Os escritores que aceleram neste blog

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acompanho a F1 desde 1994. por vezes o estranhamento choca e traz interesse. gosto de história desde 2002. bons professores trazem a tona paixões que pareciam subexistir. sou Ridson de Araújo, tenho 21 anos, faço História na Universidade Federal do Ceará.

A Redação

Este blog foi criado no intuito de divulgar, publicizar opiniões caladas e pesquisas que em geral não tem o devido espaço que (acreditamos) merecem. A iniciativa foi de Ridson de Araújo, e agora contará com colaboradores. Cada pessoa que se encontra aqui na redação tem o potencial como várias outras pessoas que tem/não tem internet, de pensar e agir. Duas paixões e duas escolhas: História(s) e Velocidade.

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domingo, 13 de setembro de 2009

GP da Itália 2009.


A prova de hoje em Monza foi bastante disputada no seu inicio após a largada, com várias ultrapassagens e pequenos toques entre os pilotos. Depois que tudo se estabilizou, não aconteceu mais nada de muito interessante, só alguns momentos mais críticos e divertidos, com os pilotos que saíam dos boxes e que chegavam a dividir curvas, um escorando o outro, como exemplo os kamikazes Trulli, Nakajima-San e Glock.


Lewis Hamilton, novamente derrotado por Rubens Barrichello, antes o favorito para vencer tanto em Valência como em Monza. O inglês que largou na pole, estava mais leve e não conseguiu abrir vantagem suficiente para os carros da Brawn, após suas duas paradas. Já a equipe de Ross Brawn, acertadamente, escolheu uma estratégia de apenas uma parada para seus dois pilotos, invertendo os tipos de pneu de cada um.


Na última volta Lewis tentava pressionar Button, mas perdeu o controle do carro na curva de Lesbo, bateu forte, desperdiçando um pódio certo, pódio este, que caiu no colo de Kimi Raikkonen para alegria dos torcedores Ferraristas. Aliás, Kimi Raikkonen que vem em uma grande recuperação no campeonato se mostra o piloto que melhor faz uso do KERS. Excelente largada, e assim como em Spa, teve que controlar o ímpeto durante toda a prova de um piloto da Force India, desta vez, Adrian Sutil.


Adrian Sutil, que finalmente marcou pontos pela equipe indiana, mas quase joga tudo para espaço na parada dos boxes, onde quase fez um belo strike nos mecânicos. Enfim, autor da melhor volta. Vitantonio Liuzzi vinham em ótima prova em seu retorno a categoria, abandonou após a quebra do câmbio. Fernando Alonso conseguiu um honrado quinto lugar para a escandalosa Renault.


Heikki Kovalainen, se atrapalhou, perdeu várias posições nas primeiras voltas, por estar mais pesado, teve novamente um desempenho apagado. Enquanto Hamilton parte para briga, Kovalainen passa a impressão de quem espera ver o quê acontece com os outros competidores. Assim sendo, tem se tornado um piloto sem atitude nas corridas, apesar de conseguir pontuar.


Nick Heidfeld em um ótimo sétimo lugar para a BMW e um irreconhecível Sebastian Vettel em oitavo, praticamente dando adeus a luta pelo título, assim como Mark Webber, que pela terceira vez consecutiva não marca pontos. Deixando a Red Bull praticamente fora da disputa do título dos Construtores.


Jenson Button em uma ótima prova seguiu a risca a tática da Brawn. Largou bem, despachou o Kovalainen no inicio, manteve Rubens bem perto, mas não chegou a brigar diretamente por posição com o companheiro. Manteve a calma quando foi pressionado por Lewis. Pilotou como campeão, marcou pontos valiosos para garantir o campeonato, e já me arrisco a dizer que o inglês colocou a mão na taça.


Rubens Barrichello assumiu o risco de correr com o câmbio “defeituoso”e cumpriu com louvor a tática da equipe. Derrotando mais uma vez Lewis e a McLaren. Vence pela terceira vez em Monza, e a segunda vitória nas últimas três corridas, ajudando a Brawn a praticamente garantir o título dos Construtores. Passa a ser o franco atirador pela luta do título. O que vier é lucro.


Quase me esqueço de citar o Fisichella. O italiano fez uma corrida discretíssima, pouco lembrado na transmissão da corrida. Esperava-se mais dele. O quê há com essa Ferrari de número 3?


Chegada:


1°) Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 53 voltas em 1h16min21s706
2°) Jenson Button (ENG/Brawn), a 2s866
3°) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 30s664
4°) Adrian Sutil (GER/Force India), a 31s131
5°) Fernando Alonso (SPA/Renault), a 59s182
6°) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 1min00s693
7°) Nick Heidfeld (GER/BMW), a 1min22s412
8°) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), a 1min25s427
9°) Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari), a 1min26s856
10º) Kazuki Nakajima (JPN/Williams), a 2min00s000
11°) Timo Glock (GER/Toyota), a 2min43s925
12°) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), a 1 volta
13°) Sébastien Buemi (SWI/Toro Rosso), a 1 volta
14°) Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 1 volta
15°) Romain Grosjean (FRA/Renault), a 1 volta
16°) Nico Rosberg (GER/Williams), a 2 voltas

Não concluíram:

17º) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 22 voltas
18º) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 19 voltas
19º) Robert Kubica (POL/BMW), 15 voltas
20º) Mark Webber (AUS/Red Bull), 0 voltas

Melhor volta: Adrian Sutil (GER/Force India) - 1min24s739 (36ª volta)

sábado, 12 de setembro de 2009

Pesos. GP da Itália. Classificação.

Saudações a todos, como sempre o autódromo de Monza lotado com os torcedores Ferraristas. A atenção dos italianos para a estréia de Giancarlo Fisichella na Ferrari em substituição ao camarada Luca Badoer que, aliás, está presente no circuito assim como Michael Schumacher de contrato renovado com escuderia Rossa. Fisichella notadamente nervoso nesse final de semana, até já declarou isso e ainda se diz pressionado por correr na Ferrari, apesar do sonho realizado. Teve um desempenho regular passou ao Q2 e ficou por lá mesmo, entretanto, já faz um papel mais digno que seu antecessor na difícil tarefa de substituir Felipe Massa.



O que chama atenção é o domínio que vem exercendo os motores Mercedes-Benz na categoria pela força e pela confiabilidade, e não é de hoje. Desde 2007 não me lembro de nenhuma quebra dos motores alemães. Todos os carros equipados com os propulsores da Mercedes-Benz chegaram com sobras ao Q3 no treino classificatório de hoje em Monza. E mais, dos sete primeiros colocados no grid, há os seis carros empurrados com os motores Mercedes-Benz, sendo que, o único intruso é a Ferrari de Kimi Raikkonen, que está em ótima fase, sai em terceiro.



Vitantonio Liuzzi teve uma excelente apresentação em seu retorno à categoria, parado desde 2007 quando deixou a Toro Rosso, e aceitou o papel de piloto reserva na Force India. E agora com a ida de Fisichella para a Ferrari, está aproveitando a oportunidade no agora competitivo carro indiano, sai em sétimo. Já Adrian Sutil sai em segundo, por pouco não ficou com a pole, mas seu histórico em corrida não é dos melhores, pois sempre peca e deixa escapar um bom resultado, tanto que nunca pontuou na carreira. Enfim, é a melhor classificação da equipe em sua curta história na F-1.



