largou bem. Revendo a largada, ele larga bem, ganha posições, mas Button o atropela.
- Não comentarei muito aqui sobre as suspeitas da FIA, anunciadas por Reginaldo Leme, do acidente no ano passado em Cingapura com Piquet,que supostamente seria proposital para favorecer a Alonso, fato que teria dado certo, já que Alonso venceu e muito por causa do safety car naquela hora.
As chances
- Button largou mal, e vinha lá para trás. Se envolveu num acidente, e viu Barrichello e Vettel descontarem vários pontos nas duas últimas corridas. Não, não é só psicológico, e não, não é só carro. Diversos fatores, inclusive a não adaptabilidade de Button a carros mais ariscos fazem com que ele abra o olho. Agora, ter Rubens e Webber não se dando tão bem deve ter sido um alívio inescrupuloso dele, que não merece vencer esse campeonato pelo que fez desde a Turquia.
- Rubens tem uma tarefa difícil. Mesmo com as corridas em seguida a seu favor, não dá para esperar que Button sempre se dê mal e ele sempre se dê bem. E confessado que ele tem que superar os erros do sistema de largada. Treinar isso nos treinos livres é proibido, mas algo tem de ser feito. São 16 pontos em 50 possíveis. Tem que descontar de Button mais de três pontos por corrida.
- Vettel tem algo ainda mais difícil pela frente. Hoje teve sorte, mas deve no máximo disputar o vice-campeonato.
- Webber, o grande derrotado de hoje, tem de ficar e muito preocupado. Inclusive porque seu próprio companheiro, com todos os problemas, o superou. E não era tão esperado assim.
Comentem, discutam e avaliem este post. Até mais tarde, com as notas. Abraços.