A Red Bull segue sua árdua tarefa em economizar motores para conseguir manter viva as esperanças por título. Webber sai em décimo e Vettel em nono. A equipe B do Grupo Red Bull que no ano passado viveu seu auge, em Monza, deixa consolidada agora o papel de pior equipe do ano, são os últimos do grid vão largar bem pesados. Começo a achar que o Bourdais teve sorte em deixar a Toro Rosso.



Continuando com as decepções, ao contrário dos alemães, os japoneses não tem o que comemorar. A Williams que já descartou os motores Toyota para 2010 e conseqüentemente se livra do Kazuki Nakajima. O japonês larga em 17º e o constante Rosberg em 18º. Já a montadora conseguiu um 16º com Glock, o mais pesado do grid e aparentemente um milagroso 11º com Trulli. A BMW que ainda está à venda, não está conseguindo fazer uma boa propaganda para os interessados em adquirir os espólios do time. Pobres Heidfeld e Kubica.


A escandalosa Renault sempre dependendo do arteiro Fernando Alonso, novamente munido de KERS em Monza, conseguiu um 8º. Grosjean passou ao Q2, tremei quem larga perto dele.


A Brawn fez um ótimo treino para quem não tem KERS, já era notório que seus carros largariam mais pesados para fazer apenas uma parada. Agora com a confirmação dos pesos, dos dez primeiros Button e Barrichello são os mais pesados. Button que voltou a andar bem e fez o melhor tempo do final de semana. Quanto a Rubens, que larga na frente de seu companheiro, mas isso pouco importa se novamente se atrapalhar na largada. A equipe até estuda a troca de seu câmbio, caso aconteça Barrichello perde 5 posições. O piloto declarou que não quer a troca!



Heikki em 4º tem tudo para fazer uma boa corrida, pois está entre os mais pesados, já o pole position Lewis Hamilton confirma o crescente desempenho da McLaren na segunda fase do campeonato, mas é o mais leve do grid. Vai tentar disparar na frente.


Fica o suspense se a corrida será sob tempo chuvoso.


Pesos


As posições de largada na frente dos nomes.


1º) Lewis Hamilton (ENG/McLaren), 653,5 kg
2º) Adrian Sutil (GER/Force India), 655
3º) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 662
8º) Fernando Alonso (SPA/Renault), 677,5
7º) Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 679,5
9º) Sebastian Vettel (GER/Red Bull), 682,0
4º) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 683
10º) Mark Webber (AUS/Red Bull), 683
6º) Jenson Button (ENG/Brawn), 687
13º) Robert Kubica (POL/BMW), 697,5
5º) Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 688,5
14º) Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari), 690.0
15º) Nick Heidfeld (GER/BMW), 697,5
12º) Romain Grosjean (FRA/Renault), 699,8
11º) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 703,0
19º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso), 706
20º) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso), 706
17º) Kazuki Nakajima (JPN/Williams), 706,2
18º) Nico Rosberg (GER/Williams), 708,6
16º) Timo Glock (GER/Toyota), 709,8

Confiram também os comentários do Ridson no post anterior.


Gp da Itália- classificação e pitacos


1 Lewis Hamilton ING McLaren Mercedes 1:24.066
2 Adrian Sutil ALE Force India Mercedes 1:24.261 +0.195
3 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 1:24.523 +0.457
4 Heikki Kovalainen FIN McLaren Mercedes 1:24.845 +0.779
5 Rubens Barrichello BRA Brawn Mercedes 1:25.015 +0.949
6 Jenson Button ING Brawn Mercedes 1:25.030 +0.964
7 Vitantonio Liuzzi ITA Force India Mercedes 1:25.043 +0.977
8 Fernando Alonso ESP Renault 1:25.072 +1.006
9 Sebastian Vettel ALE Red Bull Renault 1:25.180 +1.114
10 Mark Webber AUS Red Bull Renault 1:25.314 +1.248
11 Jarno Trulli ITA Toyota 1:23.611
12 Romain Grosjean FRA Renault 1:23.728
13 Robert Kubica POL BMW Sauber 1:23.866
14 Giancarlo Fisichella ITA Ferrari 1:23.901
15 Nick Heidfeld ALE BMW Sauber 1:24.275
16 Timo Glock ALE Toyota 1:24.036
17 Kazuki Nakajima JAP Williams Toyota 1:24.074
18 Nico Rosberg ALE Williams Toyota 1:24.121
19 Sébastien Buemi SUI Toro Rosso Ferrari 1:24.220
20 Jaime Alguersuari ESP Toro Rosso Ferrari 1:24.951

Eis os tempos desta sessão de treinos classificatórios para o GP da Itália, que será disputado na incrível Monza. Ainda devo um post para falar sobre a relação dos italianos com a velocidade, mas é por uma boa causa (estou tentando conseguir uma entrevista com um professor da Universidade Federal do Ceará, historiador e grande conhecedor do universo operário e anarquista italiano, além de ser descendente dos italianos e de já ter estado lá. O nome vocês ainda verão por aqui mais vezes, espero.
Vamos ao que interessa:
- Hamilton vem muito bem com a Maclaren. A suspensão nova, o Kers e o novo pacote aerodinâmico, mais refinado e arrojado, deu muito certo. E lá dentro temos um Hamilton se afiando e muito nesta temporada. Mostrou firmeza para a classificação, deve estar mais leve que as Brawns, óbvio, mas nada que o tire da posição de favoritíssimo à vitória. Eu creio que neste momento o grande adversário de Barrichello na disputa pelo título sejam as maclarens, que vão tirar pontos preciosíssimos. Kovalainen vai melhor do que a encomenda, contudo pior do que deveria para tentar garantir vaga ano que vem em um equipe boa. Deve continuar na categoria, só que em uma equipe fraca.
- Sutil é o homem, entretanto, do fim de semana até agora. A Force India está muito forte, e isso se dá sem dúvida pelo estil do chassis do carro, bom para corridas com pouca pressão aerodinâmica. Só que segurar um carro assim é difícil, chapinhas...na Parabólica, tem que ser muito bom para controlar um carro um tanto nervoso ainda. Os "caminhos da India" colocaram seus dois pilotos no Q3 pela primeira na temporada, e arrisco a dizer que os dois irão pontuar, se tudo ocorrer na normalidade (leia-se, se não chover). Sutil merece carro melhor, e ainda falta a ele mais estrela e mais consistência, mas provou que é muito rápido.Luizzi merece destaque: é o melhor dos "estreantes" sem dúvida. Erra menos do que o normal, é rápido,é na dele. Fórmula certa de um cara que pode ter conseguido uma chance de ouro para voltar à categoria.
- As Brawns estão melhores que a encomenda, se fizerem tudo certo. Barrichello sai na vantagem na disputa, embora tenha sido mais lento que Button o fim de semana inteiro. Estão mais pesados sem dúvida, e acho que isso ainda é vantagem mais para Barrichello do que Button, pois devem ir com duros e Button se embanana todo com eles. O que é foda é toda vida o inglês copiar as coisas do brasileiro. No jogo pelo campeonato vale tudo, mas isso é no mínimo, vergonhoso. Acho que se não fosse o brasileiro, dificilmente Botão teria tanta vantagem assim no campeonato.
- As RBR's e as STR's, estão touros enraivecidos e ruins neste fim de semana. Os primeiros estão lascados por causa dos motores e os últimos estão em último e lá devem ficar sozinhos até o fim do campeonato. Uma lástima. Mais do que nunca, Vettel terá que se superar para chegar perto de Button, ou orar muito por uma chuva daquelas. Webber..este é um coringa, que ninguém sabe como se sairá.
- As BMWs foram uma decepção à parte no Q2. Ambas quebraram, ambas tinham condições de ir para o Q3. As Toyotas são outra incógnita, mas ainda se espera delas arrancar com Trulli o 8º lugar. Glock pode já preparar o atestado de azarado do ano.
- Fisichella e Raikkonen são cartas À parte no baralho. Fisico sofre (é normal) com a pressão dentro e fora do carro, e ainda sim foi razoável. Queria que ele ao menos estivesse mais próximo do Q3, mas ir ao Q2 não foi fácil e ele deve ir um passo de cada vez. Largar pesado, tomar cuidado, usar o Kers para ultrapassar...observem com cuidado esse cara. Toda sorte para ele, é o que desejo. Raikkonen é que atesta que, motivado e com Kers, consegue estar entre os 3 primeiros. Se não fosse isso, ele não estaria lá não, pois o carro não é isso tudo não. Se Massa estivesse bem, em forma e correndo, estaria melhor?
Bom, até os pesos!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Comentando as diversas notícias- semana do GP da Itália

Esta semana não foi das mais paradas e nem das mais agradáveis para os amantes das velocidade. Como fiquei meio ausente do blog por estes dias, dou o ar de minha graça comentando alguns pontos que aparentemente ficaram sem as devidas amarras.
A "delação premiada de Nelsinho Piquet"
Essa foi a mais comentada, a mais revisitada e a mais polêmica da temporada inteira. Ainda não me arriscaria dizer da História da F1. Entretanto, por ainda meios confusos e indeléveis.
-Primeiro ponto: o silêncio ensurdecedor das partes envolvidas: os Piquet e os chefões da Renault.
Esse deixou todo mundo com os cabelos em pé, dando a entender que realmente há algo de muito verídico nas investigações, quando as partes interessadas estão orientadas a ficarem bem caladas.
- Segundo ponto: O encaminhamento das investigações, por agências de ex-agentes do FBI e free-lancers. P/ quem gosta de teorias da conspiração esse ponto foi um prato gorduroso e suculento.
Significa que Mosley e companhia estão muito interessados em encontrar cabeças a decapitar e fogueiras para preparar, e a de Briatore é desejada há muito tempo. E não tenham dúvidas: essa investigação não vai parar nem mesmo depois do julgamento da Renault próximo dia 21.
- Terceiro ponto: ontem sai uma reportagem contundente da Autosport, conceituada revista inglesa com filiais em tantos lugares e tantas redes de informação dentro do paddock que todos dão ouvidos (demais até, em minha sincera descrença no poder imensurável que dão à imprensa como paladina da verdade- e da mentira), que averigua entre outros pontos:
  • O envolvimento dos Piquet: Piquet-pai entrega a bomba na sede da FIA, tentando assim livrar o filho da rota de colisão, como uma delação premiada. Assim, ele ao menos assegura que o filho poderá correr outra vez, não tomará uma pesada multa, e nem deixe escapar o desafeto Briatore.
  • O não: Briatore nega tudo e afirma apenas que foi vítima de extorsão (p/ quem não sabe é chantagear alguém em troca de um ganho financeiro de qualquer espécie), o que já é motivo para prisão. Extorsão é um crime dos mais perigosos.
  • O sim, pero no mucho: Pat Simonds, nº 2 da equipe Renault, teria dito à revista que teria havido uma reunião, que as condições de Alonso e Piquet na corrida teriam sido bem analisadas, que sabiam que um safety-car em certa hora seria fundamental para Alonso lutar pela vitória, já que o asturiano viria com uma estratégia agressiva (leve) demais para quem larga do 15º lugar em uma pista de rua (difícil de ultrapassar); e então teria sido Piquet o autor da idéia, mas que nada daquilo fora adiante comentado e nada decidido). Em suma, a reunião aconteceu mas nada teria sido decidido.

Se foi Piquet ou não o mentor da besteira (coisa que duvido muitíssimo, já que seria uma burrada ainda maior dele), os indícios apontam fortemente para uma verdade: a conspiração aconteceu. E os chefes da Renault não estão com os discursos afiados, o que indica que terão que forjar um para se defenderem dia 21...mas, obviamente, estão jogando toda a culpa nos Piquet.

- As consequencias para isso não são nada boas. Primeiro, porque Piquet só corre na F1 agora se o pai criar uma equipe, ou se ele se sujeitar a ser um piloto de testes ou titular em uma equipe miúda. A Campos pode sim ter oferecido a ele um salário baseado nos pontos, como veicularam. Ora, o cara dirigiu recentemente e tem alguma experiência com o novo carro da F1, e as equipes precisam disso, e mais, precisam de um cara que não tenha condições de pedir muito. Piquet se encaixa totalmente nisso, assim como Bourdais. Ou então, que corra na Indy. Um novo recomeço pode ser o melhor para o filho mais talentoso de Nelson Piquet.

Ainda não acho descartada a opção de Piquet correr depois disso porque no fundo no fundo, as equipes precisam mais de pilotos do que se imagina, e os negócios pesam mais do que as relações morais. O difícil é Piquet ainda conseguir bons patrocínios...

Outra consequencia disso muito grave é ter uma montadora com equipe, fornecedora de pneus e tudo o mais, como a Renault, que já tem na política de seus CEOs um desprezo total à possibilidade de negócios na categoria. Pode ser o argumento que faltava para a Renault voltar de vez aos porões, como foi com a Honda.

Uma última pergunta, e talvez a que mais me intriga: Por quê os Piquet se arriscaram a denunciar? Pq era o certo? As coisas na F1 dificilmente funcionam pelo argumento da justiça, e por isso mesmo era arriscado, eu diria suicídio, admitir publicamente que um dos Piquet foi capaz de fazer isso. Isso pq o mundo da F1 é muito hipócrita e esquece que em sua história diversas batidas propositais mudaram os rumos dos campeonatos, mudaram o rumo das vitórias, mudaram o rumo de diversas carreiras. A História infelizmente ainda é construída pela memória dos vencedores, e não a dos vencidos, dos sem-voz. Ao mesmo tempo, se escreve História pela pura parcialidade, dando a valorizar feitos de um lado versus outros que valorizam feitos dos outros. Não há muita criticidade nos olhares dos fãs de automobilismo pq não há estímulo à criticidade no olhar de todos nós em nossas educações.

Piquet-pai foi lá por outra razão, creio eu e minha mãe, que ontem comigo debatendo sobre isso ela disse: Piquet- pai foi lá pq o nome em jogo era o dele, acima de tudo. A trajetória que ele construiu na F1 e o patrimônio que construiu foram jogados no meio da rua, e mais do que ninguém ele é que teve de defender. Lembrar que ano passado ele não ia às corridas, só acompanhava por vezes sua equipe na GP2 muito pq o próprio filho queria por conta própria construir sua carreira, e a figura do patriarca não era das mais carismáticas, embora fosse respeitada. Piquet-filho de fato tentou construir seu próprio nome e patrimônio para além do peso do sobrenome. E em uma manobra arriscada jogou tudo a perder acatando uma ordem da equipe, se tornando cúmplice e co-autor. E pagou o preço. E teve que ver seu pai novamente entrar em cena para defender a honra do nome. No fim das contas Piquet-filho era o lado mais frágil do jogo e seu pai sabe que teve parcela na criação.

- A grande preocupação é sentir que Briatore ainda terá vez para os negócios. Por conta, e muito, de uma categoria como a GP2. Essa categoria vai crescer demais, vai esmagar a F2 e ainda vai ser palco de grandes disputas e alto nível técnico. E ela é de Briatore. =/
A possível compra da Brawn pela Mercedes
Essa é das mais preocupantes para Rubens Barrichello. Ou Jenson Button, talvez. O certo, pelo menos, é que a Mercedes vai investir mais no seu 2º cavalo de corrida, notadamente a Brawn. E isso assegura à escuderia Brawn sobrevida e qualidade. E assegura à Mercedes mais alicerce em sua não tão difícil tarefa de dominar a F1 para a próxima década, depois de ver a Ferrari dominar esta.
Contudo, algo me deixa com pé atrás quando todos dizem com todas as letras que a MacLaren vai se desvincular da Mercedes e vice-versa. Mesmo com o novo protótio de Ron Dennis tendo motor próprio ( e por que não? Vai concorrer com os Mercedes no mercado, ora bolas) e o caso da mentira que iniciou a temporada polêmica, acho difícil eles romperem assim de vez uma parceria afiada como essa.
A Mercedes, claro, poderia muito bem comprar em 2011 a Brawn (que me parece não ter sobrevida na F1, mas gostaria de vê-los pelo menos na GP2 -que me parece vai crescer e muito, mesmo tendo Briatore no meio). Rosberg vai ser o grande alemão na nova empreitada da Mercedona e vai pra onde ela quiser. Para a Brawn, no entanto, e até mesmo para a Mercedes, o segredo para um sucesso seria, se no caso de Nico ir para a Brawn, ter Nico e ter um piloto como Barrichello motivado, experiente e fundamental no ajuste dos carros. O carro da Brawn teve rendimentos bons de fato porque além de ser bem nascido, de ter o motor Mercedes, tinha Barrica lá. Button é bom piloto, é habilidoso até demais e muito rápido. Mas é muito inconstante e isso ninguém quer na F1. Ele é um avesso paralelo ao compatriota Mansell, que também era muito habilidoso e rápido, mas "motivado para além do equilíbrio necessário"...
Chuva ou sol em Monza entre sábado e domingo do GP da Itália?
Como nem a previsão do tempo é mais ciência séria, as previsões mudaram loucamente nos últimos dias. Chuva, sol, chuva e sol, clima ameno mas sem chuva, etc...
-Se tiver chuva, esperem uma nova vida para os Red Bull, e uma forçada de barra dentro da Brawn em favor de Button. Isso se Button ainda se mantiver pelo menos competitivo. Se o britânico não pontuar nada de novo...aí a batata lá vai assar no ...dele. As chances de Barrichello dependem dele, e de que as RBRs não sejam tão boas lá como deveriam ser.
- Se tiver sol, e se Barrichello estiver bem, preparem as cornetas. Rubens é forte lá, e Button não. Só que, se Button reagir e não for pelo menos, tão mal, Rubens terá problemas.
- Se não chover, mas o clima não estiver fervendo, loucamente é o melhor cenário para Barrichello. Ele aquece melhor os pneus que Button, e é nessas condições que o britânico se dá tão mal.
O que me preocupa, na ainda torcida por Barrichello, é que as novas zebras de lá favorecem a pilotos como Button. Não favorecem nem a Vettel, nem a Webber. Pilotos como eles e Barrichello atacam mais as zebras e isso não vai ser fácil com as zebras mais altas.
As incógnitas no mercado de pilotos
Essa já endoida a gente há muito tempo e não vai endoidar mais do que o usual. Daqui a instantes, a gente vai ver muitas notícias sem pé nem cabeça. No entanto, 4 pilotos de dentro da categoria e 3 novatos darão o tom das negociações.
- Alonso, obviamente. Para onde for vai ser bemvindo, mas precisa se livrar o quanto antes do problema da Renault senão arrisca ficar de fora. Não acho que agora para ele seja o momento de exigir demais, senão fica sem a Ferrari. Na briga de egos, Montezemolo late mais alto que ele e ele ainda não é Schumacher ou Senna.
- Rosberg. Tá fazendo uma baita temporada na F1 e finalmente pegou o tranco do negócio. Se mantiver o ritmo ainda vai ser campeão que nem o pai foi. E merecendo. Brawn Mercedes, MacLaren Mercedes estão na sua rota de mira.
- Raikkonen. Que deu provas de que quer, pode e terá lugar na categoria. Não mais onde e como quiser, mas negar a probabilidade dele ir para a Brawn é loucura. Ficar na Ferrari é ainda uma opção, mas ir para a Toyota pode ser um novo desafio na vida do cara. E acho que é isso que ele precisa para mostrar que é o cara. A Maclaren pode ser opção para 2011.
- Rubens Barrichello. Porque não? Se parar, o que acho difícil, auxilia em alguma equipe. Se ficar na Brawn próximo ano, as coisas podem sair melhor que a encomenda. Não acho que ele vá para a Williams, mas a Manor-Virgin, a USF1 e a Toyota poderiam deseja-lo.
Os de fora:
- Vitaly Petrov- Esse tem dinheiro demais para ser negado. Force India ou Campos o terão.
- Bruno Senna- Esse tem nome demais para ser negado. Idem, ainda somando a Virgin.
- Nico Hulkenberg- Esse vai ganhar a GP2, mas não se surpreendam se ele não for para a Williams, e sim para algo maior. Só se a Williams tiver equipado os motores Mercedes. Aí Williams é certeza.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A volta dos que não foram!


E mais um piloto italiano está de volta ao circo da F-1. Vitantonio Liuzzi foi confirmado como substituto de Giancarlo Fisichella na Force India até o final do ano. Liuzzi que vinha exercendo o papel fictício de piloto de testes da equipe indiana desde 2008 tem uma nova chance de correr após ser dispensado no fim de 2007 do grupo Red Bull, enquanto corria pela Toro Rosso. Vitantonio é outro que teve o desprazer de passar pelo caminho de Franz Tost.


Para o GP da Itália, em Monza, Fisichella que foi para Ferrari substituir o combalido Luca Badoer que pilotou para a Ferrari em Valência e Spa-Francorchamps no lugar de Massa. Por sua vez, Luca Badoer apesar da grande oportunidade que teve em participar dos GP’S com a Ferrari, parece ter perdido também a vaga de piloto de testes na escuderia italiana depois do seu desempenho pífio nas duas corridas que disputou, pois, Fisichella, além de pilotar o carro de Massa até o fim do campeonato também foi confirmado como test driver da escuderia italiana para 2010.


Badoer acusou o golpe, declara que a imprensa foi a culpada pelo seu infortúnio:


"Aqueles que escrevem não entendem quantos danos podem causar". "A mídia teve um papel fundamental na decisão da Ferrari de me substituir".


Pô, Badoer você aceitou os riscos, cara! A culpa foi sua.


Vitantonio é o quarto piloto que estréia no campeonato de 2009 fora os vinte que começaram (foto) . Antes dele Jaime Alguersuari, Romain Grosjean e Luca Badoer que entraram nos lugares de Sebastien Bourdais, Ângelo Piquet e Felipe Massa nas equipes Toro Rosso, Renault e Ferrari respectivamente.


Faltam cinco corridas para o fim do campeonato. Quem será o Próximo?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Uma Opinião: Kimi Raikkonen, O ICEMAN.


O personagem de hoje é o finlandês Kimi Raikkonen atual piloto da Ferrari e campeão mundial de Fórmula 1 em 2007 merecidamente diga-se. Nascido em 17 de outubro de 1979, em Espoo, Finlândia. Começou a correr de Kart em 1987 competindo em campeonatos locais e Europeus até 1999 sendo campeão diversas vezes. Dentre eles o mais importante quando foi o campeão Mundial de Kart em 1995 contra Fernando Alonso. Ainda em 1999 experimentou pela primeira vez correr em um monoposto, na Fórmula Renault onde fez sua estréia e terminou em terceiro lugar. No campeonato de inverno daquele mesmo ano da Fórmula Renault foi campeão vencendo todas as quatro corridas.

Em 2000 foi Campeão da Fórmula Renault Inglesa pela equipe Manor Motorsport, com sete vitórias, seis poles e sete melhores voltas. Participou de dez etapas e subiu no pódio em todas elas. Também foi campeão da Fórmula Renault Européia, onde correu em apenas três etapas, ganhou duas e conquistou duas poles. Com um currículo desses seu empresário David Robertson resolveu procurar equipes de F-1 para oferecer Kimi Raikkonen como futuro piloto.

Então, Robertson procurou por Peter Sauber e fez a propaganda de Kimi. O Dono da Sauber ficou tão intrigado com a história de Raikkonen “vendida” por Robertson que aceitou ainda quê, desconfiado fazer três dias de testes com o finlandês em Mugello em setembro de 2000. Seus tempos de volta foram bons, mas não surpreendentes em seu primeiro contato com um carro de Fórmula-1, mesmo assim Peter Sauber não teve dúvidas em assinar um contrato de quatro anos com o piloto, mas ficou dependendo se Kimi conseguiria obter a superlicença. A escolha do dono da Sauber foi muito criticada na época, pois Kimi além de muito jovem, tinha pouquíssima experiência no automobilismo fazendo somente uma temporada completa na Fórmula Renault contando com apenas 23 corridas em seu histórico. Peter Sauber solicitou a Max Mosley presidente da FIA a superlicença para seu jovem piloto poder correr. Apesar de toda oposição Kimi Raikkonen conseguiu os papéis necessários.

Em 2001, Kimi Raikkonen fez sua estréia pela Sauber Petronas na F-1 na Austrália marcando seu primeiro ponto na categoria. No decorrer do ano fez ótimas apresentações obtendo como melhor resultado um quarto lugar na Áustria e finalizando em décimo no campeonato. Suas atuações enfeitiçaram Ron Dennis que não mediu esforços, nem dinheiro para trazê-lo para McLaren no lugar de seu conterrâneo Mika Hakkinen que já havia divulgado que se aposentaria após o fim do campeonato. Até o próprio Mika Hakkinen se envolveu nas negociações para persuadi-lo a assinar com o time de Working, pois a Ferrari também estava na jogada. Em Monza 2001 duas semanas depois de ser anunciado como piloto da McLaren, Jean Todt encontrou-se casualmente com Kimi e disse-lhe ao passar por ele: “Não ir para a Ferrari será o maior erro de sua vida” Como de costume Raikkonen ficou calado e nenhuma emoção foi demonstrada em sua fisionomia impassível.

Em 2002 em uma equipe de ponta Kimi pôde apresentar melhores atuações indo pela primeira vez ao pódio já na abertura do campeonato. Protagonizou belas disputas com Juan Pablo Montoya na Alemanha, Bélgica e Hungria. Esteve muito perto de vencer na França, mas acabou escapando no óleo do motor estourado da Toyota de Olivier Panis entregando a vitória para Michael Schumacher conquistar seu quinto título mundial. Finalizou em sexto.

Em 2003 entrou definitivamente para a galeria dos grandes pilotos. Em uma disputa equilibradíssima entre ele, Juan Pablo Montoya e Michael Schumacher pelo título. No Japão na última etapa do campeonato Kimi Raikkonen era o único que poderia tirar o sexto título do alemão, mas ficou com o vice.

Em 2004 sofreu com o péssimo carro construído pela McLaren o horroroso MP4/19 e assim deu inicio a sua fama de azarado e destruidor de carros. Depois da metade do campeonato a equipe inglesa lançou a versão B do modelo. E Raikkonen ainda conseguiu vencer na Bélgica salvando o ano. Finalizou em sétimo.

Em 2005 Kimi Raikkonen teve seu melhor ano na McLaren com um super carro ele finalmente pôde mostrar todo o seu potencial, entretanto, foi traído pelas inúmeras quebras do rápido, mas frágil MP4/20. Fez três poles, venceu sete corridas e anotou dez melhores voltas, lutou com Fernando Alonso pelo título, mas como o espanhol conseguiu ser mais constante sagrando-se campeão. Mesmo com um novo vice, Kimi Raikkonen foi eleito “Piloto do Ano” por diversas Revistas especializadas entre elas: Autosport, F1 Racing, Motorsport Aktuell por vários sites de automobilismo ao redor do mundo.

Sua Grande apresentação naquele ano foi no GP do Japão, em Suzuka onde largou em 17º e veio ganhando posições aproveitando-se do excelente equipamento que tinha em mãos. A corrida foi muito emocionante e faltando poucas voltas para acabar a prova Kimi aproximou-se de Fisichella e conseguiu a vitória em uma bela ultrapassagem sobre o mesmo na última volta, foi espetacular, nunca vi Kimi Raikkonen comemorar tanto.

Já em 2006 a McLaren não conseguiu fazer um bom carro. Kimi passou o ano sem vitória. Seu melhor resultado foram dois 2º lugares na Austrália e Itália. Ainda conseguiu duas poles e três melhores voltas, finalizou em quinto. Após cinco temporadas pela equipe inglesa Kimi se despediu da McLaren confirmando a sina de azarado e destruidor de carros. Só para constar em 103 largadas pela equipe inglesa Kimi abandonou 26 só por defeitos mecânicos.

Para 2007 é contratado pela Ferrari. Fica esperando a definição de seu companheiro de equipe. Com o anúncio da aposentadoria de Michael Schumacher, o finlandês passa a dividir a equipe com Felipe Massa. Vencendo logo na sua estréia pela Ferrari na Austrália. Kimi Raikkonen demorou, mas se adaptou muito bem ao bólido do time italiano e disputou com Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton o campeonato mais emocionante dos últimos anos e na prova final no Brasil, finalmente conquista o tão almejado título, finalizando o ano com seis vitórias e seis melhores voltas. Tornando-se campeão pela Ferrari logo no primeiro ano depois que Michael Schumacher havia se aposentado.

Em 2008 depois de um inicio arrasador até o GP da Espanha onde liderava o campeonato e corria rumo ao bicampeonato tranqüilo. Kimi Raikkonen voltou a sofrer com infelicidades, principalmente com quebras, toques com outros pilotos e um péssimo rendimento nos treinos, todavia, não conseguiu mais nenhuma vitória no decorrer do ano, apesar do excelente carro. Passando a ser um mero coadjuvante na luta de Felipe Massa e Lewis Hamilton pelo título. Ainda sim conseguiu dez melhores voltas na temporada.

O Perfil

Kimi Raikkonen é atualmente um dos pilotos mais criticados da F-1 pela sua maneira única de ser. Uns não o suportam, outros simplesmente adoram seu estilo nem aí, seu caráter, sua forma de pensar, agir e de se expressar. Desde que chegou a categoria impressionou por ser um piloto veloz, mas se tornou único ao estabelecer um novo contexto como piloto de F-1 por suas atitudes e personalidade. Não demonstra muita emoção ao vencer corridas ou coisas do tipo, Raikkonen não é chegado a isso. Em sua primeira vitória pela Ferrari, Jean Todt acostumado com as estripulias de Michael Schumacher no pódio, após suas vitórias, claramente estranhou a postura impassível do finlandês. Por ser assim Kimi ganhou o merecido apelido de Ice Man - ou Homem de Gelo ainda na McLaren. Gostou tanto que incorporou o “pseudo” escrito em seu capacete.

Certa vez perguntaram a Peter Sauber como ele conheceu Kimi e qual foi sua impressão! O suíço respondeu: “O rapaz gostava de espaço e decidi não invadir esse território além das formalidades usuais. Dissemos “olá” e apertamos as mãos, mas não diria que Kimi tenha sido muito educado. Era como um animal tímido que não queria ser perturbado – e animais não são educados”. - Por que assinou com ele? – “O que nos impressionou a foi a forma como Kimi lidou com a situação. Ele estava tranqüilo. Nunca tinha visto nada parecido na vida”. “ Isso foi o suficiente para mim e para Willi Rampf (diretor-técnico da Sauber na época), queríamos Raikkonen no carro para 2001 e nem sequer olhamos sua telemetria, o que é pouco usual de nossa parte”. “Por exemplo, nós nos apoiamos pesadamente na telemetria quando assinamos com Felipe Massa para 2002”.

A maneira com quê Kimi Raikkonen lida com jornalistas, repórteres e os dirigentes é admirável, nunca um piloto de F-1 foi tão econômico nas palavras, tão direto e tão revelador. Depois farei um post só com as melhores frases do finlandês. Kimi não se abate com maus resultados, não se abala com os feitos de seus companheiros. Para falar a verdade Kimi nunca ligou para o quê seus companheiros faziam ou deixavam de fazer, isso nunca importou para ele, sua enorme autoconfiança não permite isso. E se você for comparar os seus companheiros, acredito que o mais benevolente tenha sido David Coulthard, pois os outros sempre foram fortes oponentes: Nick Heidfeld, Juan Pablo Montoya e Felipe Massa. Aliás, a disputa Raikkonen vs. Montoya na McLaren foi uma das maiores frustrações que F-1 presenciou, pois esse embate nunca aconteceu diretamente.

Kimi também ficou conhecido por gostar de festinhas regadas a muita bebida, principalmente Vodka Finlandesa, um prato cheio para os tablóides, e um terror para seus patrões. Tem paixão por Hóquei no gelo, apesar de não praticar mais. Foi protagonista de uma cena hilária no GP da Malásia de 2009 quando a corrida foi interrompida por causa da chuva. Nos boxes da Ferrari já sem o macacão e usando uma bermuda, Kimi simplesmente encontra-se saboreando um picolé, logo depois, abre a geladeira e pega uma lata de Coca-Cola. Nem aí para o que estava acontecendo naquela hora, se a corrida iria recomeçar ou não! Enquanto os outros pilotos ainda dentro dos carros ou no pitlane discutindo sobre a interrupção da etapa. Teve outro fato interessante no GP de Mônaco de 2006, Raikkonen abandona a corrida e não retorna aos boxes da McLaren, se dirige para um dos iates ancorados para orla do principado sem nem ao menos se importar sobre o resto da corrida. Fica lá conversando com os amigos.

Atualmente participa de algumas etapas de Rali apoiado pela Fiat dona da Ferrari, onde fez crescer o rumor que trocaria de categoria. Tem contrato com a Ferrari até 2010. Apesar de muitos afirmarem que ele sairá no final deste ano cedendo o lugar para Fernando Alonso na equipe italiana, mas acredito que isso não irá ocorrer e o finlandês cumprirá seu contrato até o fim. Ele mesmo já afirmou que estará no grid em 2010. Recentemente foi criticado por não ir visitar seu companheiro de equipe Felipe Massa, que se recupera do acidente sofrido na Hungria. Até o próprio Massa disse que não esperava algo diferente de Raikkonen – “Ele é assim”.

É dono de uma equipe que corre na F-3 inglesa e na F-BMW a Raikkonen-Robertson Racing. No qual é sócio com seu empresário.

Para mim é um dos melhores pilotos em atividade, por sua frieza e autoconfiança. É um piloto diferenciado. Não liga para números, nem para ninguém, e principalmente não liga para o quê os outros pensam ou falam dele. Preocupa-se em pilotar e se concentra apenas em si. Aparenta ser mais feliz na Ferrari do quê nos tempos de McLaren. Não pode de maneira alguma ser menosprezado.

Em 2009 está limitado pelo carro, mas vem fazendo um bom campeonato na medida do possível. Sua quarta vitória na Bélgica deixa claro como Raikkonen, ainda faz isso muito bem.

Até o GP da Bélgica de 2009, Kimi Matias Raikkonen contabiliza:

Títulos: Campeão em 2007.
GP’S: 151.
Pódios: 61.
Vitórias: 18.
Pole Position: 16.
Melhores Voltas: 35.
Pontos no geral: 565.


Fontes: Revistas F1 Racing.
Site Oficial: http//www.kimiraikkonen.com/

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

BREVE: Fisico vai para a Ferrari

Não há muito a dizer senão: isso era esperado. Nem tanto, mas era.
Fisico tinha que demonstrar seu valor e demonstrou. Se ele tivesse ido mal ele iria para a Ferrari? Algo que nunca iremos descobrir.
Fisico agradece a Force India, e deve agradecer mesmo. Angariou uma oportunidade de ouro, sendo italiano, e a Force India desfavorecida num rompimento unilateral de contrato com a Ferrari .
Vijay disse que nao houve grana no processo, mas nada a se levar a sério. Entretanto, ele deve sim ter facilitado por sim acreditar que o italiano contribuiu (e como) para a equipe, com os primeiros pontos e pódio, fora uma pole position.
Convenhamos, é a melhor maneira possível para um italiano do que terminar a carreira correndo em Monza com uma Ferrari que volta a ser razoavelmente competitiva. Os italianos torcem mais para a Ferrari do que para ses compatriotas por suas razões históricas, algo que próxima semana explorarei numa seção que estrearei no blog. E assegura sua estada numa Ferrari próximo ano na figura de testador e 3º piloto. Ele deve ter, sobretudo, sentido que é hora de encerrar com estilo a carreira e se acomodar, algo que facilmente fez durante a carreira.
Próximo ano a janela de trocas entre pilotos e equipes ferverá como nunca e ele não teria nunca proposta segura senão como piloto de testes.
E aí? Vocês acharam a escolha certa? Por parte da Ferrari? E por parte do piloto? opinem!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Três polêmicas e um aniversário

O mundo da F1 foi assolado por três polêmicas bastante diferentes nestes últimos dias. Em ordem inversa de acidez:


A polêmica da batida:


Button, Grosjean, Hamilton e Alguersuari foram os quatro a sair na 1º volta, em decorrência de uma batida, no mínimo, curiosa. Para quem viu, ou teve até a oportunidade de rever (eu, por exemplo, gravo as corridas desde o começo deste ano) foi confuso saber como começou e o que aconteceu.
Muitos se ligam muito no que inicialmente vêem Galvão e cia, na transmissão global. Não os culpo. Nem de longe. Entretanto, o que parece é que seguiram a opinião global de que Grosjean bateu em Button, mesmo ele depois tendo indicado que foi Button quem passou atravessado e bateu em Grosjean e o tirou da pista.

O que vi foi um Button sair atravessado e bater na traseira de Grosjean, que sai da pista, e no embolo Alguersuari bate em Hamilton, que quase volta para a pista levando muita brita. E cada vez que olho mais estranho um fato: Button trepida antes de sair atravessado, e não dá muito claro para ver se Button é tocado por alguém ou é por causa da zebra, que é acentuada na hora.


Para quem viu a primeira corrida da GP2 neste fim de semana, viu como a curva que originou a batida foi palco de maior parte das saídas da corrida, sempre envolvendo dois carros. Sem batidas como causa da atravessada de um, mas sim a atravessada de um causando a batida. Ou ocasionadas com a errada na tomada da curva, passando direto, ou trepidando na zebra.

Pós-corrida, isso suscitou um debate em diversos blogs e sites especializados, como o F1 Around e o Grande Prêmio. Ora, e não é que a maioria indica (inclusive Alguersuari e Hamilton) que o culpado foi Grosjean. Este e Button trocaram acusações. Sabemos no entanto que metade das batidas envolvendo pilotos em uma corrida não é nada além de batidas casuais, com culpados de ambos os lados, ou seja, nenhum. Outros acidentais e outros mais nojentos, propositais, compoem o resto da estatística. Não me parece ser o caso.


Tendo em vista que boa parte do circuito, dos fãs e dos insiders não foi com a cara do "Salsicha" desde o começo, isso era previsível. Eu mesmo me incluo, mas creio que devemos dar o devido peso às coisas.


Quem será o piloto da Ferrari em Monza ao lado de Kimi?

Essa não é nem grave, mas causa um rumor e burburinho ensurdecedor. Quem será? Provavelmente amanhã saberemos, mas isso é imprevisível. Diversos nomes são diariamente apontados, pilotos que se escalam e outros que negam veementemente, embora desejem como nunca. De Piquet Jr a Fisichella, a escala aponta novatos que nunca colocaram os pés numa F1 neste ano, pilotos na mesma escala de tempo em defasagem como Villeneuve e Gené (embora fosse aposta mais justa que Badoer...), desempregados neste ano que conhecem o câmbio e o motor, como Bourdais, e o próprio Piquet, que está sendo o pivô da maior das polêmicas.

E, é claro, Fisichella e Alonso como os empregados que correm em outras equipes e são fortes indicados.

Alonso nega, nega, e tem razão em negar. Praticamente dado como certo próximo ano na Ferrari, a equipe certamente o anunciará em Monza. Com a certeza que Massa só vem (e vem mesmo na Ferrari em que Kimi mostra de novo porque é um campeão mundial?) ano que vem, Badoer praticamente está fora, e a equipe não quer passar vexame em Monza (ele quer, tá nem aí, aparentemente vale o risco), Alonso tem mais é que ficar calado e pilotar as últimas com a Renault e nunca mais voltar.


Fisico, com um carro melhor do que o normal, fez pole e chegou em segundo, e poderia ter vencido se a Ferrari que tanto quer não tivesse o kers. Não sei se ele teria condições de mostrar o mesmo nível de serviço próximas vezes, mas o que se viu foi que um cara motivado e com um carro bom pode fazer até milagres. Ele só tem um certo problema: Badoer pega o beco ano que vem nos testes, e aí a vaga tranquilamente seria dele, Fisico. Entretanto, ser piloto de testes na Ferrari não vale a pena se você ainda tem a chance de correr e o quer. E não tenham dúvidas que a Force India olhou com novos olhos o italiano depois de Spa. Sutil é que deve começar a se preocupar. A incógnita no cockpit da Force India próximo ano é Bruno Senna. Desta forma, Fisico não é tanto um nome tão sério para o cockpit da Ferrari próximo GP por causa disso, mas ainda é o nome a ser debatido.

E Bad-oer? Melhorou significativamente em Spa. Pode até melhorar em Monza... ainda dá p/ botar fé que ele continua pelo menos em Monza. O mais certo é que seja um italiano, por razões óbvias? Errado, os italianos não são tão nacionalistas como se pode pensar, e é a própria História daquele país que não me desmente, com uma formação segregada até meados do XIX e que ainda guarda resquícios disso no tocante às províncias e regiões que ainda mantém dialetos locais, como na Espanha, Bélgica e Suíça.




Renault-gate?




Essa é escabrosa...a mais perigosa e mais nociva possível. E a que mais tem possibilidade de não dar em nada, embora tenha o igual potencial em ser Fogo-perpétuo.




Briatore não é coelhinho da páscoa. Não é santo nem nunca foi. É um gangster de alto calibre e não mede esforços para vencer nos negócios. Tem uma reportagem legal da Globo no seu site que dá um histórico na carreira de Briatore. Eis a tal reportagem:




A polêmica todos já acompanharam, mas só um resumo: Piquetzinho teria batido de propósito, por ordem da equipe, em uma zona certa de causar entrada do safety-car, para favorecer a Alonso, já que este estava com uma estratégia arrojada e seria favorecido assim pela batida.


Tirando a gravidade disso, e a dificuldade de se operar tal coisa, como um acordo prévio de códigos para o rádio, uma previsão que essa possibilidade era plausível e o consentimento dos Piquet, com alguma ameaça de quebra de contrato e etc ao quadrado...fora, óbvio, o aval de Alonso. Ou algém acha que iriam deixar Alonsito fora dos "babados"...há!


Os condicionantes favoráveis À merda ocorrer são:

- Na F1 não há tolos, a vitória interessaria muito para manter Alonso na equipe em 2009 e sem dúvida mostrar aos executivos da Renault bons resultados (que conseguiram em outra vitória, no Japão, fora o 2º lugar no Brasil).

- Briatore seria sim capaz disso.

- Piquet precisava demonstrar lealdade à equipe e ao Briatore para se manter na categoria neste ano, 2009. E obviamente deu errado.

- O acidente foi estranho. E mais estranha foi a calma de Piquet no rádio na hora da batida.
Os condicionantes contrários são:

- Os Piquet não são tolos: fazer isso ...alguma hora seriam descobertos e manchariam o nome Piquet na categoria e muito mais, dariam possibilidades mínimas de atrair patrocínios e equipes para o Jr.

- naquela curva, as ondulações não perdoam. E Piquet quase fazia merda no aquecimento dos pneus na volta de apresentação aparentemente na mesma curva. Por estar mais lento, conseguiu segurar.

- fazer uma operação dessas é arriscada demais e Briatore arriscaria demais o pescoço seu e de muitos no negócio.


E aí? O que vcs acham? Comentem, opinem, discordem de mim!

Ps: de quem é o aniversário? Deste que vos fala. 21 anos de muita vontade de vencer na vida, mostrar meu potencial e de quem sabe andar no Kart. Na dúvida, sou o menininho da direita. No carro, estava um colega de sala. Descobri que meu pai ainda tem uma foto minha neste carro. Vou ver se consigo em breve arrancá-la dele (hehe) e escanea-la. Até breve!


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Notas do GP da Bélgica.

1º) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari). 10. Grande corrida, ótima largada e relargada, controlou o ímpeto do Fisichella durante toda prova, não é a toa que também é conhecido por Iceman, aliás, sua alegria pela vitória foi contagiante. Realmente um piloto diferenciado!
2º) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India). 10. Por que ele não consegue ser sempre assim? O romano mostrou um desempenho incrível, sua perseguição ao Kimi foi espantosa. Presenteou sua equipe com a primeira Pole Position, os primeiros pontos, além do histórico pódio.
3º) Sebastian Vettel (GER/Red Bull). 8. Tímido no começo, mas conseguiu se recuperar, autor da melhor volta. Assumiu a terceira posição no campeonato.
4º) Robert Kubica (POL/BMW). 8. Vem obrando milagres com esse carro.
5º) Nick Heidfeld (GER/BMW). 7. Ótimo treino, mas largou mal. Entretanto, chegar em quinto foi um feito.
6º) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren). 6. Como sempre mediano, marcou mais uns pontinhos.
7º) Rubens Barrichello (BRA/Brawn). 5. Fez uma boa corrida de recuperação, mas diante dos acontecimentos, foi um mau resultado. Pela terceira vez no ano engasga na largada.
8º) Nico Rosberg (GER/Williams). 8. O piloto mais constante do ano, o que seria da Williams sem ele? Pontuando pela oitava vez consecutiva.
9º) Mark Webber (AUS/Red Bull). 5. A equipe acabou com sua corrida, depois da punição, ficou apático. Segundo 9º lugar consecutivo!
10º) Timo Glock (GER/Toyota). 7. Vinha bem, para marcar pontos, mas a Toyota frustrou a corrida do cara na sua primeira parada nos boxes.
11º) Adrian Sutil (GER/Force India). 5. É bom piloto, mas muito atrapalhado, sempre bate ou se envolve em algum acidente. Se continuar assim nunca marcará pontos na carreira.
12º) Sebastien Buemi (SWI/Toro Rosso). 3. Fez um bom treino, mas na corrida não manteve o rendimento. Depois da saída do Bourdais nunca mais foi mesmo!
13º) Kazuki Nakajima (JPN/Williams). 1.5. A Williams vai dispensar os motores Toyota, pois não agüenta mais o desempenho do piloto japonês.
14º) Luca Badoer (ITA/Ferrari). 2. Manteve a regularidade, largou em último! Pelo menos conseguiu terminar a corrida, em último!
15º) Fernando Alonso (SPA/Renault). 4. Não vê à hora de 2009 acabar! O espanhol não deveria mais aceitar correr com calotas.
16º) Jarno Trulli (ITA/Toyota). 3. Largou em segundo, quebrou o aerofólio após um toque na largada, aí já era!
17º) Jenson Button (ENG/Brawn). 4. É o risco que se paga por largar atrás, mas ainda está folgado na liderança.
18º) Romain Grosjean (FRA/Renault). 2. Parafraseando Ângelo Piquet: É isso que dá colocar piloto sem experiência para correr na F-1, rsrsrsr!
19º) Lewis Hamilton (ENG/McLaren). 3. O KERS não ajudou dessa vez!
20º) Jaime Alguersuari (SPA/Toro Rosso). 3. Vitima da confusão na primeira volta!

Vejam as notas do Ridson também no post abaixo!

Ah é: as notas do Gp da Bélgica

1 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 9.5 (Foi quase perfeito, exceto por só ter vencido msm por causa do Kers)
2 Giancarlo Fisichella ITA Force India Mercedes 9.5 (só não venceu porque tinha um carro sem Kers)
3 Sebastian Vettel ALE Red Bull Renault 8.5 (começou mal, mas manteve um bom ritmo para conseguir um bom lugar no campeonato e no pódio)
4 Robert Kubica POL BMW Sauber 8.5 (se tivesse tido mais ritmo, iria ao pódio; mas andar com esse carro é foda. Dou um desconto)
5 Nick Heidfeld ALE BMW Sauber 8.0 (se limitou ao carro que teve, e tendo largado do 3º, poderia ter ido além. Perdeu para Kubica, mas ainda foi um feito levar o Bmw até lá, mesmo o carro rendido bem no circuito)
6 Heikki Kovalainen FIN McLaren 7.5 (com sorte no começo e com o Kers, ganhou boas posições... mas nada convincente)
7 Rubens Barrichello BRA Brawn Mercedes 7.5 (com um começo trágico de novo por causa do anti-stall, foi o protagonista nas ultrapassagens. Tem é que resolver esse problema de largada se quiser vencer no campeonato. Imagina se isso acontece na disputa direta pelo título. É de morte.)
8 Nico Rosberg ALE Williams Toyota 7.0 (acomodado, sim. Mas consistente. Poderia ter conseguido o 7º lugar no fim, mas não quis se arriscar)
9 Mark Webber AUS Red Bull Renault 6.0 (o grande derrotado do fim de semana vinha bem na corrida, mas a equipe não o ajudou. E depois não fez por onde se manter competitivo)
10 Timo Glock ALE Toyota 6.5 (esse sim prejudicado pela equipe... tem é mais que ir prum barco melhor)
11 Adrian Sutil ALE Force India Mercedes 5.5 (nadou, nadou, e não chegou à outra margem. E ainda viu o companheiro ir no podio e marcar os pontos que ele, Sutil, disperdiçou antes)
12 Sébastien Buemi SUI Toro Rosso Ferrari 5.5 (competitivo, arisco, mas ineficiente. Tem que melhorar)
13 Kazuki Nakajima JAP Williams Toyota 4.5 (esse foi um pobre coitado, mas ao menos se arriscou no começo)
14 Luca Badoer ITA Ferrari 3 (essa é por um simples descontou: melhorou de extremamente p/ trás para algo para trás. Mas ficar com o mesmo carro do vencedor pega muito mal)


Fernando Alonso ESP Renault 7 (pelo que fez, poderia ser mais. mas afundar o barco com a Renault é algo que ele poderia ter evitado)
Jarno Trulli ITA Toyota 5 ( azar extremo, e muita ineficiência para não passar Badoer, mesmo com o acerto desfavorável)
Jenson Button ING Brawn Mercedes 2.5 ( se acha demais... culpou Grosjean e tambem teve parcela na culpa) Largou mal e ainda viu Barrica e Vettel se aproximarem... e ainda teve sorte que foi pouco.
Romain Grosjean FRA Renault 3 ( vai se chocar toda corrida? Ao menos largou bem.)
Lewis Hamilton ING McLaren Mercedes 3.5 (fim de semana para esquecer)
Jaime Alguersuari ESP Toro Rosso Ferrari 3.5 (Jaimito vinha tendo bons rendimentos nos treinos, mas na classificação foi p/ trás. Ainda não disse a que veio)


Não, não é pura e simplesmente nada contra Button. Pintou bola demais no começo do campeonato, mesmo indo superbem. Agora que perdeu o foco, culpa a todos. Pode até ser vencedor do campeonato, e seu carro será o favorito nas próximas etapas, mas não vem fazendo por merecer.

Minha sincera torcida é que, ao menos, Barrichello consiga mostrar para ele como se faz para merecer estar na F1. Mesmo que não ganhe o campeonato, Rubens deu (dá, e espero que continue a dar) uma aula de como manter o foco e não desistir.